segunda-feira, 21 de maio de 2012
Marinho e Pinto, Ano Judicial 2011
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A. João Soares
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
MINISTROS INVESTIGADOS
Há notícias interessantes por parecerem disparatadas em virtude de não dizerem nada de original, mas que na sua simplicidade referem situações reais demasiado complexas e que o povo sente mas cala e, portanto, consente.
Vejamos este título aparentemente «heróico» como se tivesse sido descoberta a pólvora: "Certos ministros de Passos Coelho deviam ser investigados", diz líder da JSD-Madeira. Apetece dizer, que essa investigação não devia ser limitada a «certos ministros», mas sim extensiva a todos os ministros e altos funcionários públicos e a quem tem negócios com o Estado. Quem não deve não teme e, como se trata de pessoas de indiscutível honestidade e idoneidade, essa norma não deixará de ser já decretada e implementada.
Há alguém que duvide que isso vai já começar a praticar-se, «custe o que custar«? Estou certo que nenhum cidadão que recebe dinheiro do Estado, sob qualquer forma, se vai opor à criação dessa norma. Mesmo no Paquistão, os governantes não são imunes e impunes, como se vê pela notícia Primeiro-ministro do Paquistão considerado culpado de desrespeito à Justiça. Há países onde a lei é realmente abstracta, geral e obrigatória, mas por cá, parece estar longe de ser geral e obrigatória para todos.
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domingo, 9 de outubro de 2011
Política é forma de enriquecimento rápido
No artigo do Correio da Manhã «Ex-ministros ficam ricos com a política» é referido o livro do jornalista António Sérgio Azenha ‘Como os políticos enriquecem em Portugal’, em que afirma que os números não deixam dúvidas e constam no livro. Foca os casos de 15 ex-governantes que multiplicaram os rendimentos depois de saírem do Governo. E as fontes são duas: declarações de rendimentos entregues pelos próprios no Tribunal Constitucional e remunerações anuais referidas nos relatórios de governo nas sociedades onde trabalham.
Esta obra faz lembrar a designação de «provincianos deslumbrados» dada por outro jornalista a uma geração de políticos, que se inscreveram nas jotas mais prometedoras com a aliciante esperança de seguirem os exemplos dos mais antigos na «carreira». Estas expectativas e esperanças constituem forte motivação para a fonte de recrutamento para as jotas dos partidos. E faz compreender a razão que tem impedido que o prometido combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito ainda não tenha sido formalizado e tornado eficaz e rigoroso.
Eventualmente, poderão alguns dos casos citados no livro, ou outros, sugerir uma visita aos títulos listados a seguir:
- Ninguém sai da política "com as mãos limpas"
- Corrupção como factor da crise
- Anticorrupção. Todos com o indiano Anna Hazare
- Gestão descuidada do dinheiro público
- Corrupção. Alerta importante
- Corrupção e enriquecimento ilícito, cancro a extirpar
- Dignidade na política é indispensável
- Combater a burocracia e a corrupção
- Cravinho, Socialista que pensa
- Espanha combate a corrupção
- Corrupção com «protecção legal»???
- Corrupção, pobreza e injustiça social
- Corrupção mata mensageiro ???!!!
- Promiscuidade público-privado e corrupção
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domingo, 17 de julho de 2011
Corrupção e enriquecimento ilícito, cancro a extirpar
Houve iniciativas parlamentares para iludir o Zé povinho, em que sobressaíram os nomes de Ricardo Rodrigues e outros, mas de que nada resultou de visível e eficaz porque ninguém se dispõe a matar a «galinha dos ovos de ouro». Não será lógico esperar que sejam os beneficiários de tal vício a eliminá-lo.
Ao nível das autarquias, surgiram duas notícias referindo autarcas interessados em eliminar tal peste que corrói o âmago da sociedade, Margem de lucro no urbanismo só equivalente à do tráfico de droga e, como exemplo de medida concreta, Macário ameaça chefias com despedimento.
