Dentro do objectivo de este espaço ser apartidário e aberto a todas as ideias, procurando estimular as reflexões mais abrangentes a fim de analisar os fenómenos por todos os lados, com isenção e desapaixonadamente, transporto para aqui este texto recebido por e-mail do amigo LSC. Trata-se de uma carta de um rapaz ao deu professor de história. Espero que possa despertar um debate de ideias orientadas para um maior esclarecimento dos casos citados, sem paixões, facciosismos, ou radicalismos.
34 anos depois...
Exmo Senhor Professor,
Sou obrigado a escrever-lhe, nesta data, depois de ter escutado, com toda a atenção, a aula de História, que nos deu sobre a Revolução de Abril de 1974.
Li todos os apontamentos que tirei na aula e os textos de apoio que me entregou para me preparar para o teste, que o Senhor Professor irá apresentar-nos, na próxima semana, sobre a Revolução dos Cravos.
Disse o Senhor Professor que a Revolução derrubou a ditadura salazarista e veio a permitir o final da Guerra Colonial, com a conquista da Liberdade do Povo Português o dos Povos dos territórios que nós dominávamos e que constituíam o nosso Império.
Afirmou ainda que passámos a viver em Democracia e que iniciámos uma nova política de Desenvolvimento, baseada na economia de mercado.
Informou-nos também que a Censura sobre os órgãos de Comunicação Social terminara e que a PIDE/DGS, a Polícia Política do Estado Fascista acabara, dando a possibilidade aos Portugueses de terem liberdade de expressão, opinião e pensamento. Hoje, todos eles podem exprimir as suas opiniões nos jornais, rádio, televisão, cinema e teatro, sem receio de serem presos.
Disse igualmente que Portugal era um país isolado no contexto internacional e que agora fazemos parte da União Europeia e temos grande prestígio no mundo. Que somos dos poucos países da União a cumprir, na íntegra, os cinco critérios de convergência nominal do Tratado de Maastricht para fazermos parte do pelotão da frente com vista ao Euro.
Li os textos de apoio do Professor Fernando Rosas, onde me informam que os Capitães de Abril são considerados heróis nacionais, como nunca houvera antes na nossa história, e que eles são os responsáveis por toda a modernidade do nosso país, pois se não tivesse acontecido a memorável Revolução, estaríamos na cauda da Europa e viveríamos em grande atraso, em relação aos outros países, e num total obscurantismo.
Tinha já tudo bem compreendido e decorado, quando pedi ao meu pai que lesse os apontamentos e os textos para me fazer perguntas sobre a tal Revolução, com vista à minha preparação para o teste, pois eu não assisti ao acontecimento histórico, por não ter ainda nascido, uma vez que, como sabe, tenho apenas dezasseis anos de idade.
Com o pedido que fiz ao meu pai, começaram os meus problemas pois ele ficou horrorizado com o que o Senhor Professor me ensinou e chamou-lhe até mentiroso porque conseguira falsificar a História de Portugal. Ele disse-me que assistira à Revolução dos Cravos dos Capitães de Abril e que vira com «os olhos que a terra há-de comer» o que acontecera e as suas consequências.
Disse-me que os Capitães foram os maiores traidores que a nossa História conhecera, porque entregaram aos comunistas todo o nosso império, enganando os Portugueses e os naturais dos territórios, que nos pertenciam por direito histórico. Que a Guerra no Ultramar envolvera toda a sua geração e que nela sobressaíra a valentia dum povo em armas, a defender a herança dos nossos maiores.
Que já não existia ditadura salazarista, porque Salazar já tinha morrido na altura e que vigorava a Primavera Marcelista que, paulatinamente, estava a colocar Portugal na vanguarda da Europa. Que hoje o nosso país, conjuntamente com a Grécia, são os países mais atrasados da Comunidade Europeia.
Que Portugal já desfrutava de muitas liberdades ao tempo do Professor Marcelo Caetano, que caminhávamos para a Democracia sem sobressaltos, que os jovens, como eu, tinham empregos assegurados, quando terminavam os estudos, que não se drogavam, que não frequentavam antros de deboche a que chamam discotecas, nem viviam na promiscuidade sexual, que hoje lhes embotam os sentidos.
Disse-me também que ele sabia o que era Deus, a Pátria e a Família e que eu sou um ignorante nessas matérias. Aliás, eu nem sabia que a minha Pátria era Portugal, pois o Senhor Professor ensinou-me que a minha Pátria era a Europa.
O meu pai disse-me que os governantes de outrora não eram corruptos e que após o 25 de Abril nunca se viu tanta corrupção como actualmente.
Também me disse que a criminalidade aumentara assustadoramente em Portugal e que já há verdadeiras máfias a operar, vivendo à custa da miséria dos jovens drogados e da prostituição, resultado do abandono dos filhos de pais divorciados e dum lamentável atraso cultural, em
virtude de um Sistema Educativo, que é a nossa maior vergonha, desde há mais vinte anos.
Eu fiquei de boca aberta, quando o meu pai me disse que a Censura continuava na ordem do dia, porque ele manda artigos para alguns jornais e não são publicados, visto que ele diz as verdades, que são escamoteadas ao Povo Português, e isso não interessa a certos órgãos de
Comunicação Social ao serviço de interesses obscuros.
O meu pai diz que o nosso país é hoje uma colónia de Bruxelas, que nos dá esmolas para nós conseguirmos sobreviver, pois os tais Capitães de Abril reduziram Portugal a uma «pobreza franciscana» e que o nosso país já não nos pertence e que perdemos a nossa independência.
Perguntei-lhe se ele já ouvira falar de Mário Soares, Almeida Santos, Rosa Coutinho, Melo Antunes, Álvaro Cunhal, Vítor Alves, Vítor Crespo, Lemos Pires, Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Costa Gomes, Pezarat Correia... Não pude acrescentar mais nomes, que fixara com enorme sacrifício e trabalho de memória, porque o meu pai começou a vomitar só de me ouvir pronunciar estes nomes.
Quando se sentiu melhor, disse-me que nunca mais lhe falasse em tais «sacanas de gajos», mas que decorasse antes os nomes de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão, D. João II, D. Manuel I, Bartolomeu Dias, Afonso de Alburquerque, D. João de Castro, Camões, Norton de Matos, porque os outros não eram dignos de ser Portugueses, mas estes eram as grandes e respeitáveis figuras da nossa História.
Naturalmente que fiquei admirado, porque o Senhor Professor nunca me falara nestas personagens tão importantes e apenas me citara os nomes que constam dos textos do Professor Fernando Rosas.
Senhor Professor, dada a circunstância do meu pai ter visto, ouvido, sentido e lido a Revolução de Abril, estou completamente baralhado, com o que o Senhor me ensinou e com a leitura dos textos de apoio. Eu julgo que o meu pai é que tem razão e, por isso, no próximo teste, vou seguir os conselhos dele.
Não foi o Senhor Professor que disse que a Revolução nos deu a liberdade de opinião? Certamente terei uma nota negativa, mas o meu pai nunca me mentiu e eu continuo a acreditar nele.
Como ele, também eu vou pôr uma gravata preta no dia 25 de Abril, em sinal de luto pelos milhares de mortos havidos no nosso Império, provocados pela Revolução dos Espinhos, perdão, dos Cravos.
O Senhor disse-me que esta Revolução não vertera uma gota de sangue e agora vim a saber que militantes negros que serviram o exército português, durante a guerra, que o Senhor chamou colonial, foram abandonados e depois fuzilados pelos comunistas a quem foram entregues as nossas terras.
Desculpe-me, Senhor Professor, mas o meu pai disse-me que o Senhor era cego de um olho, que só sabia ler a História de Portugal com o olho esquerdo. Se o Senhor tivesse os dois olhos não me ensinaria tantas asneiras, mas que o desculpava porque o Senhor era um jovem e
certamente só lera o que o Professor Fernando Rosas escrevera.
A minha carta já vai longa, mas eu usei de toda a honestidade e espero que o Senhor Professor consiga igualmente ser honesto para comigo, no próximo teste, quando o avaliar.
Com os meus respeitosos cumprimentos
O seu aluno
P.S.: Todos os anos, nesta data, se fala em comemorações em todo o país,
mas eu pergunto:
COMEMORAR O QUÊ????
domingo, 11 de maio de 2008
25 de Abril. Antes e depois
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A. João Soares
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Bob Geldof, Angola e Mira Amaral
Nos últimos dias foi notícia muito comentada a que refere as palavras do lutador pelos direitos humanos, Bob Geldof, acerca de Angola e das reacções oficiais da embaixada e de governantes daquele País, bem como do Sr. Engenheiro Mira Amaral, presidente do BIC de que grande percentagem do capital pertence a uma familiar de Eduardo dos Santos, um dos homens mais ricos do mundo.
