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sábado, 16 de junho de 2012

Avanços e recuos são sinal de imaturidade

O ideal seria que os responsáveis por decisões com efeitos sobre os outros e, mesmo, cada um nas suas pequenas decisões quotidianas seguissem a metodologia apontada em Pensar antes de decidir . É que as hesitações, ou melhor, os arrependimentos de erros de que resultam avanços e recuos, além de perdas financeiras e de tempo, ocasionam perda de credibilidade, de confiança e de esperança.

Mas, infelizmente, são frequentes tais comportamentos por tentativas, erros e novas tentativas, como se vê na notícia Educação recua e já não defende cobrança de IRS aos bolseiros, com a agravante de, neste caso, serem afectados indivíduos em plena formação para a vida activa de elevada responsabilidade. Constitui mau sistema de ensino e sensibilização para os melhores comportamentos profissionais futuros.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Procure ser excelente

Mandamento único: Não cometa erros e será bem sucedido no trabalho
Ionline. 18-11-2010.  Por Marta Cerqueira,

Parecem dicas do senso comum mas nunca é de mais lembrar que uma boa atitude no trabalho ajuda à construção de uma carreira. Tendo como ponto de partida os exemplos que o Goldman Sachs apresenta para ter “um funcionário modelo”, o i deixa-lhe uma lista de pontos essenciais que, seguidos à risca, poderão ajudá-lo a construir um futuro promissor. Mas não se assuste: não é preciso criar uma personagem, apenas manter uma atitude positiva no trabalho.

Conhecimento. Aposte na sua formação
A chave para conseguir conservar um emprego passa por demonstrar retorno no investimento. Por isso, é importante nunca parar de apostar na sua formação, bem como na conquista de novos conhecimentos, tanto em áreas ligadas ao seu trabalho, como em actividades paralelas que o tornem um ser humano mais responsável e interessante. A capacidade de mobilização, a coragem, a paixão e a energia, competências sociais e de colaboração, capacidade de organização e espírito de grupo são algumas das competências associadas a simples actividades de lazer, que lhe podem trazer benefícios a nível laboral.

Aparências. Como passar uma boa imagem

Nunca subestime o poder de uma atitude positiva. Novos desafios entregues a uma pessoa que se apresente simpática e afável mostram mais vontade de os resolver. No que diz respeito ao vestuário, lembre-se de respeitar o tipo de imagem pelo qual a empresa optou – mas é importante ter o bom senso de não se vestir de uma forma com a qual não se sinta bem ou não se identifique. “Com este tipo de código de ‘boas práticas’ deixa de se poder dizer que não se sabia como agir para se ser bem sucedido, para conquistar uma promoção”, lembra Fernando Neves de Almeida, country president da Boyden.

Consciência. Assuma os erros e as vitórias
Aceitar sempre as críticas que lhe fazem – venham elas de superiores ou de subordinados – é uma virtude que não deve ignorar. Apesar de que é importante saber quando deve reagir ou replicar. Resumindo, é essencial perceber e assumir quando cometemos um erro e, por outro lado, também ter consciência de que conquistámos algo positivo no trabalho. “O Homem Sonae deve ter responsabilidade mental para aceitar críticas vindas de superiores ou subordinados, deve reagir ou replicar, mas deve evitar a retaliação sistemática.” Eis o quarto mandamento da cartilha feita por Belmiro de Azevedo, em 1985.

Atitude. Trabalho e vida pessoal não se misturam
Por muito duro que possa parecer, a sua empresa não está interessada em saber se a sua namorada lhe deu com os pés ou se o seu melhor amigo emigrou. O importante é manter sempre uma boa atitude no trabalho, sem deixar que os seus problemas pessoais interfiram nas suas tarefas laborais. Além disso, é importante cultivar uma atitude positiva. Encarar os problemas ou os desafios com uma boa dose de optimismo passará uma imagem vantajosa. “Embora, na generalidade dos casos, estes comportamentos pareçam ser do senso comum, muitas vezes não o são, efectivamente”, explicou ao i Fernando Neves de Almeida, country president da Boyden.

