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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Portugal está em recessão

Apesar das falsas promessas e das palavras de optimismo arrogante mas não explicado dos últimos meses, vindas dos lados do Governo, pelos vistos, a recessão está aí e, como a máquina estatal e do Estado continua pesada, irá, certamente, durar mais do que o desejado pelos portugueses.

“Pode dizer-se que estamos em recessão económica”
Governador do Banco de Portugal confirma que o país já está em recessão
Governador do BdP diz que Portugal já está em recessão económica

Mas, apesar do desconforto que esta notícia nos dá, há empresas com capital público que, à custa do dinheiro dos clientes, têm lucros consideráveis, como, por exemplo:

Galp lucra 306 milhões de euros em 2010 e surpreende os analistas

Imagem da Net

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segunda-feira, 9 de junho de 2008

Preço dos combustíveis. Conluio

Por merecer divulgação, transcrevo este artigo de A Voz do Povo

Preços dos combustíveis - Conluio Governo/GALP

Meus caros, resolvi divulgar o texto que se segue da autoria de Eugénio Rosa ( Economista ). Por achar do interesse público, dar a conhecer o porquê da cumplicidade entre o Governo Português, e a GALP e sobretudo a ineficácia operativa da Autoridade da Concorrência que, por estar comprometida com o Governo, apenas serve como sorvedouro de dinheiros publicos e para ocupar os desempregados e amigos das elites políticas deste país!

"A Autoridade da concorrência (AdC) acabou de apresentar o seu relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis em Portugal. O cálculo dos preço dos combustível à saída da refinaria por parte das petrolíferas (o chamado "pricing") não se faz adicionando os custos suportados pela produção do combustível, que inclui o preço da matéria-prima, que é o petróleo, e todos os custos de refinação, somando depois uma margem de lucro.

As petrolíferas para estabelecerem os preços à saída da refinaria, recolhem os preços dos combustíveis no mercado de Roterdão, e depois os preços de venda dos combustíveis de cada dia aos distribuidores, à saída da refinaria, são os preços correspondentes aos do mesmo dia da semana anterior verificado naquele mercado do norte da Europa, a que deduzem apenas o chamado desconto de quantidade, que até beneficia mais a própria GALP, pois é ela que detém a maior quota a nível de distribuição (a GALP distribuição).

O que a Autoridade de Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar se a adopção deste tipo de formação de preços se justificava, e se não estaria a determinar lucros especulativos para as petrolíferas à custa dos portugueses?

O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão o petróleo utilizado apesar de ter sido o adquirido 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, no entanto na formação dos preços à saída da refinaria ele é considerado como tivesse sido adquirido na semana anterior?

O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão os lucros da GALP só determinados pelo chamado "efeito stock", ou seja, pela razão referida no ponto anterior, tenham aumentado, entre o 1º Trimestre de 2007 e o 1º Trimestre de 2008, em 228,6%, pois passarem de 21 milhões de euros para 69 milhões de euros?

O que a Autoridade da Concorrência devia ter feito, mas não fez, era analisar porque razão a GALP passou a estabelecer os preços dos combustíveis com base nos preços de Roterdão da semana anterior, quando antes estabelecia com base nos preços de Roterdão do mês anterior, tendo passado depois para quinzenalmente, e agora semanalmente, e é de prever que, com a cobertura deste relatório, se prepare para ser diariamente o que, a concretizar-se, inflacionaria ainda mais os seus lucros com base na especulação à custa dos portugueses?

Na produção dos combustíveis nas suas refinarias, a GALP utiliza petróleo adquirido, em média, 2,5 meses antes, portanto a preços mais baixos, o que permite que obtenha elevados lucros extraordinários.

Em Portugal, entre Dezembro de 2007 e Maio de 2008, de acordo com a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço da gasolina 95 aumentou 9,6%; do gasóleo 19,9%, do gasóleo colorido 29,6% ; e do gasóleo de aquecimento 30,3%. Como o petróleo utilizado na produção dos combustíveis vendidos em Maio de 2008 foi o adquirido em Março de 2008, isto significa que o preço do petróleo utilizado aumentou apenas 6,9% em euros, pois foi esta a subida verificada entre Dezembro de 2007 e Março de 2008. É esta disparidade que permite às petrolíferas embolsarem elevados lucros à custa dos portugueses, que a Autoridade da Concorrência devia ter analisado, mas não o fez.

