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sexta-feira, 19 de abril de 2019

NATALIDADE, TRABALHO E IMIGRAÇÃO

Natalidade, trabalho e imigração
DIABO nº 2207 de 19-04-2019, pág 16

A par da teoria do género, das instituições intituladas autoridade, observatório, polícia, da república familiar, acentuou-se agora a apologia do controlo da natalidade ou, pelo contrário, do seu aumento. Como em tudo o mais, cada um destes factores sociais, deve ser bem ponderado, com profunda análise das suas implicações definindo vantagens e inconvenientes, face ao resultado desejado.

Em Portugal tem sido referido o factor “força de trabalho muito fraca” devido à baixa natalidade e ao envelhecimento da população, tendo atrás de nós, na Europa, a Alemanha, com população mais envelhecida. Mas a força de trabalho na nossa economia poderá ser bem acrescida se forem libertados os deputados que temos a mais e aumentam os gastos públicos sem notável compensação e se forem dispensados muitos dos ocupantes dos gabinetes do Governo e de instituições públicas, como assessores, adjuntos, técnicos especialistas, secretárias pessoais, técnicos administrativos, etc. os quais em empresas privadas bem geridas poderão dar melhor contributo para o desenvolvimento do País.

Mas o governo parece mais esperançado no aumento da natalidade e, enquanto ela não se traduzir em aumento na força de trabalho, se recorra à imigração, mas esta exige um controlo muito apurado das qualidades e competências e dos apoios às condições de vida. Há por aí estrangeiros, principalmente romenos a receber subsídio por cada elemento da família o que permite bom recheio de casa, mas de que não resulta actividade económica rentável para o fisco. Além de que os adolescentes, inactivos, como “a ociosidade é mãe de todos os vícios”, se entregam a actividades ilegais, por vezes em grupos dos quais até alguns têm sido exportados para actuar no estrangeiro integrados em movimentos bem conhecidos.

Para evitar o descaminho da juventude excessiva, a “África (e a Ásia) vão começar a ‘falar seriamente’ sobre planeamento familiar”. E isto é indispensável para os países poderem desenvolver-se, “porque os recursos são insuficientes para gerir ‘o tsunami de juventude’”.

É imperioso que as sociedades encarem este problema de forma bem ponderada, porque envolve implicações de natureza religiosa, aspectos sociais de tradições e mentalidades que desaconselham decisões apressadas e insustentáveis. Estes problemas devem analisados e debatidos, ponderadamente, para fazer face aos milhões de pessoas que chegam ao mercado de trabalho e não conseguem emprego.

Para tratamento dos idosos, como é de tradição, se as famílias tiverem recursos para providenciar educação de dois filhos e eles forem bem-sucedidos na vida, poderão assumir eficazmente essa função, não sendo necessária maior quantidade de filhos. Mas ter meia dúzia de filhos, não tendo recursos para lhes garantir educação, aumenta o risco de não obterem trabalho, ficarem a viver na dependência da família ou de “alguém” e serem aliciados por organizações terroristas, algumas muito citadas nos jornais.

Será aconselhável que a UE e a União Africana preparem aliança bem estruturada que permita receber e controlar «migrações legais e seguras». Por outro lado, convém aconselhar indústrias e outras actividades para se instalarem em África para a desenvolver e dar trabalho a africanos. Quanto aos que venham para a Europa convém que o façam de forma legal, tragam meios de sobrevivência e possam contribuir para melhorar as economias dos países de acolhimento.

Voltando à falta de força de trabalho nacional, e não querendo simplificar a máquina administrativa, reduzindo fortemente os seus efectivos, e querendo recorrer a trabalhadores africanos, é recomendável que se tenham em consideração os cuidados no parágrafo anterior, em ambiente de reciprocidade de respeito pelas pessoas quanto a raça, religião e tradições pessoais, devendo, no entanto, as normas sociais dominantes ser as da tradição local. ■

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

LEGISLAR PARA O CRESCIMENTO

Legislação laboral para o crescimento de Portugal?
(Publicado no semanário O Diabo em 27- 02-2018)

Fala-se de remodelações profundas na legislação laboral, mas tal problema parece estar a ser aproveitado para atritos no seio da geringonça, tendentes à valorização dos partidos mais pequenos face à posição do Governo. É curioso que não se evidenciam argumentos que mostrem vontade de criar benefício nas finanças e na economia nacionais e na posição de Portugal em relação aos outros países mais fracos da União Europeia.

É assumida a conveniência de o nosso País dever aproveitar inteligentemente a sua posição geográfica no centro do Ocidente entre as duas maiores potências económicas. Para isso, há que desenvolver a economia e aumentar as exportações, para o que devem ser atraídos investidores estrangeiros válidos que criem emprego e produzam para exportar.

Em dúvida, as máquinas de produção, apesar da evolução das tecnologias e inovações, ainda estão baseadas no trabalho, dando emprego a muitas pessoas com vontade de conseguirem boa qualidade de vida, de forma sustentável. Mas obsessão focada, cegamente, nas remunerações e nas condições do regime de trabalho, se for exagerada pode desencorajar investidores e gorar os desejos de desenvolvimento da nossa economia. Há que remodelar a legislação, mas sem perder de vista os interesses nacionais e sem desprezar totalmente as propostas da Concertação Social. Estas devem ser ponderadas com sensatez, por forma a melhorar a qualidade da vida dos trabalhadores e suas famílias e, ao mesmo tempo, estimular o investimento em empresas que contribuam para o melhor futuro de Portugal, isto é, dos cidadãos portugueses.

