Entramos na nova era
(Pblic em O DIABO nº 2274 de 31-07-2020, pág 16. Por António João Soares)
Agora, é frequente ler-se que a saída do Covid-19 vai trazer uma nova era. Porém, são muito visíveis os sinais de que ela já está por cá, por vezes a manifestar-se de forma desagradável, com gestos irracionais de querer destruir tudo o que se refere à História. A nova era vem com intenção de procurar eliminar a “corrupção”, os “paraísos fiscais” e os males da ambição doentia pelo dinheiro que é a pior droga da humanidade, tão perigosa que nem dá overdose.
Nesta mudança, no plano de recuperação e de desenvolvimento económico, precisa-se da mentalidade e coragem dos nossos heróis que “deram novos mundos ao Mundo”, inspirados pelo Infante D. Henrique, e devem esquecer-se dos “velhos do Restelo”, como os recentes políticos que têm conduzido o povo, em cobardia obediente, que se tem deixado intoxicar com futebóis, telenovelas e as falsidades de sucessivas contradições da “pandemia do medo”, ao ponto de não ser esclarecido devidamente como lidar com o coronavírus que teremos de aguentar durante muito tempo e terem reagido mal ao desconfinamento e provocado agravamento. Esse pecado da Comunicação Social evitou que o povo pensasse e falasse dos erros governamentais. E, por falar nisso, interrogo- -me: quais as grandes decisões que foram tomadas pelo PR ou pelo PM durante vários anos de funções?
Agora, não interessa um plano para, em 10 anos, remediar a paralisia em que temos vivido, mantendo o mesmo sistema inactivo e indiferente ao passar do tempo. Tal plano, se não for bem preparado e estruturado, com realismo e coragem para inovar e aplicar soluções criativas aos novos problemas, segundo a melhor estratégia, não impedirá a continuação da estagnação em que temos sido arrastados para o fim da escala.
Nesta fase de saída da Pandemia e de entrada em tempos inseguros de crise e de incerteza sobre a evolução da nova era, é indispensável definir o objectivo a atingir e o rumo estratégico que a ele nos conduz. Esse trabalho não pode caber a um génio em momento de inspiração, mas a um grupo de pessoas experientes e conhecedoras da arte de decidir que, em trabalho de convergência e de consenso, discutam os aspectos e dúvidas e aprovem a solução que considerem melhor. Este sistema de decisão deve ser utilizado nos aspectos prioritários, deixando para outra oportunidade os temas menos urgentes. Não se deve misturar alhos com bugalhos que darão despesas mais tarde consideradas inúteis, como aconteceu em vários casos abandonados.
Quando aceitei o convite para colaborar neste semanário dediquei grande parte dos textos a transmitir sugestões a pessoas com responsabilidades de tomar decisões sobre o futuro do país e de empresas. A vida é uma sucessão de escolhas da melhor solução de entre as diversas possíveis. Fiz agora uma pesquisa para encontrar o melhor texto para aqui citar, e de entre cerca de duzentos, fiz uma lista de 15. Não quero aqui gastar todo esse espaço e limito-me a encaminhar os interessados para o blog “Do Miradouro”, onde os podem encontrar. Com esse meu sentido, tenho procurado sugerir comportamentos orientados para um futuro melhor das pessoas, das sociedades e da Humanidade em geral. Infelizmente, a maioria dos políticos usa apenas ideias superficiais, ao gosto do povo, para conseguir votos, e não pensa, em termos estratégicos, no futuro a preparar para os países. Recorde-se, por exemplo, que a intenção dos fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, posteriormente denominada União Europeia, foi desprezada e agora é aquilo que muitos pensadores, já denominam Europa moribunda.
Neste momento estamos a entrar numa grande mudança, não apenas cá, mas no Mundo. Temos de enfrentá-la com coragem e valor para prepararmos um futuro mais próspero e desenvolvido, económica e socialmente. Precisamos de mudar para melhor. ■
quinta-feira, 30 de julho de 2020
ENTRAMOS NA NOVA ERA
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
«Profecia» de há 15 anos
Transcrição de texto recebido por e-mail
A moeda única
«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.
A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»
Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP — «Interpelação do PCP sobre a Moeda Única», 1997
NOTA: Publicam-se aqui assuntos a que se atribua interesse para analisar o que se passa na sociedade nacional e internacional, independentemente do autor ou da sua ideologia.
Este pequeno texto é útil para compreender o que está a passar-se no âmbito da actual crise e nas medidas, por vezes aparentemente ilógicas e incoerentes em relação ao resultado desejável, que têm sido tomadas para a debelar.
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sábado, 29 de setembro de 2012
Guerra Mundial Financeira
O Homem que disse toda a Verdade na TV
Sabe o que é a corrupção? Já reparou nas múltiplas formas como se apresenta? Não fica pelo envelope passado por debaixo da mesa. Nem pelo «tacho» para um familiar. É um fenómeno muito mais complexo na troca de favores e atenções que vão muito além da oferta de ROUBalos e de ALHEIRAS.
Esteja atento e tente descortinar todos os indícios.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Objectivo: privatizar mais depressa !!!
Alienar património é sempre uma decisão difícil quer no sector privado quer no sector público, exigindo por isso séria reflexão, pensar antes de decidir, e provavelmente foi isso que o Governo fez antes de chamar António Borges para privatizar mais depressa.
Depois de observado o seu currículo ligado ao mais alto poder financeiro internacional surgem dúvidas acerca das intenções que poderão estar por detrás da cortina. Irá ser um defensor dos pontos de vista dos interesses nacionais junto da Troika ou será pressionado pelos tais poderes ocultos a desempenhar o papel de representante dos «superiores» interesses da alta finança mundial e ultraliberal, para impor a Portugal os desejos do Goldman Sachs, e das instituições que se diz serem por ele dominadas – FMI, BM, OMC, BCE, etc ? A solução relâmpago como saiu e foi substituído no FMI, e este aparecimento em funções vitais para o futuro de Portugal, tenta-nos a olhar com atenção e imaginar comparações com a imposição de outros seus ex-colegas de altas instituições financeiras internacionais para chefias não eleitas de Governo na Grécia (Lucas Papademos) e em Itália (Mario Monti), bem como na Presidência do BCE (Mário Draghi).
Esta entrada num novo cargo da estrutura governativa, pensando nas referidas ingerências nos governos de Itália e Grécia e na Presidência di BCE, faz temer que possa existir a intenção de ir substituir, a breve prazo, o ministro das Finanças ou mesmo o Primeiro–ministro se a sua actuação não agradar totalmente ao Goldman Sachs.