Relações. Bom ambiente laboral é fundamental
É importante desenvolver boas relações no local de trabalho. Falar mal dos colegas também não é uma boa opção. Lembre-se que se todos tiverem a mesma atitude, os mexericos acabam por se saber. Em alturas de crise, é essencial não seguir o caminho do stresse e dos rumores – típicas nestas situações –, caso contrário poderá acabar por chamar a atenção pelos aspectos negativos da sua personalidade.
Um bom relacionamento com os colegas ajuda a não encarar o trabalho como um fardo e a tirar o maior partido possível daquilo que faz.

Mentores. Aprenda com os melhores

No início de carreira, seja uma esponja, assimile tudo o que os profissionais da sua área fazem de melhor. Não corra o risco de perder um pormenor e leve sempre consigo bloco e caneta para apontar todas as dicas. Oiça as histórias, analise as rotinas e o modo de trabalho dos melhores – esses exemplos serão para seguir. No entanto, aconselhamos que o faça discretamente e, mais importante: nunca faça a mesma pergunta duas vezes. Seguindo os conselhos do Goldman Sachs, isso só pode querer dizer duas coisas: ou que não tem mais nada para perguntar ou que se esqueceu da resposta que lhe deram anteriormente.

Right on time.
Saiba gerir o seu tempo
Não acumule muito trabalho nem fique um dia sem fazer nada. O balanço é fundamental para que os tempos não sejam mortos nem demasiado preenchidos. Com uma agenda, um computador ou simples post-its na secretária, pode organizar o seu trabalho, escrevendo todas as tarefas e as ideias que se possam revelar úteis para trabalhos futuros. Os horários de trabalho são outro dos pontos a reter: seja sempre pontual. Uma ajuda será pôr o despertador para cerca de 15 minutos mais cedo do que realmente precisa de acordar. Assim, o trânsito deixa de ser razão – ou desculpa – para atrasos matinais.

Diga não ao ócio. Mostre-se sempre activo
A tentação das redes sociais e dos chats é grande. No entanto, não é recomendado que sempre que o seu chefe passe por si o veja a comentar as últimas fotos do Facebook do seu amigo. É importante mostrar-se sempre activo. Mesmo quando o trabalho não abunda, aproveite para agendar novos projectos ou organizar a sua agenda. Seguindo um dos dez mandamentos da cartilha da Sonae sobre aquilo que a empresa de Belmiro e Paulo de Azevedo considera um trabalhador exemplar: “O Homem Sonae deve ter elevados critérios de exigência pessoal, com forte devoção às suas tarefas, embora procurando sempre um justo equilíbrio com outras actividades.” Uma dica a registar.

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Negligência nacional

Numa época em que tanto se fala na procura da excelência, na conveniência de fazer bem tudo aquilo que se faz, é desgastante assistir-se a tantos erros provenientes do desleixo, da incúria, do desprezo pela perfeição e pelo rigor.

Passa-se a nível governamental, com medidas avulsas, incoerentes, sem estratégia, mas o que não é menos grave, é que se passa também na generalidade da vida da população. As últimas notícias confirmam o que ficou escrito nos posts «Segurança votada ao desprezo» e «Incompetência e descontrolo».

Foi a infiltração da chuva no hospital Amadora-Sintra, de construção recente, que impediu o funcionamento do Serviço de Urgências e obrigou à transferência de doentes para outros hospitais. E agora é a notícia de que «Portão cai e fere criança em escola inaugurada há apenas quatro meses».


Mas, infelizmente, há muito mais dói que isto, pois os acidentes rodoviários não param de destruir vidas e, até, sofrem forte acréscimo quando caem as primeiras chuvas de Outono. A culpa não é da chuva, mas dos condutores que ignoram que a condução deve ser adaptada ao estado do piso e à visibilidade e é sabido que a chuva reduz a aderência do carro ao piso e diminui a visibilidade da estrada.

Como melhorar os comportamentos das pessoas? Certamente através das escolas, o que terá resultados lentos e demorados. Com resultado a curto prazo, só pode conseguir-se um comportamento mais adequado, através de penalização eficiente dos culpados, directa ou indirectamente por acidentes ou incidentes que possam causar danos pessoais ou materiais a terceiros. Estas acções disciplinadoras devem dirigir-se aos construtores, aos operários, aos responsáveis pela manutenção, aos inspectores das actividades económicas dos diversos sectores.

Os efeitos do desmazelo e da incompetência não se limitam a custos contabilísticos, mas incidem de forma grave na vida das pessoas, no seu stress, na sensação de insegurança, receio, falta de confiança e de segurança.

