Mostrar mensagens com a etiqueta impunidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta impunidade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Imoralidade e ... impunes, no topo ???

O cidadão eleitor é chamado a votar em diversos actos eleitorais e, para isso deve pensar reflectidamente nas realidades nacionais, para poder exercer o seu dever e direito de voto de forma consciente e nos raciocínios que foi desenvolvendo acerca de cada assunto. Não é verdadeiramente democrático esperar que os eleitores votem apenas arrastados pelas propagandas partidárias eleitorais. Votar é um acto individual e é bom que seja efectuado com conhecimento amadurecido.

Neste espaço, evita-se induzir alguém contra ou a favor de seja quem for, mas procura-se estimular o raciocínio livre sobre os valores e os temas mais significativos. Nesse sentido referem-se dois títulos de notícias por se considerarem interessantes para análise muito cuidada.

- Finanças apontam falhas nos cortes de salários em altos cargos do Estado

- Governo não divulga sanções a dirigentes que escaparam aos cortes salariais

Não se fazem comentários para não influenciar as conclusões que cada leitor deverá tirar, livremente, de acordo com as suas convicções e informação subjacente.

Imagem de arquivo

Ler mais...

sábado, 9 de abril de 2011

PS «criminoso»??? É demais !!!

A notícia Jardim chama "criminoso" ao PS pelo que fez ao país é fruto da frontalidade verbal do madeirense Alberto João. Mas é irreal. Ele não pode ignorar que em mais de 30 décadas não houve políticos criminosos, embora tenha havido muitos e por várias vezes que se torceram de mal-estar devido às toneladas de suspeitas que lhes pesavam sobre os ombros.

Mas a Justiça tem sabido comportar-se com muita reverência e sapiência e ainda é notícia o comportamento de dois procuradores do processo «Freeport»!

Imagem do Google

Ler mais...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Nos EUA os políticos estão sujeitos à lei geral


Recebido por e-mail.
Em países realmente democráticos a lei é aplicável a todos os cidadãos. Não há imunidades nem impunidades para qualquer tipo de criminosos.
Nós por cá, temos beneficiado do milagre de todos os políticos serem exemplares e isentos de pecado!!!!! (Só contaram para você!!!)

Ler mais...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Imunidades e impunidades???!!!

Transcrição, com a devida vénia, de post do blogue NRP Cacine

LEMBRA?

Não houve aí uma Secretária de Estado que emprestou o carro oficial, um BMW , ao namorado e este o espetou, ficando sem conserto?
O que aconteceu à Senhora? E quem pagou o carro?

Não houve também um Secretário de Estado cujo filho lhe "gamou" o carro , foi para Espanha e o espetou , ficando sem conserto? Depois veio para instalações militares e o caso foi abafado.
O que aconteceu e quem pagou? Agora andam os dois por aí "na maior", ou melhor, andavam!!!

E o Homem das Polícias, que passou um sinal vermelho e se espetou a 150 Kms/hora na Av. da Liberdade e ía matando um transeunte, porque o almoço acabou tarde e iam atrasados à posse dos governadores civis?
O que aconteceu e quem pagou?
Publicada por Manel em NRP Cacine.

Ler mais...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mais um candidato a milionário???

Ex-deputado pedia donativos a empreiteiros
Jornal de Notícias. 30 de Dezembro de 2009. por Nelson Morais

Carlos Lopes, do PS, é suspeito de crimes de corrupção e financiamento partidário ilegal.

O ex-deputado do PS Carlos Lopes é arguido por suspeita de crimes de corrupção e financiamento partidário ilegal, cometidos, presumivelmente, na angariação de donativos de construtores, nas autárquicas de 2005. (…) (para ler a notícia completa faça clique aqui)

NOTA: E quando será realizado o julgamento do deputado António Preto, que estava marcado para Outubro de 2009? O de Carlos Lopes também ficará adiado para as calendas? Mas desde quando a lei deixou de ser aplicada a todos os cidadãos? Parece que agora irá passar a ser geral, será que sim?

Ler mais...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Esclarecimento gera confiança

É favor besuntarem-se
DN. por Vasco Graça Moura 18 Novembro 2009

Supondo, por mera hipótese de raciocínio, serem verdadeiros os vários factos que, segundo o semanário Sol, envolvem José Sócrates, as consequências de tal situação estão à vista: o Governo, o Estado e as instituições ficariam a tal ponto descredibilizados que a solução seria, pura e simplesmente, a demissão do primeiro-ministro pela prática reiterada de batotas várias, de todo incompatíveis com a lei e com a ética, com a dignidade do seu cargo e com o interesse nacional.

É evidente que toda a gente, incluindo os titulares de altos cargos políticos, tem direito à sua privacidade. E também é evidente ter havido uma grave violação (apenas mais uma…) do segredo de justiça.

