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terça-feira, 12 de junho de 2018

DIPLOMAS NÃO COMPENSAM FALPTA DE INTELIGÊNCIA


Vale mais um analfabeto inteligente do que um doutor que só decorou teorias
(Publicado no semanário O DIABO em 22-05-2018)

Tudo muda na vida, como na Natureza o que se torna evidente em cada dia. A Humanidade evolui impulsionada pelos progressos da ciência e da técnica e arrastada pelos valores económicos por elas proporcionados, desprezando, muitas vezes, os valores humanos que nunca devem ser esquecidos.

Na mais distante antiguidade, os mais graves conflitos entre grupos ou tribos eram resolvidos com flexas e lanças com fraco poder mortífero, mas hoje usam-se armas de grande poder letal, como dizem aa notícias.

Os cientistas e os técnicos industriais devem procurar que os resultados dos seus trabalhos e investigação tenham finalidade útil para melhor qualidade de vida das pessoas e não para o seu mal, sofrimento ou destruição. A mesma preocupação deve existir da parte dos governantes e outros responsáveis pela gestão pública. Mas a realidade mostra que, na base de todas as acções mais nocivas para a vida humana, está o fanatismo pela droga financeira que conduz aos mais atrozes actos contra a humanidade. Para obter mais poder, há muita gente que não olha aos resultados laterais que afectam muitas pessoas inocentes e alheias aos negócios em jogo.

O general Eisenhower, nos seus últimos anos de vida, alertou contra o perigo resultante do «complexo industrial militar» que tinha sido útil para a vitória da Segunda Guerra Mundial mas que não estava interessado em encerrar os laboratórios de investigação, as fábricas e oficinas e iria pressionar governantes para lhes consumirem as armas que produziam. E, além disso, a sua pressão passou também a incidir sobre líderes de grupos rebeldes que desenvolveram o terrorismo, contra tudo e todos, orgulhando-se dos mais atrozes atentados com dezenas de vítimas.

A segunda invasão do Iraque iniciada em 20 de Março de 2003, teve como pretexto que o Iraque «tinha vários laboratórios móveis de armas biológicas» e outros «dados de que Saddam havia tentado comprar equipamentos no exterior para construção de material nuclear». A invasão não detectou provas de qualquer das suspeitas. Quem lucrou com tal belicismo? Os construtores e fornecedores do armamento e munições consumidos na operação e durante já mais de 15 anos. Os resultados abrangem milhares de vidas perdidas da população e destruição em património algum classificado de interesse mundial.

Será bom para a humanidade que os resultados dos trabalhos da ciência sejam aplicados, segundo os melhores conselhos da filosofia humanística. Esta sugestão deve ser aplicada aos actos de gestores públicos, a todos os níveis, para o que devem ter boa informação do âmbito da filosofia humanística e evitarem deixar-se pressionar por interesses dos poderosos financeiros, económicos ou outros, que sejam lesivos das pessoas, principalmente das mais desprotegidas.

No dia 13-04-2017, os EUA lançaram no Afeganistão a «mãe de todas as bombas», com potência superior à de mil bombas de Hiroshima, para destruir rebeldes talibãs. Apesar desse potencial, nove dias depois, uma base militar afegã, à hora em que os militares estavam reunidos para rezar, foi atacada por rebeldes talibãs, causando 150 mortos e dezenas de feridos. A utilização de armamento por mais potente que seja causa demasiado mal às pessoas e não traz benefícios senão para os fornecedores ade armamento.

A Síria suporta os inconvenientes de uma guerra feroz desde 2011 com bombardeamentos de seus aviões, da Rússia, do Irão, da Turquia, da América, da França e da Grã-Bretanha produzindo cerca de 400.000 mortos, 1,5 milhões de feridos e 5 milhões de refugiados, além de destruições incalculáveis.

