Devagar e muito atento
(Publicado no semanário O DIABO em 21 de Novembro de 2017)
Dizem os entendidos que o «fast-food» não é recomendável para a saúde, sendo preferível alimentação confeccionada com calma e mastigada vagarosamente para ser saboreada com prazer e exigir menos esforço ao estômago. Também, na circulação rodoviária, não devem ser ultrapassados os limites de velocidade estabelecidos, para evitar acidentes e ter possibilidade de reacção oportuna a circunstâncias imprevistas. Diziam os antigos que «devagar se vai ao longe».
Chegou-me há dias a apologia da lentidão que permita fazer o trabalho com perfeição, sem atrapalhação, sem erros de pormenor que originem perda de tempo em repetição ou reparação. A pressa é inimiga da perfeição. Com pressa, não teríamos as belas peças de arte de escultura, pintura, ourivesaria e outras que enchem os museus, não teríamos a beleza do mosteiro dos Jerónimos, da Batalha, de Alcobaça e tantos outros famosos monumentos nacionais.
Embora a tecnologia moderna facilite os trabalhos, devemos conjugar a ajuda por ela fornecida com a perfeição da qualidade de vida, com a excelência do trabalho concluído. Para obter os melhores resultados, em qualquer trabalho, industrial, cultural ou outro é indispensável ter a sensatez e a preocupação de fazer bem e sem pressa. Depressa e bem não faz ninguém. A ânsia do futuro impede agir com perfeição no presente, impede ser feliz hoje.
Isto aplica-se a qualquer aspecto da vida. Há pouco tempo, falava-se em leis publicadas há alguns anos para reduzir a possibilidade dos incêndios florestais, mas que não obtiveram os resultados desejados, por terem sido elaboradas à pressa p,or pessoas que não analisaram bem os factores que estavam presentes no assunto e pecaram por imperfeições diversas, entre as quais, a falta de guardas florestais, guarda-rios e cantoneiros, bem preparados e de um sistema de fiscalização adequado que garantisse o seu cumprimento, bem como a conveniência de adaptações que as tornassem totalmente eficazes.
Quantas decisões são tomadas sem a conveniente sensatez e preocupação de obter perfeição? Ainda há poucos dias, acerca de um jantar realizado no Panteão Nacional, se levantou a questão de o local não dever ter sido profanado por tal actividade, e a existência de lei que não foi cumprida por decisão da entidade que decidiu dar autorização, ou por falta de clareza da lei existente que pode ter deixado dúvidas a essa entidade. Pelos vistos, na elaboração da lei, houve pressa em na preparação da decisão sem preocupação de obter perfeição, o que se aplica a vários aspectos da ocorrência até às palavras do Primeiro Ministro que, depois de cerca de dois anos de cargo, permitiu que o assunto não tivesse sido bem definido e, agora, criticou o sucedido atribuindo culpas ao governo anterior.
É lamentável que os governos tenham criado a tradição de legislar sob pressão, sem o cuidado de aplicar o máximo de sensatez, boa reflexão e cuidado nos pormenores, porque a ânsia do futuro impede que se viva o presente e que, neste se faça trabalho perfeito para atingir em plenitude o resultado desejado e sem risco de vir a ser rejeitado no futuro que se esperava. E a actividade dos governos deve servir de exemplo aos cidadãos que dela tirarão os ensinamentos necessários para terem uma qualidade de vida o mais positiva possível. Depressa e bem não faz ninguém e, num momento, vive-se uma vida. Lento mas persistente ganha a corrida.
António João Soares
14 de Novembro de 2017
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
MUITO ATENTO E SEM PRESSA
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terça-feira, 11 de julho de 2017
SERÁ QUE A RESERVA MORAL DA NAÇÃO ENFRAQUECEU?
Será que a reserva moral da Nação enfraqueceu?