Mira sabe do que fala, pois tem uma «reforma dourada» paga pela Caixa Geral de Depósitos onde esteve colocado apenas poucos meses. Na altura, o caso foi muito citado na Comunicação Social e transcrevo a carta publicada em «A Capital», em 20 de Setembro de 2004. Agora, fala grosso a favor daqueles que lhe pagam, o BIC.
A sua frase de reprovação a Bob Geldof até poderá, eventualmente, estar correcta, mas não basta uma tal boca, para ficarmos estarrecidos a dar-lhe razão. É preciso que apresente argumentos convincentes, para votarmos nele, em vez de no Bob. O certo é que este fala em defesa da população mundial vítima das injustiças sociais, enquanto Mira fala em defesa dos seus pagadores. Analisando os argumentos que queira apresentar em defesa da sua afirmação, poderemos então ver se o Sr Mira convence das suas certezas.
Mas do que parece não haver dúvidas é que o «dono» de Angola está entre os homens mais ricos do globo e que, por outro lado, o povo tem tantas carências que há por cá frequentes peditórios para aliviar o povo Angolano, pertencente a um País exportador de diamantes, petróleo, minérios, produtos agrícolas e pecuários, pescado, etc.
Perante isto fico à espera que Mira Amaral apresente argumentos convincentes de que não exagerou.
Até quando terei de esperar???
Segue a transcrição da carta atrás referida
Mira! Tanto!
(Publicada em «A Capital em 20 de Setembro de 2004, pág. 8)
Muitas pessoas que tive oportunidade de ouvir, mostram-se chocadas com a notícia. Um conhecido elemento da família política dominante e do meio empresarial do Estado teve a sua pensão de reforma calculada no dia seguinte a ter deixado o activo, caso pouco vulgar, talvez único, na função pública. Mas o verdadeiro choque resulta do valor da pensão. Mira! Tanto!
Não se coloca em dúvida a legalidade do número astronómico da pensão, mais de 50 (cinquenta) salários mínimos nacionais, isto é, recebe num mês tanto como um trabalhador que ganho o salário mínimo nacional recebe em 4 (quatro) anos! Equivale também a mais de 20 (vinte) salários médios. Coloca-se, sim, a dúvida quanto à moralidade de um sistema legislativo que permite uma tal discrepância entre portugueses que serviram o Estado.
Já é dificilmente compreensível que um gestor, que além do vencimento, dispõe de muitas outras regalias, receba uma tão alta mensalidade. Mas podemos aceitar que, apesar dos benefícios extra, cartão de crédito, carro com motorista, viagens pagas, verba para representação, etc., tem de manter um nível de vida e uma postura social correspondentes às funções que exerce. Mas, quando já não exerce funções, não se justifica que o Estado lhe pague como se as estivesse exercendo. Compreende-se que há hábitos adquiridos e posicionamento social que custa serem postos de lado, mas não com tanto esplendor.
Parece que devia ser estabelecido um limite máximo para pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) em função do salário mínimo. Se há muita gente em funções importantes e de responsabilidade em organismos do Estado que ganha menos de 10 salários mínimos, não se compreende que alguém tenha, na reforma, quando nada produz, uma pensão de 50 salários mínimos.
E dizem que a CGA poderá, dentro de poucos anos entrar em ruptura financeira! Não parece! Mira, que exagero!
A. João Soares
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sábado, 10 de maio de 2008
Homenagem à cadela «Linda»
Deixou os donos e o Tintim, que passaram a sentir a sua falta, cada um à sua maneira, mas com visível desconsolo. E a circunstância leva a reflectir que o sentido de posse e o amor são muitas vezes sentimentos mais egoístas do que de generosidade, nem sempre se pensando mais no ente amado do que no prazer de amar.
A caminho do 14º aniversário, partiu de forma inesperada, com um aviso muito curto. Há dois anos, um mês e um dia, depois de ser diagnosticada a diabetes em estado muitíssimo grave, que apenas lhe era ministrada a alimentação de dieta e injecções de insulina de 12 em 12 horas, com um rigor de minuto, e frequentes idas ao Hospital Veterinário para controlo da glicemia e de outros aspectos a fim de ajustar a dose de insulina. Era uma rotina cumprida com tal rigor que a vida doméstica lhe era sujeita sem qualquer reclamação ou desconforto. Tudo estava padronizado e esperava-se que continuasse por mais muitos meses, embora houvesse a convicção de que não seriam muitos mais.
Mas, a idade não perdoa e surgem complicações ligadas ao tempo de utilização da máquina corpórea, embora a aparência fosse boa, fruto do carinho e bons tratos que lhe eram dedicados. Mas, surgiram pequenos sintomas de que algo estava menos bem. Começou a notar-se que as fezes saíam com dificuldade e um pouco achatadas, a urina saía à custa de esforço cada vez maior e em quantidade reduzida ao longo de várias tentativas. Foi comunicado à veterinária que se inclinou para possível inflamação, mas nada melhorou com os antibióticos. O mal-estar tirou o apetite, que se tornou grave, pois não era saturação pela monotonia da dieta, já que foram experimentadas alterações sem resultado. No dia 8 antes da consulta não urinou e depois, apesar do soro e do antibiótico continuou sem urinar e o abdómen ficou intumescido devido ao enchimento da bexiga.
No dia 9 à hora de abertura, já estava na fila para nova consulta. Foi alvitrado à veterinária a hipótese de haver qualquer tumor que pressionasse a parte final do intestino, produzindo o achatamento das fezes, e que apertasse a uretra impedindo a passagem da urina. Embora os técnicos não gostem de alvitres dos leigos, o relacionamento durante estes mais de dois anos permitia um diálogo aberto e franco e foi feita radiografia e ecografia que mostravam uma massa já volumosa, possivelmente um tumor no útero. A palpação com o dedo mostrou que o intestino estava empurrado, por essa massa, contra a coluna, ocasionando a dificuldade de passagem das feses.
A tentativa de utilizar uma algália para esvaziar a bexiga não foi possível, apesar de terem sido utilizadas três modelos, incluindo um metálico, porque havia um ponto em que a resistência era tal que não podia ser vencida a não ser com o risco grave de rotura.
Para ver se o volume do abdómen era a bexiga foi feita uma punção num flanco e confirmou-se que era realmente ela, empurrada para a frente pela massa estranha existente mais à retaguarda. Foram retiradas cerca de 20 seringas de urina para aliviar, mas isso, não chegava a ser metade da existente e não era uma solução viável para a sobrevivência. A idade, o facto da diabetes, a debilidade por deficiente alimentação dos últimos dias (por esse motivo tinha estado na consulta na véspera), a veterinária, com muita delicadeza aconselhou que a solução mais adequada seria a eutanásia, porque seria maldade manter o bicho a sofrer sem a mínima esperança de melhorar nem de viver mais do que um ou dois dias, porque o sangue, por falta e de expulsão da urina, ficaria intoxicado. A dona, nem podia ouvir tal ideia e nem conseguiu assistir aos cuidados que estavam a ser feitos. Por fim, dado o fracasso da algália, os resultados dos exames radiográfico e ecográfico, e a história clínica, a veterinária chamou à sala a dona e conseguiu, embora com dificuldade, convencê-la. Para a «Linda» foi o fim de um sofrimento sem a mínima esperança e uma antecipação, certamente de umas horas ou um dia. Mas para a dona foi uma dor profunda, que não lhe foi fácil controlar.
E é a este momento decisivo que se refere a reflexão inicial sobre o «egoísmo» do amor. Mesmo que doente e a sofrer, sem esperança, não queria perder aquela companheira de muitos anos, que não deixava ninguém chegar à dona. Esta começava dizer que a «Linda» é que era a sua dona, teimosa, convicta, persistente, que se enraivecia (só pelo som) com o Tintin para ele não ocupar junto da dona o lugar que ela queria só para si. Por esta dedicação, a limpeza, a disciplina, a paciência nos tratamentos, deixa saudades, um lugar vazio e um registo indelével na memória. E este pequeno texto é uma ténue imagem de um acontecimento que evidencia que os animais de estimação, são para os donos quase como seres humanos da família. Merecem amizade e deixam dor e saudade.
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Tribunal diz «não» a Pedroso
Transcrição de artigo do Portugal Diário com NOTA final
Casa Pia: tribunal diz «não» a Pedroso
Por: Patrícia Pires
Ex-deputado socialistas acusou seis jovens e Carlos Silvino de difamação, mas nenhum vai a julgamento
Paulo Pedroso apresentou queixa, por difamação, contra seis ex-alunos da Casa Pia e ainda Carlos Silvino (Bibi), por durante «a fase de inquérito» do mega-processo «não terem deposto com verdade». Esta segunda-feira, o tribunal decidiu não dar razão ao ex-deputado socialista e nenhum vai a julgamento.
