Respeito, harmonia e colaboração
(Public em O DIABO nº 2272 de 17-07-2020, pág 16, por António João Soares)
A pandemia, com o confinamento, o desconfinamento e a evolução, merece reflexão sobre a complexidade do actual ser humano e a análise das suas diferenças dos ditos “irracionais” quanto à sua racionalidade. Há dias vi texto com aspecto de anedota que transcrevia uma conversa entre um pai e filho que pertencia a um grupo de extremistas que pretendiam destruir tudo. O pai, depois de algumas explicações, disse que tinha deixado o trabalho, destruído a fábrica e ia vender a casa e ir para sem abrigo. A reacção do filho, de trinta anos, foi de condenação, porque depois não tinha onde viver, nem o carro nem as suas mordomias; e de que iria viver? Os inconvenientes de não trabalhar e viver à larga à custa de outros, como se fosse jotinha!
O ser humano foi habituado a ter que ganhar o sustento de cada dia e a poupar para o amanhã e para fazer face a dificuldades imprevistas. E havia homens que conseguiram deixar nome e fortuna à custa do seu esforço permanente obtendo experiência, progressivamente enriquecida, com o seu dia-a-dia. A base era a família, por vezes carente, mas moralmente bem formada e educadora; o ensino, mais recentemente, com o bom efeito da moral e ética que era difundida nas escolas, na Mocidade Portuguesa, no escutismo e, principalmente, com os bons exemplos das pessoas de bom comportamento. O prémio disto era a fácil obtenção do desejado emprego, o bom trabalho e o êxito na vida.
Agora, a rapaziada quer noitadas e farras e viu-se o agravamento da pandemia após o desconfinamento e o esquecimento de cuidados de higiene, de distanciamentos sociais e de outras medidas preventivas. Não há sentido de responsabilidades nem a consciência de que a vantagem de não adoecer não é apenas da própria saúde mas também da saúde de familiares, amigos e pessoas com quem se contacta. Tive conhecimento de um nonagenário que escreveu uma carta ao director do seu lar por lhe serem exigidas regras cautelares, impedindo as saídas para visitar amigos e familiares e condicionando a recepção de visitas. Argumentava que isso era um ataque aos seus direitos, liberdades e garantias, constantes da Constituição. Apesar da sua sabedoria, esquecia-se de que, se fosse infectado, o mal não seria apenas dele mas ele seria um foco lesivo da saúde dos seus companheiros. Tal como os animais selvagens que se deslocam em manadas ou as aves que fazem as suas deslocações sazonais com disciplina e com espírito de ajuda para os que tenham de desistir por questão de saúde e que ficam acompanhados até falecer.
Como terminaram os apoios institucionais atrás referidos, há que suprir a sua falta por uma forma de instruir toda a população para obter espírito de responsabilidade perante a sociedade, respeitando toda a Natureza que nos cerca, desde os vegetais, os animais até às pessoas, por forma a todos vivermos com segurança, harmonia, em boas condições. Não podemos pensar apenas na nossa própria vida, porque só poderemos vencer a luta pela vida, juntos, com cada um a fazer o máximo que puder, para se atingir um objectivo comum, seguindo um rumo ou comportamento adequado, em colaboração e com harmonia.
Essa conjugação de esforços não é fácil, no estado em que se encontra a nossa sociedade, pelo que há que dinamizar grandes esforços para tal. Só com boa formação ética e pensando nos outros se evitam os incêndios que estão a alastrar pelo país, se evitam os atentados à segurança, os contágios do Covid-19, as violências, os roubos, etc.
As precauções evitariam acidentes rodoviários e outros, evitariam a corrupção, as fugas de capital para os paraísos fiscais, o excesso de despesas públicas para benefício de impreparados e incompetentes, etc. O respeito pelas pessoas constitui um valor social importante e insubstituível. ■
quinta-feira, 16 de julho de 2020
RESPEITO, HARMONIA E COLABORAÇÃO
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
RESPEITO, AMIZADE E TOLERÂNCIA GERAM HARMONIA
Respeito, amizade e tolerância geram harmonia
(Public em O DIABO nº 2241 de 13-12-2019, pág 16, por António João Soares)
A actividade que a Comunicação Social mais oferece aos seus clientes é constituída por jogos de futebol, que outrora entravam nas actividades de desporto e, como tal, eram ocupações “por desporto” em que o ganhar e perder não tinham importância que afectasse o bom relacionamento entre os desportistas.
Mais tarde, começaram a estar em disputa grandes importâncias monetárias que alteraram a sensação de que ganhar e perder era desporto. Por detrás desse fenómeno está o dinheiro que nos últimos tempos se foi transformando numa droga mundialmente perigosa e com a agravante de não haver limite para provocar overdose que faça diminuir o consumo. E a agressividade, quer no relvado quer nas bancadas, muitas vezes, transforma um encontro amigável entre pessoas que deviam estar em distracção calma e confortável, por pormenores pouco significativos, num conflito de rara violência em que se esquecem as regras de respeito pelos outros, de amizade, e de tolerância.
Infelizmente, a perda de calma e de serenidade entre as pessoas está a tornar- -se demasiado frequente na sociedade e, o que está a tomar aspectos desagradáveis, na vida internacional, na humanidade. Assuntos que devem ser considerados normais e resolúveis por meios pacíficos de diálogo e negociação, conduzem precipitadamente a trocas de violência com danos pessoais e estragos materiais. Entre Estados pode haver conflitos armados directamente ou através de grupos preparados para a violência, indiscriminada sem evitar sacrificar inocentes. Acontece, frequentemente, sob variadas formas, apesar de opiniões de pessoas sensatas e com responsabilidades na vida internacional aconselharem, com frequência a evitar a violência e, em vez dela, recorrer ao diálogo directo ou com auxílio de intermediários reconhecidos e respeitados pelas partes.