Há que aguardar atentamente os indícios que irão surgir a partir de agora. O futuro de Portugal não nos pode deixar indiferentes.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O pobre consumidor é escravizado
Como disse Aaron Russo (14 de Fevereiro de 1943 - 24 de Agosto de 2007), os homens do Poder, sem serem eleitos e na penumbra, dominam a humanidade, com fito nos negócios com lucro a qualquer custo, e, para eles e os seus esquemas de enriquecimento, as pessoas pouco contam nos esquemas de domínio da economia mundo.
Há muita gente que se acomoda e aceita como inevitável os abusos das oportunidades e diz que, desde a aurora dos tempos, os poderosos sempre exploraram abusivamente os mais fracos.
Mas nos tempos actuais, e mais recentemente, os abusos passaram a raiar a imoralidade, a falta de ética, a desumanidade, com o exagero da ganância e do apego ao dinheiro.
E não basta dizer que são os maus políticos que temos tido, pois os poderosos das empresas e da economia, desde os vendedores de feira aos mais prósperos banqueiros, todos procuram sacar o mais que podem aos consumidores e utilizadores dos seus produtos e serviços.
Possivelmente, poucos dos leitores se recordam dos primeiros cartões multibanco. Eram oferecidos gratuitamente, com insistência, sendo difícil recusar tal generosidade do banco amigo!. Tinham, para os bancos, o grande mérito de reduzir o pessoal de atendimento nos balcões. Mas, passado pouco mais de um ano, quando as pessoas já de tinham habituado a esta inovação e dificilmente a dispensavam, vieram os pagamentos anuais pela sua posse. Já estava esquecido que o motivo e a vantagem do cartão foi a poupança na mão-de-obra do banco.
Depois apareceram os cartões de crédito que originam inúmeros telefonemas para nossas casas, com persistência, a pressionar o simples cidadão a adquirir essa nova maravilha, que tanto interesse tem para a facturação dos bancos. E quando se resiste, quase se é maltratado e agredido verbalmente, mesmo nós estando em nossa casa a ser importunados pelo telefone. Eu não tenho tal cartão!
Agora vem a TDT. Primeiro era o aliciamento, sob variadas formas, para ver TV, depois veio o Cabo, com ofertas aliciantes que embriagavam os mais incautos, que não reconheciam a reduzida rendibilidade do dinheiro investido. Mas os ambiciosos fabricantes de lucros e fortunas resguardadas em ‘offshores’, não pararam e a sua imaginação levou-os a deitar mão às tecnologias mais recentes e criaram a TDT (Televisão Digital Terrestre), tratando a população como vis escravos, impedindo os não aderentes e mais carentes de poder de compra de ver qualquer espécie de TV, porque a anterior deixa de existir.
Sinal dos tempos? Triste sinal que urge rejeitar e combater. Vale a pena ouvir o americano já falecido Aaron Russo e outros pensadores descomprometidos.
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domingo, 8 de janeiro de 2012
Nova Era em marcha ???
Será fantasia ou realidade?
É Preocupante porque os acontecimentos das décadas mais recentes dão coerência a estas palavras. Já começa a ser geralmente aceite a ideia de que os governantes eleitos democraticamente não dispõem do poder real, sendo condicionados por poderosos não eleitos que são os reais detentores do poder mundial.
Estamos a entrar numa fase da vida da Humanidade que poderá ultrapassar todas as expectativas, tal a complexidade do sistema do controlo absoluto que se auto-regenera em espiral de sofisticação.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Preparar um futuro melhor
Há século e meio, um filósofo genial apresentou conceitos que, embora há muito tempo definidos na Bíblia, andavam esquecidos, pois a ganância, a ambição e o culto do vil metal tinham conduzido o mundo mais rico para uma atroz desigualdade e injustiça social. Mas as palavras de Karl Marx não foram devidamente aproveitadas e deram lugar a explorações e injustiças de índole diferente da existente mas não menos graves para as pessoas em geral.
No entanto, as suas ideias já fizeram a sua época e dificilmente seriam hoje aplicáveis às realidades que preocupam a maioria dos seres humanos. Haverá, pois, que equacionar o problema actual e procurar para ele a melhor solução.
Sendo a vida um caminho com bifurcações de metro a metro, e sendo necessário fazer escolhas a cada momento, optando entre duas ou mais vias, há que saber e utilizar uma metodologia de preparação das decisões semelhante à indicada em Pensar antes de decidir.
Sugere-se, pede-se, a qualquer cidadão com vontade de contribuir para um futuro melhor de Portugal e do Mundo e que deseje usar de isenção, independência e apartidarismo, que desenvolva um esforço de meditação sobre o assunto com vista a encontrar soluções, de onde sairá a melhor, para uma estrutura político-social e económico-financeira, que torne a vida mais justa e eficiente, para felicidade de todos, com maior igualdade de oportunidades e justiça na distribuição dos resultados de toda a actividade e subordinação das ambições materiais a uma escala de valores morais aceites universalmente. Enfim, precisam-se os filósofos da Nova Era.
A economia não pode ser dominada por bancos e grandes empresas que se vangloriam de lucros fabulosos, mas que pagam mal aos trabalhadores, exploram os clientes, não respeitam os fornecedores, nada fazem pela sociedade através de mecenato e usam os mais variados estratagemas para fugir ao fisco.. Não deve ser esquecido que uma empresa é fruto do capital investido, da função administração e do trabalho, pelo que o resultado não pode passar ao lado dos trabalhadores, mas ser distribuído de forma equitativa e equilibrada por todos os factores de produção.
Este apelo dificilmente pode ser atendido pelos opinadores que frequentemente surgem no pequeno ecrã, ou porque estão amarrados aos interesses partidários de que recitam os slogans ou submetidos aos patrões que servem como «administradores» ou «consultores» ou a potenciais fornecedores de «tachos». Uns e outros servem-se de argumentos e alegações, muitas vezes opostos aos seus comportamentos habituais, apenas porque pretendem confundir as ideias aos cidadãos menos esclarecidos levando-os a dar o voto a quem deles abusa sem o mínimo rebuço.
O esclarecimento deve ser leal e eficiente para congregar a vontade de todos, pois a democracia é obra de todos e para todos. Sem espíritos abertos e bem informados, ninguém pode votar conscientemente e, por isso, a democracia mirra e extingue-se, deixando em seu lugar regimes autoritários, autocráticos, mesmo ditatoriais, em que o abuso do poder, a corrupção e o enriquecimento ilegítimo proliferam sem controlo nem punição.