Para restabelecer cuidados racionais e socialmente correctos, os responsáveis, a justiça, os serviços de inspecção , não podem manter-se inactivos na luta contra pequenos defeitos que estão a criar mau ambiente pelo efeito de massa.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Museu de Marinha deve ser defendido

Depois das primeiras notícias e do post aqui colocado, Museu de Marinha, com quase 150 anos, será extinto, surge agora o artigo

Possível integração do Museu de Marinha no Museu da Viagem gera contestação
Público. 20.05.2010 - 19:15 Por Maria José Santana


Está a gerar alguma contestação a ideia de que o futuro Museu da Viagem poderá vir a absorver o centenário Museu de Marinha. Nos últimos dias, têm circulado na Internet vários comentários de indignação face à possibilidade de aquele museu vir a desaparecer enquanto instituição autónoma.

A ministra da Cultura garante que o futuro Museu da Viagem só ocupará o espaço que é agora da arqueologia. Ministra assegura que um projecto não invalida o outro

O Ministério da Cultura desmente a existência de qualquer proposta, assegurando que o Museu da Viagem, é, nesta altura, apenas um conceito. Mas o PÚBLICO sabe que essa hipótese está na calha e até já foi avançada num projecto de protocolo.

Nesse mesmo esboço de documento de entendimento, surge a indicação de que as instalações do futuro Museu da Viagem corresponderão às instalações do actual Museu Nacional da Arqueologia – que, como já era do conhecimento público, passará para a Cordoaria Nacional -, abrangendo também o espaço actualmente ocupado pelo Museu de Marinha. (…..)


Este artigo mostra que, felizmente, nem todos os portugueses estão adormecidos em permanente estado vegetativo e alguns estão atentos aos verdadeiros valores nacionais que devem se defendidos por todo e qualquer meio.

A ideia inicialmente divulgada mostra a triste sina dos portugueses. A incompetência dos governantes e a vontade de fazerem algo de diferente, só para mudar e para alimentarem a própria vaidade de colocar uma placa com o seu nome, leva-os a estragar o que está a funcionar bem e a nivelar por baixo e pôr tudo na lama. Aconteceu com o ensino técnico de que agora se sente a falta, aconteceu na saúde, na Justiça com a descriminação e despenalização, nas Forças Armadas, nas Forças de Segurança, etc. etc.

Não tenham inveja do Museu de Marinha. Deixem-no continuar na senda da excelência e tomem-no como modelo e exemplo; imitem-no. Procurem imitar o que há de melhor e, em vez de destruírem apoiem o que merece apoio e aperfeiçoem o que está pior, para se aproximar daquilo que possui boa qualidade.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Optimismo e esperança para salvar Portugal

Poderão dizer que não há motivo para optimismo nem para esperança, mas essa atitude é o factor mais negativo que entrava o esforço para a salvação do País. A esperança deverá ser a última coisa a morrer. Enquanto há vida há esperança. E o optimismo surge lentamente, à medida que focarmos a observação em exemplos positivos que vão aparecendo em vários sectores de actividade.

No post anterior era referida a iniciativa e a capacidade de decisão de uma empregada que ousou tomar as rédeas da empresa evitando o encerramento e garantindo o emprego de todas as colegas. Agora é outro exemplo atraente, o da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra que é tema do artigo que se transcreve.

Portugal precisa de mais empresas que se proponham ser exemplares na rota da excelência, com boa gestão e bons resultados não apenas em lucros mas, principalmente, na satisfação do seu pessoal e dos clientes.

Eis o artigo:

Escola de Hotelaria campeã no emprego
Jornal de Notícias, 29 de Novembro de 2009, por João Pedro Campos

«A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra celebra hoje 20 anos com uma taxa de empregabilidade na ordem dos 85%. A modernização das instalações e equipamentos é o próximo passo da instituição.

"É um desafio ter agora uma estrutura no limite da capacidade. Estamos a precisar de rejuvenescer os nossos equipamentos", afirma ao JN a directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. Ana Paula Pais garante que a instituição tem já um plano para modernizar esses equipamentos e um projecto destinado a melhorar as instalações. "Ainda assim, a escola tem excelentes condições técnicas", Considera.