A nível nacional, o Governo promete Luz verde para criminalização do enriquecimento ilícito o que se, por um lado, estimula esperança nos cidadãos, por outro lado, pode ser apenas mais um fogo de vistas, semelhante aos anteriores.
Mas o PGR anuncia que em oito meses recebeu mais de mil denúncias de corrupção na sua página da Internet - https://simp.pgr.pt/dciap/denuncias/ - criada para o efeito. Destas denúncias anónimas, seis deram origem a inquéritos e 83 a averiguações preventivas.
As denúncias no sector público relacionam-se principalmente com alegadas irregularidades no que respeita a entidades públicas (ou particulares às quais foi reconhecida utilidade pública), relacionadas com licenciamentos de actividades ou estabelecimentos e a contratação de bens, serviços ou funcionários. O processo de obtenção de licença para conduzir e a atribuição e gestão de subsídios públicos são outros motivos que levaram à apresentação de denúncias.
Já no sector privado, a maioria das denúncias prende-se com alegadas actividades lesivas da cobrança de receitas fiscais, recebimento indevido de prestações sociais e irregularidades na gestão de empresas, a que se associam as suas dívidas à Fazenda Nacional, à Segurança Social e aos trabalhadores.
Estas denúncias demonstram que o povo está a despertar e já se convenceu que a única medida prática ao seu alcance é esta, através da página da PGR. Mas é urgente que surja legislação de suporte à acção jurídica subsequente.
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
Enriquecimento ilícito. Ónus da prova
Transcrito do blog da portugalidade
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Corrupção e enriquecimento ilícito. Uma achega
Transcreve-se uma pequena parte do artigo Não é a crise que nos destrói. É o dinheiro de Mário Crespo no Jornal de Notícias de 11 de Maio de 2009.
(…) Acertado o preço foram dadas à empresária instruções muito específicas. O donativo para o partido seria feito em dinheiro vivo com os quinze mil contos em notas de mil Escudos divididos em três lotes de cinco mil. Tudo numa pasta. A entrega foi feita dentro do carro da empresária. Um dos políticos estava sentado no banco do passageiro, o outro no banco de trás. O da frente recebeu a pasta, abriu-a, tirou um dos maços de cinco mil Contos e passou-a para trás dizendo que cinco mil seriam para cada um deles e cinco mil seriam entregues ao partido. O projecto foi aprovado nessa semana. Cumpria-se a velha tradição de extorsão que se tornou norma em Portugal e que nesses idos de oitenta abrangia todo o aparelho de Estado.
Rui Mateus no seu livro, Memórias de um PS desconhecido (D. Quixote 1996), descreve extensivamente os mecanismos de financiamento partidário, incluindo o uso de contas em off shore (por exemplo na Compagnie Financière Espírito Santo da Suíça - pags. 276, 277) para onde eram remetidas avultadas entregas em dinheiro vivo. Estamos portanto face a uma cultura de impunidade que se entranhou na nossa vida pública e que o aparelho político não está interessado em extirpar. (…)
Este texto refere-se à década de oitenta e foi publicado em meados de Maio do corrente ano, tendo sido na altura transcrito no post O «dinheiro vivo» é corrosivo e demolidor. Isto passava-se quando estava a ser cozinhada e aprovada com a conivência de todos os partidos, com a única e honrosa excepção do deputado António José Seguro, a Lei do financiamento dos partidos que acabou por ser vetada pelo PR.
Agora, depois de ser dada publicidade ao polvo do caso da Face Oculta e de voltar a ser falado o combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito, tacitamente suspenso e ausente das preocupações do Governo desde há quase meia dúzia de anos, volta a ser oportuno este alerta de Mário Crespo.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Cravinho Sócrates Investimentos Corrupção
João Cravinho considera que “o efeito Sócrates só por si já não chega”
10.06.2009 - 12h12 público
Declarações do ex-deputado socialista à Rádio Renascença
O ex-deputado socialista João Cravinho disse hoje à Rádio Renascença que, depois do resultado das eleições europeias, “o efeito Sócrates só por si já não chega” e que este não é o momento para o país se lançar nos grandes investimentos.
