segunda-feira, 12 de julho de 2010

Amiguismo. Mais uma amostra

Depois da lista (pequena, mas muito prometedora) de amiguismo de «boys» dependurados em tachos, sem concurso público e sem qualquer capacidade evidente para desempenho da função (Ver O amiguismo alargado , O amiguismo por outra óptica, Promiscuidade público-privado e corrupção e Promiscuidade entre política e empresas, surge agora mais um caso denunciado pelo deputado Agostinho Branquinho que acusou o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos (muito conhecido defensor da célebre TLEBS em 2006, que foi suspensa no início de 2007, e grande auxiliar na guerra do ministério da Educação contra os professores, no tempo da D. Maria de Lurdes), de indigitar para delegado regional do Norte o seu antigo assessor na Educação e “um 'boy' sem competências específicas”, Manuel Joaquim Ramos, para o cargo de delegado Regional do Norte do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Começaram a sua cumplicidade em Castelo Branco onde eram professores e de onde Valter Lemos saiu sem deixar saudades, como foi notório nos jornais. Mas no regime actual, é preciso ser magnânimo para os coniventes porque «quando se zangam as comadres, sabem-se as verdades». Daí o amiguismo, mesmo que este prejudique os interesses de Portugal.

E o cargo não é inócuo, pois trata-se da região com o maior nível de desemprego do país e de uma máquina do IEFP que, desde o início do ano, não paga às empresas a comparticipação no programa de estágios e, apesar disso, espantosamente, Valter Lemos nomeia um 'boy' sem qualquer competência específica para lugar decisivo e importante como este é. «O que ele tem de mais significativo no currículo é ser amigo do secretário de Estado».

Para maior escândalo, esta indigitação foi comunicada sexta-feira, 9, após demissão «de surpresa e a meio do mandato» do até então delegado regional, e o «boy» não possui qualquer habilitação em gestão de pessoal, emprego ou desemprego, que possa servir de pretexto para ir suprir eventuais deficiências do seu antecessor. Agostinho Branquinho aponta o dedo a puro amiguismo e compadrio, a que há uns tempos a esta parte temos assistido, como é referido nos links do início deste post.

Mas, francamente, colocar á frente de uma região com os problemas mais graves do País, um indivíduo sem preparação teórica nem experiência, é sinal de pouco sentido de responsabilidade e de ausência de dedicação aos interesses de Portugal que, desta forma, são relegados para lugar muito abaixo das preocupações de troca de favores e compra de apoios e cumplicidades. Segundo a Lusa, depois de contactar o IEFP, não conseguiu obter qualquer esclarecimento, caso que leva a crer que o silêncio é suficientemente elucidativo.

Com estas decisões, não é fácil obter resposta à pergunta Para onde vamos?

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Fundações serão cancro incurável???

Daquilo que há muito tempo vai aparecendo nos jornais, fica-se com a impressão de que várias fundações não passam de fantasmas em dança fúnebre e macabra de que não resulta qualquer benefício para os pretendidos beneficiários previstos nos estatutos e que vêm o património inicial cada vez mais depauperado pelos seus gestores. O Estado é prejudicado porque delas não sai o benefício previsto para os cidadãos, porque há quem à sua custa vá enriquecendo imoralmente, porque lhes são concedidos benefícios fiscais e outros e porque afectam a credibilidade geral da Instituição Fundação.

A notícia Governo mantém fundação que há 30 anos não cumpre objectivos é incrível por comprovar o estado de abandono em que paira um importante sector do país. É estranha a inocência, credulidade ou ingenuidade (ou coisa pior) de quem espera que os objectivos venham a ser atingidos em breve, se já passaram 30 anos sem tal ser conseguido. De que milagres estarão à espera?

Que forças maléficas impediram que a instituição de alternativa – Casa do Gaiato – tomasse conta dos activos legados pela viúva Maria Sardinha, por inoperância da administração da Fundação? Que justificação dará hoje António Costa pela decisão que tomou sobre o caso quando era ministro da Administração Interna?

Para melhor conhecimento do assunto leia-se a notícia acima citada em link.

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Cobardia da incapacidade

Transcrição seguida de NOTA:

Um ministério "satisfeito"
Jornal de Notícias. 12-07-2010. Por Manuel António Pina

O Ministério da Cultura manifestou "grande satisfação" pelo pedido de demissão do seu director-geral das Artes. A ministerial satisfação resulta de aquele director-geral ser responsável por "sucessivos atrasos nos concursos", pela construção de uma "barreira" entre o "Gabinete da ministra e os agentes culturais" e por "ineficácia dos procedimentos".

Daí o sonoro "uff!" público soltado pelo Ministério mal soube que o homem pedira a demissão, pois, apesar de ele ser tão mau, o Ministério nunca se tinha lembrado de o demitir.

O pedido "vem permitir finalmente (um ministerial "hurra!") que a DGA se liberte de constrangimentos vários que têm vindo a dificultar a sua acção", pondo o Ministério em condições de "alavancar o sector".

Recorde-se que o "sector" anda em polvorosa (num processo que, no elegante português da ministra, é "muito liderado" pelo BE) em razão de cortes cegos feitos pela ministra e desfeitos pelo primeiro-ministro, bem precisando que o "alavanquem".
E, para quem acha que touradas são "cultura", nada melhor para o "alavancar" que umas boas bandarilhas públicas num ex-funcionário.