Mas, quer no relacionamento pessoal quer no de altos poderes, há indivíduos que teimam em se considerar donos da verdade total e com absoluta razão e que se recusam a conversações em que tenham de ceder um milímetro.
Infelizmente, há exemplos disso dentro de países em várias partes do mundo e também em relações internacionais. Parece que aos líderes de tais posições falta desde criança, a sensatez e os efeitos de uma boa educação que permita o bom relacionamento com os outros habitantes do planeta. Tenho referido que está a tornar necessário um sistema de relacionamento moral e eticamente conveniente que coloque o ser humano acima dos animais ditos irracionais, dos quais vêm muito bons exemplos quer na vida em família quer nos bandos e manadas quer no relacionamento com animais de outras espécies com os quais tenham oportunidade de conviver.
Um caso curioso nota-se em campanhas eleitorais, em que é esperado dar ao povo oportunidade de escolher quem seja mais competente para dirigir os destinos do respectivo país e proporcionar melhor qualidade de vida à população. Mas, em vez de os candidatos procurarem apresentar bons planos e programas, para, na comparação com os dos outros concorrentes, o povo escolher os que lhe parecerem melhores, limitam-se a distrair a atenção dos eleitores com a comunicação social a mostrar coisas insignificantes que impeçam a reflexão sobre o que é essencial, a fazer promessas fantasiosas que um observador atento duvida que sejam cumpridas e a agredir verbalmente os outros concorrentes ferindo a sua honradez, a sua dedicação ao povo, a sua competência e experiência de gestão. Muitas vezes, o povo vota no mais palavroso e fantasioso sem garantias de ver a verdade e a sinceridade das promessas. E os que já não acreditam em fantasias e não vêm planos e projectos credíveis, ficam em casa em vez de votar.
É preciso existir civismo, respeito pelas pessoas, amizade e tolerância para vivermos em paz e harmonia, sem carências desagradáveis. ■
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018
RESPEITO E AMIZADE GERAM PAZ E HARMONIA
Respeito e amizade geram paz e harmonia
(Publicado no semanário O DIABO em 30 de Janeiro de 2018)
A importância do respeito pelos outros e do bom entendimento com eles é fundamental em todos os sectores e escalões da vida social. Sem a aplicação destes valores éticos, a vida dos humanos apresentará condições mais baixas e perversas do que aquilo que acontece com muitos grupos de animais ditos irracionais (por decisão de homens primitivos que repeliam tudo o que se lhes aparentava diferente).
Mas, se a frase do título se apresenta lógica e indiscutível a pessoas bem pensantes e serenas, a realidade mostra exemplos demasiado abundantes de que há muita gente, inclusivamente «responsáveis» por estados soberanos, que recusam tal verdade e preferem resolver as suas «desavenças» pela violência, sem olhar a consequências dramáticas, mesmo em pessoas inocentes e alheias ao problema.
Vi, há dias, a notícia de que na Síria, após a derrota dos terroristas do Estado Islâmico, em que houve apoios de vários Estados soberanos de grande destaque mundial, alguns de forma disfarçada por negócios de armamento, tem havido recentes actos de violência com pesadas baixas, entre facções oposicionistas do Estado Sírio. De acordo com a teoria da Democracia, as pessoas são livres de ter os seus pensamentos e opiniões, mas os valores colocados em relevo no título deste texto não retiram tais direitos mas defendem o dever de dialogar com os seus parceiros para, com eles, serem definidos os objectivos colectivos a procurar atingir, com espírito de equipa, para uma vida de melhor qualidade, extensiva a todos os cidadãos inseridos no mesmo Estado soberano.
Como se pode conseguir tal espírito de equipa? Ao encarar uma situação significativa que seja necessário resolver, deve ser evitado que a procura de solução seja efectuada por uma das partes mas, sim, obtê-la através de uma reunião com pessoas de opiniões diferentes, mas de olhos postos no objectivo do interesse colectivo a prosseguir, procurando uma solução com que todos acabem por concordar, depois de sucessivos retoques, com cedências de parte a parte. Tais negociações podem demorar algum tempo mas os resultados, pacíficos e agregadores, compensam e evitam os custos, de vária ordem, a que poderiam levar as discórdias e suas complicações.
Há vários Estados que estão e seguir esta modalidade, como se tem visto na Colômbia, em que foi conseguido um grupo oposicionista ter decidido pôr termo à luta armada e passar a cooperar com os superiores destinos da população a qual fica com condições de segurança e de entrega ao desenvolvimento de um futuro melhor para si e para os seus vindouros.
Seria bom para a Humanidade que as grandes potências, a nível da estratégia global seguissem métodos semelhantes, em vez de gastarem energias e capital em jogos de força de que, muitas vezes, os benefícios da vitória não cobrem os custos das campanhas de amedrontação que os precederam. A história tem demonstrado que, o vencedor de uma guerra, raramente colhe benefícios compensadores dos gastos havidos, das vidas perdidas e dos danos sofridos.
Por exemplo, ocaso entre os EUA e a Coreia do Norte, tem dado muito desgaste à economia coreana e prejuízo à evolução da qualidade de vida das populações, principalmente, das mais desfavorecidas. E pergunta-se que resultados espera o governo norte coreano que compensem tais sacrifícios suportados desde há demasiado tempo?