(Publicado no semanário O DIABO em 170711)
A tragédia que afectou muitos portugueses do interior, principalmente da denominada «zona do pinhal», com os fogos florestais, deve ser motivo de boa reflexão. Foi um grande abalo, principalmente por terem sido criadas leis com medidas para os prevenir, mas que não foram concretizadas no terreno por não terem sido criadas condições adequadas. Com as alterações ocorridas nas técnicas agrícolas que tornaram menos utilizados os matos, a caruma e os ramos dos pinheiros, o que mantinha as florestas permanentemente limpas, os fogos tornaram-se mais frequentes e é incompreensível, perante tais evoluções, a decisão de extinguir a Guarda Florestal que teria um papel importante na supervisão do cumprimento das regras legisladas destinadas a evitar incêndios e, também como consequência, na mentalização das populações, autarquias e serviços inerentes à prevenção. E nada ficou com aptidão e missão para a substituir, nessas indispensáveis tarefas. A imposição das adequadas medidas preventivas reduziria a calamidade que, desde há vários anos, ameaça com gravidade crescente as vidas e os bens dos habitantes das áreas mais desprotegidas.
Mas, quase ao mesmo tempo desta tragédia, a Nação sofreu outro forte abalo, o da ineficácia das forças que em tempos foram denominadas «reserva moral da Nação». Por incúria, parece que continuada, mostraram que não são capazes de defender a Nação, pois nem sequer conseguem impedir que lhes furtem o armamento guardado em paióis que era suposto serem guardados de forma a torná-los invioláveis.
Quais as causas deste furto, como de outros já ocorridos nos seus quartéis e também na Polícia. Parece haver um enfraquecimento da disciplina, da dedicação ao cumprimento do dever, do sentido de responsabilidade, incutido na mente dos recrutas do serviço militar obrigatório (SMO). Mas este foi extinto como o foi a Guarda Fiscal. Parece doença endémica generalizada!
Desapareceu o culto da excelência e poucos procuram evidenciar-se pelos resultados excelentes das suas acções. Noutros tempos, não havia horário para, à tarde se sair das unidades, pois isso não dependia de relógio mas sim do «toque de ordem», quando a ordem de serviço já estava afixada nas vitrinas das subunidades. Não era muito utilizada a dureza da instrução porque essa era doseada por forma a dar importância à acção cívica, à disciplina, à actividade em trabalho de equipa com vista a objectivos e tudo isso orientado para o respeito pela Pátria, para a defesa do País e dos interesses colectivos. Era a procura da eficiência com vista à segurança das pessoas e dos materiais.
Há quem diga que os militares que se encontram de guarda aos quartéis, por receio de acidentes com arma de fogo, não têm condições para responder com a necessária rapidez a agressores violentos. E é preciso adequar as condições de actuação de sentinelas ao momento actual de ameaças de terrorismo e outros actos violentos. Há casos em que a reacção dos responsáveis pela segurança tem que ser imediata e adequada às circunstâncias. Portanto a instrução deve preparar o pessoal para reagir prontamente a situações críticas, sem perder a sensatez e o auto-domínio.
Resumindo, estes dois acontecimentos indesejáveis exigem dois tipos de decisões imediatas uma com efeito relativamente rápido e outra de resultados mais demorados mas sustentáveis no futuro. A primeira consiste em remediar os danos causados, com medidas adequadas. A outra traduz-se em analisar cuidadosa e rigorosamente as causas do sucedido e preparar medidas muito correctas e ponderadas para o futuro, a partir de agora, para colmatar os erros, omissões, falhas de organização, desleixos, irresponsabilidades, etc. que ocasionaram os acidentes. Assim se definirão lições de organização e procedimentos que evitem repetições de situações críticas.
Será bom que o sucedido no mês dos Santos populares seja bem aproveitado como lição e incentivo para serem realizados melhoramentos nas instituições públicas por forma a terem mais eficiência nos resultados a obter, a bem dos interesses nacionais. Façamos tudo para bem da Pátria, que é de todos nós mas que muitos ignoram e desprezam. Defendamos todos e cada um dos seus sectores, desde a floresta até à força moral dos defensores de Portugal, que devemos defender em todos os aspectos, quer físicos e materiais, quer cívicos e morais. Façamos tudo quanto pudermos para tonificar a reserva moral da Nação, para darmos ao mundo novos exemplos de bem-fazer, como diria Luís de Camões se ainda fosse vivo.
