terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

MÉDIA E EPIDEMIAS SOCIAIS

Os Média alimentam epidemias sociais
(Publicado em O DIABO de 21 de Fevereiro de 2017)

As notícias de que a indisciplina está a aumentar nas escolas não poder ser apenas atribuída à deficiente educação recebida em casa e nas próprias escolas mas, resulta em grande parte, de uma degradação progressiva e acelerada que a sociedade vem sofrendo devido a factores variados com os quais é conveniente ter cuidado: o papel dos média e o abuso de recurso à Internet por pessoas ainda mal preparadas. Quanto aos pais, a sua ocupação nos empregos leva-os a deixar os filhos em creches onde são acompanhados mas não educados de forma a tornar-se crescidos e cidadãos responsáveis. Por isso, com tal complexo de culpa, quando estão com os petizes, não os contrariam e satisfazem todos os sus caprichos.

De posse, desde tenra idade, de smartphones, bebem de fontes desconhecidas muita informação, por vezes nociva, que lhes desenvolve uma mentalidade dificilmente controlada por pais e professores. Em vez de mimosos arbustos decorativos, integrados no jardim da civilização, crescem como robustas árvores selvagens misturadas em selvas descontroladas.

A Comunicação Social, tem-se preocupado mais «com o homem que morde o cão do que com o cão que morde o homem», mais com o malfeitor e o criminoso do que com o que se distingue na investigação científica, na arte, na cultura, na boa gestão, na inovação, na defesa e protecção dos sem-abrigo, etc. Essa tendência estimula e incentiva as mentes mal formadas na procura da celebridade pelo mau caminho, imitando os falsos «ídolos» criados por noticiários sucessivos.

Recordo que quando Marilyn Monroe faleceu, inesperadamente, em 5 de Agosto de 1962 por provável overdose ou suicídio, houve uma atitude mundial dos órgãos de CS para não ser dado muito espaço ao assunto a fim de não provocar uma onda de suicídios em jovens fãs da actriz, possuidoras de mente menos sensata e que podiam ser levadas a imitar o seu ídolo. Actualmente, essa atitude solidária está a funcionar ao contrário, tornando heróis os criminosos que são citados durante horas e dias seguidos mostrando as suas fotos, como foi por exemplo o caso de Aguiar da Beira e de outros, chegando ao exagero de divulgar pormenores das habilidades utilizadas nos crimes. Parecem querer ser escolas de crime, só faltando alvará para poder fazer exame e dar diploma. Vários amigos têm-me dito que nem sequer querem olhar para a página frontal de um jornal que abusa de tais «sensacionalismos».

Falar muito de casos de violência, além de os aumentar e generalizar, são autêntico terrorismo ou guerra psicológica que causa mal-estar nas pessoas criando nelas medo de sair à rua e até de continuar a viver. Os grandes movimentos de terrorismo pretendem criar esse estado de espírito aterrorizado.

Repare-se no endeusamento da coscuvilhice à volta de pretensa troca de e-mails entre um ministro e um cidadão que quer manter oculta a sua fortuna. Desde a AR, que se esquece da sua obrigação perante os cidadãos, até aos jornais, isso é prioritário e sobrepõe-se ao problema dos sem-abrigo que enfrentam as péssimas condições meteorológicas, ao dos idosos e deficientes solitários, à necessidade de reformas de serviços a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas com carência vitais, etc.

Há dias criticaram a falta de qualidade de um lar de idosos, mas não provaram que não havia melhor alternativa à escolha dos clientes e não alertaram governo, serviços e população para soluções desejáveis e possíveis. O que é bom e deve ser apontado como exemplo deve passar a ocupar mais espaço na informação pública para estímulo e incitamento à competição por mais e melhor. Mas a prática tem sido deixar passar isso ao lado. Por exemplo O Ronaldo é mais citado por alguns defeitos (não há quem os não tenha) do que pelo bem que faz aos familiares, a doentes, a deficientes e a carentes, numa acção exemplar de solidariedade e de generosidade para os necessitados. Há pessoas mais ricas que não olham para um pobre com vontade de o ajudar. E até há críticas para a actividade do PR ao pretender mostrar a necessidade de lutar contra as diferenças sociais demasiado chocantes. Ele bem merece ser seguido por «apóstolos» dispostos a ajudar a concretizar os objectivos que ele pretende ver resolvidos.

Será conveniente que a CS mostre modelos de virtude e estimule as pessoas, os voluntários e as instituições, no respeito por valores sociais, criando gosto pelas boas práticas profissionais, pela cultura, pela arte, pela investigação científica, etc. Entrevistem-se os galardoados com prémios internacionais, os que registam patentes de inovações, etc. Escolham-se boas bandeiras para mostrar Portugal aos portugueses.

A João Soares
14-02-2017

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TRUMP QUER LUTAR CONTRA O TEMPO

Trump quer lutar contra o tempo
(Publicado em O DIABO de 14 de Fevereiro de 2017)

Trump está a tentar cumprir aquilo que prometeu na campanha eleitoral. Mas nem parece que a sua actividade tenha sido a «construção civil». Ninguém que deseje construir um palacete, o pode ver pronto a habitar no dia seguinte a ter manifestado tal desejo, mesmo que o tenha escrito em papel e assinado com caneta de feltro bem visível perante a câmara e vídeo. Com efeito, desde o momento em que a intenção é formulada, há muitos passos a dar para ser atingido o objectivo, desde a escolha do local, a elaboração dos estudos e planos até à entrega da chave, há muitos e diversificados trabalhos a levar cabo. As fases intermédias, ou objectivos parciais, são entregues a técnicos especializados – arquitectos, engenheiros, estocadores, pintores etc – cujo trabalho deve ser acompanhado e sujeito a observações e opiniões do patrão. Este deve abster-se de querer inserir o mobiliário antes do momento adequado e, só nessa altura deve, fazer a escolha das ofertas de mercado que lhe agradam e recusar as outras. É preciso dar tempo ao tempo e não baralhar tudo a fim de evitar fazer trampa.

Ora ele, parece querer resolver cada uma das suas intenções, apenas com o efeito milagroso e um papel assinado com pompa e circunstância, no seu gabinete, perante o operador de vídeo, mostrando para a máquina a sua assinatura bem vistosa.

Para um gestor competente, com sentido da responsabilidade, isso pode ser apenas o sinal de partida para uma longa maratona. Sem serem criadas as necessárias e adequadas condições, sem ser preparado o pessoal que vai ter de agir de forma diferente daquela a que está habituado, e sem conquistar a aceitação e a adesão das pessoas que vão ser atingidas pelos efeitos da mudança, dificilmente podem ser esperados os melhores resultados.

As reacções já visíveis em determinados sectores, não apenas nacionais, mas também de muitas partes do globo prenunciam as dificuldades que advirão de decisões complexas e precipitadas sem a adequada ponderação e busca da melhor alternativa. A forma como um seu admirador agiu contra uma mesquita de Quebec, pode ser considerado o primeiro sinal, e muito preocupante, do ambiente de confusão criado.

Sobre a preparação da decisão, sugiro a leitura do texto publicado no jornal «O DIABO» em 27-09-2016. A metodologia nele apontada aplica-se a todo o tipo de decisões e é imprescindível naquelas que irão afectar a actividade de muita gente e de vários países. Desde a adopção de uma intenção até iniciar a acção para a sua concretização há um cuidadoso e meticuloso trabalho mental, burocrático e de contactos com pessoas, directa ou indirectamente, atingidos, a elaborar.

