Seria desejável que as instituições do poder, tanto central como local e como os serviços públicos, tivessem bem definidos os objectivos a atingir, os interesses nacionais a defender e as linhas estratégicas para levar a cabo as suas funções em benefício de Portugal , dos portugueses.
Mas, infelizmente, tudo evidencia a ausência de tais definições e a existência de decisões pontuais, por palpite, sem critério, descoordenadas e incoerentes. Além de serem contraproducentes, delas resultam despesas e adiamentos até se acertar na solução correcta.
A barafunda dos sinais de trânsito são um exemplo disso. Muitas vezes mais valia não estarem ali. Não me refiro à questão polémica do excesso de velocidade e da velocidade excessiva, mas a sinais colocados por sorteio que, pela sua irracionalidade, incitam à infracção e só podem servir para a «caça à multa».
A imagem mostra, na marginal Lisboa-Cascais, uma via com duas faixas em cada sentido que pode dar um bom escoamento de trânsito, onde a velocidade está limitada a 60 Km/h, aparece um sinal de 30, inesperadamente, sem nada que o justifique, mas que só é válido durante pouco mais de uma dezena de metros que o separa do sinal de 50«velocidade controlada» que então aparece.
Pergunto: alguém poderá explicar a razão da existência do 30? Será que houve obras que levaram à sua colocação e depois se esqueceram de o retirar? Mesmo o de 50 que se lhe segue é discutível, porque para avisar do semáforo próximo não é aquele o melhor método.
Mas para sofrimento dos automobilistas, há muitos outros casos parecidos, alguns já referidos neste espaço, que demonstram um deficiente raciocínio sobre a segurança rodoviária e sobre o efeito esperado dos sinais que, muitas vezes têm uma intenção penalizante em vez de contribuírem para uma circulação fluida e segura para veículos e peões.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Sinais de trânsito enigmáticos
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sábado, 25 de dezembro de 2010
Jovens aderem a conselhos da ANEBE
Neste espaço, tem havido a preocupação de realçar casos que contrariam a ideia de que os jovens pertencem a uma «geração rasca». Não há regra sem excepção e, com vista a fomentar um futuro melhor para as gerações mais jovens, convém sublinhar os casos positivos.
Há muitos meses a ANEBE - Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas – criou um incentivo para os jovens cultivarem o espírito da «taxa zero de alcoolemia». Trata-se de uma iniciativa muito interessante por contrariar o vulgar espírito de lucro através de maior consumo, sobrepondo-lhe a função social de uma empresa, neste caso, zelando pela saúde e pela segurança dos consumidores.
A ANEBE, presidida pelo ainda Jovem Mário Moniz Barreto, promotora da iniciativa "100%Cool", desenvolve acções para promover o consumo moderado de álcool e colabora com a GNR em operações de controlo de taxa de alcoolemia, com fins didácticos nas noites das grandes cidades em locais onde o perigo de excessos pode ser mais provável.
Na noite da passada quinta-feira foram fiscalizados em Lisboa 160 condutores, com idades entre os 18 e os 30 anos, dos quais 144 apresentaram uma taxa de zero gramas de álcool por litro de sangue. De entre os 160 testes realizados apenas um estava em infracção legal, acima dos 0,5 gramas por litro de sangue. A seis dos condutores fiscalizados foi detectada uma taxa de alcoolemia entre os zero e os 0,5 gramas.
É positivo que os jovens se desloquem em grupo para os locais nocturnos e que um deles se comprometa a não ingerir álcool a fim de conduzir os amigos a casa em segurança.
O presidente da ANEBE faz um balanço «extremamente positivo» desta acção e realça que «90 por cento dos jovens fiscalizados tinham conhecimento da campanha e começam a alterar os seus comportamentos».
Imagem da NET
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sábado, 20 de novembro de 2010
Segurança rodoviária
Há absoluta necessidade de respeitar os direitos dos outros, cumprindo as regras de condução.
Veja em «Andam loucos pelas estradas» imagens colhidas nas ruas de Moscovo e tire as suas conclusões.
Faça o favor de ser prudente e não colocar em perigo a sua vida e a dos ouros.
