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terça-feira, 30 de julho de 2013

DESLEIXO GENERALIZA-SE ???


Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Conheça os últimos acidentes ferroviários na Europa
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 29 Jul 2013 - 21:5

A colisão de dois comboios esta segunda-feira (29 de Julho) na Suíça, que provocou 44 feridos, quatro deles graves, acontece cinco dias depois da tragédia ferroviária em Espanha que causou 79 mortos e mais de uma centena de feridos.

Lista dos acidentes de comboio mais recentes na Europa:

3 de março de 2012 – 16 pessoas perderam a vida e outras 58 ficaram feridas numa colisão frontal entre dois comboios numa das principais linhas da Polónia que une Varsóvia e Cracóvia. O acidente teve origem num erro humano.

13 de abril de 2012 – Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando um comboio regional que fazia a rota Frankfurt-Hanau chocou com um trator estacionado na estrada perto de Muhlheim, na Alemanha. 21 de abril de 2012 – Uma pessoa morreu e outras 124 ficaram feridas na colisão de dois comboios entre a estação central de Amesterdão e a de Sloterdijk, na Holanda.

4 de maio de 2013 – Uma pessoa morreu, 93 ficaram feridas e 300 foram evacuadas devido à explosão de vários vagões de um comboio de mercadorias que transportava substâncias químicas inflamáveis entre as localidades belgas de Schelle e Wetteren, perto de Gent, na Bélgica. No acidente, provocado por excesso de velocidade, descarrilaram oito vagões e três incendiaram-se.

12 de julho de 2013 – Pelo menos sete mortos e 30 pessoas ficaram feridas quando um comboio que saía de Paris em direção a Limoges descarrilou em Bretigny-sur-Orge, na região da capital francesa. O Governo francês descartou o erro humano.

24 de julho de 2013 – Setenta e nove pessoas morreram e cerca de 130 ficaram feridas, 3o em estado grave, no descarrilamento de um comboio que fazia a rota Madrid-Ferrol nas imediações de Santiago de Compostela, na Galiza, a maior tragédia ferroviária em Espanha nos últimos 70 anos.

NOTA. Houve 3 acidentes ferroviários em 1912 e, em pouco mais de meio ano, em 1923, já houve 4. É um sinal muitas vezes referido de crescente desmazelo das pessoas no desempenho das suas tarefas. A Humanidade terá perdido o culto da perfeição naquilo que faz? Nos acidentes ferroviários, o desleixo humano constitui um factor importantes quer na operação da máquina quer, antes da viagem, na sua manutenção. Um erro pode ter consequências dramáticas para muitas pessoas e famílias.

Impõe-se que no ensino se preparem as crianças para virem a ser adultos cuidadosos, eficientes e responsáveis. E, depois, a Justiça deve punir severamente os responsáveis pelos acidentes, ao mesmo tempo que as empresas devem sancionar qualquer pequena deficiência e premiar os trabalhadores impecáveis. A tão falada avaliação de desempenho deve ser uma realidade, mas é indispensável que seja efectuada com a finalidade de conseguir os melhores resultados do trabalho para bem dos utentes, da população em geral e da empresa.


Imagem de arquivo

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Incúria em vez de segurança

A degradação da nossa sociedade é notória em muitos e variados aspectos, mas um dos mais graves é a ausência de sentido da segurança, da necessidade de precauções para evitar acidentes em casa, no trabalho, nas estradas, na praia, etc e as preocupações de segurança devem contribuir para a eliminação de situações causadoras de acidente, antes que eles ocorram. Foi essa a intenção do post «Segurança votada ao desprezo» aqui colocado.

Mas é preciso bater muito neste assunto para alertar as autoridades desleixadas, preguiçosas e pouco conscientes dos perigos e sem verdadeiro sentido de responsabilidade. E por ser assim, vêem hoje a público duas notícias gritantes, que podem sewr lidas, abrindo os seguintes links: «Poste preso por fios na Caniçada» e «Muro de escola ameaça cair sobre a via pública».

Imagem do JN

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Negligência nacional

Numa época em que tanto se fala na procura da excelência, na conveniência de fazer bem tudo aquilo que se faz, é desgastante assistir-se a tantos erros provenientes do desleixo, da incúria, do desprezo pela perfeição e pelo rigor.

Passa-se a nível governamental, com medidas avulsas, incoerentes, sem estratégia, mas o que não é menos grave, é que se passa também na generalidade da vida da população. As últimas notícias confirmam o que ficou escrito nos posts «Segurança votada ao desprezo» e «Incompetência e descontrolo».