António João Soares
4-07-2017
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terça-feira, 30 de julho de 2013
DESLEIXO GENERALIZA-SE ???
Transcrição de artigo seguida de NOTA:
Conheça os últimos acidentes ferroviários na Europa
Ionline. Por Agência Lusa. publicado em 29 Jul 2013 - 21:5
A colisão de dois comboios esta segunda-feira (29 de Julho) na Suíça, que provocou 44 feridos, quatro deles graves, acontece cinco dias depois da tragédia ferroviária em Espanha que causou 79 mortos e mais de uma centena de feridos.
Lista dos acidentes de comboio mais recentes na Europa:
3 de março de 2012 – 16 pessoas perderam a vida e outras 58 ficaram feridas numa colisão frontal entre dois comboios numa das principais linhas da Polónia que une Varsóvia e Cracóvia. O acidente teve origem num erro humano.
13 de abril de 2012 – Três pessoas morreram e 13 ficaram feridas quando um comboio regional que fazia a rota Frankfurt-Hanau chocou com um trator estacionado na estrada perto de Muhlheim, na Alemanha.
21 de abril de 2012 – Uma pessoa morreu e outras 124 ficaram feridas na colisão de dois comboios entre a estação central de Amesterdão e a de Sloterdijk, na Holanda.
4 de maio de 2013 – Uma pessoa morreu, 93 ficaram feridas e 300 foram evacuadas devido à explosão de vários vagões de um comboio de mercadorias que transportava substâncias químicas inflamáveis entre as localidades belgas de Schelle e Wetteren, perto de Gent, na Bélgica. No acidente, provocado por excesso de velocidade, descarrilaram oito vagões e três incendiaram-se.
12 de julho de 2013 – Pelo menos sete mortos e 30 pessoas ficaram feridas quando um comboio que saía de Paris em direção a Limoges descarrilou em Bretigny-sur-Orge, na região da capital francesa. O Governo francês descartou o erro humano.
24 de julho de 2013 – Setenta e nove pessoas morreram e cerca de 130 ficaram feridas, 3o em estado grave, no descarrilamento de um comboio que fazia a rota Madrid-Ferrol nas imediações de Santiago de Compostela, na Galiza, a maior tragédia ferroviária em Espanha nos últimos 70 anos.
NOTA. Houve 3 acidentes ferroviários em 1912 e, em pouco mais de meio ano, em 1923, já houve 4. É um sinal muitas vezes referido de crescente desmazelo das pessoas no desempenho das suas tarefas. A Humanidade terá perdido o culto da perfeição naquilo que faz? Nos acidentes ferroviários, o desleixo humano constitui um factor importantes quer na operação da máquina quer, antes da viagem, na sua manutenção. Um erro pode ter consequências dramáticas para muitas pessoas e famílias.
Impõe-se que no ensino se preparem as crianças para virem a ser adultos cuidadosos, eficientes e responsáveis. E, depois, a Justiça deve punir severamente os responsáveis pelos acidentes, ao mesmo tempo que as empresas devem sancionar qualquer pequena deficiência e premiar os trabalhadores impecáveis. A tão falada avaliação de desempenho deve ser uma realidade, mas é indispensável que seja efectuada com a finalidade de conseguir os melhores resultados do trabalho para bem dos utentes, da população em geral e da empresa.
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
Decisões mal preparadas obrigam a recuos
Todos os dias vemos exemplos crassos de erros desprestigiantes. Hoje deparei com a notícia Ministério recua em várias questões do Ensino Especial, o que nunca pensei que acontecesse num pelouro de que é responsável professor de boa reputação.
É muito estranha a incapacidade e imprudência de os ministros tomarem decisões antes de as prepararem devidamente com a consulta dos interessados, directamente ou através dos seus representantes. Andamos a perder tempo, recursos, energias e prestígio, com estas tácticas de tentativas e erros, avanços e recuos. Deviam ler a metodologia descrita em Pensar antes de decidir para saberem bem preparar as decisões e evitarem tão escandalosa sucessão de avanços e recuos.