António João Soares
5 e Junho de 2018

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

A CIÊNCIA, A TÉCNICA E A PRÁTICA


A investigação científica tem originado, através das aplicações práticas, a grande evolução que a humanidade tem conhecido. E mais útil será se for mais divulgada e originar mais desenvolvimento técnico que facilite o percurso do saber até ao ponto de aplicação concrecta.

A jovem doutora investigadora MARTA ENTRADAS tem-se distinguido nessa tarefa de comunicação e, por tal, foi premiada pela Associação Europeia para a Promoção da Ciência e da Tecnologia.

Ela tem focado a sua pesquisa na área da COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E TEM 13 (TREZE) ARTIGOS PUBLICADOS em revistas internacionais e o seu trabalho de levar a ciência ao conhecimento da sociedade foi reconhecido por contribuir para acabar com barreiras entre cientistas, cidadãos e decisores políticos.

Devemos estar gratos, felicitar a Doutora Marta Entradas e desejar-lhe a continuação do seu trabalho e muitos êxitos, para bem da humanidade.

Para saber mais deste caso exemplar veja AQUI.

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domingo, 4 de novembro de 2012

Sistema dual de formação profissional

Na notícia sobre a visita de Angela Merkel a Portugal publicada no PÚBLICO consta que, «no âmbito da visita vai também ser anunciada a concessão de 100 bolsas de estágio para licenciados portugueses, na Alemanha, sobretudo para áreas técnicas, de engenharia e novas tecnologias.

A possível aplicação, em Portugal, do sistema dual de formação profissional alemão, que pretende que um jovem aprenda qualificações teóricas enquanto pratica essa teoria em contexto de trabalho nas empresas, tem sido um dos temas abordados nas várias reuniões mantidas entre o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e o seu homólogo alemão, Philipp Rösler.


O governante português salientou a importância da formação e do ensino técnico-profissional como forma de aumentar a empregabilidade e a qualificação e referiu que o Governo quer alargar, ainda este ano, o sistema dual de aprendizagem.»

Esta solução deverá resultar numa melhor interacção entre a ciência e a técnica, favorecerá a criatividade e a competitividade da nossa economia e contribuirá para uma via adequada ao crescimento de Portugal. Este sistema é o oposto a muitos cursos demasiado ou apenas teóricos e, o que é pior, substituídos por equivalências pouco claras de anteriores «experiências de trabalho», de que se tem falado acerca de procedimentos de universidades privadas e diplomas dados a políticos.

Imagem de arquivo

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ciência em destaque em Portugal

É frequente ouvir políticos e comentadores dizer que a educação, o ensino, constitui a pedra basilar para a recuperação de Portugal com vista a um lugar digno no futuro da humanidade mas, nos momentos solenes em que são distribuídos prémios e comendas, raramente se nota que seja dado destaque aos factores, como este, que serão a mola para um futuro mais próspero.

Por isso, devemos realçar notícias a notícias como estas que nos enchem o peito com esperança em dias melhores p+ara os nossos descendentes:

Publicação científica portuguesa triplica em dez anos
Público. 10.02.2012 - 19:06 Por Nicolau Ferreira

Cientistas da Universidade do Algarve descobrem ser vivo mais velho da Terra
Público. 10.02.2012 - 21:30

Devemos sentir prazer neste bons sinais de que Portugal tem potencialidades que o podem elevar acima das crises que nos torturam, criadas por más governações. Seria bom que os políticos aprendessem com os melhores portugueses a fim de darem a gestão mais eficaz da causa pública merecida pelas elites científicas e de outras profissões que têm efeitos directos na economia nacional e no bem estar da generalidade dos portugueses.

Imagem do PÚBLICO

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

O saber científico e a realidade

Tendo passado muitas décadas em estreito contacto com pessoas de grau académico superior fui confirmando a frase que um dia ouvi – o generalista sabe nada de tudo enquanto o especialista sabe tudo de nada. O generalista tem vagas noções, por vezes demasiado superficiais de uma vasta gama de assuntos, e o especialista sabe com profundidade um estreito sector do conhecimento.