Também se relaciona com este tema o texto «promessas e decisões anunciadas precocemente» publicado em O DIABO de 18 de Outubro de 2016, em que se mostra a vantagem de as coisas não serem publicitadas, antes de estarem bem definidas e ponderadas, para não exigirem recuos desvantajosos para o prestígio e a imagem do decisor.

Não é por acaso que, num alto cargo, o responsável dispõe de uma equipa, que pode ser muito numerosa e diversificada, para colaborar na formulação de todo o trabalho antes de a decisão saltar para o público. Isso mostra bem que a decisão a esse nível não constitui uma obrigação pessoal, prepotente, autoritária, por capricho, sem atender aos pareceres de colaboradores. Não se pode aplicar uma norma do tipo «quero, posso e mando».

A João Soares
O7.02.2017

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

POLÍTICOS E DECISÕES DA AR

Políticos e decisões da AR
(Publicado em O DIABO de 7 de Fevereiro de 2017)

Recordo uma leitura de Eça de Queiroz que criticava um cidadão por querer candidatar-se ao parlamento sem ter fortuna que lhe permitisse viver com boa qualidade sem precisar de mamar na teta do erário. A política, no seu conceito, era um serviço público, de generosidade, próprio de ricaços que podiam a ela dedicar-se à custa dos próprios meios. Hoje, tal actividade nada tem de generosidade e pouco tem de patriotismo, tendo-se tornado numa forma de vida fácil e bem remunerada, sob diversos aspectos. É vulgar ouvir-se que o objectivo que leva um mau estudante a ingressar em tal «carreira» é o desejo de grande enriquecimento, em curto prazo e por qualquer forma, o que é garantido pela imunidade e impunidade, facilitada pela exagerada tolerância dos contribuintes que receiam denunciar actos de corrupção e outros vícios parecidos e pela complacência da Justiça. Não há conhecimento de notícias de ex-políticos a viver com privações.

Costuma dizer-se que têm a faca e o queijo na mão e não vão limitar-se a comer apenas pão. E para adquirir habilidades têm convívios de verão, a que ostensivamente chamam universidades de verão, em que confidenciam truques usados pelos mais experientes e assim acamaradam e se tornam cúmplices e coniventes, dispostos a encobrirem-se e a denunciarem e achincalharem os que estão no governo, ou vice-versa.

Acerca de tais habilidades, li há dias uma crítica ao Presidente da AR, segunda figura da hierarquia o Estado, por decidir não prolongar, ad eternum, uma comissão de inquérito parlamentar, alegando nessa crítica que o inquérito iria informar os portugueses de erros cometidos na CGD. Mas, na realidade destas comissões nada de benéfico tem decorrido para a informação dos cidadãos, como se constatou no caso do Inquérito ao BES, que durou vários meses, e não foi conhecido nenhum resultado obtido para benefício dos portugueses, compensador da despesa feita pelos deputados. Houve certamente, benefício para os deputados que faziam parte da comissão e recebiam pelo tempo nela investido. Residia aí o desagrado do queixoso de o inquérito à CGD não ser prolongado, mesmo com risco de contribuir para o aumento do défice orçamental e da dívida pública.

Esquecem ou nem querem pensar nisso, que Portugal é um país pobre e submerso numa crise prolongada, não tornando aconselháveis tentações de ostentação de riqueza fictícia. Quando chegam ao nosso conhecimento dados sobre as condições de trabalho e de alojamento de deputados do Reino Unido e de vários Estados nórdicos, não podemos ficar felizes com as habilidades, as vaidades e as ambições dos nossos roedores e estimação.

Há dias, um amigo dizia que a quantidade de deputados devia ser reduzida a metade da actual. E que nem se trata da proporcionalidade com a população ou com a área ou com o PIB do país, em comparação com alguns países europeus, mas sim pelo pouco tempo que utilizam para analisar os problemas nacionais, as condições de vida da população do interior em despovoamento acelerado e da qualidade de vida de muita gente nos subúrbios das grandes cidades. Não se vê neles interesse na reorganização de sectores obsoletos e com demasiados penduras em tachos inúteis, a sugar o erário sem resultados vantajosos para o público. Mas desperdiçam tempo a criticar o Governo, de forma negativa, destrutiva, demolidora, quando esse órgão de soberania deve ser apoiado com críticas construtivas e sugestões de soluções consideradas vantajosas para bem de Portugal. Tal apoio, é dever de todo e cada cidadão, com os respectivos meios, e a oposição, feita de cidadãos, não deve considerar-se dispensada de tal colaboração.

Há quem ache muito interessante que anualmente seja publicada a quantidade de decisões tomadas na AR e os temas nelas abrangidos e que conste a percentagem das propostas que lhes deram origem referentes a cada partido. Por exemplo, das propostas votadas e aprovadas 20% eram do partido X, 30% eram do partido Y, etc. Isto poderia servir de estímulo para fazerem mais trabalho útil e ara facilitar a propaganda eleitoral que não precisaria de palavreado fantasista, porque demonstraria resultados obtidos em benefício do cumprimento da sua principal missão perante a Pátria.

Embora já tendo o texto praticamente terminado, não quero deixar de referir uma lição de grande interesse. A resolução do problema da TSU que tanto prazer deu à oposição ao querer triturar o Governo, acabou por ter uma solução obtida rapidamente através de conversação com os parceiros sociais. É mais um facto que demonstra que o diálogo e a negociação são mais fáceis, com pessoas racionais, com experiência da vida e com sentido de responsabilidade do que com obcecados pelo poder, pela ambição e vaidade, sem noções realistas e sem preparação para defender os interesses do povo português. Mas, atenção, o Governo não deve deixar de ter presente que não há soluções ideais, pois não há bela sem senão, e deve fazer sempre a sua análise, no cumprimento das suas funções de gerir o interesse nacional.

A João Soares
31 de Janeiro de 2017

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

VIOLÊNCIA DE ESTADO OU TERRORISMO


Violência de Estado pode ser mais selvagem do que o terrorismo

(Publicado em O DIABO de 31 de Janeiro de 2017)

Até quando teremos de assistir ao uso «inadvertido» de armas letais? Porque não as utilizam exclusivamente em pistas, carreiras de tiro, campos de tiro, etc. Isto é, espaços vedados ao público apenas destinados ao treino e preparação dos militares.

Que consideração nos merecem estas pessoas, parte de organizações governamentais que decidem a actuação dos militares sem conhecerem a gravidade de tais acções e sem a devida sensibilidade, sem o mínimo respeito pelos outros e sem terem repulsa por actos que causam sofrimento e morte em seres humanos indiferenciados? Há muitos estados, grandes e pequenos que não têm idoneidade para usar material bélico, porque permitem que alguns dos seus cidadãos brinquem com objectos demasiado perigosos para as populações sem terem consciência do perigo que lhes causam. Como se acusam terroristas de causar umas dezenas de mortos se, no caso do bombardeamento, por um avião militar, de um campo de refugiados na Nigéria, causando a mote a cerca de 100 pessoas.

Tenho aqui referido que, nesta época de mudança para a NOVA ERA, há que pôr um forte travão nas guerras e insistir na resolução pacífica dos conflitos, dando lugar ao trabalho da diplomacia. Porém tal intenção parece manter-se nas nuvens da utopia, porque grande parte dos estados está a ser «governada» por políticos impreparados, sem ética nem moral, ambiciosos e vaidosos, que esquecem que o seu principal dever é respeitar os direitos das pessoas e dar-lhes boa qualidade de vida e cuidar de contribuir para a humanidade se tornar mais harmoniosa e viver em paz fraterna. As notícias chegadas da Síria mostravam os efeitos arrasadores em cidades como Alepo provocados por insistentes bombardeamentos de Sírios, Russos e Turcos. Os estragos causados em vidas e haveres devem ter ultrapassado largamente os provocados pelos denominados terroristas. Afinal, quem são os maiores terroristas do mundo, aqueles que provocam mais vítimas humanas e mais destruições de património quer privado quer público e quer constituindo reconhecido valor para a história mundial ???

