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domingo, 11 de janeiro de 2009

Mais sinais da sociedade em mudança

Depois dos posts «A sociedade está em mudança» e «Uma nova sociedade está a nascer», vão surgindo mais sinais da sociedade em mudança, mais visíveis no cumprimento da promessa do Ministério Público de que vai lutar contra as imunidades abusivas dos homens do Poder económico, de influência, político, autárquico, etc. e a respectiva impunidade.

As notícias « Dois arquitectos da câmara acusados de abuso de poder» e «Ministério Público investiga Banco Popular» são um sinal muito positivo. E Constituem estímulo para os cidadãos esclarecidos perderem o receio de denunciar tudo o que encontrarem errado nas instituições e empresas públicas e nas empresas menos escrupulosos que lesam os interesses dos clientes. Dessa forma, o cidadão colabora na limpeza do lixo que existe no País e que está impedindo o seu desenvolvimento material e moral ao ritmo dos seus parceiros europeus e está dificultando a vida digna dos nossos descendentes, os futuros cidadãos responsáveis pelo nosso rectângulo do extremo Oeste do continente euro-asiático e que não queremos ver no extremo final da escala de valores dos Estados mais desenvolvidos.

Do Sr. PGR os portugueses esperam que não esmoreça na continuação do cumprimento das suas promessas e que não os desiluda. O povo tem falta de confiança nos políticos, tal como eles mostram não confiar uns nos outros, e quando depara com um alto responsável que lhes desperta respeito e consideração depositam nele todas as suas esperanças de salvação nacional. É certo o Sr PGR que não pode fazer milagres, mas não deixe de fazer tudo o que esteja ao seu alcance, para bem de Portugal, isto é, dos portugueses.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A sociedade está em mudança

Ao analisar-se vários comportamentos de pessoas públicas, com maior visibilidade na Comunicação Social, nomeadamente de políticos que foram «bafejados» por enriquecimento rápido, na gestão de empresas públicas ou privadas com negócios com o Estado, é-se tentado a concluir que o dinheiro é o farol dessa gente ao qual tudo subordina. A sociedade em geral tem evidenciado que os valores éticos e morais têm sido postergados e dado lugar ao dinheiro e a tudo o que com ele se relacione.

Mas, felizmente, surgem no horizonte sinais de mudança com a esperança de que a juventude (que alguns dizem ser rasca) está a ver a miséria moral da vida da geração dos seus pais e pretende dar uma volta para a recuperação de valores que eram válidos e respeitados nos tempos da geração dos seus avós.

Há dias, foi aqui publicado o post «Já estamos na nova Era», que mostra existirem sinais de alterações que irão ser profundas e que irão muito além das tecnologias, indo ao âmago das convicções e dos comportamentos sociais. Poderá ser um remédio para o stress moderno, a vida em correria sem sentido racional, em que as pessoas se esfalfam para ganhar mais dinheiro e o esbanjam em actividades de ostentação que, em vez de criarem descontracção e felicidade, ainda aumentam mais a obsessão de dilatar a riqueza material. É o culto do TER em prejuízo do SER.

Muitas vozes se levantam a denunciar este estado de loucura e, felizmente, já estão a aparecer sinais muito positivos de que os jovens estão atentos à irracionalidade da vida actual, pensam e condenam os males existentes, concluindo que são eles os responsáveis pela vida de amanhã, a qual eles desejam ser melhor do que a de hoje. E deitam mãos à obra.

Escrevo isto, com convicção, com esperança na capacidade da juventude, como aqui já referi muitas vezes enfatizando os poucos mas significativos exemplos de valor. Hoje o artigo do DN «Alunos do superior põem carreira aliciante à frente do vencimento» diz que, num inquérito a alunos do Ensino Superior, 41,4% dos 11 639 alunos inquiridos apontam como determinante para a prossecução dos estudos o propósito de adquirir conhecimentos que permitam uma carreira aliciante, enquanto apenas 8,4% o fazem apenas para conseguir emprego com um bom salário. É gratificante para quem alimenta esta esperança verificar serem aspectos morais de bem-estar e felicidade os principais factores na decisão de quem ingressa nas universidades e institutos politécnicos.

Oxalá estas conclusões do primeiro estudo sobre a Avaliação Nacional da Satisfação dos Estudantes do Ensino Superior desenvolvido em Portugal venham a corresponder inteiramente a uma reabilitação de valores que têm sido ignorados por aqueles que arrastaram o mundo para a actual crise financeira e para a falência de inúmeras empresas que deixaram milhares de desempregados.

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