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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

EXPORTAÇÃO RESULTA DO TRABALHO


EXPORTAÇÃO É VENDA DO FRUTO DO TRABALHO. Esta afirmação não tira valor à gestão as empresas que exportam. Mas é preciso que também que a propaganda não retire importância ao papel dos trabalhadores que, com o seu interesse na formação e a sua dedicação ao cumprimento das tarefas, procuram a perfeição.

A empresa tem responsabilidades perante os accionistas (proprietários), o pessoal que nela trabalha, os clientes, os fornecedores, as pessoas que residem na sua área (acção social) e os familiares do seu pessoal. Ao recordar esta «ciência» que ouvi, há cerca de meio século, em curso institucional, pensei no empresário Rui Nabeiro que é considerado familiar de cada habitante de Campo Maior e em Henrique Neto que tem a ousadia de entrar em competição, como candidato a PR, com professores universitários, alguns dos quais se têm evidenciado despudoradamente nos Órgãos de Comunicação Social, com o que criam ilusões nos eleitores mais descuidados.

Seria bom que, em qualquer momento, não fosse desprezado o objectivo de servir e honrar PORTUGAL, cujos interesses devem ser sempre colocados acima de interesses pessoais de pessoas ambiciosas, vaidosas, arrogantes e auto-convencidas.

Perante estas reflexões, não me parece lógico e interessante para o País dar-se demasiado relevo ao preconceito , do tempo do PREC, contra esquerda. Esta tem sempre colocado a tónica na defesa das pessoas, dos trabalhadores, dos idosos, dos mais abandonados pelo Poder. Por outro lado, não será lógico que, por cima de preconceitos, pouco fundamentados, se recuse a oportunidade de a esquerda poder mostrar o que vale na realidade ao aliar os seus ideais à responsável prática governativa.

COMO SE PODE MANTER A EXCLUSÃO DE IDEIAS, antes de se lhes dar oportunidade de mostrar quanto valem?.

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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Direita ou esquerda?

Conversa muito esclarecedora entre filha, estudante, moderna «de esquerda», e pai bem instalado, «de direita».

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Novo conceito de direita e esquerda!

A Vitalino Canas admite que "à medida que os problemas forem sendo ultrapassados, é claro que a dimensão à esquerda poderá ser mais visível". "Isso virá com o tempo". Segundo ele, "o PS governa à esquerda e de acordo com as possibilidades que tem de governar à esquerda". Estas frases do socialismo realista de Vitalino Canas, porta-voz do PS, foram ditas quando, desafiado a comentar o repto de Mário Soares para que o Governo virasse à esquerda.

Parece que estamos perante um teorizador da política sugerindo novos aspectos da clássica divisão entre esquerda e direita. Parece deduzir-se das palavras desta influente figura do principal partido que a esquerda não tem a mínima vocação ou capacidade para governar em situações de crise e muito menos para as resolver, só podendo brilhar em situações normalizadas à medida que os problemas ficarem resolvidos. As direitas estão melhor preparadas para resolver as crises e os problemas. Por isso, o PS sentiu-se obrigado a fazer uma política de direita para resolver a crise do défice orçamental e, após a missão cumprida, pode dar-se ao luxo de fazer política de esquerda, talvez para criar a próxima crise?

Com esta filosofia, ficamos na dúvida de quem teria ocasionado esta crise? Possivelmente, ao contrário destes pedaços de «ciência» política, a crise foi sendo criada paulatinamente por todos os político dos mais variados partidos!

O que eles dizem e o que fazem!!! É só fumo, fumaça, poeira em frente ao povo que consideram muito estúpido. Não deviam destruir a auto-estima dos cidadãos e fica-lhes mal ostentarem tanta superioridade, que nem sequer corresponde à realidade.

Recomenda-se a leitura do artigo no Diário de Notícias de hoje sobre este caso. PS promete mais esquerda à medida que a crise passar

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sábado, 16 de junho de 2007

Saramago acusa esquerda de ser estúpida

Escritor fala em plutocracia nas democracias
José Saramago acusa esquerda actual de ser estúpida
13.06.2007 - Lusa

A esquerda actual "deixou de ser esquerda" e tornou-se "estúpida", afirmou hoje o escritor José Saramago, que acusou também os governos de estarem a tornar-se em "comissários do poder económico".

"Já não há governos socialistas, ainda que tenham esse nome os partidos que estão no poder", afirmou hoje o prémio Nobel da literatura português a respeito de executivos como o português e o italiano, citado pela agência EFE no último dia da conferência "Lições e Mestres", em Santilhana del Mar, no Norte de Espanha.

"Antes gostávamos de dizer que a direita era estúpida, mas hoje em dia não conheço nada mais estúpido que a esquerda", adiantou o octogenário escritor e militante histórico do Partido Comunista Português.

Saramago foi um dos pensadores cuja obra foi focada na conferência, juntamente com as de Carlos Fuentes e Juan Goytisolo.

Fugindo ao tema literário, Saramago acabou por dedicar grande parte da sua intervenção aos problemas das democracias contemporâneas, que na sua opinião não passam de "plutocracias", e apelou à insubmissão da população, segundo relata a agência espanhola.

"O mundo é dirigido por organismos que não são democráticos, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio", acusou.

"É altura de protestar"

Para Saramago, "é altura de protestar, porque se nos deixamos levar pelos poderes que nos governam e não fazemos nada por contestá-los, pode dizer-se que merecemos o que temos".

"Estamos a chegar ao fim de uma civilização e aproximam-se tempos de obscuridade, o fascismo pode regressar; já não há muito tempo para mudar o mundo", afirmou José Saramago.

A obra do escritor português foi apresentada por Laura Restrepo, numa sessão que contou ainda com a presença da brasileira Nélida Pinhon e dos escritores Juan Goytisolo e Carlos Fuentes.

Saramago revelou que está a escrever um novo livro, sem adiantar pormenores.

O escritor português defendeu que não existem géneros, mas sim "espaços" literários, que admitem de tudo – ensaio, filosofia, ciência ou poesia – e expressou a sua admiração pelo checo Franz Kafka, "a grande figura literária do século XX".

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