Perante um vídeo de uma orquestra feminina de jovens que tocava uma colecção de músicas mundialmente famosas, uma pessoa amiga exclamou que se estava em presença de comunhão de sensações e sentimentos vividos por gente de todo o muno, sem discriminação e que a música devia ser mais aproveitada para criar a Paz e a harmonia mundial. Concordei e acrescentei que, se houvesse verdadeira vontade de viver em paz, os diversos sectores da arte poderiam ser instrumentos para unir os povos em harmonia fraterna e solidária. Mas a falta de qualidade de muitos detentores do poder leva-os a esquecer que o seu principal dever é respeitar os direitos das pessoas e dar-lhes boa qualidade de vida e, seguem o caminho errado de dar mais atenção aos seus interesses pessoais, à sua ambição e vaidade e a submeterem-se aos industriais e vendedores de armamento que lhes impõem a guerra para benefício dos seus próprios negócios.

Ser governante de um Estado com população de diversas cores, religiões idiomas, tradições deve ser assumido com qualidades de liderança, diálogo, compreensão de todos, sem discriminar, e procurando harmonia, em mútuo respeito e igualdade de direitos, enfim, uma nação, um colectivo. Não deve ser prepotência em defesa dos «bons» de que se gosta, com exclusão de todos os outros aos quais se motiva para a rebelião que pode chegar às piores atrocidades, com a natural escalada das trocas de violência.

E, com tal autoritarismo prepotente, em vez de acabar com a praga do terrorismo, suscitam mais ódios, alguns que perdurarão através de gerações até voltarem com mais força e meios mais poderosos. E, em vez e terminar a morte de tanta gente inocente, acaba por morrer muita mais como tem acontecido no Médio Oriente na Ásia e em África.

Apesar de já ter o texto pronto, depois de ter defendido o diálogo e a paz, não quero deixar de inserir, por vir a propósito, a frase do Papa Francisco, título de notícia no DN, em que alerta para o perigo de confiar "num salvador que nos defende com muros".

A João Soares
24 de Janeiro de 2017

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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

NECESSIDADE DE MUDANÇA


«Necessidade de mudança»

(Publicado em O DIABO de 24 de Janeiro de 2017)

A Mudança constitui uma característica da vida, da Natureza. Para saber se um acidentado inconsciente ainda tem vida há que ver se algo nele tem movimento, por exemplo se o coração bate. Na vida social também temos de evitar a estagnação, a degradação de valores essenciais a fim de podermos viver, isto é, ser criativos e inovadores sem a obsessão de repetirmos o que fizemos anteriormente.

Mas convém recordar a frase de um ex-governante muito citado que disse «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo». A mudança é necessária e conveniente quando vai ao encontro de novas soluções, em metodologia, estratégias, organizações para atingir melhores resultados com menos custos em tempo, sacrifícios e haveres. A mudança exige cuidados na sua preparação e acompanhamento. Não é sensato mudar sem fazer um prévio estudo, devendo ser evitada a precipitação, o palpite, a aventura.

Vemos na vida internacional algumas iniciativas de mudança inteligente e bem intencionada, como o acordo na Colômbia entre Poder e os oposicionistas a fim de estes desistirem da violência que vinham usando há mais de meio século, como o novo regime de Singapura que gerou uma nova ordem mais civilizada, como as negociações para uma solução pacífica para a Síria, como a procura de intermediários para solucionar o conflito entre Israel e a Palestina, etc.

Mas qualquer mudança é difícil porque obriga a quebrar hábitos e rotinas, por vezes ligados a ambição de riqueza, a exibição de poder, ao culto da imagem, etc. Estes factores que emperram a transição de um ambiente de violência generalizada para uma saudável convivência harmoniosa e pacífica, são visíveis em conflitos por vezes internos e menores que, em vez de serem analisados sem preconceitos para encontrar a maneira mais adequada de os resolver ou de os aceitar atenuando os efeitos, são, pelo contrário, encarados com escalada de violência que agrava a situação sem sanar a causas.

Enquadram-se nestas condições alguns casos de destruições maciças de povoações e de mortes de pessoas em alguns pontos do Médio Oriente, a dureza com que a Turquia tem encarado os incidentes internos a que tem assistido, e a deslocação pela NATO de poderoso contingente militar para a Polónia.

Neste último caso, trata-se mais de dissuasão do que de retaliação, mas que não deixa de ser uma escalada semelhante a outras que precederam algumas guerras recentes. E, como nos casos destas, nomeadamente a do Iraque, isto nunca conduz a bons resultados, senão para aqueles que beneficiam os fabricantes de armamento que segundo já dizia Eisenhower não param as fábricas e, para isso, pressionam os Estados e os grupos de guerrilheiros a fazer guerras a fim de consumirem aquilo que pretendem vender e, depois, inovarem os seus produtos bélicos. E não têm sensibilidade para ver que, dessa forma, morre muita gente inocente e é destruído muito património privado e histórico, como se tem visto no Médio Oriente e noutros pontos do globo. Nos Estados onde tal tipo de violência tem actuado, a qualidade de vida piorou e foram criadas vagas sucessivas e numerosas de refugiados. Tudo catástrofe para a humanidade.

E a repetida violência deixa-nos a dúvida e enfraquece a esperança numa mudança encarada a sério de se procurar passar a resolver os conflitos, quando ainda pequenos, através da diplomacia, do diálogo e da negociação em vez de ser pelas armas.

Mas a MUDANÇA de que a Humanidade necessita não se resume à guerra, pois é mais transversal e deve procurar tornar mais racionais, morais, legítimos, todos os sectores da sociedade, desde a corrupção, ao compadrio, à gestão de todas as organizações públicas de que a população depende quanto a eficiência, a simplicidade de funcionamento, a gestão do dinheiro público, etc.

Qualquer mudança deve contribuir para o respeito recíproco pelos outros, a aceitação das diferenças e a melhoria da qualidade de vida com justiça social.

A João Soares
17 de Janeiro de 2017

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

CONDENAR A VIOLÊNCIA COM LEGISLAÇÃO ADEQUADA


Condenar a violência com legislação adequada

(Publicado em O DIABO de 17 de Janeiro de 2017)

Atentados que matam dezenas de inocentes e deixam ferida quase uma centena de pessoas que nada fizeram de mal não é um crime normal que possa ser julgado pela legislação tradicional. Também não devem ser retaliados por forma idêntica e informal porque violência gera mais violência e a espiral eleva as consequências para patamares inimagináveis.

Há quem recorde a revolução francesa de 14 se Julho de 1789, em que, apesar do seu lema de harmonia social com «liberdade, igualdade e fraternidade», não foi descurada a necessidade da pena capital com a utilização da guilhotina para travar atentados ao seu rumo humanitário. Agora, o problema tem pormenores muito diferentes e não se pode condenar à morte um terrorista suicida, mas há que calar quem o encarregou ou obrigou ao crime. Como? Seria bom que a conversação, a negociação ou outras estratégias pacíficas pudessem ser eficazes, mas temos constatado que as organizações que impõem tais actos se vangloriam dos resultados mais trágicos, mostrando-se dispostas a subir a escalada. Daí não parece poder esperar-se que a solução pacífica seja eficaz.