Na vida prática em que são frequentes equipas de trabalho multidisciplinares é fundamental a função dos generalistas que têm que quebrar as barreiras separadoras dos especialistas de sectores diferentes e obter deles o contributo aplicável à melhor consecução do objectivo que o grupo pretende atingir. Um dos maiores óbices é, muitas vezes, o hermetismo da linguagem de especialistas, demasiado egocêntricos e com exagerada auto-estima, mostrando muitas vezes conhecer de cor textos de grandes sábios, sem tornarem evidente que digeriram bem tais teorias. O generalista deve saber dialogar com os especialistas e facilitar que eles dialoguem entre si com vista ao objectivo, a missão da equipa a que pertencem.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, «Portugal publica por ano 7 mil artigos científicos com relevância internacional», isto é, cerca de 20 por dia, o que constitui um factor de riqueza para o País. Assinalou que a publicação de artigos científicos no nosso país registou, na última década, um “crescimento explosivo, o maior crescimento europeu”. Neste espaço já foram referidos casos que vieram na imprensa mas, pelos vistos, eram uma amostra minúscula, certamente dos mais preocupados pela publicidade e que deram entrevistas aos jornais.

Segundo a notícia «Criar a ponte entre o 'saber' e o 'fazer'», constata-se que têm sido raros os casos em que se processava a transferência de conhecimento e inovação das universidades portuguesas para o tecido produtivo, à custa de dificuldades de comunicação e conjugação de interesses. Não era fácil a ligação da ciência à realidade prática. Contudo, o cenário tem vindo a mudar e a cooperação entre os meios académico e empresarial, principalmente nortenhos, tem sido uma prova dessa alteração. As pessoas consciencializaram-se de que "o funcionamento em rede entre empresas, universidades e organismos de investigação, é fundamental para a competitividade do país e traz vantagens mútuas para todas as partes" como disse Nuno de Sousa Pereira, director da Escola de Gestão do Porto - University of Porto Business School (EGP-UPBS).

Ainda bem que o panorama nacional está a olhar para as realidades da indústria e para as unidades criadoras de riqueza através da actividade económica. Com efeito, tendo sido encerradas as antigas escolas técnicas, comerciais e industriais o que. agora se considera um grave erro com efeitos de enfraquecimento do valor da mão-de-obra, por desqualificação, parece agora necessário criar formas de formação profissional devidamente estruturadas.

Quanto ao hermetismo e obsessão de especialidade, há quem diga que um dos grandes males do país é aparecerem muitos professores universitários no governo. Sem terem capacidade para descer à realidade e para decidirem em termos práticos e com utilidade para a vida dos portugueses. Outro mal do Estado é a percentagem excessiva de gente do Direito nas estruturas mais elevadas do poder.

Trata-se do oposto à China, em que sendo as inundações periódicas das extensas planícies pelas enchentes provindas do degelo, levaram à predominância de engenheiros hidráulicos nos órgãos do poder e com a sua colaboração e integração nos objectivos do Estado têm contribuído para um desenvolvimento de cerca de 10% ao ano em anos consecutivos. Entre nós, pelo contrário, a chusma dos de Direito não tem justificação racional e não tem aumentado a segurança das pessoas e bens, não tem melhorado o funcionamento da Justiça e a própria feitura das leis tem sido de tal forma deficiente que se fala agora que vão para o lixo três centenas de leis.

Quanto ao fraco desempenho de «cientistas» na vida real, há dias uma entidade, de alto nível académico, disse que há muito previa a actual crise financeira e que desde 2003 escreveu sobre isso, mas na realidade, embora com audiência e com cargos de responsabilidade, não se nota que tenha feito o suficiente para evitar a crise, nem para lhe atenuar os efeitos, nem agora para a resolver, atacando frontalmente os factores estruturais de erro que a causaram. E sem esses factores serem eliminados, a crise, mesmo que agora se resolva, voltará a aparecer em breve.

Teorias sem prática, sem enfrentar o óbvio, o simples, o real, não têm utilidade e até podem ser nocivas, pelo gasto de recursos em aventureirismos descabidos.