Reduzir a dívida, baixar o défice e tentar evitá-lo são também intenções que devem estar sempre presentes no pensamento dos governantes, como estão na mente de todos os portugueses medianamente informados. Mas nisso parece não se quererem comprometer os partidos que parecem mais interessados no seu sistema de financiamento e nas reformas de deputados e governantes, nos seus subsídios vitalícios e nas diversas formas de mordomias que desejam ver cada vez mais ampliadas, custe a quem custar. Para os «boys» não há falta de «emprego», com remuneração faraónica, mesmo que do seu «trabalho» não resulte algo para maior eficiência dos gabinetes e repartições a que são adicionados. Com efeito, dessa «mão de obra» não é visível resultado em projectos, planos e realizações das instituições em medidas tendentes a diminuir os riscos variados que ameaçam as populações ou aumentar a sua segurança física, social, de saúde, financeira, etc. Parece que quanto mais malta estiver sentada às secretárias menos (em proporção) são os efeitos práticos e valiosos para bem do País e que se reflitam na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Apenas aumentam a burocracia e as palavras vãs, fantasiosas sem correlação com a realidade.

Por exemplo, aproxima-se a época dos incêndios florestais. Já passaram cerca de oito meses sobre a tragédia de Pedrógão Grande e ainda não há notícias de medidas tomadas, e de alguma realização iniciada, para prevenir os fogos que se aproximam e para combater, com rapidez e eficácia, os que ocorrerem, apesar da boa prevenção que venha a ser efectivada.

É nas realidades desconfortantes que os partidos devem concentrar a sua atenção a fim de serem evitadas ou, no mínimo, reduzidas as suas proporções. E deixarem de se sentirem felizes com as guerras intestinas «do alecrim e da manjerona» que pretendem apenas obter benefícios na competição entre si para atraírem apoiantes obscurecidos, por propagandas falaciosas e pouco honestas. Tais discussões sobre as leis laborais destinam-se ao engrandecimento do País ou aos melhores resultados eleitorais do respectivo partido?

António João Soares
20 de Fevereiro de 2018

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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EXPORTAÇÃO RESULTA DO TRABALHO


EXPORTAÇÃO É VENDA DO FRUTO DO TRABALHO. Esta afirmação não tira valor à gestão as empresas que exportam. Mas é preciso que também que a propaganda não retire importância ao papel dos trabalhadores que, com o seu interesse na formação e a sua dedicação ao cumprimento das tarefas, procuram a perfeição.

A empresa tem responsabilidades perante os accionistas (proprietários), o pessoal que nela trabalha, os clientes, os fornecedores, as pessoas que residem na sua área (acção social) e os familiares do seu pessoal. Ao recordar esta «ciência» que ouvi, há cerca de meio século, em curso institucional, pensei no empresário Rui Nabeiro que é considerado familiar de cada habitante de Campo Maior e em Henrique Neto que tem a ousadia de entrar em competição, como candidato a PR, com professores universitários, alguns dos quais se têm evidenciado despudoradamente nos Órgãos de Comunicação Social, com o que criam ilusões nos eleitores mais descuidados.

Seria bom que, em qualquer momento, não fosse desprezado o objectivo de servir e honrar PORTUGAL, cujos interesses devem ser sempre colocados acima de interesses pessoais de pessoas ambiciosas, vaidosas, arrogantes e auto-convencidas.

Perante estas reflexões, não me parece lógico e interessante para o País dar-se demasiado relevo ao preconceito , do tempo do PREC, contra esquerda. Esta tem sempre colocado a tónica na defesa das pessoas, dos trabalhadores, dos idosos, dos mais abandonados pelo Poder. Por outro lado, não será lógico que, por cima de preconceitos, pouco fundamentados, se recuse a oportunidade de a esquerda poder mostrar o que vale na realidade ao aliar os seus ideais à responsável prática governativa.

COMO SE PODE MANTER A EXCLUSÃO DE IDEIAS, antes de se lhes dar oportunidade de mostrar quanto valem?.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

INTELIGÊNCIA SURPREENDENTE !!!! INACREDITÁVEL !!!!!

Transcrição de e-mail de amigo que muito admiro:

«ERA DE ILUMINADOS

O irmão Constâncio raiou esta manhã a arengar sobre a horda que invade a Europa. Um frete por dever de obediência que a emissora nacional não resumiu melhor:
O vice-presidente do Banco Central Europeu admite que as taxas de desemprego são elevadas e defende que os imigrantes são vitais para manter a força de trabalho (R.T.P., 16/IX/15).

É vital manter a força de trabalho de 26 milhões e meio de pessoas desempregadas?!... Que raio de iluminação!»

NOTA: 

Nem coloco fotografia do iluminado por ter muitas dúvidas de quem CONSTA sob aquele conhecido apelido. Se PORTUGAL tem uma enorme força de trabalho parada, qual o objectivo de a aumentar com mais uns milhares de arrivistas? Parece que a solução menos estúpida seria uma sugestão que criasse, de repente, emprego para os actuais desempregados, a tal força de trabalho parada. Sem dúvida que os refugiados precisam da solidariedade das pessoas e têm o estrito dever de ser merecedores dela, mas é preciso ser sensato nos argumentos utilizados

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O TRABALHO DEVE DIGNIFICAR A PESSOA

Transcrição de artigo:

“A crise é mais complexa do que aquilo que se vê e se entende”
 Por Jornal i com Agência Lusa publicado em 18 Fev 2015 - 23:18

O cardeal-patriarca de Lisboa disse hoje que “a crise é mais complexa do que aquilo que se vê e se entende”, sublinhando que “todos têm de pensar numa reorganização geral da sociedade e do trabalho”.

Manuel Clemente falava à agência Lusa no final da missa das cinzas, que celebrou hoje ao final da tarde, tendo afirmado que “o trabalho será em outras condições, para que efetivamente, as pessoas possam andar para a frente coma sua vida e dos seus”.

O eclesiástico referiu que “há um problema demográfico”, questionando: “se as pessoas não tiverem condições para terem família, para sustentar uma família, como é que isto vai acontecer”.