Foi a infiltração da chuva no hospital Amadora-Sintra, de construção recente, que impediu o funcionamento do Serviço de Urgências e obrigou à transferência de doentes para outros hospitais. E agora é a notícia de que «Portão cai e fere criança em escola inaugurada há apenas quatro meses».


Mas, infelizmente, há muito mais dói que isto, pois os acidentes rodoviários não param de destruir vidas e, até, sofrem forte acréscimo quando caem as primeiras chuvas de Outono. A culpa não é da chuva, mas dos condutores que ignoram que a condução deve ser adaptada ao estado do piso e à visibilidade e é sabido que a chuva reduz a aderência do carro ao piso e diminui a visibilidade da estrada.

Como melhorar os comportamentos das pessoas? Certamente através das escolas, o que terá resultados lentos e demorados. Com resultado a curto prazo, só pode conseguir-se um comportamento mais adequado, através de penalização eficiente dos culpados, directa ou indirectamente por acidentes ou incidentes que possam causar danos pessoais ou materiais a terceiros. Estas acções disciplinadoras devem dirigir-se aos construtores, aos operários, aos responsáveis pela manutenção, aos inspectores das actividades económicas dos diversos sectores.

Os efeitos do desmazelo e da incompetência não se limitam a custos contabilísticos, mas incidem de forma grave na vida das pessoas, no seu stress, na sensação de insegurança, receio, falta de confiança e de segurança.

Para restabelecer cuidados racionais e socialmente correctos, os responsáveis, a justiça, os serviços de inspecção , não podem manter-se inactivos na luta contra pequenos defeitos que estão a criar mau ambiente pelo efeito de massa.

Imagem da Net

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Incompetência e descontrolo

A maior parte dos acidentes e incidentes não ocorrem por mero acaso, mas são o ponto visível de um percurso mais ou menos extenso de incompetência, desleixo, incúria, desmazelo, etc.

A notícia «Infiltrações de água no Hospital Amadora/Sintra impedem recepção de doentes urgentes» é preocupante não pelo caso em si, já demasiado grave, mas pelo que indicia estar a ocorrer nas obras públicas do País.

O hospital Fernando Fonseca foi construído há cerca de 15 anos e, por erro de projecto ou de construção ou por falta de manutenção adequada sofreu agora este percalço. A poucos quilómetros de distância está o Mosteiro dos Jerónimos que, com cinco séculos, ainda funciona.

O que se passa com os nossos engenheiros, arquitectos, construtores, «donos da obra», inspectores das obras públicas, etc ??? Quem fechou os olhos à forma «económica» de realizar os trabalhos? Quem recebeu os «robalos» oferecidos pelas empresas construtoras, para deixar passar?

Porque não procurar desenvolver o culto da excelência em tudo o que se relaciona com o emprego dos dinheiros públicos?

Será interessante visitar o post «Segurança votada ao desprezo»

Imagem da Net

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Processos judiciais encontrados no lixo!!!

Parece incrível, pura ficção, coisa imprevisível mesmo num país dos mais atrasados do terceiro mundo.

«Escrituras com nomes e respectivos contactos (moradas e telefones), relações de heranças, notificações para audiências ou peritagens de seguradoras com a identificação das viaturas são alguns exemplos dos documentos confidenciais encontrados pela Agência Lusa dentro de contentores, colocados nas traseiras do Palácio da Justiça, em Lisboa.»

Como é possível??? Quem está responsável pela guarda de tais documentos? Como é controlado o trabalho de tais pessoas? Como foram admitidas, por concurso público ou por confiança política ou cunha de um amigo do partido? Como é feita a avaliação do desempenho nesses serviços? Que regras estão estabelecidas?

Surgem tantas dúvidas acerca de notícias como estas que não sabemos em que instituições e pessoas podemos acreditar. Será que nós, portugueses, nos transformámos em imbecis irresponsáveis, incapazes de executarmos com rigor as mais fáceis tarefas?

Para conhecer mais pormenores clique aqui Processos judiciais nos caixotes do lixo do Palácio da Justiça de Lisboa

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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Lei da droga, drogada

Segundo notícia do DN de hoje, «Lei da droga alvo de mexida misteriosa», a lei da droga foi objecto de uma alteração que ninguém consegue explicar. A "mexida" aconteceu numa recente republicação integral da legislação, de 1993. O "erro" foi entretanto corrigido e classificado como "lapso fortuito".

Este «lapso fortuito» que, sendo assim lavado, amaciado, não irá causar a merecida punição ao seu autor, facto que não deixa de causar polémica no meio judicial. Não se compreende como pôde um artigo (o 40.º) ser modificado substancialmente, à margem do funcionamento normal do Poder Legislativo, o que não deveria acontecer e nem é permitido.