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sábado, 7 de agosto de 2010
Radares de trânsito
Transcrição de post de Luiz Santilli publicado em blog crónicas
Fiz pequenas alterações para ser melhor compreendido em Portugal
Recebi um e-mail que iniciava assim: Gente, importantíssimo!!! Repassando!!!
Quem mora em São Paulo, e também aqueles que visitam SP, fiquem atentos.
Inauguraram a era dos “radares de trânsito”
Mais algumas exclamações e termina com trinta endereços onde os “radares de trânsito” estariam instalados.
Este é mais um e-mail irresponsável, pois os radares estão tentando fazer com que os motoristas se eduquem, ainda que seja pela dor, porque dói no bolso uma multa por excesso de velocidade!
Vejam o absurdo: a relação dos locais em que devemos respeitar a velocidade para não sermos multados, o que equivale a dizer que passado o radar, pé na tábua, a pista é toda de quem transgride as normas.
Os que assim agem, pensam que nós, os que respeitamos os limites, somos idiotas, quadrados, braço duro. Eles, os espertos, levam vantagem em tudo.
Mas realmente, o radar deve mesmo estar escondido, pois a velocidade permitida deve ser obedecida em toda a extensão do percurso e não apenas onde se localiza o radar!
Isso é óbvio e benéfico para a segurança de todos os utentes da estrada, mas os espertos têm que levar alguma vantagem.
O fato de não se saber onde está localizado o radar obriga os motoristas a manterem a velocidade dentro dos limites o tempo todo. Isso representa mais segurança para nós.
Isso vai evitar acidentes e preservar vidas, que pode também ser a do “esperto”.
Com o passar do tempo, todos vão habituar-se a obedecer às velocidades controladas, como ocorreu com o cinto de segurança em São Paulo, onde mais de 80% dos usuários de veículos usam.
Nós que respeitamos os limites somos vistos, pelos espertos, como trouxas! Mas trouxa é o cara que põe em risco a sua vida e a dos outros, apenas porque pensa que é esperto.
Na realidade é um absurdo ter de existir o radar, para que as pessoas sejam obrigadas a obedecer aos limites de segurança numa via pública. Isto deveria ser um compromisso moral de cidadania, de civismo!
Porém, isto ainda é uma utopia, temos sim que ter os radares e eles precisam estar escondidos, sim, para que as pessoas aprendam a andar com segurança em qualquer troço das vias públicas!
Imagem da Net
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Ironias da sociedade moderna

Pela GNR de Alfena (Valongo) foi detido após 41 anos a guiar sem carta, um homem, residente em Santo Tirso que, desde os 18 anos, guiava sem estar legalmente habilitado, sem nunca ter sido fiscalizado e sem ter tido acidentes.
Sem dúvida a detenção justifica-se por se tratar de uma infracção grave.
Mas, olhando o caso por outra óptica, ele merecia que lhe fosse dada já a carta e um prémio, por nunca ter tido acidentes, coisa de que muitos encartados não podem gabar-se. Afinal a carta nunca lhe fez falta, a não ser agora para mostrar à autoridade a fim de não ser detido!!!
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sábado, 24 de abril de 2010
Segurança rodoviária. Velocidade
Não usar muitas vezes na mesma estrada;
quando se retira a tela deve dar-se umas pinceladas de alcatrão para fazer crer que o buraco de ontem já foi reparado;
quando houver um buraco real, enquanto não for tapado, deve colocar-se uma destas telas 100 metros antes...
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quarta-feira, 3 de março de 2010
CREL reabre após seis semanas
Segundo notícia do PÚBLICO, a Brisa-Autoestradas de Portugal disse que, “após as competentes autorizações da Autoridade Nacional de Proteção Civil de Lisboa e do Instituto de Infraestruturas Rodoviárias”, na sexta-feira 5 de Março, a partir das 6h00, será reaberta a circulação em duas das très vias do sublanço nó de Belas/nó de ligação à A16, da A9 (sentido Jamor-Alverca).
Os trabalhos para a reabertura total da autoestrada vão prosseguir na via direita e na berma.
A CREL foi obrigado ao corte da circulação nos dois sentidos, no local em que ocorreu um deslizamento de terras em 22 de Janeiro, há seis semanas, proveniente de um aterro de entulhos e escombros de uma empresa de construção civil.