Após ter sido deduzida acusação, a defesa dos jovens pediu abertura de instrução e, agora, o 4º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa decidiu-se pela «não pronuncia dos arguidos».
Fonte ligada ao processo explicou ao PortugalDiário que a magistrada responsável pela instrução do processo entendeu que «não estavam preenchidos os requisitos para os arguidos serem pronunciados pelos crimes de difamação e injúria, nem tão pouco pelo crime de falsidade de testemunho e denuncia caluniosa».
Paulo Pedroso alegava que os arguidos «não depuseram com verdade, durante a fase de inquérito» do mega-processo da Casa Pia, mas a juíza considerou que «existia convicção dos arguidos que estavam a depor com verdade».
«Perante as autoridades policiais testemunharam com convicção, quer estivessem ou não» a dizer verdade, lê-se no acórdão de «não pronuncia». Para a magistrada não eram «os alegados actos descritos pelos arguidos que estavam em causa nos presentes autos».
NOTA: E, perante a decisão do douto tribunal, fica para sempre a dúvida: ele é ou não pedófilo? No caso de o ser, é passivo ou activo?
Como o tribunal disse que não havia provas a favor da queixa de Pedroso, ou seja que os meninos que o acusaram não o difamaram, nem injuriaram e nem praticaram falsidade de testemunho nem denuncia caluniosa, pode concluir-se que aquilo que disseram era verdade?
Será, mesmo, verdade ou não verdade aquilo que essas testemunhas disseram?
Uma situação complicada que nada agradará ao Pedroso, para limpar a sua folha de serviço!
Como irá ele lavar a face, depois desta decisão do tribunal.
Depois da festa apoteótica como foi recebido, ao fim do dia, na AR, quanto saiu da Penitenciária, por ter sido terminada a prisão preventiva, em que foi tratado como símbolo, ídolo e herói do PS, como reagirão, agora, os seus companheiros de partido a esta decisão judicial?
É caso para recorrer aos tribunais internacionais contra esta falha dos tribunais portugueses! É caso para esclarecer rigorosamente até aos mais ínfimos pormenores, este caso! Ou será que já concluiu que lhe teria sido mais favorável ter ficado sossegado, em vez de incriminar os ex-miúdos?
Aguardam-se novas notícias.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Excesso de taxas nos serviços essenciais
Este artigo que se transcreve do JN, merece muita atenção. Depois de o ler, fui verificar as últimas 9 facturas da água (concelho de Cascais) e concluí que a verba respeitante ao consumo representa apenas 36% do total da factura, isto é, o total é 2,78 vezes o consumo, o que é o mesmo que dizer que as taxas adicionais ao consumo representam 1,78 vezes o valor deste. Por cada euro de consumo temos de pagar uma factura de 2,78 euros. Pobre consumidor!!!
Municípios e empresas acusados de cobrar taxas ilegais
Nelson Morais
Factura inclui 2,32 euros de água e 15,20 de "taxa de disponibilidade"
Amenos de três semanas da entrada em vigor da nova lei aprovada pelo Parlamento para proteger os utentes de serviços públicos essenciais, a Associação de Consumidores de Portugal (ACOP) vai tomando conhecimento, dia para dia, de mais câmaras e empresas que começaram a cobrar "tarifas de disponibilidade" nas facturas de água e saneamento. E como vê nessas tarifas a cobrança ilegal de alugueres de contadores e consumos mínimos "encapotados", a associação de Coimbra promete avançar para os tribunais.
Do outro lado da barricada, câmaras e empresas agarram-se ao Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), cujo presidente, Jaime Melo Baptista, defende que "a proibição de cobrança de consumos mínimos e do aluguer do contador (...) não impede a cobrança de tarifas de disponibilidade".
Em declarações ao JN, o responsável sustenta a sua posição no n.º 3 do artigo 8.º da Lei 12/2008, que entra em vigor a 26 deste mês e determina "Não constituem consumos mínimos (...) as taxas e tarifas devidas pela construção, conservação e manutenção dos sistemas públicos de água, de saneamento e resíduos sólidos".
Mário Frota, da ACOP, discorda em absoluto. "Não há aí nada que legitime a tarifa de disponibilidade", defende o jurista, para quem a posição do IRAR é "algo inqualificável". "Proíbe-se o aluguer do contador e muda-se-lhe o nome!".
Para Mário Frota, "os consumidores só têm de pagar o que consomem". Revolta-se, por isso, ao falar de um munícipe da Figueira da Foz "que consumiu 2,32 euros de água e pagou à Águas da Figueira S.A. 29,86 euros, 15,20 cobrados pela 'taxa de disponibilidade'" - conforme consta da factura enviada à ACOP. "Isto é um assalto à bolsa dos consumidores", insurge-se o jurista (também) da Associação Portuguesa de Direito do Consumo, referindo casos similares no concelho do Fundão e de Mangualde. Dá também o exemplo de Abrantes, onde a empresa concessionária do abastecimento de água estará a cobrar uma taxa de 50 cêntimos pelo "acompanhamento e fiscalização do contrato de água e saneamento". "É a imaginação ao poder", ironiza, com um slogan de Maio de 68.
Por seu lado, o presidente do IRAR insiste que os tarifários devem integrar tarifas fixas. "Importa que a componente fixa seja calculada de modo a reflectir, não o aluguer do contador, mas o conjunto dos custos fixos incorridos com a disponibilização do serviço, dos quais os custos com os contadores são apenas uma parte", justifica.
Convencida de que assim não é, a ACOP aguarda a entrada da lei em vigor para escrutinar facturas dos cerca de 280 sistemas de água e saneamento que servem os 308 municípios do país. Em Julho, espera ter apuradas todas as ilegalidades, que teme ver cometidas em grande parte dos concelhos, e espera estar em condições de propor acções populares aos tribunais. Para o efeito, conta mesmo receber "apoio" da Direcção-Geral do Consumidor, adiantou Mário Frota.
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
Operação às cataratas, sem fazer render o peixe
Transcrevo este artigo da Visão, recebido por e-mail, com notas finais, ao que nada acrescento por não considerar necessário.
"Olhos nos olhos" – Artigo assinado por Teresa Campos na "Visão" de 10/4/2008
Por uma questão de curiosidade, e porque muitos dos destinatários nasceram ou moram nesta terra, ou visitam com frequência o Barreiro, vou reproduzir uma pequena notícia que vem publicada na revista "Visão" de quinta-feira passada, com o título acima indicado e o sub-título "Em apenas 6 dias um oftalmologista espanhol limpou a lista de espera da cirurgia às cataratas, no Hospital do Barreiro"
"José António Lillo Bravo, 45 anos, oftalmologista espanhol, instalou-se de armas e bagagens, como quem diz, com equipa e equipamento, no Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, e reduziu drasticamente a lista de espera das operações às cataratas; precisou apenas de seis dias - seis! - para devolver a visão a 234 pessoas.
O procedimento é simples, faz-se em poucos minutos, só com anestesia local; o oftalmologia aplica o método (facoemulsificação) há mais de uma década, e permite ao doente voltar para casa no dia da intervenção. E pelos seus próprios pés.
Sem pudores, José Bravo precisa que, nos dias em que esteve no Barreiro, e com a ajuda da sua equipa, fez 48 intervenções diárias : 24 de manhã e 24de tarde – contra as 50 por ano, em média, dos médicos locais, e que resultaram, no final de 2007, numa lista de espera de 384 pessoas.
Por cada cirurgia, o espanhol, recebeu 900 euros. Um valor que, garante a administração do Hospital, é compensador: corresponde a metade do preço pedido pelos médicos portugueses."
Fim do artigo. Assinado: Teresa Campos.
(Revista Visão)
Notas que vinham no e-mail:
1. Agora digam se vivemos ou não num país de "gente" sem escrúpulos
2. Nem todos os médicos portugueses trabalham por amor à arte, é mais por amor ao dinheiro... Não é novidade para mim, mas o profissionalismo deste médico espanhol é de admirar!
3. O problema é que os médicos portugueses tiram o curso de mercenários
4. Grande parte da "classe médica portuguesa" deveria estar com vergonha!
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A. João Soares
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Portugal, País inconclusivo
Embora tenha mais de meio ano de existência, este texto, agora recebido por e-mail, continua a ter interesse, pelo que o transcrevo para aqui. Há casos que permanecem, como as obras de Santa Engrácia!
«A justiça criminosa» por Clara Ferreira Alves
In «Pluma Caprichosa», Única, Expresso, 22 de Out de 2007
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia que se sabe que nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao Primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos. Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do instituto de medicina legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém? As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a polícia espalha rumores e indícios que não substancia.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?