Vale a pena clicar aqui para ler toda a notícia.

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ineficácia irresponsável impune

Acerca da crise do BPN (Banco Português de Negócios) parece não haver muitas dúvidas. Houve gestores que «fizeram o que não deviam ter feito» e houve servidores do Estado que não fizeram o que deviam ter feito.

O Telejornal da RTP 1 de ontem deu traços essenciais do caso: em 2001 a revista Exame alertou para as irregualaridades/ilegalidades das negociatas efctuadas pelo Banco. Este processou a revista mas desistiu da queixa porque esta, para evitar os invonvenientes do processo, achou mais cómodo pedir desculpa.

Apesar desse alerta, o governador do Banco de Poprtugal, alguns anos depois, ainda não tinha qualquer informação sobre as actividades impróprias do BPN e o ministro das Finanças acabou por ser informado da situação irregular do Banco através de dados fornecidos pelo actual responsável pelo BPN, Miguel Cadilhe.

Nada disto é estranho neste nosso País em que tudo, ligado à política e à governação, é possível e não pode surpreender.

Mas o que custa compreender é que o Banco de Portugal, uma estrutura tão pesada ao erário público, mostrasse tanta ineficácia na supervisão, controlo e observação do funcionamento dos bancos. O seu governador referiu várias comissões que nada lhe comunicaram por nada terem detectado. Ora bolas!!! Como é que os jornalistas da Exame, que nada custam ao Estado, toparam as irregularidades do BPN e as comissões do BdP nada descobriram?

E foi preciso ser o actual responsável pelo BNP, com a sua dedicação, competência, eficiência e rigor, levantar o problema e propor uma solução que, segundo ele, teria sido mais favorável aos interesses do País do que a nacionalização que, segundo ele, é uma solução puramente política.

E qual é o destino das comissões do BdP que se mostraram ineficazes e inúteis, não tendo alertado com verdade, rigor e oportunidade? Até onde vai a impunidade dos privilegiados ?

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Irresponsabilidade generalizada

A consulta dos títulos da Comunicação social traz um conjunto de casos em que ressalta o desleixo e a incúria, agravados pela impunidade devida ao uso de direcções colectivas que empurram as responsabilidades para a instituição deixando libertos os seus administradores.

No acidente da automotora na linha férrea do Tua estão definidas as causas mas não se imputam as responsabilidades a ninguém . Apesar dos"defeitos grosseiros" na via férrea e anomalias na automotora que, conjugados, terão originado o descarrilamento a 22 de Agosto, não há responsáveis pela incúria na manutenção da linha e do material circulante. Não há culpado pelo homicídio involuntário por negligência do passageiro que morreu no acidente, nem pelos vários feridos, apear de já ter havido um outro acidente no mesmo local.

Outra notícia diz que a Deco acusa câmaras de falta de fiscalização a parques infantis. A incúria das Câmaras coloca em perigo a integridade física de crianças que deveriam ir ali para se divertir sem correr riscos desnecessários. Mas, a par da falta de dedicação aos interesses públicos por parte das Câmaras, há a ineficácia das entidades com responsabilidades de fiscalização. O Instituto do Desporto tinha responsabilidade até 2007 e deixou as coisas degradarem-se. Agora há esperança na actuação da ASAE. Jorge Morgado, da Deco, diz que esta "apelou sempre para que houvesse legislação que regulasse o funcionamento desses parques e para a sua fiscalização. A lei foi criada em finais dos anos 90, mas a fiscalização nunca foi concretizada. A ASAE, pela sua acção, dá-nos boas indicações de que isso possa acontecer agora." Talvez a ASAE, com o dinamismo que lhe é conhecido, consiga pôr ponto final nesta bagunça que coloca em perigo as crianças.

É também interessante a notícia de que cidadãos recusam, cruzar os braços e lançam petição contra ampliação de terminal de contentores de Alcântara e criam um movimento que avançará com uma acção popular se não for revogado pelo Parlamento o decreto-lei que permite a extensão da concessão à empresa Liscont e a triplicação da capacidade do terminal de contentores criando "uma muralha com cerca de 1,5 quilómetros com 12 a 15 metros (altura de um prédio de 4 a 5 andares) de altura entre a Cidade de Lisboa e o Rio Tejo."

Esta notícia é um sinal de que as pessoas estão a consciencializar-se dos seus direitos em democracia, em que a soberania reside na população, na Nação. Foram denúncias que fizeram levantar o caso de abusos escandalosos na Gebális, e agora em Miranda do Corvo. A incúria de organismos do Estado e das autarquias constitui uma característica generalizada e muito danosa para os interesses das populações que é suposto serem servidas e defendidas por tais órgãos.

