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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Aumentar a «malhação» na «campanha negra»

Augusto Santos Silva tem razão: é preciso «malhar» na «campanha negra», pois há mancomunação entre pessoas de todo o leque político nacional, inclusivamente de dentro do PS. Isto é um escândalo que exige muita malhação!!! Não desista caro professor Augusto, continue a «malhar» neles em força!!!

Segundo Baptista Bastos no artigo do DN «O discurso do nada», «a vitória de Sócrates é a metáfora do eucalipto: ele seca tudo à sua volta e conduz o partido como muito bem entende. A percentagem de 96,43 por cento dos votos não reflecte, em boa verdade, a imagem que o PS deseja expor. O PS dispõe de cerca de 73 mil militantes, mas apenas 29 mil votaram, por terem as quotas em dia. Há um manifesto desinteresse dos socialistas pelo destino do partido em que militam». «O PS é a imagem devolvida do País: desencanto, aborrecimento, ausência de convicções, desmotivação. São os próprios princípios que estão em causa». «E José Sócrates não vive em autismo, não se move num universo virtual: simplesmente não sabe como resolver os inúmeros problemas da sociedade portuguesa». «Os temas exclusivos que, no congresso, suscitaram o seu interesse, são indicadores do seu oportunismo ou da sua incompetência. Esqueceu o desemprego, o desajuste entre a realidade pungente, na qual estamos mergulhados, e a mudança das instituições; a falência dos bancos, a corrupção e a própria questão da liberdade. Sócrates tinha opções: não as tomou ou não as quis tomar». «Desconhecemos o que José Sócrates pensa da exaustão portuguesa, sovada pela agressividade das leis que promoveu e fez promulgar. Não sabemos dos seus projectos para Portugal, sobre o qual nos é inculcada a ideia de que materialmente não tem futuro». «Parece que o secretário-geral do PS e primeiro-ministro somente obedece a forças cegas e brutais, impostas e garantidas pelos grandes interesses, que sobrepuseram o económico ao político. Apesar de tudo, presumi, um pouco ingenuamente, que José Sócrates iria inflectir o discurso para outros perímetros».

Segundo Vasco Graça Moura no artigo do DN «O feirante» «os factos vinham dar-lhe [a Manuela F Leite] carradas de razão e pôr à mostra quer o falhanço escandaloso das políticas do Governo, quer a batota sistemática por ele praticada!». «O Governo está a seguir um caminho completamente errado para fazer face à crise… regouga uns apartes sem conteúdo real, manda umas bocas idiotas em arremedo de resposta e não se atreve a discutir em concreto um só ponto». A sua orientação «consiste em anunciar o despejo à toa de baldes de dinheiro em cima de alguns problemas, sem qualquer critério seguro e só para que os papalvos acreditem piamente que estão a ser tomadas medidas eficazes contra a crise». «Vive da pantomina e da trapalhice. Redundará no favorecimento de jogadas, improvisos, descoordenações e compadrios e no empobrecimento de um país que já está pelas ruas da amargura, sem resolver nenhum problema de fundo .»
"Enquanto o Governo continuar a atirar para todos os lados, sem uma linha de orientação certa, os resultados são os que estão à vista: falências todos os dias, o desemprego a aumentar e as empresas cada vez mais endividadas." Ora, como ela disse também, "as empresas estão com problemas de tesouraria, precisam de sobreviver e isso não se resolve oferecendo mais crédito para se endividarem". « Só percebe uma coisa: tem de fazer muito barulho, de gesticular muito e de levantar muita poeira para ver se as pessoas não percebem…». «Fica bem à vista a que ponto Sócrates sabe pouco, é muito incompetente, não tem uma visão clara dos problemas, baralha tudo e cede a uma propensão fatal para vendedor de feira».

No artigo do Público «Edmundo Pedro ameaça abandonar o PS em caso de coligação pós-eleitorial» é afirmado que «o histórico militante socialista Edmundo Pedro afirma que está preparado para abandonar o partido». Este fundador do PS «afirmou ainda que o casamento homossexual, uma das apostas da moção de Sócrates ao congresso que o líder socialista ganhou este fim-de-semana, é uma aposta errada, falando mesmo de “um erro político”». «Para o histórico socialista, há outras prioridades no país e refere ainda que este tema do casamento gay não é consensual no seio do partido». «Denunciou, numa reunião de militantes, em Lisboa, que há medo dentro do partido, voltou ainda a enfatizar a sua opinião sobre esta matéria: o medo existe e faz-se sentir na rede clientelar que gira em torno do partido, afirmou».