E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente"importante" estava envolvida, o que aconteceu? Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento. Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade. Este é o maior fracasso da democracia portuguesa e contra isto o PS e o PSD que fizeram? Assinaram um iníquo pacto de justiça.
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A. João Soares
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terça-feira, 6 de maio de 2008
Perguntas ao Ministério da Educação
Transcreve-se o texto de um requerimento com perguntas ao Ministério da Educação, tendo, há meses, circulado em e-mails transcrições de artigos da Comunicação Social sobre o assunto a que se refere e, há algumas semanas, cópias deste requerimento. Porém, não há conhecimento de ter circulado a resposta às perguntas nele contidas. Agradece-se a quem as conheça, a simpatia de as colocar aqui em comentário ou de as enviar pelo e-mail constante da ficha de blogger.
Pergunta ao Governo
Nº 2S9/X (3ª)
(04-12-2007)
Assunto: Contratação de advogado para compilação da legislação sobre Educação pelo Ministério da Educação
Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República,
Segundo foi tornado público em alguns órgãos da Comunicação Social, o Ministério da Educação contratou duas vezes o mesmo advogado para fazer o mesmo trabalho. Segundo a divulgação referida, o advogado teria sido contratado por esse Ministério para levar a cabo um trabalho de compilação que pudesse reunir sob a forma de um «manual de direito da Educação» toda a legislação relacionada com essa área, trabalho cuja contratação previa concluído em Maio de 2006, o que não terá acontecido.
Segundo as notícias veiculadas, a remuneração foi garantida na íntegra, embora não tenha sido concluído o trabalho contratado. Na sequência desse incumprimento de prazos, o Ministério da Educação torna a contratar o mesmo advogado para exactamente o mesmo mandato, mas agora contratualizando uma remuneração significativamente maior. Refere a Comunicação Social que a remuneração passou de 1500 euros/mês no primeiro contrato, incumprido; para 20 000 euros/mês.
Ao abrigo do disposto na alínea d) do Artigo 156° da Constituição da República Portuguesa e em aplicação da alínea d], do n.º 1 do artigo 40 do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Governo, através do Ministério da Educação, que me informe do seguinte:
- Quantos juristas trabalham nos quadros do Ministério da Educação, nomeadamente no plano da assessoria jurídica?
- Que circunstâncias se colocaram a esse Ministério para que decidisse a contratar um advogado para levar a cabo um trabalho de compilação legislativa, ao invés de utilizar os recursos internos do Ministério da Educação?
- Que motivos justificam a nova contratação, sendo que é efectuada exactamente com o mesmo advogado que não cumpriu os anteriores compromissos contratualizados?
- Que motivos relevam para a justificação de um aumento de 1233,33% na remuneração do referido advogado para a realização do mesmo trabalho, assim assegurando uma remuneração de 20 000 euros/mês para a realização do mesmo trabalho antes contratualizado por 1 500 euros / mês.
O Deputado,
Miguel Tiago
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Etiquetas: Educação
O estado da Nação
Transcrevo o seguinte texto de Morais da Silva recebido por e-mail
Os Portugueses devem estar adormecidos!
Para cumprir a descida do défice orçamental para 3% e impedir a ruptura financeira da Segurança Social, o Governo tem vindo a obrigar a apertar o cinto aos pobres Portugueses (não a todos, claro, pois as desigualdades são cada vez maiores).
No entanto, para comprar viaturas topo de gama para tudo o que é governantes, juízes do Tribunal Constitucional, administradores de empresas públicas, etc., não há limitações!
Até já há distribuição de subsídios de dois milhões de euros para um jovem aspirante à Fórmula 1.
1. Reformas «milionárias»
Publicam-se as pensões de reforma ditas “milionárias” (entre 2500e 5500 Euros, pensões que significam uma vida de trabalho, normalmente acima de trinta anos) e não se publicam as pensões dos administradores e dirigentes da CGD, EDP, GALP e outras empresas públicas (entre 15000 e 35000 Euros) que em alguns casos apenas trabalharam naquelas instituições quatro a seis anos. Então a esses não se aplicam as regras gerais ?
Não vale a pena indicar mais casos, mas é bastante claro, que a juntar à classe dos “Famosos”, “ Figuras Públicas”, “ Jet- Set” e outras, há também a classe “ Cidadãos de 1ª classe” e “ Cidadãos de 2ª classe”.
Destruíram-se vários sistemas de apoio à doença, sem se cuidar de pôr em prática, sistemas alternativos. No que respeita ao pessoal civil e militar das Forças Armadas, decidiram abrir os Hospitais Militares a outros utentes. Com maior ou menor dificuldade, esses hospitais apoiavam o pessoal das Forças Armadas e seus familiares. Agora, estão entupidos com os outros utentes, as esperas para marcação de consulta são enormes, não se consegue marcações por telefone, há que ir para as filas pelas seis da manhã, sem garantia de conseguirem qualquer marcação e sujeitos a troça e conflitos com os novos utentes.
Será assim tão difícil, criar um sistema de marcação de consultas, via telefone ou e-mail, para pessoal das Forças Armadas, civil ou militar e seus familiares e apenas aceitar marcações para outros utentes para as vagas que restarem? Bastava que as marcações fossem feitas, por exemplo, das 08:00 até às 12:00 para o pessoal militar ou civil das Forças Armadas ( na Reserva, na Reforma ou no Activo) e seus familiares e das 14.00 até às 17:00 para outros utentes.
2. Os lucros escandalosos da Banca
Não contentes com os lucros fabulosos que obtêm, querem agora impor uma taxa de 1,50 Euros por cada levantamento ATM! Onde está o Governo? Quem manda em Portugal? A Banca ou o Estado?
Basta que o Governo , que ainda é o dono da CGD dê ordem a essa instituição para que o abuso de mais essa taxa acabe. É para impedir qualquer possibilidade de intervenção nos abusos da Banca que se pretende privatizar a CGD. Deixando o Estado de poder intervir na Banca, vai ser um “ fartar vilanagem”!
3. O preço dos combustíveis. Outro escândalo.
Apesar do aumento em Dólares, o custo em Euros pouco aumentou, mas o preço subiu escandalosamente. As petrolíferas já ganharam 1.000 milhões em quatro meses e o Governo 250 milhões. Que roubo mais descarado. Aqui também bastava que fosse dada ordem à Galp para diminuir os preços e as restantes petrolíferas teriam de baixar também. Mas o que se vê? Milhões vão para o Governo e a Banca, à custa do sacrifício do Zé! E a Galp continuará a ser um dos «tachos dourados»
4. A Justiça que temos.
Não satisfeitos com a lentidão e ineficácia da Justiça, produziram um novo código que continua a permitir:
- O escândalo dos recursos que tem permitido que condenados a 15 e mais anos de pena, findo o prazo da prisão preventiva, sem decisão sobre o recurso, tenham de ser libertados!
- Ladrões com largo cadastro, continuem em liberdade aguardando o desenvolvimento dos vários processos!
- Mulheres maltratadas, são obrigadas a continuar a viver na mesma casa com quem as maltratou, sob pena de perderem o direito à casa se houver divórcio, pois os réus, se se apresentarem voluntáriamente às autoridades, aguardam em liberdade o julgamento!
- Energúmenos que invadem Esquadras da PSP, Postos da GNR e agridem agentes da Autoridade, em vez de ficarem em prisão preventiva até ao julgamento, são libertados!
- O direito de apresentar recurso por qualquer razão, sem que haja um filtro que evite abusos como, por exemplo, o não se concordar com a pena. Aliás há que modificar o regulamento dos recursos, pois é escandaloso que condenados em primeira instância vão de recurso em recurso, sem estarem um dia na prisão. A tal Justiça só para os ricos.
- E aqueles que têm dívidas enormes ao Fisco, não as pagam pois vão de recurso em recurso, ao mesmo tempo que vão passando o património para outros nomes? Será assim tão difícil impedir a esses devedores que possam alienar seja o que for? Gostaria que o Senhor Ministro das Finanças me informasse se o famoso empreiteiro, antigo vice presidente do Benfica, carinhosamente conhecido por Bibi, já pagou alguns dos milhões que devia ao Fisco ou se nada pagou por, entretanto, ter tido todo o tempo para alienar o seu património!
Perante a pequena amostra acima, como podem os juízes administrar justiça para todos? Muito fazem eles, coitados. Será que o Governo também quer privatizar a Justiça à base de milícias populares?
5. Depesas de fachada
Agora percebo como vai o Governo arranjar dinheiro para o novo Aeroporto, para o TGV, para as pontes, para a zona ribeirinha de Alcântara, etc.