A operação LIMPAR PORTUGAL tem toda a justificação, pois estas situações devem ser evitadas, através da acção diligente dos serviços públicos respectivos. É preciso pôr em cheque os serviços que negligenciam estas agressões ambientais.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Sinalização rodoviária desajustada
Uma visita mais ou menos demorada pelo blogue Foi por bem, permite ver cartas enviadas aos jornais desde 2001 e posts de blogues desde 2006 que alertam para os inconvenientes da má sinalização das estradas. O título do blogue traduz o espírito desses escritos sempre orientados para melhorar a vida nacional nos mais diversos aspectos.
Recentemente, referi em posts e em respostas a comentários a existência de sinais de 30 onde se pode circular a mais de 70 com segurança e, o que é mais estranho, há sinais de 30 em zonas urbanas, em avenidas com correntes ao logo dos passeios de um e outro lado, e sinais 200 metros à frente de outros iguais, como se os anteriores não fossem para cumprir.
Depois desses textos causa uma sensação agradável ver que eles são sensatos e são agora confirmados pela autora do artigo do PÚBLIO de ontem, que se transcreve. Oxalá tenha melhor efeito do que os referidos textos.
“Mais de metade dos troços rodoviários em Portugal estão com limites de velocidade abaixo do que deviam.
É muito recorrente o limite de 50 Km/hora em zonas onde não há casas nem outros conflitos laterais”, disse hoje à Lusa Ana Bastos, com base em conclusões preliminares de vários estudos que a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) tem desenvolvido.
A especialista em transportes e segurança rodoviárias, docente na FCTUC, frisou que a desadequação do limite de velocidade às características da estrada “viola as naturais expectativas do condutor, que acaba por transgredir” e tem como efeito “o descrédito total” das regras de trânsito.
“O que se tem feito em Portugal, em estradas que atravessam localidades, é colocar um semáforo de limite de velocidade. O efeito é instantâneo, mas a reacção do condutor imediatamente a seguir será aumentar de novo a velocidade”, alerta Ana Bastos.
As situações “completamente desajustadas da realidade” resultam de em Portugal “não existirem critérios técnicos para estabelecer os limites de velocidade”, observou.
A investigadora falava à Lusa a propósito de um projecto, denominado "Safespeed - Estratégias de Gestão de Velocidade", que arrancou há um ano e visa criar um sistema que permita adaptar o limite de velocidade legal às características da via, obrigando o condutor a respeitar esse limite, através de ferramentas de “coacção física e psicológica”.
A definição dos critérios técnicos deverá estar concluída dentro de dois anos, com a finalização de um modelo informático “capaz de estimar, para cada situação, a velocidade expectável face às características da estrada e do seu ambiente envolvente”.
Para obrigar o condutor a respeitar a velocidade legal estabelecida, induzindo-o a adoptar comportamentos compatíveis com o ambiente rodoviário que atravessa, serão definidas “medidas de acalmia de tráfego”.
Rotundas, gincanas, alteração de pavimento ou reforço da iluminação pública são algumas das soluções, que actuam "quer fisicamente quer por coação psicológica sobre o condutor, impedindo-o de adoptar comportamentos desajustados à velocidade pretendida", refere a FCTUC numa nota de imprensa hoje divulgada.
O estudo, que tem o apoio da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, abrange a zona Norte do país, nomeadamente Famalicão, Guimarães, Braga e Felgueiras, mas o objectivo é que as conclusões sejam aplicadas em todo o país.
Além da FCTUC, participam no projecto a Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP) e a Universidade do Minho, num total de oito investigadores.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Viajar com segurança
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Insegurança rodoviária
Segundo a notícia «Árvore impediu autocarro de cair em ravina na marginal» do Jornal de Notícias de hoje, o condutor de um Seat Ibiza, que se dirigia em direcção ao Porto, na marginal de Gondomar, em Valbom, perto do entroncamento com Estrada D. Miguel, não conseguiu segurar a viatura numa curva e foi bater num autocarro onde seguiriam seis ou sete passageiros, causando um ferido grave e cinco ligeiros. O pesado despistou-se e só parou contra uma árvore, que evitou a queda numa ravina.
Este é mais um caso a comprovar que se onduz muito mal, os condutores não estão conscientes dos perigos a que estão sujeitos e a que sujeitam terceiros.
