segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Qual é o sexo dos anjos?

Transcrição de um texto oportuno e muito bem observado

Discussões bizantinas

CM. 16 Novembro 2009. Por Carlos de Abreu Amorim

Reza a lenda (mais do que a história ensina) que quando os turcos estavam na iminência de conquistar Constantinopla (Bizâncio), em 1453, o que mais inquietava os bizantinos era responder a uma intrincada questão: Qual é o sexo dos anjos? Verdadeiro ou não, o episódio ficou como referência máxima de um debate ocorrido na pendência de um problema grave e cuja inutilidade o torna ridículo.

Querer discutir o casamento gay com o País submerso em problemas que ninguém resolve, quando temos um primeiro-ministro engolido por um lamaçal jurídico e político, no momento em que ministros pontapeiam publicamente a separação de poderes e fazem as acusações mais graves de que me lembro ao poder judicial, parece ser um favor desvelado a quem quer camuflar o que é importante.

2 comentários:

Fernanda disse...

Querido amigo João,

Bem me parecia que vinha por aí algum sarcasmo...
Mas claro que concordo consigo, então não há mais nada de importância relevante a ser discutido???
Os gays que se casem e tenham muitos filhos ou então que se danem, eu nunca votarei / estarei a fovor.

Beijinhos
Fernanda Ferreira

A. João Soares disse...

Querida Amiga Ná,

Este texto tem a virtude de nos relembrar de onde vem a frase. Mas o teme é muito importante. É preciso nunca esquecer o essencial, nunca apanhar as pedras e deixar os diamantes. Há uma história de uma mulher que entrou numa gruta com um filho de colo, ouviu uma voz a dizer-lhe que podia levar consigo todas as jóias que quisesse das muitas que lá havia, que tinha poucos minutos e foi-lhe recomendado que não esquecesse o essencial. Ela acabou por se ter esquecido do filho de que só se lembrou depois de ter saído e de não poder voltar a entrar.
Há prioridades a estabelecer e a seguir.

Beijos
João