Do Blogue «Filhos de um Deus Menor» extraí as seguintes palavras que me fizeram reviver uma reflexões com certo tempo de amadurecimento.
«A celebração do Natal antecedeu o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o «Zagmuk». Originalmente a Igreja não celebrava o nascimento de Jesus. Com o passar do tempo, todavia, os Cristãos começaram a fazer do Natal, uma forma - entre outras - de "ornamentar" a cristianização. No princípio ornamentavam-se árvores (loureiros) verdes com muitas velas para espantar os maus espíritos da escuridão.
E hoje?»
NOTA:
O homem sempre teve necessidade de encontrar explicação para as suas dúvidas acerca de tudo o que o cerca. Criou Deuses, umas vezes autoritários e exigentes, outras vezes amorosos, mas, com frequência, em grande quantidade como ocorreu nas teologias grega e romana. Os filósofos antigos canalizaram esses sentimentos das populações para diversos cultos, facilitando os comportamentos mais civilizados de vivência em sociedade. Com o progresso da história, assiste-se ao aperfeiçoamento das religiões. Como se vê das palavras atrás transcritas a influência astral foi determinante, e as religiões organizavam festas especiais próximas do solstício do Inverno e do Equinócio da Primavera, além de outras menores relacionadas com as sementeiras, as colheitas e outros momentos visíveis da natureza agrícola.
Os filósofos, doutores da lei, que criaram o cristianismo tiveram a inteligência e o cuidado de aproveitar o entusiasmo religioso dos povos da época, e o seu calendário para que a conversão não obrigasse a alterar os costumes ou a criar novas festas em paralelo com as «pagãs» já enraizadas. E, assim, localizaram o nascimento do Redentor nas festas do solstício de Inverno e a sua morte e Ressurreição no primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia depois do equinócio da Primavera. Estes pormenores e a coerência do Antigo Testamento e dos quatro evangelhos do Novo Testamento são merecedores da maior consideração e respeito pela inteligência, racionalidade e sentido prático dos filósofos da época.
Estas palavras poderão chocar muitas pessoas, mas a fé não perde com elas, a não ser em pessoas fanáticas sem a elasticidade suficiente para ir além dos textos preparados pelas autoridades eclesiásticas. A necessidade de Deus é, hoje, muito semelhante à dos gregos e romanos, indianos ou chineses, e , perante a crise moral e social em que o mundo se encontra, ela está mais acrescida. Há, no entanto, a particularidade de a rebeldia e libertinagem afastar muitas pessoas da disciplina rígida dos rituais e levando cada um a ter o seu próprio conceito de Deus, o que não favorece as religiões que exigem actividades de massa, de multidão. Outro mal que ameaça as religiões é o radicalismo de minorias que retiram respeito e credibilidade ao valor de algumas religiões da parte dos seguidores de outros credos.
A crise em que o Mundo está mergulhado afectará também as religiões que, para sobreviverem, terão de se adaptar aos sentimentos da população actual, embora mantendo os dogmas e os conceitos fundamentais.
Postado por A. João Soares em 19:19
4 comentários:
Zé Faria disse...
O homem sempre demontrou a sua necessidade de criar Deuses e Santos Padroeiros, necessidades orientadas por seitas e religiões cristãs ou outras para que todas elas tenham razão de existir.
E em todos os tempos todas elas, as religiões, cristãs ou outras, sempre se preocuparam em acompanhar e agradar os poderes políticos e sociais, injustos ou injustos, ditadores ou democráticos.
As religiões sempre contribuiram para travar o passo ao desenvolvimento e crescimento da justiça social, por sua própria conveniência e sustentabilidade.Veja-se, ouça-se e leia-se mais uma vez as palavras do Papa, as mesmas de todos os tempos, com mais ou menos "posinhos" sagradas, são sempre as mesmas, de honras ao nascimento do Menino Jesus.... E o mundo sempre carregado de Meninos Jesus a morrer da guerra e da fome, e o vaticano carregado de riqueza a apelar à solidariedade, "ao pão dos pobres".
José Faria
25-12-2006 21:47
Alexandra Caracol disse...
É verdade meu amigo.Mais uma vez isto vem ao encontro daquilo que penso e da realidade que verdadeiramente existe.Religiões não são criadas por um Ser Superior mas sim por homens e, como tal, onde existem homens existem guerras, vícios, contendas e tudo o tipo de coisas que precisam de ser moldadas nos caracteres das pessoas.
Deus, Jeová, Alá, e todos os nomes que Lhe possam dar, na sua essência querem dizer o mesmo.As religiões, as igrejas e os grupos sejam religiosos, filosóficos ou de qualquer espécie acabam por sofrer dos mesmo males mais tarde ou mais cedo, pois dele fazem parte seres humanos com defeitos e qualidades.
Costumo dizer em tom de brincadeira que as igrejas são como hospitais; as pessoas vão lá desejando curar o que lhes vai no íntimo e que elas sentem que precisa de evoluir.
O problema da maior parte das pessoas, para não dizer todas, depois de fazerem parte de algum grupo religioso ao não, acabam por ser absorvidas pelo espírito do grupo tendo tendência a perder a capacidade de pensar e de livremente fazer escolhas. O que se festeja hoje no Natal não tem mesmo nada a ver com temas espirituais mas é antes uma miscelânea de usos e costumes idos aos quais se vai juntando novos hábitos provenientes de estratégias publicitárias com o intuito de promover o consumismo.Importante é pois que possamos estar atentos para não nos deixarmos levar como cordeirinhos atrás do rebanho sem sequer perceber porque vamos atrás e se isso tem realmente algum significado por que valha a pena seguir.
Beijinhos com amizadeAlexandra Caracol
26-12-2006 2:09
A. João Soares disse...
Amigos Zé Faria e Alexandra Caracol,Ao publicar este texto, escrito no momento, embora andase em gestação há tempos, receei o aparecimento de comentários arrasadores. Mas felizmente os vossos não o são, o que não significa que a pancada não esteja a chegar em breve.Gosto das vossas apreciações e do entusiasmo que nelas colocaram.
O homem precisa de crer em algo superior e positivo, que o incite para a elevação espiritual e moral. Mas as religiões nem sempre elevam o ser humano, antes o reprimem com proibições de vária ordem.
Há algum tempo, tive oportunidade de aperfeiçoar o meu sentido religioso lendo um dos livros de uma trilogia que me foi aonselhada por e-mail, «Conversas com Deus, um diálogo invulgar» de Neale Donald Walsch, edit Sinais de Fogo. Nele se defende que Deus está dento de nós e quer o nosso livre arbítrio e teremos o beneficio (céu) ou o inconveniente (inferno) das nossas boas ou más decisões.Senti-me mais enriquecido com esta leitura do que com os dois cursos de Bíblia por correpondência que fiz há perto de 40 anos.
De tudo isto, todas as religiões, cada religião, tem aspectos muito positivos, mas nem sempre os bons conselhos, as parábolas, são interpretados como os filósofos que os criaram tencionavam, tendo os «fiéis» sido arrastados para as maiores barbáries como aconteceu durante a Inquisição, as cruzadas, e, agora, com os radicalismos e fundamentalismos islâmicos.
Um dos conselhos que, nesta quadra festiva, gosto de recordar é «Amai os outros como a vós mesmos». Mas pouca gente ama os outros, isto é, os diferentes, os que pensam de outra forma, têm hábitos , tradições, diferentes.Venham daí as opiniões diferentes, as vossas opiniões.
Desejo-a todos os visitantes deste espaço um Ano Novo de grande riqueza espiritual
A. João Soares
26-12-2006 6:35
Alexandra Caracol disse...
Meu amigoGostava ainda de pegar no que disse no seu comentário acima: «Amai os outros como a vós mesmos».As pessoas não se apercebem que essa frase é o busílis da nossa má vivência diária.É que a maior parte das pessoas não se amam a si próprias. A sua auto-estima está por baixo, arrasada, e não têm sequer capacidade para perceber que são elas próprias tendo a sua auto-estima tão doente, que atraem as desgraças para elas. Assim é impossível a quem não se ama a si próprio amar os outros. Aliás, se forem a amar os outros como a si próprios então temos a desgraça declarada que é o que se vê. Ninguém pode dar o que não tem. Ou antes quem não se ama vai “amar” os outros com o mesmo "desamor" que nutre por si mesmo.Bem enfim, acho que já ajudei a baralhar o bastante e por isso deixo o resto para gente mais atinada.BeijinhosAlexandra Caracol
26-12-2006 10:54 Segunda-feira, 25 de Dezembro de 2006
A FESTA DO NATAL TEM 4.000 ANOS !
Do Blogue «Filhos de um Deus Menor» extraí as seguintes palavras que me fizeram reviver uma reflexões com certo tempo de amadurecimento
«A celebração do Natal antecedeu o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o «Zagmuk». Originalmente a Igreja não celebrava o nascimento de Jesus. Com o passar do tempo, todavia, os Cristãos começaram a fazer do Natal, uma forma - entre outras - de "ornamentar" a cristianização. No princípio ornamentavam-se árvores (loureiros) verdes com muitas velas para espantar os maus espíritos da escuridão.
E hoje?»
NOTA:
O homem sempre teve necessidade de encontrar explicação para as suas dúvidas acerca de tudo o que o cerca. Criou Deuses, umas vezes autoritários e exigentes, outras vezes amorosos, mas, com frequência, em grande quantidade como ocorreu nas teologias grega e romana. Os filósofos antigos canalizaram esses sentimentos das populações para diversos cultos, facilitando os comportamentos mais civilizados de vivência em sociedade. Com o progresso da história, assiste-se ao aperfeiçoamento das religiões. Como se vê das palavras atrás transcritas a influência astral foi determinante, e as religiões organizavam festas especiais próximas do solstício do Inverno e do Equinócio da Primavera, além de outras menores relacionadas com as sementeiras, as colheitas e outros momentos visíveis da natureza agrícola.
Os filósofos, doutores da lei, que criaram o cristianismo tiveram a inteligência e o cuidado de aproveitar o entusiasmo religioso dos povos da época, e o seu calendário para que a conversão não obrigasse a alterar os costumes ou a criar novas festas em paralelo com as «pagãs» já enraizadas. E, assim, localizaram o nascimento do Redentor nas festas do solstício de Inverno e a sua morte e Ressurreição no primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia depois do equinócio da Primavera. Estes pormenores e a coerência do Antigo Testamento e dos quatro evangelhos do Novo Testamento são merecedores da maior consideração e respeito pela inteligência, racionalidade e sentido prático dos filósofos da época.
Estas palavras poderão chocar muitas pessoas, mas a fé não perde com elas, a não ser em pessoas fanáticas sem a elasticidade suficiente para ir além dos textos preparados pelas autoridades eclesiásticas. A necessidade de Deus é, hoje, muito semelhante à dos gregos e romanos, indianos ou chineses, e , perante a crise moral e social em que o mundo se encontra, ela está mais acrescida. Há, no entanto, a particularidade de a rebeldia e libertinagem afastar muitas pessoas da disciplina rígida dos rituais e levando cada um a ter o seu próprio conceito de Deus, o que não favorece as religiões que exigem actividades de massa, de multidão. Outro mal que ameaça as religiões é o radicalismo de minorias que retiram respeito e credibilidade ao valor de algumas religiões da parte dos seguidores de outros credos.