É realmente urgente que se crie a ponte entre o «saber e o «fazer».

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Descobertas científicas com colaboração portuguesa

Para alimentar o nosso ego, a nossa auto-estima, o Diário de Notícias apresenta «Dez descobertas científicas de 2009 com selo português»

A detecção de ADN com uma vulgar impressora, a descodificação do genoma do cancro da mama ou a descoberta de novos planetas são alguns dos avanços envolvendo cientistas nacionais que marcaram o ano que terminou.

"Foi como passar o dia todo a subir uma montanha e, no fim, chegar ao cume e admirar aquela paisagem toda." Foi assim que Samuel Aparício descreveu ao DN o momento em que percebeu que ele e a sua equipa do BC Cancer Agency tinham descodificado o genoma do cancro da mama.

Pela primeira vez foi estabelecido um método de detecção de ADN usando uma vulgar impressora de jacto de tinta, com recurso a materiais e tecnologia de baixo custo. O novo sensor, desenvolvido por uma equipa conjunta dos departamentos de Ciência dos Materiais e Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foi publicado pela revista Biosensors and Bioelectronics.

O País entrou, em 2009, no mapa da paleontologia com o maior e mais completo conjunto de fósseis de trilobites do mundo.

Em 2009 foi anunciada a descoberta de 32 planetas fora do sistema solar. O responsável pela divulgação, que aconteceu no Porto, foi Nuno Cardoso Santos, investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e membro da equipa que fez a descoberta e que fez com que a barreira dos 400 planetas extra-solares "tenha sido ultrapassada".

João Bernardes e Diogo Ayres de Campos, obstetras, professores e investigadores do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, foram considerados, respectivamente, o primeiro e terceiro melhores investigadores do mundo em cardiotocografia pela BioMedExperts.

Carlos Afonso, um biólogo do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve descobriu, durante um mergulho, uma nova espécie de búzio.

Ainda no campo da saúde, outra descoberta portuguesa de 2009 correu mundo. Uma equipa de investigadores da Unidade de Imunologia Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa descobriu como se podem identificar e controlar células imunitárias.

Investigadores portugueses lideram um consórcio europeu de cinco parceiros criado para produzir um novo medicamento com propriedades analgésicas e que poderá ser usado na terapia das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

E quem pensa nas telhas de uma qualquer casa assume apenas o papel de proteger a casa do clima, engana-se. Um grupo de investigadores das universidades do Minho e da Nova de Lisboa apostam no contrário e estão a desenvolver um projecto de construção de telhas, mas com capacidade de produção de energia fotovoltaica.

Os astrónomos portugueses estão envolvidos em algumas das maiores descobertas nesta área, e preparam-se agora para o próximo passo: a descoberta de outras terras.

Para conhecer mais acerca de cada uma destas descoberttas, faça clic aqui.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cidade do conhecimento

É agradável enfatizar aquilo que de bom surge no País, para contrariar a posição generalizada de só olhar para o que é negativo e que leva muita gente a emigrar à procura de condições de trabalho e de vida que bem podiam existir cá, se houvesse ideias e iniciativas sensatas e construtivas. Por vezes aparecem jovens com competência acima da média que mereciam ser devidamente apoiados para a sua realização pessoal e para benefício do País. Também a nível de autarquias e de poder central muito pode ser feito com cabeça e pernas para andar. E quanto a seguir exemplos estrangeiros é pena que nem sempre sejam aproveitados os casos mais positivos e inovadores com segurança e garantia de efeitos dinamizadores de emprego, cultura e riqueza.

O projecto referido na notícia que a seguir se transcreve merece ser bem ponderado, porque se apresenta com perspectivas muito valorizadoras dos portugueses de amanhã. Com iniciativas deste género Portugal pode ombrear com os melhores sem ser pela comparação ridícula da altura ta árvore de Natal ou pelo cumprimento da mesa em que é servida a feijoada. Esses factos que nos têm levado ao Guinness Book, não se traduzem em emprego, saber, cultura, desenvolvimento. Mas a cidade do conhecimento poderá captar estudantes e cientistas estrangeiros, bem como empresários e turistas, com as inerentes consequências para a economia nacional.