Segundo o artigo “Há tradição de abdicação cívica”, o deputado do PS Manuel Alegre voltou a enviar recados internos ao seu partido ao afirmar que a resposta à actual crise económica deverá passar por "homens de nervos de aço e grande estatura ideológica", reconhecendo que no País "há uma tradição de abdicação cívica, para não falar de cobardia". Disse «que é 'membro do PS', e referiu que em Portugal 'ninguém manda calar ninguém'».

No artigo do DN «Homens sem reino» consta «Para que o embaraço continue, o ministro Santos Silva desencadeia novo alvoroço no partido, já de si tão ausente de convicções quanto repleto de oportunistas. Lembremo-nos de que o PS não pertence, apenas, ao "arco do poder": é uma agência de empregos, tal como o PSD. O conflito com Manuel Alegre resulta de um acto de má educação, infelizmente comum ao ministro dos Assuntos Parlamentares. Porém, a peça mais relevante deste berbicacho é um artigo do eng. Henrique Neto, publicado no Jornal de Leiria. O conhecido empresário socialista reafirma, claramente, que vivemos na indiferença porque o medo está presente e a presença do medo dá azo à resignação».

Num programa televisivo ouvi o ex bastonário da Ordem dos Advogados, Dr. Pires de Lima, dizer que o PM, para demonstrar a sua inocência no caso Freeport, não necessitava de se irritar nem gritar, nem mandar ministros repetir os mesmos slogans, sendo mais eficaz comunicar ao MP todos os haveres, ao que podia ser dada toda a publicidade e que, se algo houvesse de estranho que não pudesse ter sido adquirido por processos legítimos, o ofereceria à Santa Casa da Misericórdia. Isso evidenciaria a sua craveira moral recuperaria a confiança da Nação e daria mais votos.

Em conclusão, o Sr ministro Santos Silva deve aumentar a intensidade da «malhação» na «campanha negra», começando pelos 44.000 militantes que não estiveram para pagar as quotas porque não tiveram interesse em votar no Secretário Geral, e indo por aí fora, através do partido e chegando a todos os quadrantes em que haja homens sem medo. Depois será mais fácil governar Portugal, porque haverá poucos habitantes, algo menos de 29000 e serão, pragmaticamente submissos.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Sinais da área militar - 6

Com a devida vénia, transcrevo o post seguinte, do blog Fio de prumo, da autoria do Sr Coronel Luís Alves de Fraga, a quem apresento os melhores cumprimentos.

União

O adágio popular diz que «a união faz a força». É certo que toda a união representa mais do que o somatório da força de cada elo da cadeia; poderíamos dizer, de forma tosca, que a união de uma qualquer cadeia é igual à soma da força dos elos da mesma mais a força do conjunto. Uma tal verdade genérica pode ter várias aplicações. Ocorreu-me, hoje, uma sobre a qual vou discorrer em discurso breve, mas conciso.

Mais do que noutros tempos já passados, têm sido os militares, nas suas diferentes categorias e Ramos, atacados por este Governo maioritário e dito socialista nos direitos que julgavam adquiridos. Tudo começou pela assistência sanitária e pelas comparticipações específicas que lhes eram dadas quer aquando da aquisição de medicamentos quer nos chamados actos médicos. De uma forma perfeitamente arbitrária o Governo retirou direitos que eram formas indirectas de pagar sacrifícios de uma vida ao serviço da Pátria. Pessoalmente essa arbitrariedade governamental passou a pesar-me na carteira mais de mil e duzentos euros no final do ano em despesas de farmácia!

Quando o militar está na efectividade de serviço pode, de acordo com os regulamentos que pautam a sua actividade, fazer chegar ao comando competente a manifestação da sua discordância em relação ao que afecta a sua vida. Pode dizer por escrito: «Exmo. Senhor, o que me é pago por mês não chega para satisfazer as despesas normais de sustento da minha família. Solicito que dê conhecimento do facto a quem de direito e que sobre o assunto seja tomada a resolução que se achar conveniente».

Pode dizer isto e o comandante ou chefe, se não for completamente inapto, deverá fazer chegar este desabafo ao escalão mais alto que lhe for possível. Talvez o militar reclamante nada ganhe com a reclamação, mas teve a oportunidade de, com lealdade, informar sobre a sua desmotivação. Ora, o que é verdade para um militar na efectividade de serviço já o não é para um que esteja na situação de reforma. Esse não tem para quem reclamar! Resta-lhe, então o quê? Juntar-se com os velhos camaradas em iguais circunstâncias e, em conjunto, carpirem as suas mágoas. Mas só isto? Na minha opinião, não.