Os apaniguados de Sócrates desmultiplicaram-se, numa operação mediática sem precedentes, a invocar razões puramente jurídicas em tudo quanto é sítio, procurando desviar as atenções do problema político e da sua real dimensão.
Mas o problema tornou-se escandalosamente político. E tornou-se também uma questão de decência. As coisas são o que são e são assim mesmo.

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça e o procurador-geral da República viram-se metidos num verdadeiro imbróglio. Trata-se de dois altos magistrados, cuja idoneidade, rigor, competência e experiência são absolutamente indiscutíveis.

Por muitas explicações que sejam dadas agora quanto ao calendário das remessas e da apreciação das certidões, foi nítido o embaraço decorrente da situação, aliás protelado ao longo de vários dias e artificialmente pontuado por reenvios de competências que deixaram toda a gente perplexa. Ora nada disto terá decorrido da evidente inocuidade dos conteúdos das certidões enviadas. Se fossem inócuos tais conteúdos, qualquer deles poderia ter vindo logo a público dizer isso mesmo, dissipar dúvidas com a sua palavra autorizada e acalmar a opinião pública. Ninguém discutiria então a aplicação da lei.

Mas agora, mandadas destruir as certidões (e quem sabe se algum jornal tem cópia delas...), pode sempre pairar a suspeita de que esses conteúdos não eram afinal tão inócuos quanto isso e apontavam para qualquer coisa de política e juridicamente tão desconfortável que só um procedimento meramente formal conseguiu travar outros desenvolvimentos. No plano político, isso é desastroso e vira-se contra José Sócrates.

E afinal quem é que mandou fazer as escutas e analisou o resultado desses procedimentos. Terão sido políticos da oposição? Jornalistas de tablóides? Paparazzi desempregados? Jovens e ineptos utilizadores do Magalhães?

A resposta é confrangedoramente simples: foram magistrados portugueses, o procurador-coordenador do DIAP de Aveiro e o juiz de instrução criminal, no exercício das respectivas funções, quem sustentou existirem indícios da prática de um crime de atentado ao Estado de direito. Tratar-se-ia de puros incompetentes? De estagiários sem saber nem experiência? De loucos furiosos de justicialismo ultra-esquerdista a dispararem contra revoadas de mosquitos na outra banda? Ou antes de gente que achou ser de tal gravidade a matéria de que lhe chegavam indícios que entendeu do seu dever não agir de outra maneira?

Fosse como fosse, independentemente de apreciações formais, os factos que, pelo processo ínvio e lamentável da violação do segredo de justiça, vieram a público, adquiriram a maior relevância política e não há argumentação jurídica, por muito fundamentada que seja, que possa dissipar o seu efeito negativo.

O que é que faz com que José Sócrates e o seu naipe de ventríloquos e demais criaturas de serviço finjam não perceber o que se passa? Não há "salto à vara" que lhes permita passar airosamente por cima da situação criada, sem um esclarecimento muito sério que, dadas as circunstâncias, devia ser um imperativo político para o primeiro-ministro.

O mais deprimente é a sensação generalizada com que se fica de que Portugal está a caminho de se transformar numa república em que as bananas crescem num lodaçal. É nesses lugares que os valores se evaporam, as leis são impunemente violadas, tudo se degrada, todos os responsáveis são cúmplices e nada nem ninguém consegue evitar isso.

Mas é muitíssimo bem feito. Elegeram essa gente? Pois têm o que merecem… Assoem-se lá a esse guardanapo. Besuntem- se com o resultado. Amanhã ainda vai ser pior...

NOTA: Há quem contrarie este ponto de vista do autor dizendo que se está a tentar praticar crimes de "assassinato político", de "assassínio de carácter", de "homicídio de carácter", de "homicídio por audiovisual", e de «tentativa de decapitação do Governo».

Mas o autor diz sabiamente que é preciso esclarecer, porque sem esclarecimento, todo o rol de suspeições se vira contra o PM. Por outro lado, devemos aplaudir o Presidente do Afeganistão porque
Karzai promete “fim da cultura de impunidade” no Afeganistão. Que belo exemplo de sensatez e sentido de Estado!

Ler mais...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Fim da cultura de impunidade

Peço desculpa se vos induzi em erro com este título seco e pouco claro. Com certeza que não é cá! Não queriam mais nada? Será no Afeganistão se a promessa feita na cerimónia de investidura for cumprida, em que Karzai promete “fim da cultura de impunidade”.

Mesmo que não consiga cumprir plenamente, já é uma declaração de que essa deficiência existe e há vontade para a eliminar. Enfim é uma lição, para vários Países em que o nosso está incluído, que se dizem mais civilizados do que o Afeganistão, mas em que há os intocáveis, os indispensáveis, os essenciais, a elite da classe política, dos quais não se conhecem condenados. Ou será que, por cá, todos os políticos são uns santos bem comportados, sem mácula de pecado de qualquer espécie, como o de corrupção, de enriquecimento ilícito, de tráfico de influências, abuso de poder, má gestão do dinheiro público, etc., etc.