Cidade do Conhecimento começa a nascer em 2012
JN. 090807. TELMA ROQUE

A "Cidade do Conhecimento", cujo orçamento estimado ascenderá a várias centenas de milhões de euros, ficará localizada junto ao nó de acesso da Auto-estrada do Norte (A1) e à zona industrial do Falcão, num terreno de 190 hectares, cuja compra está a ser negociada pela autarquia.

"Esperamos que possa estar a funcionar dentro de três a cinco anos e será uma cidade que apostará em áreas como a educação, a saúde, as tecnologias de informação e energias. Apostará ainda no lazer, dos parques imobiliários, resorts", explicou ao JN Paulo Caldas, presidente da Câmara do Cartaxo, após a assinatura do memorando, onde esteve também presente Jorge Lacão, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.

Segundo o autarca, a "Cidade do Conhecimento", concebida pelo grupo indiano Pitroda, será auto-sustentável, fonte geradora de negócio, capaz de atrair investimento, diferenciando-se dos tradicionais parques tecnológicos ou pólos empresariais pela dimensão e capacidade de criar sinergias.

"É um local onde pessoas e empresas vivem, trabalham, colaboram e inovam em conjunto" sintetizou, por sua vez, Sam Pitroda, presidente do grupo investidor e mentor do projecto, em declarações à agência Lusa.

Paulo Caldas sublinhou que o Cartaxo será "um pólo de uma rede mundial de outras Cidades do Conhecimento que já existem no México e na Índia, e de outras que vão existir, por exemplo, no Brasil, Angola e Macau.

Concelhos como Oeiras e Aveiro também concorreram ao projecto, mas o autarca acredita que o Cartaxo "venceu" a concorrência pela centralidade geográfica que oferece e a proximidade a Lisboa, cuja distância é de cerca de 30 minutos pela A1.

O presidente espera, já no próximo mês, ser dono do terreno de 190 hectares e assinar o protocolo de parceria com o Banco Efisa e o grupo Pitroda, para dar corpo a um projecto que poderá criar "dezenas de milhares de postos de trabalho".

Os actuais parceiros da Cidade do Conhecimento pretendem "angariar" nesta fase de projecto outros investidores públicos e privados, universidades, centros de investigação e formular candidaturas a fundos europeus.

O projecto fará do concelho "um centro de excelência de conhecimento, tecnologia e inovação na região, no país, na Europa e no mundo", frisou Paulo Caldas.

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sábado, 15 de novembro de 2008

Sucesso de jovem cientista português

Mais um português a distinguir-se na senda da excelência, da procura do mérito, mostra-nos que na nossa juventude algo se distingue da mediocridade com que nos preocupamos. Há quem diga que são poucos, são excepções. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia. E estas excepções mostram que existem boas sementes para se poder ter esperança numa floresta de pessoas com muito valor, talvez génios, que não fiquem atrás dos cientistas que apoiaram os descobrimentos da época gloriosa de 500

Já aqui foram referidos vários. Agora não podia deixar de dar espaço ao jovem investigador Luís Gargaté, do Instituto Superior Técnico, de 27 anos, a preparar o doutoramento e que, em contacto com instituições científicas estrangeiras, inventou um escudo magnético para naves espaciais, segundo notícia do DN de hoje. Já testou a hipótese de utilizar um campo magnético e um plasma para produzir um escudo protector para naves espaciais que já é possível fazer em laboratório. A descoberta foi publicada na Plasma Physics and Controled Fusion.

Luís Gargaté já conseguiu mostrar a viabilidade do conceito, juntamente com colegas do Rutherford Appleton Laboratory, em Inglaterra. Neste laboratório foram feitas experiências à escala laboratorial, coroadas de sucesso. A equipa chama-lhes mini-magnestosferas, e funcionam.