NOTA: De acordo com o autor do texto, o ministério foi incapaz de demitir o constrangedor director-geral mas, depois de ele se ter demitido, atirou-lhe pedras. Bater em mortos não dignifica quem bate. Teria sido mais ético fazer uma rigorosa avaliação do desempenho de todos os colaboradores e demitir os que tivessem menor eficiência, mas com a ética e a honestidade de usar critérios de interesse nacional e não de caprichos partidários ou pessoais. É para defender os interesses de todos os portugueses, de Portugal, que devem actuar os governantes. Será esse o critério do ministério da Cultura?

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Esclarecimento sobre Forças de Segurança

Transcrição do artigo do «Operacional» de Miguel Silva Machado em que transcreve um texto do coronel, licenciado em direito, Carlos M G Branco que procura, de forma muito completa e isenta, eliminar a confusão existente na mente de muitos portugueses e principalmente em jornalistas e, de forma mais grave, de políticos que gostam de se pronunciar levianamente sobre assuntos que não dominam, e sobre os quais decidem sem a devida fundamentação, em relação à finalidade e características das Forças de Segurança ou policiais.

Eis o artigo


Desinstalar a Confusão
Operacional. Por Miguel Machado • 10 Jul, 2010

Carlos Manuel Gervásio Branco volta a escrever no Operacional sobre um tema que vem estudando há longos anos e do qual é profundo conhecedor. Sempre atento às “novas modas” que ciclicamente vão surgindo acerca da “natureza da GNR” e dos mitos que se vão propagando sobre a intervenção das Forças Armadas em missões de segurança, Carlos Branco, clarifica em “Desinstalar a Confusão” muitos aspectos desta problemática que está na ordem do dia em Portugal.

Desinstalar a Confusão

A falta de clareza, a incoerência e o desrespeito pelos princípios, geram insegurança, incerteza e confusão.

Vem isto a propósito de um conjunto de artigos e comentários que ultimamente têm surgido nos Órgãos de Comunicação Social acerca do modelo policial português e da intervenção das Forças Armadas a nível interno.

Quando os bombeiros criam um batalhão de honras e continências, a PSP realiza exercícios de reacção a uma emboscada, o Exército prepara e executa, missões de manutenção e restabelecimento da ordem pública e a GNR compete com os bombeiros no combate aos fogos, para só citar alguns exemplos, é natural que se perca o norte e que alguns, menos conhecedores, se sintam habilitados a apresentar soluções que embora legítimas num outro quadro, pecam por partir de pressupostos errados, porque alicerçadas na confusão conjuntural a que chegámos.

Qualquer reforma do sistema de segurança e defesa, terá que partir dum conhecimento profundo da realidade e das diferentes envolventes quer internas, quer externas influenciadoras do mesmo. O conhecimento das forças e serviços, da sua história, identidade e capacidades, não poderá deixar de ser tido em conta, sob pena de soluções teoricamente perfeitas, não se adequarem ao nosso caso.

Assim, antes de partirmos para precipitadas alterações, seria necessário clarificar o papel e as competências dos diversos actores, recolocando-os nos respectivos lugares em que deveriam estar, não fora o desnorte em que nos encontramos, atendendo às diferentes naturezas e características de cada um e ao melhor aproveitamento das suas potencialidades e, só depois, verificadas redundâncias ou sobreposições desnecessárias, avançar com ajustamentos, rectificações, extinções ou junções.

Começando pela envolvente externa, importa lembrar as profundas alterações que o mundo conheceu no concernente à segurança e defesa que entre outros aspectos, conduziram à diluição da fronteira, entre os conceitos de ameaça externa e ameaça interna.

Ainda sob o prisma externo, Portugal faz parte da União Europeia e dentro desta, geográfica e culturalmente, dos países do sul da Europa, cuja matriz histórico, cultural, linguística e jurídica, não pode deixar de ser considerada como identitária e moduladora de sistemas e modelos.

Bastaria o conhecimento destas realidades, para perceber que o modelo policial português, não constitui uma singularidade nacional porque, nos países que nos são mais próximos e no espaço geopolítico em que nos inserimos, existem modelos semelhantes e cuja raiz é a mesma, o sistema francês.

Estamos, pois, a nível interno e neste âmbito, em sintonia com o modelo adoptado na Europa do Sul, caracterizado pela coexistência de dois corpos com funções policiais (não duas policias como incorrectamente em Portugal é usual referir-se), a nível nacional, um militar e outro civil. A Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública.

A existência de outras forças e serviços de polícia, constitui uma particularidade que difere de país para país, decorrente da extensão territorial, da organização político administrativa e de muitos outros factores e razões particulares, mas que não constituem elemento bastante para qualificar o modelo, a não ser o de que o mesmo se integra nos modelos pluralistas, em oposição aos monistas, quase só existentes no norte da Europa.

Em síntese deste ponto, o que caracteriza e identifica o modelo português, é o seu sistema dual, alicerçado pelas duas forças, a militar e a civil, sendo despiciendo para a questão a junção, extinção ou aglutinação dos restantes corpos ou serviços.