Para concluir, pode dizer-se que a procura dos valores éticos, cívicos e morais deve ser tentada para eliminar a loucura paranóica de tudo querer resolver pela imposição de soluções unilaterais à custa da mais cruel e incontrolada violência. A Coreia do Norte caiu nesse tipo de paranoia. Ao nível do Conselho de Segurança, mais parece haver ditadura do que democracia. Se a utilização de armas nucleares é brutalmente demolidora, como se compreende a intenção discriminatória de proibir a sua disseminação, favorecendo os cinco que as possuem, em vez de estes decidirem desmontar as que possuem e, depois, proibir que qualquer estado se dê à loucura de construir uma. Os técnicos ficariam libertos para se dedicarem a inovações benéficas para melhorar a qualidade de vida das populações, a sanidade, a defesa do ambiente, etc.
Haja respeito pelos direitos humanos de todos os povos e pelo bom entendimento que ultrapasse todas as diferenças.
António João Soares
23 de Janeiro de 2018
sábado, 16 de julho de 2016
RESPEITO, AMOR E ARGUMENTOS SÃO ARMA PODEROSA
Transcrição de texto publicado no Facebook por Luís Alves de Fraga
Conselhos a um terrorista
Se a tua ideia é conquistar para a tua causa os teus semelhantes não uses o terrorismo para o fazer. Insinua-te com a força dos teus argumentos e, mais do que tudo, com o teu exemplo irrepreensível.
Se a tua ideia é levar a que tenham medo de ti, acredita que não é esse o caminho, porque o medo desperta o ódio e afoga a tolerância, desenvolvendo o desejo de vingança. Se acreditas que a tua ideologia é mais poderosa do que as restantes, prova-o com palavras e com acções dignas.
Se te julgas detentor de uma verdade irrefutável pensa que, antes de a teres como verdade, eras igual a todos os outros e, assim não podes condenar o teu próprio ponto de partida: conquista-o pela palavra, pela acção da tua argumentação.
Se julgas que, por teres armas mortíferas, és mais forte do que os outros desengana-te, porque a arma não dá força permanente… Quem dá força permanente é a razão, é a lógica dos teus argumentos.
Se pensas que ganhas o perdão de todos aqueles a quem aterrorizas, fica ciente que o perdão não nasce do medo, mas do amor.
Se imaginas que, morrendo por uma causa, dás força a essa causa, desilude-te, porque os teus mentores podem sempre, porque estão vivos, mudar de ideias e tu, porque estás morto, nunca poderás mudar de condição.
A glorificação de uma ideologia e a de Deus só se conseguem com gente viva e não com mortos. A tua vida vale mais do que a tua morte. ÃO ARMA PODEROSA
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segunda-feira, 21 de março de 2016
ABOLIR O ÓDIO E RESPEITAR OS OUTROS
Ao ler a notícia «Conselho da Europa defende fim de partidos que utilizem o discurso do ódio» senti regozijo por já aqui ter defendido a mesma ideia mas alargada a todos os cidadãos.
MERECEM APLAUSO TODAS AS INICIATIVAS PARA A DEFESA DE UMA DEMOCRACIA DE VERDADE QUE SE BASEIE NO RESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS, DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DE TOLERÂNCIA DE DIFERENÇAS, ETC. A sociedade está a precisar de mudanças estruturais profundas no relacionamento entre as pessoas (acabar com violência) no sentido de responsabilidade, em todos os actos da vida, como no trabalho (reduzir os acidentes rodoviários e de trabalho).
Há que acentuar o civismo com respeito pela ÉTICA e pela MORAL. Felizmente, surgem indícios de que o povo está a despertar da sonolência acomodada e do seguidismo, como se viu nas eleições de Cabo Verde e em muitas outras notícias.
Não há tempo a perder para acabar com a imoralidade da exploração de uns para enriquecimento de outros e para difundir ensinamentos que despertem todos os seres humanos para o benefício colectivo através do respeito pelos outros.
Mas não basta ficar por palavras bem intencionadas e por discursos optimistas, é preciso descer às realidades e actuar com vista aos mais nobres objectivos sociais.
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quarta-feira, 2 de março de 2016
INVISIBILIDADE PÚBLICA
Prof. da Universidade - Varredor durante um mês
(Recebido por e-mail em 2/03/2016 Para ver mais sobre esta tema ir aqui
Um psicólogo fingiu ser varredor durante 1 mês e viveu como um ser invisível.
O psicólogo social FB da Costa vestiu a farda de varredor durante 1 mês e varreu as ruas da Universidade de São Paulo, onde é professor e investigador, para concluir a sua tese de mestrado sobre 'invisibilidade pública'.
Ele procurou mostrar com a sua investigação a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente condicionada pela divisão social do trabalho, onde se valoriza somente a função social e não a pessoa em si. Quem não está bem posicionado sob esse critério, torna-se uma mera sombra social.
Constatou que, aos olhos da sociedade, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'...
Trabalhava apenas meio dia como varredor, não recebia o salário de R$400 como os colegas, mas garante que teve a maior lição de sua vida: "Descobri que um simples BOM DIA, que nunca recebi como varredor, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o investigador. Diz que sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Os meus colegas professores que me abraçavam diariamente nos corredores da Universidade passavam por mim e não me reconheciam por causa da farda que eu usava.”
- O que sentiu, trabalhando como varredor?
- Uma profunda angústia. Uma vez, um dos varredores convidou-me para almoçar no refeitório central. Entrei no Instituto de Psicologia para levantar dinheiro, passei pelo piso térreo, subi as escadas, percorri todo o segundo andar, passei pela biblioteca e pelo centro académico, onde estava muita gente conhecida. Fiz todo esse percurso e ninguém EM ABSOLUTO ME RECONHECEU. Fui inundado de uma indescritível tristeza.
- E depois de um mês a trabalhar como varredor? Isso mudou?
- Fui-me habituando a ser ignorado. Quando via um colega professor a aproximar-se de mim, eu até parava de varrer, na esperança de ser reconhecido, mas nem um sequer olhou para mim.
- E quando voltou para casa, para o seu mundo real, o que mudou?
