quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Deputado ensina PM !!!

Tenho muito apreço por este deputado e pelo desassombro como fala ao PM. É pena que tivesse deixado de ser deputado!
Precisamos de primeiros-ministros que saibam pensar nas palavras que este deputado disse. Pelos vistos foram esquecidas em vez de guardadas no leitor de CDs da mesinha de cabeceira e ouvidas diariamente como a oração da noite. Haja memória!


7 comentários:

Luis disse...

Caro João,
Perdeu-se o deputado e o primeiro ministro pois as palavras que foram ditas na Assembleia da Republica não passaram disso mesmo... Há uma total vacuidade nas diversas intervenções que aí se assistem! Não passam de "papagaios" com penas de "pavão" que só falam sem fazerem algo de util pelo País. Quando os oiço lembro-me dos interpretes em África que ao fim de ouvirem alguém durante muito tempo e ao ser-lhes perguntado o que tinha sido dito nos respondiam: - até agora só falou mas ainda não disse nada...
É verdade eles só falam, falam mas de concreto pouco ou nada dizem ou fazem! ALERTA pois para não sermos enganados!

A. João Soares disse...

Caro Luís,

As palavras devem servir para exprimir ideias, para as comunicar aos ouvintes ou aos leitores. Mas as que saem dos políticos servem para obscurecer o entendimento de quem as recebe, são fumaça (como diria o almirante Pinheiro de Azevedo) que serve de camuflagem ao vazio íntimo, de foguetes para vaidade pessoal dos que gostam de se ouvir e depois imaginarem-se grandes oradores. Adoradores do vácuo.
E tudo isso porque não sabem falar de Política, com P maiúsculo, a Arte de Governar, como ficou dito no post Falem-nos de Política.

Um abraço
João

Maria Letra disse...

Foi bom ter trazido aqui este video, amigo João Soares. Não vi, ainda, se o publicou no "Sempre Jovens", mas seria bom que fosse recordado. Talvez assim houvesse alguns Portugueses, de memória curta, que não tivessem vontade de votar de novo em Sócrates. Tem cá um dom de palavra!!!
Maria Letra

A. João Soares disse...

Cara Mizita,
Gostaria de não transformar o SJ numa arena de partidos. Mesmo aqui, esta é uma das poucas excepções, porque evito focar casos isolados e pessoais, preferindo referir casos conceptuais comparando casos e inserindo-nos na óptica de princípios éticos e cívicos.
Quero evitar algo que possa ser interpretado por favor a um ou outro partido. Nenhum deles merece o meu compromisso, por razões já aqui evocadas em vários locais.

Abraço
João

Maria Letra disse...

Concordo consigo, João Soares, mas também estou convencida de que já ninguém tem dúvidas sôbre a sua verticalidade.
Um abraço.
Maria Letra

Bruno disse...

hmmm... quer me parecer, que qualquer deputado poderia usar esta gravaçao actualmente no parlamento, estando desta vez o seu criador na pele do PM...

sera que o josé se esqueceu deste seu discurso???

A. João Soares disse...

Caro Bruno,

«qualquer deputado poderia usar esta gravação actualmente no parlamento». Quanto aos motivos para questionar e criticar, certamente que qualquer teria razões para isso, mas poucos possuem capacidade de «vendedor de banha da cobra» para tal. A maioria deles desde o início ao fim da legislatura não dão a conhecer a sua voz. Limitam-se a estar presentes e a fazer número. Eles têm consciência disso e algumas vezes não aparecem aos plenários ficando adiada a votação de leis por falta de quorum. Vão ao Parlamento apenas porque o almoço é quase à borla, e quando convém fazer tráfico de influências dando seguimento à cunha que lhes foi metida e que irá dar dividendos.
Como diz o eurodeputado Paulo Rangel, ética e política não têm nada entre si.

O actor do discurso esqueceu sem dúvida. Os políticos fazem esforço para esquecer o que dizem logo que acabam a frase. Com o treino conseguem não se lembrar das promessas que fazem. E é frequente no duaia dseguinte dizerem que os jornalistas mentiram porque não foi dito aquilo que eles transmitiram. Acontece inúmeras vezes. Daí, a importância destas gravações para «memória futura». Só é pena que os portugueses percam mais tempo com futebol e fofoquices do que com o essencial para a vida colectiva, o País.

Abraço
João