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segunda-feira, 21 de março de 2016

PORTUGUÊS COM ÊXITO PUBLICAMENTE RECONHECIDO NO CANADÁ



Enquanto muita gente dá prioridade a insultos, calúnias e acusações ainda há quem RECONHEÇA O VALOR QUANDO EXISTE RIGOR INTELECTUAL, ESFORÇO PELA EXCELÊNCIA NA INVESTIGAÇÃO E PELO AVANÇO DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
O professor português João Pedro Trovão, dedicando-se ao aperfeiçoamento da eficiência de novos veículos eléctricos, não obteve cá o necessário apoio financeiro e aproveitou uma oportunidade do Canadá, onde tem tido êxito nas investigações na Universidade de Sherbrooke, em que é professor, ao ponto de lhe ser concedido um financiamento do Governo Federal de 500 mil dólares (340 mil euros) para desenvolver os seus projectos.
E recebeu uma carta do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, em que reconhece o seu trabalho e a sua dedicação ao aumento do conhecimento científico.

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

IGUALDADE OU LIBERDADE DE SER DESIGUAL?

Transcrição de notícia seguida de NOTA:

Passos defende “guerra sem quartel às desigualdades”
7/7/2015, 14:35 Agência LUSA

PM reclama que o Governo corrigiu os desequilíbrios herdados, alegando que Portugal era o país da zona euro em pior situação, mas defendeu que falta travar uma "guerra sem quartel às desigualdades".

O primeiro-ministro reclamou esta terça-feira o Governo PSD/CDS-PP corrigiu nesta legislatura os desequilíbrios herdados, alegando que Portugal era o país da zona euro em pior situação, mas defendeu que falta travar uma “guerra sem quartel às desigualdades”.

No encerramento das jornadas parlamentares do PSD e do CDS-PP, em Alcochete, no distrito de Setúbal, Pedro Passos Coelho afirmou que as economias podem “crescer e ser profundamente desiguais”, mas que não é isso quer. Sem propor medidas concretas, acrescentou que é preciso “declarar guerra sem quartel às desigualdades de natureza económica e social”.

Antes, o presidente do PSD reclamou que o atual executivo “conseguiu corrigir os desequilíbrios herdados” e alegou que, “de todos os países que enfrentaram situações de profundo desequilíbrio, Portugal era seguramente o que tinha condições mais adversas e mais negativas à sua frente: elevada dívida pública, elevada dívida privada, uma economia protegida, o hábito de exigir tudo ao Estado e uma cultura democrática ainda incipiente, que não privilegiava a responsabilidade”.

NOTA:

CUIDADO… Um grande erro da REVOLUÇÃO FRANCESA, em fins do século XVIII, foi a junção, no seu lema, de duas palavras inconciliáveis – igualdade e liberdade. Se agora o PM de Portugal pretende lutar pela igualdade, terá de acabar com muitas liberdades. Mesmo entre os militares é imposta a igualdade de uniforme, de movimentos na «ordem unida», mas não deixa de haver disciplina e hierarquia, nem distintivos que impõem limites e condições à IGUALDADE. A igualdade em França, pouco após o 14 de Agosto, deixou de ser tolerada e a guilhotina puniu os que não quiseram dispensar a liberdade e aderir inteiramente ao pensamento dominante dos revolucionários. Na sua «guerra sem quartel» o PM também quererá usar a guilhotina? Que uniforme nos vai impor? Deixa de valorizar e recompensar o mérito? E que tipo de escravatura pretende impor ao rebanho resultante?
Não devemos exagerar nas palavras para não ser perdida a credibilidade. Reduzir as desigualdades sociais e económicas é muito louvável e deve ser uma preocupação permanente… mas de forma pacífica, sem fardas nem guilhotina!!! Sem a desumanidade e a injustiça social da austeridade que nos vem massacrando e que criou milhões de pobres no país, ao mesmo tempo que gerou mais uns milhares de milionários.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Irene Fonseca de parabéns

Irene Fonseca, nascida em Lisboa, a 10 de Julho de 1956, licenciou-se em matemática na Faculdade de Ciências da Universidade desta cidade e doutorou-se em 1985 na Universidade do Minnesota (EUA). Fez o pós-doutoramento em Paris e em 1997 e 1998 trabalhou no Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha.

É provavelmente a mais conhecida matemática portuguesa e uma das mais citadas internacionalmente. Irene Fonseca trabalha desde 1987 na Carnegie Mellon, Pittsburg, EUA, onde actualmente dirige o Center for Nonlinear Analysis.

Esta portuguesa, que muito prestigia o País, foi eleita presidente da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial (SIAM - Society for Industrial and Applied Mathematics), sedeada em Filadélfia, sendo a primeira vez que um português preside à instituição fundada em 1952. A SIAM é a maior sociedade científica dedicada à Matemática Aplicada, constituída por cerca de 13 mil membros individuais e 500 institucionais de todo o mundo.

O ministro da Educação e Cultura enviou à cientista uma mensagem, em seu nome e do Ministério felicitando-a pela sua eleição como presidente da SIAM que considera mais um reconhecimento de uma exemplar dedicação à ciência e à investigação que a conduziu a uma brilhante carreira de nível internacional.