- Mudei substancialmente a minha forma de pensar. A partir do momento em que se experimenta essa condição social, não se esquece nunca mais. Esta experiência mudou a minha vida, curou a minha doença burguesa, transformou a minha mente. A partir desse dia, nunca mais deixei de cumprimentar um trabalhador. Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe, que é importante, que tem valor.
Aprendi verdadeiramente, com esta experiência, o valor da dignidade.
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quarta-feira, 5 de março de 2014
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
ALERTA PARA RISCO E «EXPERIÊNCIAS POLÍTICAS» PERIGOSAS
Transcrição de artigo seguida de NOTA:
Cervejarias
Correio da Manhã. 25-10-2013. 01h00. Por: João Pereira Coutinho, Colunista
O governo é ‘um bando de delinquentes’, disse Soares. Que também desejava julgar Cavaco pelas ‘roubalheiras’ do BPN. Helena Roseta, na SIC, pediu julgamento para Passos Coelho por atentados contra a Constituição.
Sócrates, em entrevista ao ‘Expresso’, considera Santana Lopes um ‘bandalho’. Catroga, em resposta, quer prender Sócrates por ter levado o país à falência. É provável que, no momento em que esta coluna for publicada, alguém já tenha pedido o fuzilamento de alguém. Estejam à vontade.
O problema é que, historicamente, esta espécie de retórica selvagem sempre antecedeu experiências políticas de igual calibre. A falência de um regime pode começar pela economia. Mas ela torna-se irreversível quando discursos de ódio, mais próprios das cervejarias de Munique nos anos 20, se convertem no único programa ideológico.
Cuidado, povo: nas cervejarias não nascem messias.
NOTA:
O autor quis referir-se ao episódio conhecido como "Putsch da Cervejaria", ou "Golpe da Baviera", de 9 de novembro de 1923, quando Adolf Hitler, ainda um agitador obscuro, desafiou a polícia de Munique na frente de três mil pessoas e em companhia do prestigioso general Erich Ludendorff, considerado pelos alemães um herói na I Guerra.
Além das palavras de Mário Soares e de Helena Roseta, podem ser referidas muitas outras como as da deputada Isabel Moreira que definiu Cavaco Silva como «nada, zero, inútil, traidor, autocentrado, calculista, contraditório,» e as do bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas que disse com o que tem acontecido em Portugal "era para ter uma guerra civil em cima"
Estes repetidos alertas para o risco de «experiências políticas» perigosas devem ser tomados em atenção pelos responsáveis pelo País, a fim de esvaziar os motivos que a elas podem conduzir. Nada acontece por acaso nem surge de repente, pois o bom observador detecta, com antecedência, variados sinais prenunciadores.
As referências a julgamentos devem ser aproveitadas pelo Governo por forma a que a Justiça deixe de ser pressionada ou obstaculizada perante infracções dos políticos. Sócrates (referido por Eduardo Catroga), como muitos outros, têm publicamente sido suspeitos de abusos do Poder e do dinheiro público que deviam ser rigorosamente analisados pela Justiça. Mas parece que esta respeita a sua «interpretação» da imunidade e da impunidade dos políticos.
Mas atenção aos alertas!!!
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domingo, 22 de setembro de 2013
COMUNICAÇÃO MENOS CUIDADA É ARMADILHA
Temos «visto e ouvisto» (expressão de Miguel Relvas, íntimo de Passos) o muito que se diz acerca da falta de competência e de isenção dos jornalistas. Mas não devemos acreditar cegamente em tudo o que se diz, embora não devamos recusar nada do que nos chega. «Sejemos realistas», como aconselha Passos Coelho.
Aliás, quem aprendeu os pormenores do processamento de informações não pode esquecer que cada indício ou notícia, independentemente da sua fonte, constitui uma peça do puzzle que representa o resultado final, a informação. Nenhum indício deve ser sobrevalorizado, porque o Puzzle não é apenas uma peça, mas nenhuma delas pode ser desprezado porque o trabalho final não fica completo sem qualquer das peças.
Consta num post que o PSD parece sentir-se encurralado e agora surge mais uma peça do puzzle a parecer reforçar tal hipótese. Trata-se da notícia Passos agradeceu aos candidatos que não têm «vergonha» de apoiar o Governo. O facto é que os agradecimentos ou as comendas e oe prémios são dirigidos a casos excepcionais e não à generalidade. Ora, se Passos agradeceu a estes, isso demonstra que ele tem dados que, para ele, são convincentes de que a maioria dos candidatos a autarcas do seu partido têm vergonha de dizer que apoiam o Governo. Estará correcto esse pensamento do PM? Não será apenas um exagerado sentimento de cerco e claustrofobia?
De qualquer forma, seria bom para o PM que, antes de falar em público, se esforçasse por usar de alguma inteligência e evitasse evidenciar os seus sentimentos mais secretos que podem comprometer o êxito que deseja obter na impressão das suas palavras nas mentes medianamente informadas dos eleitores.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
UNIÃO NACIONAL PARECE IMPOSSÍVEL !!!
Apesar de Passos Coelho ter afirmado e reafirmado o seu desejo de criar uma «união nacional, parece não ser capaz de concretizar tal projecto, como muito outros, mesmo que teime «custe o que custar». É que ele nem sequer conseguiu estabelecer a coordenação e convergência de esforços na equipa do Governo que é incomparavelmente menos numerosa do que o conjunto dos cidadãos, e que devia ser o exemplo, o modelo, o estímulo para que o tal desejo fosse esboçado na realidade.
Vejamos o que aparece na Comunicação social. Por exemplo a notícia de que o ministro do ambiente Moreira da Silva manda calar o colega ministro da economia António Pires de Lima e o porta-voz do PSD Marco António Costa. A mesma notícia refere nomes como os de Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, e o de Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros.