Daí que no único estudo académico realizado nos últimos anos (Dezembro de 2006), sobre o sistema policial português, o estudo do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI), apresentar vários modelos que vão desde a integração do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na PSP, à posterior aglutinação também àquela polícia, da Polícia Judiciária (PJ), constituindo assim uma nova Polícia Nacional, nunca descaracterizando o modelo dual, porque a GNR se manteria no seu lugar de força de charneira, entre a polícia civil e as Forças Armadas, devido à sua natureza militar, com funções nos âmbitos da defesa nacional e da segurança interna.

Aliás, poucos são os países, excluindo os estados federais que de forma autónoma e não integrados numa polícia nacional, possuem corpos correspondentes ao SEF ou à PJ, mas repita-se, são particularidades nacionais que nem por isso desvirtuam o modelo.

Paradoxalmente, nos textos e comentários mais recentemente publicados, chega-se a alvitrar “a unificação das polícias, à excepção da PJ”, esquecendo os seus autores que a GNR, é a única força de todo o sistema de segurança interna que tem natureza diferente e que só funcionalmente é uma polícia, porque na sua essência é um corpo militar com atribuições que ultrapassam as meras funções policiais, facto que justifica a sua existência, não obstante a confusão instalada em termos doutrinários, a que a incorrecta designação de “polícias integrais,” nada veio ajudar.

Para estes autores, o que realmente está em causa é a existência da GNR. Melhor seria que tivessem tido a coragem para propor a sua extinção, porque é disso que realmente se trata.

É que em redor da GNR, continuam a gravitar muitos preconceitos que certos sectores da vida política portuguesa, não conseguem disfarçar, ao que acresce o facto de que a sua natureza militar, torna mais difícil o seu controlo político-partidário ou a sua instrumentalização sindical.

O também recorrente argumento da falta de coordenação entre as forças e serviços de segurança, mais virtual que real no que respeita à GNR e PSP, dado estes corpos terem as suas áreas de intervenção geograficamente delimitadas e repartidas, ao contrário do que sucede com os outros actores do sistema, cuja repartição de competências para além de ser pouco clara e concorrente em muitos casos, é-o sempre em sobreposição geográfica com as da GNR ou da PSP, se afigura falacioso para a defesa da junção da GNR e da PSP.

Esclarecido este ponto, julgamos haver espaço suficiente para a GNR e para a PSP, assumindo-se esta última como a verdadeira polícia do modelo dual, com todas as atribuições e competências inerentes a uma polícia cívica moderna, deixando outras funções e tarefas de segurança, para a componente mais musculada do sistema, a GNR, a par da ocupação de quadrícula de todo o território nacional, da vigilância e protecção dos pontos e locais sensíveis, da segurança das principais vias de comunicação, portos e aeroportos que a esta devem incumbir. Para rentabilização dos recursos da GNR, nos locais onde não se justifica a colocação da PSP, deverá esta força assumir também, as competências tipicamente policiais.

Também a nível externo se não devem confundir as missões a atribuir a cada uma das forças, pelo que se deverá atender às suas diferentes naturezas e aos Teatros de Operações (TO) onde a missão decorre. Assim, e a título meramente exemplificativo, as Forças Nacionais Destacadas (FND) não deverão deixar de atribuir à GNR, as tarefas de manutenção e restabelecimento da ordem pública, como valência complementar das Forças Armadas nos TO em que estas intervêm.

Quanto à participação das Forças Armadas no ultrapassado conceito de segurança interna e apesar dos “temores” de certos sectores que por sinal coincidem com os que defendem a desmilitarização da GNR, recordar que em países com bastantes mais recursos e tão democráticos como a França ou a Itália, as Forças Armadas cooperam com as forças de segurança no patrulhamento de pontos sensíveis das grandes cidades, com muito agrado dos cidadãos que vêem aumentado o sentimento de segurança, sem que isso tenha posto alguma vez em causa o estado de direito.

Igualmente a nível nacional, a Marinha e a Força Aérea têm prestado inestimável colaboração no combate ao tráfego de droga e não constitui novidade para ninguém que no período de verão, a Polícia Marítima é reforçada por militares das Forças Armadas (fuzileiros), no patrulhamento das praias, aumentando assim quantitativamente, as capacidades daquela polícia na sua missão de segurança.

Não parecem pois fundados os “receios” da colaboração das Forças Armadas a nível interno, em reforço ou complemento das forças de segurança, sempre que estas sejam insuficientes quantitativa ou qualitativamente, para fazer face às ameaças e riscos à segurança do país. Só assim se rentabilizam os recursos colocados ao serviço da Segurança.

Antes porém e no quadro da clarificação necessária, importa colocar a GNR no seu devido lugar ou seja, entre as Forças Armadas e as Polícias, não a confundindo com as polícias, para desta forma se poder adoptar o princípio do emprego progressivo de meios, como a maneira mais racional de fazer face a diferentes níveis de ameaças e riscos.

Esgotados os recursos das Polícias, deve a GNR dispor de reservas para o seu reforço, o mesmo sucedendo com as Forças Armadas, relativamente aos meios da Polícia e da GNR. De igual forma se deverá fazer a substituição das forças, quando os meios a utilizar na resposta, devam ser mais robustos e ultrapassem as capacidades da PSP e da GNR, por esta ordem, ressalvado naturalmente as competências de fiscalização ou de aplicação da lei que obviamente estarão sempre reservadas aos corpos ou forças com funções policiais.