Com os sacrifícios exigidos ao Zé, resolve o problema do défice e da Segurança Social.
Com o roubo que a banca e as petrolíferas estão a fazer, vai pagar as grandes obras de regime.
Se sobrar algo, vai dar umas benessesitas ao Zé quando se aproximar a data das eleições!
6. A situação vergonhosa da saúde.
Em vez de se melhorar, tudo vai para pior. O exemplo das listas de espera de quem precisa de consultas e operações aos olhos diz tudo. Os médicos oftalmologistas trabalham na privada e o Serviço Nacional de Saúde não consegue sequer contratar o pessoal necessário! A reportagem vista na TV mostrou bem mais esta vergonha!
Antigamente os médicos só poderiam trabalhar na privada ou dar consultas privadas se trabalhassem uns tantos dias nos hospitais públicos. Hoje o que se vê? Há médicos que depois de concluir o curso, trabalham em vários lugares, sem darem nenhum contributo ao Serviço Nacional.
Listas de espera? Se todos os médicos fossem obrigados a trabalhar, pelo menos três meios dias úteis nos hospitais públicos e a entrar nas escalas das urgências, as listas de espera acabavam rapidamente.
Como é possível que os médicos recebam nos escalões mais altos 2500 a 3000Euros?
Comparem os ordenados com o que recebem os juízes e logo se vê uma das razões das fugas para o privado.
Será que o povo ainda não viu como está a ser enganado?
Será que os portugueses vão continuar adormecidos?
Morais da Silva
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segunda-feira, 5 de maio de 2008
Fome aumenta com a globalização
As dificuldades que apoquentam os portugueses de menores recursos são do conhecimento das pessoas mais atentas e mais em contacto com o povo real. Esse tema já aqui foi referido por três vezes em pouco mais de um mês - Aumenta o fosso entre ricos e pobres, Fome versus biocombustíveis e O custo de vida dos portugueses. Hoje os jornais dão ênfase ao assunto, a propósito da recolha feita pelo Banco Alimentar contra a Fome que, neste fim-de-semana, obteve mais de mil toneladas de alimentos, às portas de supermercados, o que equivale a mais 25% do que na campanha de Maio do ano passado.
Nos trabalhos de recolha, selecção, empacotamento e distribuição, são empenhados milhares de voluntários, cerca de 17 mil, todos sem receber dinheiro. Neste número são incluídos empregados de empresas a mando das respectivas entidades patronais. O Banco Alimentar Contra a Fome de Lisboa abastece diariamente mais de 370 instituições de apoio a necessitados espalhadas pela área da capital, no equivalente a cerca de 80 toneladas de alimentos por semana.
O problema da fome não está circunscrito, pois está espelhado pelo mundo. O alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, considera que, «da maneira como a Comunidade Internacional está a olhar para o mundo, não iremos longe». E acrescentou «o fosso entre ricos e pobres é um dos problemas mais dramáticos da globalização».
Guterres mostrou-se preocupado com a subida do preço dos alimentos, da energia e a desaceleração da economia mundial, «que se faz sentir sobretudo nos mais pobres».
Também, a Comissão Permanente da Caritas Portuguesa alertou, ontem, em comunicado, as autoridades para prepararem programas de apoio a carenciados tendo em conta a crise alimentar mundial que, prevêem, irá causar danos graves no País. Segundo ela, em Portugal gasta-se uma "fatia enorme de recursos" a "pagar quase dois terços do que se consome, designadamente, produtos alimentares" pelo que o país está "na linha da frente" daqueles que mais sofrem "com a elevação dos preços internacionais e a escassez dos bens de primeira necessidade no mercado".
A Caritas considera que "o espectro da fome paira assim sobre a cabeça dos mais necessitados, incluindo de muitos portugueses", com "muita gente a viver abaixo do limiar de pobreza e com esquemas de apoio social muito deficientes". Reclama aos Governos para que deixem de "apoiar a produção de produtos energéticos a partir de produtos agrícolas" [biocombustíveis] e também que criem "pacotes especiais" de leis que prevejam o "apoio social para atender aos casos prementes".
No caso português, considera a Caritas, as autoridades devem redobrar os "apoios aos mais carenciados", um esforço que deve ser seguido pela população em campanhas como a efectuada no último fim-de-semana, e também em permanência, de acordo com as possibilidades. Os portugueses devem ser esclarecidos e alertados para a sua "responsabilidade na luta contra o desperdício de produtos energéticos e de bens alimentares".
O problema fica assim equacionado, esperando-se que o Governo corte nas despesas da máquina do Estado a fim de socorrer os mais necessitados que têm sido as maiores vítimas das falhas dos governantes que Portugal tem tido, durante vários anos.
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22:08
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Reformar o regime
A humanidade brinda-nos de quando em vez com pensadores que contribuem para que o mundo avance passos mais largos para uma vida mais feliz. Porém, as pessoas agarradas a vícios, preconceitos e interesses inconfessáveis, ou não dão importância a palavras sábias ou as utilizam de forma enviesada obtendo resultados indesejáveis. O último caso foi em meados do século XIX.
Mas as ideias não deixam de brotar, embora as melhores se ocultem pela modéstia dos seus autores que, como no caso que a seguir apresento, procuram disfarçar toda a sua sapiência e sensatez como sendo apenas um sonho e uma «brincadeira», mas confessam que se sentiriam muito felizes se deixassem de ser utopia e se tornassem realidade.
Vejamos este acordar idealista, generoso, talvez profético, da pensadora e escritora Alexandra Caracol que entre outras coisas conseguiu criar uma filha, a Débora, de forma que, para a sua tenra idade, é uma exímia pianista e violinista. É o fruto prático das teorias que tem divulgado nos seus livros.
Vejamos o seu sonho ou profecia:
Hoje acordei mais idealista do que o costume e com vontade de partilhar os meus devaneios. Nunca gostei de politica e, cada vez, tenho menos respeito pelos políticos, mas acordei com uma forte vontade de ser escolhida para chegar a um lugar de destaque e poder apresentar propostas de lei. Claro que isto são apenas sonhos até porque teria que receber uma grande Luz Divina e Ele me cegar de tal maneira que eu não conseguisse pensar no horror que a politica me inspira.
Mas, continuando nos meus devaneios e fazendo de conta que pudesse possuir algum talento e poder, apresentaria as seguintes propostas:
- Todos aqueles que têm algum cargo político (começando por mim) se possuem outro sustento que não advém desse mesmo cargo político, das duas uma: ou deixam de usufruir qualquer ganho resultante desse cargo político ou passam a ganhar o salário mínimo nacional.
- Aos que somente se sustentam através do que resulta da sua actividade politica ou cargo então passam a ganhar 1500 euros mensais que serão acertados todos os anos, de acordo com os acertos feitos na população restante de Portugal.
- Os salários mínimos para o cidadão comum passarão a ser de 750 euros mensais.
- Nenhum ordenado na nação deve ultrapassar os 5000 euros, com excepção dos empresários, que deverão aplicar parte do lucro na abertura de novos postos de trabalho.
- Está suspensa a compra de viaturas de luxo para qualquer pessoa em cargo de eminência na politica nacional.
- Está suspenso todo e qualquer subsidio para as pessoas em cargo de eminência na politica nacional.
- As viagens, jantares, ou qualquer outro evento relacionado com o serviço público devem ser previamente submetidos a aprovação de uma comissão de fiscalização competente que não tenha qualquer cargo político e seja constituída paritariamente por elementos de todos os partidos, mesmo sem assento na AR. Quando for aprovado algum evento as despesas inerentes serão pagas através de uma rubrica existente para esse mesmo efeito. No final será apresentado um relatório que explique os benefícios obtidos para o Estado.
- Todas as instituições religiosas independentemente da religião ou ensinamentos que professam devem pagar impostos ao Estado, à semelhança de qualquer associação ou clube.
- Será estabelecida uma comissão fiscalizadora isenta de partidarismos que fiscalizará, com rigor e isenção, as instituições religiosas, políticos, clubes de futebol, futebolistas e artistas para que todos passem a cumprir correctamente suas obrigações fiscais.
- Será estabelecido um limite (1500 euros) para os ordenados dos futebolistas.
- As reformas de todos os portugueses (políticos e futebolistas incluídos) não serão superiores a 7500 euros mensais devendo ser feito acertos anuais de acordo com a inflação, e indexadas ao salário mínimo nacional.
- Para além do ordenado mínimo nacional (750 euros), cada cidadão receberá por cada membro a seu cargo 500 euros para que possa suportar todos os encargos de educação, saúde e outras despesas inerentes.
- Haverá um incentivo monetário (para além do ordenado base) para quem estiver a trabalhar em emprego como efectivo. O subsídio será dividido pela entidade empregadora e pelo funcionário (250 euros para cada um).