Ler mais...

sábado, 1 de agosto de 2009

Chamem o ‘Guinness’

Ao ver no JN a notícia «Honduras: Tribunal ordena prisão de Zelaya e três ex-ministros por vários crimes» veio à memória o post «Aprender as lições» em que referia casos no estrangeiro em que a lei é aplicada igualmente para todos, independentemente do seu estatuto social, grau de fortuna, ligações ao poder político, cor do colarinho ou uso de gravata. O caso mais recente foi o da notícia «Fátima Felgueiras absolvida de todos os crimes no processo do futebol».

E estava de tal maneira embrenhado em tais cogitações que não me podia passar despercebido o artigo de João Pereira Coutinho no CM, que transcrevo:

Chamem o ‘Guinness’

Nos Estados Unidos, a pátria do ‘capitalismo selvagem’, qualquer roubalheira é punida com dureza. Lembremos Bernard Madoff, o conhecido investidor que, depois de brincar com dinheiro alheio, passará os próximos 150 anos na cadeia. Quando sair, o sr. Madoff terá uns respeitáveis 220 anos. Esperamos que o cárcere lhe sirva de lição.

Em Portugal, é o deserto: puxamos pela cabeça e não encontramos ninguém para a troca. Até Fátima Felgueiras foi agora absolvida no caso do futebol, isto depois de ter levado três anos de pena (suspensa, obviamente) no caso do ‘saco azul’. E quem diz Fátima, diz Avelino. Ou Isaltino. Como explicar o fenómeno?

Os pessimistas acusam a justiça de ineficácia e até compadrio. Eu, mais optimista, prefiro explorar a hipótese de sermos o único país do Mundo onde, simplesmente, não existem corruptos. Alguém devia chamar o ‘Guinness’.

João Pereira Coutinho, Colunista

NOTA: Este artigo vem dar força ao comentário do remetente (JMS) do e-mail que difundia o artigo sobre Fátima Felgueiras, que se transcreve:

Isto é que é justiça!!
Primeiro foi o Ferreira Torres, depois, o Valentim das Batatas, depois o Pinto da Costa e agora esta.
Só falta o Isaltino!
Algo muito grave se passa na Justiça deste País!
Ou são os juízes ou o Ministério Público.
Mas que cada vez cheira mais a podre é a única certeza que temos!

Até quando continua este caminhar para o abismo?

E, entretanto o que fazem os Portugueses?

Assobiam para o lado, deleitam-se com o futebol e sonham com as aventuras da vida cor de rosa!

José M. S.

Ps: Para compor o ramalhete só falta o caso Freeport ser arquivado!!

E, com isto, mantêm-se sem resposta as perguntas: Quem faz as leis? Qual a colaboração dada pelos juízes na elaboração das leis? Que tipo se sentido de Estado está presente na elaboração das leis e dos códigos que enformam a justiça? Que futuro se pretende para Portugal?

Ler mais...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quem nos defende?

Quem defende a sociedade das investidas destes criminosos? Há faunos não só pelos bosques mas também no centro das cidades. As pessoas estão sujeitas a serem molestadas gravemente, porque o Governo quer poupar dinheiro em prisões e outros estabelecimentos adequados, embora haja muitas despesas do Estado que deviam ser reduzidas, mas que ninguém ousa cortar. Porquê?
Transcreve-se notícia do CM.

Cadastrado tenta violar outra mulher

Bragança: Vítima conseguiu fugir após ser molestada
Correio da manhã. 04 Junho 2009 - 23h22. Por Tânia Laranjo / Liliana Rodrigues

Apelidam-no de predador sexual. Marcava as vítimas e atacava. Há menos de um mês tentou voltar a repetir o crime pelo qual já esteve duas vezes preso. Ontem, voltou à prisão, para ficar em preventiva até ao julgamento.

Desta vez, a vítima foi uma mulher de 30 anos. A 9 de Maio, a vítima chegava a casa após mais um dia de trabalho, cerca da 01h00 da manhã, no centro da cidade de Bragança, quando foi violentamente interceptada pelo agressor.

O homem obrigou-a à força a entrar para o seu carro, chegando mesmo a agredi-la. Amedrontada, a mulher seguiu no automóvel com o agressor até um local isolado, onde ainda foi molestada sexualmente.

No entanto, a mulher conseguiu escapar e fugiu a pé. O homem ainda a perseguiu, mas não chegou a alcançá-la. Apresentou queixa às autoridades.

O suspeito é um ex-emigrante, de 31 anos, e sucateiro de profissão. Vive sozinho e já cumpriu nove anos de cadeia em França e quatro em Portugal, pelos mesmos crimes.

Ontem, durante toda a tarde, o homem foi ouvido pelo juiz de instrução criminal. O magistrado acabou por determinar que deveria aguardar pelo julgamento na cadeia.