Lisboa, 6 de Julho de 2010

Carlos Manuel Gervásio Branco, coronel

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sábado, 10 de julho de 2010

Jovens hoje, adultos responsáveis amanhã

Tenho aqui dado realce a todos os casos em que jovens responsáveis desejam preparar um mundo melhor, aquele mundo em que irão viver. Pretendem preparar a cama em que se vão deitar.

Agora surge no DN a notícia «Jovens preenchem tempos livres a ajudar em associações» em que vemos que «o movimento associativo tem cada vez mais influência em Portugal, como provam as 340 associações criadas no ano passado (existem 1613 no País) e a crescente aposta do Governo nas organizações juvenis e estudantis».

Cerca de um milhão de jovens têm dedicado parte do seu tempo livre para ajudar, realizando trabalho meritório em prol das escolas, das pessoas carenciadas, da formação cívica entre tantas outras áreas em que actuam, sempre em regime de voluntariado.

Há associações que trabalham também no sector social: "todos os meses recolhemos roupa para depois entregarmos aos sem-abrigo no Campo Grande." Outras trabalham muito com populações carenciadas, filhos de imigrantes, mas não só, pois também tem vários portugueses. "Apostamos essencialmente na música e no desporto como forma destes jovens se relacionarem com pessoas de outras nacionalidades, de outras raças".

Ajudar não é apenas dar esmola mas principalmente a facilitar a resolução de problemas e de situações. Estas actividades contribuem também para o objectivo de melhorar a forma como os jovens se relacionam, desenvolver o sentido de responsabilidade, a capacidade de liderança de comunicar directamente com outras pessoas, de interagir com a comunidade.

Estas actividades têm potencialidades que complementam o trabalho social das escolas e a educação recebida em família, preparando os futuros adultos para uma vida em que não sejam vítimas do apego patológico ao dinheiro como deus único na vida, gerador de crises graves, como infelizmente hoje acontece. O voluntariado merece apoio e aplauso.

Imagem do Diário de Notícias.

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Qualidade de vida no trabalho

Alguns conselhos para trabalho em escritórios

- Controle a sua respiração o dia inteiro. Faça respirações lentas, profundas e suaves;

- Se a coisa está feia, mude de ambiente. Vá a algum lugar onde você não tem o hábito de ir: um outro andar, banheiro ou sala. Fique lá por um curto período de tempo para respirar e se acalmar;

- Andar é muito bom para relaxar o corpo. Sempre que tiver alguns minutos livres, caminhe um pouco. Pode ser até mesmo pelos corredores. Enquanto andar, concentre-se em cada passo;

- Beba pelo menos dois copos de água pela manhã e pela tarde. Isso diminui a vontade de comer doces, fumar ou roer unhas;

- Faça uma lista de suas prioridades. Veja quais são as actividades em que você gasta mais tempo e energia para executá-las;

- Saiba encarar os comentários e críticas que são feitos sobre você ou sobre o seu trabalho. Leve em consideração os seguintes aspectos: quem faz uma crítica está mais tenso do que quem ouve e os comentários são uma oportunidade de crescimento. Saiba conhecer as críticas que tem valor para você;

- Mesmo que você trabalhe com um cronograma apertado, tenha um tempo para as suas necessidades básicas, como fazer exercícios físicos, dormir cedo, comer e relaxar.

Recebido por e-mail. Imagem da Net.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um alerta apenas

Refiro apenas uma curta passagem do post O livro da Sinistra, autor: Santana Castilho, do blog Sempre Jovens:


««Os adultos que fizeram a quarta classe da instrução primária no tempo dos nossos avós sabiam mais do que os jovens que hoje concluem o 9º ano? …» (obra citada, p. 11). A questão é intelectualmente pouco honesta. Porque compara 4 anos de escolaridade com 9.»

NOTA: não desperdiço espaço com propaganda ao nome do livro nem à autora desta pequena mas muito significativa frase. Quem estiver interessado leia no Sempre Jovens.

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Como ovelhas abúlicas

Transcrição seguida de NOTA:

Aplaudir de pé
Jornal de Notícias. 09-07-2010. Por Manuel António Pina

Parece que foi muito aplaudida nas Jornadas Parlamentares do PS a intervenção de
Mário Soares criticando a inexistência de debate interno no PS e defendendo ser indispensável dar "vida interna" ao partido e insuflar-lhe "princípios éticos" e "ideologia", tudo coisas ("vida interna", "princípios éticos" e "ideologia") de que o PS andará, pelos vistos, carente.

De acordo com o que veio nos jornais, no final, deputados e militantes socialistas aplaudiram o discurso de pé. Singular não é o facto de o discurso ter sido aplaudido de pé pela ilustre deputação presente, pois aplaudir de pé é um hábito que se enraizou no PS. Singular, para lá da alusão de Soares a coisas antiquadas como "princípios éticos" e "ideologia", é o modo como, no actual PS, até a crítica ao unanimismo suscita aplausos unânimes e a crítica ao acriticismo é aceite sem o mínimo sobressalto crítico.

Não é difícil concluir que, se Soares tivesse dito exactamente o contrário do que disse (atirando-se, por exemplo, aos que clamam que há falta de debate interno e de princípios éticos no PS), teria sido do mesmo modo aplaudido de pé.