Face às dificuldades atuais, o patriarca afirmou que é necessário "pensar no imediato e responder às necessidades”, e citou as organizações que estão no terreno, entre elas as da Igreja, assim como as estatais e camarárias, “onde os cristãos estão na linha da frente”.

“Mas temos que pensar mais largo, em termos nacionais e europeus, estamos muito dependentes decisões que não são tomadas aqui, para a reorganização geral da sociedade, concretamente do trabalho”, declarou.

O cardeal-patriarca questionou “como vai ser o trabalho no futuro, com esta concentração empresarial e tecnológica que tantas vezes dispensa as pessoas que dantes trabalhavam? "Há aqui um montão de interrogações”.

“O trabalho tem de ser encarado numa amplitude muito maior”, afirmou.

Manuel Clemente destacou a Doutrina Social da Igreja, que “considera essencial o trabalho pela dignificação da pessoa”.

Por outro lado, o cardeal-patriarca defendeu “a animação cristã da ordem temporal” pelos leigos, e realçou que são os “cristãos que estão na linha da frente no mundo do trabalho, das empresas, da escola, da política, [e] da saúde”

“Nós que temos este trabalho apostólico na Igreja, estamos ao lado deles para os apoiar, para os manter nesta tradição viva que vem do Evangelho”, disse.

“O cristianismo é encarnação, é Deus na carme do mundo”, disse o clérigo, para rematar: “não chegamos ao céu senão pela Terra”.

Aos jornalistas, fazendo eco do que afirmou na sua homília, que é a mensagem da Quaresma para a diocese lisboeta, o cardeal patriarca afirmou que os sinais de recuperação económica tardam a chegar, pois “há muita gente que se interroga sobre o futuro e sobre a perda de trabalho a meio da vida”.

O cardeal patriarca revelou na missa que a receita da renúncia quaresmal do ano passado foi de 300 mil euros, que foram entregues à associação não-governamental Ajuda de Berço, para a construção de uma unidade de cuidados pediátricos.

A renúncia quaresmal (entrega de donativos dos católicos no período da quaresma, os 40 dias entre o carnaval e a páscoa) deste ano destinar-se-á a apoiar associações de jovens, como a Casa do Gaiato, e de sem abrigo, como a Comunidade Vida e Paz.

Cerca de 400 pessoas, entre elas o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, e os duques de Bragança, Duarte e Isabel, assistiram hoje à eucaristia, na qual participam cerca de 20 sacerdotes e os bispos auxiliares da diocese.

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sexta-feira, 8 de março de 2013

PM teimoso e fantasista

Em resposta à proposta socialista de aumento do salário mínimo, o PM «chegou a dizer que, dada a actual conjuntura, o “mais sensato” seria fazer o oposto». Teimou que “quando um país enfrenta um nível elevado de desemprego, a medida mais sensata que se pode tomar é exactamente a oposta.”. ‘Explicou’ que o governo não deixará de “discutir o aumento do salário mínimo”, mas numa altura em que “o tecido produtivo tenha condições para o fazer”, caso contrário isso só trará “mais desemprego”. Reiterou que, na actual conjuntura, um aumento do salário mínimo seria um "sobrecusto" para as empresas e uma "barreira" ao emprego.

Mas as ‘explicações’ do PM não foram credíveis nem consistentes, mas saíram eivadas de fantasia, não convencendo nem os mais ignorantes nem os mais doutos e não tardaram notícias a elucidar. Por exemplo o presidente do Conselho Económico e Social, Silva Peneda, afirmou que a revisão em baixa do salário mínimo é um "erro e um disparate" político, económico e social e que "não é uma forma para criar mais emprego".

Por outro lado, a contrariar que o aumento do SMN descapitalizaria as empresas e obrigaria muitas a encerrar e aumentar o desemprego, surgiu a posição completamente diferente do Presidente da República, no encerramento do encontro "Jovens e o futuro da economia",. "Nunca pensem que é nos baixos salários que se garante a competitividade das empresas.

Outra notícia afirma que «mesmo num país ensombrado pela crise há empresas que mantém as suas políticas de aumentos salariais. Em sectores como a química, farmacêutica, vidro ou metalurgia, os colaboradores vão ter este ano um aumento no vencimento que varia entre 1% e 3%».

Como não há regra sem excepção, poderá haver casos em que seja dada razão aos argumentos do PM, mas quando se olha atentamente para os portugueses, que são o pilar fundamental do Estado, não se pode ser sadicamente teimoso, com os olhos fixados apenas em números e o pensamento em fantasias muitas vezes irrealizáveis, como o foi a maioria das intenções manifestadas em quase dois anos. Os portugueses continuam a esperar que lhes seja explicado em linguagem simples, compreensível e verdadeira que benefícios obtiveram em resultado dos sacrifícios que têm sido obrigados a fazer.

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sábado, 22 de dezembro de 2012

Greves. Porquê tantas ?

Ultimamente, apesar de a situação de crise aconselhar a aumentar a produtividade, em benefício da economia nacional, isto é, do aumento do bem-estar dos portugueses, tem-se usado e abusado das greves, algumas que nada prejudicam os causadores do mal-estar, mas que provocam sérios incómodos aos inocentes utentes dos serviços públicos.

A notícia intitulada Tribunal intima administração da RTP a reunir-se com trabalhadores sugere meditação sobre as relações entre trabalhadores e entidades patronais.

Primeiro a interrogação: porque será que, dizendo-se que estamos em democracia, essa reunião entre administração e trabalhadores não teve já lugar, de forma espontânea, sem ser necessário a imposição do tribunal? A resposta não pode afastar-se da qualidade dos administradores e gestores de instituições e empresas públicas e ou dependentes de dinheiro público.