A crise em que o Mundo está mergulhado afectará também as religiões que, para sobreviverem, terão de se adaptar aos sentimentos da população actual, embora mantendo os dogmas e os conceitos fundamentais.
Postado por A. João Soares em 19:19
4 comentários:
Zé Faria disse...
O homem sempre demonstrou a sua necessidade de criar Deuses e Santos Padroeiros, necessidades orientadas por seitas e religiões cristãs ou outras para que todas elas tenham razão de existir.
E em todos os tempos todas elas, as religiões, cristãs ou outras, sempre se preocuparam em acompanhar e agradar os poderes políticos e sociais, injustos ou injustos, ditadores ou democráticos.
As religiões sempre contribuiram para travar o passo ao desenvolvimento e crescimento da justiça social, por sua própria conveniência e sustentabilidade.Veja-se, ouça-se e leia-se mais uma vez as palavras do Papa, as mesmas de todos os tempos, com mais ou menos "posinhos" sagradas, são sempre as mesmas, de honras ao nascimento do Menino Jesus.... E o mundo sempre carregado de Meninos Jesus a morrer da guerra e da fome, e o Vaticano carregado de riqueza a apelar à solidariedade, "ao pão dos pobres".
José Faria
25-12-2006 21:47
Alexandra Caracol disse...
É verdade meu amigo.
Mais uma vez isto vem ao encontro daquilo que penso e da realidade que verdadeiramente existe.
Religiões não são criadas por um Ser Superior mas sim por homens e, como tal, onde existem homens existem guerras, vícios, contendas e tudo o tipo de coisas que precisam de ser moldadas nos caracteres das pessoas.
Deus, Jeová, Alá, e todos os nomes que Lhe possam dar, na sua essência querem dizer o mesmo.As religiões, as igrejas e os grupos sejam religiosos, filosóficos ou de qualquer espécie acabam por sofrer dos mesmo males mais tarde ou mais cedo, pois dele fazem parte seres humanos com defeitos e qualidades.
Costumo dizer em tom de brincadeira que as igrejas são como hospitais; as pessoas vão lá desejando curar o que lhes vai no íntimo e que elas sentem que precisa de evoluir.
O problema da maior parte das pessoas, para não dizer todas, depois de fazerem parte de algum grupo religioso ao não, acabam por ser absorvidas pelo espírito do grupo tendo tendência a perder a capacidade de pensar e de livremente fazer escolhas. O que se festeja hoje no Natal não tem mesmo nada a ver com temas espirituais mas é antes uma miscelânea de usos e costumes idos aos quais se vai juntando novos hábitos provenientes de estratégias publicitárias com o intuito de promover o consumismo.Importante é pois que possamos estar atentos para não nos deixarmos levar como cordeirinhos atrás do rebanho sem sequer perceber porque vamos atrás e se isso tem realmente algum significado por que valha a pena seguir.
Beijinhos com amizade
Alexandra Caracol
26-12-2006 2:09
A. João Soares disse...
Amigos Zé Faria e Alexandra Caracol,
Ao publicar este texto, escrito no momento, embora andasse em gestação há tempos, receei o aparecimento de comentários arrasadores. Mas felizmente os vossos não o são, o que não significa que a pancada não esteja a chegar em breve.Gosto das vossas apreciações e do entusiasmo que nelas colocaram.
O homem precisa de crer em algo superior e positivo, que o incite para a elevação espiritual e moral. Mas as religiões nem sempre elevam o ser humano, antes o reprimem com proibições de vária ordem.
Há algum tempo, tive oportunidade de aperfeiçoar o meu sentido religioso lendo um dos livros de uma trilogia que me foi aconselhada por e-mail, «Conversas com Deus, um diálogo invulgar» de Neale Donald Walsch, edit Sinais de Fogo. Nele se defende que Deus está dento de nós e quer o nosso livre arbítrio e teremos o beneficio (céu) ou o inconveniente (inferno) das nossas boas ou más decisões.Senti-me mais enriquecido com esta leitura do que com os dois cursos de Bíblia por correspondência que fiz há perto de 40 anos.
De tudo isto, todas as religiões, cada religião, tem aspectos muito positivos, mas nem sempre os bons conselhos, as parábolas, são interpretados como os filósofos que os criaram tencionavam, tendo os «fiéis» sido arrastados para as maiores barbáries como aconteceu durante a Inquisição, as cruzadas, e, agora, com os radicalismos e fundamentalismos islâmicos.
Um dos conselhos que, nesta quadra festiva, gosto de recordar é «Amai os outros como a vós mesmos». Mas pouca gente ama os outros, isto é, os diferentes, os que pensam de outra forma, têm hábitos , tradições, diferentes.Venham daí as opiniões diferentes, as vossas opiniões.
Desejo-a todos os visitantes deste espaço um Ano Novo de grande riqueza espiritual
A. João Soares
26-12-2006 6:35
Alexandra Caracol disse...
Meu amigo
Gostava ainda de pegar no que disse no seu comentário acima: «Amai os outros como a vós mesmos».As pessoas não se apercebem que essa frase é o busílis da nossa má vivência diária.É que a maior parte das pessoas não se amam a si próprias. A sua auto-estima está por baixo, arrasada, e não têm sequer capacidade para perceber que são elas próprias tendo a sua auto-estima tão doente, que atraem as desgraças para elas. Assim é impossível a quem não se ama a si próprio amar os outros. Aliás, se forem a amar os outros como a si próprios então temos a desgraça declarada que é o que se vê. Ninguém pode dar o que não tem. Ou antes quem não se ama vai “amar” os outros com o mesmo "desamor" que nutre por si mesmo.Bem enfim, acho que já ajudei a baralhar o bastante e por isso deixo o resto para gente mais atinada.
Beijinhos
Alexandra Caracol
26-12-2006 10:54
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Festa de Natal tem 4.000 anos
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A nostalgia da Liberdade
Do Jornal de Notícias de 25 de Dezembro, extraio o início do artigo que aborda a ameaça para a liberdade representada pelo cartão único, ao qual junto uma Nota cujo conteúdo é já conhecido dos leitores dos comentários nos blogues.
A nostalgia da liberdade
Francisco José Viegas, Escritor
Sem surpresas por parte dos pessimistas do costume - entre os quais me encontro - o parlamento aprovou, por unanimidade, o projecto governamental do Cartão Único. A modernidade rejubilou, imbecil e histriónica e apressa-se a dizer que, depois de termos inventado a Via Verde das auto-estradas, mantemos o passo acertado com as grandes nações (o que não é verdade - na Austrália e nos EUA não há bilhete de identidade, por exemplo) temos cartão único de cidadão, basta agora começarmos a cruzar os dados: o número de cidadão, o de contribuinte, o da segurança social, em breve o da saúde, quem sabe se de o fumador de marijuana ou o de leitor de literatura obscena ou de adepto de um clube de futebol.
O ministro António Costa, alertado pelas objecções acerca do perigo de haver tamanha concentração de dados num único cartão, lembrou que "isto não é o Big Brother". Engana-se, meu Caro António Costa não é o Big Brother, mas pode ser o princípio. Nada nos garante que, daqui a uns anos, a uns meses, depois de entrar em vigor o cartão único, não exista um organismo, muito cioso da segurança do Estado e do controle dos cidadãos, que comece realmente a fazer o cruzamento dos dados contidos no "chip" que cada um trará dentro do bolso. Nada que não tenha acontecido antes (...).
NOTA: O Mundo está a caminhar para soluções de alto e rigoroso controlo e centralizadoras tendentes para o Governo Mundial sob a liderança de um Governo único tipo ONU, o que está a ser cozinhado por um grupo já numeroso de ricaços - banqueiros, grandes industriais casas reinantes, políticos de influência e magnatas da comunicação social, integrados na organização que dá pelo nome de Clube Bilderberg. Há um livro do círculo de Leitores muito esclarecedor.
Não é por acaso que se desenvolveu a associação de estados na Europa (UE), a NAFTA, a AFTA, o Merco sul, etc. etc. Tudo isto é fomentado pelo Clube.
A legislação do comércio internacional é uma forma de reduzir o poder dos Estados e de o transferir para um organismo internacional.
Os dirigentes de Instituições supranacionais e os dirigentes dos Estados mais poderosos são apoiados pelo Clube, como, por exemplo o Presidente dos EUA. Reparemos que Guterres que foi convidado numa recente reunião do Clube está em funções supranacionais. O mesmo se passa com Durão Barroso, o mesmo se há-de passar em breve com Nuno Morais Sarmento e com Augusto Santos Silva.
Por acaso Cavaco não estava a ser controlado pelo Clube, mas este, logo após a posse, mandou cá o Henri Kissingir, um dos homens de mão de David Rockefeller, uma das eminências do Clube, trazer o catecismo e ler-lhe os mandamentos.
Estamos numa «guerra» pacífica, sem tiros nem violências, cuja arena são os gabinetes higiénicos, com ar condicionado, belas alcatifas e decorações.
Portugal com o cartão único está a demonstrar ser um bom aluno, através daqueles que têm participado nas reuniões do Clube. Mas não é só o Cartão Único que nos controla (como o Big Brother do livro 1984 de George Orwell), nós estamos a ser controlados quando temos o telemóvel ligado, quando vamos ao Multibanco, quando entramos nalguns edifícios ou passamos nas ruas e estradas que dispõem de câmaras de vídeo. A liberdade já pertence ao passado e a pouca que nos resta vai durar muito pouco. Ai dos nossos netos! Estão bem tramados com o mundo que a nossa geração lhes deixa como herança envenenada.
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O Poder não repudia a corrupção
Transcreve-se este artigo de opinião do Diário de Notícias de 22 de Dezembro, por ter muita actualidade e vir ao encontro de artigos já aqui publicados.
Para inglês ver
Joana Amaral Dias
Psicóloga, genecanhoto@gmail.com, DN, 070122
Quando se soube da saída de João Cravinho do grupo parlamentar do PS, com o objectivo de ocupar um lugar no Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (em Londres) - convite dirigido pelo próprio primeiro-ministro - houve quem acreditasse na bondade e casualidade da oferta. Porém, outros - talvez menos crédulos -, sabendo que o deputado preparava uma série de elementares medidas anticorrupção, com vista a agilizar e a modernizar este imprescindível combate, interpretaram o posto como uma tentativa de silenciamento.
Cravinho prometeu que não deixaria o Parlamento sem levar as suas propostas a bom porto. E garantiu que o bilhete para Londres não o compraria. Ou seja, não o corromperia. Foram meses de discussão. Para que agora o grupo parlamentar do PS concluísse - pasme-se! - que as mesmas são "portadoras do vírus da insegurança jurídica", segundo Vera Jardim. Uma forma tecnicista e nada frontal de chumbar estas iniciativas, como se a peçonha morasse nas propostas e não na corrupção.
O PS não apenas se demitiu desta luta como o fez de uma forma pouco séria. Alberto Martins assegurou que as propostas de Cravinho foram rejeitadas pelo seu grupo parlamentar, quando as mesmas não terão sido nem aceites nem chumbadas. Aliás, vários deputados só tiveram acesso pleno às propostas no início da reunião! Que conveniente... Uma forma pouco séria, também, porque, entretanto, o PS atirou para os media propostas alternativas que, na verdade, são completamente pífias. Mas que não deixam de revelar a intenção de enganar.