NOTA: Muito bem observado. Este fenómeno é comum nos náufragos que esbracejam e se agarram a qualquer pequena tábua que flutue. O aplauso colectivo de pé é a busca da tábua de salvação ou a manifestação do vazio íntimo e do espírito de rebanho, abúlico e obediente, já referido acerca da aprovação por unanimidade (com uma honrosa excepção) da famigerada «Lei de financiamento dos partidos», felizmente vetada pelo PR e a da «lei da rolha» no congresso do PSD, que foi seguida pelo arrependimento geral logo depois da saída da sala.

Assim vão os nossos políticos (uma verdadeira elite nacional de inteligência e bom senso!!!). Com tal gente no leme,
para onde iremos neste pequeno barco?

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Para onde vamos?

Transcrição seguida de NOTA:

O PS estará Vivo?
Jornal de Notícias 08-07-2010. Por Diogo Feio

Em semana de grandes discussões sobre a utilização da golden share do Estado na PT, o PS realizou as suas jornadas parlamentares. Estas são sempre um momento de reflexão e apresentação de propostas concretas por parte dos grupos parlamentares. As expectativas estavam ainda mais aguçadas quando se poderia conhecer o pensamento estratégico de personalidades tão relevantes como Mário Soares, António Vitorino, Santos Silva, Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso ou António Costa.

Nada começou pelo melhor, pois ainda antes do início já se noticiava que existiriam contactos por parte de Ferro Rodrigues para encontrar um sucessor a José Sócrates. Após a corajosa assunção de vontade feita por um político preparado como António José Seguro, aparentemente começam a surgir movimentos que demonstram fatalidade e desânimo por parte das hostes socialistas. Mas ainda mais graves são as afirmações feitas pelas personalidades convidadas. António Costa afirmou que o PS não pode ter vergonha da vitória eleitoral; Mário Soares disse que falta debate interno num PS que vive a dificuldade de um governo minoritário numa altura de crise; e, por fim, Paulo Pedroso e Santos Silva discutiram a possibilidade de o PS ter entendimentos à Esquerda, assumindo o último orador, com a elegância que lhe é reconhecida, que a esquerda do PS corresponde ao andor da Direita portuguesa.

Tudo isto demonstra que o PS vive num labirinto estratégico. Se perante a falta crónica de parceiro à esquerda, se juntar o apoio envergonhado a Manuel Alegre, nota-se que o PS depende do colo magnânimo do PSD - que nunca recusa uma boa fotografia - e lá aparece a salvar os planos de austeridade, os aumentos de impostos ou as SCUT. Eu não sei se o PS precisa de parceiro à Esquerda, se tem de debater ou assumir com orgulho a maioria relativa. O que sei é que não aparece um rumo de Governo. É por isso que estranho que nestas jornadas ninguém tenha perguntado - afinal, para onde nos levas José?

NOTA: Qual o rumo? Uma boa pergunta, mas sem resposta. Falta aos governantes um método de preparação das decisões do género do que está descrito em «Pensar antes de decidir», o que começa por definir objectivos e uma linha estratégica, um rumo.

A interrogação faz recordar uma história passada num quartel no dia festivo do Juramento de Bandeira. O Comandante, com pouco tempo nesta unidade, estava interessado que a cerimónia decorresse com o maior brilhantismo. A assistência era numerosa e a festa era presidida pelo General Comandante da Região Militar. Mas parecia que havia um nervosismo generalizado e as falhas sucediam-se nos momentos mais críticos, desde passos trocados, engasgamento na leitura da fórmula do juramento, na leitura dos deveres militares e na actuação da banda.

O comandante, que era de educação esmerada e muito controlado no tom de voz e nas palavras que utilizava, não conseguia ocultar o seu mal-estar. No fim, o chefe da banda aproximou-se e, depois das formalidades regulamentares perguntou: Meu comandante, para onde vamos e o que tocamos? A resposta saiu inesperadamente com o uso de um termo caserneiro fora do uso habitual do comandante: Vão à m… e caladinhos.

Fica aqui uma possível resposta para a pergunta com que o autor termina o artigo!!!

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INEM não socorreu

Segundo a notícia «Helicóptero desactivado deixa dois acidentes sem assistência» (Jornal de Notícias 08-07-2010. Por Glória Lopes e Nelson Morais), o INEM não enviou o helicóptero de Macedo de Cavaleiros para socorrer dois acidentes, ontem, em Bragança e Valpaços, por estar inoperacional, devido à falta de médicos. Em Vidoedo, um homem de 73 anos morreu. Em Valpaços, dois operários ficaram soterrados. (Para ler tudo faça clic no título da notícia).

NOTA: Fazendo fé na notícia, somos levados a interrogarmo-nos, afinal, para que pagamos impostos? Além de eles deverem servir para as mordomias e luxos dos políticos, deviam ser destinados a fazer face às necessidades básicas dos cidadãos. E, se fôssemos um Estado de Direito (como referia há dias o líder da bancada parlamentar do PS, nas suas palavras habitualmente balofas e vazias de chttp://foiporbem.blogspot.com/onteúdo sério), esta segunda finalidade dos nossos dinheiros devia ser prioritária. Mas o cidadão não tem direitos, tem apenas deveres.

Há anos, a então directora do jornal A Capital dizia na TV que é totalmente sensato e justificado deixar de pagar impostos tendo em vista o mau uso que deles é feito. Com o tempo temos de homenagear a sua clarividência. Que a sua alma esteja em paz.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Promiscuidade público-privado e corrupção

Transcrição seguida de artigo de NOTA:

Parlamento SGPS
Jornal de Notícias. 07-07-2010. Por Paulo Morais.