Em Maio de 2008, os preços dos combustíveis em Portugal eram superiores aos preços médios da UE15, que é constituída pelos países mais desenvolvidos da União Europeia, em cerca de 2% (Gasolina95: +2,4%; gasóleo: +2%; Todos os combustíveis: +2,2%). Por outras palavras, Portugal é o país menos desenvolvido deste grupo de 15 países, com remunerações e rendimentos mais baixos, no entanto os preços a que são vendidos os combustíveis em Portugal são superiores aos preços médios da UE15.

É estranho que a Autoridade da Concorrência não tenha encontrado nada de anormal neste disparidade de preços sem impostos, e afirme que "entende não existirem também indícios de uma prática de preços excessivos" (pág. 78 do Relatório da AdC).

Tudo isto é estranho, muito estranho mesmo, e carece de uma explicação muito clara. O governo ao aprovar este Relatório da AdC está também a ser conivente com toda esta situação."

Ver artigo integral em: resistir.info

Relatório da Autoridade da Concorrência
Ana Martins

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domingo, 21 de janeiro de 2007

Na GALP não se ganha mal!!!

Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000,00 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia (PSD) e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes...

O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6.600,00 euros mensais.Freitas do Amaral (CDS, depois CDS/PS, depois Bloco Central e depois PS-doente) foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6.350,00 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.

Manuel Queiró (CDS- “o braço direito do Algarve”, cunhado da Celeste da Caixa Geral de Depósitos Cardona), do PP, era administrador da área de imobiliário (?) 8.000,00 euros/mês.
A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe (ao Manuel) oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída), pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.

Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400,00 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.

Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo (?) era remunerado de forma simbólica: 3.000,00 euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPR,s no valor de 10.000,00 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...Com a devida vénia a

Fonte: Democracia em Portugal

NOTA: Imaginemos quanto vai ser a «economia» para os dinheiros públicos com a ESPAP (Empresa de Serviços Partilhados da Administração Pública) que agora vai ser criada e que pode dar origem a empresas mais pequenas!!! Vai ser um grupo empresarial do Estado onde haverá lugares para todos os boys e girls dos clãs da oligarquia. Por isso o aperto do cinto que agora nos tira a respiração irá asfixiar-nos sem apelo nem agravo. Mas eles continuarão na melhor!!!

Postado por A. João Soares em 15:54

3 comentários:

Carlos Camoesas disse...
Com essas "antiguidades" oferecidas de 15, 17 anos, etc. e com esses ordenados e outros simbolismos, quando se "reformarem" (alguns já estarão) quem lhes pagará será a CGA, certo?
A tal CGA que está "insustentável" por existirem demasiados funcionários públicos e militares com regalias e privilégios excessivos... Porque esses e muitos outros recebem de presente anos de serviço, os militares têm o privilégio de se reformarem mais tarde, com acréscimo de...anos de serviço!
12-12-2006 19:07

A. João Soares disse...
Caro Camoesas
E, como não podia deixar de ser, trata-se de elementos que pertencem à alternância «democrática» da oligarquia reinante. O País pode estar na miséria, mas para eles não faltam tachos. E cada vez se arranjam mais nichos onde os armazenar, para efeitos de regalias, porque não é para trabalho. Por vezes, como há dias foi dito acerca da CP, por cada pessoa que trabalha há vários directores, assessores, consultores, etc.Mas, com a ESPAP, tudo isso vai ser elevado à mais alta potência. E nós, pobres mortais, continuamos a aperta o cinto para que tudo isso possa funcionar.
Um abraço
A. João Soares
13-12-2006 18:41

MRelvas disse...
Oh meu amigo e o DR FERNANDO GOMES e outros,pecou por defeito,pois só podia!Ninguém consegue dizer todos nem de perto nem de longe. E aquele ex-ministro o que agora está com os espanhóis o Pina Moura? É um ver se te avias!
Abraços
MR

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