Com Cravinho exilado num conforto manso e com o PS a gerir esta pasta desastrosamente, o que fica em causa é a própria credibilidade da causa, fundamental a qualquer democracia. Impossível não lamentar que Cravinho tenha aceitado o posto londrino, nestas circunstâncias.
O resultado é o mais que provável livre curso da corrupção em Portugal, mesmo que contrariado em pomposas palavras de combate. Como, entretanto, Cavaco Silva proferiu no 5 de Outubro um muito comentado discurso sobre este tema e como receberá hoje Cravinho em Belém, veremos quanto vale a fala do Presidente da República. Deixar andar a corrupção também será cooperação estratégica? Pode ser que sim. Mas não em nome dos interesses do País.
NOTA: Artigos sobre o mesmo tema em Do Mirante:
- Corrupção impune, em 070112
- Corrupção. Falta de vontade política, em 070119
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A. João Soares
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domingo, 21 de janeiro de 2007
Aulas de substituição
Finalmente a imbecilidade começa a dar frutos.
Aulas de substituição podem custar um milhão
A procissão ainda vai no adro mas começam a aparecer os resultados da acção inconsequente da política arrogante e incompetente de alguém que deveria andar a brincar com bonecas e do outro que deveria se entreter com o colo do seu prazer e deixar as vidas das pessoas em paz.
NOTA: De repente, a palavra imbecilidade pareceu-me demasiado forte. Mas, após uma ligeira reflexão, não encontro nada melhor. Os políticos, podendo dispor dos dinheiros públicos, impunemente, tomam decisões que bradam aos céus. Não contam com os cidadãos e tratam-nos como se a escravatura ainda existisse. No caso das aulas de substituição, o ministério que decidiu a carga horária semanal considera-se no direito de obrigar os professores a trabalhar mais horas sem qualquer pagamento adicional. Isso só é possível com os desgraçados militares porque não têm sindicato nem direito a manifestação, nem direito a greve; esses são autênticos escravos... até ver! Mas os professores não o são.
Outro caso de «ditadura» democrática (!) ocorre no ministério da Saúde. Cada vez que o ministro fala, só argumenta com euros, esquecendo que o objectivo do seu ministério são as pessoas e a sua saúde, que ele deve preservar e recuperar sempre que a preservação falha não as finanças e os custos do sistema de saúde. Este, para ter as finanças direitinhas, qualquer dia manda matar todos os doentes, sim, porque ele não é ministro da doença; depois só se preocupará com a saúde a qual, existindo, não lhe dá preocupação e quando desaparece, aplica a injecção letal e continua a haver apenas saúde, só saúde. Assim será o ministro com mais êxito e eficácia no seu mester.
Atenção, estou a ironizar. Nada de o Sr. ministro levar isto totalmente a sério. Temos de estar atentos, não vá ele sucumbir a esta tentação!!!
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Urbanismo e efeitos secundários
O post ‘Venda da «Penitenciária» de Lisboa’ obteve alguns comentários interessantes pelos subentendidos que sugerem.
Numa visita ao blogue «Alcobaça: Ecos e comentários» encontrei dois posts afastados entre si no espaço e no tempo, um referente a Alcobaça e outro a Espanha, algo esclarecedores acerca do saber que está por detrás dos referidos comentários, de que extraio duas passagens:
Sobre Alcobaça:
As obras de "requalificação" promovidas pela Câmara são filhas de POLÍTICAS EMPÍRICAS, como todos sabem menos o sr. Presidente, segundo parece. E, têm sido uma das maiores formas de atrair o investimento no concelho... sobretudo para empreiteiros construtores, gabinetes de arquitectos, projectistas, empresas de materiais de construção...
Parece que, com a qualidade da obra levantada, em cada inverno lá teremos nós, mais campanhas para atrair investimento.Será que o sr. Presidente da Câmara está a contar com a ajuda das chuvas no inverno, ou noutra estação, para desenvolver as suas ideias económicas ?!
Sobre Espanha:
Mas a publicação deste desenho, no El Pais de 1/12/2006, prende-se com a corrupção em Espanha associada ao urbanismo; obras publicas e privadas, licenciamentos de campos de golf, avaliação de terrenos a familiares de cargos públicos; empregos a familiares e benfeitores do partido que governa; Empresas que fornecem serviços a ayuntamentos (Câmaras) que são de familiares de políticos; portos marítimos e marinas construídos com branqueamentos de capitais; políticos que recebem luvas de licenciamento de obras, financiação de partidos.... as vertentes são infindáveis! Felizmente o governo do País vizinho tem estado à altura, deste tipo de crimes, e elencos camarários inteiros já foram para a prisão sem fiança e estão na calha futuras detenções. Isto a propósito de em tempos de crise, como os que estamos a viver, anunciarem-se obras, mastodônticas, em todos os lugares sem entendermos que dinheiro as suportam, donde vem e o que está por detrás de semelhantes negócios. Será unicamente a ingénua atracção ao investimento? Ou será que o desenho acaba por dar razão à ideia que é a CORRUPÇÃO QUE MOVIMENTA A ECONOMIA ... e dá muitos empregos aos coniventes com ela ? E cá? Os interesses situam-se tanto lá como cá à volta de determinados agentes económicos. Mas lá «o Governo tem estado à altura deste tipo de crimes» e cá?
Postado por A. João Soares em 10:18
4 comentários:
MRelvas disse...
Cá amigo Soares parece que o TC começa a ser uma dor de cabeça para os senhores das câmaras e empresas públicas e camarárias e até para o orçamento de estado!As entidades de investigação começam a dar algum sinal de estarem vivas para o fenómeno da corrupção.Veremos se é só um fogo de vista destinado a entreter os portugueses...quero confiar!Quando algum autarca dá sinais de aplicação de regras de conduta mais sérias e não embarca no "carneirismo" de tudo facilitar é tratado como "fascista",como Rui Rio no Porto!O povo exige mudanças mas depois alguns criticam as mudanças!O fenómeno corrupção/urbanismo é real e tem de ser visto com olhos de ver!Abraços Mário Relvas
25-12-2006 11:27
A. João Soares disse...
Amigo Relvas,
A propósito do Rui Rio, quando alguém procura ser sério num País de desonestos (há honrosas excepções) aparecem outros a tentar destruí-lo.Encontrei há pouco esta anedota que dá razão a esta asserção:Um pescador de caranguejos nunca tapa o balde em que vai colocando os caranguejos que apanha. Isto admira toda a gente à sua volta.Alguém lhe pergunta um dia : - Porque não tapas o balde em que tens os caranguejos? Não tens medo que fujam?Ao que o pescador calmamente responde: - Não é preciso.. são caranguejos portugueses: quando um tenta subir, os outros imediatamente o puxam para baixo!"As anedotas também nos trazem ensinamentos!!!
Um abraço
A. João Soares
25-12-2006 11:36
Ortogal disse...
Meu caro A. João Soares, vim aqui para lhe agradecer a sua viosita e simpáticas palavras. E neste Mirante acabei por ficar algum tempo lendo o que escreveu e vendo como o mundo é pequen, como os seus males são tantas vezes comuns e como ainda existem pessoas boas, no verdadeiro sentido da palavra, que estão atentas a eles e à sua perfídia. Os meus parabéns pois a este Mirante ainda jovem, para contrastar com a magnífica idede do seu autor, que lhe dá, em conjunto com a pessoa que aqui se revela em belas palavras, o estatuto de Mestre. A acompanhar pois diariamente. Votos também de um Felicíssimo Natal e de um Ano de 2007 com muita alegria!
Valdemar Rodrigues
25-12-2006 15:47
A. João Soares disse...
Ortogal
Apareça mais vezes e difunda pelos amigos. Procuro ter sempre fruta fresca!
Quer concorde ou não, deixe um comentário. Dessa forma, vamos aprendendo uns com os outros.
Tenha um Ano 2007 muito feliz
Cumprimentos
João Soares
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A. João Soares
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Venda da «Penitenciária» de Lisboa
Ministro: Ainda «não está nada previsto» para substituir EPL
O ministro da Justiça, Alberto Costa, afirmou esta sexta-feira, em Lisboa, que «não está nada previsto para o edifício do Estabelecimento Prisional de Lisboa» (EPL), vendido pelo Estado à Sagestamo por 60 milhões de euros. «A única coisa que está prevista é a substituição do actual EPL por dois estabelecimentos prisionais», afirmou o ministro.
A Sagestamo é uma sociedade anónima de capitais públicos pertencente ao universo da Parpública, a holding estatal que gere as receitas das privatizações.Segundo declarações do secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça, Conde Rodrigues, dadas ao Diário de Notícias, a venda do EPL insere-se num plano de modernização do sistema prisional que passará pela desactivação de todos os estabelecimentos prisionais localizados nos centros das cidades.O EPL está localizado numa das zonas mais caras da cidade e o licenciamento dos seus futuros usos passa inevitavelmente pela Câmara de Lisboa.
Diário Digital / Lusa22-12-2006 18:36:17
Carmona Rodrigues desconhece futuro do EPL
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, afirmou hoje, em Lisboa, que desconhece o futuro do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), vendido pelo Estado à «Sagestamo» por 60 milhões de euros.
«É uma notícia de que ainda não conheço os pormenores, portanto não me posso pronunciar», afirmou Carmona Rodrigues, acrescentando que falará «assim que tiver a informação necessária».
A «Sagestamo» é uma sociedade anónima de capitais públicos pertencente ao universo da Parpública, a «holding» estatal que gere as receitas das privatizações.
Segundo declarações do secretário de Estado Adjunto do ministro da Justiça, Conde Rodrigues, dadas ao Diário de Notícias, a venda do EPL insere-se num plano de modernização do sistema prisional que passará pela desactivação de todos os estabelecimentos prisionais localizados nos centros da cidade.
O EPL está localizado numa das zonas mais caras da cidade e o licenciamento dos seus futuros usos passa inevitavelmente pela Câmara de Lisboa.Diário Digital / Lusa22-12-2006 12:40:00
Venda do Estado a uma empresa estatal, porquê? Para quê? Com as vendas sucessivas, o que ganha o Estado? Quem ganha?
Quem serão os construtores favorecidos? A quem serão encomendados os muitos estudos «necessários» até à concretização do negócio?
Quem puder estar atento aos pormenores irá ter muito que meditar sobre o estado em que está a administração dos interesses nacionais, do Estado!
Postado por A. João Soares em 11:24
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MRelvas disse...
Vendido a uma empresa estatal...depois será revendido e quem ganhará com isto tudo serão os construtores.Estes homens do betão são os que subsidiam os partidos...seja lá qual ele for!Amigo A. João Soares,desejo-lhe uma boa consoada.Mário Relvas
24-12-2006 12:17
Joé Maria Martins disse...
Caro A. João Soares
Excelente post.
Há falta de transparência nestes negócios. A grande fonte de alimentação da clientela política , passa pelos pareceres e estudos, encomendados a empresas de amigos do peito.São milhões de contos em estudos. Económicos, de impacto, jurídicos, urbanisticos, e outros.
Se o EPL é para desaparecer, então a transparência da actuação dos poderes públicos e a prossecução do interesse público passava pela venda dos terrenos de forma transparente e cristalina. Feliz Natal.
José Maria Martins.
24-12-2006 17:21
A. João Soares disse...
Aos amigos Mário Relvas e José Maria Martins agradeço a visita e a amabilidade dos comentários.