Mas parece que as palavras dissonantes não têm saído apenas destas bocas, pois já Marcelo Rebelo de Sousa disse "façam desaparecer Maduro e Rosalino que não se perde nada".
O cenário não parece nada animador para que o Governo inspire respeito e confiança aos portugueses e sirva de exemplo para algo de positivo.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
GOVERNO TEM QUE OBEDECER À LEI FUNDAMENTAL DO ESTADO
«O Tribunal Constitucional chumba requalificação da função pública. O TC chumbou o novo regime que cria o sistema de requalificação na função publica porque viola o principio de protecçao de confiança dos trabalhados do estado quanto à estabilidade do vinculo laboral.»
Fica assim, mais uma vez o Governo alertado que as leis são para cumprir, não apenas pelos cidadãos mais desprotegidos mas por todos, em geral. E a Constituição da República constitui a Lei Fundamental do Estado e não deve ser esquecida como letra morta. O clima de confiança nos nossos governantes e noutros responsáveis democráticos pelo País é necessário para se gerar a «União Nacional» que o PM adoptou com muita paixão, antes de férias, mas de que não temos visto sinais convincentes, da parte de quem se deve unir aos cidadãos, auscultar as suas dificuldades, para lhes dar solução adequada.
Oxalá o TC nunca esmoreça no cumprimento das suas atribuições em defesa dos cidadãos «anónimos»
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domingo, 28 de julho de 2013
FALAR PARA FALAR !!!
Independentemente do termo usado, Esta reiteração do desejo de «união nacional» não está explicada, pois ela não poderá traduzir-se em todo o país começar a aplaudir o PM, mesmo quando a sua inflexibilidade se manifesta por arrogância e teimosia raiando o patológico. União não pode significar que cada cidadão se submeta aos caprichos mal definidos do PM, abdicando do seu próprio conceito de patriotismo e interesses nacionais.
Passos Coelho sempre afirmou guiar-se pelas suas próprias ideias, sem as explicar, «custe o que custar» e afirmou ignorar os sinais de «indignação» dos portugueses expressos através de grandes manifestações ou da greve geral ou de afirmações públicas de parceiros sociais, partidos, etc.
Ora, para haver união tem que haver vontade de aproximação, de sensibilidade para ouvir e sentir o pensamento da população, tal como fez o Papa Francisco ao ir ao encontro da Juventude Mundial e do povo brasileiro. Os governantes, se não encontrarem exemplo melhor, sigam o de Sua Santidade, lendo, ouvindo e meditando as suas palavras difundidas por diversos órgãos de Comunicação Social. E em vez de «união nacional», falem de convergência de todos, amor a Portugal, bem nacional, etc tudo menos despertar fantasmas indesejados.
Seria bom que seguisse os conselhos de colegas de partido, que só falasse quando tivesse algo de importante a dizer, que não fosse apenas palpite ou vago sonho e que, antes de falar, se preparasse bem a fim de evitar banalidades inconsistentes e efémeras que depois não são concretizadas.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
PUTIN ESCLARECE OS IMIGRANTES
Claro, Preciso e Conciso!
No dia 4 de Fevereiro de 2013, Vladimir Putin, o Presidente Russo, falando à DUMA (Parlamento Russo) fez o seguinte discurso sobre as situações de tensão que se dão com as minorias na Rússia:
"Na Rússia vivem Russos. Qualquer minoria, seja ela donde for, que queira viver, trabalhar e comer na Rússia, deverá falar Russo e deverá respeitar as leis Russas. Se preferirem a Lei Sharia, então avisamo-los para irem para os países onde essa seja a lei estatal.
A Rússia não tem necessidade de minorias. As minorias é que necessitam da Rússia, e nós não lhes concederemos privilégios especiais, nem tencionamos mudar as nossas leis para ir ao encontro dos seus desejos, não importando quão alto gritarem "discriminação". Será melhor que aprendamos com os suicídios da América, Inglaterra, Holanda e França, se quisermos sobreviver como nação. Os costumes e tradições Russas não são compatíveis com a falta de cultura ou os modos primitivos da maior parte das minorias.
Quando este honorável corpo legislativo pensar em criar novas leis, deverá ter em mente em primeiro lugar os interesses nacionais, atendendo que as minorias não são Russas.»
Os políticos na DUMA prestaram a Putin uma estrondosa ovação, de pé, durante 5 minutos.
NOTA: Trata-se de uma lição para o Mundo. O migrante deve respeitar os usos e costumes da sociedade em que vai viver. Ouvi, desde pequeno: «na terra onde chegares faz como vires fazer se não queres aborrecer».
Recebido por e-mail, hoje.
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Designar governantes como «filhos da puta» é crime?
Em fins do ano lectivo de 2007(há mais de seis anos!), o professor Fernando Charrua, fora de qualquer reunião oficial, entre amigos, disse que «somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta». Por isso foi punido de imediato pela directora do DREN, Margarida Moreira e, perante recursos e um processo que dura até agora, ele foi vítima de uma decisão precipitada sem fundamentação adequada que agora, como diz a notícia Estado paga indemnização de 12 mil euros a professor acusado de insultar Sócrates, «o Estado terá que pagar 12 mil euros ao professor, lê-se num acórdão do Tribunal Central Administrativo do Norte que conclui ainda que houve uma "conduta ilícita da Administração" neste processo».
Para melhor compreender a complexidade deste processo e quanto representa de autoritarismo, de arrogância e de absolutismo ditatorial dos agentes do Poder pode ser consultada a lista (incompleta) de textos que referem o tema:
- A caminho do Estado policial???
- Ensino, responsabilidade ou arbitrariedade
- Caso Charrua encerrado por pressão popular
- «Brincadeira de mau gosto»
- Indícios pouco tranquilizadores
- Qual o facto do ano ?