Por outro, lado não parece racional respeitar a vida de quem não respeita a de outros, inocentes e alheios aos motivos de tal sanha assassina. Mas se os mais altos poderes internacionais se inclinarem a concordar com tal solução, não devem deixar que haja retaliações de forças públicas ou privadas a fazer justiça pelas próprias mãos. Será indispensável legislação especial criada pela ONU aplicada por uma instituição criada ad hoc que decida, sem demora, para não deixar arrefecer os efeitos do crime a punir. É muito provável que, depois de consumados os primeiros julgamentos extraordinários, não será necessário haver outros, porque o poder de dissuasão resultará.

É raro o dia em que não haja um ou mais crimes hediondos no Médio Oriente ou em qualquer continente que tornam a vida impossível a pessoas que gostariam de respeito mútuo entre todos, em bom convívio e solidariedade num ambiente de paz e harmonia social. Ninguém se deve considerar dono de tudo excluindo os outros que não se submetam à sua forma de pensar e de agir. O respeito e a tolerância devem ser virtudes a praticar com reciprocidade.

Há exemplos dos dois extremos do problema. Ontem, um amigo muito viajado referiu o paraíso de Singapura em que não há violência nem droga, mas respeito pelo meio ambiente e pelos outros, do que resulta harmonia e boa convivência entre pessoas de diversas etnias e religiões. As Filipinas parecem estar a procurar os mesmos resultados, oxalá escolham os métodos mais aceitáveis.

Um exemplo do extremo oposto é o da Turquia onde, tal como na Síria, o dono do poder utiliza a prepotência e a imposição da sua visão pessoal. Por isso, não deve ter acontecido por acaso o golpe falhado de 15 de Julho. Mas, em vez de reconsiderar que a negociação e a adequada reorganização do sistema seriam oportunas, ouvindo para isso opiniões de todos os sectores, foi aplicada a violência do poder com punições volumosas contra pessoas com quem o entendimento não era o melhor. O resultado de tal problema interno e a participação contra os oposicionistas rebeldes da Síria traduziu-se na série de atentados contra pessoas inocentes sucedidos nos dias mais recentes. A violência usada contra a violência tem efeitos de aceleração e aumento da gravidade e da injustiça social. A Colômbia chegou a tal conclusão e pena foi que demorasse 52 anos, a ser tomada a iniciativa do diálogo, mas oxalá consiga levar a cabo os bons objectivos desejados.

Os governantes, como representantes da população, devem ter sempre em vista a qualidade de vida e os interesses colectivos desta, quando se preparam para tomar decisões importantes. Para isso, devem estar sempre em contacto com as realidades nacionais e ouvir as opiniões representativas de tais interesses. Quem for prepotente e se capacidade para contrariar os seus próprios caprichos não merece o voto dos eleitores. Perdoar um erro é uma virtude se ele não foi cometido premeditada e intencionalmente e se o arrependimento garante que não será repetido. Mas a violência que apavora a Humanidade, é confessadamente premeditada e intencionalmente disposta a continuar até à vitória final. Para tais actos não pode haver perdão.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A CAMINHO DO AMANHÃ


A CAMINHO DO AMANHÃ
(Publicado em O DIABO de 10 de Janeiro de 20179)

A MARCHA PARA A NOVA ERA NÃO DEVE SER SISTEMATICAMENTE ADIADA, porque o tempo perdido será difícil de recuperar. No entanto, não devem ser dados passos ao acaso, sendo necessário decidir com coragem após estudos bem elaborados acerca de todas as hipóteses e dos resultados desejáveis.

Mais do que nunca, o Mundo é dos audazes sensatos e medianamente ponderados. O passado pode servir como ponto de referência e experiência, mas a tentação de o imitar ou repetir deve ser radicalmente banida, porque tudo será totalmente novo, inovador, criativo, imaginativo, com base nas possibilidades hoje existente e outrora inimagináveis. E, entretanto, as condições os factores sofrem alterações rápidas. A Humanidade está a enfrentar uma fase de mudança profunda. A economia dependia fortemente da energia originada pelo carvão, pelo petróleo e pelo gás natural, mas está a ter uma viragem para as energias naturais não poluentes como a eólica e a solar. Por exemplo, «a Suécia está a bater o recorde de produção de energia eólica», Foi-me há dias mostrada em Lisboa (Restelo) uma estação de abastecimento de combustível com uma cobertura revestida por placas de energia solar que a torna auto-suficiente para as suas máquinas e iluminação. Muitos semáforos nas avenidas funcionam com placas solares sem necessidade de ligação à rede de fornecimento de electricidade. Dentro de poucos anos, todos os automóveis serão movidos a electricidade, passando a não ser poluentes por não necessitarem da combustão de produtos fósseis.

Mas mudanças fundamentais caem nas actividades das pessoas, nas estruturas dos serviços, da organização social, política e administrativa. Por exemplo, o PR disse há dias que «cientistas portugueses são embaixadores de Portugal no mundo» apagando um pouco o papel dos diplomatas e dos futebolistas, o que evidencia a crescente importância da ciência e do saber adquirido pelas gerações mais jovens num ensino superior de qualidade.

Muita coisa tem que mudar, reorganizando os serviços com redução da burocracia e dispensa do pessoal não absolutamente necessário e sem preparação devidamente confirmada. A burocracia emperra toda a vida dos cidadãos e das empresas. E quando é dado «emprego» a um boy sem ser destinado a uma tarefa imprescindível, ele tenta justificar o tacho, criando um sistema de pedido de dados que ocupa um conjunto de outros funcionários com uma nova burocracia inútil. O combate à burocracia empolada tem que estar conjugado com a dispensa de pessoas.

A Justiça tem perdido o respeito dos cidadãos vulgares por ser lenta e dar um aspecto de ineficácia. Segundo diz o PR, o «Sistema de Justiça é lento e um " travão enorme" para a sociedade». Não sendo problema fácil de resolver, exige vontade e coragem para obter a colaboração de todos os vectores inerentes, a fim de encontrar a melhor solução. Não parece ser por acaso o aparecimento da notícia «Condenações por corrupção são cada vez menos mas PJ investiga mais». Tem sido abordada a relação entre a Polícia Judiciária e o Ministério Público. É desejável que seja encontrada uma boa solução para a situação actual e flexível para ser eficaz na evolução de amanhã. É desejável que os cidadãos, de todos os níveis tenham motivos de confiança em sector de tão relevante importância.

Mas nenhum sector da actividade nacional pode ser descurado nesta nesta corrida inovadora que começa a acelerar. A saúde, o ensino, a segurança para evitar atentados, a ecologia contra a poluição e os fogos florestais, a legislação para punir com proporcionalidade os terroristas que imolam dezenas de inocentes e para dissuadir outros de fazerem o mesmo, etc. etc.

Enfim, estão a ser cada vez mais necessários governantes sensatos, racionais e corajosos para tomarem as decisões mais adequadas aos tempos que se avizinham.

A João Soares
3 de Janeiro de 2017

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

DÉFICE E DÍVIDA SÃO SINAIS DE MÁ GESTÃO


(Foi publicado em O DIABO de 3 de Janeiro de 2017)

Os bons conselhos utilizados para a gestão doméstica, no sentido de conter as despesas um pouco abaixo das receitas, a fim de obter poupança destinada a fazer face a eventuais necessidades imprevisíveis, são também aplicáveis, com os adequados ajustamentos a empresas e a instituições públicas.

Tal conceito leva a concluir que governar não é esbanjar o dinheiro público com aspecto de ostentação de riqueza para manter uma máquina do Estado demasiado obesa e estranguladora da liberdade de inovação e de moderno empreendedorismo, tudo suportado por um progressivo aumento de impostos, em táctica própria de animais predadores e necrófagos.