Os contribuintes menos protegidos têm de apertar os cintos, insistentemente, para os detentores do Poder poderem beneficiar os seus «amigos do peito» com estudos, pareceres e outros negócios sinuosos que dêem dinheiro fácil.
Votos de um Bom 2007
Abraços
A. João Soares
26-12-2006 15:39
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A. João Soares
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Farinhas da BSE, sorvedouro de euros públicos
Segundo o Jornal de notícias de 23 de Dezembro, oito anos depois de se ter iniciado o armazenamento de farinhas resultantes de subprodutos bovinos, devido à chamada doença das vacas loucas (BSE), mais de 77 mil toneladas continuam à espera de destino.
O aluguer de armazéns espalhados pelo país custa mensalmente, em média, cinco euros por tonelada - feitas as contas, quase 400 mil euros.
As farinhas começaram a ser recolhidas e armazenadas em 1998 e em Março no ano passado somavam já 122 680 toneladas. Só nessa altura se iniciou o processo de incineração mas, um ano e meio depois, apenas foram queimadas cerca de 45 mil.
O processo de armazenamento e eliminação de farinhas, assim como o controlo de subprodutos, é coordenado pelo Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola (INGA).
Setúbal, Montachique, Carregado, Ílhavo, Salvaterra de Magos e Rio Maior são os locais do país onde se encontram armazenadas maiores quantidades de farinhas. Há também armazenamentos significativos em instalações militares, como o Campo de Tiro de Alcochete e a base da OTAN do Marco do Grilo.Pergunta: Será esta uma forma inteligente e honesta de gerir os dinheiros públicos? Não haverá uma solução menos onerosa para os dinheiros públicos? Quem está a lucrar com isto? Qual o benefício para o País deste armazenamento sem prazo? Que explicações credíveis dá o ministério da Agricultura? Quem é responsável pelo arrastamento desta situação que contribui para a crise que nos faz apertar o cinto?
Postado por A. João Soares em 9:28
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MRelvas disse...
FELIZ NATAL
23-12-2006 11:42
david santos disse...
Olá, Grande Amigo, João Soares! Tudo de bom para si e para o mundo.
Abraços.
Até sempre.
23-12-2006 12:45
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Segurança rodoviária no Natal
A GNR mobiliza mais de dois mil militares para, a partir da meia noite de hoje, 22, patrulhar as estradas no âmbito da Operação Natal e Ano Novo, a fim de contribuir para o reforço da segurança nas estradas, através de uma condução mais prudente e com vista à redução do número de acidentes e de vítimas.
Eles aí estarão, durante 10 dias, nas auto-estradas, estradas nacionais e itinerários, a cada hora do dia e da noite.
Esta notícia vem recordar-nos a intenção inconcebível, evidenciada no início deste semestre, de considerar estes agentes da autoridade em condições idênticas às da generalidade dos funcionários públicos. Mas fica a pergunta se, olhando a sério, com os olhos abertos, alguém encontra algum funcionário público a ir trabalhar, nestes momentos festivos de feriados e tolerância de ponto, sem horário, a qualquer hora do dia ou da noite, a correr riscos de ser atropelado ou agredido a tiro ou de outra qualquer forma? No entanto, esses riscos são reais e já têm vitimado muitos militares da GNR. E além dos agentes, também os familiares sofrem as consequências de tais perigos.
Será sensato e inteligente que os políticos, ao «pensarem» nas «regalias» de tais profissionais e as compararem com as de qualquer «manga de alpaca», tenham presentes as condições de trabalho e os perigos que lhes pesam sobre os ombros e são extensivos à suas famílias (às viúvas e aos órfãos).
Postado por A. João Soares em 6:59
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deprofundis disse...
Só não vê quem não quer. Mas neste país em que todos querem ser servidos e ninguém acha que se deve esforçar, não é de estranhar tamanha cegueira.Só uma pergunta: há quantos anos é que esses militares não sabem o que significa festejar o Natal em família?
22-12-2006 23:43
Anônimo disse...
Um dizia no CM que é de 1985,tirou o curso de trânsito em 1989 e foi oara a BT,nunca teve um Natal e uma fim do ano em casa!Diz ter autorização para ir beber um copo de vinho do Porto a meio do turno ao posto,mas mais nada.Pede para o Comando tentar conciliar a alternância entre quem trabalha no natal com folga no fim do ano e vice versa,mas até agora tem sido impossível!E dizem que são funcionários públicos...quais regalias?
Um abraço
MRelvas
25-12-2006 2:35
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Etiquetas: rodoviária, sinistralidade
Ninguém está acima da lei
Notícias de hoje, 22, dizem que o Procurador Geral da República vai mandar investigar actos considerados menos correctos do seu antecessor. Mesmo que esta decisão acabe por não produzir efeitos visíveis mediáticos, é altamente interessante por mostrar à generalidade da população que ninguém está acima da lei.
Este conceito é de suma importância na noção de Estado de Direito que modernamente todos os Estados se prezam de ser. Porém, não basta dizer, nem ficar por uma ou outra notícia bombástica, é indispensável um comportamento generalizado consonante com este conceito. Seria bom que a prática viesse destruir a convicção generalizada de que o crime de colarinho branco fica sempre impune.
Tenhamos esperança no actual Procurador Geral da República e em que ele não venha a desiludir-nos.
Postado por A. João Soares em 21:33 0 comentários
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Etiquetas: impunidade, Lei
Derrapagem de 23 milhões na linha do Norte
Com a devida vénia, extrai-se de A VOZ DO POVO este artigo
Meus amigos, este é o país que temos! Um país, onde aos senhores administradores de empresas públicas e políticos, podem gerir mal e o mal são batatas... aínda lhe arranjam um tacho melhor a seguir. Segundo a notícia publicada no JN (Jornal Notícias de hoje 21-12-2006), estes senhores brincam mesmo com o dinheiro de nós todos e responsabilidades não há?"
O órgão fiscalizador das contas públicas, presidido por Guilherme d'Oliveira Martins, considera também que a REFER adjudicou empreitadas a propostas mais caras, sem que isso trouxesse "vantagens económicas reais" para o interesse público. E conclui que na contratação de, pelo menos sete, a empresa poderia ter poupado 15 milhões de euros.
A auditoria, coordenada pelo economista Abílio Matos, critica ainda a REFER por ser alvo de pedidos de elevadas indemnizações e por deficiências nos projectos. O TC dá o exemplo de uma empreitada, adjudicada ao consórcio Teixeira Duarte/Soares da Costa/Somafel, que pediu uma indemnização de 5,4 milhões de euros por erros e omissões no projecto , o que acrescido de IVA representa 7,9% do valor do contrato. "Isto é de bradar aos seus, agora pergunta-se o que vai acontecer? O Tribunal de Contas, o Governo irá pedir contas aos senhores administradores da REFER? Um qualquer de nós que fuja ao fisco, está feito e estes administradores, pagos a peso de ouro, não teriam obrigações de gerir a causa pública com zelo e competência? A que propósito, se adjudicam propostas mais caras, sem benefício à vista e comprovado?
A meu ver, chorudas comissões, vão parar aos bolsos dos adjudicantes... e não são declaradas... caso de corrupção à vista! Mais um caso para investigar e esclarecer, aqui o Zé Povinho, que só vê o dinheiro sair-lhe do bolso e o país na miséria.
posted by Bendix2006
NOTA: O Governo, para ser coerente com a sua decisão de nos fazer apertar o cinto, furo a furo, por tempo indeterminado, devia actuar rigorosamente contra quem prejudica o Estado, os nossos impostos, de forma tão despudorada, tão criminosa.
Não se compreende que queiramos ser um Estado do primeiro mundo e se deixe estas pessoas roubar e deixar roubar o erário com tanto àvontade e impunidade. Estes gestores não poderiam ter sucesso na actividade privada, onde os erros se pagam, como se viu com o «competente» ex-gestor da Expo 98.
Pergunto: Quando será decidido exigir responsabilidades por erros técnicos e de gestão e averiguar a acumulação de riqueza, e a sua origem, dos políticos, no activo e já fora dele. Isto é um escândalo. Mas, ao mesmo tempo é um esclarecimento para os contribuintes, que ficam a saber as razões do aperto do cinto, os destinos dos seus impostos crescentes e das dificuldades que são criadas em todos os sectores nacionais.
Está de parabéns O Sr. Dr. Oliveira Martins. Deus lhe dê vida e saúde para continuar a defender Portugal. Mas tenha cuidado com o «polónio 210». Há pessoas que não perdoam e de tudo são capazes.
Postado por A. João Soares em 8:50
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A. João Soares
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Um País à deriva
Segundo notícias de hoje, 21 de Dezembro, o Governo português, por intermédio de Luís Amado, quando ainda era ministro da Defesa, terá prestado informações erradas e omitido dados sobre os voos da CIA (serviços secretos norte-americanos) que sobrevoaram o espaço aéreo nacional ou que fizeram escala em aeroportos portugueses, nos Açores (Lajes e Santa Maria), ao afirmar que não constavam dos registos portugueses quaisquer voos.
Porém, a comissão temporária do Parlamento Europeu que investiga os voos da CIA que transportavam prisioneiros ilegalmente entregou em Bruxelas, pela mão da socialista Ana Gomes, uma lista de 94 voos de e para a base norte-americana de Guantânamo, dos quais sobrevoaram o espaço português 77 voos, e outros 17 fizeram escalas nos aeroportos das Lajes e Santa Maria, nos Açores, o que contradiz as informações atrás referidas.
Um porta-voz de Luís Amado, agora ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, citado pela SIC em 21 de Dezembro, garantiu que "não houve mentira ou omissão deliberada" e que o Executivo português "vai continuar a fazer o levantamento de todos os casos detectados".A explicação do porta-voz nada tem de novo situando-se no estilo «politicamente correcto» a que nos vêem habituando. Mas nada nos tranquiliza.
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A. João Soares
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Os terrenos alagados da Ota
Por julgar muito interessante e elucidativo transcreve-se o texto que foi publicado como "carta ao Director" no "Público" e noutros jornais.
Os terrenos alagados na Ota
O "Público" publicou na primeira página do número de ontem, 22 de Novembro, uma fotografia de terrenos, neste momento alagados, da área prevista pelos "Aeroportos de Paris" (ADP) para implantação do aeroporto da Ota. Se este aeroporto vier a ser construído será, certamente, a maior construção da Europa em leito de cheias. Mas convém dizer mais o seguinte: a cota dos terrenos que aparecem na fotografia é de cerca de 5 metros acima do nível do mar e a cota prevista pelos ADP para a plataforma do aeroporto é de cerca de 30 metros.Será, assim, necessário fazer um aterro com cerca de 25 metros de altura sobre os terrenos representados. Estes terrenos, na zona das ribeiras, são terrenos argilosos e o firme (bed rock) encontra-se a cerca de – 20 metros.
Os estudos até agora divulgados parece revelarem a intenção de usar para fazer o aterro o " tout venant" retirado das zonas com cotas mais altas. Mas, a construção de aeroportos tem exigências muito especiais.
No caso da Ota, a consolidação das pistas exige: ou o uso de estacas com cerca de 50 metros; ou a substituição por areias de todo o material argiloso do leito das ribeiras acima do bed rock à semelhança do que foi feito no aeroporto de Macau; ou a consolidação dos terrenos argilosos por meios mecânicos, processo muito moroso e delicado, sobretudo num local sujeito a inundações.