A maior parte dos 3.251 posts publicados neste blog poderão ter utilidade para o estudo que se propõe. De entre eles citam-se, por exemplo os que se referem à criação de um decálogo ou código de bem governar, e os que realçam a necessidade de moralização e ética na gestão das coisas públicas.
Os cidadãos desfavorecidos e explorados por sucessivos governos ficarão gratos a quem deitar mãos à obra para esboçar as linhas mestras da vida colectiva no futuro que se aproxima.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Europa ou muda ou terá revolução
Mário Soares alerta Se a Europa não muda, terá de haver uma revolução, o que nada tem de novidade para os leitores deste espaço, onde por várias vezes tem sido lançado tal aviso aos políticos, com a intenção de serem implementadas mudanças tendentes a restabelecer a ordem, a paz e a confiança do povo (dos 90% do povo) que vive em piores condições e que é o mais sacrificado pelas crises criadas pelos mais beneficiados pela «legalidade» existente.
É comummente aceite que todo o ser vivo, toda a actividade humana, estão sujeitos a mudanças e as da humanidade têm pouco de espontâneo, pois são, em grande parte resultado de atitude e de comportamentos, nem sempre bem pensados.
A crise actual demonstra que qualquer decisão exige uma preparação prévia, exige que se Pense antes de decidir. Sem uma perfeita análise do problema que é preciso resolver, este além de não ter a melhor solução, causa danos e perdas de recursos de que o tempo não é despiciendo.
Para que a solução das mudanças sociais não venham a ser obtidas por revolução, tem que ser bem preparada uma evolução eficaz e pacífica. É precisa uma mudança adequada e bem analisada.
Ao ler as palavras de Mário Soares surgem pontos de meditação e dúvidas sobre o real significado das sugestões que aparecem pelos jornais., Qual é a direcção de mudança que é considerada mais benéfica para os europeus e para o mundo? Que tipo de revolução prevê Mário Soares? Como evita os habituais estragos em património e vidas humanas, característicos das revoluções? Qual a estrutura de governo, de relações internacionais, de sistema financeiro, que prevê para depois do dia da revolução? Como encara a hipóteses da «ditadura Merkozy»?
Para o esclarecimento das realidades actuais com vista a dar o passo em frente, para a mudança para uma NOVA ERA, não podemos usar linguagem hermética e ilusória, como a argumentação usada por alguns «pensadores» baseada na «legalidade». Ora, a legalidade não passa de uma artificialidade criada pelos políticos para satisfazerem os seus intuitos pessoais e de «bando» de ambição e poder financeiro. Há que preparar uma rotura de regime e de mentalidades dos governantes e isso tem que contrariar a legalidade vigente. Sem tal ilegalidade o mundo não evolui tanto quanto o desejável.
O povo merece mais do que a triste realidade que o explora e oprime. O regime impõe a escolha entre listas que contêm nomes que não são conhecidos da maioria dos eleitores, mas estes acabam por votar numa delas, levados por promessas mentirosas ou sem a suficiente credibilidade.
Depois, aceita a desgraça embora tenha a convicção de que, 4 anos depois, será o caos, o qual fica para martírio dos seus filho e netos. Seria mais honesto, coerente e corajoso que não se adiasse o caos para quem vier a seguir. Porque não se arrisca o caos agora mesmo? Porque não se elimina um dos mentirosos, já, para levar os outros a serem mais sérios e prudentes, dedicando-se mais às suas tarefas, para bem dos cidadãos? Se a eliminação desse não for suficiente para moralizar os restantes, aplica-se a mesma receita a outro... e assim sucessivamente até a governação ser feita para os cidadãos comuns e não para os do poleiro contra os interesses nacionais. Quanto mais tarde for aplicada a terapia maior o risco de o doente se tornar incurável e morrer da pior forma.
Porém, para evitar a revolução a que se refere Mário Soares, e este mau (mas justo) destino dos políticos actuais, está na mão destes fazer a reforma indispensável das suas mentalidades. Têm que se convencer seriamente de que a sua tarefa não pode continuar a ter como principal objectivo o seu enriquecimento ilícito à custa do povo, nem pelo processo do bando do BPN, nem com as conivências da Face Oculta, ou do IPO/Lima/Isaltino...
Como a Humanidade se regozijaria se os actuais poderes procedessem já à moralização do regime, à reforma pacífica do sistema. Com essa solução evitar-se-iam os graves prejuízos de uma mudança violenta. No caso do Egipto, passado quase um ano após o «sucesso» da revolta popular, ainda não foi ultrapassada a crise, o seu PREC ainda dura, o povo ainda não está a colher benefícios do golpe.
A nível Europeu e Mundial, a reforma dos sistemas que ocasionaram a crise actual é indispensável e inadiável. Mas tem que ser muito bem pensada e preparada, não com base na legalidade vigente, mas numa moralidade que tenha as pessoas como objectivo. Não convém que seja imposta por um teórico distante do mundo real, mas também não se pode esperar que seja apoiada pela generalidade dos políticos actuais, porque a esses não interessa mudar os vícios e as manhas que os tornaram ricos por efeito de varinhas mágicas e truques inconfessados. Ninguém mata a galinha dos ovos de ouro!
Na Europa, dado o entendimento Merkel- Sarkozy, está adiado o perigo que ocasionou as duas guerras mundiais, devidas a problemas entre os seus dois Estados, mas se encarassem uma solução para uma NOVA ERA, tendo em vista a Paz e o desenvolvimento dos mais carenciados, reduzindo o fosso entre os G20 e os P20 (países mais pobres e mais pequenos), poderiam estar no bom caminho para a felicidade das gerações do porvir. Mas trata-se de um duo que inspira pouca confiança aos restantes Estados da EU, pelo que, sem precipitação mas com espírito construtivo deve procurar-se um consenso sensato entre os membros da União, com a preocupação permanente de melhorar a vida dos cidadãos, o que deve ser mais importante e permanente do que os frios números da dívida actual.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
A Nova Era já chegou
Há realmente coincidências, ou acasos felizes. Depois do post «Já estamos na Nova Era» , que fez meditar muitos leitores, recebi agora por e-mail o seguinte texto muito interessante que deixo para os amigos apreciarem. Nada é imutável na Natureza e devemos estar preparados para a revolução e, na medida do possível, colaborarmos adaptando-nos às mudanças.