Geralmente, salvo eventuais excepções, eles não ocupam os cargos por reconhecida competência técnica e de liderança, mas apenas por troca de favores, compadrio, cumplicidade ou conivência com os detentores do Poder político. Como estão ali para receber um bom salário e pouco ou nada sabem, não têm possibilidade de dialogar com os representantes dos trabalhadores.

Por estas razões, o diálogo, que deve ser uma análise das realidades e dos pontos de vista dos litigantes e consta de cedências de ambas as partes para encontrar o ponto de entendimento, nunca é concludente, porque há um grande desequilíbrio entre as capacidades das partes dialogantes: dum lado, está o sindicato, com profundo conhecimento dos problemas em litígio, e experiência de argumentação, obtida ao longo de anos de luta. Do outro lado, está o administrador sem a mínima capacidade, interessado em agradar ao Poder para manter o tacho, com a agravante de usar da arrogância devida ao apoio que a política lhe concede, e não está disposto a fazer cedências. O resultado é o sindicato suspender a fantochada das negociações e ir para a greve.

A greve constitui o último degrau da escalada de conflito entre a entidade laboral e a entidade patronal, como a guerra o é nos conflitos entre Estados. Muitas vezes a guerra é dispensada por ter havido acordo, em diálogo directo ou por intermédio de mediadores aceites pelos dois lados. No diálogo há sempre cedências de ambas as partes, as quais são maiores ou menores conforme a capacidade de diálogo, os argumentos utilizados pelas partes.

Há dias, um amigo salientava a ausência de greves nas instituições militares, mas há uma explicação para isso. É uma questão da reconhecida competência e valor da autoridade patronal, neste caso dos comandantes das unidades e da instituição. Entre os militares, normalmente o comandante, pela sua preparação inicial e continuada, a experiência adquirida ao longo do tempo de serviço, o ascendente que tem sobre o pessoal e, porque não, a disciplina por todos assumida, compreendida e aceite, tornam desnecessária a greve. Esta só poderá acontecer com a conivência do comando contra a tutela política (só em situação pré-revolucionária).

O militar, desde os primeiros postos, aprende o trabalho de equipa e a compreensão dos subordinados, por forma a que no combate, quando olhar para os lados e para trás veja que os seus colaboradores estão consigo e não se encontra isolado em frente do inimigo.

Nas empresas com características públicas ou municipais, os responsáveis, muitas vezes, não possuem saber, sensibilidade e experiência para liderar a equipa em cuja chefia foram colados artificialmente.

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domingo, 11 de novembro de 2012

Reconstrução do País

Já em 17-11-2008, foi publicado o post Utilidade da crise!!! e agora a ideia vem sendo reforça, por Isabel Jonet que aconselha a dispensar o supérfluo e desnecessário para podermos ter o necessário e útil e também por João Vaz, redactor principal do Correio da Manhã, que aconselha os portugueses deixar de discutir o sexo dos anjos e a focar as energias na procura de uma saída da crise.

E diz que, sendo difícil crescer economicamente, por escassez de financiamentos, é preciso:
- Atrair o investimento estrangeiro,
- mostrar capacidade de trabalho e inovação e
- gerar rentabilidade

Acrescenta que «esta trindade é a base de reconstrução do País, destroçado pelo desgoverno, a corrupção e a falta de justiça».

Alguns «sábios», apologistas de palavras raras mas sem comunicarem conteúdo significativo, dizem que isto são banalidades que nada acrescentam, mas na realidade isto não são banalidades, mas sim conceitos, preceitos práticos, valores insubstituíveis, que não devem ser postergados, mas sim repetidos até que o bom povo que constitui o âmago da Nação os interiorize e pratique.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Crise económica e desemprego

Duas notícias mostram efeitos da crise alargada que nos está a esmagar. O facto de se referirem a sectores diferentes faz pensar.

Retirando lições da crise e procurando tornar a empresa mais rentável, a construtora «Soares da Costa prepara reestruturação que pode eliminar até 900 postos de trabalho». É um sinal preocupante pois mostra que vai ser reduzida a actividade de um sector que contribui para a riqueza nacional, o aumento da comodidade e bem-estar dos cidadãos e a melhoria do património habitacional e das obras públicas. Empresas que produzem bens e que exportam bens ou serviços, quando reduzem a actividade, empobrecem o pais.

Também a britânica «BBC vai acabar com 2000 postos de trabalho até 2017», para reduzir custos de funcionamento o que leva a fechar algumas redacções e reduzir alguma programação. Embora a divulgação de informação e de cultura seja indispensável na vida corrente, pode haver muitos cortes inofensivos para os «clientes». Será bom motivo para seleccionar os programas mais adequados à formação da sociedade de amanhã e eliminar os que corroem as pessoas estimulando a violência e as acções menos éticas e de solidariedade. Encontra-se já muita gente que diz não ver TV e que considera prejudicial que os jovens percam tempo em frente do ecrã.

Outra diferença entre estes dois casos, é que nos 900 trabalhadores da construtora a maioria são pessoas de fracos recursos, enquanto na BBC, entre os 2000, encontram-se muitos com salários exorbitantes, muito acima da média e que, por outro lado, têm facilidade em encontrar alternativas e usar a sua criatividade em ramos paralelos.

É conveniente ter atenção aquilo que afecta as pessoas e garantir a sua sobrevivência em condições humanamente aceitáveis.

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domingo, 24 de julho de 2011

Estudante medalha de ouro da Matemática

Sinal de esperança no Portugal de amanhã assenta no valor da juventude de hoje. E nesta há cotações de alto nível em âmbito internacional. Tem havido vários exemplos de distinções em competições mundiais de âmbito do ensino das ciências, mas agora, o Miguel Martins dos Santos, de 16 anos, aluno do 10.º ano da Escola Secundária de Alcanena foi galardoado com medalha de ouro nas Olimpíadas Mundiais da Matemática.