Estamos na época de se tornarem mais frequentes as chuvas e de assistirmos aos efeitos de sarjetas e escoadouros entupidos e mal colocados criando poças de água que provocam, nos peões que circulam ou esperam autocarros, duches de água suja e oleosa que é projectada pelos carros que passam. É um fenómeno demasiado conhecido para se permitir deixá-lo continuar sem o denunciar em voz alta.

Outra notícia diz que o Estado já arrecadou 58,4 M€ em multas do Código da Estrada, mais quatro milhões do que em igual período do que ano o passado. É que as alterações do Código não são realmente orientadas para tornar a circulação mais segura com menos acidentes e menos vítimas, mas sim para a caça à multa. Se o objectivo fosse aquele, não assistiríamos a sinais de limite de velocidade tão abusivamente colocados sem coerência nem racionalidade prática, talvez devidos a caprichos pouco inteligentes de funcionários. Conheço sinais de 30 onde se pode circular a 70 ou mais sem perigo para ninguém. Já me referi aqui a este assunto em vários posts.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A crise podia não ter existido

Em conversa com uma bancária, ouvi repetidamente a palavra calma. Os depositantes devem ter calma, os investidores devem ter calma… Porém, nenhum responsável credível emite afirmações coerentes e sustentadas que inspirem tal calma. O que dizem hoje não confirma o que disseram ontem e não será confirmado amanhã.

Não sabem, não adivinham a evolução que ocorrerá. Os economistas não tiveram capacidade para proceder de forma correcta por forma a evitar a crise ou, pelo menos, evitar que ela fosse tão grave. Houve erros sucessivos na busca de mais lucros, contrariando os mais elementares valores éticos, morais e sociais. Ninguém sabe nada e, agora, não falam claro, em condições de serem compreendidos e de inspirarem a tal calma que todos sugerem.

Fica-se com a impressão de que existe um desleixo generalizado, uma grave falta de dedicação às tarefas de que são encarregados. E esta moléstia parece ter alastrado por todos os países. A humanidade está em crise profunda, os valores morais estão a fazer muita falta e não são substituíveis por um materialismo fiduciário selvagem.

E os casos concretos sucedem-se com aspectos anedóticos. Por exemplo, a Alta Autoridade da Concorrência deveria seguir em permanência todos os casos mais ou menos suspeitos e actuar em conformidade e com a oportunidade adequada. Deveria ter estudos, em actualização dia-a-dia. Mas não. Colocada, agora, perante a suspeita de cartelização dos preços dos combustíveis, promete ter um estudo pronto EM FINS DE MARÇO, daqui a quase SEIS MESES, meio ano!!! Nem na época dos computadores conseguem em menos tempo analisar os dados que deviam ter em permanência e que têm dado tanto que falar, há vários meses? Será que ainda fazem contas pelos dedos? Qual é afinal o papel de tal organismo, além de receberem bons ordenados? Qual o benefício para os cidadãos portugueses resultante da sua existência?

Outro caso é o negócio do «Magalhães» anunciado com tanta pompa e circunstância, sem nenhum dos inúmeros assessores ter levado à ministra da Educação e ao PM a informação da situação suspeita da empresa fornecedora em relação ao fisco. E o caso foi muito duvidoso duvidoso, pois nem sequer houve concurso público entre os vários tipos de computadores semelhantes, em uso pelo mundo fora. Será que tal pressa e tal decisão urgente tinha por finalidade o amortecimento do processo fiscal contra a firma? Será que houve influência (mesmo que por distracção ou omissão) de elementos dos gabinetes ministeriais, como é lógico duvidar? E ninguém vai ser chamado à pedra? Não haverá responsáveis?

É um sinal dos tempos. Exigem-se direitos e mais direitos de toda a espécie, mas não se fala de deveres, de responsabilidades, de definição de tarefas, de controlos, de avaliação de desempenho. Depois, em consequências de muitas «habilidades» sucessivas, surgem as crises que ninguém soube ou quis evitar ou minorizar e os «sábios», em voz pouco convincente, acabam por dizer que é preciso calma!!!