A detenção foi feita anteontem pela Polícia Judiciária de Vila Real. O suspeito foi indiciado por rapto, sequestro e tentativa de coacção sexual à mulher.

No decurso das investigações, os inspectores da Judiciária apreenderam a viatura que foi usada para sequestrar a mulher, além de roupas e outros objectos que podem servir de prova em tribunal.

Ler mais...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Irresponsabilidade na gestão pública

Sob este título podem escrever-se muitos volumes, infelizmente. O dinheiro dos impostos e contribuições é muito mal gerido e os erros passam impunes. Não refiro o que se passou no túnel ferroviário do Rossio em Lisboa, nem nas obras do Metro no Terreiro do Paço, nem na deficiente ou ausente manutenção da linha ferroviária do Tua, nem em muitos outros casos de que a Comunicação Social fez eco.

Refiro apenas três casos noticiados recentemente, em que houve erros de projecto e ou de construção. Se errar humano, é sensato que quem erra por incompetência, negligência ou outra qualquer deficiência de dedicação à sua função, seja responsabilizado pelas consequências das suas falhas.

Uma estrada que vai ligar a Estrada Nacional 8, na zona do Barro, aos bairros da Vitória, Santa Maria e Casal da Mata, no concelho de Loures está pronta desde Novembro, pelo menos, mas não a abrem, porque, segundo consta, falta um parecer da Estradas de Portugal, o qual, apesar de estarmos na era do SIMPLEX, não pôde ser dado durante estes cinco meses. Os populares mais directamente afectados dizem que «devem estar à espera das eleições para virem cá todos cortar a fita e bater palmas».

No concelho de Vila Franca de Xira, o viaduto do Forte, com oito anos de construção e dois milhões de euros, sem utilização vai ser demolido. Trata-se de uma ponte cuja altura foi mal calculada, não tendo saída de um dos lados por embater numa serra.

Além dos custos dos custos da construção, a demolição irá custar aos cofres do município cerca de 100 mil euros, mas colocará um ponto final numa construção que da polémica nunca conseguiu escapar, desde que começou a ser edificada em 2001 (há oito anos). Curiosamente, a obra teve sempre apoio técnico!

Há dias surgiu um caso parecido mais para o Norte do país, de que agora não me recordo de pormenores.

No concelho de Mortágua, a barragem do Lapão, em que foram investidos quatro milhões de euros, nunca funcionou devido a um quase colapso em 2003, há seis anos de "inutilidade" da estrutura de regadio!

A Câmara Municipal de Mortágua pretende acelerar, ao abrigo da Lei da Protecção Civil, as obras de reabilitação e reforço prometidas desde 2003". Pretende reabilitar primeiro, reforçar depois, esperando poder contar, no PIDDAC de 2010, com mais dois milhões de euros para pôr finalmente a barragem do Lapão a irrigar os cerca de 400 hectares de terras da Várzea de Mortágua.

O presidente do município desabafa, com muita razão: "Isto já cheira mal. Não se compreende que uma estrutura de quatro milhões tenha quase soçobrado sem o apuramento de responsabilidades. É muito estranho que o inquérito administrativo feito a seguir à tempestade de Janeiro de 2003, tenha sido inconclusivo, quando o relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) confirmava a existência de falhas na construção que nunca chegaram a ser participadas aos tribunais".

E assim navega o nosso Portugal. Como reage o Governo e as Autarquias perante estes falhanços? Há quem diga que os corruptos passivos perdem autoridade perante as «atenções» dos construtores e acabam por ficar na dependência destes que se mantêm impunes. E a Justiça? Porque é rigorosa contra os «pilha-galinhas» mas não age contra os poderosos da construção civil que podem pagar a bons advogados e manter os processos até à prescrição quando não conseguem o seu arquivamento?

Com estes casos a repetirem-se sem condenação a indemnizar o Estado e os lesados, Os maus exemplos alastram e o País avança, a passos largos, para a ruína. Há que arrepiar caminho!

Ler mais...

segunda-feira, 16 de março de 2009

E, depois, «está tudo legal»

Recebido por e-mail. Notícia do Correio da Manhã de 16-03-2009, seguida de comentário do remetente

Funcionários do fisco perdem poderes

Desde o dia 1 de Janeiro que os 11 mil trabalhadores dos Impostos deixaram de estar ligados ao Estado por vínculo de nomeação e passaram a contrato individual de trabalho. Esta alteração, introduzida pela entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2009 (artigo 18, alínea a), retira aos funcionários do Fisco a autoridade para agirem em nome do Estado, fragilizando a sua actuação ao nível das inspecções realizadas aos contribuintes.

Comentário do remetente:

Vejam bem, como a pouco e pouco, se vai preparando a "máquina" para aqueles a quem mais interessa que os poderes do Fisco sejam diminuídos até ao ponto em que deixem de ser incomodados.
Julgo que estes passos irão até ao ponto em que só os tribunais é que poderão autorizar inspecções do Fisco a quem é suspeito de manobras ilegais relativas a fuga aos impostos, entrando-se nos atrasos intermináveis provocados por recursos para as instâncias superiores até o caso ser arquivado ou considerado como prescrito.
E quem serão os sortudos que dispõem de dinheiro para estas manobras?