Os militares reformados detêm um direito inestimável: o de livremente poderem reclamar em público contra o que acharem por bem. Confere-lhes esse direito a Constituição Política da República. Uma República democrática que ajudaram a construir há 34 anos. As amarras castrenses já estão soltas.

É verdade que o direito de reunião e de manifestação pode ser usado por todos os militares, reformados ou na efectividade de serviço, mas também é certo que sobre os primeiros já não tem a autoridade militar qualquer tipo de alçada. Isso dá àqueles um mais largo espectro de liberdade!

Se nós, militares reformados, soubermos tirar proveito da possibilidade de protesto público formamos uma cadeia que tem a força de cada um e mais a força do conjunto.
Aproxima-se a altura de podermos mostrar quanto valemos. Deixemo-nos de velhos pruridos e saltemos a juntarmo-nos engrossando a cadeia que nos dá força. Deixemos de lado a velha frase que fez escola aqui há alguns anos e que resumia a ideia de que o «chefe do sindicato» era o Chefe do Estado-Maior do respectivo Ramo. Está mais do que provado que eles não são «chefes de sindicato» nenhum e, até, se calhar, já mal representam os direitos e interesses daqueles que comandam.

Camaradas de armas unamo-nos!

Luís Alves de Fraga

NOTA: A liberdade só tem significado se for utilizada. Se o não for, não serve para nada.

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sábado, 23 de fevereiro de 2008

SEDES e situação sócio-política

Para melhor se compreender o post Economia nacional a descer, transcreve-se o documento da SEDES nele referido, contribuindo assim para facilitar a consulta pelos leitores mais interessados pelo tema.

Tomada de posição da SEDES

1) Um difuso mal-estar

Sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional.
Nem todas as causas desse sentimento são exclusivamente portuguesas, na medida em que reflectem tendências culturais do espaço civilizacional em que nos inserimos. Mas uma boa parte são questões internas à nossa sociedade e às nossas circunstâncias. Não podemos, por isso, ceder à resignação sem recusarmos a liberdade com que assumimos a responsabilidade pelo nosso destino.
Assumindo o dever cívico decorrente de uma ética da responsabilidade, a SEDES entende ser oportuno chamar a atenção para os sinais de degradação da qualidade da vida cívica que, não constituindo um fenómeno inteiramente novo, estão por detrás do referido mal-estar.

2) Degradação da confiança no sistema político

Ao nível político, tem-se acentuado a degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários, praticamente generalizada a todo o espectro político.
É uma situação preocupante para quem acredita que a democracia representativa é o regime que melhor assegura o bem comum de sociedades desenvolvidas. O seu eventual fracasso, com o estreitamento do papel da mediação partidária, criará um vácuo propício ao acirrar das emoções mais primárias em detrimento da razão e à consequente emergência de derivas populistas, caciquistas, personalistas, etc.
Importa, por isso, perseverar na defesa da democracia representativa e das suas instituições. E desde logo, dos partidos políticos, pilares do eficaz funcionamento de uma democracia representativa. Mas há três condições para que estes possam cumprir adequadamente o seu papel.
Têm, por um lado, de ser capazes de mobilizar os talentos da sociedade para uma elite de serviço; por outro lado, a sua presença não pode ser dominadora a ponto de asfixiar a sociedade e o Estado, coarctando a necessária e vivificante diversidade e o dinamismo criativo; finalmente, não devem ser um objectivo em si mesmos...
É por isso preocupante ver o afunilamento da qualidade dos partidos, seja pela dificuldade em atrair e reter os cidadãos mais qualificados, seja por critérios de selecção, cada vez mais favoráveis à gestão de interesses do que à promoção da qualidade cívica. E é também preocupante assistir à tentacular expansão da influência partidária – quer na ocupação do Estado, quer na articulação com interesses da economia privada – muito para além do que deve ser o seu espaço natural.
Estas tendências são factores de empobrecimento do regime político e da qualidade da vida cívica. O que, em última instância, não deixará de se reflectir na qualidade de vida dos portugueses.