Imitando um professor que ouvi em 1971 no Curso Superior de Management do INII, em Lisboa, tenho procurado ser um «optimista preocupado», mas hoje a preocupação é tanta que já não tenho a certeza de conseguir ser minimamente optimista. Não é fácil encontrar um pequeno iceberg neste mar de poluição em que à tona de água só vemos incapacidades inexplicáveis, onde possamos apreciar exemplos de dignidade, com busca da perfeição, da excelência e competência.
Como está a ser frequente ouvir que existe o perigo de a crise vir a ser solucionada na rua, não com cantigas mas com violência, fico preocupado, pois, em tais «soluções», os estragos recairão sobre inocentes, enquanto os reais culpados sairão ilesos e passar-se-ão para Paris, Cabo Verde ou outro paraíso. Por isso, seria desejável que se recorresse a uma solução doméstica antes de ser tarde demais, mas os governantes não querem molestar os seus boys e os seus futuros patrões nos habituais «asilos» de velhos ex-políticos. No post anterior há várias sugestões que merecem ser ponderadas, a fim de levar Portugal para a frente sem «tentativas e erros» nem «avanços e recuos» nem, por outro lado, a arrogância do estilo «custe o que custar» em soluções por capricho de bruxaria. Convém pensar cuidadosamente e de forma abrangente antes de decidir, a fim de ser escolhida a melhor solução para cada problema por mais pequeno que pareça..
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Improviso Imperfeito
Governo corrige e completa simulações de IRS entregues aos deputados da coligação, numa reunião á porta fechada. Tratava-se de «simulações da autoria do Governo - também distribuídas aos jornalistas que esperavam pelo fim da reunião - onde mediam os impactos das alterações introduzidas na proposta de orçamento em matéria fiscal.»
«As simulações contêm algumas incorrecções e estão agora a ser alteradas para os corrigir, assim como para completar o documento. Em causa está a introdução de mais um quadro de simulações onde é incluído o exemplo de um casado com um filho, explicou a mesma fonte.»
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Procure ser excelente
Mandamento único: Não cometa erros e será bem sucedido no trabalho
Ionline. 18-11-2010. Por Marta Cerqueira,
Parecem dicas do senso comum mas nunca é de mais lembrar que uma boa atitude no trabalho ajuda à construção de uma carreira. Tendo como ponto de partida os exemplos que o Goldman Sachs apresenta para ter “um funcionário modelo”, o i deixa-lhe uma lista de pontos essenciais que, seguidos à risca, poderão ajudá-lo a construir um futuro promissor. Mas não se assuste: não é preciso criar uma personagem, apenas manter uma atitude positiva no trabalho.
Conhecimento. Aposte na sua formação
A chave para conseguir conservar um emprego passa por demonstrar retorno no investimento. Por isso, é importante nunca parar de apostar na sua formação, bem como na conquista de novos conhecimentos, tanto em áreas ligadas ao seu trabalho, como em actividades paralelas que o tornem um ser humano mais responsável e interessante. A capacidade de mobilização, a coragem, a paixão e a energia, competências sociais e de colaboração, capacidade de organização e espírito de grupo são algumas das competências associadas a simples actividades de lazer, que lhe podem trazer benefícios a nível laboral.
Aparências. Como passar uma boa imagem
Nunca subestime o poder de uma atitude positiva. Novos desafios entregues a uma pessoa que se apresente simpática e afável mostram mais vontade de os resolver. No que diz respeito ao vestuário, lembre-se de respeitar o tipo de imagem pelo qual a empresa optou – mas é importante ter o bom senso de não se vestir de uma forma com a qual não se sinta bem ou não se identifique. “Com este tipo de código de ‘boas práticas’ deixa de se poder dizer que não se sabia como agir para se ser bem sucedido, para conquistar uma promoção”, lembra Fernando Neves de Almeida, country president da Boyden.