José Morais Silva

NOTA: Tudo «A Bem da Nação», que, segundo os políticos, são eles e os seus amigos coniventes e conluiados. Já era do conhecimento dos mais atentos que qualquer infracção de políticos ou seus próximos é objecto de comentários do género «está dentro da legalidade» ou «está tudo legal». Pois, se são eles a preparar as leis, por vezes, com efeitos retroactivos!!! Ou estarei a ter uma «visão tremendista»?

Ler mais...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Poesia de Viçoso Caetano, mais uma


Conversa fiada

Quando convosco converso
Para vos dizer, em verso,
O que acho controverso,
Eu bem queria ir p’lo anverso
Qu’é o lado menos perverso.
Só que logo de transverso
Não sei que lei do Universo
M’empurra para o reverso
Exactamente o inverso
Adverso, maniverso
Do atrás dito obverso.

Isto não está fácil, não
E é apenas o sermão.
Ainda falta dizer missa
Depois sai a procissão
Honrando SANTA JUSTIÇA.

Àparte o Vale e Azevedo
E o patriota Machado,
Aqui mais ninguém vai preso
Tão pouco será julgado.
Mas se for a tribunal
- O que duvido aconteça –
Nem lhe passa p’la cabeça
Que venha a ser condenado.
Por mais que seja culpado
E maior seja a ofensa
Lá vem a «douta » sentença:
Ou o réu é ilibado
Ou leva pena suspensa.

Fazem-se assaltos a Bancos
Outros a gasolineiras
Os sacos azuis são brancos
Trafulhices financeiras
Peculatos, roubalheiras
Assaltos à mão armada
Não lhes acontece nada!

Tráficos de influências
Com as devidas conivências
E outras tantas manigâncias
Sem disfarce e à luz do dia
As «virtudes» que faltavam
A «esta» democracia
Que tem por base os partidos
Que nunca serão arguidos

Mas é tempo d Natal
Vem aí a consoada.
Eles levam 100 milhões
Os pobres uma patada!
A Justiça outra facada!
(Tudo o resto é pó… é nada)
Boas Festas Portugal!!

Viçoso Caetano (O Poeta de Fornos de Algodres), Fev2009

NOTA: Do mesmo autor foram aqui publicadas as poesias: Democracia, A (minha) mensagem, Ao Combatente do Ultramar Português, Que se passa, Portugal, diz Presente!!!

Ler mais...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Incompetência, irresponsabilidade e impunidade

A notícia do JN «Viaduto novo vai abaixo» poderá não ser rara, mas é um sinal do estado caótico a que Portugal chegou. O que os políticos do Estado e das autarquias brincam com os dinheiros públicos!!!

E anda um contribuinte a pagar impostos, com sucessivos apertos de cinto, para deparar com notícias como esta! Uma ponte sem saída vai ser demolida após oito anos de obras, com gasto de dois milhões de euros, e a demolição custa mais 100.000 euros!

Não é anedota. Segundo a notícia, a altura do viaduto do Forte foi mal calculada e não tem saída de um dos lados por embater numa serra! Começou a ser edificada em 2001, entre o Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria.

Onde estavam o Presidente da Câmara, os vereadores, os engenheiros, os mestres-de-obras, os capatazes, os fiscais, os demais serviços públicos ligados ao ambiente, às obras, ao urbanismo? Quais os motivos de todos fecharem os olhos e não gritarem «o rei vai nu»? Que interesses levaram as pessoas a não alertarem para o erro? Provavelmente não foi por incompetência ou por má intenção ou por medo!!! Algum interesse, eventualmente, se sobrepôs ao bom senso, à lógica à dedicação à função pública!

Recomenda-se a leitura da notícia

Ler mais...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mais sinais da sociedade em mudança

Depois dos posts «A sociedade está em mudança» e «Uma nova sociedade está a nascer», vão surgindo mais sinais da sociedade em mudança, mais visíveis no cumprimento da promessa do Ministério Público de que vai lutar contra as imunidades abusivas dos homens do Poder económico, de influência, político, autárquico, etc. e a respectiva impunidade.

As notícias « Dois arquitectos da câmara acusados de abuso de poder» e «Ministério Público investiga Banco Popular» são um sinal muito positivo. E Constituem estímulo para os cidadãos esclarecidos perderem o receio de denunciar tudo o que encontrarem errado nas instituições e empresas públicas e nas empresas menos escrupulosos que lesam os interesses dos clientes. Dessa forma, o cidadão colabora na limpeza do lixo que existe no País e que está impedindo o seu desenvolvimento material e moral ao ritmo dos seus parceiros europeus e está dificultando a vida digna dos nossos descendentes, os futuros cidadãos responsáveis pelo nosso rectângulo do extremo Oeste do continente euro-asiático e que não queremos ver no extremo final da escala de valores dos Estados mais desenvolvidos.