Convém perguntar aos "Aeroportos de Paris" , que ganharam o concurso para assessoriar a NAER, qual é a solução que preconizam ou, então, se assumem a responsabilidade de dizer que o " tout venant" pode ser depositado no leito das ribeiras sem nenhuma ,preparação prévia.
Só depois será possível fazer um orçamento credível, o planeamento do estaleiro e a calendarização da obra.
António Brotas
Professor Catedrático Jubilado do IST
NOTA: quem serão os verdadeiros interessados nesta localização? Os controladores aéreos consideram muito perigosa a proximidade da serra de Montejunto e prevêem acidentes quer nas descolagens quer nas aterragens.
Postado por A. João Soares em 19:11
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deprofundis disse...
Mas não sabia? Quem vai ganhar com isto tudo é o lobi do cimento. Se o país não se afundar por completo.Negociatas com os terrenos da Portela, negociata com os terrenos da OTA, negociata com as derrapagens que, pelos vistos, vão ser imensas...
20-12-2006 20:48
A. João Soares disse...
E dizem haver outros: aqueles que compraram os terrenos que vão ser valorizados e que custaram o preço da «uva mijona». Há quem cite nomes, mas Mário Soares já desmentiu estar interessado nesse negócio. A. João Soares
20-12-2006 21:58
MRelvas disse...
Caro A. João Soares,
quem serão os interessados? Os que subsidiam os partidos... os mensalinhos locais,os mensalões locais... os pacóvios da trolhice... e os que noutros tempos combinando em segredo a futura obra adquiriram tão lamacentos terrenos pelo preço da "UVA MIJONA".Mas não se ficam por aqui... vão fazer obras agora e sempre na Portela no valor de milhões de contos, por isso meu amigo o "possível novo aeroporto só deverá estar pronto depois de 38 derrapagens no valor da OBRA! ASSIM VAI PORTUGAL! Ou o que resta dele.
Convido-o a ler a resposta ao Semanário o Crime no meu blog!
Abraços
MRelvas
21-12-2006 0:57
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A. João Soares
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Polícias querem direito à greve
A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), o sindicato mais representativo da PSP, entregou na Assembleia da República (AR) uma petição em que exige do Governo o direito à greve por parte dos polícias.
Mas porque razão não hão-de ter ainda esse direito? Os governantes, com muito regozijo, retiraram-lhes todos os direitos que os distinguiam dos funcionários vulgares públicos, e estes têm direito a sindicato e a greve; também os meritíssimos juizes, que até se consideram órgão de soberania, também podem fazer greve. Então qual a razão de os polícias estarem privados dessa forma democrática de luta. Algo está errado nesta lógica que actua como um pau de dois bicos.
Não ensandeci, ao falar assim. Só queria enfatizar a falta de lógica do Governo em fazer restrições aos polícias em nome do bem público mas sem lhes dar qualquer compensação por esses sacrifícios, indo ao extremo de os comparar aos funcionário públicos.
Com efeito, não quero imaginar o que serão as grandes cidades num dia de greve da PSP. Nesse dia os prevaricadores agem impunemente, a qualquer hora, em qualquer local, sem qualquer receio. Realmente, não posso aceitar que a PSP faça greve, mas o Governo não pode imaginar o sofrimento de agentes que se vêm igualados aos «mangas de alpaca», mas a quem em dado momento tudo é exigido. Viu-se há dias na Dinamarca que os polícias estão sempre prontos a entrar em acção para combater os efeitos nefastos de governantes apressados e insensatos. A sua prontidão permite, em caso grave, contar com a sua presença qualquer hora, em qualquer dia, enfrentando riscos que por vezes vão até à perda da vida, o que não acontece a um vulgar funcionário público. Se o Governo não os prestigiar, se os tribunais não derem seguimento ao seu trabalho de fiscalização e repressão da criminalidade.
Não podemos ficar espantados se utilizarem formas irregulares de demonstrarem o seu mal-estar.
Postado por A. João Soares em 5:49
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deprofundis disse...
Apoiado. Uma coisa é certa: sem o direito à greve, as classes profissionais perdem uma parcela fundamental do poder reivindicativo e estão por isso a ser prejudicadas. E das duas uma: ou o Governo compensa essa lacuna ou vai até às últimas consequências e permite todos os mecanismos sindicais.
Por outro lado, a Lei contempla a figura dos serviços mínimos, o que diminuirá a perigosidade da greve dos polícias. É tudo uma questão de se regulamentarem devidamente as coisas.
E o mesmo terá de ser aplicado às Forças Armadas.
20-12-2006 15:00
MRelvas disse...
Os serviços mínimos já foram executados na PSP, sem direito à greve!
A chamada greve de zelo, actuando somente nas chamadas de emergência e não autuando... por aí além!! Sou contra as greves pela possível insubordinação, mas não vejo outra possibilidade perante tal intolerância e vaidosismo imaturo deste Sócrates que ao contrário do outro, só sabe que tudo sabe!
Abraço
MR
21-12-2006 1:02
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A. João Soares
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Etiquetas: funcionalismo, greve, polícia
Jovens hoje, Líderes amanhã
Notícia dos jornais de 18 de Dezembro diz que: Em 1982, a autarquia de Copenhaga cedeu uma casa antiga aos jovens da cidade para servir de sede de actividades culturais e sociais. Há três anos, o município vendeu a casa a uma comunidade religiosa e, agora, ao pretender desalojar os jovens, a polícia teve que enfrentar uma multidão de jovens da cidade e vindos de vários pontos do país e do estrangeiro, numa espécie de batalha campal em que cinco pessoas ficaram feridas com gravidade e foram detidos 300 activistas.
Daqui, podemos tirar vários ensinamentos, que deveriam ser objecto de séria reflexão por parte dos nossos governantes:
1. Quando se faz uma concessão inicia-se um processo que é difícil de parar ou de recuar. Para retirar uma concessão, principalmente se já é antiga, é necessária um negociação conduzida com muita sensibilidade. No caso vertente, era de prever que os beneficiados pela cedência da casa, que utilizaram durante um quarto de século, não se retirariam sem compensações e, no mínimo, a cedência de novas instalações com o mesmo espaço e condições. Isto é humano, é lógico.
2. Os agentes da Polícia, que no nosso país, são mal vistos e desconsiderados pelo Poder, são chamados para esvaziar os efeitos de erro graves dos detentores do poder e expõem-se a riscos que não são conhecidos dos funcionários públicos, com quem, por vezes, são comparados.
3. A incapacidade dos políticos para agirem honestamente com a população está muito generalizada, de nada valendo rodearem-se de inúmeros assessores, porque estes, sendo nomeados com base na confiança política e não na competência, e sendo inexperientes e ambiciosos, procuram agradar ao chefe evitando emitir opiniões que, embora correctas, possam contrariar as intenções dele. Dizem ao chefe aquilo que ele gosta de ouvir, para singrarem na carreira.
4. Os jovens de hoje serão os líderes de amanhã e, com a consciência desse facto inelutável e do estado a que a geração anterior deixou chegar o mundo – poluição, alteração do clima, injustiça social, pobreza, exclusão, exploração, abuso do poder, corrupção, etc. – estão a exercitar a sua musculatura de liderança, para assumirem as responsabilidades que recairão sobre os seus ombros como governantes de amanhã. Jovens assim, que se opõem aos caprichos e arbitrariedades dos poderosos, são uma esperança de um mundo melhor em que os nossos netos viverão mais felizes do que nós.
Postado por A. João Soares em 16:28
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deprofundis disse...
Mas, se bem entendi isto passou-se na Holanda. Estou a lembrar-me dos nossos estudantes universitários e das suas festas da queima das fitas. Um espectáculo deplorável sem talento nem imaginação. Bebida a mais e dignidade a menos. E, quando os vejo a fazer essas tristes figuras, as minhas pernas tremem de medo... de ter que um dia enfrentar um deles num cunsultório médico ou num gabinete de advogado.
19-12-2006 21:38
MRelvas disse...
Caro A.João Soares,
o meu amigo não se tem preocupado com a minha ausência... bem cá estou! Sugiro que siga o caminho pela "voz"... e lá chegará! Sobre isto meu amigo, sim, há coisas que num repente se tomam, põem em causa uma vida de uma nação e depois... Militares ou Forças de Segurança! Mas meu amigo estas também se afundam no cinzentismo bolorento da incapacidade de argumentos, na fuga da luta por ideais, presos em interesses de alguns; encapotadamente devidamente nomeados, nomeadamente para que ninguém diga nada, que tudo se cale e o último a saír apaga a luz, que a auto-estrada para Espanha é ali ao lado!
Abraços
Mário Relvas
19-12-2006 21:57
A. João Soares disse...
Amigos deprofundis e Mário Relvas,
Esperava esta vossa reacção. O texto é desafiador, provocante. Mas não está longe da realidade do mundo. Melhores ou piores, segundo a opinião dos mais idosos, conservadores por natureza, é nas mãos dos jovens que estará o futuro do mundo. Há tempos, vi umas frases a propósito dos jovens, que achei muito actuais. Mais ao fundo do texto vinham os autores de cada frase e a data em que foram proferidas - eram sábios da antiguidade grega e romana! Sempre os idosos tiveram dificuldade em aceitar a irreverência dos jovens.
Se nos esforçarmos por nos imaginarmos no espaço a olhar para a Terra como marcianos curiosos com o que cá se passa, concluímos que isto está mal. A nossa geração tem estragado tudo, desde o ambiente até aos contactos humanos e internacionais. Reparar esses estragos vai competir aos jovens. Para isso têm de começar pela sua indignação contra o estado em que isto está, a herança que lhes é legada. Depois têm de reconstruir um sistema moderno, mais justo e humano, têm que defender os seus interesses colectivos e humanos. De entre eles aparecerão elites capazes dessa missão. Não pode ser de outro modo. O fluir da vida impõe a mudança, por mais que custe aos tradicionalistas que julgam que o mundo sempre evoluiu até ao seu momento, em que se atingiu a perfeição tão absoluta que é erro mudar seja o que for. O que a nossa geração tem de fazer é formar os jovens no gosto pelo estudo e pela racionalidade para serem capazes de fazer as mudanças da melhor maneira e não erradamente como tem acontecido em Portugal nas últimas décadas.
Relvas, tenho notado realmente a sua ausência, mas achei que está com outras ocupações prioritárias e com problemas do computador. Mas a última colaboração na VOZ mostra que continua a 100%.
Um abraço
A. João Soares
20-12-2006 6:15
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A. João Soares
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Mordaça. Tudo é secreto
Notícia publicada no JN de 19 Dezembro: «O ministro da Economia afastou ontem de funções o presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), invocando a possibilidade, prevista nos estatutos do organismo, de declarar a cessação de funções dos seus dirigentes antes da tomada de posse da nova equipa.
O despacho de Pinho acabou por inviabilizar a audição, prevista para hoje, de Jorge Vasconcelos no Parlamento, levando a Oposição a acusar o ministro de querer "silenciar" o responsável, que se demitiu sexta-feira em rota de colisão com o Governo...».