Cravinho interpreta que o resultado se explica por uma “vontade de castigar o governo, uma vontade de assinalar um cartão que, nalguns casos é amarelo e noutros pode ser muito vermelho”.
“O efeito Sócrates só por si já não chega. isto é talvez a lição do ponto de vista do PS mais importante”, considerou. “Sócrates sozinho já não chega. tem que estar com mais alguém, vários que dêem a noção de que a política que se vai seguir na próxima legislatura não é a política de um homem só”, afirmou.
Até Outubro, o PS tem de “mudar, de alterar, de ajustar, de modo a não dar a imagem de que, de facto, tudo se resume a Sócrates dentro do Partido Socialista”.
Cravinho alerta para os grandes investimentos
Cravinho defendeu que “o Governo deve reflectir muito profundamente sobre quais são os grandes projectos que deve seguir nos próximos quatro anos”. tudo porque, disse, “não é altura de comprometer definitivamente o país por dois ou três meses de pura ânsia e sofreguidão num caminho que depois pode ser muito difícil”.
Em causa estão obras públicas como auto-estradas, TGV e o novo aeroporto.
“Um governo num país democrático não pode fazer quero, posso e mando. Dizer «eu tenho a minha vontade e porque tenho maioria e dentro de duas semanas já não a tenho, vou usá-la hoje para criar obrigações contratualizadas» que, no fundo, se o futuro governo ou se o país quiser desfazê-las então paga um balúrdio tal que, aí sim, coloca o país de tanga”.
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domingo, 5 de abril de 2009
PS pegará de empurrão?
Já é difícil dizer de memória há quantos anos o então deputado João Cravinho propôs legislação contra a corrupção e o enriquecimento ilícito. O PS não gostou, achou que foi um acto de rebeldia e deu-lhe um «pontapé pela escada acima» para um cargo bem remunerado no Reino Unido, que ele aceitou. Um exílio dourado!
Os anos passaram e o partido do governo não viu interesse em tal legislação. Há quem diga que foi uma decisão prática esperta a de não «matar a galinha dos ovos de ouro». Realmente, por definição, da corrupção passiva só pode beneficiar quem tem algum poder ou capacidade de influência junto dos ocupantes do poder.
Ultimamente tem havido casos muito suspeitos e a vergonha começou a chegar timidamente à cara dos políticos. Assim, como o PS não dava um passo, com o motor a não conseguir pegar, apareceu ontem às 21h23 pelo Público e Lusa a notícia de que o «PCP quer criminalizar o enriquecimento ilícito», anunciando que vai anunciar nas jornadas parlamentares que decorrem segunda e terça-feira em Aveiro uma iniciativa legislativa nesse sentido. Segundo o secretário-geral do partido a sua «iniciativa na outra sessão [legislativa] foi derrotada pela maioria, esperam que desta vez haja uma reconsideração, tendo em conta que a evolução e a própria vida justificam a pertinência e urgência da medida»
Disse o líder que "nos tempos que correm, não se trata de perseguir quem enriquece", "há um quadro de suspeição permanente em relação às grandes fortunas", pelo que "a democracia e a transparência só teriam a ganhar caso essas pessoas demonstrassem como enriqueceram".
Pouco depois o JN, às 00h30 de hoje, noticia que Manuela Ferreira Leite afirma-se preocupada com os casos de corrupção no país e anunciou que o partido vai "novamente" avançar no Parlamento com uma proposta que conduza à criminalização do enriquecimento ilícito. Segundo ela, a corrupção, está a "minar" o país nas vertentes económica e democrática, pelo que se impõem medidas "polémicas e de ruptura".
A líder do PSD foi clara ao dizer que "o Estado não está a fazer tudo o que devia para que a sociedade ganhe este combate. Não é com discursos ou proclamações de intenções que vamos conseguir ultrapassar esta situação. É com coragem para tomar medidas polémicas, medidas de ruptura, se necessário, mas medidas efectivas".
