domingo, 24 de abril de 2011

Justiça e político suspeito

Negócios ruinosos ou outras atitudes menos correctas da parte de políticos ou outros não devem ficar impunes. A igualdade perante a lei e a acção da Justiça deve ser considerada uma conquista do 25 de Abril. Mas, muitas vezes há fortes dúvidas ou até certezas sobre se esse direito dos cidadãos e dever dos responsáveis pela Justiça tenha permanecido vivo nas mentes portuguesas. Por vezes ficamos chocados com a imunidade e a impunidade de casos suspeitos. Ou será que todos os políticos, desde há 37 anos, terão sido uns santos, com comportamento impecável?

Por isso quem souber de fonte segura ou de fortes suspeitas sobre irregularidades tem o dever de transmitir a quem de direito, que depois terá a responsabilidade de investigar e dar o encaminhamento que a lei geral impõe. Qualquer indício, ruído, indicação, sinal, marca, vestígio, laivo, sintoma, memo podendo ser considerado sem importância, pode vir a ser muito útil para o investigador. É com esses pequenos sinais que se forma a informação segura e encontra a prova de uma irregularidade que pode ser lesiva dos interesses nacionais, da colectividade, do dinheiro público.

Vem esta reflexão a propósito da notícia acerca de Ex-autarca suspeito em negócio ruinoso em Oliveira de Azeméis. O caso está nas mãos da Justiça, devido a «queixas» e é de esperar que suceda actuação em conformidade.

Imagem do Google

2 comentários:

skeptikos disse...

Portugal a descoberto
Ganhar com a falência de um país adormecido
A especulação é uma droga. Quem conhece os seus efeitos, não lhe resiste!

Um dos maiores vigaristas da nossa praça financeira é amigo íntimo (mesmo íntimo) de um dos maiores vigaristas que a política portuguesa alguma vez conheceu. Ambos apostam em lucrar como nunca com a falência de Portugal. Não os engavetem a tempo, e depois queixem-se!

Até Mário Soares se apercebeu do verdadeiro perigo que a democracia portuguesa corre se continuar entregue por mais alguns meses à turma de piratas que nos conduziu à beira do precipício. (...)

Mais aqui: http://o-antonio-maria.blogspot.com/

A. João Soares disse...

E o pior é que a turma tem muito mais do que 40. O Ali Babá era, por isso, menos predador.

Abraço
João
Sempre Jovens