- Liberdade de expressão em risco?
- Morte aos que não adoram Sócrates !!!
- Quem tem poder efectivo em Portugal?
- Ministra da Educação esperta como um alho!!!
- A «lei da rolha» está aí
- Contradições e precipitações dos políticos
- FERNANDO CHARRUA MENTIU E PARECE QUE NINGUÉM REPAROU
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A Constituição não está suspensa...
Senhores governantes, a Constituição não está suspensa, existe a separação dos três poderes democráticos, existem os órgãos de soberania. Como Manuel Catarino diz no seu artigo de hoje, não é de bom tom um secretário de Estado atrever-se a condicionar os juízes do Tribunal Constitucional, para fecharem os olhos a qualquer norma do Orçamento menos conforme com a Lei Fundamental. É aconselhável que os políticos empossados em altos cargos dêem o exemplo do respeito pelas instituições nacionais.
Essa pressão, esse condicionamento podem ser vulgares em determinado tipo de regime (Por ordem alfabética: Adolph Hitler, Benito Mussolini, Idi Amin, Joseph Stalin, Moammar Gaddhafi, Saddam Hussein, etc.), mas é suposto ainda estarmos a viver em democracia, embora a Constituição esteja a ser desrespeitada, tal como as promessas eleitorais, o programa de Governo, o orçamento, as sucessivas promessas e decisões que, passados poucos dias, são alteradas com «recuos» imprevistos.
Como a vida seria mais fácil e bela se pudesse haver confiança nas directivas para o futuro, nas regras de comportamento individual e colectivo, na esperança fundamentada na dedicação a Portugal e aos portugueses.
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domingo, 23 de dezembro de 2012
«Considerações pouco reflectidas» do PM ?

Transcrição de artigo do JN:
Velhos, novos e falência moral
Jornal de Notícias. Publicado às 00.31. Por Fernando Santos
Fruto de políticas (obsessivas) de austeridade tendo como único fito o combate à dívida, a sociedade portuguesa é hoje marcada pelo exponencial aumento de três chagas: desemprego, pobreza e exclusão social. Um quadro assim pode alimentar o recuo de muitos dos índices civilizacionais adquiridos nas últimas décadas e dos quais o país se orgulha. ...
Preocupante, o agravamento das condições de vida dos portugueses não deve no entanto servir de biombo a um outro défice em crescendo: o dos valores morais.
A crise tem acentuado, de facto, uma malsã competitividade em vários núcleos da sociedade, sendo incontestável que o materialismo e a falência do conceito de família e de todas as suas teias de apoio resultam em coquetel explosivo.
Esta Quadra do ano é particularmente exemplificativa. Quer no plano material, apesar da recessão apertar os níveis do consumo, quer nos sintomas de desagregação das famílias.
O (mau) tratamento dado à chamada Terceira Idade é paradigmático.
As horas consumidas no cumprimento de regras num competitivo mercado de trabalho em busca de bens materiais para a sobrevivência justificam uma parte da desatenção e do isolamento a que são votados os velhos. Mas não explicam tudo. E quando se verifica um aumento dos níveis de violência sobre os velhos sob o espetro imaginativo da recolha de vantagens por herança, eleva-se a preocupação sobre a falência desta sociedade. A qual se torna ainda mais iminente perante a verificação de que nas épocas mais dadas às festarolas - como as férias, o Natal ou o Ano Novo - não falta quem despache os velhos pela via do maquiavélico estratagema de os "depositar" nas urgências dos hospitais.
A bancarrota económico-financeira não pressupõe, insiste-se, a obrigação de uma bancarrota dos princípios.
Para se manter ou reforçar posições no chamado mundo civilizado, Portugal está confrontado com a necessidade de protagonizar vários combates. O do apoio e inter-relacionamento geracional é um deles, apesar de todos os sintomas apontarem na direção errada.
A rarefação do mercado de trabalho é hoje um dos perigos mais assinaláveis à coesão social e impõe pedagogia e prudência. Todo o contrário do que se tem visto....
O caso acabado e recente de como não se lida com o problema deu-o o primeiro-ministro quando provocou no país um tumulto verbal mercê de considerações pouco refletidas e pior fundamentadas ao criticar a existência de pessoas que "recebem reformas e pensões desproporcionadas aos descontos que fizeram". Pior do que a ignorância revelada por Passos Coelho sobre os cálculos do sistema de Segurança Social foi tê-lo feito por ocasião de um congresso da Juventude Social-Democrata. Para fomentar uma estúpida competição geracional não podia ser pior....
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
Sociedade exige ordem, disciplina, respeito
Nos tempos que correm, há muitos acidentes nas estradas, no trabalho em casa e até mos processos de governação que conduzem a crises graves mas, apesar dos sofrimentos de que se tem conhecimento, cada um não toma precauções nem melhora a sua actuação porque está convencido de que as desgraças apenas acontecem aos outros. Há que olhar atentamente para o que ocorre fora de nossa casa e reflectir nos cuidados a ter para evitar azares.
Agora chega a notícia Ataque à sede do Governo na Líbia causa um morto e quatro feridos que nos mostra que nem tudo o que luz é oiro. A mudança é vantajosa quando se destina a aplicar uma solução devidamente estudada e ponderada para atingir um objectivo bem definido. De outra forma, «mudar por mudar é vã tentativa de disfarçar o vazio íntimo».
Semelhante a esta notícia, têm surgido outras como Ataque a manifestação faz 20 mortos no Cairo, Confrontos no centro do Cairo causam mais de 300 feridos e Dois mortos em confrontos entre polícias e manifestantes na cidade egípcia de Suez.