O JN às 17h42 de hoje, noticia que, empurrado por estas posições do PCP e do PSD, o PS pelo seu porta-voz, Vitalino Canas, reagiu dizendo que os socialistas estão disponíveis para discutir propostas sobre a criminalização do enriquecimento ilícito. Mas não mostrou ter grande disposição para «matar a galinha dos ovos de ouro», dizendo que se a proposta que aqueles partidos apresentarem "for idêntica à do passado, terá o mesmo destino", a rejeição.
Procura justificar não haver ainda legislação eficaz contra a corrupção e o enriquecimento ilícito devido ao princípio de presunção de inocência. Isto parece estranho porque, tendo o PS maioria absoluta e a concordância daqueles dois partidos, não se vê razão para, durante todos estes anos, não ter sido possível legislar positivamente em tal sentido. A falta de vontade política da maioria é notória.
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domingo, 22 de março de 2009
Enriquecimento «ilegítimo»?
Apesar das atitudes de vitimização, das alusões a «campanhas negras», das alegadas «tentativas de assassinato» e do muito malhar a torto e a direito, vão aparecendo pensadores dos vários sectores da sociedade a ajudar a ver claro no meio de tanta poeira, promessas não cumpriveis e agressivas acções de marketing. Em democracia, o povo deve estar esclarecido para poder exercer em consciência o seu direito de voto.
Medina Carreira (1) disse há dias em entrevista na TV:
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre, depois, não sei para onde ele irá... Em Portugal, quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
«…encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
«Quem tem interesse que se façam estas obras (megalómanas) é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."
Além da referência ao engenheiro João Cravinho (2), podia parecer que o prof Medina Carreira estava a exagerar, mas aparece agora a notícia da entrevista de Maria José Morgado (3), directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, ao semanário Sol, que permite aprofundar a reflexão, pois acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito, como Cravinho já preconizara. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e, ao fim de uns anos, estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público. E disse também prever que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito.
Isso vem dar enquadramento às notícias da fortuna acumulada pelos ex-governantes hoje indiciados nos crimes económicos do BPN (4) (5) que tiveram um difícil início de vida. Mas não há só eles. Também Armando Vara (6), de acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, recebeu uma remuneração-base de 244 441 euros/ano (mais de 45 salários mínimos nacionais por mês). Um montante que fica muito aquém daquele que lhe foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros (quase 90 salários mínimos por mês). A propósito, há dias, veio em noticia que no BCP (7) o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco cobra 90 000 Euros (200 salários mínimos!) por cada reunião a que se digna estar presente.
Razão tem Medina Carreira quando diz que os políticos não se dedicam ao bem público, a uma função que exige patriotismo e sacrifício, mas sim a troco dos máximos benefícios pessoais à custa do erário público.
Infelizmente, os políticos actuais, salvo eventuais excepções, esqueceram que Política é a ciência e arte de bem gerir os interesses dos Estados para benefício dos cidadãos. Preferem ver a política - com p minúsculo - como a «habilidade» de se governarem a si e aos boys dos partidos e caçar o máximo de votos, mesmo que os métodos utilizados prejudiquem seriamente os cidadãos. São desejáveis opiniões de mais pensadores sobre o diagnóstico da crise e, principalmente, sobre a terapia para moralizar o sistema. Será conveniente a criação de um CÓDIGO DE BEM GOVERNAR, elaborado e aceite por todos os partidos, por iniciativa de Belém.
As vantagens que pretendem obter à custa das funções políticas explicam a 'foçanguice' na obtenção de votos com promessas que não podem cumprir, com mentiras, com poeira e fumaça para os eleitores incautos não verem claramente a realidade.
Também Mário Soares (8) (9), Manuel Alegre (10) (11) (12), Henrique Neto, Vítor Ramalho e outros elementos do PS, com raciocínio livre e sem peias, não deixam de criticar algo que está longe de correr na perfeição.