E uma honra para Portugal e o ministro da Educação tem consciência de que tal medalhado merece reconhecimento público, mais do que qualquer futebolista ou profissional do ócio. Portugal, para se desenvolver e gerar riqueza para os portugueses precisa de boa aplicação no estudo do nosso idioma e da matemática. Por isso o ministro vai ao aeroporto receber o aluno premiado.

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Jovem flautista com futuro prometedor

É com muito prazer que aqui se realça o êxito de mais uma jovem que se evidenciou no estrangeiro.

Adriana Ferreira, jovem de 19 anos, natural de Cabeceiras de Basto, venceu concurso para executantes de flauta, o Carl Nielsen Flute Competition, um conceituado concurso organizado na Dinamarca de quatro em quatro anos, mostrando que tem fôlego para sonhar.

"Aos seis pedi aos meus pais que me encontrassem professores de música porque queria mesmo aprender", recorda.

Começou pelo órgão e, aos 12 anos, com o sonho da música a fervilhar nos pensamentos, decidiu sair de Cabeceiras de Basto, e rumar a Santo Tirso, onde se inscreveu na Escola Profissional de Música e lá esteve até acabar o 12.º ano.

"Fui atrás do sonho. Já não sou de nenhuma terra, sou do Mundo, mas venho a Cabeceiras pelo menos uma vez por mês", afirma. O facto de ter nascido numa pequena terra obrigou-a a um esforço maior para atingir o patamar em que já está. "Sendo de uma terra pequena obriga a outros sacrifícios".

Vive em França desde 2008, onde frequenta o Conservatório Nacional de Música e o curso superior de Musicologia na Universidade de Sorbonne, Paris. "Tem sido excelente. O nível dos alunos e dos professores é muito bom e estou sempre a crescer com essa exigência".

A notoriedade de ter ganho todos os prémios a concurso não ofuscou Adriana, que dá um excelente exemplo de humildade, reconhecendo o caminho que ainda há que trilhar e o trabalho a desenvolver para sustentar uma carreira. "Tenho de continuar a trabalhar, estudar e aproveitar todos os concertos e contactos para desenvolver as minhas capacidades".

Parabéns Adriana. Desejamos-te um sucesso total, em cada momento, como agora ocorreu na Dinamarca .

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Aluno português brilhou em competição no Japão

Transcrição de artigo, seguida de NOTA:

Aluno brilha nas Olimpíadas da Química no Japão
Jornal de Notícias. 05-08-2010. Por GLÓRIA LOPES

Concluir o 12º ano com uma média de 19,9 valores não é para todos, mas este foi o resultado alcançado por Jorge Nogueiro, 17 anos, aluno da Escola Secundária Emídio Garcia, em Bragança.

O jovem, estudante excepcional, foi o primeiro português a ganhar um título nas Olimpíadas da Química, que decorreram no Japão, de onde trouxe uma menção honrosa.

A participação no evento internacional foi considerada por Jorge Nogueiro “fantástica”, porque lhe permitiu o contacto com outros estudantes de países “muito mais adiantados do que nós nestes aspectos, onde alguns participantes com 18 anos vinham a preparar-se desde os 13 anos para participarem”, referiu. A pressão no concurso foi grande, mas o aluno brigantino gostou do clima de competição, sobretudo dos países asiáticos, cujos estudantes normalmente arrebatam as medalhas de ouro.

O jovem não considera uma fatalidade viver no interior, apesar de reconhecer que no litoral e nas grandes cidades há mais oportunidades de estudo e de trabalho. Faz das fraquezas forças e esforça-se por brilhar. “Viver aqui (Bragança) até é uma forma de nos fortalecermos, como há dificuldades de acesso a algumas coisas e não há grandes oportunidades, temos de lutar mais”, confessou.

Foi a primeira vez que Jorge Nogueiro participou nas Olimpíadas da Química. Em 2009 foi apurado e desde então que vinha recebendo preparação na Universidade de Aveiro.

NOTA: Esta nota será apenas preenchida por uma lista de posts aqui publicados, sobre o mesmo tema, cujos títulos, só por si, parecem bem eloquentes.

- Jovens hoje, adultos responsáveis amanhã
- Criança estimulada e apoiada sobressai
- Jovens ao poder
- Estudantes premiados
- Geração com menos de 40
- Preparar o futuro
- Geração perdida? Não
- Três mulheres cientistas premiadas
- Cientistas portugueses em destaque
- Jovens que recuperarão Portugal
- Mais jovens portugueses premiados internacionalmente
- Respeitar os jovens e apoiar os mais válidos
- Jovens hoje, líderes amanhã !!!
- Jovens portugueses em destaque no estrangeiro
- Mais dois jovens em destaque
- Jovens desejam preparar o futuro
- Sobredotados sem compreensão e apoio do Governo
- Mais um caso de jovens válidos
- Jovens em voluntariado louvável
- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais
- Tenhamos esperança nas novas gerações
- Jovens hoje, Líderes amanhã

Imagem da Net

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pai, tô com fome !

Transcrição de um e-mail agora recebido, mas com assunto já conhecido há algum tempo

Ricardinho não aguentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!

Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua....

Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trémula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...

Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho, o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

(História verídica)

Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!
Embora não podendo voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora a fazer um novo fim!!!

Imagem da Net.