Instalada próximo do Pólo II, a Escola de Hotelaria e Turismo é actualmente frequentada por cerca de 500 alunos, estando, segundo a direcção, no limite das suas capacidades. "Nos últimos quatro anos, tivemos mais 150 alunos do que tínhamos para trás. Em 20 anos, a escola foi crescendo e diversificando também as ofertas", revela Ana Paula Pais. Sobre os 20 anos da instituição, a directora entende que "corresponde àquilo que um jovem de 20 anos sente: está no auge da sua força, tendo neste momento um projecto muito consolidado".

Cursos com emprego

Ana Paula Pais mostra-se satisfeita com o rendimento da escola ao nível da empregabilidade. "Ainda conseguimos garantir empregabilidade, o que é um privilégio", comenta, revelando que alguns dos oito cursos leccionados na instituição têm mesmo uma taxa de 100%. Os cursos de cozinha, especialmente têm empregabilidade total. Em termos gerais, a directora da escola afirma que a taxa de empregabilidade ronda os 85%.

A escola, uma das 16 pertencentes à Turismo de Portugal, tem tido uma procura excedentária nos últimos anos, o que, segundo a directora, obriga a um processo de selecção bastante eficaz.

Mais actividades

Os 20 anos da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra foram ontem comemorados com uma sessão no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, durante a qual foram entregues diplomas aos alunos que terminaram a sua formação e se fez uma celebração com os funcionários.

Ana Paula Pais anuncia que ainda vão realizar-se mais duas actividades, no âmbito das comemorações do 20º aniversário. Os "Natais da Europa", a 3 de Dezembro, celebrarão o Natal dos países de origem dos estudantes Erasmus, possibilitando aos alunos "trabalharem menus de diferentes países". A 9 de Dezembro, será servido um jantar "gourmet" preparado por ex-alunos da escola.»

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um sinal de moralização

Hoje tive a grata surpresa de ver um sinal de que algo poderá estar a moralizar neste País. Refiro-me à notícia de que o ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, defende concurso para entrar no politécnico. Segundo a proposta «os professores terão de aceder aos quadros através de concurso público, mesmo que estejam na instituição há anos e com doutoramento».

O ministro garantiu que "o nosso princípio é qualificar e garantir que só se entra em lugares de quadro por concurso e terminar com a contratação automática. Temos assumido a maior flexibilidade em relação aos prazos de transição".

Parece que surge a preocupação de se cultivar a excelência, acabando com as nomeações sentimentais, por confiança política e amizade, e se passar a recorrer sistematicamente a concursos públicos em que, honestamente, sem corrupção, se escolham os mais dotados e preparados, melhores em todos os aspectos.

Conheço pessoalmente dois portugueses docentes, nos EUA, ambos doutorados, um em Economia e outro em Física Nuclear. Enquanto não atingirem um determinado grau académico na estrutura do ensino, trabalham numa universidade, após concurso documental e análise do currículo, por um período de dois anos não renovável, findo o qual terão de concorrer a outra universidade que tenha necessidade, em qualquer ponto dos Estados Unidos. Um destes compatriotas, casado e tendo a mulher bem empregada na localidade da Universidade, mostrou interesse em mudar de profissão. Dado o conceito em que era tido na Universidade, prolongaram, a título excepcional o contrato por mais um ano, mas sem hipótese de ficar mais um dia.

Em reunião familiar e perante a realidade de que se mudassem de cidade ela perderia o emprego e os filhos teriam de mudar de escola e criar novos amigos. A alternativa seria ele mudar de profissão e continuarem na mesma cidade. Mas ele tinha que arranjar trabalho e chegou a incluir nas hipóteses possíveis, montar uma padaria de pão tipo português e italiano, muito procurado na região. Sem preconceitos, o objectivo era viver com dignidade e eficiência.
Porém, na procura de emprego, acabou por ser admitido na segunda empresa de um ramo de serviços com bons auspícios, mas apesar do seu doutoramento, teve de obter uma licenciatura adequada a à actividade, o que conseguiu em horas pós-laborais. Decorrido pouco tempo, a primeira empresa do ramo, vendo a sua eficiência, apresentou-lhe uma proposta que ele levou ao seu chefe directo, obtendo como resposta que aceitasse porque não podiam cobrir, mas que ficasse um mês para passar a pasta.

Na empresa seguinte fez um trabalho de tal rigor e eficiência que a empresa anterior acabou por ir buscá-lo com uma proposta que a melhor do mercado não pôde cobrir.