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ciência económica ultrapassada pela realidade

Não resisto à tentação de transcrever para aqui um artigo de opinião do DN que coloca em evidência o facto de os teóricos criarem fantasias irreais, isoladas daquilo que acontece no terreno, ao ponto de não conseguirem vislumbrar o que se passa, os efeitos dos actos reais, de não saberem como evitar crises e, o que é mais espantoso, depois da crise rebentar, serem incapazes de explicar o que ocorreu e concluírem como evitar novos casos. Parece que o mundo está perante excesso de teorias balofas, incompetências, arrogâncias, desleixos, incapacidades, superabundância de palavras vazias. Quem nos poderá salvar do Apocalipse? Em quem podemos acreditar?

A 'salvação' do capitalismo

Pedro Lomba, Jurista - pedro.lomba@eui.eu

Há aquele conto de Tchekhov sobre a mulher que tinha deixado de ter opiniões. Qualquer coisa, podia ser a chuva ou um significado, e ela nada, já não tinha nada. Apática, esquecera tudo. Pois bem. Estava a crise financeira a disparar na América e os astrólogos a anunciarem que a bolha ia chegar à Europa, quando eu fui procurar opiniões. Aquilo que os simples não apreendem, os especialistas ensinam. Baseado neste princípio, atirei-me em busca de informação sobre a crise financeira.

Umas horas de leitura mostraram-me a incerteza dramática que rodeava os especialistas. Eles não sabiam muito bem. Eles não sabiam reconhecer sequer todas as zonas dos mercados de capitais que os afectavam. "Liquidity puts" - quem é que já ouviu falar nisto? Eu não. Um executivo do Citigroup entrevistado para a New Yorker, também não, embora o banco estivesse exposto aos efeitos. E economistas de topo do Lehman Brothers, o mítico banco de investimento que faliu há dias, também confessavam que muitos contratos financeiros que estavam a fazer estragos no mercado, eram-lhes desconhecidos. De súbito, as instituições financeiras passaram a defrontar-se com um mercado complexo que não conheciam integralmente e cujos riscos não sabiam avaliar. Por isso, não tinham opiniões seguras.

Os ideólogos de serviço, que sempre aparecem nas crises só para poderem dizer - vêem como eu tinha razão - aproveitam para aquilo de que gostam mais: a distribuição de culpas. Mas também hesitam: o problema é do capitalismo financeiro global que mostrou aqui a sua face, obrigando a Reserva Federal Americana a duas intervenções drásticas: o resgate do Bear Sterns e, ontem, o controlo da seguradora AIG; dos bancos centrais que baixaram os juros para estimular o mercado imobiliário; dos bancos e instituições financeiras que, operando por sua conta e risco, apostaram na expansão do mercado imobiliário para facilitar o crédito; dos compradores que se entusiasmaram perigosamente e se endividaram para além do que podiam pagar.

Teorias da crise há para todos os gostos, umas contra os mercados, outras contra os consumidores, os bancos ou as autoridades reguladoras. Mas aqui surge, no entanto, uma dúvida: a actual crise financeira não é uma crise em que intervieram todos estes agentes, uns por acção, outros por omissão? Não é uma crise em que todos decidiram erradamente na mesma direcção, criando uma espiral de confiança fictícia?

Se é como de facto é, perceber esta crise implica perceber porque é que esta avalanche aconteceu e o que é que no futuro a pode evitar. Só não culpemos o capitalismo. O capitalismo sempre foi uma extraordinária máquina inventiva. Cresce, corrige-se e adapta-se. O pior agora é querermos salvar o capitalismo do capitalismo.

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domingo, 20 de julho de 2008

Sinais preocupantes da ausência de valores

Desde pequeno (há muitas décadas!), habituei-me a ver na velha Albion qualidades, ao lado de alguns defeitos, que eram exemplo para as democracias que lhe seguiram o rasto e o culto de alguns valores fundamentais para a humanidade. Porém, recentemente, têm aparecido notícias de que a que transcrevo é uma das mais preocupantes. A falta de sentido das responsabilidades, de competência, de excelência, de vontade de cumprir com exemplaridade, está a baixar de nível de forma acelerada e grave. Já nem há respeito pelos segredos de Estado.

Com tais casos exemplares que são, certamente, um espelho do que se passa pelo mundo, surge a pergunta onde irá parar a humanidade? Dizem que o ozono e o óxido de carbono vão destruir a vida na terra, mas parece que o ser humano se quer antecipar.


Desaparecem 747 portáteis do Ministério da Defesa britânico
Sábado, 19 de Julho de 2008 | 01:00

O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou sexta-feira o roubo ou extravio de 747 computadores portáteis nos últimos quatro anos, quase o dobro do que havia reconhecido anteriormente.

Além disso, desde Janeiro, 26 dispositivos portáteis de memória, propriedade do mesmo departamento, alguns com informação classificada como «secreta», foram roubados ou extraviados.