Outro sinal de que os políticos aspiram pelos lugares de poder com vista a aquisição de riqueza e não ao sacrifício numa função de serviço público patriótico, chega de Mondim de Basto (13), com a notícia de que uma ex-candidata ao município em 2001, como não conseguiu essa forma de enriquecer, passou a dedicar-se ao tráfico de droga, tendo agora sido detida na Colômbia na posse de cocaína.
Mas nem só os governantes ou autarcas, salvo eventuais excepções, colhem tais benesses. Também há outros cargos do Estado que agravam a injustiça social com reformas douradas, como é o caso de Víctor Melícias (14) que recebe 7450 euros (mais de 16 salários mínimos).
Esta tradução dos grandes salários e pensões de reforma em salários mínimos devia ser obrigatória para que os contribuintes soubessem o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos.
Alguns textos consultados:
(1) Medina Carreira faz reflectir
(2) Corrupção cresce
(3) ‘Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários’
(4) O caso do BPN e os casos da supervisão bancária
(5) PCP faz queixa-crime contra gestores do BPN
(6) Vara duplicou salário no BCP
(7) Os novos pobres
(8) Mário Soares critica mediocridade dos líderes europeus face à crise
(9) Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa
(10) Manuel Alegre defende aumento de salários
(11) Manuel Alegre propõe medidas políticas concretas para combater a crise
(12) PS: Federação distrital do Porto quer Manuel Alegre nas listas do partido nas legislativas
(13) Ex-candidata à Câmara de Mondim de Basto detida na Colômbia com cocaína
(14) Padre Melícias com pensão de 7450 euros
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Fedor a pântano
Transcrição do artigo de Eduardo Dâmaso do Correio da Manhã de hoje que faz meditar sobre o estado em que se encontra o País e as dificuldades de ser encontrada uma solução adequada.
O perfume do regime
15 Fevereiro 2009 - 00h30
O que têm em comum as notícias sobre a fortuna de Mesquita Machado, os negócios de terrenos em Alcochete coincidentes com a nova localização do aeroporto e os lapsos de memória do ex-todo-poderoso Dias Loureiro?
A primeira, que se saiba, nada terá a ver com as manigâncias do BPN, já as últimas duas têm uma relação entre protagonistas. Todas, porém, exprimem tudo aquilo que deveria estar nos próximos programas eleitorais dos partidos, mas só de forma irregular isso acontecerá. Ou seja, porventura apenas partidos minoritários terão propostas em matéria de
- criminalização do enriquecimento ilícito,
- eliminação de paraísos fiscais,
- aumento incondicional de meios para a investigação criminal e
- a criação de novos crimes no domínio autárquico.
Mas esses, porque são minoritários, tenderão a ser olhados como ‘radicais’ pelos influentes cá do burgo e, portanto, nada acontecerá.
Uma coisa é certa:
- fortunas como as de Mesquita Machado há na actual classe política quase aos pontapés e com a mesma dificuldade de explicação;
- negócios obscuros como os do BPN, já se viu, pululam como coelhos pelo sistema financeiro;
- lapsos de memória como os de Dias Loureiro são o pão-nosso-de-cada-dia quando se trata de matérias tão delicadas...
Ou seja, o pântano vai continuar a perfumar o regime!
Eduardo Dâmaso, Director-adjunto
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sábado, 29 de novembro de 2008
Corrupção e tráfico de influência
Depois da polémica levantada pelas propostas do engenheiro João Cravinho no sentido do combate à corrupção, do tráfico de influências e do enriquecimento ilegítimo, surgem hoje estas notícias: «PS procura promiscuidades entre política e negócios» e «PS quer mais rigor na passagem de políticos para a chefia de empresas».
Como as referidas propostas apenas levantaram polémica e ocasionaram o «degredo» do autor para um «tacho dourado» na Êuropa e nada de positivo resolveram, há motivo para duvidar da sinceridade das intenções destas novas medidas. Mas a esperança será a última coisa a morrer! Por isso, aqui ficam estes links para os mais interessados, hoje ou quando desejarem.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Lições do dito «Terceiro Mundo»
Temos a tentação de ainda olharmos para o Mundo asiático e africano com a mesma mentalidade da época dos descobrimentos em que éramos «os maiores» e mais civilizados e íamos tornar mais evoluídos os povos «atrasados» das outras partes do planeta.