Este exemplo mostra bem a ausência de preconceito na visibilidade do trabalho feito, pois pode ser-se bom até a produzir pão, mesmo sendo doutorado e com experiência docente universitária, e evidencia que o sistema de concurso permite obter os melhores colaboradores e criar-lhes estímulo para uma evolução permanente, mostra ainda que o mérito e a excelência acabam sempre por ser compensados e que a flexibilidade de emprego não prejudica as relações entre dirigentes e dirigidos, que se respeitam mutuamente.

Porém, receio que em Portugal não haja «vontade política» para evitar contratos assentes na «confiança política» e passe a fazer assentar as nomeações no resultado de concursos abertos com transparência e honestidade, por forma a escolher os melhores para cargos públicos, a fim de os dinheiros resultantes dos impostos sejam geridos de forma adequada aos interesses nacionais. Os nossos políticos não estarão dispostos a alienar os seus privilégios de serem agência de emprego para familiares e amigos, e as jotas, mesmo que sem os requisitos mínimos em preparação e vocação para o lugar.

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domingo, 17 de maio de 2009

Jovens que recuperarão Portugal

Ao pesquisar neste blog a palavra «jovens», encontram-se muitas referências a casos de jovens promissores que suscitam esperanças num Portugal renovado, mais próspero, com mais justiça social e bem-estar para a generalidade dos portugueses.

São as gerações mais jovens e as vindouras que terão sobre os ombros a pesada responsabilidade da recuperação de Portugal que tão danificado tem sido com más governações, servidas por políticos que pensam mais em si próprios do que no País que os elegeu. É vulgar ler-se e ouvir-se que «isto» tem que levar uma grande volta. Ela tem que ser conduzida pelos que ainda não estão viciados pelas actuais rotinas da sociedade, pelos que pensam pela própria cabeça e concluem que é preciso romper com procedimentos e hábitos nocivos, para reconstruir uma sociedade mais justa onde todos tenham direito à sua quota-parte de felicidade e não vejam outros a viver lautamente à custa da exploração dos desprotegidos pelo sistema.

Transcrevo na íntegra o artigo seguinte que merece ser lido atentamente até ao fim:

Alunos com vocação para a excelência

JN. 090517. 00h50m. Por HELENA NORTE

Distinguem-se pelas notas, mas não é isso que os faz estudar. Gostam de aprender, têm sede de conhecimento e são automotivados. Não correspondem ao estereótipo do "rato de biblioteca" e têm vida para além dos estudos, envolvendo-se em diversas actividades. Os métodos de estudo variam muito e não parecem ser determinantes para o sucesso. O prazer de saber mais é que os diferencia.

Método de estudo: "O método não é o mais importante. Estudar com prazer é que faz toda a diferença. Tenho uma paixão por aprender. Não estudo para tirar boas notas, isso é a consequência de saber."

Nos corredores da Faculdade de Medicina do Porto, já consta que não aparecia um aluno tão brilhante desde o tempo de Sobrinho Simões (eminente investigador na área do cancro). Ana Catarina Gomes está no 3.º ano com uma média invejável, destacando-se claramente como a melhor aluna da faculdade.

Ainda não tinha dez anos quando leu "Contos exemplares", de Sophia Mello Breyner, e a mensagem marcou-a inolvidavelmente: é preciso apreciar o que nos é oferecido, no momento, e não deixar para depois, porque quando voltamos atrás, já nada é igual. Para Ana Catarina, isso significa não desperdiçar qualquer oportunidade de aprendizagem.

Quando entrou em Medicina, com uma média de 20 valores do Secundário, tinha esperança de passar despercebida entre tantos bons alunos. Mas, rapidamente, deu nas vistas. Logo no 1.º ano, teve nota máxima no "cadeirão" de Anatomia. Desde então, colecciona prémios e mantém a média perto dos 19 valores. Quem a não conhece, julga que ela só vive para os estudos, mas Ana Catarina considera-se uma jovem normal, que gosta de sair e fazer amigos.

Os excelentes resultados que obtém nos exames não são o objectivo, mas a consequência. "Estudo pelo prazer de saber e discordo deste sistema de ensino centrado nos exames. Afinal, o objectivo é aprender ou fazer exames?"

Não faz noitadas a estudar em cima dos exames. Prefere estudar regularmente três horas por dia. Mas os seus dias não se resumem ao estudo. Nada diariamente uma hora, colabora num laboratório de investigação, estuda Inglês e Canto (já fez o curso completo de Piano), anda a aprender danças de salão e ainda tem tempo para fazer voluntariado no Instituto Português de Oncologia do Porto. Televisão não vê e com a Net não perde muito tempo.