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sábado, 10 de julho de 2010

Qualidade de vida no trabalho

Alguns conselhos para trabalho em escritórios

- Controle a sua respiração o dia inteiro. Faça respirações lentas, profundas e suaves;

- Se a coisa está feia, mude de ambiente. Vá a algum lugar onde você não tem o hábito de ir: um outro andar, banheiro ou sala. Fique lá por um curto período de tempo para respirar e se acalmar;

- Andar é muito bom para relaxar o corpo. Sempre que tiver alguns minutos livres, caminhe um pouco. Pode ser até mesmo pelos corredores. Enquanto andar, concentre-se em cada passo;

- Beba pelo menos dois copos de água pela manhã e pela tarde. Isso diminui a vontade de comer doces, fumar ou roer unhas;

- Faça uma lista de suas prioridades. Veja quais são as actividades em que você gasta mais tempo e energia para executá-las;

- Saiba encarar os comentários e críticas que são feitos sobre você ou sobre o seu trabalho. Leve em consideração os seguintes aspectos: quem faz uma crítica está mais tenso do que quem ouve e os comentários são uma oportunidade de crescimento. Saiba conhecer as críticas que tem valor para você;

- Mesmo que você trabalhe com um cronograma apertado, tenha um tempo para as suas necessidades básicas, como fazer exercícios físicos, dormir cedo, comer e relaxar.

Recebido por e-mail. Imagem da Net.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Cascais dá um exemplo louvável

Se a ociosidade é mãe de todos os vícios, é bom dar emprego a jovens e criar neles o sentido da utilidade e da responsabilidade, tornando-os adultos conscientes dos seus deveres, numa época em que estes são esquecidos e só se fala de direitos.

Dentro desta ideia o Centro Comunitário da Boa Nova, que apoia maioritariamente a população do antigo bairro de barracas Fim do Mundo, no Estoril, está a ajudar a criar várias pequenas empresas que prestam serviços à comunidade, criando postos de trabalho.

Todos os dias, o centro comunitário presta apoio a mais de 700 pessoas. E, além de um colégio privado, que oferece formação entre o 1.º e o 6.º anos, já estão constituídas empresas nos ramos de farmácia, florista, "take away", lavandaria e serviços de manutenção - como carpintaria e oficina de pequenos arranjos - e uma empresa de limpeza, projectos empresariais que nasceram no seio do Complexo da Senhora da Boa Nova, erguido nos terrenos em tempos ocupados pelo bairro de barracas do Fim do Mundo.

Na oficina social, recuperam-se móveis, fazem-se arranjos, mudanças, pinturas, trabalhos de carpintaria e limpeza de jardins e piscinas.

Para saber mais pormenores convém abrir o link e ler a notícia. Quem residir perto do Estoril deve recorrer a estes serviços que contribuem para efeitos sociais de elevado mérito. Seria desejável que destes jovens trabalhadores surgissem pequenos empresários e iniciassem uma vida de sucesso. Merecem ter a compensação de enveredarem por um caminho de virtude em vez de se abandonarem a loucuras da juventude de que os jornais falam todos os dias. As sementes atiradas à terra pelo Centro hão-de florir e frutificar com muito êxito e servir de exemplo para outras partes do País.

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domingo, 25 de outubro de 2009

A vida exige equilíbrio

Quando em 1965-66 fui aluno do professor de economia Manuel Jacinto Nunes, ouvi-o dizer que «Trabalho é o esforço penoso para produzir bens». Durante as mais de quatro décadas desde então decorridas, muitos pretextos ocorreram para reflectir sobre a importância do trabalho e sobre o necessário equilíbrio entre a actividade laboral e a vida real, emotiva, familiar e de lazer.

Hoje, com a ganância do enriquecimento rápido, os empresários sentem apetência para obter mais trabalho produzido com menores custos e, por seu lado, os trabalhadores procuram obter melhores remunerações com menor produção ou com menor esforço. Muitas vezes esta luta é levada a extremos um tanto desumanos, em que a felicidade, a cultura, o ócio e a vida de relação com a família e os amigos, ficam num plano altamente lesivo da qualidade de vida de cada um.

Fui arrastado para estas reflexões pelos seguintes três títulos do Jornal de Notícias de hoje «Quando o trabalho mata», «Todos os dias há uma morte por stresse laboral» e "Somos vítimas de um assédio permanente", e deixo aqui os links para quem desejar inteirar-se de situações que chegam a ser dramáticas. A vida, neste mundo actual exageradamente materialista e desumano apresenta momentos muito preocupantes que merecem ser seriamente meditados.

Não devem também ser deixadas passar sem reflexão as notícias sobre o desemprego provocado pela crise, os suicídios causados pelo desespero de vidas insuportáveis, etc.

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Trabalho é factor a respeitar seriamente

Há dias publiquei aqui dois posts que focavam casos exemplares de empresários conscientes da importância do factor trabalho, mão-de-obra, imprescindível no funcionamento de uma empresa. Tratava-se de «Empresário disposto a empobrecer um pouco» e de «Empresário que respeita os trabalhadores».

É um tema que costuma ser conotado com a esquerda pelo que fiquei em risco de alguém duvidar da minha preocupação de isenção partidária e independência, mas hoje perdi esse receio ao ler que o líder do CDS-PP, Paulo Portas, escolheu o distrito de Aveiro para defender “o valor do trabalho”, destacando o mérito dos empresários que criam empregos numa altura em que a mobilidade social “está parada” no país. E defendeu “aqui neste distrito, a maioria das pessoas que tem hoje uma empresa começou por ser trabalhador. A maioria dos empresários começou por ser operário. E através do acesso à educação, conseguiram ter a ferramenta que lhes permitiu ir longe”.

Mas, felizmente, as notícias mostram que os políticos começam a colocar de lado as suas ideologias extremistas de combate eleitoral quando se referem aos grandes problemas nacionais. O tema que parecia ser apanágio da esquerda, foi abordado de forma social e didáctica pelo líder de direita sem deixar de o ser pela esquerda. Assim, o cabeça-de-lista do BE, Miguel Portas, aconselhou hoje o primeiro-ministro a discutir temas como o desemprego. E disse que «esta foi a semana em que Portugal atingiu meio milhão de desempregados, oficiais, estatísticos (porque na realidade são mais), e em que chegámos aos 200 mil desempregados sem subsídio de desemprego».