Hoje tal visão é demasiado restritiva e castrante pois dessas «remotas paragens» chegam-nos frequentemente lições de grande superioridade moral e social cuja aprendizagem e aplicação muito nos elevaria.
Chega agora da Tailândia a notícia de que o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawaha, deposto em 2006 pelo exército e exilado no Reino Unido, foi condenado à revelia a dois anos de prisão por abuso do poder. O tribunal considerou que o antigo responsável recorreu à influência política para ajudar a mulher a comprar um terreno estatal por um preço reduzido.
Também há três dias veio a notícia de que o ex-vice-presidente da Câmara de Pequim, Liu Zhihua de 59 anos, foi condenado á morte com pena suspensa, por corrupção. Em 2006 foi afastado do cargo, por corrupção da Câmara, onde era responsável pelos projectos de construção das infra-estruturas dos Jogos Olímpicos de 2008. Segundo indicou agora a imprensa oficial, foi condenado à morte com pena suspensa, tipo de condenações que funciona em geral como uma pena de prisão.
Beneficiou do seu cargo de vice-presidente da Câmara e director de um parque de ciências de 1996 a 2006, para receber subornos de vários milhões de yuans e por ter atribuído ilegalmente projectos de construção. "Os subornos foram recebidos por Liu e pela sua mulher Wang Jianrui. Liu abusou do seu poder para obter projectos de contratos, de empréstimos e oferecer promoções a outras pessoas em troca de contrapartidas", indicou a Nova China, citando a decisão do tribunal.
Este tema levou-me a visitar mais uma vez o livro «The Commanding Heights» de Daniel Ryergin e Joseph Stanislaw para recordar que na Coreia do Sul os ex-presidentes Chun Doo Hawn (Dezembro de979 – Abril 1987) e Roh tae-Woo (Abril 1987 – Dezembro de1992), foram julgados por corrupção e abuso de autoridade e ouviram as sentenças em Agosto qde 1996, tendo Roh sido condenado a 22 anos de prisão e Chun recebido a sentença de morte.
Estas são algumas das lições a aprender. A lei é igual para todos. No entanto, nós por cá, parece que não estamos imunes à corrupção, ao abuso de autoridade, esquecendo os programas de governo, já por si muito diferentes das promessas eleitorais, para ser feito aquilo que dá na real gana dos governantes e dos autarcas. São conhecidas as acusações de elementos das oposições ao Governo e aos autarcas. São visíveis os espectáculos na AR quando o Governo ali vai dar contas da sua governação, com acusações de baixo nível nos dois sentidos. E é notório o esforço feito por João Cravinho para se fazer legislação contra a corrupção e o enriquecimento ilegítimo. Tudo porque isso não interessa aos detentores do Poder, talvez porque não querem matar a galinha dos ovos de ouro.
Os casos aqui referidos deviam servir de lição aos «notáveis» do nosso País.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Enriquecimento rápido, genial!!!
Recebi por e-mail, com referências credíveis
O novo campeão brasileiro!
Todas as informações poderão ser confirmadas no Google. Pois já virou assunto mundial.
No Campeonato Sénior, no período de 07/05 a 10/05, para seleccionar os campeões da raça bovina NELORE, saiu CAMPEÃO o animal M296 – Café da Estância 2F, RGD: oba 43 – 32 meses – 1165 kg, da fazenda Fortaleza, Municipio Valparaiso – SP.
Era roprietário da Fazenda Fortaleza o Sr. José Carlos Prata Cunha
O Novo Mega CAMPEÃO do Brasil de enriquecimento súbito é o actual proprietário desta Fazenda. A Fazenda Fortaleza foi comprada e certificada em Cartório de Registo de Imóveis, passando a ser seu proprietário: Fábio Luis Lula da Silva
Propriedade: Fazenda na região de Valparaíso/SP. Preço: 47 milhões de reais
Para que não restem dúvidas:
Proprietário: Fábio Luis Lula da Silva
Isso mesmo o Lulinha, filho do Presidente Lula, que há 05 anos era subempregado do Zoológico em São Paulo, agora acabou de comprar a fazenda Fortaleza (de porteira fechada) localizada às margens da rodovia Marechal Rondon, município de Valparaíso-SP, que era propriedade do Sr. José Carlos Prata Cunha, um dos maiores produtores de bois Nelore do Brasil, pela simples bagatela de R$ 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de reais).