3) Valores, Justiça e Comunicação Social

Outro factor de degradação da qualidade da vida política é o resultado da combinação de alguma comunicação social sensacionalista com uma justiça ineficaz. E a sensação de que a justiça também funciona por vezes subordinada a agendas políticas.
Com ou sem intencionalidade, essa combinação alimenta um estado de suspeição generalizada sobre a classe política, sem contudo conduzir a quaisquer condenações relevantes. É o pior dos mundos: sendo fácil e impune lançar suspeitas infundadas, muitas pessoas sérias e competentes afastam-se da política, empobrecendo-a; a banalização da suspeita e a incapacidade de condenar os culpados (e ilibar inocentes) favorece os mal-intencionados, diluídos na confusão. Resulta a desacreditação do sistema político e a adversa e perversa selecção dos seus agentes.
Nalguma comunicação social prolifera um jornalismo de insinuação, onde prima o
sensacionalismo. Misturando-se verdades e suspeitas, coisas importantes e minudências, destroem-se impunemente reputações laboriosamente construídas, ao mesmo tempo que, banalizando o mal, se favorecem as pessoas sem escrúpulos.
Por seu lado, o Estado tem uma presença asfixiante sobre toda a sociedade, a ponto de não ser exagero considerar que é cada vez mais estreito o espaço deixado verdadeiramente livre para a iniciativa privada. Além disso, demite-se muitas vezes do seu dever de isenta regulação, para desenvolver duvidosas articulações com interesses privados, que deixam em muitos um perigoso
rasto de desconfiança.
Num ambiente de relativismo moral, é frequentemente promovida a confusão entre o que a lei não proíbe explicitamente e o que é eticamente aceitável, tentando tornar a lei no único regulador aceitável dos comportamentos sociais. Esquece-se, deliberadamente, que uma tal acepção enredaria a sociedade numa burocratizante teia legislativa e num palco de permanente litigância judicial, que acabaria por coarctar seriamente a sua funcionalidade. Não será, pois, por acaso que é precisamente na penumbra do que a lei não prevê explicitamente que proliferam
comportamentos contrários ao interesse da sociedade e ao bem comum. E que é justamente nessa penumbra sem valores que medra a corrupção, um cancro que corrói a sociedade e que a justiça não alcança.

4) Criminalidade, insegurança e exageros

A criminalidade violenta progride e cresce o sentimento de insegurança entre os cidadãos. Se é certo que Portugal ainda é um país relativamente seguro, apesar da facilidade de circulação no espaço europeu facilitar a importação da criminalidade organizada. Mas a crescente ousadia dos criminosos transmite o sentimento de que a impune experimentação vai consolidando saber e
experiência na escala da violência.
Ora, para além de alguns fogachos mediáticos, não se vê uma acção consistente, da prevenção, da investigação e da justiça, para transmitir a desejada tranquilidade.
Mas enquanto subsiste uma cultura predominantemente laxista no cumprimento da lei, em áreas menos relevantes para as necessidades do bom funcionamento da sociedade emerge, por vezes, uma espécie de fundamentalismo utra-zeloso, sem sentido de proporcionalidade ou bom-senso.
Para se ter uma noção objectiva da desproporção entre os riscos que a sociedade enfrenta e o empenho do Estado para os enfrentar, calculem-se as vítimas da última década originadas por problemas relacionados com bolas de Berlim, colheres de pau, ou similares e os decorrentes da criminalidade violenta ou da circulação rodoviária e confronte-se com o zelo que o Estado visivelmente lhes dedicou.
E nesta matéria a responsabilidade pelo desproporcionado zelo utilizado recai, antes de mais, nos legisladores portugueses que transcrevem para o direito português, mecânica e por vezes levianamente, as directivas de Bruxelas.