Do Sr. PGR os portugueses esperam que não esmoreça na continuação do cumprimento das suas promessas e que não os desiluda. O povo tem falta de confiança nos políticos, tal como eles mostram não confiar uns nos outros, e quando depara com um alto responsável que lhes desperta respeito e consideração depositam nele todas as suas esperanças de salvação nacional. É certo o Sr PGR que não pode fazer milagres, mas não deixe de fazer tudo o que esteja ao seu alcance, para bem de Portugal, isto é, dos portugueses.

Ler mais...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ineficácia irresponsável impune

Acerca da crise do BPN (Banco Português de Negócios) parece não haver muitas dúvidas. Houve gestores que «fizeram o que não deviam ter feito» e houve servidores do Estado que não fizeram o que deviam ter feito.

O Telejornal da RTP 1 de ontem deu traços essenciais do caso: em 2001 a revista Exame alertou para as irregualaridades/ilegalidades das negociatas efctuadas pelo Banco. Este processou a revista mas desistiu da queixa porque esta, para evitar os invonvenientes do processo, achou mais cómodo pedir desculpa.

Apesar desse alerta, o governador do Banco de Poprtugal, alguns anos depois, ainda não tinha qualquer informação sobre as actividades impróprias do BPN e o ministro das Finanças acabou por ser informado da situação irregular do Banco através de dados fornecidos pelo actual responsável pelo BPN, Miguel Cadilhe.

Nada disto é estranho neste nosso País em que tudo, ligado à política e à governação, é possível e não pode surpreender.

Mas o que custa compreender é que o Banco de Portugal, uma estrutura tão pesada ao erário público, mostrasse tanta ineficácia na supervisão, controlo e observação do funcionamento dos bancos. O seu governador referiu várias comissões que nada lhe comunicaram por nada terem detectado. Ora bolas!!! Como é que os jornalistas da Exame, que nada custam ao Estado, toparam as irregularidades do BPN e as comissões do BdP nada descobriram?

E foi preciso ser o actual responsável pelo BNP, com a sua dedicação, competência, eficiência e rigor, levantar o problema e propor uma solução que, segundo ele, teria sido mais favorável aos interesses do País do que a nacionalização que, segundo ele, é uma solução puramente política.

E qual é o destino das comissões do BdP que se mostraram ineficazes e inúteis, não tendo alertado com verdade, rigor e oportunidade? Até onde vai a impunidade dos privilegiados ?

Ler mais...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

No Auge da Corrupção

Segundo o último estudo, a corrupção nas altas esferas vai de vento em poupa em Portugal e nenhuma medida anti-corrupção toca os corruptos, que continuam a gozar de toda a liberdade para a perpetração das suas acções criminosas.

Trata-se dum estudo feito pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal em conjunto com o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE sobre as participações de corrupção às autoridades em 2002 e 2003, publicado na semana passada. Esta análise incide apenas sobre a corrupção que a justiça consegue averiguar e confirmar, que corresponde à pequena corrupção. 64,4% dos processos de corrupção foram arquivados; apenas 7,3% foram a julgamento; 23,2% continuam em investigação.

A corrupção participada é pontual e envolve valores financeiros baixos não ultrapassando os €500. donde sobressai a continuada impunidade dos grandes corruptos. Não é plausível que aqueles que têm mais oportunidades para deitar a mão à caça grossa não o façam e que apenas os peões apanhem um coelhito de vez em quando.

Este estudo concluiu ainda que a maior corrupção se passava nas câmaras municipais (50% do total), logo seguidas pelas polícias, pela construção civil e pelos serviços funerários. O responsável pelo estudo, pelo do ISCTE, afirma que “a justiça não chega à grande corrupção”. A Direcção Nacional da Polícia Judiciária admitiu mais 150 novos agentes, dos quais metade se destina à investigação da corrupção. Não são de esperar grandes frutos no que respeita à corrupção que mais afecta o país, a dos políticos, pois que estes continuam a controlar as investigações por intermédio de chefias de parasitas políticos (corruptas). Não se pode esperar grande avanço sobre este ponto, mas apenas na pequena criminalidade. Como de costume, os verdadeiros criminosos protegem a sua corrupção pela corrupção.

Nenhum alto cargo da maioria das grandes empresas é confiado a gente competente; apenas aos canalhas com cartão de militante dum partido. o mesmo com os altos cargos do Estado. Os cães atiram-se às presas após cada mudança de governo, é bem conhecido por todos. Imagine-se o que se pode esperar do estreita ligação e colaboração entre essas empresas e e a máfia política.