Ana Catarina nunca precisou de estímulos para estudar. O perfeccionismo e o empenho exacerbados que dedica a tudo - "Quando faço alguma coisa, seja cortar uma unha ou dissecar um cadáver, gosto que fique perfeito" - são as bases da auto-motivação desta aluna que gostaria de fazer investigação na área do cancro da mama.

Método de estudo: "Estar atento às aulas e nunca sair da sala com dúvidas. E resolver muitos problemas, é assim que gosto de estudar"

Herdou os genes da Matemática do avô materno que, desde pequeno, o desafiava a resolver problemas. Nas viagens de carro, a mãe costumava fazer perguntas ao irmão mais velho e era Pedro quem respondia. Resultado: no Secundário, somou vintes e já ganhou três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Matemática e outras distinções internacionais.

"É mesmo paixão. O que mais me fascina é resolver problemas novos, em que é preciso ser criativo, e não tanto fazer exercícios que consistam em aplicar a matéria dada", sublinha Pedro. Essa é, aliás, o método de estudo que prefere. Talvez por isso, Português seja a disciplina que menos gosta e a que tem a classificação mais baixa (19).

Pedro atribui as notas brilhantes ao facto de ter sedimentado bem os conhecimentos, de ano para ano. "Nunca deixei lacunas no meu percurso. Sempre consolidei bem os conhecimentos a todas as disciplinas."

Além de inteligência e estudo q.b., este estudante de 18 anos soma outros ingredientes fundamentais ao sucesso: ambiente familiar estável e estimulante e equilíbrio emocional, alcançado com uma diversidade de actividades - joga ténis, futebol, estuda piano e canto e gosta de sair e divertir-se.

"Gosto de estudar pelo prazer do conhecimento. Para entrar no curso que quero - Matemática aplicada à Computação -, não precisava de ter uma média tão alta."

Método de estudo: "Faço uma boa preparação para encarar os exames com confiança. À partida, acho sempre que vai correr tudo bem. E coloco-me na veste do professor e tento imaginar o que ele valoriza mais"

Direito na Universidade de Coimbra foi a escolha de Marta depois de ponderar vários cursos da área das Humanidades. "Foi a opção mais racional", explica, "porque é um curso que permite uma formação bastante alargada". Não quis trilhar o caminho dos pais e da irmã que são médicos e não se arrepende. Gosta muito do que estuda e é a melhor aluna de Direito e está entre os melhores de Coimbra.

Equilíbrio entre estudo e prazer e autoconfiança, construída com uma boa preparação, são os factores determinantes para enfrentar os exames, na visão de Marta.

"Não vou às aulas todas. Se fosse, não teria vida", realça. Para esta estudante do 4.º ano, com média superior a 18, é fundamental continuar a jogar ténis, ir ver a Académica ao fim-de-semana, conviver com a família, namorar e divertir-se com os amigos.

Planos para o futuro? "Ainda está tudo em aberto. Vou fazer mestrado, mas ainda não sei em que área, e não decidi se, a seguir, faço doutoramento ou começo a trabalhar."

Método de estudo: "Não tenho um método de estudo especial. Não gosto muito de ler teoria, prefiro fazer exercícios que me desafiem e mantenham-me desperto. E não deixo acumular as matérias".

Tiago é um jovem normal, que gosta de cinema, de jogos de computador e de sair com os amigos. Não corresponde ao estereótipo do "rato de laboratório" e, no entanto, é o melhor aluno da Universidade de Aveiro.

Embora sempre tenha tirado boas notas - ingressou no ensino superior com 18.35 valores -. só quando chegou a Aveiro, oriundo de uma pequena aldeia de Pombal, é que percebeu que poderia ser um aluno de excelência.

Mecânica é uma paixão antiga. Ainda era miúdo e já o fascinava perceber os mecanismos dos brinquedos. Era habitual, ele e o irmão desmontarem os carros e pegar nas peças e transformá-las veículo com novas funcionalidades. Quando chegou ao 9.º ano, e porque não tinha a certeza se poderia prosseguir os estudos na universidade, optou por um curso profissional de Mecânica.