Caro João: Descobri você, meio por acaso, aqui no Google, e achei que podia enviar-lhe este texto (Sérias coincidências, resumo de conversas com rapaziada de faculdades aqui no Rio). Vê aí o que você acha. Sou arquiteto e professor universitário aqui no Rio de Janeiro e percebi que temos preocupações semelhantes. Grande abraço! Mauro.
Sérias coincidências.
Não deixa de ser curioso notar estas coincidências na história do desenvolvimento da Raça Humana através dos tempos, com as situações que estão ocorrendo agora, nestes momentos de transição. Planetária? Humana? Dimensional? Tudo junto?
Como informam os pesquisadores, arqueólogos, historiadores, há 2 milhões de anos os seres humanos iniciais viviam principalmente na África centro-oriental em regiões que hoje são o Quênia, Tanzânia, Etiópia. Vejam só: o Quênia, justamente a terra de origem deste novo e surpreendente ser humano tornado presidente da mais poderosa, fascinante e terrível nação do planeta, situada no chamado “Novo Mundo” da época dos descobrimentos. Este novo mundo, do qual fazemos parte os americanos do norte, sul, e do centro, foi percebido pelos europeus e demais povos ao mesmo tempo em que se começou a entender a Terra como um corpo esférico, flutuando no cosmos, girando em torno de si mesma e do Sol.
Uma transição dimensional, - A Terra não era só uma superfície de tamanho não sabido, a Terra é um volume de tamanho definido, e recursos limitados, uma forma tridimensional, não uma superfície bidimensional infinita como pensava de maneira geral a humanidade pré-renascentista.
A consciência desta mudança de percepção dimensional do espaço planetário levou uma tremenda desarrumação às leis, aos poderes, aos ensinamentos, aos conhecimentos, convicções e atitudes aceitos e oficiais daquele tempo. Galileu, para evitar a fogueira, teve que negar o que havia descoberto, os importantes avanços no conhecimento científico daquele período de transição.
Quase 400 anos depois veio a ser absolvido, ou perdoado, pelo Papa João Paulo II, no final do século XX.
Voltando aos tempos ancestrais, sabemos que a humanidade foi saindo do nomadismo, da caça e pesca pela sobrevivência, à medida que foi se entendendo com a Terra e as estações, e como indica Alvin Toffler, deu início à primeira onda civilizatória: a agricultura. Descobriu que podia alimentar-se sem precisar estar em constante movimento atrás da comida. Surgiram então as primeiras cidades do mundo: Ur, Uridur, Babilônia, e outras na região chamada Mesopotâmia, o fértil terreno entre os rios Tigre e Eufrates, justamente onde se situa o atual Iraque. O início da civilização urbana que resultou em nós mesmos, é exatamente onde os atuais trogloditas, os Bushs, os Cheneys, estão querendo acabar com ela, em pleno século XXI. A chegada de um representante do Quênia, início da formação da raça humana, derrubando os trogloditas do império industrial-militar que praticam destruir os lugares onde surgiram as civilizações, parece um recado. Principalmente agora, quando se percebe que a crise civilizatória deste tempo especial que estamos vivendo não é só um impasse econômico, financeiro, religioso ou de raças, isto tudo é conseqüência. Trata-se de uma crise ética civilizatória. A consciência do ser humano posta em cheque.
Ética vem do grego Ethos. Ethos significa morada. A percepção demorou, mas está se dando agora, quando a Raça Humana pela primeira vez penetrou o espaço sideral: o que estamos fazendo, conosco mesmos e com a nossa morada cósmica, o planeta Terra?
Um Galileu de agora, o cientista Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade já informou de outra mudança da percepção dimensional: o espaço-tempo, assim chamada por ele a quarta dimensão do espaço. Percorrer o espaço viaja-se no tempo?
Felizmente ninguém se lembrou de botar o Einstein na fogueira, mas estão botando fogo no mundo. Estas mudanças são radicais.
Preparemo-nos. Urge uma nova civilização necessariamente fundada na ética. Já imaginaram no que pode dar isto?
Mauro Halfeld dos Guaranys
Arquiteto-urbanista / Professor Universitário
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domingo, 11 de janeiro de 2009
Mais sinais da sociedade em mudança
Depois dos posts «A sociedade está em mudança» e «Uma nova sociedade está a nascer», vão surgindo mais sinais da sociedade em mudança, mais visíveis no cumprimento da promessa do Ministério Público de que vai lutar contra as imunidades abusivas dos homens do Poder económico, de influência, político, autárquico, etc. e a respectiva impunidade.
As notícias « Dois arquitectos da câmara acusados de abuso de poder» e «Ministério Público investiga Banco Popular» são um sinal muito positivo. E Constituem estímulo para os cidadãos esclarecidos perderem o receio de denunciar tudo o que encontrarem errado nas instituições e empresas públicas e nas empresas menos escrupulosos que lesam os interesses dos clientes. Dessa forma, o cidadão colabora na limpeza do lixo que existe no País e que está impedindo o seu desenvolvimento material e moral ao ritmo dos seus parceiros europeus e está dificultando a vida digna dos nossos descendentes, os futuros cidadãos responsáveis pelo nosso rectângulo do extremo Oeste do continente euro-asiático e que não queremos ver no extremo final da escala de valores dos Estados mais desenvolvidos.
Do Sr. PGR os portugueses esperam que não esmoreça na continuação do cumprimento das suas promessas e que não os desiluda. O povo tem falta de confiança nos políticos, tal como eles mostram não confiar uns nos outros, e quando depara com um alto responsável que lhes desperta respeito e consideração depositam nele todas as suas esperanças de salvação nacional. É certo o Sr PGR que não pode fazer milagres, mas não deixe de fazer tudo o que esteja ao seu alcance, para bem de Portugal, isto é, dos portugueses.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Uma nova sociedade está a nascer
Os posts «Já estamos na nova Era» e «A sociedade está em mudança» originaram comentários, quer directamente no blogue quer por e-mail, que variaram desde o receio do termo ’revolução’ até à esperança optimista de uma purificação dos comportamentos que tragam uma vida mais pura, honesta e digna, aos vindouros.
Embora compreenda o tradicional receio de muita gente a qualquer perspectiva de mudança, temendo o pior, ou apenas pelo esforço de adaptação a novas maneiras de viver, tenho grande esperança de que a inteligência colectiva funcione no melhor sentido. Poderá não ser visível já, para a maioria das pessoas, mas dentro em pouco teremos sinais iniludíveis da boa mudança. E os mais atentos já os encontram na vida colectiva.