Estes casos, tal como muitos outros, mostram que a multidão se compraz em destruir, mas não tem projectos para edificar algo de melhor na vazio criado. E as leis da física mostram que o vácuo é autofágico, não pode sustentar-se e aceita ser ocupado por qualquer coisa que apareça. E nestes casos sociais, a necessidade de ordem, de respeito, de disciplina pode gerar uma autoridade que imponha um sistema demasiado duro, a ditadura, que depois, devido às imperfeições humanas, se transforme num regime vitalício cerceador da iniciativa individual e inibidor do crescimento e da felicidade das pessoas.
A lição que deveria ser retirada destes casos devia resultar em estilos de governação que tivessem sempre em vista o aumento de melhorar as condições de vida das pessoas e de desenvolver a mais perfeita justiça social, em respeito pelos outros. Cada um deve ser estimulado a desenvolver a noção do dever sagrado de respeitar os direitos dos outros que são o limite para os seus próprios direitos.
Dessa forma, se evitariam as reacções armadas, extremamente violentas que apenas destroem mas nada edificam de valioso em substituição das demolições praticadas.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Amenizar as más notícias
Conta-se que, numa Unidade do Exército, durante a recruta, foi recebida a notícia de que, num acidente morreu o pai de um soldado. O Comandante da Companhia achou que a notícia devia ser dada ao rapaz de forma a que ele não ficasse demasiado abalado pela perda do seu progenitor. O Chefe da secretaria logo alvitrou que fosse o 2º sargento Alface encarregado dessa missão, por ser indivíduo com muita habilidade para casos deste género.
O Alface aproveitou a formatura para dizer ao 43 «Eh pá na tua terra houve um grande desastre e morreu toda a tua família». Perante o choro convulsivo do 43, o Alface disse: «Eh pá, alegra-te porque apenas morreu o teu pai».
Isto pode ter sido piada a hostilizar os sargentos mas, na realidade actual, há casos parecidos. O Governo anunciou que vai tirar os subsídios de férias e de Natal a todos (com «honrosas» excepções), prevendo que iriam ser repostos gradualmente a partir de 2013, depois 2014, depois 2015. Agora esperam repor 25% em 2015, mais 25% em 2016, mais 25% em 2017 mais 25% em 2018.
Esta é pior do que a do sargento. Se o ministro das Finanças confessa que ficou surpreendido com a recente subida do desemprego, que foi muito superior ao que ele previa, como podemos confiar nas suas previsões para nos repor os subsídios de férias e de Natal daqui a meia dúzia de anos!!!
Seria bom que o respeito pelos cidadãos inibisse os governantes de menosprezarem as nossas inteligências, apesar de tudo vir a ser feito para elas serem cada vez mais atrofiadas (fado, futebol e fantasias).
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Governar com as pessoas, para as pessoas

Há sinais de que parece estar a renascer a dignidade nos portugueses. Mas o Governo ainda não assumiu que deve governar com as pessoas e para as pessoas. Pelo menos teoricamente, a Democracia, poder do povo, tem por objectivo a congregação de todas as energias para os interesses nacionais, do povo, e o desenvolvimento das condições de vida em benefício de todos os portugueses. Estes devem ser tratados com o respeito e a cortesia a que têm direito como detentores da soberania.
Não foram explicadas as razões da demissão do Directos Nacional da PSP nem o afastamento do CCB de António Mega Ferreira .
Mas a dignidade começa a ressaltar: Jorge Silva Carvalho demite-se da Ongoing para não continuar a ser o ‘pião das nicas’ e arma de arremesso nos jogos entre as facções; por seu lado o Conselho Directivo do CCB demite-se em bloco, (com várias figuras públicas bem conhecidas), mas a nota que revela mais coerência, dignidade e dedicação á causa pública ressalta da carta de pedido de exoneração do director-geral do Instituto Geográfico Português que, por merecer cuidada análise nas palavras e meditada nas entrelinhas, se transcreve:
Ao longo do período de sete meses de mandato do XIX Governo Constitucional que V. Excelência integra, não me foi facultada a possibilidade de uma audiência para consigo dialogar, expor pontos de vista, discutir políticas, receber orientações ou, tão simplesmente, estabelecer uma mera relação de conhecimento entre uma política com responsabilidades governativas e um dirigente superior da Administração Pública.
Nestas circunstâncias, por uma questão de lealdade institucional, sentido ético e de respeito pela causa pública, sou obrigado a utilizar este meio para me dirigir a V. Excelência, na qualidade de, ainda, Diretor-Geral do, ainda, Instituto Geográfico Português.
Durante estes meses do seu mandato, que segui atentamente, esperei uma palavra, uma orientação, uma oportunidade; tal não aconteceu, situação que lamento profundamente e que, por inusitada, muito estranho.
Ao longo da minha extensa carreira profissional, sempre servi o meu País nas mais diferentes circunstâncias e nos mais elevados patamares de complexidade, com profissionalismo, isenção e dedicação, trabalhando com todos os governos, com lealdade e respeito mútuo, independentemente da maioria política em que os mesmos se apoiavam.
Nada que não seja de esperar de um cidadão que respeita e se respeita e de um militar que jurou servir a Pátria e os seus concidadãos.
Esta vivência profissional, esta experiência de administração pública, esta atenção que dedico à condução política do País, este empenhamento de décadas à causa pública legitimam, a meu ver, a estranheza e o desencanto que sinto pela forma como, por ação ou omissão, fui tratado por V. Excelência.
Tem a Senhora Ministra o direito de gerir o Ministério como entende ser politicamente mais adequado. Tem igualmente o direito e a prerrogativa de escolher dirigentes da sua confiança política e que considera melhor vocacionados para cumprir os objetivos do Governo.