Um Estado não pode esperar desenvolver-se aumentando o peso e a obesidade da sua máquina administrativa, com apêndices inúteis e apenas destinados a dar justificação para altas remunerações a incapazes de quem se receberam ou se espera receber favores – casos de fundações e ou observatórios sem utilidade bem visível e justificada e a quantidade astronómica de «servidores» que consta de muitas folhas de pagamento sem se saber o que sabem, o que fazem e onde se sentam. Além do peso no défice, dão um péssimo exemplo que desencoraja os contribuintes e estimula a fuga ao fisco. Esta também merece reflexão, dado que quando se trata de pequenos devedores ou retardatários é severamente punida, mas pelo contrário, os grandes devedores são premiados, frequentemente, com perdão que lhes serve de recompensa em vez de penalização.

Nas despesas públicas há um aspecto de grave efeito nos sentimentos da maioria da população que vive com dificuldades devidas ao agravamento dos impostos, principalmente os indirectos, que a afectam de forma indiscriminada. É o da ostensiva pompa em que os do poder se envolvem sem olhar a custos. As notícias que chegam sobre os políticos de países nórdicos, com comportamentos mais racionais e sentido das responsabilidades, não deixam as pessoas indiferentes.

Estes considerandos conduzem a que uma boa reforma da máquina administrativa deve ser bem preparada, com os interesses nacionais sempre na frente como farol orientador, rigorosa na prossecução dos grandes objectivos e eliminando tudo o que é desnecessário e supérfluo que não merece o seu custo. A mais pequena obesidade gera aumento da burocracia que trava e emperra a actividade económica, o pessoal além do indispensável cria necessidade de mostrar trabalho e complica aquilo que deve ser o mais simples possível.

Mas, apesar destas considerações se centrarem em apectos financeiros, convém não desprezar as pessoas e as suas condições de vida, porque o dinheiro não deve ser um tema que se sobreponha e faça esquecer de que governar deve ter como principal finalidade melhorar a vida e a segurança das pessoas em todos os pormenores da realidade. E, perante isto, é incompreensível que a UE oficialize a autorização de os Estados terem défices sistemáticos, ano após ano, do que tem que resultar o aumento da dívida com todos os seus inconvenientes.

A João Soares
27 de Dezembro de 2016

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

PREOCUPAÇÕES COM SEGURANÇA


(Foi publicado em O DIABO de 27 de Dezembro de 2016)

No mundo actual, em que as situações de perigo para as vidas e para o património se têm multiplicado persistentemente ao ponto de, em muitos pontos do globo, quase não haver esperança de dar um passo com segurança, a prevenção toma uma importância e uma prioridade fundamental.

Em França, após os atentados de 2015, em Paris, foi decretado o estado de emergência a fim de procurar evitar novos casos semelhantes. Mesmo assim, os receios não desapareceram e o limite dessa medida preventiva foi repetidamente alargado ao ponto de, há dias, os deputados aprovarem, a quinta extensão desse estado de emergência, até 15 de julho, ou seja, até depois das eleições presidenciais e legislativas, em cujas campanhas eleitorais há situações perigosas para tal tipo de atentados.

Estas precauções, embora sejam desagradáveis e algo traumatizantes para a generalidade das pessoas, dão oportunidade à intensificação da conveniente cooperação das forças e serviços de segurança e de informação e à criação de uma Unidade de tratamento de dados por elas coligidos e recebidos da população se esta tiver sido devidamente mentalizada para a importância da sua participação neste interesse nacional. A denúncia de um facto estranho pode ser o ponto de partida para uma investigação que faça abortar um golpe em planeamento com potenciais consequência de grande gravidade.

E como isso não ocorre com aviso prévio, essa Unidade de Prevenção não deve atenuar o seu esforço, para benefício dos cidadãos, dos serviços e do património nacional e particular.

Porém, no nosso país, só «cinco meses depois de ter sido criada, uma nova Unidade de Coordenação Antiterrorista» teve há dias «a sua primeira reunião dos chefes máximos das polícias para discutir... o seu funcionamento». É preciso ter uma doentia fé em milagres para descurar o acompanhamento e a análise dos complexos factores deste grave problema.

Como se explica que apenas cinco meses depois de aprovada em Conselho de Ministros a nova Unidade de Coordenação Antiterrorista que previa uma estrutura permanente com representantes das secretas e das polícias, só agora se fala na realização da primeira reunião para que os chefes máximos dos serviços de informações e das forças e serviços de segurança discutam a sua "organização e funcionamento".

É lógico que o trabalho de organizar uma estrutura eficiente num problema tão complexo exige muita ponderação e discussão para procurar a melhor solução mas, pelos vistos, só agora é iniciada a fase de discussão conjunta, o que leva a crer que se passarão muitos mais meses até se conseguir um funcionamento com alguma eficácia no cumprimento desta missão de grande interesse nacional e também de cooperação positiva e eficiente com a estrutura europeia com a qual deve trabalhar em equipa.

Já este trabalho estava esboçado quando chegaram notícias de, na Turquia, ter sido assassinado o embaixador da Rússia e havido tiros junto da Embaixada Americana. Na Jordânia houve atentado contra polícias e turistas, na Suíça houve tiros num centro de oração muçulmana e, na capital da Alemanha, um camião fez um atentado semelhante ao de Nice contra um mercado de Natal, causando 12 mortos e 48 feridos.

O Presidente da Rússia ordenou o reforço das medidas de segurança dentro e fora do país. A Humanidade está perante um perigo difuso mas extremamente grave e as precauções devem ser levadas muito a sério.

A João Soares
Em 20 de Dezembro de 2016

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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NEGOCIAÇÂO EM VEZ DE GUERRA

(Foi publicado em O DIABO de 20-12-2016)

Quem costuma ler aquilo que escrevo em e-mails, em blogs, no facebook, no Google+, em O DIABO, etc, sabe que esta notícia de diálogo entre a Rússia e os EUA, focada na situação que está sendo vivida na Síria, me traz muito prazer por vir ao encontro do meu grande desejo de harmonia e paz no Mundo substituindo a guerra pela conversação, a luta armada pela diplomacia.

Este encontro, se correr bem, como é desejado, será uma lição de sensatez, de humanidade e solidariedade mundial que deverá ir ao ponto de pressionar, politicamente, os aliados dos terroristas que estão a Massacrar o Médio Oriente para cessarem a destruição dos Estados constituídos e evitar que, depois, alastrem pelo Norte de África e Europa, numa hecatombe irremediável.

O ruído das armas militares nada traz de benéfico para as pessoas e os bens materiais. Tem sido repetidamente afirmado que "o problema da Síria não tem uma solução militar e deve ser resolvido com métodos políticos". Aliás, se toda a guerra acaba com os contendores sentados a uma mesa a assinar o tratado de paz, porque razão não o fazem antes e em vez de matarem milhares de pessoas e destruírem património, algum com significado mundial, ligado à história do Império Meda e de outras civilizações históricas?

Já que nenhum dos sábios da UE teve tão genial ideia, e não aceitaram a sugestão de conversações apresentadas em meados de Outubro pelo Presidente iraniano, ao menos agora não hesitem em apoiar o diálogo proposto pela Rússia e incentivar a troca de sugestões e ensinamentos a fim de obterem a melhor solução para parar a guerra e efectuar uma campanha diplomática adequada para obter a paz e harmonia, a fim de dar à Humanidade uma melhor qualidade de vida. Tenham esperança, coragem e perseverança para obter pela diplomacia aquilo que não tem sido possível pelas armas. As gerações futuras agradecerão estes passos se forem dados com plena intenção de PAZ e se forem dados de forma eficaz com perseverança e tenacidade para obter os resultados que a humanidade deseja.