Neste espaço, é já tradição destacar compatriotas que se distinguem na ciência e noutras actividades que contribuem para a boa imagem de Portugal e para o se desenvolvimento em benefício geral da população. Por isso não se podia deixar perder esta oportunidade de citar Irene Fonseca e de lhe enviar parabéns e votos de continuação dos maiores êxitos.

Imagem do Google

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Portugueses muito válidos

Em reforço da ideia do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon de que a deve investir-se na preparação da juventude para realizar com o máximo de competência a gestão do mundo de amanhã, seguem-se exemplos nacionais, dignos de realce de jovens e «menos jovens» que se têm destacado internacionalmente, como pessoas muito superiores à média da «geração à rasca». Para evitar demasiada extensão deste post indicam-se os links e faz-se uma pequena referência à notícia.

Predadores da Antárctida “dão” prémio internacional a cientista português
O biólogo José Xavier, investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra, depois de 12 anos a estudar albatrozes, focas, pinguins e outros predadores na Antárctida, e de ter ajudado a divulgar as regiões polares, acaba de ser nomeado o vencedor do Prémio Internacional Martha T. Muse 2011 para a Ciência e Política na Antárctida.

Dupla do Porto ganha prémio internacional em Medicina de Reprodução
Os investigadores da Faculdade de Medicina do Porto e do Centro de Estudos e Tratamento da Infertilidade (CETI) Henrique Almeida e João Luís Silva Carvalho tornaram-se hoje os primeiros portugueses a receberem o galardão “Grant For Fertility Innovation”, que distingue com um milhão de euros projectos inovadores sobre medicina da reprodução. Foram distinguidos por um projecto que desvenda novos mecanismos para aumentar taxas de reprodução em casais inférteis.

Físico Nuno Peres vence prémio Ciência
O físico português Nuno Peres, da Universidade do Minho foi distinguido com o Prémio Ciência 2011, segundo anunciou a Fundação Calouste Gulbenkian. Nuno Peres é professor na Universidade do Minho e colabora com os investigadores da Universidade de Manchester, em Inglaterra, que receberam o Nobel da Física de 2010.

Ricardo Bak Gordon vence Prémio Ibérico de Arquitectura 2011
O arquitecto português Ricardo Bak Gordon (n. 1967, Lisboa) venceu, ex-aqueo com a dupla espanhola Luis Mansilla e Tuñón, o Prémio FAD 2011, na categoria Arquitectura, com o projecto “2 Casas em Santa Isabel”, construídas em Campo de Ourique, em Lisboa.

Nove licenciados e uma missão: inventar futuro para Querença
Para inverter a tendência para o despovoamento do interior do Algarve, um grupo de nove finalistas universitários seleccionados pela Universidade do Algarve apresentou-se na aldeia de Querença, concelho de Loulé. Ali vão viver e trabalhar nos próximos nove meses, cada um com a sua missão, com o objectivo global de dar nova vida a uma terra que está a definhar.

Matemática dá ouro a Portugal
Miguel Santos, 16 anos, estudante do 10º ano da Escola Secundária de Alcanena, conquistou uma medalha de ouro, em Amesterdão, Holanda, um feito inédito para a selecção nacional por ter sido o melhor resultado individual de sempre nas Olimpíadas Internacionais de Matemática.
Dos seis elementos que compunham a selecção portuguesa a estas Olimpíadas, apenas dois não receberam qualquer distinção individual.
Na competição conquistaram medalhas de bronze os estudantes do 12.º ano Raul Penaguião, da Escola Secundária Santa Maria, de Sintra, e João Santos, da Escola Secundária da Maia, com 17 e 18 anos, respectivamente.
Luís Duarte, estudante do 10.º ano na Escola Secundária de Alcains, ainda com 15 anos, arrebatou uma menção honrosa.

Olímpiadas da Física: "Não esperava ganhar"
Simão Meneses João, aluno do 11º ano da Escola Secundária Jaime Moniz do Funchal (Madeira), no evento, organizado pela Sociedade Portuguesa de Física, recebeu o primeiro prémio, no escalão B, das XXVII Olimpíadas Nacionais da Física, ficando assim pré-seleccionado para uma formação específica na Escola Quark (Coimbra).
Além de Simão, ficaram ainda apurados para esta formação de preparação para as Olimpíadas Internacionais de 2012, na Estónia, mais 19 alunos do 11º ano, de todo o País.

Prémio IBM para físico de 27 anos
Aos 27, Samuel Martins, investigador do Instituto Superior Técnico, recebeu o Prémio Científico IBM, no valor de 15 mil euros, pelo trabalho sobre aceleração de partículas com recurso a plasma (gás de partículas carregadas electricamente). Aos 16 anos "queria ser médico", mas o interesse pela Ciência acabou por conduzi-lo à Física.

Português 'inventa' escudo magnético para naves
O jovem investigador Luís Gargaté, do Instituto Superior Técnico, testou a hipótese de utilizar um campo magnético e um plasma para produzir um escudo protector para naves espaciais. Em laboratório já é possível fazê-lo
Juntamente com colegas do Rutherford Appleton Laboratory, em Inglaterra, Luís Gargaté já conseguiu mostrar a viabilidade do conceito. Em Rutherford foram feitas experiências à escala laboratorial, coroadas de sucesso. A equipa chama-lhes mini-magnestosferas, e funcionam. A descoberta foi publicada na Plasma Physics and Controled Fusion.