5) Apelo da SEDES

O mal-estar e a degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento. E se essa espiral descendente continuar, emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever.
A sociedade civil pode e deve participar no desbloqueamento da eficácia do regime – para o que será necessário que este se lhe abra mais do que tem feito até aqui –, mas ele só pode partir dos seus dois pólos de poder: os partidos, com a sua emanação fundamental que é o Parlamento, e o Presidente da República.
As últimas eleições para a Câmara de Lisboa mostraram a existência de uma significativa dissociação entre os eleitores e os partidos. E uma sondagem recente deu conta de que os políticos – grupo a que se associa quase por metonímia “os partidos” – são a classe em que os portugueses menos confiam.
Este estado de coisas deve preocupar todos aqueles que se empenham verdadeiramente na coisa pública e que não podem continuar indiferentes perante a crescente dissociação entre o conceito de “res pública” e o de intervenção política!
A regeneração é necessária e tem de começar nos próprios partidos políticos, fulcro de um regime democrático representativo. Abrir-se à sociedade, promover princípios éticos de decência na vida política e na sociedade em geral, desenvolver processos de selecção que permitam atrair competências e afastar oportunismos, são parte essencial da necessária regeneração.
Os partidos estão na base da formação das políticas públicas que determinam a organização da sociedade portuguesa. Na Assembleia ou no Governo exercem um mandato ratificado pelos cidadãos, e têm a obrigação de prestar contas de forma permanente sobre o modo como o exercem.
Em geral o Estado, a esfera formal onde se forma a decisão e se gerem os negócios do país, tem de abrir urgentemente canais para escutar a sociedade civil e os cidadãos em geral.
Deve fazê-lo de forma clara, transparente e, sobretudo, escrutinável. Os portugueses têm de poder entender as razões que presidem à formação das políticas públicas que lhes dizem respeito.
A SEDES está naturalmente disponível para alimentar esses canais e frequentar as esferas de reflexão e diálogo que forem efectiva e produtivamente activadas.

SEDES, 21 de Fevereiro de 2008

O Conselho Coordenador
(Vitor Bento (Presidente), M. Alves Monteiro, Luís Barata, L. Campos e Cunha, J. Ferreira do Amaral, Henrique Neto, F. Ribeiro Mendes, Paulo Sande, Amílcar Theias)

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sábado, 30 de junho de 2007

Continuamos na cepa torta !!!

Transcreve-se este texto do blogue «Manifesto-me», escrito por um jovem atento àquilo que o cerca, evidenciando ser uma promessa válida do Portugal de amanhã. Muito se pode esperar de jovens deste calibre.

Triste Fado Lusitano!

"O clima económico nacional, medido pelo indicador da Comissão Europeia, registou uma queda em Maio. Esta queda, de 102 para 101,9 pontos, foi a primeira em três meses e foi provocada pela deterioração do sentimento económico na indústria, serviços e consumo. Apenas nos sectores do comércio a retalho e da construção se registaram melhorias, embora os respectivos indicadores permaneçam em terreno negativo.
A descida registada pelo clima português acompanhou a tendência europeia, já que, na média da União, o indicador também baixou, de 115 para 114,9 pontos." - In Agência Financeira online de 29 de Junho de 2007.

Sempre fui muito atento ao mundo que me rodeia, principalmente quando saio à rua tento perceber a forma como as pessoas se relacionam entre si! Recentemente tenho reparado e desde algum tempo a esta parte, uma total tristeza e desanimo, por parte das pessoas em relação a tudo o que as rodeia, desde a simples fila de supermercado, até à forma como interagem com as pessoas que lhes são mais próximas!

E o que é um facto é que os portugueses ganham muito pouco para o actual nível de exigência da economia, tudo nos têm sido usurpado desde um estado mandrião, injusto, irresponsável que nos cobra todos os impostos (que deveriam ser aplicados ao serviço do bem estar da sociedade), até aos simples serviços que necessitamos por parte de entidades privadas. De uma forma simples os preços sobem, os salários não, e fartos de apertar o cinto já andamos todos!

E tudo isso tem repercussões no dia a dia das pessoas, é a prestação da casa que os juros não param de subir, vai-se ao supermercado e o dinheiro vai todo em meia dúzia de produtos básicos, é o passe social, que sobe a gasolina, as empresas que não pagam a tempo e a horas aos fornecedores, tudo isto vai contra a mensagem que o sistema quer passar aos cidadãos deste país. "De que tudo vai bem, e estamos no caminho certo"- mas na rua as coisas não se passam assim, e isso afecta as pessoas, torna as tristes, desamparadas, revoltadas, com o actual estado da coisas, para além do mais o actual fosso entre ricos e pobres vêm aumentando de uma forma silenciosa e deturpada.
Um simples salário de 600€, parece uma esmola que nos é dada que apenas serve para sobrevivermos na multidão, e o que é mais grave é que vivemos de aparências ocultando dos outros e de nós mesmos que o rei vai nu assim como nós!

No entanto continuamos a permitir erros e mais erros por parte do sistema implantado, alimentado por lobbies, e confinado a mundo de "Alice no país das Maravilhas" onde a preocupação nacional é despedir, e por uma acção em tribunal a quem diz o que muitos dizem baixinho com medo da PIDE Filosófica, instaurada na actual legislatura.
Deixo o repto não é com um povo descontente que o "Grande Irmão" nos domina ou dominará, outros no passado tentaram e caíram também da cadeira, pena é que a m..... ainda seja sempre a mesma mudando apenas os seus interpretes ociosos de poder, e esquecendo o verdadeiro Portugal!