É nesta cambada de sacanas parasitas que vivem à nossa custa que vamos votar? Os papalvos e os que se sentem bem na estrumeira resultante que o façam. Quem pretender contribuir para uma mudança põe uma grande cruz no boletim de voto e inscreve um palavrão que exprima a sua repugnância pela máfia. A abstenção é um modo de consentir e não demonstra desaprovação, apenas desinteresse. A abstenção é faltar a um dever cívico. Quem comete tais faltas também não merece consideração, é tão bom como os corruptos, pois que está a admitir tudo o que se passa, muito semelhante a aprovação. A abstenção só vai permitir a continuidade e não tem consequência. Votar como descrito acima é dar uma bofetada nos focinhos dos corruptos e tem consequência; ficou provado noutros países, mesmo que em Portugal se desconheça, como de costume.

Nada poderá mudar no país enquanto não se estirpe a origem,enquanto não se esmagarem os monstros abjectos da corrupção.

Fonte: publicações em vários jornais.
Autor: Mentiroso, publicado em http://mais-mentiras.blogspot.com/

NOTA: Permito-me
não concordar com o voto nulo, como aqui é proposto, porque o voto nulo não é contabilizado, tendo igual valor a outro que não tenha a cruz dentro do quadrado. O que conta como voto válido, é o voto em branco, que representa que o eleitor se deu ao trabalho de ir às urnas e deixou bem patente o seu desprezo por qualquer dos candidatos e, na contagem, isso traduz-se em que os votos distribuídos pelos candidatos são numa percentagem muito mais pequena, podendo o vencedor ter apenas 20 ou 30%, o que não lhe engordaria a vaidade de dizer que representa a maioria dos portugueses. Há quem receie que algum partido se encarregue de colocar cruzes em tais boletins, mas isso só seria possível se os componentes da mesa e os representantes dos partidos o permitissem, o que não parece lógico.

Ler mais...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Os políticos confessaram?

Para meu espanto, garantiram-me que num jornal diário recente veio a notícia de que políticos requereram ao Tribunal Constitucional para que não fossem tornadas públicas as suas declarações de rendimentos, entregues por imposição legal. Fiquei atónito, nem querendo acreditar.

Esta atitude, contrariando a transparência democrática que a lei estabelece, é uma prova de que Garcia dos Santos, João Cravinho, Cavaco Silva e Marinho Pinto (por ordem cronológica) tinham razão quando afirmaram publicamente que devia ser combatido o enriquecimento ilegítimo, o tráfico de influências, a corrupção. É uma confissão de que existe algo de muito grave que querem ocultar. «Quem não, deve não teme»

Agora se compreende que tenha havido tanto medo das palavras do bastonário da Ordem dos Advogados e que tenham usado a dialéctica assim traduzida em carta ao jornal gratuito GLOBAL de 6 do corrente escrita por C. Medina Ribeiro, de Lisboa, «Se denuncia é porque sabe; se sabe, tem de concretizar e provar; se não concretizar nem provar, está a ofender a todos; se ofende a todos, afinal o malandro é ele!».

Diz o ditado «não há fumo sem fogo» e «quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado lhe vêm», mas é cada vez mais difícil apresentar provas, por que os corruptos pretendem viver num casulo secreto, anti-democrático, sem a mínima transparência, em plena imunidade.

Com esta preocupação do secretismo, parece haver da sua parte a noção de que o seu enriquecimento não é legítimo e não pode ser conhecido do povo eleitor. Parece quererem comportar-se como marginais clandestinos, como um bando de malfeitores ocultos nas sombras da noite. Apavoram-se alergicamente com as paredes de vidro. Porquê?

É uma contradição em pessoas que dão tudo para aparecer nas televisões a «arrotar postas de pescada», à conquista de visibilidade, notoriedade, mas, ao mesmo tempo, querem ocultar a sua forma de enriquecimento, que, por lei, são obrigados a declarar.

A assim vai este país com as economias e as actividades paralelas e inconfessáveis. Isto é suficiente razão para aplaudir Marinho Pinto, independentemente da forma musculada como se expressou e do partido a que possa pertencer.

Alguns artigos aqui publicados acerca do tema corrupção:

http://domirante.blogspot.com/2007/01/corrupo-falta-de-vontade-poltica.html
http://domirante.blogspot.com/2007/01/o-poder-no-repudia-corrupo.html http://domirante.blogspot.com/2007/01/scrates-mendes-e-corrupo.html
http://domirante.blogspot.com/2007/01/corrupo-ponta-do-iceberg.html http://domirante.blogspot.com/2007/03/corrupo-e-burocracia-francisco.html
http://domirante.blogspot.com/2007/06/antigo-professor-foi-acusado-de-corrupo.html
http://domirante.blogspot.com/2007/06/corrupo-de-novo-adiada.html
http://domirante.blogspot.com/2007/10/corrupo-pr-voltou-ao-assunto.html http://domirante.blogspot.com/2007/10/corrupo-porm-ela-existe.html
http://domirante.blogspot.com/2007/11/corrupo-e-deontologia-dos-jornalistas.html http://domirante.blogspot.com/2008/01/ecos-das-palavras-de-marinho-pinto.html

Ler mais...