Jerónimo de Sousa, acusou o governo de ter mentido sobre os números do desemprego e manipular as estatísticas – e afirmou que o executivo vai falhar na promessa de criar 150 mil novos empregos. Jerónimo de Sousa sublinhou que o governo "viveu sempre da manipulação e até da mentira" sobre a questão do emprego criado. Sublinhou convicto que "o Governo do PS de José Sócrates não vai cumprir o que prometeu, porque chega ao fim destes quatro anos, não com mais emprego, mas sim com mais 895 mil trabalhadores mandados para o desemprego".

Porém, perante a situação grave em que a população se encontra, José Sócrates repudia o pessimismo dizendo que nunca viu um pessimista criar um posto de trabalho.

Mas não pode esquecer-se que um optimismo não apoiado em bases sólidas, que lhe dêem substância lógica e coerente, pode não passar de ilusão que, ao acordar, é substituída por amarga desilusão podendo ser fatal. Não é com ilusões que se vence uma crise, mas com estudos muito perspicazes que permitam dar passos seguros no sentido da melhor solução. É realmente indispensável pensar antes de decidir.

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sábado, 9 de maio de 2009

Desemprego, trabalho, imigração

No jornal de Notícias de hoje vem a notícia "Onde estão os desempregados?". que nos deixa perplexos pois, dando crédito à Comunicação Social, não será difícil encontrá-los nas filas dos centros de emprego a inscreverem-se para obtenção de trabalho, e nos CTT a enviarem cartas de resposta aos anúncios que vão aparecendo a pedir trabalhadores.

Mas, lendo a notícia, fica a saber-se que o grupo A. Silva Matos precisa de mais 80 operários especializados em metalomecânica e está com dificuldades em conseguir encontrar para já 15, entre serralheiros e soldadores.

Silva Matos, presidente do grupo empresarial com o mesmo nome, sediado em Sever do Vouga disse que "Este país não é composto só por desgraças e tem ainda uns loucos que resolvem transformar ameaças em oportunidades". Ao dizer isto está em consonância com o Primeiro-ministro que elogia quem arrisca em tempo de crise. Mas o caso de Silva Matos mostra que não há condições para um empresário «louco» arriscar porque a empresa é composta não só pelo capital e pela gestão, mas também e principalmente pelos operários, pela mão de obra competente e dedicada às suas tarefas.

Parece haver acentuada falta de vontade de trabalhar, agravada, provavelmente, por subsídios de desemprego mal aplicados e sem controlo, pelo que estamos a caminhar para ter apenas trabalhadores imigrantes enquanto os autóctones vivem por conta do Estado!!! Os responsáveis por este sector, a nível estatal, devem analisar cuidadosamente o problema e a complexidade dos factores que o condicionam, a fim de serem definidas medidas justas tendo em vista os interesses nacionais e a justiça social, que tem que basear-se numa economia saudável, mesmo que o ministro da Economia tenha de fazer muita publicidade a papas vitalizadoras e fazer consumo delas.

Curiosamente, segundo o Governo, no ano passado, o mercado de trabalho tinha condições para absorver 8600 novos trabalhadores de países fora da UE. Mas esta “quota não foi preenchida”, diz o secretário-geral da UGT, João Proença. Não deixa de ser curioso que, havendo tanto desemprego, sejam necessários tantos imigrantes.

O que se passa com os portugueses na sua maneira de enfrentar a necessidade de ganhar a vida dignamente? Que estudos são feitos para compreender o fenómeno e adoptar soluções justas e eficazes?

Entretanto, políticos mais mediáticos entretêm-se, com palavras ligeiras e sem argumentos convincentes, a falar de cortar na entrada de imigrantes, como a polémica entre Rangel e Basílio Horta e a infeliz intervenção de Manuel Pinho na publicitação de papas de uma farinha alimentícia da sua predilecção.

Precisamos de estudiosos ( e nas universidades devem abundar) que esclareçam a questão e apontem para as modalidades possíveis para uma solução válida a decidir pelos governantes e a implantar com inteligência e firmeza tendo por objectivo a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar dos portugueses.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Crise exige medidas realistas

Foi há dias aqui publicado um post - A crise e a gestão familiar – que referia a existência de dívidas familiares de 120% dos salários em média, o que significa que, em média, são precisos 36 dias de trabalho para pagar a dívida, sem contar com as despesas desses dias. Como se fala em valores médios, é certo que deve haver casos de insolvência absoluta, isto é, situações demasiado graves.

Como a crise exige medidas realistas, as grandes empresas, principalmente as de serviços, estão a encarar com eficiência, do seu ponto de vista, a sua saída da crise e não param de intensificar a apetência para o consumo. É raro o dia em que o telefone não toca com alguém a querer impingir uma «boa oportunidade» de uma promoção vantajosa, etc. Perante isso, cada cidadão não pode deixar de pensar na sensata gestão dos seus reais interesses, governando a sua vida da forma mais adequada, resistindo às múltiplas tentações que lhe são atiradas aos olhos. A crise deve ser aproveitada para acertar agulhas e passar a conduzir a economia doméstica pela melhor rota.

Mas continuam os sinais negativos com prevalência de manter as aparências, o faz-de-conta da ostentação, desviando recursos daquilo que é essencial e encaminhando-os para o secundário e supérfluo. O artigo Crianças mal alimentadas mas com ténis de marca conta-nos que o hospital Amadora-Sintra começou a identificar há ano e meio as condições em que aparecem muitas crianças com fome, graves carências alimentares e falta de higiene originadas pela crise, mas que não deixam de usar vestuário e calçado de marca.

Entretanto o Bispo do Porto diz que o trabalho é condição indispensável para a realização pessoal. Segundo ele, "aceder ao trabalho, além de necessário para ganhar o sustento, é condição indispensável para a realização de cada ser humano".