Na recente cimeira da Transparência Internacional, na Albânia, a representante da Mongólia confidenciava-me que no seu país a maioria dos parlamentares tinha ligações ao mundo dos negócios. E atribuía a este facto a existência de elevados níveis de corrupção. E por cá? Estaremos melhor que os mongóis?

Parece que não. As ligações empresariais dos deputados fazem-se sentir em múltiplos sectores, e principalmente naqueles em que a promiscuidade com o Estado é mais rentável, das obras públicas ao ambiente, das finanças à saúde.

Os deputados detentores de grandes escritórios de advogados são a face mais visível desta realidade. De cada vez que um deputado/advogado debate ou elabora legislação, vacila entre lealdade ao povo que o elege e a fidelidade às empresas que lhe pagam.

Mas esta duplicidade de papéis sente-se em cada sala do Parlamento. Quando reúne a comissão parlamentar de obras públicas, com seis dos seus membros directamente ligados ao meio, mais parece estar reunida uma associação empresarial do sector. Afinal, que interesses ali se defendem? Os deputados/empresários representam o povo junto do sector, ou o sector junto do Estado?

E na saúde? Também se deverá sentir desconfortável o presidente da comissão, Couto dos Santos, administrador da construtora MonteAdriano, quando se discutam obras em hospitais ou centros de saúde.

E por aí fora. O despudor é de tal ordem que até a comissão de combate à corrupção foi presidida por Vera Jardim que, na sua qualidade de presidente do Banco Bilbao Viscaya e duma leasing imobiliária, representa os sectores mais permeáveis à corrupção, a finança e a construção civil; já para não falar do seu vice-presidente, Lobo de Ávila, que pertence aos órgãos sociais das empresas de Miguel Pais do Amaral, com inúmeras ligações ao Estado.

Os exemplos são inúmeros, a promiscuidade entre política e negócios é regra. A Assembleia aviltou-se e já nem parece um parlamento democrático. É mais um escritório de representações.

NOTA: Este tema tem algo de condizente com aquilo que foi focado nos posts Promiscuidade entre política e empresas, O amiguismo alargado e o O amiguismo por outra óptica.

Seria interessante que os mais altos representantes da Nação viessem explicar aos portugueses, de forma clara e não para camuflar e enganar, aquilo que se passa e, no caso de se comprovar o que o articulista diz, fossem anunciadas medidas efectivas para moralizar a vida pública em Portugal, a fim de credibilizar a Política e de dar aos contribuintes motivo para passar a respeitar os eleitos e neles poderem ter confiança.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Obras faraónicas para ostentação

Transcreve-se artigo que se refere a despesas faraónicas desproporcionadas para ostentação que acabam por ser um esbanjamento lamentável, sem o mínimo retorno aceitável. Mas, infelizmente não acontece só no futebol. Há pouco cuidado com a gestão do dinheiro público. Eis o artigo:

Depois da festa
Jornal de Notícias. 05-07-2010. Por Manuel António Pina

"Alguns destes estádios não vão estar em posição de cobrir gastos. Vão dar prejuízo", disse no passado mês ao diário "Mail & Guardian" o economista Stan du Plessis, da Universidade de Stellenbosch. Antevia já a ressaca económico-financeira dos 10 estádios renovados (quatro) ou construídos de raiz (seis) para a "festa" do Mundial de Futebol.

Segundo notícias ontem divulgadas, o governo da África do Sul terá investido cerca de 2,6 mil milhões de dólares (assim a olho, algo como 3 mil milhões de euros) nos estádios do Mundial, dois deles nas pequenas cidades de Nelspruit e Polokwane, que apenas receberam quatro jogos da fase de grupos, despesas que muitos analistas consideraram completamente insensatas.

Se substituirmos "Mundial" por "Europeu" e "Nelspruit e Polokwane" por "Aveiro e Leiria", "Faro e Bessa" ou outros nomes familiares, descobriremos que a História Universal da Insensatez se repete. E que governos a auto-propagandear-se e a alimentar amigos e empresas do regime à custa de obras faraónicas e inúteis a pagar pelos contribuintes não são, como poderia pensar-se, um exclusivo africano.

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Políticos franceses com dignidade

Dois secretários de Estado franceses anunciaram hoje as suas demissões do Governo, após uma série de escândalos. O primeiro-ministro, François Fillon, e o Presidente da República, Nicolas Sarkozy, tinham pedido que se demitissem. Errar é humano, mas reconhecer o erro e assumir a inconveniência de continuar em funções é dignidade, é sentido das responsabilidades.

Tais atitudes não são usados em todos os países, principalmente nos do terceiro mundo e naqueles que para lá caminham.

Fotografia do PM, da Net

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Estado de Direito

É sempre com muito prazer que guardo as notícias que citam afirmações do deputado Francisco Assis, para ler uma semana ou mais depois, comparando-as com outras entretanto feitas por ele e com as realidades do País. Essa leitura posterior serve de combate ao stress e para deixar de me preocupar demasiado por algo que na altura possa ser menos agradável ou de me regozijar por alguma promessa mais optimista!.