Dos 747 computadores desaparecidos, 658 foram roubados e 89 extraviados, e só foram recuperados 32, referiu o ministro da Defesa, Des Browne.

A oposição aproveitou o caso, alegando que é um exemplo da incompetência do Governo de Londres para proteger informação sensível.

Em Junho, foram perdidos em comboios documentos confidenciais, alguns deles sobre a Al-Qaeda e o Iraque.

No final do ano passado, foi também extraviada uma disquete com nomes e números de contas bancárias de milhões de pessoas que recebem subsídios, enviada pelo correio por um pequeno gabinete governamental.

Diário Digital / Lusa

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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Restaurantes, bares e cafés sem licença

Segundo notícia hoje largamente divulgada, o presidente da autarquia de Lisboa admite que há 5000 (cinco mil) estabelecimentos de alimentação e bebidas à espera de autorização. Este número, só por si, não tem muito significado, mas já o obtém quando o mesmo senhor diz que «entram mil processos por ano». Isto significa que seriam precisos cinco anos, sem qualquer deferimento para se obter o atraso de 5000. Ora, como admitimos que por ano tenha havido umas centenas de deferimento, deve haver estabelecimentos à espera de licença durante mais de 10 anos.

A Associação da Restauração fala em inércia dos serviços camarários. Acho que inércia é um eufemismo, pois o desleixo vai muito além disso. E é tanto mais quando, há pouco mais de uma ano, foi levantada a polémica do excesso de pessoal nos serviços camarários tendo sido destacada a existência de centenas de assessores bem pagos e sem um substrato de competência por terem sido nomeados com base na confiança política e não nas qualidades adequadas às funções, como declarou uma vereadora em entrevista.

Tais atrasos poderão ser atribuídos a excesso de burocracia (o germe mais causador da corrupção)e a três alterações da legislação que só causaram confusões, mesmo nos funcionários. A gravidade do problema vai até ao mau exemplo dado aos cidadãos que vivem em situação ilegal por culpa não deles mas dos serviços que deviam primar pelo bom exemplo.

Como pode o País prosperar e aproximar-se da média europeia, com serviços públicos que transmitem tão maus exemplos aos cidadãos e que constituem um factor de ilegalidade e de atraso!

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domingo, 6 de janeiro de 2008

Não existe mentalidade de planeamento nos serviços públicos

De Aveiro chega a notícia de que as urgências hospitalares foram reformuladas na sequência da morte de idosa. Esta senhora, que não seria da família de qualquer político, faleceu em 2 de Janeiro, depois de estar quatro horas numa maca sem ser observada por médicos. Só agora, após esta lamentável ocorrência, a direcção clínica do Hospital Distrital de Aveiro (HDA) decidiu fazer alterações no atendimento dos doentes na urgência. Não prestavam atenção ao funcionamento do serviço, deixavam andar, e não se apercebiam de que o serviço necessitava de ser reformulado para dar o apoio que lhe compete, com uma eficiência aceitável.

Parece que no País não existe mentalidade de gestão que privilegie a preparação das decisões com base em estudos cuidadosos que se antecipem aos acontecimentos, uma espécie de previsão, que se traduza em actos de planeamento, programação e organização, com vista à eficácia dos serviços e ao bom emprego dos recursos que lhe são inerentes, tendo sempre em vista os melhores efeitos nos utentes e beneficiários. Falta a consciencialização da necessidade de conhecimentos de gestão. E isso tem sido notório principalmente nos serviços do ministério da Saúde, mas não apenas aí, pois na Educação, na Justiça, na Economia, na Administração Interna, abundam os casos.

No mesmo jornal, a propósito do anunciado fecho de 108 postos da GNR , o secretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade garantiu (!) que, a não ser em "casos pontuais", em que haja, nomeadamente, uma mudança de localização, "não vão ser extintos postos", no âmbito do processo de reorganização territorial do dispositivo das forças de segurança da PSP e da GNR.

Também agora se sabe que existem três milhões matrículas virtuais no registo automóvel. Só agora, ao chegar a este lindo número, os serviços acordam e ficam espantados com o panorama que antes ainda não tinham conseguido avistar, tal é a miopia. Parece o resultado da tal formatação dos funcionários públicos no sistema ortorrômbico. Só agora pretendem eliminar esta quantidade de matrículas "fantasma", através de um programa de saneamento do registo automóvel, a lançar em breve, a fim de "abater" os veículos que já não existem ou não circulam de facto.