O impressionante nesta trajetória de sucesso e rara inteligência é que de um salário de R$ 1.500,00 passou a proprietário, de uma vez só, de um patrimônio de 47 Milhões. O que levaria 2.612 anos.
Veja só que competência. Logo depois de comprar, levou essa fazenda a ser a primeira a receber o Certificado de Exportação de carne para Europa.
Mas não fica só nisso a competência deste empreendedor de sucesso.
No Pará nas regiões de Redenção, Marabá e Carajás, ele comprou de Benedito Mutran Filho, herdeiro do conhecido Bené Mutran (homen forte da castanha) várias fazendas totalizando R$ 100.000.000,00 isso mesmo. Cem milhões de reais.
Tem como sócios no negócio: Duda Mendonça e Daniel Dantas.
Como o Toque de Midas da Fazenda Certificada, agora já existe um projeto para dividir o Estado do Pará e criar o Estado dos Carajás.
Pode-se pensar o que se quiser, eu acredito na capacidade, criatividade, coragem e inteligência deste grande empreendedor!!!
PS: Também sempre acreditei em Papai-Noel, Coelhinho da Páscoa, Bicho-Papão, Mula sem cabeça, Saci Pererê, no Superman, Batman, que a Rogéria é mulher... Enfim, que Deus é brasileiro !
NOTA: Não vejo motivo para tanto espanto!!! Casos de «capacidade, criatividade, coragem, inteligência e êxito de gestão» como este deverá haver muitos por todo o terceiro mundo, incluindo Portugal. Não esqueçamos as preocupações de João Cravinho quando quis combater o enriquecimento ilegítimo. Devemos acreditar nele porque sabe muito!
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terça-feira, 22 de abril de 2008
Quem ROUBOU o Boavista?
Transcrição do post de Tiago Soares Carneiro em Democracia em Portugal, pelo interesse da sua actualidade, pelo que representa da forma como são geridos os negócios no âmbito do desporto, como em outros sectores do país e pelo sinal de impunidade como estas coisas acontecem. Seria interessante que o Governo criasse uma instituição do tipo ASAE para combater a corrupção e outras fraudes económicas... e não só. Hoje no 24 Horas: Quem ROUBOU o Boavista?
Este é um dos vários exemplos dos roubos que o clube do norte sofreu durante os últimos anos.
No decorrer da construção do estádio foram tb edificados dezenas de prédios nas redondezas. Em terrenos do clube.
O estádio está por pagar...
O deficit é de 90 MILHÕES...
Os "manos" Loureiros moram em duas dessas coberturas (meio prédio cada)...
Todos sabem...ninguém diz...nada acontece.
Parabéns à justiça portuguesa.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Ecos das palavras de Marinho Pinto
As afirmações do bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto tiveram um efeito de terramoto, embora pouco mais dissessem do que o que tinha sido trazido a público pela iniciativa de João Cravinho ao propor legislação para combater a corrupção e o enriquecimento ilegítimo, e daquilo que se ouve nos transportes públicos e em qualquer grupo de pessoas nas filas de espera para atendimento nos serviços públicos.
Transcrevem-se quatro excertos de artigos (linkados) que abordam o assunto. É estranho que os políticos tentem manter o caso aceso em vez de procurarem que depressa caia no esquecimento, vendo-se que não tiveram o discernimento suficiente para aprender a lição do caso da «licenciatura» de José Pinto de Sousa que, depois da arrogância e fanfarronice de levar a queixa a tribunal, acabou por compreender que era melhor silenciar o caso!