Agora, com a notícia «PS recusa revisão constitucional que coloque em causa Estado de direito» até me sinto tentado ao optimismo, pois é altura de Portugal voltar a ser um Estado de Direito em que as leis falem de direitos e de deveres, em que todos os cidadãos estejam submetidos ao império da lei, sem excepção, em que as leis sejam feitas com rigor e simplicidade, aplicáveis, sem necessidade de serem frequentemente sujeitas a alterações, em que as pessoas se sintam seguras em casa, na rua, nos transportes ou nas praias, que seja avaliada a regularidade e legitimidade dos subsídios para deixarem de ser estímulo ao ócio, fraudulentamente, etc.

Espero e desejo que numa próxima leitura possa verificar que o conteúdo das palavras era real que Portugal passará a ser verdadeiramente, sem sofismas, um Estado de Direito, em que todos os portugueses sejam olhados com preocupação de justiça social e de igualdade perante a lei mesmo que sejam políticos de qualquer escalão.

Imagem da Net.

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Justiça precisa de terapia adequada

Dois pontos de vista convergentes, do Presidente do Sindicato dos Magistrados do MP, João Palma, e de um jornalista, Manuel Catarino.

O primeiro, no artigo «Prazos são essenciais» pergunta se «pode concluir-se um inquérito em 8 meses se, por exemplo, o tempo de resposta de uma empresa de telecomunicações é de 10 meses?» Refere uma proposta «que o CPP estabeleça em 30 dias o prazo máximo de resposta das entidades privadas a informações solicitadas pelo Ministério Público, sob pena de serem condenadas em sanções pecuniárias». Espera que a sua aprovação pelo legislador «será certamente uma realidade em breve. A não ser que outros interesses prevaleçam sobre o interesse público, como tantas vezes acontece.»

É curiosa esta referência final a «outros interesses» que muitas vezes prevalecem sobre o interesse público.

O segundo, no artigo «Indignidades», foca a imoralidade dos apoios ao delinquente em oposição ao desprezo com que são encarados os direitos da vítima. E, em relação à reincidência de um criminoso na área de Lisboa diz «(…)crimes que seriam evitados se as leis penais não acautelassem descaradamente certos direitos aos bandidos.»

Tanto o magistrado como o jornalista evidenciam que é importante e urgente que a Justiça se torne mais eficiente. Para isso, o magistrado cita uma proposta de alteração da legislação, e o jornalista refere deficiências nas leis penais. É sabido que a legislação foi alterada no governo anterior mas as críticas foram abundantes e desaprovadoras, principalmente da parte dos agentes da Justiça. Ora, sendo estes os mais entendidos nas vantagens e inconvenientes de cada hipótese de alteração, devem ser eles a apresentar propostas e pressionar o governo a fim de elas serem devidamente apreciadas, discutidas em pormenor e publicadas, para melhorarem o aparelho da Justiça e este passar a merecer o apreço e a confiança dos portugueses.

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domingo, 4 de julho de 2010

Portugal, o paraíso democrático !!!

Deparei com os seguintes títulos de notícias, MP encerra inquérito a Sócrates aberto após queixa de Moura Guedes e Manuela Moura Guedes nada surpreendida com fecho de inquérito contra primeiro-ministro que não surpreendem, por já serem esperados, depois dos resultados de tantos «casos» e «comissões parlamentares de inquérito».

Confirma-se que a Democracia em Portugal está cada vez mais clarificada: O povo, muito esclarecidamente, elegeu a nata da sociedade portuguesa, a elite nacional, para gerir os destinos do País. Este foi organizado pelos eleitos da forma mais inteligente e está uma perfeição, a trabalhar em sintonia com os desígnios definidos pelos eleitos. Não há eleitos que cometam falhas, nenhum é julgado nem condenado, porque eles são impecáveis, isentos de erro. A Justiça funciona em convergência de esforços com os eleitos, apoiando em pleno a sua imunidade e impunidade. Nem o Eden, em que Adão e Eva deram os primeiros passos do ser humano, era tão perfeito como o Portugal de hoje.

Abençoado Povo que tais eleitos tem!!! «Nobre Povo, Nação valente e imortal»!!!

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sábado, 3 de julho de 2010

Fernando Nobre preocupado com o desemprego

A notícia «Fernando Nobre prevê tendência de aumento do desemprego» mostra que o Director da AMI está seriamente preocupado com o aumento do desemprego um dos aspectos mais graves da actual crise financeira, ecnómica e social. Ontem em Coimbra disse:

"Ao nível europeu está estabilizado, e em alguns países está a haver uma regressão, mas nós estamos a continuar a aumentar e tudo aponta, com os crescimentos que se avizinham para este ano e para o próximo, que tal tendência não vai ser invertida".

Para serem encontradas soluções que invertam a situação, apelou "à responsabilização de todas as camadas do país, a começar pelos empresários, mundo associativo e cidadãos, tentando mobilizar e demonstrar que não há nenhum fatalismo lusitano que nos obrigue mais uma vez a estarmos a ocupar um lugar que não é aquele que Portugal merece".

"Venho deixar uma mensagem de mobilização junto dos meus apoiantes para lhes relembrar que esta é uma candidatura da cidadania, da esperança, da mobilização e dos desígnios nacionais que temos de pôr em marcha para que o nosso país tenha outro futuro".

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Infantilidades de políticos

Transcrição seguida de NOTA:

Chumbaram proposta que apresentaram
Jornal de Notícias. 03-07-2010. Por Carlos Rui Abreu

Uma situação insólita foi vivida, anteontem, na reunião da Câmara de Fafe: o maior partido da oposição apresentou uma proposta que, depois, chumbou. Justifica com o facto de querer chamar a atenção da “promiscuidade” da Câmara com um jornal local.