Com efeito, são bons sinais os seguintes:
O post «A convergência (união) faz a força» que se baseia no almoço-reunião do Presidente eleito dos EUA, com o actual ainda em exercício, e com os anteriores, independentemente dos respectivos partidos de origem, é um sinal de abertura, de democracia, no melhor sentido do seu significado original. Estando acima de tudo a defesa dos interesses do Estado, não deve haver cores a separar os esforços das pessoas que, pelo seu saber e experiência, melhor podem influenciar as soluções. A união, a convergência de esforços, é imprescindível, porque gera força, aumenta a eficácia.
Por cá, também se notam alterações nomeadamente no esforço para reduzir as imunidades mal interpretadas e abusivamente aproveitadas, diminuir os casos de impunidade, embora sejam frequentes as lamentações do mau funcionamento da justiça em vários aspectos, por deficiência das leis e acomodação dos juízes. Mas mesmo assim, também aí se notam sinais da evolução da sociedade, como indicam as notícias: «Governador investigado por acumulação de funções», «Câmara em risco de perder mais de metade dos eleitos». O Tribunal de Contas cuja actividade meritória tem pouca divulgação e desperta pouca atenção à vulgaridade da população é motivo das notícias «Tribunal de Contas chumba dois primeiros anos de Santana em Lisboa» e «Dívidas aumentaram com Santana Lopes». Também as finanças estão a apontar os óculos para os gestores públicos, até agora imunes e impunes, como mostra a notícia «Gestores públicos locais na mira da Inspecção-Geral das Finanças». O caso da Gebalis, muito falado há poucos dias, bem como a casa social da Câmara de Lisboa ocupada por Isabel Soares durante quase duas décadas também são casos sintomáticos.
E, se Portugal não souber ou não quiser sanear os seus processos de gestão dos dinheiros públicos, a União Europeia mostra-se atenta como se deduz da notícia «Ajuste directo nas obras públicas é um risco e vai irritar Bruxelas»
Enfim, há vários indícios de que os posts atrás referidos não são tão utópicos como alguns pensam. O mundo vai melhorar para as novas gerações e estas, como as principais beneficiadas, mostram estar atentas e interessadas na recuperação de valores que ultimamente têm sido desprezados e deram lugar à competição selvagem a ver quem enriquece mais depressa e mais habilidosamente.
É preciso que as vozes que são ouvidas e, portanto, os blogs, apontem de forma estimulante os sinais positivos que vão surgindo. Dessa forma, o percurso será mais curto por o progresso ser mais rápido.
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Etiquetas: mais ética, menos impunidade, Nova Era
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A sociedade está em mudança
Ao analisar-se vários comportamentos de pessoas públicas, com maior visibilidade na Comunicação Social, nomeadamente de políticos que foram «bafejados» por enriquecimento rápido, na gestão de empresas públicas ou privadas com negócios com o Estado, é-se tentado a concluir que o dinheiro é o farol dessa gente ao qual tudo subordina. A sociedade em geral tem evidenciado que os valores éticos e morais têm sido postergados e dado lugar ao dinheiro e a tudo o que com ele se relacione.
Mas, felizmente, surgem no horizonte sinais de mudança com a esperança de que a juventude (que alguns dizem ser rasca) está a ver a miséria moral da vida da geração dos seus pais e pretende dar uma volta para a recuperação de valores que eram válidos e respeitados nos tempos da geração dos seus avós.
Há dias, foi aqui publicado o post «Já estamos na nova Era», que mostra existirem sinais de alterações que irão ser profundas e que irão muito além das tecnologias, indo ao âmago das convicções e dos comportamentos sociais. Poderá ser um remédio para o stress moderno, a vida em correria sem sentido racional, em que as pessoas se esfalfam para ganhar mais dinheiro e o esbanjam em actividades de ostentação que, em vez de criarem descontracção e felicidade, ainda aumentam mais a obsessão de dilatar a riqueza material. É o culto do TER em prejuízo do SER.
Muitas vozes se levantam a denunciar este estado de loucura e, felizmente, já estão a aparecer sinais muito positivos de que os jovens estão atentos à irracionalidade da vida actual, pensam e condenam os males existentes, concluindo que são eles os responsáveis pela vida de amanhã, a qual eles desejam ser melhor do que a de hoje. E deitam mãos à obra.
Escrevo isto, com convicção, com esperança na capacidade da juventude, como aqui já referi muitas vezes enfatizando os poucos mas significativos exemplos de valor. Hoje o artigo do DN «Alunos do superior põem carreira aliciante à frente do vencimento» diz que, num inquérito a alunos do Ensino Superior, 41,4% dos 11 639 alunos inquiridos apontam como determinante para a prossecução dos estudos o propósito de adquirir conhecimentos que permitam uma carreira aliciante, enquanto apenas 8,4% o fazem apenas para conseguir emprego com um bom salário. É gratificante para quem alimenta esta esperança verificar serem aspectos morais de bem-estar e felicidade os principais factores na decisão de quem ingressa nas universidades e institutos politécnicos.
Oxalá estas conclusões do primeiro estudo sobre a Avaliação Nacional da Satisfação dos Estudantes do Ensino Superior desenvolvido em Portugal venham a corresponder inteiramente a uma reabilitação de valores que têm sido ignorados por aqueles que arrastaram o mundo para a actual crise financeira e para a falência de inúmeras empresas que deixaram milhares de desempregados.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Já estamos na nova Era
Um texto recebido por e-mail e que merece ser meditado, olhando à nossa volta para confirmar estes sinais da «revolução» que está em marcha. O texto deve ter sido escrito antes da baixa do petróleo, mas, apesar disso, não perde actualidade no raciocínio.
Uma nova Era já começou!
por Carlos_Lacerda
Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era, já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta que, há cerca de 3 meses, começou a Revolução! Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução "a sério" e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar. Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 3 ou 4 meses, começaram a dar-se alterações profundas, e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses… E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
… tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.
Estamos a viver uma transformação radical, tanto ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou!
Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos "10 factores":
1º- A Crise Financeira Mundial: desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se "bancarrota") e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: "emprestado virtualmente à taxa zero") montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A Crise do Petróleo: Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar. Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de… 50% (leu bem: cinquenta por cento). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: basta lembrar que por, exemplo, toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo, em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses! Acabaram as viagens de avião baratas (…e as férias massivas!), a inflação controlada, etc…
3º- A Contracção da Mobilidade: fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.