As notícias são abundantes: «Acidente com autocarro escolar faz 14 feridos», «Casal escapa a uma queda de 20 metros», «Passeio das Vindimas termina em tragédia», «16 militares colhidos por automóvel ligeiro» e, por outro lado a Justiça é demasiado permissiva e não serve de disssuasor para este tipo de crimes, como mostra a notícia «Condutor que matou peão não foi proibido de guiar».
Os resultados de sucessivas instituições supostamente encarregadas de reduzir esta hecatombe não são visíveis. Para onde iremos? Já não é pelo facto de o parque automóvel estar demasiado velho, como alegava o ACP até há poucos anos, nem é pela falta de obrigatoriedade de inspecções periódicas, nem pelas má rede de estradas. Será pela má qualidade da educação dos nossos jovens que não aprendem na idade própria o que é o civismo e a vivência em sociedade, respeitando os outros?
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domingo, 29 de novembro de 2009
Motoristas do Estado

Dois carros do Estado colidem em cruzamento do centro de Lisboa.
Das notícias, fica a saber-se que os carros oficiais circulam muitas vezes em velocidade excessiva sem motivo justificativo, por erro de planeamento da hora de início da viagem. E outra infracção à lei geral: grande parte das viaturas não têm seguro.
Maus exemplos dos responsáveis pelos organismos do Estado.
Os motoristas são responsabilizados pelos danos materiais.
Em tempos recentes um juíz do topo da hierarquia do sector Judicial circulava a mais de 200 entre o Algarve e Lisboa e, segundo ele, a culpa foi toda do motorista porque ele, juiz, até vinha a dormir.
Quando o mar bate na rocha quem sofre é o mexilhão!!!
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sábado, 26 de setembro de 2009
Segurança rodoviária. Exemplo a seguir
No meio de tanta notícias de mortos e feridos nas estradas, surge esta do caso exemplar do condutor da Carris, Ernesto Luís Marçal, que conduziu 39 mil horas sem acidentes.
Segundo ele a solução é fácil, recusa ser considerado herói e aponta o seu segredo simples, garantindo que o importante "é nunca facilitar". É este sentido da responsabilidade que falta à maior parte dos automobilistas que colocam em perigo continuamente a sua vida, a dos seus companheiros de viagem e a de inocentes utentes da estrada.
Devemos procurar sempre, a cada momento de condução, chegar ao fim da viagem em segurança. Leia a notícia seguindo este link, Merece ser meditada e ser objecto de conversa em família e com os amigos.
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sábado, 19 de setembro de 2009
Retrovisor. Como o alinhar
Na sequência do post anterior, este mostra como se deve alinhar o retrovisor a fim de se conduzir com mais segurança para se chegar bem ao fim de cada viagem.
Devemos ser prudentes, em benefício de nós próprios, dos nossos companheiros e dos outros utentes da estrada.
Tenha uma boa viagem
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Excesso de velocidade ou velocidade excessiva?
Segurança rodoviária. Velocidade excessiva
Há dias morreram sete jovens estudantes num acidente, o que é de lamentar, e seria mesmo que apenas houvesse um falecimento. Mas a quantidade é chocante. Disseram-me que um polícia disse que o acidente foi causado por excesso de velocidade, o que merece muita reflexão.
Quanto a velocidade há dois conceitos a analisar – o excesso de velocidade e a velocidade excessiva -, mas a polícia apenas olha para um, o primeiro. É lógico porque esse refere-se à velocidade superior à estabelecida pela lei ou pelo sinal, mesmo que este e aquela estejam desajustados com a realidade local. Mas, sem dúvida, que a autoridade se deve reger por ela, e exercer a sua autoridade repressiva em relação aos abusos, embora deva chamar a atenção dos «responsáveis» pela sinalética para erros grosseiros que a descredibilizam e tornam ineficaz.
O excesso de velocidade, só por si não é causa de acidente. Ir além da velocidade excessiva, aquela que representa o limite além do qual o condutor deixa de controlar eficazmente o veículo, esse é que é causa de acidente, mas o verdadeiro culpado é o condutor.