Depois de ter dado como pronto este texto, veio a notícia da tentativa de recuperação de Palmira pelos rebeldes na Síria e a de um acto terrorista na Turquia por grupo radical curdo que causou cerca de 30 mortos e perto de 200 feridos. Não terá isto resultado de os Governantes terem feito «braço de ferro» com utilização abusiva das armas em vez de negociações e diálogo, como fez o Presidente da Colômbia, justamente galardoado com o Prémio Nobel da Paz? Quando aumentará o número de Governantes dedicados ao bem-estar do seu povo, usando uma «política de afecto»?

A João Soares
Em 13 de Dezembro de 2016

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domingo, 18 de dezembro de 2016

FAÇAMOS 2017 MELHOR DO QUE FOI 2016


O que se passa no Médio Oriente?

A população de Allepo, que a ONU classifica de rebeldes e o poder legítimo da Síria chama terroristas, tem visto sucessivamente gorados os esforços feitos para lhe ser prestado socorro. As forças envolvidas na rebelião continuam a degladiar-se mesmo dizendo que acordaram cessar-fogo sucessivamente desrespeitados. Continuam em perigo vidas de crianças, idosos e adultos inocentes. A notícia mais recente diz que «Autocarros destinados a ajudar à evacuação de Alepo incendiados» .
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Praticamente à mesma hora, na Jordânia, houve um ataque por homens armados que vitimou 5 pessoas (4 eram polícias ) e feriu 9 turistas e sequestraram outros no castelo para onde se refugiaram.

No Iémen, um atentado à bomba que visava um grupo de militares que se juntaram para receber os salários junto a uma base no nordeste de Aden provocou 40 mortos e 50 feridos.

Na Turquia, partido da oposição foi atacado após atentado que fdz 1que fez 14 mortos .

Chamem-lhes terroristas ou rebeldes, o certo é que de uma e outra parte há procedimentos de violência irrestricta que não respeita vidas humanas e mata inocentes, crianças, idosos e deficientes. Se são rebeldes ou oposicionistas, os sus governos devem usar de mais contenção e procurar utilizar os métodos do Prémio Nobel da Paz, Presidente da Colômbia.

COMO o mundo seria melhor se todos procurássemos viver o Ano 2017, desde o primeiro minuto com respeito por todo os seres vivos, com paz, ética, humanidade, solidariedade num planeta bom para todos.

Vamos fazer esforço para que 2017 seja melhor do que foi 2016.

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL

Desejo a todos os familiares e aos amigos reais ou virtuais, um FELIZ NATAL, realmente Feliz e verdadeiramente Natal, porque se ele assim for, é a festa do nascimento de um MESTRE que nos ensinou o amor, o perdão, o respeito pelos outros, a fraternidade, a humildade, a fuga das tentações do exibicionismo de coisas supérfluas que geram o materialismo e a arrogância. Aqueles que se orientarem pelas suas lições serão abençoados com um NOVO ANO pleno de paz espiritual, de felicidade e sem ansiedades doentias.
Estes são os meus desejos para todos vós a fim de contribuirmos para um Mundo Melhor onde todos sejamos muito felizes. Oxalá recebam a luz que nos ilumine o espírito, por forma a escolhermos o melhor caminho. Abraços apertados à volta dos melhores ideais.

A João Soares

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A DEGRADAÇÃO SOCIAL E O FUTURO DAS CRIANÇAS

A degradação social e o futuro das actuais crianças
(Foi publicado em O DIABO de 13-12-2016, pág. 10)

Como ídolo de crianças, adolescentes e graúdos, existe na actualidade um rapaz cantor que causa histeria demasiado visível por onde passam cantigas, fáceis para um ouvido destreinado de qualquer futuro amante de música, com muitas batidas ritmadas.

Há muitos papás e mamãs com filhos a partir dos quatro ou cinco anos de idade, a colocar tais cantigas em tudo quanto é smartphones e demais equipamentos. O passo seguinte, como era previsível, é reservar bilhete para o concerto mais perto de casa, porque é considerado legítimo levar os filhos a ver o ídolo e quanto mais cedo melhor para não ficarem mal vistos pelos colegas de escola.

Na degradação social em que vivemos e em que os jovens pais têm vivido com tolerância e aceitação, é considerado que os filhos não podem ser contrariados nem desiludidos para não correrem o risco de terem uma crise de ansiedade, stress ou alguma outra maleita psicológica mais grave. E assim vão crescendo uns pequenos ditadores sem noção das realidades da vida, sem respeito pelos outros e sem saberem lutar por objectivos sociais, de solidariedade e de trabalho de equipa, com moral e com ética para viverem numa sociedade agradável para todos.

Para os objectivos de construção de um mundo melhor, as letras das cantigas atrás referidas nada ajudam, antes pelo contrário, a cultivar a mente infantil no sentido de levarem uma vida feliz, olhando para o que mais lhes convém, com vista a um desenvolvimento agradável de livre escolha, tendo em foco o que mais lhes puder interessar no futuro que desejam. Apoiar nas crianças a mentalidade de rebanho de imitação daquilo que lhes seja nefasto, não é boa regra para pais e educadores. É preferível ensinar a fazer escolhas.

Diz quem as conhece que as letras das referidas cantigas são impróprias para crianças ou adultos com recato, e os pais vão ter dificuldade em explicar às crianças perguntas que estas lhes façam acerca de excertos das letras, mesmo que lhes tentem iludir a compreensão.

Se não forem evitados às crianças contactos com procedimentos impróprios para consumo moral, não se pode estanhar a agressão nas escolas, crianças que não sabem brincar umas com as outras, crise de valores, desrespeito mútuo, agressão a professores, que são queixas frequentes dos encarregados de educação sobre o comportamento dos seus educandos.

Mas, infelizmente, há pessoas, que dão tempo de antena, que se deslocam para assistir a manifestações que vão contra todos os conceitos da moral e dos bons costumes, acompanhadas de crianças em idade de frequentarem o ensino básico ou nem isso. O que esperam desses futuros cidadãos, quando forem adultos em cargos de responsabilidade social?

O “artista”, num país livre, actua segundo a sua veia e não deve ser inibido de a manifestar mas o que é criticável é a decisão, nada didáctica, de pais e encarregados de educação de proporcionar momentos altamente duvidosos a crianças de tenra idade, que deveriam estar a receber bases sãs para um futuro digno.

Não é tempo de aconselhar métodos antiquados, mas deve ser evitado que as crianças percam o tempo a ver séries televisivas com muito sangue, focadas em crises de pré-adolescentes a maltratar os pais a toda a hora, telenovelas em que já não existe maneira de descer a um nível mais rasca, e artistas com letras que deveriam levar um sinal sonoro de censura em cima de certas palavras que surgem em cada parágrafo.

Estes espectáculos deveriam levar os pais a agir. E os pais de agora não devem deixar de orientar os filhos para coisas belas e instrutivas, a fim de travarem e evitarem a degradação social a que estamos a assistir. Esta é missão de todos e de cada um dos seres humanos, a recuperação de valores cívicos que, independentemente de eras, são sempre indispensáveis. Todo o esforço é pouco para se travar a degradação social e para se criar uma humanidade mais digna e harmoniosa.