4º- A Imigração: a Europa absorveu nos últimos 4 anos cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média: quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a "varrer" o Velho Continente! Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A Europa Morreu: embora ainda estejam a projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num "caldo" de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na "Europa", nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O "Requiem" pela Europa e dos "seus valores" foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A China ao assalto! Contou-me um profissional do sector: a construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade em satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios… da China. O gigante asiático vai agora "atacar" o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke…). Foram apresentados, há dias, no mais importante Salão Automóvel mundial, os novos carros chineses. Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia…helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A Crise do Edifício Social: As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum…
9º- O Ressurgir da Rússia/Índia: para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica: nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!
Eis pois, a Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de "vezes" e, no fim, têm um sinal de "igual". Mas o resultado é ainda desconhecido e… imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis, com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Contrariamente a um comentador que muito estimo pelo seu brilho e inteligência (Carlos Magno, programa "Contraditório" da "Antena 1", 13 de Junho) eu não acho que o Mundo está "a entrar num crepúsculo" (sic).
Espera-nos o Novo! Como em todas as Revoluções!
Um conselho final: é importante estar aberto e dentro do Novo, visionando e desfrutando das suas potencialidades! Da Revolução! Ir em frente! Sem medo!
Afinal, depois de cada Revolução, o Mundo sempre mudou para melhor!...
Publicada por
A. João Soares
à(s)
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Etiquetas: mundo novo, Nova Era, revolução
sábado, 6 de setembro de 2008
Entrada na Nova Era
De autor desconhecido, recebido por e-mail
Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta e ainda não percebemos que a Revolução, uma nova Era já começou!
As pessoas andam um bocado distraídas! Não deram conta de que há uns meses começou a Revolução!
Não! Não me refiro a nenhuma figura de estilo, nem escrevo em sentido figurado! Falo mesmo da Revolução 'a sério' e em curso, que estamos a viver, mas da qual andamos distraídos (desprevenidos) e não demos conta do que vai implicar.
Mas falo, seguramente, duma Revolução!
De facto, há cerca de 10 ou 12 meses começaram a dar-se alterações profundas e de nível global, em 10 dos principais factores que sustentam a sociedade actual. Num processo rápido e radical, que resultará em algo novo, diferente e porventura traumático, com resultados visíveis dentro de 6 a 12 meses. E que irá mudar as nossas sociedades e a nossa forma de vida nos próximos 15 ou 25 anos!
Tal como ocorreu noutros períodos da história recente: no status político-industrial saído da Europa do pós-guerra, nas alterações induzidas pelo Vietname/ Woodstock/ Maio de 68 (além e aquém Atlântico), ou na crise do petróleo de 73.
Estamos a viver uma transformação radical, tão ou mais profunda do que qualquer uma destas! Está a acontecer na nossa rua e à nossa volta, e ainda não percebemos que a Revolução já começou! Façamos um rápido balanço da mudança, e do que está a acontecer aos'10 factores':
1º- A Crise Financeira Mundial:
Desde há 8 meses que o Sistema Financeiro Mundial está à beira do colapso (leia-se 'bancarrota') e só se tem aguentado porque os 4 grandes Bancos Centrais mundiais - a FED, o BCE, o Banco do Japão e o Tesouro Britânico - têm injectado (eufemismo que quer dizer: 'emprestado virtualmente à taxa zero') montantes astronómicos e inimagináveis no Sistema Bancário Mundial, sem o qual este já teria ruído como um castelo de cartas. Ainda ninguém sabe o que virá, ou como irá acabar esta história !...
2º- A Crise do Petróleo:
Desde há 6 meses que o petróleo entrou na espiral de preços. Não há a mínima ideia/teoria de como irá terminar.
Duas coisas são porém claras: primeiro, o petróleo jamais voltará aos níveis de 2007 (ou seja, a alta de preço é adquirida e definitiva, devido à visão estratégica da China e da Índia que o compram e amealham!) e começarão rapidamente a fazer sentir-se os efeitos dos custos de energia, de transportes, de serviços. Por exemplo, quem utiliza frequentemente o avião, assistiu há 2 semanas a uma subida no preço dos bilhetes de 50% (leu bem: cinquenta por cento) (!!!). É escusado referir as enormes implicações sociais deste factor: Basta lembrar que, por exemplo, toda a indústria de férias e turismo de massas para as classes médias (que, por exemplo em Portugal ou Espanha representa 15% do PIB) irá virtualmente desaparecer em 12 meses!
Acabaram as viagens de avião baratas (e as férias massivas!), a inflação controlada, etc.
3º- A Contracção da Mobilidade:
Fortemente afectados pelos preços do petróleo, os transportes de mercadorias irão sofrer contracção profunda e as trocas físicas comerciais (que sempre implicam transporte) irão sofrer fortíssima retracção, com as óbvias consequências nas indústrias a montante e na interpenetração económica mundial.
4º- A Imigração:
A Europa absorveu, nos últimos 4 anos, cerca de 40 milhões de imigrantes, que buscam melhores condições de vida e formação, num movimento incessante e anacrónico (os imigrantes são precisos para fazer os trabalhos não rentáveis, mas mudam radicalmente a composição social de países-chave como a Alemanha, a Espanha, a Inglaterra ou a Itália). Este movimento irá previsivelmente manter-se nos próximos 5 ou 6 anos! A Europa terá em breve mais de 85 milhões de imigrantes que lutarão pelo poder e melhor estatuto sócio-económico (até agora, vivemos nós em ascensão e com direitos à custa das matérias-primas e da pobreza deles)!
5º- A Destruição da Classe Média:
Quem tem oportunidade de circular um pouco pela Europa apercebe-se que o movimento de destruição das classes médias (que julgávamos estar apenas a acontecer em Portugal e à custa deste governo) está de facto a 'varrer' o Velho Continente!
Em Espanha, na Holanda, na Inglaterra ou mesmo em França, os problemas das classes médias são comuns e (descontados alguns matizes e diferente gradação) as pessoas estão endividadas, a perder rendimentos, a perder força social e capacidade de intervenção.
6º- A Europa Morreu:
Embora ainda estejam a projectar o cerimonial do enterro, todos os Euro-Políticos perceberam que a Europa moribunda já não tem projecto, já não tem razão de ser, que já não tem liderança e que já não consegue definir quaisquer objectivos num 'caldo' de 27 países com poucos ou nenhuns traços comuns!... Já nenhum Cidadão Europeu acredita na 'Europa', nem dela espera coisa importante para a sua vida ou o seu futuro! O 'Requiem' pela Europa e dos 'seus valores' foi chão que deu uvas: deu-se há dias na Irlanda!