A votação insólita de uma proposta marcou, anteontem, a reunião do executivo municipal. Os vereadores Independentes por Fafe (IPF), segunda força mais votada, apresentaram uma proposta para a atribuição de um subsídio de 15 mil euros ao jornal Correio de Fafe. A proposta foi rejeitada por unanimidade, ou seja, os próprios proponentes votaram contra. “Queremos mostrar a promiscuidade entre o CF, o seu director e a Câmara”, justificou o vereador Joaquim Magalhães.

Magalhães recordou que “já esteve previsto o director receber uma avença mas, devido à pressão da oposição, não se concretizou, mas continua a prestar serviços gratuitos”. Quanto ao facto de terem votado contra uma proposta que apresentaram, Magalhães não se preocupa, já que, “é uma situação que pode fazer escola”.

“É falta de chá e acho que é ridículo, irresponsável, desrespeitoso para o órgão e, se calhar, inédito”, adjectivou. José Ribeiro frisou que ainda tentou que a proposta fosse retirada “por ser ilegal e provocatória” mas a persistência do IPF levou a que fosse a votação, disse o autarca.

Quanto à acusação de promiscuidade com o jornal local de maior tiragem, Ribeiro defende-se dizendo que o director “nunca teve nada a ver com o PS”, embora lembre que no último mandato, proposta pelo vereador Salgado Santos, foi discutida no executivo “uma colaboração pontual que nunca se concretizou”.

O director do CF garante nunca ter sido remunerado pela autarquia, embora assuma que já colaborou “na promoção de eventos durante as férias do relações públicas”, da mesma forma que já colaborou com o movimento político que agora o acusa “na moderação de um debate”.

A proposta anteontem apresentada é, para António Ferreira Leite, “a mais ridícula” que viu num local “que não é infantário mas onde se decidem coisas importantes

NOTA: A imaturidade com que os políticos, salvo eventuais excepções, encaram as suas funções é demasiado notória, através das imagens da AR que chegam aos cidadãos, o desenrolar e as conclusões de comissões parlamentares de inquéritos, a unanimidade na aprovação da Lei de Financiamento dos partidos, a «acção directa» contra gravadores de jornalistas, a unanimidade da aprovação da «lei da rolha» no congresso do PSD seguida de unanimidade de arrependimento depois de estarem na rua, e muitos outros episódios que seriam anedóticos se não fossem lesivos dos interesses dos cidadãos contribuintes e se não destruíssem a confiança que deveria ser tida nos eleitos.

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Exigir mais de quem governa

No artigo «optimistas e pessimistas», Paulo Baldaia debruça-se sobre a diferença entre quem tem emprego e quem tem que fazer cuidadosas contas à vida, para ir vivendo.

Evitando os extremos do optimismo e do pessimismo, deve ter-se pensamentos e actos positivos e pensar no futuro dos filhos e netos. O autor do artigo diz com muita clareza : «Não me incomoda pagar mais impostos, mas não estou disponível para continuar a pagar as despesas de um Estado que vive à tripa-forra e hipoteca o futuro dos seus cidadãos. Mais de metade dos custos da minha empresa com o meu trabalho ficam para o Estado. Posso até pagar mais, mas quero verdade na forma como gastam o produto do meu trabalho. Vamos todos exigir mais de quem governa. Este é um dever de cidadania.»

Esta posição merece ser devidamente meditada e assumida por todos. Devemos evitar viver surdos e a fazer a vida como se nada estivesse a acontecer. A crise não se ultrapassa com faz-de-conta, desmazelo, desleixo, preguiça, apatia e indiferença.

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

E o povo, senhor, porque padece assim?

Transcrição de seguida de NOTA:

O dia de todos os prodígios
Jornal de Notícias 01-07-2010. Por Manuel António Pina

A partir de hoje, tudo custará mais 1% (porque ou há moralidade ou tudo paga o mesmo, o pão como as trufas e o champanhe francês).

Mas não aumenta apenas o IVA, aumenta também, para quem não tiver trabalho, o tempo de descontos necessário para ter direito a subsídio de desemprego.

Ao menos nesse campeonato, o da destruição do Estado Social, não só ganhamos à Espanha como lhe estamos a dar uma abada pois, a partir de hoje, além de ser preciso descontar mais tempo para se ter subsídio, este será mais reduzido e os desempregados serão obrigados a trabalhar por menos dinheiro.

E - já que, como diria o outro, isto de destruir direitos sociais é como o "ketchup" - quem, acabado o subsídio, não tiver como sobreviver não sobrevive pois acaba também o prolongamento extraordinário do subsídio social de desemprego.

E é com um subsídio mais baixo e durante menos tempo, ou sem subsídio nenhum, que milhares e milhares de portugueses terão que pagar, a partir de hoje, mais 1% pelo pão nosso de cada dia.

É justo, alguém tinha que pagar o descontrolo orçamental e o preço do champanhe já está pela hora da morte.

NOTA: O pão, em muitas mesas, já não é sempre de cada dia, mas os donos do quintal à beira-mar plantado não se privam do «champamhe», nem de outras mordomias e regalias ostensivas, como se viu na notícia transcrita em Isto não é honesto!!!

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