NOTA: Para mais casos merecedores de realce sugere-se a visita do blog Do Miradouro e faça-se uma pesquisa de «jovens», «valor».
Felizmente, haverá mais casos de reconhecido mérito, mas muitos mais convém surgirem em todos os sectores: na economia, na gestão pública, na Justiça, no Ensino, etc. 

Este espaço está ao dispor da colaboração dos visitantes que enviem por e-mail os seus textos com a indicação do URL da origem.

Imagem do Google

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domingo, 5 de junho de 2011

Jovens em Destaque

Neste espaço, procura-se dar especial relevo a jovens que se distinguem em qualquer actividade útil para o futuro do País e da humanidade. O mundo de amanhã depende dos jovens de hoje e dele serão beneficiárias as gerações mais novas e as que hão-de vir.

Vários casos têm sido salientados e hoje não podemos deixar de referir o do estudante Simão Meneses João, aluno do 11º ano da Escola Secundária Jaime Moniz do Funchal (Madeira), que recebeu ontem o primeiro prémio, no escalão B, das XXVII Olimpíadas Nacionais da Física, ficando assim pré-seleccionado para uma formação específica na Escola Quark (Coimbra).

Como todo o homem de valor, o Simão é uma pessoa humilde, não tendo tempo nem disposição para se envaidecer e disse “Fiquei surpreendido porque achei que exigissem mais de nós nestas provas”, afirmando que “não esperava ganhar o primeiro prémio”.

Mas felizmente nas camadas mais jovens há gente muito válida para fazer progredir Portugal, assim os alquimistas do Poder o permitam. Além de Simão, ficaram ainda apurados para esta formação de preparação para as Olimpíadas Internacionais de 2012, na Estónia, mais 19 alunos do 11º ano, de todo o País.

No escalão A, no qual participam alunos do 9º ano, João Moreira, Diogo Flávio e Duarte Magano, alunos do Colégio Luso-Francês (Porto) foram os vencedores, que, ao contrário de Simão consideraram a prova “muito mais difícil do que se esperava”.

Explico a expressão «alquimistas do Poder». Alquimistas eram um tipo de «cientistas» que pretendiam transformar em ouro qualquer substância, como o caso do «Atílio» de uma novela brasileira que teve muita publicidade entre nós e que, com a sua monomania, passava todo o tempo na sua «tulha».

Os nossos governantes usam a alquimia para transformar jovens incapazes, sem preparação, inúteis, em milionários, nomeando-os assessores de gabinetes de Governo e de autarquias e dirigentes de instituições, serviços, fundações e organizações que mais não fazem do que servir para a alquimia do amiguismo que transforma os impostos dos portugueses em fortunas dos «boys» que nada produzem, nem impediram os erros que levaram à crise grave que estamos sofrendo.

Há quem sugira que, no acordo ortográfico, se introduza o termo de acessores, com C, que são aqueles que têm acesso , sem mérito nem concurso, nem merecimento a não ser o de família e de compadrio, a grande fortuna em pouco tempo, em prejuízo do País, dos portugueses que pagam impostos, directos e indirectos.

Outro efeito da tendência alquimista, e talvez ainda mais grave, é o de transformarem os indivíduos mais geniais, como estes de que agora se fala, em emigrantes de sucesso para benefício de Países bem governados, e não do nosso.

Imagem do Correio da Manhã

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Premiar o mérito

Transcrição de notícia que evidencia o interesse da observação daquilo que existe com mais valor e que deve ser estimulado e apontado como modelo a seguir:

Prémios Talento: Doze portugueses são hoje distinguidos
Sexta-feira, 23 de Julho de 2010 | 09:34. Diário Digital / Lusa

Doze portugueses residentes no estrangeiro que se destacaram em áreas como a política, o desporto ou as artes vão ser hoje distinguidos pelo Governo numa cerimónia que vai decorrer no Convento do Beato, em Lisboa.

Entre os 36 finalistas dos mais de 100 candidatos à quarta edição dos Prémios Talento 2009, contam-se professores, deputados, jornalistas, artistas plásticos, cientistas e desportistas.

Numa iniciativa da Secretaria de Estado das Comunidades, os Prémios Talento pretendem distinguir portugueses e luso-descendentes residentes no estrangeiro que se notabilizaram durante o ano em áreas como Artes do Espectáculo (cinema, teatro, música e interpretação), Artes Visuais, Associativismo, Ciência e Comunicação Social.

Desporto, Divulgação da Língua Portuguesa, Meio Empresarial, Humanidades, Literatura, Política e Profissões Liberais são os outros sectores distinguidos.

O júri, presidido por Maria Barroso, escolheu os três finalistas por cada categoria e o vencedor de cada uma delas, que será anunciado hoje.

A gala dos Prémios Talento decorre no Convento do Beato, em Lisboa, e será transmitida em directo pela RTP, RTP Internacional, RTP África e RDP Internacional.

Imagem da Net.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Compensação do mérito

Transcrição de um texto de Adrian Rogers, agora recebido por e-mail, que embora conhecido, vale a pena ser relembrado pela lição de «justiça social» e de incentivo ao desenvolvimento.

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo." O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seria "justas." Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média das provas foi "D". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F".

As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

Veja abaixo...!