7º- A China ao assalto!
Contou-me um profissional do sector: A construção naval ao nível mundial comunicou aos interessados a incapacidade de satisfazer entregas de barcos nos próximos 2 anos, porque TODOS os estaleiros navais do Mundo têm TODA a sua capacidade de construção ocupada por encomendas de navios da China. O gigante asiático vai agora 'atacar' o coração da Indústria europeia e americana (até aqui foi just a joke.).
Foram apresentados há dias no mais importante Salão Automóvel mundial os novos carros chineses.
Desenhados por notáveis gabinetes europeus e americanos, Giuggiaro e Pininfarina incluídos, os novos carros chineses são soberbos, réplicas perfeitas de BMWs e de Mercedes (eu já os vi!) e vão chegar à Europa entre os 8.000 e os 19.000 euros! E quando falamos de Indústria Automóvel ou Aeroespacial europeia, helás! Estamos a falar de centenas de milhar de postos de trabalhos e do maior motor económico, financeiro e tecnológico da nossa sociedade. À beira desta ameaça, a crise do têxtil foi uma brincadeira de crianças! (Os chineses estão estrategicamente em todos os cantos do mundo a escoar todo o tipo de produtos da China, que está a qualificá-los cada vez mais).
8º- A Crise do Edifício Social:
As sociedades ocidentais terminaram com o paradigma da sociedade baseada na célula familiar! As pessoas já não se casam, as famílias tradicionais desfazem-se a um ritmo alucinante, as novas gerações não querem laços de projecto comum, os jovens não querem compromissos, dificultando a criação de um espírito de estratégias e actuação comum.
9º- O Ressurgir da Rússia/Índia:
Para os menos atentos: a Rússia e a Índia estão a evoluir tecnológica, social e economicamente a uma velocidade estonteante! Com fortes lideranças e ambições estratégicas, em 5 anos ultrapassarão a Alemanha!
10º- A Revolução Tecnológica:
Nos últimos meses o salto dado pela revolução tecnológica (incluindo a biotecnologia, a energia, as comunicações, a nano tecnologia e a integração tecnológica) suplantou tudo o previsto e processou-se a um ritmo 9 vezes superior à média dos últimos 5 anos!
Eis pois, a Revolução!
Tal como numa conta de multiplicar, estes dez factores estão ligados por um sinal de 'vezes' e, no fim, têm um sinal de 'igual'.
Mas o resultado é ainda desconhecido e imprevisível. Uma coisa é certa: as nossas vidas vão mudar radicalmente nos próximos 12 meses e as mudanças marcar-nos-ão (permanecerão) nos próximos 10 ou 20 anos, forçando-nos a ter carreiras profissionais instáveis com muito menos promoções e apoios financeiros, a ter estilos de vida mais modestos, recreativos e ecológicos.
Contrariamente a um comentador muito estimado pelo seu brilho e inteligência (Carlos Magno, programa 'Contraditório' da 'Antena 1', 13 de Junho) eu não acho que o Mundo está 'a entrar num crepúsculo' (sic).
Espera-nos o Novo!...Como em todas as Revoluções!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Ensino da ignorância
Transcrevo o conteúdo de um e-mail recebido da amiga Manuela, já conhecida de quem costuma visitar este espaço, em que consta um artigo do Professor catedrático Manuel Gonçalves da Silva, um comentário de Manuela e um seu apontamento sobre o Movimento Nova Era. Penso que ninguém parará a meio da leitura destes três textos, que enriquecem este espaço e pelos quais aqui endosso os meus agradecimentos a esta nossa amiga.
A fascinante tese do ensino da ignorância
Em Dezembro, o estudo da OCDE afirmava: os alunos portugueses de 15 anos estão abaixo da média entre 57 países a Ciências, Matemática e Leitura. Este facto gerou mais um conceito 'eduquês' de um secretário de Estado que disse à TV qualquer coisa do tipo 'Os alunos são ignorantes porque são reprovados' já que os resultados se devem em larga medida às elevadas taxas de retenção. Tão irresponsável doutrina dá crédito a uma curiosa tese da qual se pincelam os traços principais abaixo.
Humanidade supra-numerária
A correspondência entre 'progresso da ignorância' e declínio da inteligência crítica é evidente, como o é a necessidade de competência linguística elementar para o exercício do juízo crítico. Isto assente, porque se aprofunda e tolera a iliteracia que o quotidiano e estudos demonstram?
Michéa atribui-a à implantação da Escola do Poder Transnacional assente em reformas perversamente justificadas pela 'democratização do ensino' e 'adaptação ao mundo moderno'. Ilustra a teoria com reunião de 'quinhentos homens políticos, líderes económicos e científicos de primeiro plano', em S. Francisco, que concluiu que 'no século XXI, dois décimos da população activa serão suficientes para manter a actividade da economia mundial', pondo a questão: como manter a governabilidade dos oitenta por cento da humanidade supra-numerária?
A solução mais razoável lá defendida é do conhecido Z.Brzezinsky: 'criando 'cocktail' de diversão embrutecedora e alimentação suficiente que permita manter o humor dessa população'. Este cínico objectivo implicaria reconfigurar o sistema educativo do modo que se passa a sintetizar e se vem assistindo.
Excelência para poucos
Primeiro, há que manter um selectivo sector de excelência que forme as elites científicas e de gestão, enformado pelo modelo da escola clássica, criador de espírito crítico.
No escalão seguinte, ensinam-se competências técnicas com semi-vida estimada de dez anos e ligadas a tecnologias efémeras. Competências descartáveis quando as tecnologias são superadas e cuja aprendizagem não exige autonomia, nem criatividade e, no limite, pode ser feita em casa, frente ao computador. Ajustada ao ensino multimédia à distância proporciona negócio às grandes firmas e torna dispensáveis milhares de professores, sonho economicista e político dos meios do poder.
Ignorância para muitos
Resta o escalão dos supra-numerários (com emprego precário e flexível) que, 'jamais constituirão um mercado rentável' e a quem 'a transmissão de saberes críticos e mesmo de comportamento cívicos e o encorajamento à rectidão e à honestidade' é indesejável. A esses se destina a escola dos grandes números, a escola que deve ensinar a ignorância coerente com Brzezinsky. É a escola que produz ignorantes diplomados, incapazes de compreender um texto, ou serem proficientes em matemática. O ensino da ignorância é objectivo ao qual os professores tradicionais, apesar de excepções, se ajustam mal o que implica a sua reeducação por neo-especialistas em ciências da educação.