A exigência do Ensino Superior aguçou-lhe o empenho e os resultados não tardaram a aparecer - detém a média de 18,28.

"Se não tiver trabalhos para fazer e se não for fim de semestre, não preciso de estudar todos os dias. Saio das aulas e estou com os meus amigos. Mas, quando é preciso, dedico-me totalmente ao estudo", frisa este futuro engenheiro para quem "há sempre tempo para tudo. Até para decidir o futuro, embora já esteja a trabalhar em projectos na área da simulação de processos de estampagem.

Tiago Jordão Grilo, 20 anos
3.º ano do curso de engenharia mecânica da Universidade de Aveiro
Prémios: Doutor Vale Guimarães (melhor aluno da UA); bolsa de mérito (aproveitamento escolar excepcional); bolsas de estudo (melhor caloiro e aluno do 1.º ano)

Ana Catarina Gomes, 20 anos
3.º ano de medicina na Faculdade de Medicina do Porto.
Prémios: diversos prémios por ter sido a melhor aluna a anatomia, fisiologia, biologia celular e molecular, genética, história da medicina, etc, melhor aluna do secundário.

Marta Nunes Vicente, 21 anos
4.º ano do curso de direito da Universidade de Coimbra
Prémios: prémio "Marnoco e Sousa" e prémio"Guilherme Moreira", atribuídos pela faculdade direito da Universidade de Coimbra

Pedro Sousa Vieira, 18 anos
12.º ano na área das ciências exactas. Pretende seguir matemática aplicada à computação, na Universidade Técnica de Lisboa.
Prémios: 3 medalhas de ouro nas olimpíadas portuguesas de matemática; diversas medalhas em competições internacionais.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sobredotados sem compreensão e apoio do Governo

Estima-se que sejam aproximadamente 50 mil as crianças e jovens sobredotados em Portugal, mas, nem todos estão identificados e muito menos acompanhados no processo educativo, correndo sério risco de entrarem na lista do insucesso escolar.

Segundo o Instituto da Inteligência, as crianças sobredotadas, com um cociente de inteligência (QI) superior a 130, representam 3% da população menor de 18 anos, sendo deste grupo que sai a maioria dos génios da ciência, da arte e do desporto de todo o Mundo.

Sem os apoios adequados este aspecto positivo das crianças acaba por, em vez de uma vantagem, ser um ónus por elas acabarem por se sentirem rejeitadas pelas outras e se desmotivarem pelo estudo e muitas vezes, até, de viver». Por isso, é que se tornou urgente a criação de escolas para pequenos talentos, como defende o Instituto da Inteligência.

A inexistência de estabelecimentos de ensino específicos para sobredotados em Portugal fez com que a Universidade da Criança, localizada no Algarve, avançasse, conjuntamente com o Instituto da Inteligência, para o projecto de criação de uma escola-piloto do 1º ciclo, a iniciar no próximo ano lectivo de 2008/09, em Portimão.

No entanto, segundo o Instituto, «o projecto está em risco de ser suspenso visto que as dificuldades burocráticas e a incompreensão do Ministério da Educação estão a atrasar o processo de legalização». O ministério de Maria de Lurdes Rodrigues contactado pelo jornal gratuito Destak, não forneceu uma explicação para os atrasos burocráticos até à hora de fecho da edição de 18 do corrente.

A escola, de características inovadoras e pioneiras na Península Ibérica e até na Europa (em alguns aspectos), já suscitou o interesse de algumas entidades espanholas que, segundo o Instituto da Inteligência, podem vir a importá-lo. Esta situação «não deixaria de ser bizarra, embora não fosse invulgar em Portugal», acrescentou fonte do Instituto. Se esta hipótese se confirmar, os sobredotados portugueses poderão ter de recorrer ao país vizinho para ir à escola. E, provavelmente, acabarão por ali vir a exercer as suas futuras actividades científicas, artísticas ou outras.

Se não for encontrada a melhor solução para o País fica, mais uma vez, demonstrada a nossa teimosa vocação para a mediocridade, com rejeição daquilo que de mais válido existe dentro das fronteiras. Tem sido em vão que neste espaço se tenha chamado a atenção para a importância dos jovens excepcionais que prometem elevar o valor de Portugal. É imperioso que se valorize o capital humano em que tem de assentar a reconstrução de Portugal, como repetidamente aqui e aqui tem sido expresso.