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustenta-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

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sábado, 15 de novembro de 2008

Sucesso de jovem cientista português

Mais um português a distinguir-se na senda da excelência, da procura do mérito, mostra-nos que na nossa juventude algo se distingue da mediocridade com que nos preocupamos. Há quem diga que são poucos, são excepções. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia. E estas excepções mostram que existem boas sementes para se poder ter esperança numa floresta de pessoas com muito valor, talvez génios, que não fiquem atrás dos cientistas que apoiaram os descobrimentos da época gloriosa de 500

Já aqui foram referidos vários. Agora não podia deixar de dar espaço ao jovem investigador Luís Gargaté, do Instituto Superior Técnico, de 27 anos, a preparar o doutoramento e que, em contacto com instituições científicas estrangeiras, inventou um escudo magnético para naves espaciais, segundo notícia do DN de hoje. Já testou a hipótese de utilizar um campo magnético e um plasma para produzir um escudo protector para naves espaciais que já é possível fazer em laboratório. A descoberta foi publicada na Plasma Physics and Controled Fusion.

Luís Gargaté já conseguiu mostrar a viabilidade do conceito, juntamente com colegas do Rutherford Appleton Laboratory, em Inglaterra. Neste laboratório foram feitas experiências à escala laboratorial, coroadas de sucesso. A equipa chama-lhes mini-magnestosferas, e funcionam.

Os corpos no espaço estão expostos ao embate de partículas altamente energéticas do vento solar e das estrelas, que podem ser mortais. Aqui, na superfície do nosso planeta, como explica Luís Gargaté, estamos protegidos desse perigo pela magnetosfera da Terra, que as repele para o espaço. As únicas missões espaciais tripuladas que até hoje foram além da magnetosfera terrestre foram as Apolo, que rumaram à Lua. "Foram missões curtas e sabe-se hoje que os astronautas tiveram muita sorte porque nunca houve episódios de radiação mais intensa a coincidir com as missões", conta o investigador do IST. Mas numa viagem tripulada a Marte, muito mais prolongada, o problema vai colocar-se de forma grave.

A apetência deste cientista por estes assuntos vem do último ano da licenciatura em Engenharia Física e Tecnológica, quando começou a trabalhar em plasmas, no Grupo de Lasers e Plasmas do Instituto Superior Técnico. Nessa altura, Gargaté explorou a ideia de utilizar este estado da matéria como fonte de energia para lançar satélites o que já se tornou possível. Agora, a acabar o doutoramento, o investigador olha para os plasmas de outra maneira. Estava-se em 2006 e um dia, em conversa com Robert Bingham, professor em Rutherford, surgiu a ideia. Porque não utilizar os plasmas, juntamente com um campo magnético, como escudo protector de satélites ou naves, como acontece com a própria Terra?

Torna-se assim realidade a ficção apresentada na série Star Trek, em que quando os raios cósmicos apertavam, o seráfico Spock activava o escudo protector da Entreprise e os tripulantes ficavam seguros.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sobredotados sem compreensão e apoio do Governo

Estima-se que sejam aproximadamente 50 mil as crianças e jovens sobredotados em Portugal, mas, nem todos estão identificados e muito menos acompanhados no processo educativo, correndo sério risco de entrarem na lista do insucesso escolar.

Segundo o Instituto da Inteligência, as crianças sobredotadas, com um cociente de inteligência (QI) superior a 130, representam 3% da população menor de 18 anos, sendo deste grupo que sai a maioria dos génios da ciência, da arte e do desporto de todo o Mundo.

Sem os apoios adequados este aspecto positivo das crianças acaba por, em vez de uma vantagem, ser um ónus por elas acabarem por se sentirem rejeitadas pelas outras e se desmotivarem pelo estudo e muitas vezes, até, de viver». Por isso, é que se tornou urgente a criação de escolas para pequenos talentos, como defende o Instituto da Inteligência.

A inexistência de estabelecimentos de ensino específicos para sobredotados em Portugal fez com que a Universidade da Criança, localizada no Algarve, avançasse, conjuntamente com o Instituto da Inteligência, para o projecto de criação de uma escola-piloto do 1º ciclo, a iniciar no próximo ano lectivo de 2008/09, em Portimão.

No entanto, segundo o Instituto, «o projecto está em risco de ser suspenso visto que as dificuldades burocráticas e a incompreensão do Ministério da Educação estão a atrasar o processo de legalização». O ministério de Maria de Lurdes Rodrigues contactado pelo jornal gratuito Destak, não forneceu uma explicação para os atrasos burocráticos até à hora de fecho da edição de 18 do corrente.

A escola, de características inovadoras e pioneiras na Península Ibérica e até na Europa (em alguns aspectos), já suscitou o interesse de algumas entidades espanholas que, segundo o Instituto da Inteligência, podem vir a importá-lo. Esta situação «não deixaria de ser bizarra, embora não fosse invulgar em Portugal», acrescentou fonte do Instituto. Se esta hipótese se confirmar, os sobredotados portugueses poderão ter de recorrer ao país vizinho para ir à escola. E, provavelmente, acabarão por ali vir a exercer as suas futuras actividades científicas, artísticas ou outras.