Na verdade, só há duas causas de acidente: falha mecânica do carro ou erro do condutor. Este deve, em cada momento, manter o carro sob controlo total, respeitando os outros utentes da estrada e tendo em atenção as condições do piso, do traçado, dos obstáculos, das condições atmosféricas e tudo o que possa afectar a segurança, inclusivamente os cuidados de manutenção do carro.
Quanto ao conceito de velocidade excessiva, ela é muito relativa: um campeão se fórmula 1, com o seu bólide, pode em alguns troços de auto-estrada, atingir mais de 300Km/h com segurança, mas não se arriscará a tal com um carro normal, e um condutor inexperiente não deve arriscar passar dos 120 e, mesmo nessa velocidade, deve ter muita atenção para poder reagir adequadamente a qualquer dificuldade inopinada.
Portanto, não é a velocidade que causa acidente, porque ela já é consequência da imprudência e imperícia do condutor. A velocidade apenas torna muito mais graves as consequências do acidente. Bater a 30 é muito diferente de bater a 100, e a opção cabe ao condutor.
A propósito de sinais, a imagem mostra um sinal em via urbana de 30 Km/h, num local sem atravessamento de peões (há corrente ao longo do passeio), nem cruzamentos, onde se pode circular com segurança a 60. E os «responsáveis» pelo trânsito têm essa percepção porque 200m mais à frente têm outro sinal de 30. Porquê? O primeiro não é para respeitar? Mas o segundo também não tem justificação, porque, embora esteja perto de uma passagem de peões com semáforo, quando este está verde para o automobilista, não se justifica que este seja obrigado a circular a menos de 30. Este caso pode verificar-se na Avenida 25 de Abril, perto do seu início.
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domingo, 16 de agosto de 2009
As mortes na estrada continuam sem travões
Hoje segundo notícia do DN, «55 mortos na estrada desde o início do mês». Uma outra notícia do JN diz que «Governo quer menos mortes nas estradas». Estas palavras do Governo mostram o costume. Só palavras. Mas a contenção deste trágico fluxo de perdas de vidas não se resolve com palavras, mas com medidas eficazes já muitas vezes referidas neste blogue.
Mas as realidades são opostas às promessas do Governo. Vejamos a falta de cuidado com os sinais de trânsito, de que estas três fotos de um, de entre muitos, mostram que, além da irracionalidade da utilização de muitos sinais, há a invisibilidade aqui bem documentada.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Rotundas perigosas
De entre vários escritos sobre segurança rodoviária, encontrei uma carta que enviei a directores de vários jornais e foi publicada no DN em 22 de Fevereiro de 2004 e, 3 anos mais tarde, transcrita em blog com o título «utilidade das rotundas».
Como estamos no início da época balnear em que muita gente vai perder a vida ou ficar estropiada para sempre, devido a acidentes rodoviários, todos os alertas e cuidados são poucos para minorar a tragédia que afectará muitas famílias. Isto são as previsões a que nos levam as experiências de vários anos. Seria bom que este ano, a realidade fosse mais benévola. Para isso, é indispensável que se reflicta nas circunstâncias em que se circula nas estradas e ruas de Portugal.
Seguindo de perto o texto da referida carta e atendendo a que as rotundas devem servir para «evitar excessos de velocidade e facilitar a distribuição do trânsito em cruzamentos de muito movimento, definindo claramente as prioridades», conclui-se que muitas rotundas não são propensas a esta finalidade, porque embora seja obrigatória a cedência de prioridade por parte de quem entra, o acesso é muitas vezes aliciante para não abrandar a marcha, pois a orientação da via convergente, no sentido da tangente à circunferência em vez de ser no sentido do raio, está desenhada para facilitar o excesso de velocidade. Tenho parado, na qualidade de peão, para observar o trânsito nos locais de que apresento fotografias e por vezes é apavorante ver carros com velocidades próximas dos 100 à hora se não for mais a passarem ao lado de rotundas sem sequer aconchegarem o travão. O traçado da via não concorre para evitar tais excessos. Esta situação é muito frequente em rotundas por todo o País, pelo que se torna impoortante alertar para os perigos inerentes.
Repare-se nas fotos 2 e 3 em que nem se vê a rotunda que fica muito à esquerda fora da via fotografada. Claro que não se deve conduzir distraidamente, mas a realidade mostra que há muitos condutores distraídos e com falta de civismo.