Consciência. Assuma os erros e as vitórias
Aceitar sempre as críticas que lhe fazem – venham elas de superiores ou de subordinados – é uma virtude que não deve ignorar. Apesar de que é importante saber quando deve reagir ou replicar. Resumindo, é essencial perceber e assumir quando cometemos um erro e, por outro lado, também ter consciência de que conquistámos algo positivo no trabalho. “O Homem Sonae deve ter responsabilidade mental para aceitar críticas vindas de superiores ou subordinados, deve reagir ou replicar, mas deve evitar a retaliação sistemática.” Eis o quarto mandamento da cartilha feita por Belmiro de Azevedo, em 1985.
Atitude. Trabalho e vida pessoal não se misturam
Por muito duro que possa parecer, a sua empresa não está interessada em saber se a sua namorada lhe deu com os pés ou se o seu melhor amigo emigrou. O importante é manter sempre uma boa atitude no trabalho, sem deixar que os seus problemas pessoais interfiram nas suas tarefas laborais. Além disso, é importante cultivar uma atitude positiva. Encarar os problemas ou os desafios com uma boa dose de optimismo passará uma imagem vantajosa. “Embora, na generalidade dos casos, estes comportamentos pareçam ser do senso comum, muitas vezes não o são, efectivamente”, explicou ao i Fernando Neves de Almeida, country president da Boyden.
Relações. Bom ambiente laboral é fundamental
É importante desenvolver boas relações no local de trabalho. Falar mal dos colegas também não é uma boa opção. Lembre-se que se todos tiverem a mesma atitude, os mexericos acabam por se saber. Em alturas de crise, é essencial não seguir o caminho do stresse e dos rumores – típicas nestas situações –, caso contrário poderá acabar por chamar a atenção pelos aspectos negativos da sua personalidade.
Um bom relacionamento com os colegas ajuda a não encarar o trabalho como um fardo e a tirar o maior partido possível daquilo que faz.
Mentores. Aprenda com os melhores
No início de carreira, seja uma esponja, assimile tudo o que os profissionais da sua área fazem de melhor. Não corra o risco de perder um pormenor e leve sempre consigo bloco e caneta para apontar todas as dicas. Oiça as histórias, analise as rotinas e o modo de trabalho dos melhores – esses exemplos serão para seguir. No entanto, aconselhamos que o faça discretamente e, mais importante: nunca faça a mesma pergunta duas vezes. Seguindo os conselhos do Goldman Sachs, isso só pode querer dizer duas coisas: ou que não tem mais nada para perguntar ou que se esqueceu da resposta que lhe deram anteriormente.
Right on time. Saiba gerir o seu tempo
Não acumule muito trabalho nem fique um dia sem fazer nada. O balanço é fundamental para que os tempos não sejam mortos nem demasiado preenchidos. Com uma agenda, um computador ou simples post-its na secretária, pode organizar o seu trabalho, escrevendo todas as tarefas e as ideias que se possam revelar úteis para trabalhos futuros. Os horários de trabalho são outro dos pontos a reter: seja sempre pontual. Uma ajuda será pôr o despertador para cerca de 15 minutos mais cedo do que realmente precisa de acordar. Assim, o trânsito deixa de ser razão – ou desculpa – para atrasos matinais.
Diga não ao ócio. Mostre-se sempre activo
A tentação das redes sociais e dos chats é grande. No entanto, não é recomendado que sempre que o seu chefe passe por si o veja a comentar as últimas fotos do Facebook do seu amigo. É importante mostrar-se sempre activo. Mesmo quando o trabalho não abunda, aproveite para agendar novos projectos ou organizar a sua agenda. Seguindo um dos dez mandamentos da cartilha da Sonae sobre aquilo que a empresa de Belmiro e Paulo de Azevedo considera um trabalhador exemplar: “O Homem Sonae deve ter elevados critérios de exigência pessoal, com forte devoção às suas tarefas, embora procurando sempre um justo equilíbrio com outras actividades.” Uma dica a registar.
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