Publicada por Magno

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sábado, 9 de junho de 2007

O Portugal de agora. E o de amanhã?

Transcreve-se este texto que é um fiel retrato do Portugal de hoje, de todos os motivos de preocupação quanto ao futuro. A pergunta do título fica sem resposta. Esta depende de todos nós e dos políticos que elegermos para conduzirem a nau a bom porto.

Teremos ainda Portugal por muito tempo?
D. António Marcelino Bispo de Aveiro
In Correio do Vouga

O título tem um tom provocatório, mas eu vou justificar. Não digo que esteja para breve o nosso fim de país independente e livre. Mas, pelo andar da carruagem, traduzido em factos e sintomas, a doença é grave e pode levar a uma morte evitável. Aliás, já por aí não falta gente a lamentar a restauração de 1640 e a dizer que é um erro teimarmos numa península ibérica dividida. De igual modo, falar-se de identidade nacional e de valores tradicionais faz rir intelectuais da última hora e políticos de ocasião. O espaço nacional parece tornar-se mais lugar de interesses, que de ideais e compromissos.

Há notícias publicadas a que devemos prestar atenção. Por exemplo:
um terço das empresas portuguesas já é pertença de estrangeiros;
60% dos casais do país têm apenas um filho;
vão fechar mais cerca de mil escolas ou de mil e trezentas, como dizem outras fontes;
nas provas de língua portuguesa dos alunos do básico, os erros de ortografia não contam;
o ensino da história pouco interessa, porque o importante é olhar para a frente e não perder tempo com o passado;
a natalidade continua a descer e, por este andar, depressa baterá no fundo;
não há nem apoios nem estímulos do Estado para quem quer gerar novas vidas, mas não faltam para quem quiser matar vidas já geradas;
a família consistente está de passagem e filhos e pais idosos já não são preocupação a ter em conta, porque mais interessa o sucesso profissional;
normas e critérios para fazer novas leis têm de vir da Europa caduca, porque dela vem a luz;
a emigração continua, porque a vida cá dentro para quem trabalha é cada vez mais difícil;
os que estão fora negam-se a mandar divisas, por não acreditarem na segurança das mesmas; os investigadores mais jovens e de mérito reconhecido saem do país e não reentram, porque não vêem futuro aqui;
a classe média vai desaparecer, dizem os técnicos da economia e da sociologia, uma vez que o inevitável é haver só ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres;
os políticos ocupam-se e divertem-se com coisas de somenos;
e já se diz, à boca cheia, que o tempo dos partidos passou, porque, devido às suas contradições, ninguém os toma a sério;
a participação cívica do povo é cada vez mais reduzida e mais se manifesta em formas de protesto, porque os seus procuradores oficiais se arvoram, com frequência, em seus donos e donos do país e fazedores de verdades dúbias;
programa-se um açaime dourado para os meios de comunicação social;
isolam-se as pessoas corajosas e livres, entra-se numa linguagem duvidosa, surgem mais clubes de influência, antecipam-se medidas de satisfação e de benefício pessoal…
Não é assim, porventura, que se acelera a morte do país, quer por asfixia consciente, quer por limitação de horizontes de vida?

É verdade que muitos destes problemas e de outros existentes, podem dispor de várias leituras a cruzar-se na sua apreciação e solução. Mais uma razão para não serem lidos e equacionados apenas por alguns iluminados, mas que se sujeitem ao diálogo das razões e dos sentimentos, porque tudo isto conta na sua apreciação e procura de resposta.

Há muitos cidadãos normais, famílias normais, jovens normais. Muita gente viva e não contaminada por este ambiente pouco favorável à esperança. Mas terão todos ainda força para resistir e contrariar um processo doentio, de que não se vê remédio nem controle?

Preocupa-me ver gente válida, mas desiludida, a cruzar os braços; povo simples a fechar a boca, quando se lhe dá por favor o que lhes pertence por justiça; jovens à deriva e alienados por interesses e emoções de momento, que lhes cortam as asas de um futuro desejável; o anedótico dos cafés e das tertúlias vazias, a sobrepor-se ao tempo da reflexão e da partilha, necessário e urgente, para salvar o essencial e romper caminhos novos indispensáveis. Se o difícil cede o lugar ao impossível e os braços caiem, só ficam favorecidos aqueles a quem interessa um povo alienado ao qual basta pão e futebol…

Mas não é o compromisso de todos e a esperança activa que dão alma a um povo?