As fotos 4 e 5 mostram rotundas em que ter prioridade é um direito a usar com o máximo de precaução, porque no sentido fotografado pode aparecer um condutor convencido de que a alta velocidade dá prioridade, e os outros que se cuidem.
Além das fotos referidas, as 1,6,7 e 8 mostram o arredondamento dos passeios para facilitarem a entrada na rotunda, ao invés de serem traçados para obrigar o automóvel a reduzir a velocidade, a fim de propiciar uma eventual necessidade de paragem.
As fotografias não mostram, mas há a preocupação dos urbanistas em obterem uma simetria perfeita dos traçados da via de acesso e da de saída, quando, na realidade, a primeira deve ser redutora da velocidade e a segunda deve ser facilitadora da marcha para rápido afastamento da zona de conflito.
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Segurança rodoviária. Sonho impossível
Este título parece ser incoerente com tudo o que tenho escrito em cartas para os jornais e neste espaço bloguista. Quando falo de sonho impossível, não significo descrença em bons resultados traduzidos na redução drástica de mortos e feridos nas estradas. Refiro-me à falta de uma estratégia bem delineada e implementada. Não aparecem entidades a definir com clareza as reais causas da tragédia e a propor formas de actuar nessas causas primárias.
Agora diz-se que «Governo quer limite de 60 mortos por milhão de habitantes até 2011» e que «Governo avança com a instalação de mais cem radares para controlar excesso de velocidade», como se isso resolvesse o problema.
Qual a razão de não se exercer um esforço sério nas escolas e através das televisões, rádios e imprensa no sentido de recuperar o civismo perdido. Qual a razão de não se rever a sinalética tornando-a coerente, lógica, bem ajustada às realidades pontuais?
Hoje numa avenida que está em obras fora do asfalto, encontrei um sinal a limitar a velocidade a 20, quando na prática a circulação a 60 pode ser segura. Um carro reduziu talvez para 40 e atrás um táxi teve que reduzir, contrariado, enquanto atrás se formava uma fila de descontentes. Trata-se de uma avenida que antes desse local tem duas faixas em cada sentido separadas por um separador largo e ali está, desde há muito apenas com uma em cada sentido separadas por um traço, o que justifica a referida fila que depressa se formou.
O sinal de 20 era dispensável, sendo suficiente o de trabalhos, no caso de existir o almejado civismo.
Enquanto houver sinais exagerados, os automobilistas são tentados a não os respeitarem. Mas quando aparecer um sinal verdadeiro, bom conselheiro, o automobilista não acreditando nele, entra em perda de controlo e pode despistar-se pondo em risco a sua vida, a dos seus passageiros e a de terceiros que venham em sentido contrário. Há portanto, que rever todos os sinais, a fim de terem utilidade em vez de serem armadilhas.
Repare-se no sinal da foto, numa avenida em que ao longo do passeio há correntes que impedem que peões atravessem. Porquê 30 em vez de 40 ou mesmo 50 ou 60? 200 metros à frente é preciso reduzir, mas isso não obriga a começar a circular a 30 tanto tempo antes.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
A estrada continua um meio de morte
Nos períodos mais festivos, são inúmeras as famílias que sofrem a perda de entes queridos e ficam com outros a seu cargo, deficientes dependentes para o resto da vida, em consequência de acidentes rodoviários.
As autoridades esforçam-se a contar e recontar a quantidade de mortos e feridos e comparam com os valores do ano anterior, como se as pessoas, com os seus sofrimentos e sentimentos, fossem coisas banais e não seres humanos com laços de afectividade e de responsabilidade em relação à família, a colegas e amigos. Cada caso é um problema grave e não apenas um número, mas os responsáveis não têm sensibilidade para assim pensarem.
No blogue Mentira, o bloguista «Mentiroso», tal como tem feito noutras épocas de previsível aumento da sinistralidade, mais uma vez se debruçou sobre o tema, no post Estradas Assassinas. Do seu texto ressalta que a obsessão dos políticos contra a velocidade e o álcool é uma confissão de incapacidade para analisar o problema na sua totalidade, focando apenas dois aspectos que nem são essenciais, pois são resultantes de causas mais complexas e abrangentes. E são estas que devem se atacadas com eficácia.