Os corpos no espaço estão expostos ao embate de partículas altamente energéticas do vento solar e das estrelas, que podem ser mortais. Aqui, na superfície do nosso planeta, como explica Luís Gargaté, estamos protegidos desse perigo pela magnetosfera da Terra, que as repele para o espaço. As únicas missões espaciais tripuladas que até hoje foram além da magnetosfera terrestre foram as Apolo, que rumaram à Lua. "Foram missões curtas e sabe-se hoje que os astronautas tiveram muita sorte porque nunca houve episódios de radiação mais intensa a coincidir com as missões", conta o investigador do IST. Mas numa viagem tripulada a Marte, muito mais prolongada, o problema vai colocar-se de forma grave.

A apetência deste cientista por estes assuntos vem do último ano da licenciatura em Engenharia Física e Tecnológica, quando começou a trabalhar em plasmas, no Grupo de Lasers e Plasmas do Instituto Superior Técnico. Nessa altura, Gargaté explorou a ideia de utilizar este estado da matéria como fonte de energia para lançar satélites o que já se tornou possível. Agora, a acabar o doutoramento, o investigador olha para os plasmas de outra maneira. Estava-se em 2006 e um dia, em conversa com Robert Bingham, professor em Rutherford, surgiu a ideia. Porque não utilizar os plasmas, juntamente com um campo magnético, como escudo protector de satélites ou naves, como acontece com a própria Terra?

Torna-se assim realidade a ficção apresentada na série Star Trek, em que quando os raios cósmicos apertavam, o seráfico Spock activava o escudo protector da Entreprise e os tripulantes ficavam seguros.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Jovens cientistas portugueses

Quando a generalidade das pessoas se confina a dizer mal de todos os aspectos do País, considero de suma importância alargar o foco de visão por forma a observar o que existe de positivo, mesmo que seja pouco. Temos que fazer um esforço para notar e valorizar os sinais positivos que possam contribuir para alimentar a nossa auto-estima. Seria interessante que S. Exa o Presidente da República nas sessões em que homenageia alguns portugueses inserisse na lista gente nova que se destaca no aproveitamento escolar, nas pesquisas científicas e nos negócios, enfim, naquilo que se oriente para fazer maior este País de «heróis do mar».

Há poucos dias, no post intitulado Jovens com prémios científicos internacionais, referi Henrique V. Fernandes, investigador do Instituto de Medicina Molecular que é o único investigador português a receber uma bolsa no valor de 1,9 milhões de euros do European Research Council, ao mesmo tempo que também salientava o prémio concedido pela UNESCO, relativo às celebrações do Ano Internacional do Planeta Terra, que se comemora em 2008, a Diana Carvalho de apenas 20 anos, aluna finalista do curso de Comunicação e Multimédia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

Hoje, com o título «Porto organiza encontro de ciência jovem», o jornal «Público», pela prosa de Sandra Silva Costa, diz-nos que cerca de 300 estudantes, vindos dos diferentes continentes, tomarão parte, terça e quarta-feira, no Porto no primeiro encontro de Investigação Jovem. Ao longo desta "maratona de ciência", que vai decorrer na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (UP) e é exclusivamente dirigida a alunos dos 1.º e 2.º ciclos (licenciaturas, pós-graduações e mestrados), os estudantes vão debater e apresentar mais de 180 projectos de investigação gerados em contexto académico em vários pontos do globo.

O mesmo jornal, em artigo de Teresa Firmino, diz-nos que a equipa de Helena Santos, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em Oeiras, encontrou a resposta a como se protegem os microrganismos capazes de resistir a temperaturas elevadas, graças à descoberta de dois compostos químicos nunca antes observados. Este trabalho é distinguido hoje com o Prémio Câmara Pestana, no valor de 2500 euros, atribuído pelo Instituto Bacteriológico Câmara Pestana, de Lisboa. As duas moléculas descobertas estão patenteadas e as aplicações de uma delas foram vendidas a uma empresa de biotecnologia alemã.