Estes peritos têm por missão impor condições de 'dissolução da lógica' no Ensino, real revolução cultural porque, até recentemente, 'toda a gente pensava com um mínimo de lógica, com a notável excepção dos cretinos e dos militantes'. Os professores tornar-se-ão animadores de actividades transversais e assistentes psicológicos. A escola será um espaço acrítico, um local de animação (Thanksgiving, Halloween…) confiada a associações de pais, aberto a todas as mercadorias tecnológicas ou culturais.
Fascinante e preocupante!
Difícil acreditar que haja esta estratégia capitalista específica, mas as mesmas consequências resultam de políticas incompetentes e do deslumbramento estrangeirado que assolam o país. É imperativo de cidadania reverter decisões e políticas que alicerçam um Ensino da Ignorância que converta 80% dos portugueses em supra numerários embrutecidos de uma UE, ela própria, ameaçada pelo mesmo mal.
____
Manuel Gonçalves da Silva, Professor Catedrático da
Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL In Diário Económico
Comentário meu:
Haverá entre os meus contactos alguém que não concorde? Talvez alguns andem um pouco distraídos, legitimamente preocupados com o seu quotidiano de sobrevivência, mas se quiserem saber mais, pesquisem sobre os nomes que são referidos no artigo (ou sigam os links) e depois decidam o que pensar!
Uns tópicos para começar:
1) Estes "dois décimos da população activa, suficientes para manter a actividade da economia mundial" farão parte do Clube Bildelberg? Eu, simples habitante deste mundinho, não faço certamente. Trabalho e pago para viver!
2) Este 'cocktail' de diversão embrutecedora e alimentação suficiente que permita ‘manter o humor da população', será uma referência aos nossos medias, sobretudo TV?
3) Fazemos parte do "selectivíssimo" sector de excelência formadora de gestores "Nova Era" ou reconhecemo-nos como fazendo parte do tal escalão "semi-vida" efémero, acéfalo e "programado"?
4) Teremos de ser "reeducados por neo-especialistas em ciências da educação"?
(Pela minha parte, acho que sim porque, por teimosia minha, não me adaptei ainda a ensinar ignorância e talvez porque não tenha nascido com competências acríticas.)
Só mais uns textos para poupar trabalhos de pesquisa: (Siga o link)
http://domirante.blogspot.com/2008/04/comisso-trilateral.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Bilderberg
Este ano, 2008, participaram na reunião anual os portugueses António Costa (PS), presidente da Câmara de Lisboa, e Rui Rio (PSD), presidente da Câmara do Porto…
E..só mais este que achei interessante
Movimento Nova Era
As raízes do Movimento Nova Era têm origem na Sociedade Teosófica em 1875, em Nova York. Uma das doutrinas básicas da teosofia ensina que todas as religiões têm "verdades comuns", as quais transcendem todas as diferenças. Os adeptos da Sociedade Teosófica acreditavam na existência de "mestres", os quais seriam seres espirituais ou homens especialmente favorecidos pelo destino e que tinham "evoluído" mais do que os outros, isto é, os que se tinham tornado especialmente "iluminados". (…)
A Revelação ao público, conforme ordens secretas, o movimento deveria permanecer completamente clandestino até 1975. A partir daquele ano, a ordem era de se trazer à luz do público o "Plano" para a "Nova Ordem Mundial" e as suas características. Agora as doutrinas da "Nova Era" deveriam ser divulgadas mundialmente, usando-se todos os meios de comunicação disponíveis. E foi exactamente isto o que aconteceu.
Os programas dos grupos Nova Era, que à primeira vista defendem um estilo de vida saudável, foram aceites na economia e em todas as camadas sociais. Eles contêm, normalmente, os seguintes itens, os quais, no fundo, são diversas formas de técnicas orientais de ocultismo: meditação (ioga e terapias de relaxamento), hipnose, cura psíquica (visualização e "pensamento positivo"). Estas duas últimas partem da hipótese de que o homem converte em vida o que ele pensa, isto é, que o subconsciente transforma em realidade os nossos pensamentos e desejos. Especialmente o "pensamento positivo" é frequentemente praticado e até mesmo baseado em versículos bíblicos e denominado como "fé", apesar de premissa anti-bíblica de que a força básica de qualquer homem seja boa. (…)
A Filosofia da Nova Era
O objectivo da filosofia Nova Era é reconciliar todos os opostos: a ciência e o ocultismo são colocados no mesmo nível, todos os valores éticos desmoronam-se, o bem e o mal já não existem. Tudo é uma coisa só. Deste ponto de vista, entende-se também a tendência à síntese das religiões. (…)
Os objectivos e planos do Movimento Nova Era
O "Plano"consiste no estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial, de um Novo Governo Mundial e de uma Nova Religião Mundial. O objectivo político principal do movimento é o domínio do mundo: "A dissolução ou destruição de nações individuais, no interesse da paz e da conservação da humanidade", é propagada abertamente.
No caminho para o domínio do mundo são fixados numerosos objectivos intermediários (políticos, sociais e económicos), como por exemplo:
- um sistema universal de cartões de crédito
- uma central mundial para distribuição de alimentos, a qual controlaria todo o abastecimento à humanidade.
- um sistema de impostos mundialmente unificado.
- Um serviço militar obrigatório em escala mundial (apesar das ideias pacifistas).
Quando em 1975 o movimento se tornou público, destes objectivos desenvolveram-se programas detalhados para os grupos Nova Era, como:
- criação de um sistema económico mundial.
- Entrega das propriedades privadas nos sectores de crédito, transporte e de produção de géneros de primeira necessidade a um directório mundial.
- Reconhecimento da necessidade de submissão a um controle mundial com relação a assuntos biológicos, como densidade populacional e os serviços de saúde.
- Garantia mundial de um mínimo de liberdade e bem-estar.
- Obrigação de se subordinar a vida pessoal aos objectivos de um directório mundial. (…)
Entramos brevemente na Era do Aquário. Aquário é um signo regido pelo planeta Urano, que foi descoberto em 1781, coincidindo com a Revolução Francesa. (…)
Conclusão: ????
Vou dedicar-me à pastorícia! ehhehee
Manela
Publicada por
A. João Soares
à(s)
18:08
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