O «denominado excesso de velocidade», tal como é na realidade, não passa de ferramenta para a caça à multa. Tal excesso representa a ultrapassagem de limites estabelecidos por sinais colocados, muitas vezes, por mero capricho, como se pode verificar, por exemplo com sinais de 30 onde, se a preocupação fosse realmente a segurança de automobilistas e peões, não necessitava ser inferior a 60 ou, quando muito, 50. Este dislate já aqui foi referido várias vezes.
Na origem dos acidentes está, em muitos casos, o mau traçado e construção das estradas, a sinalização sem fiabilidade, desadequada que, estimulando o desrespeito e criando maus hábitos, pode originar acidentes quando eventualmente o sinal for correcto e deva ser respeitado. Hoje na maior parte dos casos o automobilista pensa «se ali está 30, posso ir a 100! A velocidade causadora de acidente é a «velocidade excessiva» isto é, aquela em que o condutor já dificilmente pode controlar o veículo. O excesso de velocidade deveria referir-se a esta, com um pequena margem de segurança para baixo.
Como os números revelam, as sucessivas alterações ao Código não têm contribuído para aumentar a segurança, diminuindo a sinistralidade, podendo deduzir-se que essa não teria sido a intenção do legislador, que parece ter-se apenas preocupado em agravar as penalizações em valores das multas e das coimas.
Teria sido mais eficaz uma campanha de sensibilização, bem preparada a levar a cabo de forma abrangente, começando nas escolas e nos clubes e outras organizações sociais. Haveria que evitar cartazes caríssimos e sem mensagem clara inteligível que apenas interessam à empresa contratada e , eventualmente, ao funcionário amigo que assinou o contrato. Há soluções mais eficazes e menos custosas.
Uma campanha de educação cívica através de todos os meios, que sensibilize para o respeito à vida própria e à dos outros, o cálculo do risco a ser controlado, o bom senso, etc., reduziria os erros que frequentemente se praticam. O uso do álcool passaria a ser comedido, dentro do razoável e, quando sob o efeito do seu abuso, o condutor consciente da sua debilidade, praticaria uma condução mais cuidada ou estacionaria o carro e seguiria ao destino noutro meio. Isto seria conseguido com uma sensibilização bem assimilada.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Falta de civismo
Ao meu amigo Luís, comentador assíduo deste espaço, agradeço ter-me enviado esta transcrição de uma carta ao director da Revista do ACP que vem reforçar o muito que aqui tem sido dito acerca da carência de valores, de princípios, de normas de conduta na convivência social. Mesmo os animais selvagens, como se pode ver em canais de TV que dão espaço a tais temas, respeitam regras de conduta, prioridades aos mais idosos, às crias, às fêmeas, aos deficientes com dificuldade em acompanhar a manada. Mas, infelizmente, na nossa sociedade actual reina a falta de respeito pelos outros, pelas leis, pelas boas regras, imperando a ambição de mais dinheiro, mais velocidade, mais espectáculo, mesmo que isso traga graves danos para os outros utentes do espaço público. Nem sequer podemos dizer que reina a lei da selva, porque os animais selvagens são mais «civilizados» como referi atrás.
Falta de Civismo
Serei pessimista ou quem sabe, realista, afirmando que tanto os portugueses como as portuguesas são mal comportados no trânsito pedonal ou automóvel, porque padecem de um mal comum, não têm educação cívica, isto falando da maioria dos cidadãos, não na totalidade, felizmente.
Se caminhamos pelo lado direito de um passeio, somos muitas vezes ultrapassados por quem de seguida pára à nossa frente para ver uma montra. Chegou primeiro e isso ilumina o seu ego, porém se esse indivíduo vai ao volante de um carro numa estrada, numa rua, numa recta ou numa rotunda, procede da mesma forma, inconsciente, por carência da tal educação cívica que afecta ambos os sexos.
Da mesma forma, muda de faixa nas curvas e, nas rectas então, por não saber ou não se aperceber das regras de trânsito que não aprendeu na escola de condução, ou já esqueceu, salta da primeira para a terceira faixa ou vice-versa, sem sequer avisar.