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Fantasmas entre os legisladores???!!!

A vírgula misteriosa

Por Manuel António Pina

O professor Costa Andrade disse-o já, a reforma penal de Alberto Costa & Rui Pereira foi "impulsionada" pelo processo Casa Pia.

Costa Andrade não foi o único a dizê-lo; disse-o o também professor de Direito e ex-secretário de Estado da Justiça Paulo Rangel, e disseram-no (e dizem-no) magistrados judiciais e do MP, juristas e advogados.

Mas dizem-no sobretudo algumas das normas "metidas a martelo", não se sabe por quem, nos textos postos à discussão pública tanto do Código Penal como do de Processo. No CPP, um novo número acrescentado a um artigo passou a impedir a divulgação de escutas embaraçosas como aquelas que vieram a público durante a instrução do processo dos abusos das crianças da Casa Pia.

Ontem, o advogado José António Barreiros classificou de "escândalo" a vírgula e o subtil acrescento que autor parlamentar ou governamental anónimo apôs ao texto primitivo do art.º 30º, n.º 3 do Código Penal, aparentemente "à medida" dos crimes em julgamento no mesmo processo: dois, três, quatro, cinco, cinquenta crimes como os sexuais passam a ser considerados um só, "continuado", se... foram cometidos "contra a mesma vítima".

Chegará tão longe, à maioria PS e ao próprio processo legislativo, o longo braço dos arguidos Casa Pia e "compagnons de route"?

NOTA: E assim vai esta País!!!

Ler mais...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Corrupção de novo adiada

A discussão na Assembleia da República do pacote anticorrupção só irá concretizar-se na próxima sessão legislativa, que se inicia a meio de Setembro, segundo informação do vice-presidente da bancada socialista, Ricardo Rodrigues, ao Jornal de Notícias. Na melhor das Hipóteses, a nova legislação ficará concluída um ano depois do chefe de Estado, ter pedido, aos deputados (na sessão oficial comemorativa do 5 de Outubro), urgência no processo por esta ser uma matéria que considerava "prioritária".

Mesmo que sejam debatidos e aprovados dois ou três diplomas do pacote legislativo (relativos às questões do sigilo bancário, por serem "autónomos"), é até provável que as restantes matérias só sejam discutidas pela Comissão de Direitos e Garantias em 2008. Entretanto, será dada prioridade ao Orçamento de Estado, que será apresentado a 15 de Outubro, interrompendo as sessões plenárias até final de Novembro, e terá que ser dada atenção à revisão do Código Penal e do Código de Processo Penal.

A anticorrupção não traz benefícios aos políticos e, por isso, pode muito bem ir esperando. Sobre este tema, entre vários textos, vale a pena ler este em Mentira

Ler mais...

sábado, 23 de junho de 2007

Ministério da Educação e ambiguidades

Ministério anula pergunta errada

Segundo o DN, o Ministério da Educação (ME) decidiu ontem anular uma das questões do exame de Física e Química A (715), do secundário, que continha erros, compensando os alunos que fizeram a prova com um acerto na classificação.

Em comunicado, o ME esclarece que "no item 4.2.1, na alínea D da versão 1, e na alínea B da versão 2 [da prova 715] a figura apresenta uma incorrecção que inviabiliza a concretização de uma resposta correcta". Por isso, decidiu que a questão em causa já não conta e que a classificação final dos examinandos é "majorada com o factor 1,0417", para evitar que estes sejam penalizados na classificação final. Por outras palavras, a nota obtida (sem a cotação da pergunta) é multiplicada por esse valor.

Rui Nunes, assessor do ME, desvalorizou o incidente. Está a cumprir o seu «dever» de assessor, para manter o lugar e subir na carreira política.

Onde está a coerência do ministério que deveria ensinar os nossos jovens a serem gente responsável e séria? Por um lado castiga-se severamente o Dr. Fernando Charrua, que não é do partido, por ter dito umas graçolas que não prejudicam ninguém, nem sequer o próprio visado, e a ministra concorda e até recompensa a D. Margarida defensora fiel dos «valores» do partido. Por outro lado alguém, pago para elaborar as provas de exame, cometeu um erro que prejudicou todo o sistema do ensino, todos os alunos que fizeram o exame, e não é submetido a processo disciplinar nem é punido. Por outro lado ainda, os alunos que cometem erros nos exames são prejudicados nas suas classificações. Como se compreende que o professor que errou fique impune? Será um incondicional do partido, como a D. Margarida? Será um boy que interessa ser protegido pelo partido e que foi nomeado para elaborar as provas, não devido à sua competência mas pela sua devoção ao partido ou pela disponibilidade para a delação de charruas?

Errar pode acontecer ao mais competente, mas isso não impede que sofra as consequências.

Ler mais...