E assim se aumenta o prestígio de Portugal, mais do que com os autódromos, ou os jogos olímpicos, ou os mundiais de futebol, ou a maior árvore de Natal.

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Jovens com prémios científicos internacionais

Duas notícias de hoje criaram em mim uma sensação muito agradável e restauraram o orgulho de ter nascido neste rectângulo.

Muito se lê e se escreve, com pessimismo, acerca do futuro do País, e, quando escrevo, procuro sempre deixar uma ponta de esperança na juventude, alimentando a convicção de que nos mais jovens, nas actuais crianças, há-de, sem dúvida, aparecer um punhado de pessoas sensatas e bem dotadas de capacidades intelectuais e éticas que lhes permitam restaurar o prestígio de Portugal no Mundo e a felicidade dos cidadãos que terão melhores condições de vida do que actualmente.

Dois jovens portugueses, foram galardoados com prémios internacionais que os honram e lhes abrem novas perspectivas de carreira. Eles mostram que o culto da excelência, não morreu e nem tudo se mede por critérios de mediocridade. O exemplo destes jovens merece ser apontado como objectivo para os nossos estudantes, cada um naquilo para que se sentir mais vocacionado, e merece ser também bem meditado pelos responsáveis pelo ensino e pelas ciências, a fim de darem o apoio mais adequado a quem demonstrar qualidades mais positivas.

No DN vem uma entrevista com Henrique V. Fernandes, investigador do Instituto de Medicina Molecular que é o único investigador português a receber uma bolsa no valor de 1,9 milhões de euros do European Research Council. Reconhece que se torna indispensável criar condições para o regresso dos investigadores que se encontram no estrangeiro, onde se formaram, e que é necessário criar massa crítica para uma melhor competitividade com os cientistas estrangeiros. Agora houve um premiado português entre 200 europeus e é desejável que passem a ser mais. São indispensáveis apoios e estímulos para os estudiosos se formarem e ficarem por cá a desenvolver projectos válidos.

Outra notícia, no Público e no JN, refere-se ao prémio concedido pela UNESCO, relativo às celebrações do Ano Internacional do Planeta Terra, que se comemora em 2008, a Diana Carvalho, de apenas 20 anos, aluna finalista do curso de Comunicação e Multimédia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real. O galardão vai ser recebido nos próximos dias 12 e 13 na sede da UNESCO, em Paris.

A jovem vila-realense foi a vencedora portuguesa deste prémio tendo concorrido com um filme com a duração de três minutos, elaborado com desenhos, programas de edição e filmagens reais em locais como o Douro e as «Fisgas de Ermelo" na Serra do Marão. Com a parte inicial deste trabalho, constituída por desenhos a preto e branco, pretende "alertar para a poluição e a sujidade", enquanto na segunda parte, as imagens "são reais e de cores vivas e fortes do Douro e de Ermelo".

Porém, em contrapartida ao optimismo gerado por estas notícias, surge uma outra no Público que traz por título « Só 12 titulares de cargos públicos pediram segredo de dados ao TC». Enoja-me o SÓ! Penso que 12 já é um número muito exagerado. Realmente, bastava apenas um para nos sentirmos repugnados com os políticos que temos. É pena que esses «só» 12 não vissem os seus dados devidamente investigados e fossem condenados pelas falcatruas que não queriam ver publicadas. Talvez o jornal, ao colocar o «SÓ», queira dizer que há muitos mais que estão em iguais condições mas não tiveram a ousadia de manifestar o seu pecado fazendo igual pedido ao TC. Falta de ousadia ou falta de consciência da sua situação irregular e marginal, no tocante à ética geral (para não falar na ética democrática, muito mais restrita)?

Parabéns aos dois jovens, Diana e Henrique, galardoados e pesar aos políticos que receiam ver publicadas as suas declarações de rendimentos e à justiça que não investigou e condenou as suas fraudes que estiveram na origem do pedido de ocultação.

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