Se não for encontrada a melhor solução para o País fica, mais uma vez, demonstrada a nossa teimosa vocação para a mediocridade, com rejeição daquilo que de mais válido existe dentro das fronteiras. Tem sido em vão que neste espaço se tenha chamado a atenção para a importância dos jovens excepcionais que prometem elevar o valor de Portugal. É imperioso que se valorize o capital humano em que tem de assentar a reconstrução de Portugal, como repetidamente aqui e aqui tem sido expresso.

- Mais um caso de jovens válidos

- Jovens excepcionais

- Jovens válidos são esperança para o País

- Jovens em voluntariado louvável


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domingo, 8 de junho de 2008

Premiar emigrantes com talento

Num momento em que a generalidade dos portugueses está afectada por uma espécie de loucura com o Euro 2008 e a reagir de forma intensa à vitória sobre a selecção turca, não devemos deixar passar de lado o facto significativo de hoje serem distinguidos 12 portugueses de entre 36 nomeados emigrantes e lusodescendentes, muitos ainda jovens. É a segunda edição de Prémios Talento.

Uma das nomeadas na categoria Humanidades é Ana Paula Lopes, que é a primeira mulher presidente da Orquestra Sinfónica de Toronto. Ela reconhece que "a orquestra é uma organização de elite", e sublinha "mas ninguém pensa se sou portuguesa ou não".

Os 36 nomeados distribuem-se por 12 categorias: Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social, Desporto, Divulgação da Língua Portuguesa, Empresarial, Humanidades, Literatura, Política e Profissões Liberais. Cada categoria tem três nomeados que foram seleccionados entre 270 candidaturas, havendo, para cada distinção, um júri específico.

Os prémios são organizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Os vencedores recebem um troféu, "num gesto de reconhecimento pelo seu trabalho", como explica fonte da Secretaria de Estado. Esta cerimónia é uma excepção, num país que se esquece vezes demais da enorme comunidade portuguesa que está espalhada pelo mundo. E também não incentiva publicamente, como seria desejável, os talentos dentro de portas.

A comprovar o prazer sentido nesta notícia, junta-se uma lista de artigos aqui publicados em que se salienta a conveniência de premiar o mérito de jovens que se distinguem em algo de positivo para um futuro melhor de Portugal, isto é, dos portugueses. Sempre este espaço apoiou que incentivos como este são de inegável importância para o nosso desenvolvimento.

- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- A política não é atractiva
- Cavaco, Jovens e a democracia
- Investigador português recebe prémio no Canadá
- O capital humano precisa de motivação
- Francisco Veloso recebe prémio internacional
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Investigador português recebe prémio no Canadá

Na sequência de outros posts em que são referidos casos exemplares de compatriotas que são distinguidos no estrangeiro pelo valor demonstrado, deixo aqui o nome de José Carlos Teixeira, objecto do artigo transcrito do «Portugal Diário».

Professor foi galardoado com um dos mais prestigiados prémios

O professor e investigador português José Carlos Teixeira, radicado no Canadá, foi galardoado com um dos mais prestigiados prémios universitários daquele país, em reconhecimento da «excelência» do trabalho que tem desenvolvido na área da geografia social.
O «Prémio de Investigação da Universidade da Colúmbia-Britânica-Okanagan» será entregue numa cerimónia dia 12 deste mês, a ter lugar no pólo universitário de Kelowna, onde José Carlos Teixeira é professor associado.
Esta é uma das duas maiores distinções conferidas pela universidade, a par do prémio de docência.
Em declarações à Lusa, José Carlos Teixeira, que nasceu nos Açores há 49 anos, confessou ter ficado inicialmente surpreso ao saber do prémio.

«Devo este prémio à comunidade portuguesa no Canadá»
«É que geralmente dá-se este prémio a pessoas em final de carreira», desabafou, manifestando-se orgulhoso por tratar-se de um louvor ambicionado por muitos académicos, mas alcançado apenas por alguns.
«Devo este prémio à comunidade portuguesa aqui no Canadá, porque ela foi sempre o centro dos meus estudos, o meu laboratório principal», indicou o docente, que elaborou outras análises na área da geografia social sobre as comunidades polaca, jamaicana, moçambicana e angolana no país.
«Com este prémio gostaria de transmitir uma mensagem aos jovens portugueses e luso-descendentes: a de que é possível atingir-se um nível de excelência, mesmo sendo originário de regiões pequenas e mais pobres», salientou à Lusa.
Para o investigador, o prémio demonstra o mérito do impacto das pesquisas que fez, dentro e fora do meio académico.
As grandes temáticas focadas pela sua investigação são três:
- A estrutura e evolução das comunidades,
- a mobilidade para os subúrbios a partir das primeiras cidades onde as comunidades se instalaram e
- o papel do comércio étnico português.
Hoje-em-dia é já visível uma base de empresários, assim como de industriais, de origem portuguesa a terem êxito e a evidenciarem-se no Canadá, especificou acerca daquele último ponto.
Natural da freguesia da Ribeira Grande, em S. Miguel, Açores, José Carlos Teixeira viajou para o Canadá em 1978 para fazer um mestrado, findo o qual planeava regressar aos Açores.
Mas, acabou por emigrar em definitivo, constituiu família e concluiu um doutoramento em Toronto.
Iniciou a seguir uma carreira docente nas universidades de York, Toronto, Okanagan e Colúmbia Britânica, tendo ingressado nesta última em Julho de 2006.
O professor português do Departamento de Geografia da UBCO é autor de mais setenta publicações, de entre livros, monografias, dissertações, artigos, relatórios e pesquisas.
«Os Portugueses no Canadá», que será reeditado em breve pela Universidade de Toronto, e «Os Portugueses no Canadá: do mar para a cidade», em co-autoria como professor Victor da Rosa, são algumas das obras mais conhecidas.
José Carlos Teixeira assumiu recentemente funções de coordenação - «Priority Leader» - no projecto Metropolis, rede internacional de instituições de pesquisa e outras organizações, que procede a análises comparativas nas áreas da migração e integração de imigrantes, podendo servir para apoiar políticas imigratórias.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Maria de Medeiros nomeada «artista UNESCO para a paz»