Já não terá o direito de não receber em audiência os altos dirigentes em exercício de funções, de não os ouvir para os grandes estudos e análises que concorrem para a elaboração do processo de decisão, que deveria preceder as reformas em curso.
Como compreenderá nunca sabemos tudo, não há verdades absolutas, a seriedade, o saber e a ética não estão só de um lado, o mundo não se divide em bons e maus, a dicotomia de nós e os outros só é defendida por espíritos fracos.
Entendo e, neste particular penso estar certo, que a profundidade das reformas exigia conhecimento, experiência, reflexão e diálogo.
Naturalmente que as circunstâncias que o País vive exigem medidas difíceis e decisões firmes, mas nada disso é incompatível com a audição dos interessados, antes pelo contrário, aconselha-a.
A mobilização dos trabalhadores será tanto maior quanto mais se sentirem envolvidos e corresponsabilizados no processo de decisão e empenhados na sua realização
.
A experiência diz-nos que as medidas políticas apenas têm plena aplicabilidade quando são feitas com e para as pessoas, e não contra as pessoas.
No que à Geodesia, Cartografia, Cadastro e Informação Geográfica respeita, V. Excelência e o seu Secretário de Estado com competências delegadas nestas áreas, não ouviram os dirigentes nem os especialistas deste Instituto.
Aliás, se o tivessem feito, para além da dimensão ética da atitude, a reforma seria diferente, para melhor, sem desrespeitar as linhas de orientação do Governo no que ao PREMAC refere.
Acredite, Senhora Ministra, que não me move qualquer sentimento de crítica estéril e muito menos de despeito pessoal, tal seria descer a um nível que não é nem nunca será o meu. Sobre esta matéria fui sempre claro desde o início.
Entendo, isso sim, que em Portugal não podem ocorrer oportunidades perdidas e esta será, infelizmente, mais uma oportunidade perdida.
Para quem durante anos serviu a Informação Geográfica nas suas vertentes de geodesia, cartografia e cadastro, para quem esteve ligado aos mais importantes desenvolvimentos ocorridos em Portugal nos últimos vinte e cinco anos, nesta área do conhecimento, para quem sempre sonhou, lutou e pugnou por um Instituto Geográfico Nacional à dimensão do que melhor existe no mundo desenvolvido, esta solução do Governo de V. Excelência é redutora, minimalista e não serve, a meu ver, os interesses do País.
Com a publicação da Lei n.º 7/2012, de 17 de Janeiro, tive, pela primeira vez, conhecimento da estrutura orgânica do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Admito, pois, que o diploma orgânico que concretizará a criação da Direção-Geral do Território esteja apenas pendente de publicitação e que, por conseguinte, o processo seja idêntico.
Para nenhum deles me foram solicitados contributos e não me revejo na organização preconizada e, na forma como a Geodesia, a Cartografia, o Cadastro e a Informação Geográfica foram, em meu entendimento, subalternizadas.
Considero, pois, Senhora Ministra que a minha missão, de momento, está cumprida.
Nas duas audiências que tive com o Senhor Secretário de Estado manifestei a minha disponibilidade para me manter na Direção do Instituto até à reorganização.
Cumpri a minha parte e esforcei-me por cumprir bem, como é meu dever.
Nada me é devido por isso, apenas o respeito que um Diretor-Geral merece. Aceite Senhora Ministra, o meu pedido de exoneração do cargo de Diretor-Geral do Instituto Geográfico Português.
Para V. Excelência, os votos dos melhores êxitos pessoais e profissionais.
Respeitosos cumprimentos,
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sábado, 21 de janeiro de 2012
Falta de Sensibilidade e de Respeito
Transcrição de artigo, seguida de NOTA:
Palavras de Cavaco foram um insulto aos pensionistas, diz Jerónimo
Público. 21.01.2012 - 05:03 Por Lusa
O secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, classificou nesta sexta-feira as declarações do Presidente da República sobre a sua reforma como um “insulto” aos portugueses que vivem com pensões de 200 ou 300 euros.
“Houve muita precipitação, muita insensibilidade, acaba por ser um insulto a esses portugueses que têm tantas dificuldades”, afirmou.
O Presidente da República, Cavaco Silva, disse hoje que aquilo que vai receber como reforma “quase de certeza que não vai chegar para pagar” as suas despesas, recordando que fez poupanças ao longo da sua vida.
Para o líder do PCP, trata-se de um discurso “quase ofensivo” para os reformados com baixas reformas.
“Num contexto tão difícil para os portugueses, particularmente os que vivem das suas baixas reformas e pensões, sabendo que o actual Presidente da República - e não vamos agora questionar o quantitativo - beneficia de um rendimento de 10 mil euros, isso é quase ofensivo para os ouvidos e a vida desses portugueses que não sabem como é que se hão de governar com 200 e 300 euros de reforma”, sublinhou Jerónimo de Sousa.
O líder do PCP falava em Famalicão, à margem de um comício onde apelou à luta contra as medidas previstas no memorando de entendimento com a ‘troika’ e criticou fortemente o acordo de concertação social celebrado esta semana.
NOTA: As palavras do PR denunciam falta de sensibilidade e de respeito pelos cidadãos eleitores que o escolheram para defender os interesses nacionais, de todos os portugueses, principalmente dos mais indefesos. Como podem os portugueses sentir-se felizes e com esperança no futuro, se os seus mais altos representantes apenas olham para o próprio umbigo e ignorando as dificuldades da grande maioria daqueles que dependem das suas preocupações, ideias e decisões?
Custa ver críticas a tão alta individualidade que devia ter merecido todo o nosso respeito, como estas de Jerónimo de Sousa e as de João Semedo, mas mais custa ver que o PR não teve iniciativa e oportunidade de recorrer a um pedaço de bolo para evitar responder ao jornalista, como já em tempos fez.
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