- Mais um caso de jovens válidos

- Jovens excepcionais

- Jovens válidos são esperança para o País

- Jovens em voluntariado louvável


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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Jovens com prémios científicos internacionais

Duas notícias de hoje criaram em mim uma sensação muito agradável e restauraram o orgulho de ter nascido neste rectângulo.

Muito se lê e se escreve, com pessimismo, acerca do futuro do País, e, quando escrevo, procuro sempre deixar uma ponta de esperança na juventude, alimentando a convicção de que nos mais jovens, nas actuais crianças, há-de, sem dúvida, aparecer um punhado de pessoas sensatas e bem dotadas de capacidades intelectuais e éticas que lhes permitam restaurar o prestígio de Portugal no Mundo e a felicidade dos cidadãos que terão melhores condições de vida do que actualmente.

Dois jovens portugueses, foram galardoados com prémios internacionais que os honram e lhes abrem novas perspectivas de carreira. Eles mostram que o culto da excelência, não morreu e nem tudo se mede por critérios de mediocridade. O exemplo destes jovens merece ser apontado como objectivo para os nossos estudantes, cada um naquilo para que se sentir mais vocacionado, e merece ser também bem meditado pelos responsáveis pelo ensino e pelas ciências, a fim de darem o apoio mais adequado a quem demonstrar qualidades mais positivas.

No DN vem uma entrevista com Henrique V. Fernandes, investigador do Instituto de Medicina Molecular que é o único investigador português a receber uma bolsa no valor de 1,9 milhões de euros do European Research Council. Reconhece que se torna indispensável criar condições para o regresso dos investigadores que se encontram no estrangeiro, onde se formaram, e que é necessário criar massa crítica para uma melhor competitividade com os cientistas estrangeiros. Agora houve um premiado português entre 200 europeus e é desejável que passem a ser mais. São indispensáveis apoios e estímulos para os estudiosos se formarem e ficarem por cá a desenvolver projectos válidos.

Outra notícia, no Público e no JN, refere-se ao prémio concedido pela UNESCO, relativo às celebrações do Ano Internacional do Planeta Terra, que se comemora em 2008, a Diana Carvalho, de apenas 20 anos, aluna finalista do curso de Comunicação e Multimédia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real. O galardão vai ser recebido nos próximos dias 12 e 13 na sede da UNESCO, em Paris.

A jovem vila-realense foi a vencedora portuguesa deste prémio tendo concorrido com um filme com a duração de três minutos, elaborado com desenhos, programas de edição e filmagens reais em locais como o Douro e as «Fisgas de Ermelo" na Serra do Marão. Com a parte inicial deste trabalho, constituída por desenhos a preto e branco, pretende "alertar para a poluição e a sujidade", enquanto na segunda parte, as imagens "são reais e de cores vivas e fortes do Douro e de Ermelo".

Porém, em contrapartida ao optimismo gerado por estas notícias, surge uma outra no Público que traz por título « Só 12 titulares de cargos públicos pediram segredo de dados ao TC». Enoja-me o SÓ! Penso que 12 já é um número muito exagerado. Realmente, bastava apenas um para nos sentirmos repugnados com os políticos que temos. É pena que esses «só» 12 não vissem os seus dados devidamente investigados e fossem condenados pelas falcatruas que não queriam ver publicadas. Talvez o jornal, ao colocar o «SÓ», queira dizer que há muitos mais que estão em iguais condições mas não tiveram a ousadia de manifestar o seu pecado fazendo igual pedido ao TC. Falta de ousadia ou falta de consciência da sua situação irregular e marginal, no tocante à ética geral (para não falar na ética democrática, muito mais restrita)?

Parabéns aos dois jovens, Diana e Henrique, galardoados e pesar aos políticos que receiam ver publicadas as suas declarações de rendimentos e à justiça que não investigou e condenou as suas fraudes que estiveram na origem do pedido de ocultação.

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sábado, 10 de março de 2007

FELICIDADE VERSUS EXCELÊNCIA

Felicidade versus Excelência
Texto de João Pereira Coutinho, jornalista

Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê.
Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar.
Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis. E um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição. Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente mas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito.
É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho. Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac.
É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!

NOTA: Agradeço ao amigo Hugo R o envio deste texto por e-mail. Traz uma visão realista da forma como estamos hoje a construir o mundo futuro. Os nossos netos não dirão maravilhas dos avós que tiveram!

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