As setas e os sinais de perda de prioridade pintados no piso, raramente são respeitados por condutores de ambos os sexos que aceleram onde não devem, mas se são avisados da proximidade de radares que impõem a velocidade máxima de 50 km/h, afrouxam repentinamente para os 40 km/h.
São os mesmos que ao verem um polícia abrandam e procuram, na sua simplicidade, cumprir as normas de trânsito.
Só o medo os trava.
Resumindo: seja homem ou mulher, o automobilista sofre da mesma insuficiência, mal que não tem remédio, porque os seus pais e os seus professores não lhe transmitiram aquilo que infelizmente não tinham: civismo.
E porque não há regra sem senão, a minoria que se respeita e respeita os seus semelhantes, se conduzir à defesa pode reduzir mas não pode impedir a ocorrência de acidentes.
Falo de homens e mulheres, porque o problema não está no sexo.
João Lopes dos Reis, sócio 4671 do ACP"
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A. João Soares
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Perigo na estrada
Segundo notícia do JN, morreram 163 (cento e sessenta e três) pessoas, nas estradas portuguesas do Continente, entre 15 de Julho e 15 de Setembro, mais três que em igual período do ano passado, revelou a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
Além dessas perdas, nesse período, 505 ficaram gravemente feridas e 7314 sofreram ferimentos ligeiros em acidentes de viação entre 15 de Julho e 15 de Setembro, no Continente.
Dos feridos graves, provavelmente, muitos já morreram após grande sofrimento, e os outros estão em risco de ficarem deficientes para o resto da vida, a sofrer e a depender da caridade de familiares e do Estado, tendo um fim de vida extremamente difícil. Nem é bom imaginar que tal desgraça nos pode acontecer. Mas estamos sujeitos, se não desencadearmos, todos e cada um, uma campanha de esclarecimento e mentalização para a condução segura.
Por coincidência recebi há pouco um e-mail com o seguinte texto cuja leitura aconselho:
Se vais conduzir, não bebas...
'MÃE... Fiz o que me pediste!
Fui à festa, mãe. Fui à festa, e lembrei-me do que me disseste. Pediste-me que eu não bebesse álcool, mãe... Então, bebi uma 'Sprite'. Senti orgulho de mim mesma, exactamente o modo como me disseste que eu me sentiria. E que não deveria beber e de seguida conduzir.
Ao contrário do que alguns amigos me disseram. Fiz uma escolha saudável, e o teu conselho foi correcto.
Quando a festa finalmente acabou e o pessoal começou a conduzir sem condições, fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz...
Eu nunca poderia esperar... Agora estou deitada na rua e ouvi o policia dizer: 'O rapaz que causou este acidente estava bêbado’. Mãe, a voz parecia tão distante... O meu sangue está por todo o lado e eu estou a tentar com todas as minhas forças não chorar... Posso ouvir os paramédicos dizerem: 'A rapariga vai morrer'... Tenho a certeza de que o rapaz não tinha a menor ideia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e conduzir!! E agora eu tenho que morrer. Então... Porque é que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? A dor está a cortar-me como uma centena de facas afiadas.
Diz à minha irmã para não ficar assustada, mãe, diz ao pai que ele tem que ser forte. Quando eu partir, escreva 'Menina do Pai' na minha sepultura...
Alguém deveria ter dito àquele rapaz que é errado beber e conduzir. Talvez, se os pais dele o tivessem avisado, eu ainda estivesse viva...
Minha respiração está a ficar mais fraca mãe, e estou a ficar realmente com medo. Estes são os meus momentos finais e sinto-me tão desesperada... Gostaria que tu pudesses abarcar-me mãe, enquanto estou aqui esticada a morrer, gostaria de poder dizer que te amo mãe...
Então... Amo-te
Adeus...'
OBSERVAÇÃO: Estas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o jornalista ia anotando... Muito chocado, este jornalista iniciou uma campanha.
Depois de leres estas palavras divulga-as a todos os teus contactos, amigos, colegas conhecidos, pois esta será uma boa forma de consciencializar um grande número de pessoas; fazendo com que a tua vida, Reduzindo a hipótese de a tua vida CORRER PERIGO!!!!!!!!!!!
Com este pequeno gesto podes marcar a diferença. Não deixes de divulgar.
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A. João Soares
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Etiquetas: perigo na estrada, segurança rodoviária