Isto não é próprio da imagem que temos de um governo transparente, democrático. Porquê ocultar do povo (soberano) as razões que levam a impedir que este alto funcionário seja ouvido pelo segundo órgão de soberania? O que teme o ministro das palavras do Presidente da ERSE? Porquê esta mordaça? No mesmo jornal vem um artigo que diz que o povo está disposto a perder liberdades para ter um país mais justo e equitativo, mas é preciso explicar as razões dos sacrifícios, é preciso convencer os espíritos da boa intenção das medidas restritivas, é preciso verdade e franqueza. Ora, isso não se consegue com decisões tácticas com intenções inconfessadas e, certamente, inconfessáveis, tendentes a esconder verdades que, provavelmente, não são edificantes.
Postado por A. João Soares em 7:35
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deprofundis disse...
E esta atitude, a somar à carta que Sócrates mandou para o Tribunal Constitucuional, é um claro indício da derrapagem moral deste Governo. Confesso que ainda tive alguma esperança de que algo melhorasse. Mas começo a pensar como o Dr. A.J.Jardim quando fala da besta do apocalipse...Ao que eu cheguei!
19-12-2006 21:33
MRelvas disse...
Lá virá o dia em que a Verdade virá ao de cima!A Verdade do real custo energético,camuflado no despesismo público,pago por todos nós!Calado na realidade para os portugueses nãosaberem dareal situação de Portugal.Caso o valor correcto dos custos energéticos transparecessem para o dia adia,então veriamos que não temos capacidades de vencimentos para fazer face ao custo real de vida.Amigo deprofundis,se me permite o Ti Alberto sempre foi assim,sabe,foi oficial de informações...e AP,faz um teatro,controla massas,mas não o tenho como ALDRABÃO!Ele contornará a situação,em breve começarão a chegar relatórios sobre gastos no continente!Depois compararemos!Um abraço a ambosMário Relvas
19-12-2006 22:05
A. João Soares disse...
Amigos deprofundis e Relvas,
Se os governantes se escondem por detrás de espessas blindagens é porque se envergonham daquilo que se passa lá dentro. Sempre pensei que democracia queria dizer frontalidade, transparência, jogo aberto, informação honesta para obter a adesão interior de cada cidadão aos actos do Governo, a aceitação voluntária e entusiástica das decisões dos governantes. Mas os governantes erram como qualquer mortal, neste caso como mortais pouco esclarecidos e organizados.Veio-me à memória um caso caricato de descoordenação na equipa governativa. Quando o ministro da Segurança Social negociava os salários e argumentava que estamos em crise financeira, veio outro ministro afirmar com o ar solene de ministro que a crise tinha acabado. Foi a melhor anedota deste governo! E o actor principal, parece ser o mesmo desta ocultação da verdade ao Parlamento e aos portugueses, exonerando o Presidente da ERSE à pressa. Grandes malabaristas!!! e o povo, que assiste ao circo aplaude cegamente, como é da praxe, os palhaços. Estou a falar dos circos que por aí abundam nesta época natalícia!!!FELIZ NATAL e próspero Ano Novo para os meus amigos, visitantes e comentadores.A. João Soares
20-12-2006 6:36
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A. João Soares
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A importância de um código de conduta
Há dias, o Amigo Mário Relvas, que se orgulha de ter cumprido o serviço militar como Comando e que diz ser Comando até à morte, sugeriu mais uma leitura do «Código Comando».
Este trouxe-me à lembrança um facto real que me foi relatado há várias décadas por oficiais da Marinha que contactavam frequentemente com altas esferas militares americanas e que se passou entre o secretário da Defesa Mc Namara e o Almirante chefe do Gabinete. O político queria inteirar-se da estrutura e do funcionamento das Forças Armadas e pediu ao Almirante que daí a 30 dias lhe entregasse manuais de organização e operações, com os sistemas mais modernos e inovadores.
O Almirante, não esperava tal pedido e reuniu-se de imediato com os seus colaboradores mais directos pertencentes aos três ramos e expôs-lhes o sucedido. Perplexos, sem saberem realmente o que se pretendia, trocaram hipóteses, conjecturas, perguntas sem resposta até que um deles já conhecido pelas suas frases sintéticas e inesperadas, mas com muita lógica, saiu-se com uma explicação: o tipo esteve à frente da General Motors onde têm uns manuais de tipo militar e, provavelmente, quer que as FA passem a ter manuais semelhantes. Partiu de imediato um estafeta para na GM receber uma colecção de manuais da mão de um administrador, entretanto contactado pelo Almirante.Começou um trabalho intenso, sem horário, para elaborar regulamentos militares com base nos da GM. Na data fixada, o Almirante apresentou os «novos regulamentos» ao Secretário da Defesa que abriu cada um dos volumes, viu os índices, viu uma página aqui outra acolá e disse com voz zangada:
- Isto é uma porcaria, não é isto que pretendo.
- Mas este trabalho foi baseado nos regulamentos da GM que o senhor geriu com muito entusiasmo eficiência, desculpou-se o Almirante, procurando ser simpático.
- Mas, quando entrei na GM e procurei elementos de consulta, encontrei os melhores e mais modernos conceitos nas FA e, agora, estas já devem ter doutrina mais avançada e é isso que pretendo.
Realmente, durante muitos anos, as FA, devido ao esforço de organização para a guerra, foram a melhor fonte e racionalização e desenvolvimento de sistemas funcionais em que predominava a preocupação de simplicidade, o melhor aproveitamento de recursos escassos, produtividade, e optimização da gestão de recursos humanos que são a principal base de qualquer organização.
O «Código Comando» pode também, se bem adaptado aos casos concretos, servir de manual de conduta, constituindo uma filosofia de empresa ou de organização que muito contribuirá para aumentar a produtividade através da boa gestão dos recursos humanos e das relações entre os diversos elementos de uma equipa, com alegria e felicidade de cada elemento, e pelo desenvolvimento da auto-estima e do orgulho nos resultados obtidos com o esforço colectivo bem coordenado.
Com a filosofia dos Comando vemos concretizar-se a moderna expressão do patriotismo em que a predisposição para o sacrifício total em defesa da Pátria, não resulta tanto do endeusamento de antigos heróis mas, principalmente, dos factores actuais e da sua projecção no futuro ligados às necessidades de independência, desenvolvimento e prestígio internacional de Portugal. Será a necessidade de defesa daí resultante que mobilizará a vontade dos jovens para o amor à sua Pátria.
A Associação de Comandos é merecedora de aplauso pelo cuidado permanente na manutenção e desenvolvimento desta filosofia que assenta na experiência das actividades decorridas e na constante observação das circunstâncias quotidianas.
Desejo um Feliz Natal para todos e que o Novo Ano traga mais motivos de felicidade do que de preocupação.
Postado por A. João Soares em 9:54
3 comentários:
deprofundis disse...
Não foi decerto o código dos Comandos que motivou uns quantos generais de Força Aérea a baterem com a porta apenas por se sentirem defraudados nas suas ambições. Quiçá nas suas vaidades...Mas este é um assunto que irei desenvolver em breve no "Quanto Mais Quente Melhor".
17-12-2006 18:23
A. JoãSoares disse...
Caro deprofundis,Deixei, há pouco, em VOZSURDA um comentário acerca dessas promoções e reacções dos generais da Força Aérea, que é mais ou menos do seguinte teor:Expresso as minhas simples opiniões com o espírito do homem do povo que olha à sua volta e ousa exprimir o seu pensamento (como aquele rapaz que num anúncio dizia: há coisas fantásticas, não há?). Não vou ao fundo das questões porque, antes de aprofundar as análises é necessário tomar conhecimento do problema, é indispensável alertar para a sua existência, a fim de, em seguida, os especialistas o escalpelizarem com o devido pormenor.Estão aqui aflorados vários aspectos de um importante problema nacional. O facto de a antiguidade ser considerada um posto é muito discutível, só aceitável para questões de disciplina e protocolo. Nunca o facto de um indivíduo ter sido promovido um dia ou vários anos antes de outro o torna mais sabedor, sensato e com maiores qualidades de liderança do que esse outro.O que é imperioso é que nas FA, como em qualquer sector, exista um critério de avaliação, sem segredos, com conhecimento do avaliado, objectivo, assente em factos concretos da qualidade do desempenho, numa gestão por tarefas bem definidas e avaliadas, por forma a que qualquer escolha não levante dúvidas sobre simpatias pessoais ou prémio de «sabujice». Quando isso existir ninguém pecará ao nomear um oficial menos antigo para funções em que se exige maior capacidade. E não serão elevados ao estrelato pessoas incompetentes com exclusão de Homens mais capazes mas que nunca cometeram a baixeza de se sabujarem a quem poderia ter uma palavra para os promover. É um tema que não interessará aos muitos oficiais psicólogos e sociólogos abordar com realismo e profundidade, porque isso lhes traria os consequentes inconvenientes.Um abraço e votos de Feliz Natal aos visitantes deste espaço A. João Soares
17-12-2006 19:33
vozsurda disse...
Alguém andou a dar com a língua nos dentes, é o mesmo que acontece na estrada com as ultrapassagens... Agora começa a vir a público o código de conduta das altas patentes. vejam no http:www.vozsurda.blogspot.com
18-12-2006 13:06
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Subsídios não justificados
Notícia do JN de 14 de Dezembro diz que, em oito meses, de Março a Outubro deste ano, perto de cinco mil pessoas viram cortado o subsídio de desemprego por terem recusado trabalho ou formação profissional proposto pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP). Estas pessoas fazem parte do grupo dos inscritos como desempregados e que recusaram comparecer quando intimados a aceitar a intervenção directa do instituto. Estamos perante o mecanismo mais eficaz no combate à fraude nesta prestação social que assenta no cruzamento de dados com a Segurança Social.
Esta notícia é positiva pelo que representa no combate à fraude, num País em que o abuso não controlado dos subsídios constitui uma prática nociva para a crise económica e financeira que estamos a atravessar e em que os mais desprotegidos, que são a maioria da população, têm que apertar o cinto ao ponto de precisarem de nele abrir novos furos e de cortar a ponta.
A Administração Pública está de parabéns por esta e outras medidas afins.
Porém, o combate aos subsídios não justificados não deve ficar pelos pequenos beneficiados por pequenas fraudes. Deve ir aos subsídios injustos e sem justificação moral. É certo que têm justificação legal, pois os beneficiados pertencem ao clã que faz as leis à medida das suas conveniências. Um político natural do Norte, mas que vive há dezenas de anos em Lisboa, em funções públicas, continua a ter a residência oficial no Norte estando a receber o subsídio de deslocamento, o que não é moral e é desprestigiante para a «classe política». Deputados que mantêm a residência oficial na sua terra natal para receberem subsídios diversos. Políticos que cessam as funções e recebem subsídio de reinserção, mesmo que vão ocupar cargo em Institutos ou Empresas Públicos, ou que regressam ao serviço anterior mas em cargo mais elevado. Sobreposição ou acumulação de pensões de reforma, adquiridas em poucos anos, em oposição aos funcionários que têm de trabalhar cerca de 40 anos para uma pensão de miséria e única. Indivíduos que entram na GALP com quase duas dezenas de anos de antiguidade e ordenados superiores a 40 salários mínimos nacionais.