A actriz e cantora Maria de Medeiros é hoje nomeada oficialmente "Artista UNESCO para a paz" em cerimónia a realizar em Paris e a que assistirá o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

No final da cerimónia, que contará com a presença do director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, Maria de Medeiros cantará acompanhada do seu trio de jazz, com o qual editou em 2007 o álbum "A little more blue".

Em declarações à Lusa, a artista indicou que, a partir de agora, associará a sua agenda à daquela agência da ONU e, neste contexto, uma das suas primeiras iniciativas consistirá num concerto que dará em finais de Abril em Moçambique.

"Vou aproveitar - disse - para dar visibilidade à educação artística, juntamente com Malangatana, que é também artista da UNESCO para a paz".

De acordo com o governo português, a actriz, a primeira portuguesa a receber esta nomeação, foi escolhida pela "visibilidade, carisma, qualidade artística, polivalência, sensibilidade e empenho nas grandes causas do mundo contemporâneo".

Maria de Medeiros, 42 anos, tem-se distinguido sobretudo como actriz de cinema em Portugal e no estrangeiro.
Lusa / AO Online

NOTA: esta transcrição é feita para homenagear uma portuguesa que é distinguida com um galardão internacional, o que deve constituir orgulho para todos nós. Honra ao valor e ao mérito!

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Premio honroso para António Coutinho

Para contrariar a tendência miserabilista de cultivar o desânimo, o pessimismo, o derrotismo, pretendo contribuir, com a minha modesta influência, para que dar a volta e criar e desenvolver uma mentalidade mais positiva, enfatizando os casos que possam ser apresentados como exemplos atractivos de comportamentos que contribuam para se «levantar hoje de novo o esplendor de Portugal». Por isso trago aqui esta notícia do Público de hoje:

António Coutinho ganha Prémio Universidade de Lisboa
Ana Machado

António Coutinho, director do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), já sabia ontem que tinha ganho o Prémio Universidade de Lisboa. Mas não sabia porquê. Com a deliberação do júri pela primeira vez na mão, confessa que se sente orgulhoso: "De facto, reconhecerem o meu contributo para a criação de uma escola de investigadores na área das ciências biomédicas, com prestígio internacional, satisfaz-me muito", diz, enquanto lê uma das razões pela qual o prémio, no valor de 25 mil euros, lhe foi atribuído. O prémio, esse, já está destinado: vou ver com os meus filhos o Euro 2008".

Médico de formação, o investigador especializado em Imunologia confessa que tem saudades da bancada de laboratório: "Foi como deixar de existir. Desisti de muita coisa". Deixar a investigação é, para António Coutinho, de 63 anos, a parte má de coordenar há 10 anos um dos institutos científicos portugueses com mais projecção internacional. Só esta semana, cientistas do IGC conseguiram assinar dois artigos em duas revistas científicas internacionais de renome.

"Agora é o nome deles. Tenho tido muitas alegrias. Ver esta nova gente ter sucesso, ver o país científico a crescer, ver tudo mais moderno e mais aberto é o lado positivo", adianta sobre o que faz com que não lamente ter deixado uma carreira científica internacional para trás, depois de ter passado pelo Instituto Karolinska, na Suécia, ou pelo Instituto Pasteur, em Paris, França. E lembra que o IGC já contribuiu para a formação de quase 500 doutores.

Questionado sobre o que torna esta escola de cientistas especial, António Coutinho responde invocando as palavras de dois investigadores estrangeiros que há minutos tinha conduzido numa visita ao instituto: "A primeira coisa que me disseram foi que aqui o ambiente era muito agradável, acolhedor e que as pessoas pareciam muito felizes. Temos prazer na discussão intelectual, na argumentação. Acho que é isto que nos torna especiais".

E diz que aquilo que torna o IGC especial obriga a que não possa crescer mais: "É por tudo isto que o IGC não pode crescer mais. Não queremos sacrificar este ambiente. Enquanto eu cá estiver não vamos crescer mais", diz.

Sobre a ciência que hoje se faz em Portugal, Coutinho reconhece que cresceu muito nos últimos tempos: "Houve um grande acréscimo em qualidade e quantidade da produção científica".

Mas, como em tudo o que cresce, chega uma altura em que é preciso cortar: "Chegámos a uma altura em que é preciso podar, como as plantas na Primavera. Não se pode cortar à toa. Tem de se cortar só onde se deve e, à boa maneira japonesa, orientar o crescimento dos ramos para onde se quer".

O médico e investigador já sabe o que fazer ao dinheiro do prémio: "Vou ver com os meus filhos o Euro 2008".