Decidindo averiguar o caso em profundidade, acabam por matar a galinha dos ovos de ouro que segundo Cravinho e Marinho Pinto geram as tais riquezas ilegítimas, mas não chegarão a tal ponto pois, se não apagarem agora tal chama, acabarão mais tarde por apagar, de forma mais escandalosa, um fogo muito mais visível.
Eis os excertos atrás referidos, por ordem alfabética.
Transcrição de Audição a Marinho Pinto fica em suspenso
Marinho Pinto falou de um ministro das Obras Públicas que terá adjudicado obras a uma empresa à qual veio a presidir, bem como de "dois ministros recentes" que terão levado ao abate "do dia para a noite" de dois mil sobreiros. Sócrates disse desconhecer sobre quem podiam recair as insinuações e chutou a bola para o bastonário: "Eu nada sei sobre o que ele pretende dizer e, portanto, essa explicação é devida ao País e isso é com o sr. bastonário". O bastonário tinha dito que "existe em Portugal uma criminalidade que anda por aí impunemente a exibir benefícios e não há mecanismos para lhes tocar".
Transcrição de «Corrupção»
O que é que disse o bastonário dos advogados de tão extraordinário para causar tal estremecimento nacional? Que há negócios chorudos feitos com empresas por ministros que acabam nos respectivos conselhos de administração. Que há verbas a engrossar miraculosamente as contas de partidos, após certos e determinados governantes terem, alegadamente, feito manigâncias com o património do Estado. Que a confusão entre o Estado e os privados é total, sempre em prejuízo do primeiro, ou seja, nós, cidadãos, e a favor dos últimos. Enfim, que "a corrupção do Estado" é o cancro da nossa sociedade. (…) Não é por acaso que os políticos aparecem, numa sondagem da Gallup para o Fórum Económico e Mundial, como os mais desonestos e os menos sérios para governar. Salvam-se, curiosamente, os professores, como sendo a profissão mais fiável, justamente a classe mais atacada, mais rebaixada e mais empobrecida nos últimos anos pelo poder político. Por que será?
Transcrição de «O inquérito do costume»
O bastonário da Ordem dos Advogados provocou um pequeno terramoto na morna vida política portuguesa ao dizer em voz alta o que toda a gente diz em voz baixa, que há corrupção aos níveis mais altos do Estado, defendendo (disso é que já ninguém se lembraria, depois do risível inquérito parlamentar do "envelope 9") uma "investigação parlamentar às fortunas de alguns políticos". Segundo o bastonário, há "membros do Governo que fazem negócios com empresas privadas e depois, quando saem, vão para administradores dessas empresas", lembrando ainda, a propósito dos chorudos pareceres com que o Governo alimenta certos escritórios de advogados (e não só), que "se esbanjam milhões em pagamentos de serviços de utilidade duvidosa e depois não há dinheiro para necessidades básicas". No Governo e no Parlamento toda a gente assobiou, como é costume, para o ar, pedindo, como é costume, "provas", e o procurador-geral da República abriu o habitual inquérito, a lixívia com que em Portugal se lavam mais branco as nódoas até passarem ao esquecimento. Entretanto foi conhecido um estudo realizado pela Gallup para o Fórum Económico Mundial que revela que quase metade (48%) dos portugueses considera os políticos desonestos. Abra-se também um inquérito aos portugueses.
Transcrição de «Parem de brincar com as palavras»
Os partidos políticos não podem ajudar à farsa que é a exigência de que quem denuncia apresente logo as provas e o processo instruído ou que fique calado. Não é a um denunciante que compete fazer isso e esta artimanha tem servido a impunidade e é o fermento da corrupção. Com a morosidade e a ineficácia da justiça em Portugal, a probabilidade mais elevada é que o denunciante seja, ele próprio, punido por uma acção oportunistamente levantada por um prevaricador protegido por estratégias dilatórias que entre recursos e pareceres liquidam a justiça.
Publicada por
A. João Soares
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18:05
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Etiquetas: ambição, Corrupção, enriquecimento, venalidade