Enquanto se mantiver esta multiplicidade de critérios em que os pertencentes à Oligarquia ou a ela ligados por laços familiares ou de amizade e de «confiança política» gozam de regalias e excepções não disponíveis para o restante da população, Portugal traduz-se na existência de duas classes: a política e a civil. Poderá ser uma criação de condições para aparecer um teórico que crie um novo tipo de «luta de classes», desta vez, mais explícitas, diferenciadas e bem definidas, não havendo lugar para hesitações para a escolha dos alvos. Como a evolução para extremos desse género traz grandes inconvenientes para o País e a coesão nacional, seria aconselhável que os Governantes criassem mais equidade e justiça social, de forma a todos se poderem considerar Portugueses de parte inteira.
Postado por A. João Soares
2 comentários:
deprofundis disse...
Mas é precisamente isso que me preocupa. Quiçá também a maioria dos Portugueses. Sente-se que há uma política de fachada que pretende mostrar-se moralizante. Porque as injustiças continuam e são escandalosas. Só os pobres é que vão para a cadeia, só aos pobres é que são exigidos sacrifícios.
Estou disposto a fazer esses sacrifícios, para o bem da comunidade. Para mim, não é nada de novo... Mas já não estarei tão disposto a desempenhar o papel de lorpa.
15-12-2006 11:54
A. João Soares disse...
Caro deprofundis
Obrigado pela sua visita. Que tal lhe parece, nesta ordem de ideias, o caso de Jorge Vasconcelos que cessou funções na ERSE a seu pedido e receberá durante dois anos, como subsídio de reinserção, 12.000 euros por mês (o equivalente a 30 salários mínimos nacionais).
Os legisladores não achavam bem que o pobrezinho ficasse desempregado e sem o mísero subsídio de desemprego!Por outro lado tem de manter o seu nível de vida no período de estágio para um tacho à medida das suas «capacidades» políticas, ou melhor, de confiança política!!! Estamos num Estado de direito. Este indivíduo, apesar de não fazer nada, vai ganhar tanto como 30 chefes de família ganhando o salário mínimo, desempenhando trabalho duro oito horas por dia. É bom traduzir sempre estas prebendas fabulosas em termos de salários mínimos nacionais.Porém, certamente, o PM e os seus acólitos continuarão a falar em Justiça Social!!!
Cumprimentos
A. João Soares
18-12-2006 21:39
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Votos de Bom Ano ? Para quem?
É um dever e de grande utilidade para a nossa tranquilidade psíquica pensar que os nossos políticos procuram, por todos os meios legítimos, criar condições para nós, cidadãos, vivermos felizes, com bom nível de ensino, bons apoios na doença, segurança nas ruas, justiça eficaz e rápida, etc. Actuando com eficiência nestas áreas, os governantes teriam o prémio dos votos inteligentes em próximas eleições. Mas, para isso, não basta anunciar medidas às dezenas ou mesmo às centenas, pressupondo promessas de decisões e de realizações que virão aumentar a nossa qualidade de vida e o orgulho de sermos portugueses. É preciso também explicar as razões que levam a escolher determinadas opções de desenvolvimento e de reorganização, em prejuízo de outras que também parecem adequadas. E, acima de tudo, é indispensável que as promessas não sejam vãs e venham a ser concretizadas em tempo útil para benefício do País.
Mas, infelizmente ninguém explica nada, em condições de nós percebermos, as promessas chovem como se não tivéssemos guarda-chuva. As realizações concretas que nos melhorassem a vida e reduzissem os sacrifícios não são visíveis nem com binóculo e os apertos de cinto sucedem-se, o IVA aumentou, o IRS sofreu agravamentos, os impostos sobre produtos de consumo cresceram, restrições graves à assistência médica e medicamentosa, etc. sem nos ser explicada a finalidade destes encargos, quanto tempo durarão, objectivos a atingir, condições que o farão cessar, etc. A vida torna-se cada vez mais difícil e sentimo-nos a escorregar, há demasiado tempo, numa rampa de que não se vê o fim. Porquê? Para quê? Como? Até quando? E depois?
Também, na sequência dos apertos de cinto, às cegas, há notícias de que «mais de 826 mil portugueses vão ver a sua carga fiscal e parafiscal aumentar em 20% mesmo que os seus rendimentos não registem qualquer acréscimo». Também, o ministro das Finanças poderá dispensar mais de 11 mil funcionários, sendo também lesados os trabalhadores do Estado a recibo verde.Em contrapartida, caem notícias de perspectivas maravilhosas, fantásticas para uns quantos: reformas milionárias para magistrados; políticos e ex-políticos com pensões de nababo acumuladas, sendo conseguidas em poucos anos de serviço em tachos da oligarquia; meninos e meninas sem experiência da vida, mas com conhecida origem familiar a serem contratados para assessores «por critérios de confiança política»; criação da ESPAP (Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública) que, com as suas subempresas dará emprego aos boys e girls das jotas; e que irá funcionar com eficácia, isenção e rigor semelhantes a muitas empresas municipais já bem conhecidas do Eng. João Cravinho, do Dr. Francisco Louçã e de outros combatentes da corrupção.
E a pairar sobre tudo isto estão as notícias de que mais de metade da riqueza pertence a uma minúscula percentagem de cidadãos, os carros de grande luxo estão a ser vendidos a um ritmo de 80 por dia, e o povo está cada vez mais depauperado no seu poder de compra. (Ver o post «Salário mínimo tem perdido poder de compra»).
Postado por A. João Soares em 17:22
9 comentários:
Alexandra_Caracol disse...
Pois é meu amigo.Este é um país em que estamos habituados a viver de esperanças.Diz-se que a esperança é a última a morrer, e ainda bem para nós, senão já tinha havido mais suicídios do que já existem.Apesar de tudo somos um povo pachorrento e dócil, pois de contrário não se tinha chegado onde se chegou.Mas nem tudo está perdido, pelo menos alguns de nós não baixamos os braços em relação às injustiças. E enquanto houver alguns que ainda esperneiem talvez se vá fazendo algo para mudar um bocadinho o que está errado.BeijinhosAlexandra
13-12-2006 9:39
A. João Soares disse...
Obrigado Alexandra pela sua visita e pelo comentário.
Claro que nem tudo está perdido. Mas vai lentamente, em conformidade com o ditado «água mole em pedra dura...» É preciso despertar as pessoas para não se deixarem entorpecer e começarem a raciocinar sobre aquilo que mais interessa.
A Amiga que tem livros publicados, deve estr mais sensibilizada do que eu para o último «best-seller».
O povo vive narcotizado sem ter valores, guias que o enquadrem numa linha cívica positiva. Tudo serve para puxar as pessoas para a lama e estas deixam-se ir com um sorriso de felicidade. Coisa estranha se passa com os portugueses!!
BeijinhosJoão
13-12-2006 18:49
MRelvas disse...
Caro amigo João Soares,já comentei este seu texto,penso que na voz...aqui estou de novo,sempre aproveitando os seus belos textos que apelam a uma constante reflexão.Continue a deliciar-nos com eles,sempre.Não podemos calar a verdade!
Abraços
Mário Relvas
13-12-2006 20:56
Lâmina D'Ãgua disse...
Olá João!!!Estou ainda de férias em teu país e não estou querendo muito me inteirar dos problemas políticos/administrativos/financeiros, por esses dias. Deixarei para voltar a pensar nisso no meu retorno ao Brasil. Até lá pretendo apenas me divertir, comer a comidinha dos lugares lindos que visito, beber o vinho desse país e que é muito bom e jogar muita conversa fora com os amigos. Mas aproveito para te desejar muito boas festas e que teu novo ano, seja repleto de excelentes acontecimentos. Muita sorte, saúde e tudo de bom!!!
Beijinhos,
Cris
13-12-2006 22:30
A. João Soares disse...
Querida Amiga Cris
Que bom receber as tuas palavras que são sempre um estímulo muito eficaz para encarar a vida de forma positiva.
Acho muito bem que aproveites da melhor forma a tua estada em Portugal que já conheces e que adoras. Seria insensato perder tempo com coisas pouco agradáveis.
E há por cá bons motivos para visitar e usufruir.
Feliz Natal para ti e que o Novo Ano te traga a realização de todos os desejos e planos, que sejas uma das pessoas mais favorecidas no Mundo.
Beijinhos
João
14-12-2006 7:09
Conceição Bernardino disse...
FELIZ NATAL PARA TODOS E UM BOM ANO Desejo ao mundo inteiro um feliz, muito feliz Natal.
Gostava que todos tivessem um Natal igual cheio de amor carinho, mas sei que é impossivel para muitos vivemos num mundo de desigualdades humanas por isso o meu apreço por todos que lutam pelo amor ...Talvez um dia possamos todos festejar este dia com muita paz e amor?!Vale a pena sonhar com isto, o sonho é o meu presente de esperança para todos...FELIZ NATAL...
Beijinhos
Conceição Bernardino
14-12-2006 8:31
A. João Soares disse...
Amiga Conceição
Que sentimentos tão lindos os seus. O sonho de Paz, felicidade, justiça social, é o melhor presente de Natal. E ele é contagioso, se cada um de nós se abrir a esse contágio e o fizer alastrar até onde for a sua influência, até ao fim do mundo, a todos os «homens de boa vontade».Querer é poder, e o sonho há-de alastrar a todos.Mas nós, portugueses, somos demasiado individualistas, fechados, desconfiados. Repare que os comentários que aqui aparecem vêm de cerca de uma dúzia de pessoas, que se expõem sem medo das suas opiniões. O português fecha-se ao contágio da solidariedade, da equidade, mas expõe-se descontroladamente ao contágio da Sida e de outros males.Onde está a nossa humanidade, sociabilidade, fraternidade, liberdade? Para quê desejar a liberdade se não se sabe ou não quer fazer uso dela?Para quê falar de justiça social se cada um quer apenas saber de si, dos seus interesses materiais?São muito lindos os votos da Conceição com os quais me solidarizo inteiramente, pensando no Mundo inteiro.
Beijinhos
João
14-12-2006 16:57
MRelvas disse...
Caro João Soares, aqui venho de novo para alumiar este cantinho Domirante com um pouco da minha bóina encarnada luminosa-símbolo da ASSCMDS!
Que tenha um natal com tudo de harmonioso,tal como em sonhos diários que nos planta através de textos ricos de ensinamentos.O mundo está confuso amigo A. JOão Soares,ams alguns dos nossos camaradas do outro blog também nos confundem os pensamentos..."O que é preciso é paz...mas eles nunca quiseram viver em paz...então, meios anjos meios demónios? Sim talvez isso, eles nunca viveram em paz...mas sonham com ela!Mas eles não são humanos afinal?Sim são humanos de mais(...)"Caro amigo ao escrever veio-o-me à memória um pouco de um texto de AP!...Do curso CCMDS!
Abraço
Mário Relvas
Com um grande abraço
15-12-2006 1:30
A. João Soares disse...
Caro Amigo Relvas
Obrigado pelas suas palavras e pelo seu apoio em momentos críticos.O que se passa no outro blogue parece ser uma corrida ao pódio. Parece que no poleiro há apenas lugar para um mas há dois concorrentes aguerridos. Aquela demonstração de saber colocando o bandarra acima de tudo, só pode ter tido intenção de reduzir o rival a pó. O ataque seguinte foi contra mim por não me ter referido ao «lindo texto» sobre o Bandarra. Não se esqueça do espaço exagerado que ocupou com o islamismo e o judaísmo; será que alguém leu? Será que alguém fez um comentário?O homem anda ressabiado e, à semelhança do PREC, para haver igualdade e para sobressair, a solução é fazer os outros baixarem ou serem destruídos. Está a rebaixar todos os que podem fazer-lhe sombra na corrida para o pódio por ele imaginado.Recorde também que, quando regressou de Angola, há pouco mais de um mês escreveu que teve muitas visitas ao seu currículo. Ao pé do invejoso nunca ninguém medrou!Um abraço
A. João Soares
15-12-2006 6:45
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Na GALP não se ganha mal!!!