Penso que, para começar, estas medidas seriam por si suficientes para diminuir o desemprego e a divida externa.
Quanto ao desejo desenfreado de se ser político seria diminuído, ou seja muitos actuais políticos ou pessoas em cargos de eminência quereriam demitir-se pois o "tacho" ganho não os satisfaria. Pelo contrário, os que aceitassem continuar a trabalhar seriam os que estariam de coração sincero para levantar o país e para lutar pelo bem dos portugueses. Isso seria garantia de que os políticos se dedicariam a defender os interesses de Portugal acima dos interesses próprios e do seu partido.
Estas e outras propostas creio que ajudariam a melhorar a vida dos portugueses e, quiçá, poderiam elevar a confiança dos portugueses nos políticos e fomentar um forte patriotismo, infelizmente esquecido há muito.
E fico por aqui com os meus devaneios.
Alexandra Caracol"
NOTA: Cara Alexandra, será um sonho ou uma profecia, uma premonição? Achei graça ao pormenor do Futebol. Deixaria de haver profissionalismo e regressaríamos ao desporto por desporto, por amor à camisola, aos jogos de solteiros contra casados. O desporto passaria a seguir o lema do criador dos Jogos Olímpicos modernos, barão Pierre de Coubertin (1863-1937), «alma sã em corpo são».
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Etiquetas: jogos olímpicos, reformar o regime
A política como trampolim
Recebi por e-mail o texto que a seguir transcrevo. Revela alguns exemplos do «fervor patriótico» que levam estes heróis para a política!!!
Amor à Pátria? Talvez apenas uma forma de enriquecer, através de umas atenções ao poder económico que, depois retribui com uns «tachos dourados».
Por isso é que os jovens mais válidos não se sentem atraídos pela política, por que, tendo valor, não precisam de tais favores para se realizarem !!!!!!!!!!!!!
A política afinal, ao contrário do que diz Cavaco Silva, atrai os jovens, mas não por amor a Portugal, por vontade de governar correctamente e engrandecer o País, mas apenas como trampolim para objectivos que de outro modo estariam fora do seu alcance.
(Ver A política não é atractiva e Cavaco, Jovens e a democracia).
Quem tiver correcções ou aditamentos a fazer, deve utilizar o espaço de comentários, mas não é aconselhável a identificação como anónimo sem assinar no fim do texto que escrever.
Eis o texto referido:
Para que se saiba
Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do Banco Comercial Português em Angola
José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios
Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do Banco Português de
Negócios; Presidente do Conselho Executivo da Fundação
Luso-Americana de Desenvolvimento
Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do Banco Comercial Português
Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do Banco Comercial Português (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer...), mais uns 'trocos' como consultor e professor
António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da Portugal Telecom Internacional; Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas'
como comentador RTP)
Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos
José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do Banco Espírito Santo
João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do Conselho de Administração do Banco Privado Português.
Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação
Agora - Vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo
Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes sobre o Rio Tejo a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da mesma Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato e não tem responsabilidades directas sobre a manutenção das pontes sob a sua jurisdição. É só 'meter ao bolso'.
etc etc etc... a lista é um 'endless roll...'
O que é isto ?
- Não, não é a América Latina, nem Angola. É Portugal no seu esplendor.
Será, então:
cunha patriótica?
gamanço legal?
ou, simplesmente são: sem vergonha!
...e depois este Estado até quer que se declarem as prendas de casamento e o seu valor ! Não é acintoso? Ultrajante mesmo? Pois... Ouvi uma vez que 'quem elege, é quem derruba', mas, pelos vistos, a nós, portugueses, faltam-nos as forças. Por isso, só reclamamos e choramos e fazemos apelos como este:
A 'vaca' está quase seca, mas eles insistem no mamanço...
(fim do texto do e-mail)
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domingo, 4 de maio de 2008
Preços dos combustíveis
Transcrição de uma carta enviada aos jornais, por um leitor identificado, e que não foi publicada
Portugueses pagam combustíveis em dólares ou em euros?
Finalmente, ao 14.º aumento dos combustíveis em 2008 (em 122 dias, um em cada nove dias!) alguém começou a reagir. Desde os revendedores até ao ministro da Economia, passando por toda a comunicação social, com relevo para as televisões.
Mas, em meu entender, raros foram os que tocaram no âmago da questão. Que reside, muito simplesmente nisto: os portugueses pagam os combustíveis em euros - e não em dólares.
Por isso, estamos a ser duplamente penalizados: primeiro pelo aumento do custo do petróleo (que é negociado em dólares); e depois pela valorização do Euro. Um exemplo: em 2002, o barril de petróleo custava 63 dólares (USD), equivalente então a 70 € (1.00 € = 0.90 USD) e o litro de gasóleo custou-me (na bomba, no dia 3 de Março de 2002) 0,648 €.
Recentemente, no dia 3 de Março de 2008, o barril custava 100 USD, ou seja, agora, 66,6 €. Então porque é que paguei na bomba 1,234 € - praticamente o dobro de 2002?
Por isso, será importante centrar a discussão no câmbio das moedas e não noutros quaisquer parâmetros que, como é óbvio, não justificam tal evolução.
Diz-se que uma das razões do aumento do preço do petróleo é a desvalorização do dólar. Que culpa têm os Portugueses disso, se estão a pagar em moeda forte, neste caso o Euro?
Há que denunciar as gasolineiras pelo aproveitamento da situação, se é que não foram elas que a provocaram. E também que censurar o Governo, que se está a aproveitar de tudo isto para aumentar as suas receitas - e até teve a ousadia de alterar a fórmula de cálculo. E porque é que o Presidente da República, que se mantém estranhamente calado?
Espero que a Comunicação Social não cale a profunda indignação que começa a grassar, a avaliar pelos mails trocados nas últimas semanas."
Alberto RS (omito a identificação completa)
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sábado, 3 de maio de 2008
Nem a saúde nem o dinheiro são respeitados
Segundo notícia do DN, no Hospital de Penafiel, vê-se um edifício, junto ao Largo dos Capuchos, em obras e com a portas fechadas em cujo rés-do-chão e pisos mais baixos se encontra instalada uma unidade de hemodiálise totalmente equipada, pronta a funcionar. Esta unidade, que custou só à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel (SCMP) 800 mil euros, foi inaugurada com pompa e circunstância em fins de Outubro de 2006 e, um ano e meio depois, ainda não tratou um único doente.
Com essa festiva inauguração, parecia chegar ao fim um processo iniciado em 2004 e que tinha como objectivo permitir que cerca de 50 doentes renais de Penafiel pudessem realizar o tratamento sem terem de se deslocar a Paredes ou, como acontece em muitos casos, ao Porto.
Na cerimónia estiveram presentes altos responsáveis locais e um representante do Governo Civil do Porto, Renato Matos, que elogiaram o projecto da SCMP em parceria com a empresa privada Nefronorte - Centro Renal do Norte. À Santa Casa coube um investimento na ordem dos 800 mil euros para a remodelação e adaptação do espaço, enquanto a Nefronorte, já responsável pelo centro de hemodiálise de Paredes, suportou a compra de 15 máquinas de hemodiálise no valor de milhares de euros.
Como razão de, passados 18 meses após a inauguração, a unidade de hemodiálise de Penafiel continuar fechada é apontada a falta de uma convenção que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte se recusa a celebrar, apesar de já ter emitido o licenciamento em Outubro de 2005.
Há um ano e meio que muitos milhares de euros estão investidos sem deles se tirar qualquer rendibilidade em benefício de doentes renais, devido problema burocrático ligado ao Ministério, à Santa Casa e à empresa Nefronorte, que era fácil ter sido previsto quando, em Outubro de 2005, foi emitido o licenciamento e que, se houvesse capacidade de diálogo e vontade de colaborar, já podia ter ficado esclarecido nestes 18 meses de bloqueio inútil e indesejado.
Na base do problema está o facto de o licenciamento ter sido para a gestão do centro ser efectuada pela SCMP, mas esta afirma que desde o início, 2004, estava previsto que a gestão já estava programada ser feita pela Nefronorte porque a Instituição, sozinha, não tinha meios financeiros para avançar com o projecto, ao que a ARS responde que então terá que desistir do processo para que a Nefronorte se candidate ao licenciamento.
Desde imbróglio sobressai, além da burocracia bloqueadora, a ausência de respeito pelos doentes que, durante 18 meses, necessitaram do centro e pelos dinheiros públicos ou da Instituição que nada têm rendido em benefício dos cidadãos.
Até quando os doentes terão de esperar para que os «responsáveis» pela saúde dos portugueses resolvam esta situação pouco elogiosa da administração pública?