E temos de viver neste suspense, como em autênticos filmes policiais, por falta de planeamento consciente e cuidadoso, que é substituído por tentativas de avanços e recuos condicionados pelas pressões populares. E o mais incompreensível é que, actualmente, todos os ministérios e serviços públicos contam, na sua folha de pagamentos, com muitos assessores, avençados e contratados, o que faria supor a existência de competências e capacidades superabundantes para enfrentar todas as necessidades de gestão, nas suas diversas faces. Mas parece que os ordenados que lhes são pagos não se destinam a essas colaborações positivas!

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domingo, 14 de outubro de 2007

A política e os cidadãos

Menezes fez uma análise rápida da situação da governação do País e referiu, entre outros, os seguintes aspectos:

- "desqualificação da democracia".
- alegada tentativa de controlo da comunicação social,
- cerceamento da liberdade de expressão dos funcionários públicos,
- "invasão de sedes de sindicatos".
- "Os sinais de arrogância são passados ao País e à administração",
- falta de credibilidade das promessas eleitorais do primeiro-ministro.
- Sócrates não disse com honestidade aos portugueses que ia subir todos os impostos, portajar as Scut e reduzir os subsídios.

Referiu, também, para uso interno do partido, o fim do privilégio das elites, a quem lembrou que "nunca estão disponíveis para os combates difíceis, sobretudo os eleitorais". Daqui se conclui que não exageram aqueles que, em diversos blogs, falam de interesses pessoais dos políticos que se sobrepõem aos interesses do partido e do País, o que desvirtua a importância dos partidos e que tem ficado evidenciado na quantidade de votos colhidos pelos candidatos independentes nas eleições autárquicas. Falta uma estratégia com sentido de Estado, uma filosofia em que sejam defendidos os valores que devem sustentar a evolução para um futuro melhor das pessoas.

Disse também "não consentirei que um movimento de fraccionamento e de vingança seja accionado no partido". Isto vem dar força aqueles que dizem que a ambição pessoal dos políticos, os leva a manobras emotivas e colocam de lado os interesses não só nacionais, mas também partidários.

Este líder partidário deixou claro que o partido não precisa de notáveis que não trabalhem, nem dêem a cara. A generalidade dos políticos são muito comedidos e cautelosos na aparição pública com ideias claras e bem comunicadas!

Em poucas palavras, mostra como o estofo moral e a cultura dos que estão chegados à frente, nada tem a ver com a séria ciência e arte de governar um País em que um dos principais objectivos devia ser a criação de emprego e o aumento da felicidade do povo e as suas condições de vida.

É mais um lindo discurso de líder político, que pode não ir além do discurso. Mas, mesmo assim, é vantajoso que quem conhece o regime por dentro elabore análises concretas e esclarecidas, que com o correr do tempo, poderão vir a constituir um manual de civismo e ciência política.

Paralelamente a este tema, convém ler os seguintes posts:
Mais Um, em Mentira
Não se resignar, em Do Miradouro

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sábado, 15 de setembro de 2007

Erros de políticos ficam caros aos contribuintes

A má gestão dos assuntos nacionais por incompetência, desleixo, incúria, descoordenação ou possivelmente também por corrupção, da parte de governantes, autarcas e outras autoridades, pode causar erros de que resultam graves prejuízos para os dinheiros públicos, além das más consequências para o desenvolvimento e as condições de vida dos cidadãos.

Hoje num jornal diário vêm duas notícias que ilustram bem este fenómeno. Os projectos para o Aquaparque e para a Aldeia do Meco

1. A empresa titular do direito de superfície dos oito hectares de terreno onde está instalado o Aquaparque, no Restelo, moveu um processo judicial à Câmara de Lisboa, reclamando uma indemnização de 40 milhões de euros, pois, passados dez anos, não conseguiu, por impedimentos burocráticos, edificar ali o recinto de diversões autorizado pela autarquia,.

Alexandre Oliveira, da Aventura em Lisboa, empresa do Grupo Dislapark, também proprietário da Bracalândia (que em breve se transferirá para Penafiel) confirmou ao DN que a acção judicial, por danos emergentes e lucros cessantes, entrou ontem em tribunal e pretende pôr um ponto final num caso que atravessou várias administrações autárquicas.

A ideia de construir um parque de diversões temático nos terrenos do Aquaparque surgiu em 1997, quando o então presidente da câmara João Soares autorizou o projecto, que mereceu também aval positivo do Instituto do Turismo de Portugal. Anunciado com pompa e circunstância, o projecto visava a construção de um recinto de diversões semelhante aos que existem em Sevilha ou Paris. Mas as dificuldades que posteriormente foram levantadas não permitiram a sua concretização.