A João Soares
6 de Dezembro de 2016

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

EX-MINISTRO DE HOLLANDE CONDENADO A 3 ANOS DE PRISÃO


A Justiça Francesa DÁ UMA BOA LIÇÃO ÀS DE VÁRIOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA em algum dos quais os políticos podem fazer tudo o que satisfaça a sua ambição e vaidade, porque estão cobertos por uma capa anti-tudo chamada imunidade e impunidade. E, depois, como as pessoas mais simples e ingénuas gostam de ter os eleitos como modelos de virtudes, o resultado é a baralhada daí consequente.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O CURRÍCULO MERECE ATENÇÂO

Antes de dar um benefício ou emprego a uma pessoa deve ser obtida informação sobre o seu passado e a sua aptidão para a situação pretendida

Muitas vezes, depois de feitas nomeações para cargos de responsabilidade ou de serem concedidos apoios e regalias sem análise de currículo ou de dados anteriores, constata-se o grave inconveniente de não ter havido concurso público ou, no mínimo, conhecimento de antecedentes significativos. São diversos os casos de desconsolo e desilusão surgidos, à posteriori, devido a nomeações de amigos por cumplicidade ou conivência, por serem jotinhas do partido, por ter havido troca de favores, etc.

Deve ficar gravado na memória dos responsáveis políticos o caso de um jovem que chegou a Portugal com o estatuto de refugiado político, na companhia de outro, foi muito bem recebido em Portugal, «foi subsidiado pela Segurança Social, e recebia mensalmente 250 euros, o suficiente para pagar alojamento e alimentação». Ninguém, pelos vistos, averiguou, antes, quem era esse malandro que acabou por ser «detido pela Polícia Judiciária em Aveiro, onde residia, na sequência de uma megaoperação das autoridades francesas contra o terrorismo.» Essa megaoperação assentava em indícios fiáveis de que ele «seria o responsável por recolher dinheiro para a compra de armas» ao serviço do Daesh...

Também houve um diretor do SEF que foi considerado «brilhante», mas violou deveres profissionais para agradar ao Ministro da Administração Interna de quem era amigo e por quem tinha sido nomeado para o cargo. Esses atropelos à ética e às boas regras legais, tiveram lugar durante a célebre concessão dos vistos gold em que «terá facilitado e acelerado processos a amigos do então MAI, apenas para agradar ao governante e travar a extinção do SEF». A conclusão é da IGAI que entendeu que ele, «com a sua conduta, violou vários deveres profissionais e propôs a sua suspensão por 150 dias». Com ele foram acusados mais 16 arguidos, entre os quais estão outras figuras de topo do Estado, como o MAI anterior.

Quando se age com desprezo dos valores e competências dos outros para lhes atribuir funções, há que ter consciência dos inconvenientes em distribuir tachos aos «boys», aos amigos e aqueles a quem se devem favores, em vez de ocupar os lugares através de concursos públicos em que se salientem competência e experiência e se façam escolhas orientadas para os interesses nacionais e não de partidos ou de pessoas. O «boy» que vai para o tacho, além de raramente possuir capacidade para ajudar a tomar decisões correctas, tem tendência para agir com gratidão e apoiar todos os caprichos do seu protector, agindo como simples «yesman». É isso que chamam «politicamente correcto». Mas, com tais compadrios, lançam o País no «lamaçal» em vez de o tornarem mais rico para dar melhor qualidade de vida às pessoas. Esperemos que passe a ser dada mais atenção à ética e aos bons costumes a fim de se reabilitar a sociedade e gerar mais, prestígio e motivos de maior confiança e respeito.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

JUVENTUDE PROMISSORA

Jovem com respeito pelos idosos

Pelas 08h30 de hoje, 5 de Dezembro, abeirei-me do vidro da marquise e olhei para o exterior, como normalmente, para ver os macaquinhos mais madrugadores do Zoológico. Vi uma senhora de idade avançada agasalhada num casaco comprido preto, ligeiramente curvada, devagar e a usar a sua bengala passo a passo mas sem coxear. Como o passeio é estreito seguia pelo meio.

Atrás, seguindo no mesmo sentido aproximava-se um rapaz de pouco mais de 20 anos, a passo largo. Iria ultrapassar a idosa dentro do meu campo de visão e esperei para ver como iria passar pela senhora e que incómodo lhe iria dar. Cerca de 10 metros antes de a alcançar, passou pelo intervalo dos carros estacionados em longa fila contínua e continuou a sua progressão ao longo dessa fila pela faixa de rodagem, contra o sentido de trânsito, até que, cerca de 10 metros depois de passar pela senhora, aproveitou outro intervalo mais cómodo e reentrou no passeio para continuar a sua progressão.

A isto chama-se ética, civismo, respeito pelos outros. Senti-me feliz durante todo o dia com este caso que demonstra que a juventude não consta apenas de malandros, pois há casos como este que nos dão grande esperança de a sociedade estar a recuperar do estado de degradação em que se encontra pela mão da geração anterior à de este jovem. E, aproveito para referir que, há dias, no primeiro patamar da descida das escadas para o Metro escorreguei no piso molhado e caí, batendo com a anca esquerda, mas sem gravidade. Um casalinho jovem acorreu a perguntar como me sentia e se precisava de ajuda. Como não quis outro socorro, ajudaram-me a pôr de pé e ampararam-me nos degraus seguintes. HÁ SINAIS POSITIVOS QUE JUSTIFICAM ESPERANÇA NO FUTURO da Sociedade que desejamos harmoniosa, pacífica e solidária.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

EXEMPLO A SEGUIR POR GESTORES PÚBLICOS


Uma autarquia tomou uma decisão exemplar ao decidir criar um conselho de opinião, composto por especialistas e personalidades com ligação ao município, que terá natureza "consultiva" em relação a intervenções na área classificada como Património Mundial.

Tal procedimento deveria passar a ser praticado em todas a grandes decisões com incidência nos interesses nacionais, evitando-se medidas tomadas por «inspiração» de momento, por palpite ou por impressão com boa intenção, mas sem base numa análise correcta e rigorosa do problema e que, por isso, depois têm que ser anuladas, afectando a credibilidade da instituição em causa.

As decisões sobre assuntos importantes para o país ou autarquias devem ser tomadas de forma a que os interesses de Portugal, dos portugueses em geral, sejam colocados sempre acima de tudo. Para isso, elas devem se precedidas de análise cuidadosa, após ser colhida a opinião de pessoas bem conhecedoras do problema e que sejam independentes de partidos e de outros interesses de forma a não serem tentadas a pressionar a favor de empresas de construção civil, empresas locais com interesse dependente do espaço público ou da obra a realizar, de políticos partidários que pretendam defender interesses próprios ou de amigos, etc.

Ao alinhar estas palavras recordo o espírito que me levou a elaborar os textos «preparar a decisão», e «amar Portugal sem se submeter a um partido». Cada gestor de um qualquer sector público (incluindo autarquias e instituições nacionais) deve colocar em primeira prioridade os interesses nacionais e dedicar a cada assunto o máximo das suas capacidades de forma a merecer a frase do velho poeta «bendita a Pátria que tais filhos tem».

Uma semana depois de esboçar este texto, surgiu uma notícia que realça a necessidade de as pessoas serem seleccionadas para as funções, de acordo com competência e capacidade que dêem garantia de bom desempenho. O concurso público, bem efectuado, sem intenções reservadas, permite dar prioridade ao saber, à competência, à experiência, à dedicação ao interesse de Portugal e à capacidade e coragem para dizer não a interesses particulares nocivos ao interesse nacional.

Devem ser evitados casos como o que uma notícia referiu que «Diretor do SEF facilitou amigos do ministro para salvar cargo e Serviço», num negócio dos vistos gold, caso agora em julgamento. Isto vem provar que, em decisões de elevada importância nacional, há sempre inconvenientes em distribuir tachos aos «boys», aos amigos e aqueles a quem se devem favores, em vez de ocupar os lugares através do critério atrás defendido de forma a que as decisões dêem primeira prioridade aos interesses nacionais e não aos de partidos ou de pessoas. O «boy» que vai para o tacho, além de raramente possuir capacidade para ajudar a tomar decisões correctas, tem tendência para agir com gratidão e apoiar todos os caprichos do seu protector, tipo «yesman». É isso que chamam «politicamente correcto», salvando o seu cargo e o do protector. Mas, com tais compadrios, lançam o País no «lamaçal» em vez de o tornarem mais rico e dar melhor qualidade de vida às pessoas.