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Cientistas portugueses em destaque internacional

Em Portugal tem-se cultivado o desânimo, o pessimismo o derrotismo, mas há que dar a volta e criar e desenvolver uma mentalidade mais positiva, valorizando os casos que possam ser apresentados como exemplos atractivos de comportamentos que contribuam para se «levantar hoje de novo o esplendor de Portugal».

Já aqui referi casos exemplares de que cito os seguintes: «Jovens com prémios científicos internacionais», «Vencer as dificuldades» e «Jovens cientistas portugueses» e agora refiro o artigo do Jornal de Notícias «Cientistas em revista internacional» que nos diz que:

«Sérgio Pereira, Manuel Martins e Tito Trindade, da Universidade de Aveiro, são os primeiros cientistas portugueses distinguidos como tema de capa da revista científica "Advanced Materials", com uma investigação que poderá abrir caminhos na nanomedicina e nos diagnósticos.

Os investigadores do Laboratório Associado CICECO desenvolveram uma técnica através da qual conseguiram colocar nanopartículas em nanocavidades («pits», ou "buracos" ínfimos) de uma superfície. A novidade está em conseguir controlar as partículas, preparadas em solução onde se encontram em movimento, e direccioná-las para os "buracos". (…) O trabalho foi desenvolvido com cientistas da Universidade de Cambridge.»

Estes casos e muitos outros em que concidadãos nossos, que se destacam perante júris internacionais e são mostrados ao Mundo, deviam ser valorizados internamente. Mas, infelizmente são ignorados quer pela Comunicação Social quer pelos Poder político. Por exemplo, eles não são premiados nas cerimónias do 25 de Abril, nem do 10 de Junho, onde são substituídos por atletas e músicos de duvidoso valor.

Premeie-se o mérito daqueles que contribuem para um Portugal com prestígio no Mundo que conta.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Boa aluna, Bom professor. Bom método de ensino

Da Amiga Adelaide, companheira do CVS - Clube Virtual de Seniores, este texto, recordação viva de tempos um pouco distantes, é uma descrição que representa um exemplo que merece ser seguido de como se estimula o mérito sem receio de traumatizar, quando o objectivo é a elevação das capacidades das crianças. Parabéns e obrigado, amiga Milai!!!

ACONTECEU COMIGO

"Nothing is so beautiful as spring
when weeds, in wheels, shoot long and lovely and lush,
Autor: Gerard Manley Hopkins - "SPRING" (poema)

- Devem ter já passado uns bons largos anos desta minha vida, de más e boas recordações (quem as não tem!!!), que as duas frases acima, que são o começo de um belo poema de Hopkins, me marcaram positivamente e para sempre. Trata-se de um momento inesquecível para mim, o qual, de quando em vez me visita no tumulto dos meus pensamentos misturados, em desalinho envergonhado. Foi numa tarde de aulas, num estabelecimento de ensino na cidade onde nasci, que tudo aconteceu. Era costume, nesse estabelecimento, bom por sinal, num certo dia da semana, fazer-se uma espécie de julgamento, em forma de círculo, onde estava presente um só juiz, um "arguido" e as testemunhas de "observação" acomodadas à volta da sala. Devo salientar que éramos só alunos e professor. Nessa tarde fui eu a "arguida". Havia uma cadeira, lá bem no meio, para onde eu tinha de me dirigir e tomar assento. Assim fiz, com os nervos saltitantes, o sangue mais apressado na sua correria louca dentro de mim, e as faces vermelhas que me queimavam. Eu tinha de comentar, na língua de Hopkins, para que todos ouvissem e me julgassem, o poema que acima menciono. Nesse dia, não sei como nem porquê, eu estava inspirada e decidida a fazer figura. As dezenas de olhos pregados em mim, ao invés de me assustarem, tiveram o efeito contrário e, aí vou eu... Que apreciava o poema de Hopkins, porque as suas palavras me faziam VER o que ele descrevia, como o rebentar dos botões da planta, a surgir para a vida, para a natureza, com um movimento que começa dentro do ramo verde para o exterior soalheiro, cheios de beleza e de frescura ainda húmida! A graça e a actividade próprias da estação. Com o calor do sol tudo entra em actividade e alegria. É a beleza de tudo que nasce e que é tenro e que é perfeito. Continuei, dentro deste estilo, com palavras minhas e ao meu jeito. Eis senão quando, ouço um comentário..."Parabéns, você compreendeu exactamente o desejo de Hopkins que era tornar o desabrochar, o mais real possível". Alguém bateu palmas e... mais palmas se seguiram. Era costume. Era a sentença mais desejada do arguido. Se ele merecia, palmas não lhe faltavam. E eu, nem queria acreditar, eu tinha merecido...
Coisas simples da vida que não esquecemos...
ADELAIDE

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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Premiar o mérito no Ensino

O mundo evolui e as sociedades alteram os seus critérios de avaliação. No tempo da pedra lascada, a força física era o factor mais determinante para a avaliação do prestígio de cada um. Ainda hoje há resquícios dessas mentalidades, visíveis nalgumas actividades desportivas.

Mais tarde, nos regimes monárquicos, o que dava valor às pessoas era o nome, o apelido, que demonstrava ter a pessoa nascido num berço privilegiado. É certo que se dava valor aos artistas, aos alquimistas e mágicos, mas não passavam de contratados como simples servos com especialidades úteis aos nobres.