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Etiquetas: saúde
O custo de vida dos portugueses
No JN de hoje com o título «Custo de Vida» , O chefe de redacção, Rafael Barbosa, apresenta várias facetas da problemática da abertura dos hipermercados aos domingos. Como em todos os casos semelhantes, aparecem argumentos, só para não ficar calados, que fazem temer pela acentuada e preocupante decadência intelectual dos portugueses, para não duvidar da falta de seriedade e honestidade dos opinantes .
E, com essas tricas do alecrim e da manjerona, desviam-se as atenções do grave problema do aumento dos preços, sobre o que a União Europeia alertou para a escalada do preço dos alimentos, nos meses que aí vêm, que pode rondar os 39%.
Também, nesta semana o preço dos combustíveis voltou a subir, custando hoje o atesto do depósito de 50 litros mais 13 euros do que há um ano.
Além disso, que já não é pouco, as taxas de juro do crédito à habitação voltaram a subir, o que faz com que se pague, hoje, mais 50% do que se pagava há três anos.
É um panorama aterrador, quando se pensa que muita gente vive com dificuldade com o salário que aufere e que, por isso, qualquer pequeno aumento transforma-se numa tragédia. E pelos números referidos não se trata de ninharias, sendo aumentos muito substanciais.
E isto é mais grave se atentarmos no magro valor do salário mínimo nacional, pois, se consultarmos os dados estatísticos actuais da Fundação Hans Böckler (referidos em www.portugalnoticias.com) verificamos que entre Portugal, a Irlanda e a Grécia, há poucos anos em situação semelhante na cauda da Europa Ocidental, estão hoje com uma situação muito diferente. A Irlanda tem um salário mínimo cerca de 3,6 vezes o do nosso País e o da Grécia é cerca de 1,6 vezes superior ao nosso. E ninguém cura de saber o método que os conduziu a esse grau de sucesso e de o aplicar ao nosso caso, devidamente adaptado.
Isto dá que pensar. Que população é a portuguesa? Que têm feito o políticos para, através do ensino, melhorarem a sensatez do nosso povo? Que directivas ou legislação têm sido difundidas para tornar a economia mais produtiva e capaz de melhorar as condições de vida?
Que estímulos têm sido atribuídos aos que mais contribuem para o enriquecimento do País com melhoria da vida dos mais carenciados? Muito pode deve ser reflectido sobre este tema.
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Etiquetas: crise
No consultório do ginecologista
(recebido por e-mail)
- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebé ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço maior entre um e outro.
E então o médico perguntou:
- Muito bem. E o que é que a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
E então ele completou:
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebés de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno.
O crime é exactamente o mesmo!
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Etiquetas: IVG, respeito pela vida
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Sistema de portagens injusto
Do jornal gratuito «Global Notícias» de hoje, despertou-me interesse o editorial do director, Silva Pires, com o título «Justiça no sistema de portagens». Coloca em causa o critério dos preços em relação aos diversos tipos de viaturas. Se as portagens são uma compensação do desgaste que as viaturas causam ás auto-estradas, seria lógico que os preços fossem relacionados com o peso das mesmas, não propriamente com o peso real na viagem actual, mas com a capacidade máxima de transporte.
Não surge uma explicação lógica de uma moto pagar o mesmo que um automóvel. Nem que os camiões paguem de acordo com o número de eixos, sem ter em consideração o respectivo peso, isto é, com o desgaste provocado no piso da via.
O que falta? As pessoas reclamarem? Ou os responsáveis ligarem os neurónios e raciocinarem na solução mais lógica e justa? Ou criar uma solução viável e fácil para controlar os pagamentos?
Silva Pires refere uma viagem do Alentejo para Lisboa na companhia de um cidadão espanhol ligado ao ramo automóvel, em que não conseguiu explicar-lhe de forma compreensível a lógica dos preços das portagens, não eliminando a sua má impressão sobre este assunto.
Esta é para juntar à incrível «lógica» da sinalização rodoviária que, muitas vezes, só é compreensível para quem vive na zona mas que, por isso, não necessita dela e nem se apercebe de quão caprichosa e imperfeita ela é. Quem ocasionalmente viaja por região pouco conhecida sabe as dificuldades em que se encontra a cada passo.
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A. João Soares
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Etiquetas: motos iguais a carros, portagens injustas
A política não é atractiva
Por constituir um complemento muito interessante ao tema tratado em «Cavaco, jovens e a democracia», transcrevo do blogue «Ecos e comentários» o post «Opinião» que contém o artigo do Prof. Moisés Espírito Santo, seguido de um comentário de António Delgado autor do blogue. Agradeço comentários que contribuam para maior aprofundamento do assunto que é muito vasto é abrangente.
OPINIÃO
Reproduzo um excelente artigo de opinião do Prof. Moisés Espírito Santo sobre o discurso do Presidente da República, no dia 25 de Abril, alusivo ao estudo por ele encomendado sobre a informação politica dos jovens. O dito artigo saiu no Jornal de Leiria em 1 de Maio de 2008
Senhor Presidente da República, os jovens têm razão e recomendam-se
O Presidente da Republica, nas comemorações do 25 de Abril e no Parlamento, fez um discurso sobre a cultura política dos jovens deduzida dum estudo da Universidade Católica que a Presidência encomendou. Pretendeu fazer passar um retrato negro da formação política dos jovens. Eu, que não tenho compromissos com os políticos, até considero que a cultura política dos jovens é boa. Antes de mais, o Presidente atribuiu as culpas aos deputados («os responsáveis sois vós») quando o Professor Cavaco Silva governou o País durante dez anos. E deu estes três exemplos de «ignorância política» dos jovens: a maioria
1) não sabe quem foi o primeiro presidente eleito depois do 25 de Abril;
2) desconhece o número exacto dos países que integram a União Europeia;
3) ignora que o P.S. tem maioria absoluta no Parlamento.
E com isto fez figura, tendo sido repercutido por todos os média, como um alerta pela «nossa democracia». Pergunto eu: o que é que vale isso? Devia é ter citado outros dados do mesmo Estudo (segundo o Público) como, por exemplo:
a) interessam-se mais pelas «petições e pelo boicote de produtos por razões políticas ou ambientais do que o resto da população»;
b) não atribuem eficácia ao voto;
c) têm dificuldade em se identificarem com «a oferta partidária»;
c) acham pouco ou nada importante a separação entre esquerda e direita;
d) só 20% «sentem simpatia» pelo voto eleitoral;
e) entre eles há «concordância genérica» pela criação de novos mecanismos de participação dos cidadãos nas decisões políticas e de mudar o sistema eleitoral de forma a dar mais ênfase aos candidatos e menos aos partidos políticos», etc.
Ora estes temas (não citados pelo Presidente) é que são importantes e retratam, isso sim, o falhanço da «nossa» democracia. (Quando os políticos dizem «nossa democracia», face a estes dados, entende-se que essa democracia é «a deles», da «classe política»). Ora, com a maioria dos políticos que temos até é sinal de boa cultura ignorar os seus nomes, o seu número no Parlamento e, depois das manigâncias com o Tratado de Lisboa para o qual se prometeu um referendo, é natural que se ignore quantos países compõem a «nossa Europa» (a deles). Isso só interessará aos «jotas» dos partidos que são amestrados para reproduzir as manhas dos «velhos».
Note-se a alínea e) que referi : «Há concordância genérica em que se devia mudar o sistema eleitoral de modo a dar mais ênfase aos candidatos e menos aos partidos políticos». Ora, aqui é que está o busilis, quer dizer, a razão do desinteresse dos jovens (e dos adultos) pelos nomes e pelo número de políticos. Os jovens têm razão e recomendam-se.
Na Europa, Portugal é o único em que os candidatos a deputados têm de ser propostos pelos partidos e, por outro lado, em que se exige um número de inscritos para se constituir um partido. Na Europa, para uma eleição, os Estados só reconhecem os cidadãos. A «nossa» democracia (a deles) faz dos cidadãos simples votantes, ou claque; e só serve para caucionar a «classe política». É a razão por que a maioria da juventude se desinteressa da informação política.
A propósito: as comemorações do 25 de Abril não passaram duma retórica sobre a «nossa» democracia de que se servem os profissionais da política. Quem é que se lembrou de recordar ou homenagear os milhares de portugueses (trabalhadores, intelectuais, estudantes, emigrantes...) que lutaram, anonimamente, clandestinamente, quotidianamente, civicamente, contra o fascismo e pelos Direitos Humanos, de 1928 até 1974? E que sofreram nas prisões ou na solidão da clandestinidade? E que perderam o trabalho e o conforto familiar? E que definharam no Tarrafal ou tiveram de fugir para o estrangeiro? Uma homenagem a esses anónimos, ou desnomeados, que agiram pela liberdade de todos e não com vistas a um emprego - dos melhores cidadãos que a Pátria engendrou - é que seria uma comemoração cívica do 25 de Abril, e não esta parada folclórica de auto-afirmação dos actuais políticos que vieram usufruir daquilo que os outros semearam.