É certo que a oferta de emprego é escassa, o desemprego é uma das piores ameaças da crise, mas existem alguns pedidos de trabalhadores e não surgem interessados em aceitar, por preferirem viver do subsídio de desemprego. Conforme diz o Bispo, o trabalho tem o efeito material mas também o benefício psíquico de a pessoa se considerar útil e com importância na sociedade. E o trabalho pode, em muitos casos, ser feito por contra própria, procurando um nicho do mercado, uma necessidade de um serviço que trará compensação. «Trabalhar para aquecer» não é trabalho, é desporto. Trabalho é «um esforço penoso para produzir bens» e que, por isso, é recompensado. Há muitas pequenas coisas que necessitam quem as faça e dão remuneração. Para lá chegar, basta muitas vezes estar atento, olhar á volta, ter vontade de trabalhar e dedicação pela execução da tarefa. Essas qualidades e a criatividade são as ferramentas que levam os imigrantes a encontrar meios de subsistência, muitas vezes de forma folgada. Estão ao alcance de qualquer um.

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terça-feira, 23 de outubro de 2007

São necessários mais imigrantes em 2008

Mão-de-obra imigrante mais necessária em 2008

Manuel Esteves

A necessidade de mão-de-obra estrangeira vai aumentar no próximo ano, segundo estimativas do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) inscritas num documento entregue aos parceiros sociais, a que o DN teve acesso. Mas porque razão é preciso recorrer a trabalhadores imigrantes quando há em Portugal cerca de 440 mil pessoas que não conseguem encontrar emprego? Porque os portugueses não estão disponíveis para desempenhar determinadas tarefas ou porque não reúnem os requisitos exigidos pelas empresas.

E mesmo com a entrada de imigrantes no País, todos os anos subsistem postos de trabalho que ninguém quer ocupar. Em 2006, por exemplo, o IEFP viu-se obrigado a anular 3101 ofertas de emprego por desajustamento dos candidatos ou porque estes simplesmente não existiam. Este número aumentou em 2007 para 3577 e, em 2008, será ainda mais elevado: o IEFP calcula que ficarão por satisfazer 3806 ofertas de emprego, o número mais elevado desde 2004 e 6,4% acima do registado este ano. (...)

NOTA: Se a imigração nem sempre é uma bênção, existem países dotados de acentuado grau de desenvolvimento que devem aquilo que são aos imigrantes a quem abriram as portas. Incluem-se na lista os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, o Brasil e a Argentina, nos seus tempos áureos. Os imigrantes com capacidades profissionais úteis às estratégias de desenvolvimento do país de acolhimento, devidamente enquadrados em organizações económicas eficientes, constituíram factores insubstituíveis de crescimento. Ainda, há pouco tempo os EUA se declararam interessados em receber mais de duas centenas de engenheiros informáticos da Índia. A estratégia consistiu sempre em receber profissionais úteis e não pessoas indiscriminadas e sem especialização profissional; a selecção de candidatos a imigrantes foi criteriosa com vista aos interesses nacionais.

Portugal foi, durante séculos, fornecedor de mão-de-obra, país de emigrantes que, graças às organizações e ao enquadramento no destino, granjearam fama de trabalhadores eficientes e exemplares. Partiram com vontade de trabalhar e obter riqueza, o que na grande maioria dos casos conseguiram.

Nos anos mais recentes, Portugal tornou-se país de acolhimento para imigrantes de várias origens que em grande parte vêem preencher necessidades de mão-de-obra principalmente nas obras públicas e na construção civil. As nossas necessidades de imigrantes devem-se em grande parte a não existir vontade dos jovens em trabalhar em actividades «não condizentes com a formação escolar adquirida»(!) e também à inexistência e escolas técnicas que formem jovens para satisfazer as ofertas de emprego nas actividades necessárias da economia. Há muita gente que prefere viver à sombra os subsídios do que sujeitar-se aos horários e às tarefas do trabalho.

Mas a nossa deficiente organização e enquadramento dos imigrantes não permite que do seu trabalho tenha resultado um surto de desenvolvimento semelhante ao verificado nos países atrás referidos. E o aspecto mais negativo assenta na falta de estratégia para a imigração de que tem resultado a prostituição, com tráfego de mulheres utilizadas nas «casas de alterne» e, não menos grave, a quantidade de mendigos, incluindo mulheres e crianças que infestam as cidades. Nalguns casos, a mendicidade surge de tal forma organizada que mais parece uma actividade «industrial» para transferência de fundos. E, sendo Portugal um dos países mais pobres da Europa, não pode nem deve ignorar os seus muitos pobres (muitos sem coragem para mendigar – a pobreza envergonhada) e orientar a sua generosidade para pessoas desconhecidas cuja vida e necessidades são verdadeiras incógnitas.

E, para mais, sendo Portugal visitado por grande quantidade de turistas, não deve apresentar a estes os espectáculos pouco edificantes, com actores estrangeiros, que se vêm na baixa lisboeta e nos transportes públicos. O conceito internacional de Portugal sai bastante degradado devido às imagens que os turistas levam na retina e nas máquinas fotográficas e de vídeo, o que não é nada favorável a um país que deposita grande esperança no turismo como fonte de divisas.

Como é dito em «emigração e migração», os tempos que vivemos são de mudanças várias; o mundo sempre mudou, dependendo do ponto de vista, nem sempre para melhor, com mudanças céleres ou lentas, de acordo com circunstâncias várias. O actual, mundo, muda à velocidade, de um clique, em função do preço do Brent ou da seca inexorável que se abate sobre várias regiões do planeta.

A nossa experiência de migração é uma das gestas mais bem sucedidas da nossa história, e arrisco a dizer que, mais do que as descobertas, é a nossa migração que nos engrandece, porque aquelas acabaram há muito, e os Portugueses continuam a partir à procura de melhor vida. O segredo do sucesso dos nossos emigrantes, assenta sobretudo, no trabalho, no respeito pela terra que os acolhe e pelas próprias raízes.

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