Depois, em pseudo-democracias, o prestígio obtém-se por pertencer à classe oligárquica, ou pela «corrupção» através da imagem televisiva em que se exercem pressões e obtêm favores através da ostentação de projecção social, o Jet-set. Medem-se as pessoas pela qualidade do carro, pela marca do traje, pelo que se mostra possuir, e não pelo valor intrínseco, pelo que se é. Chega a ser chocante lerem-se opiniões contra o bom aluno levantar o braço a indicar ao professor que sabe a resposta à pergunta que este fez à classe, em geral. É a defesa da mediocridade e a penalização do mérito. Nas cerimónias de condecorações nacionais, raramente se vêem pessoas que, com o seu valor, contribuam para os objectivos nacionais de desenvolvimento do País para dar melhores condições de vida à generalidade das pessoas, sendo dada prioridade às que apresentam maior visibilidade na comunicação social ou no mundo da política.

Porém, nada é imutável, e chegam-nos hoje duas notícias interessantes, neste campo, uma da Alemanha, outra de cá.

Nas universidades alemãs de Friburgo e de Constança, os estudantes sobredotados são dispensados de pagar propinas. Mas existe uma condição: ter 130, ou mais, de QI (Quociente de Inteligência) e prová-lo. Os primeiros testes foram organizados nas duas universidades em Abril para o último semestre. Em Friburgo, são avaliadas as faculdades linguísticas e de lógica dos candidatos com a caução da Associação Internacional Mensa, procurando aqueles que são capazes de resolver exercícios que estão para além do alcance de 98% das pessoas. Assim, apenas um pouco mais de 2% da população beneficiará da isenção de propinas.

Em Portugal, o Governo vai criar facilidades no crédito bancário para estudantes. Os alunos com notas acima do 16 terão direito a juros mais baixos, enquanto que os estudantes com notas entre os 14 e 16 farão parte de um escalão intermédio. O Governo prevê juros mais altos para os que tiverem menos de 14.

Para as licenciaturas, está previsto um tecto máximo de 25 mil euros de empréstimo, um tecto que poderá crescer se o estudante estiver a fazer um mestrado, doutoramento ou um projecto de investigação.

O pagamento começa a ser feito um ano após concluída a formação superior, sendo que neste período o estudante deve estar à procura de um emprego, devendo o empréstimo ser liquidado até ao tempo equivalente aos anos do curso.

Nota-se, com isto, uma preocupação de dar prioridade ao mérito, embora pareça sensato que dentro de cada nível de classificações se entre em linha de conta com as necessidades financeiras das famílias. Seria aliar a recompensa do mérito ao apoio social aos que sendo bons alunos e com capacidade de virem a ser mais úteis ao País, são mais necessitados.

Há os detractores de premiar o mérito, mas basta ver que no desporto são os mais capazes que sobem ao pódio para receber os prémios; são os melhores futebolistas a receber maiores ordenados. Já na bíblia, a parábola dos talentos (Mat. 25, 14-30; Luc. 19, 11-27) premiava o melhor desempenho.

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terça-feira, 5 de junho de 2007

A tendência para alinhar por baixo

Com o título de «O medo da luta volta a atacar», na última página do Jornal de Notícias de hoje, é apontado o dedo à decisão de o ministro da Educação inglês, Alan Johnson, acabar com o hábito de os alunos porem a mão no ar quando sabem a resposta a uma pergunta do professor. Perante a rapidez de raciocínio dos mais dotados, o comum dos cábulas tinha inveja do seu saber, do facto de se colocarem em posição claramente acima de si. E agora, com a política do género "proíba-se a mão no ar!", pretende-se não dividir a aula entre os talentosos e os tímidos. É mais uma medida de nivelar por baixo. Para não ofender os menos sabedores, cortam-se as pernas, perdão, as mãos, aos mais aptos e capazes de sucesso. É a exagerada vontade de criar a igualdade, a massificação, o anonimato, a mediocridade generalizada, sem capacidade de evolução, de fuga para a frente.

Mas na vida cresce-se e aprende-se a aceitar que há outros melhores que devem servir de exemplo e de emulação aos menos capazes.

Não produz bons efeitos no desenvolvimento da sociedade, qualquer tentativa de nivelar por baixo, deixando de premiar o mérito. Nem no desporto se dão iguais taças para todos os concorrentes, havendo nítida diferença entre os primeiros e os outros.

Aproxima-se o 10 de Junho, provavelmente, com distribuição de prémios a indivíduos seleccionados por critérios de valor de acções levadas a cabo em benefício de Portugal. É certo que esses critérios são muitas vezes discutíveis e o futuro tem indicado que muitos agraciados não eram exemplos a apontar ao comum dos cidadãos. Mas, mesmo assim, há a intenção de premiar o mérito, os que na escola da vida levantam o braço.

Mas ainda estamos à espera de ver premiar as empresas que empregam mais pessoas, que exportam mais, que pagam mais impostos, que investem mais na investigação, que mais ajudam o mecenato, que registam mais patentes, etc. Portugal avança à custa daquelas que nestes critérios se distinguem.

O mérito merece ser premiado para benefício de toda a colectividade, que a ele muito deve.

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