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000,00 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (PSD) e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes...
O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6.600,00 euros mensais.Freitas do Amaral (CDS, depois CDS/PS, depois Bloco Central e depois PS-doente) foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6.350,00 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.
Manuel Queiró (CDS- “o braço direito do Algarve”, cunhado da Celeste da Caixa Geral de Depósitos Cardona), do PP, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000,00 euros/mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe (ao Manuel) oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400,00 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: 3.000,00 euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPR,s no valor de 10.000,00 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...Com a devida vénia a
Fonte: Democracia em Portugal
NOTA: Imaginemos quanto vai ser a «economia» para os dinheiros públicos com a ESPAP (Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública) que agora vai ser criada e que pode dar origem a empresas mais pequenas!!! Vai ser um grupo empresarial do Estado onde haverá lugares para todos os boys e girls dos clãs da oligarquia. Por isso o aperto do cinto que agora nos tira a respiração irá asfixiar-nos sem apelo nem agravo. Mas eles continuarão na melhor!!!
Postado por A. João Soares em 15:54
3 comentários:
Carlos Camoesas disse...
Com essas "antiguidades" oferecidas de 15, 17 anos, etc. e com esses ordenados e outros simbolismos, quando se "reformarem" (alguns já estarão) quem lhes pagará será a CGA, certo?
A tal CGA que está "insustentável" por existirem demasiados funcionários públicos e militares com regalias e privilégios excessivos... Porque esses e muitos outros recebem de presente anos de serviço, os militares têm o privilégio de se reformarem mais tarde, com acréscimo de...anos de serviço!
12-12-2006 19:07
A. João Soares disse...
Caro Camoesas
E, como não podia deixar de ser, trata-se de elementos que pertencem à alternância «democrática» da oligarquia reinante. O País pode estar na miséria, mas para eles não faltam tachos. E cada vez se arranjam mais nichos onde os armazenar, para efeitos de regalias, porque não é para trabalho. Por vezes, como há dias foi dito acerca da CP, por cada pessoa que trabalha há vários directores, assessores, consultores, etc.Mas, com a ESPAP, tudo isso vai ser elevado à mais alta potência. E nós, pobres mortais, continuamos a aperta o cinto para que tudo isso possa funcionar.
Um abraço
A. João Soares
13-12-2006 18:41
MRelvas disse...
Oh meu amigo e o DR FERNANDO GOMES e outros,pecou por defeito,pois só podia!Ninguém consegue dizer todos nem de perto nem de longe. E aquele ex-ministro o que agora está com os espanhóis o Pina Moura? É um ver se te avias!
Abraços
MR
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A. João Soares
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TLEBS maldita
Francisco José Viegas num a artigo do Jornal de Notícias de hoje escreve:«O Ministério da Educação, que - se tivesse juízo - devia suspender os trabalhos da famigerada TLEBS, prepara-se para, segundo o semanário "Expresso", exigir aos professores que tenham uma "boa expressão oral e escrita do Português". Não se trata de uma exigência, bem vistas as coisas, mas de uma evidência não se compreende que um professor use deficientemente a sua língua. Mas enfim. Para isso, o Ministério devia arrumar a própria casa. Pode começar por vigiar muitos dos manuais que são distribuídos anualmente pelas escolas e, para variar, verificar a ortografia e a sintaxe dos seus técnicos superiores. E lançar o debate sobre o ensino do Português.»No Público de hoje, Eduardo Prado Coelho cita João Peres, professor catedrático da Faculdade de Letras que num texto no Expresso atacou fundamentadamente a TLEBS considerando-a «uma calamidade que se abate sobre o nosso País», um «absurdo», um «insano processo».
É vergonhoso o estado em que está o nosso ensino em que a ministra admite que os professores não têm uma «boa expressão oral e escrita do Português»!!!!
Onde parará esta insanidade? Quem põe ponto final a esta calamidade? A este absurdo?Recordo aqui, mais uma vez o e-mail que recebi de um indivíduo grosseiro e arrogante que diz ser professor e que não me conhece, em que teve a desfaçatez de se referir ao Sr. Dr. Vasco Graça Moura em termos totalmente impróprios de um ente civilizado. Este indivíduo que diz chamar-se Luís Filipe Redes escreveu-me o seguinte:
O Sr. João Soares é ignorante deste assunto! Lamento! O Graça Moura escreve pouco mais do que parvoíces. Lamento ter de dizer isto assim.Já estou a ensinar a TLEBS aos meus alunos, sem maior dificuldade do que antes.
Luís Filipe Redes Palma Ramos R. Visconde de Sacavém, 20 3ºA,2500-255 Caldas da Rainha Tel. +351262084590TM +351919322132luis.filipe.redes@netvisao.ptPortugal
Postado por A. João Soares em 17:16
9 comentários:
Claudya Gisele disse...
PARABÉNS pelo blog, meu amigo.
Essa coisa de TLEBS ainda me deixa confusa e, por incrível que pareça, nenhum outro amigo meu de Portugal falou sobre isso. Será que só tá atingindo os alunos e os professores? Não se fala nisso na tv?
Beijinhossssss
11-12-2006 21:23
david santos disse...
Boa noite, Amigo Mário! É verdade. A claudya levanta uma questão com a qual estou inteiramente de acordo. Porquê?
Boa interrogação. Não haverá televisões públicas? Falam de tudo quanto é futebol, porque não falar de uma coisa que nos diz respeito a todos?
Parabéns.
11-12-2006 22:43
A. João Soares disse...
Obrigado à Gisele e ao David (a quem perdoo o nome de Mário!) pelas suas visitas e os comentários. Uma boa pergunta. Porque é que as TV não se preocupam com isso? Realmente, só tem aparecido nos artigos de opinião, pela pena de escritores e professores. Como somos um País e iletrados, pouca gente se interessa por isso, deixando que passe ao lado. Porém, hoje vem no Público uma carta de Alexandre Lucena e Vale muito bem escrita a condenar a TLEBS, devido à sua complexidade, que é absurda numa época em que a racionalidade aconseha a simplificação. Hoje em que a informática utiliza o sistema mais simples, o binário, 0 ou 1, passa ou não passa, sim ou não, aparece a insensata TLEBS que nada traz de útil e irá afastar mais alunos da aprendizagem da língua.
Um abraço de amizade
A. João Soares
11-12-2006 23:10
MRelvas disse...
TLEBS e o aborto a primazia da resolução dos problemas de PORTUGAL!
A ver vamos...
Abraço amigo João Soares
Mário Relvas
11-12-2006 23:10
deprofundis disse...
Esta aberração, que só servirá para infernizar a vida dos alunos e professores, não é tratada na TV porque toda a comunicação social está muito bem controladinha pelo Governo. Se o PPD estivesse no poleiro, a música seria outra.Estão a topar?
11-12-2006 23:42
A. João Soares disse...
Amigos M Relvas e deprofundis,
Pois é!O M Relvas costuma falar de acção psicológica, com as variantes de propaganda, controlo das consciências, etc. Se já leu o livro «Clube Bilderberg» viu que esta táctica faz parte do domínio do mundo. Estamos todos a ser domesticados para aceitarmos um governo único mundial, sem tugir nem mugir, pacificamente. Ou me engano ou, apesar das dificuldades que estão a surgir nas negociações, a UE vai integrar a Turquia e, a seguir, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.Internamente, o ministro Augusto Silva, já ao serviço desse ideal não pode trair os patrões, e é ele que controla a Comunicação Social por parte do Governo. A Comunicação Social, pelo lado do capital, está dominada por Francisco Pinto Balsemão, um dos elementos com assento em todas as reuniões do Clube. Está tudo organizado e a funcionar de forma muito lubrificada. E há muita gente a concordar que essa é a melhor solução para acabar com as guerras. Estas não ocorrem em rebanhos bem domesticados e com um só carneiro!!!Daí a TV estar a ofuscar-nos com o aborto, com o futebol e agora com o livro da Carolina. Problemas de fundo não interessam, porque não contribuem para aumentar a sonolência da malta.
Um abraço
A. João Soares
12-12-2006 6:04
Alexandra_Caracol disse...
É triste como neste Portugal rege a ignorância e existe a mentalidade de que o que é novo é que é sempre bom.Tanto se inventa sobre aquilo que já está correcto e alicerçado, que fica pouco tempo para o que realmente necessita de renovações e concerto.Mas, pelos vistos, esta é a mentalidade da maioria do povo português e assim vamos andando.Muitos remando para trás e os outros tentando puxar o barco para a frente.Mas antes poucos puxando para a frente do que nenhuns...
Beijinho amigo
Alexandra Caracol
12-12-2006 9:25
deprofundis disse...
Quem deve estar invejoso até ao desespero por não ter sabido controlar a comunicação social é o Presidente do Governo Regional da Madeira. Está agora a pagar a factura de não lhe ter dado manteiga. Quem semeia ventos...
12-12-2006 11:26
A. João Soares disse...
Alexandra,Tenho muito apreço pelo seu raciocínio a propósito de casos reais. O povo parece disposto a tudo sem resistir, como a bola de futebol vai para a baliza para onde a empurram. Os «intelectuais deviam sentir-se mais coerentes e responsáveis pelas maldades que fazem a este pobre povo.Fala-de abandono escolar por parte de alunos que não têm paciência para aprender coisas que não consideram úteis; por outro lado, há notícias de imensos licenciados que não arranjam emprego. Portanto é lógico que os alunos se recusem a ser massacrados com «chinesices» em que não vêm utilidade e que depois acabam por ficar no desemprego.Seria uma medida inteligente tornar o ensino mais útil na obtenção de ensinamentos mais práticos e aplicáveis na vida corrente e tornar a aprendizagem mais simples.Pelo contrário, os «intelectuais» da TLEBS, foram para o campo oposto, criando mais dificuldades aos miúdos que já estão fartos de «inutilidades». A aprendizagem de difíceis palavrões da TLEBS tira-lhes tempo que seria mais útil a aprender física e matemática orientadas para melhor compreenderem os problemas que lhes vão surgir na vida. O tempo para satisfazerem os caprichos dos linguistas faz-lhes falta para interpretarem as melhores obras de literatura, sociologia, ciência política, geografia e história, etc.Mas cá no rectângulo, os ministros não sabem recusar uma proposta vinda de um especialista utópico de uma área pouco conhecida; têm receio de serem apelidados de ignorantes. Olhe para os gastos exagerados por terem sido dados ouvidos a muitos devaneios dos ecologistas e arqueólogos (túnel da CREL em Belas, Barragem de Foz Côa, Barragem do Baixo Sabor, atrasos na Barragem do Alqueva, Pedreira do Galinha, Central Nuclear, atraso na energia eólica, atraso na auto-estrada para o Algarve e tantas outras coisas de que os políticos deviam sentir vergonha se tivessem sensibilidade suficiente para isso.
14-12-2006 17:20
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A. João Soares
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