Publicada por ANTONIO DELGADO em Quinta-feira, Maio 01, 2008
NOTA: de um comentário de António Delgado:
Na mesma edição do JL fui convidado a participar no seu Forum no seguinte ponto:
"Como comenta o alheamento dos portugueses, nomeadamente dos mais jovens, relativamente à actividade política e às datas que marcaram a história recente de Portugal?"
A minha resposta:
"A " Aldeia Global" de McLuhan infelizmente mostra-nos em que medida a evolução da sociedade em direcção a um futuro de telecomunicação total da informação implica mudanças substanciais e decisivas na própria maneira de se ver e actuar no mundo. Uma delas é a alienação. É dentro deste paradigma que se deve de entender as respostas dos jovens por mostrarem que não aderem cabalmente às coisas do interesse dos políticos. A informação espectáculo, alvitrada por Guy Debord, faz parte igualmente do paradigma comunicacional do nosso tempo, em certo modo, é onde se deve incluir o discurso do Sr. Presidente da República por salientar apenas os pontos do seu interesse."
António
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A. João Soares
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
Fome versus biocombustíveis
Um tema actual muito debatido pela rama, nos jornais, é a fome e o elevado preço dos alimentos devido à obsessão provocada pela febre dos biocombustíveis. É assunto de extrema importância para a humanidade e a sobrevivência da espécie humana que deve conduzir a reflexões realistas, desapaixonadas e libertas de interesses partidários.
Que benefício obtém o Homem da evolução da civilização, da ciência e da tecnologia? Temos visto que muitas inovações acabam por escravizá-lo, retirando-lhe todos os direitos à sobrevivência com dignidade, ao ponto de estarmos perante a hipótese de grande parte da humanidade ir morrer de fome devido à escassez de alimentos e ao elevado preço dos poucos que persistirem.
Em democracia representativa, os cidadãos delegam em pessoas supostamente competentes e bem intencionadas para defenderem os interesses colectivos. Pergunta-se o que fazem tais eleitos em benefício dos eleitores, para evitar ou suprir tais ameaças estruturais?
Esses eleitos criaram a ONU, supostamente para defender os seres humanos mais desprotegidos da arbitrariedade de tiranos. Pergunta-se o que tem feito a ONU na prossecução desses objectivos, em cada um dos aspectos mais preocupantes?
A ONU tem evidenciado total inabilidade para prevenir situações de conflito e injustiça e, quando elas surgem, incapacidade para as resolver rapidamente e com o mínimo de custos humanos e de recursos patrimoniais. Pergunta-se quem está por detrás das decisões da ONU, quem condiciona os seus trabalhos? Quem é mais beneficiado com a suas tomadas de posição? Que esperança inspira nas pessoas mais necessitadas, das áreas mais pobres do Mundo?
Nem é preciso referir as guerras, de maior ou menor intensidade, que proliferam por todos os continentes, mas pergunta-se que medidas estão previstas para os problemas energéticos actuais: nuclear, hídrica, eólica, das marés, das ondas, solar, do petróleo (em vias de extinção e controlado por capitalistas sem escrúpulos) e, agora, o que é muito mais grave, os biocombustíveis que colocam em risco a produção de alimentos e, portanto a sobrevivência da humanidade. E já nem podem dizer que isso só afecta povos muito atrasados, pois todos os menos abastados de todos os continentes vão sentir na pela a crise de alimentos que já se tornou bem visível. E mesmo que fossem poucos os lesados, estes, como seres humanos, mereceriam a máxima atenção.
Quanto à ONU, referem-se os seguintes posts:
- A independência do Kosovo
- Crises em África
- Vulnerabilidades da ONU
- Paz. Ocidente. Continentes. Futuro
- ONU desrespeitada
- Ausência de autoridade internacional. ONU ineficaz
- Tibete anexado pela China em 1950
- A Pobreza no Mundo
- Pobreza e fome no Mundo
- Paz pela negociação.
Publicada por
A. João Soares
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17:09
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Etiquetas: biocombustíveis, fome, ONU
MDN não prestigia a democracia
Para que a política atraia os jovens, como é preconizado no discurso lido pelo PR no dia 25 de Abril é indispensável que a actividade dos político se torne impecável, exemplar, que possa servir de espelho à vida dos cidadãos. Quando isso acontecer, não faltarão pessoas válidas a darem um passo em frente para colaborar na gestão da causa pública. Mas, infelizmente, os casos contrários são demasiado abundantes, como este apontado por Brandão Ferreira.
O ministro da Defesa e a falha no exemplo
«Verba vólant, scripta mánent exempla traúnt»
ou seja, «As palavras voam, os escritos permanecem, o exemplo arrasta”
Aforismo Latino
Não há maneira de nenhum governo, presidente seja do que for, administrador de empresa, juiz, chefe militar, ou qualquer individuo a quem for outorgado um grau de autoridade, poder liderar seja quem for e obter o respeito e a colaboração dos seus subordinados/cidadãos, se não der o exemplo. Não é razão suficiente, mas é condição necessária. E só conseguirão algo que se veja, pelo medo ou por concitarem o interesse dalguns por via das prebendas.
Ora a classe politica que tem preenchido os diferentes órgãos de soberania, autarquias, etc. têm na sua esmagadora maioria pretendido impor sacrifícios ao comum dos cidadãos e ficar fora deles na proporção que lhes caberia.
Era como a triste figura de alguns próceres do “Estado Novo” (também os houve), que estando a Nação em armas, tudo faziam para livrar os seus filhos de prestarem serviço militar, ou serem mobilizados para as frentes de combate.
Enquanto em tempo de alguma abundância, desmioladamente se esbanja o que há, mas se vai atenuando a coisa, com uma liberalidade recorrente na distribuição de “subsídios”, é fatal chegar o tempo em que é preciso pôr ordem na casa. Estamos a viver um tempo destes.
Mandaria então o bom senso que se falasse verdade e se distribuísse o “mal pelas aldeias” de modo a concitar a boa vontade de toda a Nação (palavra entretanto banida do vocabulário), pois só assim se pode ultrapassar adequadamente os graves problemas que nos afectam. E para tal é necessário que o exemplo venha de cima, pois não é reconhecido de outro modo.
Mas isso não tem comovido as sucessivas classes dirigentes sempre muito democráticas - como se a Democracia substituísse a seriedade! -, apesar de serem eles os responsáveis por tudo o que se passa e não se passa – note-se -, e vão mantendo uma escandalosa dessintonia entre o que auferem no seu todo, e os restantes indígenas que supostamente servem!.
Os exemplos são citados às dezenas nos órgãos de comunicação social e em muito maior número na Internet, pelo que me dispenso de apresentar quaisquer casos, a não ser este que tem a ver com o título.
O Dr. Paulo Portas quando fez a sua triste passagem pela pasta da defesa, levou consigo um condutor civil, que se diz ser funcionário do seu partido. O homem teve o azar de estampar o carro de serviço (um BMW de alta cilindrada), em condições que são conhecidas. O carro foi rapidamente substituído por outro de igual gabarito.
Parece-nos muito importante que os senhores ministros e outros afins, andem em carros de grande performance. Isso permite-lhes serem pontuais, que como se sabe também é uma regra de bom exemplo; ao passo que uma boa suspensão lhes logra cuidar da coluna vertebral que se pretende erecta. Outro requisito para o bom exemplo.
Estávamos então na substituição do carro do ex-ministro Portas. Não foi há muito tempo, dada a vertigem a que se sucedem os responsáveis pela pobre da Defesa Nacional. Mas não o entendeu assim o actual inquilino, Dr. Teixeira, que se viu obsequiado com dois Mercedes topo de gama para seu uso e do seu “ajudante” Secretário de Estado.
Não parece grande exemplo. Sobretudo quando se sabe das misérias que grassam pelas depauperadas Forças Armadas, consequência dos seus orçamentos; se mantêm viaturas distribuídas por altos cargos militares com muitos anos de serviço e centenas de milhares de Km; se atacam as reformas dos militares e o seu serviço de saúde e ,pior do que tudo, se mantêm forças militares em zonas de combate sem alguns equipamentos essenciais à sua operação e protecção.
Se calhar ainda não se deram conta, mas com exemplos destes ninguém os respeita.
João José Brandão Ferreira, Tcor Pilav(ref.)
Texto recebido por e-mail de Alô Portugal e de outras origens
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A. João Soares
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Etiquetas: esbanjamento