2. Noutra área geográfica não muito distante, na mata de Sezimbra, há um projecto para construir na zona do Meco um empreendimento turístico, mas essa intenção foi inviabilizada após muitos anos de avanços e retrocessos judiciais. De forma a compensar esses direitos de construção, e depois do assunto ter passado por um tribunal arbitral, foi estabelecido o acordo que transferiu esses direitos de construção do Meco para a Mata de Sesimbra, permitindo ao promotor construir num local diferente.

Já há vários anos, o promotor pedia ao ministério do Ambiente, era ministro Isaltino Morais, uma indemnização de aproximadamente 60 milhões de euros. Mas actual ministro Nunes Correia deliberou considerar "nulo" o acordo estabelecido há quatro anos entre o Estado, a autarquia de Sesimbra, a sociedade imobiliária Pelicano SA e a sociedade Aldeia do Meco.

Além destes dois casos hoje noticiados, tem havido outras indemnizações e já se fala em outras provenientes de prejuízos causados por processos judiciais de que não resultou condenação, como no da Casa Pia, do Apito Dourado, etc.

Em consequência destes desperdícios devidos a erros de políticos, surgem défices orçamentais, aumentos de impostos, e carências em sectores que deviam ser prioritários, como o caso hoje noticiado de uma criança com deficiência grave ser obrigada a ir para uma escola normal por, segundo a DREN, o Estado não dispor de dinheiro para lhe proporcionar a frequência de ensino especial adequado ao seu caso.

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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Um grito de alerta, urgente

INCOMPETÊNCIA PREMIADA
por Mário Relvas, em Aromas de Portugal

Neste momento em que os nossos bravos soldados, se encontram ausentes no estrangeiro para combater "moinhos de vento", entenda-se opções pouco justificadas para um País pobre como Portugal, gastando rios de dinheiro, correndo riscos de vida, aqui no pequeno rectângulo, assistimos a cenas gratuitas de incompetência, de ministros, de autarcas com trinta anos de sucessivos erros e aberrações.

Pergunto, quando os nossos camaradas Comandos regressarem já terão as condições necessárias no seu quartel? Ou melhor, já terão uma unidade própria como destino final? Depois de andarem constantemente aos saltos... Terão direito a terem na sua unidade os nossos mortos, simbolizados no Monumento ao Esforço Comando, esquecido conjuntamente com o Museu Comando, no ex Regimento de Comandos da Amadora, que cai de podre? Já terão os meios materiais adequados ás missões? Os Pára-Quedistas e os Fuzileiros, queixam-se publicamente. Então, se não há dinheiro para umas coisas, há para a OTA? Sim, os estimados senhores dizem que, esta se paga sozinha e ainda sobra dinheiro...

As reformas das forças de segurança e, da administração pública são conversas mal contadas, convidando-os a conhecerem a realidade, contactando com quem as sente na pele.

As reformas da educação, dos serviços de saúde, outras aberrações sem nexo, que ninguém entende.

Ouvimos falar num possível pagamento de taxas de €1,50, nos levantamentos de multibanco... Ninguém responde com verdade a isto? Depois de os bancos terem despedido pessoal, automatizando quase tudo, diminuindo os seus custos, ainda querem mais xixa? Façamos uma paragem nos pagamentos e levantamentos de multibanco, inundemos os bancos com cheques e levantamentos/depósitos ao balcão e, eles ou contratam de novo mais pessoal, diminuindo os seus fabulosos lucros, ou entopem burocraticamente.

Quando não há dinheiro nas polícias, realizam-se cerimónias de aniversário de comandos de polícia, com almoçaradas, ofertas de relógios a membros do governo?

Senhor Presidente da República, está na altura de tomar uma decisão séria, o povo está saturado de tanta conversa, de tantas gaffes. Quem não recorda a era "Sampaio v/s Santana Lopes", que foi demitido por um ministro abandonar o governo?

Porque levamos nós com Mário Lino, com Manuel Pinho, com Alberto Costa, com Correia de Campos, com Maria de Lurdes Rodrigues...etc? António Costa já saiu por motivos "válidos", a CM de Lisboa, ou como já é conhecido o filme, a fuga do MEAI!...
Este é o País da incompetência premiada e da inércia governativa...Onde se fala, fala e se faz nada, para além de afundar cada vez mais o barco!

Sabemos que Portugal está em crise, mas é só para alguns? Sim, para os mesmos de sempre - os contribuintes, os cidadãos que, constantemente são enganados nas vésperas das eleições.

Sabemos que vai haver uma presidência europeia, mas entretanto Portugal afunda-se.
Já basta, senhor Presidente da República, salvemos o que resta de Portugal!

Publicada por MRelvas

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