D. António Marcelino, Bispo de Aveiro

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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Um grito de alerta, urgente

INCOMPETÊNCIA PREMIADA
por Mário Relvas, em Aromas de Portugal

Neste momento em que os nossos bravos soldados, se encontram ausentes no estrangeiro para combater "moinhos de vento", entenda-se opções pouco justificadas para um País pobre como Portugal, gastando rios de dinheiro, correndo riscos de vida, aqui no pequeno rectângulo, assistimos a cenas gratuitas de incompetência, de ministros, de autarcas com trinta anos de sucessivos erros e aberrações.

Pergunto, quando os nossos camaradas Comandos regressarem já terão as condições necessárias no seu quartel? Ou melhor, já terão uma unidade própria como destino final? Depois de andarem constantemente aos saltos... Terão direito a terem na sua unidade os nossos mortos, simbolizados no Monumento ao Esforço Comando, esquecido conjuntamente com o Museu Comando, no ex Regimento de Comandos da Amadora, que cai de podre? Já terão os meios materiais adequados ás missões? Os Pára-Quedistas e os Fuzileiros, queixam-se publicamente. Então, se não há dinheiro para umas coisas, há para a OTA? Sim, os estimados senhores dizem que, esta se paga sozinha e ainda sobra dinheiro...

As reformas das forças de segurança e, da administração pública são conversas mal contadas, convidando-os a conhecerem a realidade, contactando com quem as sente na pele.

As reformas da educação, dos serviços de saúde, outras aberrações sem nexo, que ninguém entende.

Ouvimos falar num possível pagamento de taxas de €1,50, nos levantamentos de multibanco... Ninguém responde com verdade a isto? Depois de os bancos terem despedido pessoal, automatizando quase tudo, diminuindo os seus custos, ainda querem mais xixa? Façamos uma paragem nos pagamentos e levantamentos de multibanco, inundemos os bancos com cheques e levantamentos/depósitos ao balcão e, eles ou contratam de novo mais pessoal, diminuindo os seus fabulosos lucros, ou entopem burocraticamente.

Quando não há dinheiro nas polícias, realizam-se cerimónias de aniversário de comandos de polícia, com almoçaradas, ofertas de relógios a membros do governo?

Senhor Presidente da República, está na altura de tomar uma decisão séria, o povo está saturado de tanta conversa, de tantas gaffes. Quem não recorda a era "Sampaio v/s Santana Lopes", que foi demitido por um ministro abandonar o governo?

Porque levamos nós com Mário Lino, com Manuel Pinho, com Alberto Costa, com Correia de Campos, com Maria de Lurdes Rodrigues...etc? António Costa já saiu por motivos "válidos", a CM de Lisboa, ou como já é conhecido o filme, a fuga do MEAI!...
Este é o País da incompetência premiada e da inércia governativa...Onde se fala, fala e se faz nada, para além de afundar cada vez mais o barco!

Sabemos que Portugal está em crise, mas é só para alguns? Sim, para os mesmos de sempre - os contribuintes, os cidadãos que, constantemente são enganados nas vésperas das eleições.

Sabemos que vai haver uma presidência europeia, mas entretanto Portugal afunda-se.
Já basta, senhor Presidente da República, salvemos o que resta de Portugal!

Publicada por MRelvas

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domingo, 13 de maio de 2007

Carta do inimigo às NT

Recebido por e-mail de mensageiro identificado e credenciado, para divulgação a todo o «efectivo».