Em conclusão, os decisores devem ser apoiados por pessoas competentes e não por amigos cúmplices e coniventes.

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terça-feira, 29 de novembro de 2016

HAJA ARGUMENTOS TRANSPARENTES

Haja argumentos transparentes
(Foi publicado em O DIABO de 29-11-2016, pág. 19)

Na polémica demasiadamente prolongada acerca das declarações de rendimentos dos detentores de altos cargos públicos têm aparecido argumentos que funcionam como densa poeira que confunde a visão. A existência da norma evidencia que ela foi elaborada para evitar dúvidas acerca de comportamentos menos correctos lesivos dos interesses nacionais e do prestígio que deve ser característica de tais altas entidades. Ela procura esclarecer qualquer suspeita intencionalmente maliciosa sobre procedimentos.

Mas os argumentos agora vindos a lume com intenção de recusar tal declaração ou de justificar a sua forma incompleta, mostra que a norma foi elaborada por colaboradores do poder legislativo que usaram a habilidade - há quem diga que frequente – de deixar, veredas de fuga para serem utilizadas por pessoas habilidosas ou para darem trabalho a gabinetes de advogados na argumentação de defesa dos seus eventuais clientes.

A fuga ao cumprimento da norma jurídica, integralmente ou apenas parcialmente tem sido interpretada, em conversas de café, por cidadãos que procuram esclarecer-se perante dúvidas sobre o que se passa, havendo quem diga que os que recusam fazer tal declaração são carentes de riqueza, sem conta bancária nem outros patrimónios e envergonham-se de expor claramente essa pobreza para não serem desprezados pelos cidadãos, numa sociedade em que o dinheiro, hoje, é o símbolo do mérito e do valor pessoal, acima da competência, do saber, da experiência e da honradez. Este argumento faz rir os circunstantes que, bem intencionados, afirmam que, apesar do materialismo reinante, a humildade e a seriedade ainda são valores apreciáveis.

Mas há outras pessoas, com uma visão mais esclarecida e talvez mais cruel da realidade, que confessam crer que tais pessoas querem ocultar a possibilidade de os cidadãos, com os meios hoje existentes na comunicação social, levantarem suspeitas acerca da forma como as fortunas foram conseguidas e da eventual intenção de os seus detentores as aumentarem, por qualquer forma, nas actuais funções.

Perante isto, em vez de tais suspeitas serem cabalmente esclarecidas, surgem pretensas explicações que nada clarificam, antes evidenciam a existência de maleitas inseridas durante a elaboração da norma, cuja utilidade está a ser aplicada, o que é suposto, com intenção oposta à que esteve presente na iniciativa de a criar. Esta teve boas intenções, embora talvez seja oportuno torná-la mais assertiva e vacinada contra uso de argumentos obscuros e suspeitos. A transparência e o rigor de procedimentos são pilares da CONFIANÇA e do PRESTÍGIO que os detentores de todos os altos cargos devem procurar ser merecedores.

A João Soares
22 de Novembro de 2016

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sábado, 26 de novembro de 2016

INOVAÇÃO E CRIATIVIDADE

Sejamos criativos, inovadores Li há poucos minutos que é fundamental ser criativo e inovador, fazer coisas novas e não se limitar a repetir o que outras gerações fizeram. Muitos notáveis se celebrizaram por terem quebrado rotinas. É preciso que os que se lhe seguem, todos nós, evitemos ser rotineiros e sejamos inovadores e criativos e olhemos para o futuro com muita imaginação sensata e vontade de melhorar a qualidade de vida da humanidade.

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terça-feira, 22 de novembro de 2016

PALAVRAS; PROMESSAS OU FANTASIAS ?

Palavras, promessas ou fantasias?
(Publicado em O DIABO em 22 de Novembro de 2016)

Trump, após saber o resultado das eleições, falou de coisas construtivas como «sarar as feridas da divisão» e disse que estende a mão à orientação e ajuda daqueles que não votaram nele, para poderem trabalhar juntos e unificar o seu grande país. Disse que, sem deixar de colocar os interesses da América à frente, vai procurar parcerias e evitar o conflito. Não posso deixar de me congratular por as suas intenções coincidirem com a filosofia de convivência universal que aqui tenho defendido repetidamente.

Mas as minhas palavras, sendo de um simples cidadão, sem responsabilidades especiais, não podem, por si só, originar acções conducentes à concretização de boas intenções. Mas, num governante, será bom que tais palavras sejam fruto de adequado estudo e análise e possam ser semente de decisões e projectos práticos e eficazes para bem do seu povo e da humanidade.

Por isso, ficamos à espera de ver notícias sobre as medidas que reforcem a união de todos os americanos em torno dos seus interesses nacionais e que sejam extensivos e benéficos para a harmonia mundial, através de diálogo franco e sincero que reforce a tolerância mútua e a cooperação, fazendo uso de eficaz actividade diplomática para a progressiva eliminação de guerras e outros tipos de violência, a fim de que todas as pessoas passem a viver em paz e com bem-estar.

Embora toda a pessoa deva dar aquilo que lhe for possível para tal tarefa social, como não dispõe de poder, de capacidade de influência suficiente, as iniciativas mais eficazes têm de vir dos Estados mais poderosos, de posse de informações e de pareceres e sugestões vindas de todos os recantos do planeta, porque é em tais potências que a humanidade tem os olhos fixos para lhes imitar as virtudes.

Porém, a julgar pelas palavras proferidas durante a campanha eleitoral, começa mal em relação ao seu vizinho do Sul, México, a Cuba, à Europa, ao Médio Oriente, etc. É certo que os EUA estavam habituados a influenciar a segurança de muitos Estados menos poderosos, o que lhes dava despesas, mas também daí lhes vinha, como contrapartida, a maior capacidade internacional em comparação com outras potências de mais reduzida influência. Se agora passam a distanciar-se de antigos aliados e protegidos, estes passarão a ceder ao «namoro» que lhes será feito pela Rússia, pela China ou outros Estados emergentes da sua área, o que resultará na redução do poder de influência dos Americanos e poderá levar ao endurecimento de hostilidades ou, no mínimo, a redução do bom entendimento internacional.

Esperemos que Trump seja assessorado por pessoas sabedoras e sensatas a fim de evitar fracassos do seu bom intento de engrandecer o seu país e de reforçar a paz e a harmonia mundial. Será desejável que haja orientação e ajuda para que todos os Estados membros da ONU possam trabalhar juntos e criar o tão desejado ambiente de paz, harmonia e progresso. Por exemplo, seria maravilhoso ver uma mudança do género propor a todos os detentores de Armas Nucleares a desactivação de todas as existentes. E, para não haver um ou mais aldrabados, seria constituído um grupo de trabalho com técnicos de todos esses países e, numa primeira fase, desactivariam 10% das existentes num e depois noutro e noutro; depois voltavam ao primeiro e continuavam, com mais 10% para não haver um que ficasse sem nada e os outros depois desistissem e ficavam poderosos e outros sem nada. É que, se houver um louco que lance uma arma, o que for alvejado responderá mais fortemente e o efeito será a aniquilação da vida no planeta. HAJA QUEM, PACIFICAMENTE, CONSIGA DESACVTIVAR TODAS ESSAS ARMAS.

A João Soares
16 de Novembro de 2016

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