Carta do inimigo às nossas tropas

Caro Inimigo:
Espero que esta carta vos encontre de boa saúde, apesar da vossa ADM estar cada vez pior...
Serve esta missiva para vos transmitir o meu espanto perante aquilo que, a partir da nossa trincheira na linha da frente e através da "terra de ninguém", conseguimos observar no vosso território e que muito me traz preocupado. Preocupação essa que aumenta de dia para dia.
Senão vejamos:
- Dezenas de unidades do vosso Exército vão fechar e ser vendidas. O que é que vai sobrar para nós atacarmos?
- O vosso novo Exército só vai ter vagas para 60% dos actuais efectivos. E os 40% que não vão ter cabimento, o que vão fazer? Espero que não se venham alistar aqui no nosso Exército, pois não conseguiremos concorrer com os baixos salários que auferem, e isto aqui também não está fácil...
- A implantação territorial vai passar a ser assegurada pela vossa Guarda Nacional Republicana. E depois? Quando vos quisermos invadir? Vá de passar multas na gente, autuar a torto e a direito? Isto assim não tem graça nenhuma...
- Planeávamos tomar de assalto as vossas escolas e centros de saúde, mas foi tarde demais.... O vosso Governo antecipou-se e fechou tudo....
- O vosso anterior CEMFA tinha dito que os P-3P Orion iam para a Base de Ovar. Nós até já tínhamos posicionado os radares e as baterias antiaéreas para essa região. Agora vem o novo CEMFA e diz que "não senhora... os P-3P vão mas é para Beja". Eh pá, vejam lá se se entendem. Não podemos andar com o nosso material para cima e para baixo, que também já está velho e cansado... e sempre se gasta um dinheirito em ajudas de custo que bem que podia ser gasto noutras coisas...
- Depois, é toda gente a malhar nas vossas tropas, e nós aqui de braços cruzados. Vejam lá se reservam algum tempo na vossa agenda para nós, pois já nos sentimos desprezados, sempre à espera de um ataquezito e nada...
- Os vossos chefes não param de vos averbar com processos disciplinares;
- Os nossos espiões perderam os rastos dos vossos espiões. Parece que os vossos espiões andam ocupadíssimos a fotografarem as vossas tropas...;
- As vossas carreiras são uma desgraça e nem com 3 grupos de trabalho, vos resolvem o problema;
- O vosso Governo ataca os vossos poucos direitos todos os dias;
- Os comentadores da imprensa por conta do Governo, desancam-vos forte e feio;
- O vosso Ministro manda calar os vossos chefes através dos jornais;
É que até já dá pena! É um massacre...
Na verdade sentimos que perante as ameaças que pairam sobre as vossas tropas, a nossa condição de "inimigo" pode estar seriamente posta em causa e logo podemos perder o nosso posto de combate, por se tornar desnecessário e passamos ao quadro de excedentários... ou será que isso é só para os civis?
É que nós também temos filhos para criar e casa para pagar. Vejam lá se se organizam...
É caso para perguntar:
- Afinal quem é que é o inimigo? Com amigos desses, quem é que precisa de inimigos...
Despeço-me com os melhores cumprimentos, aguardando por melhores dias.

Joaquim Nimigo
Soldado

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sábado, 12 de maio de 2007

Soldados insatisfeitos com o Governo

Organização Europeia de Militares critica Governo português

Os soldados portugueses estão insatisfeitos com o Governo português e queixam-se de falta de «diálogo social», segundo um comunicado emitido hoje pela Euromil, a Organização Europeia de Associações Militares, com sede em Bruxelas.

«Direitos dos Soldados Portugueses abaixo dos padrões europeus», titula o documento, que acrescenta «soldados europeus protestam por os direitos dos seus camaradas portugueses serem ainda mais afectados por uma nova proposta legislativa do Governo».

A nota de imprensa sublinha que, «na maioria dos países da União Europeia», o Governo inclui as associações militares num diálogo social «o que não acontece em Portugal», onde «uma lei a consagrar o direito de associação dos soldados, aprovada por unanimidade no Parlamento em 2001, nunca foi colocada em prática».

Agora, «um novo estatuto para os líderes das associações profissionais de militares reduz a zero os seus direitos de representação», sublinha Emmanuel Jacob, presidente da Euromil.

O novo estatuto «proíbe a actividade associativa dentro dos quartéis e nega o trabalho associativo a todos os soldados que ocupem posições de chefia, o que inclui, no fundo, todos os oficiais e trabalhadores administrativos», assinala a nota de imprensa.

Os soldados europeus reunidos actualmente em Cracóvia, na Polónia, para um colóquio de Primavera protestam contra a «deterioração crescente», que contraria os padrões europeus.

«Estou envergonhado por isto partir do meu Governo, que está em vias de presidir à União Europeia», assinalou Antonio Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, na sua intervenção.

Ainda de acordo com o comunicado, «os soldados portugueses há muito que reclamam o direito a serem consultados quando estão em causa assuntos de cariz social e profissional que os afectam directamente».

«Numerosos elementos têm sido sujeitos a medidas disciplinares por expressarem a sua opinião», assinala ainda o texto da Euromil, estrutura que reúne 33 associações militares de 22 países europeus que representam mais de 500 mil militares e respectivas famílias.

Diário Digital / Lusa
11-05-2007 23:53:00

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