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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Oposição patriótica eleva o País

Recentemente, desde há praticamente um ano, tenho defendido a existência de um código de conduta ética para políticos, com vista á salvaguarda dos interesses nacionais, através de decisões menos polémicas e em que os partidos da oposição se comprometessem a continuar reformas ou obras iniciadas se houvesse alternância democrática.
Depois de publicados os posts «Reforma do regime é necessária e urgente», «Código de bem governar», «Para um código de conduta dos políticos» e «Ética na Política», surgiu essa ideia assumida pelo actual líder do PSD, ao seguir ao que foi publicado o post «Código de conduta», em que se elogiava a a iniciativa, recordando os argumentos antes expostos.

Recentemente, em resposta ao comentário no post «Corrupção sem castigo», de um anónimo que transcrevia o artigo «Só nós é que sabemos» de António Ribeiro Ferreira, sobre a prolongada conversa entre Sócrates e Passos Coelho, foi escrito em reforço da ideia do pacto ético, o seguinte:

«Tenho aqui escrito repetidas vezes que somos pobres, pequenos e poucos para podermos dar-nos ao luxo de dispersar esforços, pelo que será aconselhável que, para as grandes decisões reformadoras, sejam feitas convergir as achegas de todos os seres pensantes do País, sem que premeditadamente se considere vencedora a oriunda de um ou outro sector.

Qualquer força da oposição pode ser de grande utilidade se procurar deixar o seu nome ligado a grandes medidas úteis para um Portugal maior, e não se alegrar infantilmente por ser a que mais bloqueia a governação do País.

Não estamos em condições de desperdiçar recursos, ideias, venham de onde vierem, porque, como um dia disse Álvaro Cunhal numa reunião pluripartidária promovida pelo então ministro da Defesa, Freitas do Amaral, em que estive presente, «a defesa de Portugal é dever de todos os portugueses». E, realmente, onde todos colaboram, os resultados serão melhores e mais fáceis. Oxalá os dois líderes e os dos restantes partidos compreendam as necessidades de Portugal, que devem estar acima das dos partidos e dos «boys».


As ideias precisam ser amadurecidas o que parece estar a acontecer com esta, como se depreende dos artigos vindos a lume, «BE apresenta medidas contra "ameaças" à economia portuguesa» e «CDS promete "correcções e alternativas" às medidas do Governo» e agora nas comemorações dos 36 anos de Abril o PR disse no seu discurso:

«A sensação de injustiça é tanto maior quanto, ao lado de situações de privação e de grandes dificuldades, deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam.

Na minha mensagem, no primeiro dia do ano de 2008, disse: “sem pôr em causa o princípio da valorização do mérito e da necessidade de captar os melhores talentos, interrogo-me sobre se os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores”.

Embora este meu alerta não tenha então sido bem acolhido por alguns, não me surpreende que agora sejam muitos os que se mostram indignados face aos salários, compensações e prémios que, segundo a comunicação social, são concedidos a gestores de empresas que beneficiam de situações vantajosas no mercado interno.

Como já afirmei noutra ocasião, na génese da actual crise financeira e económica internacional encontra-se a violação de princípios éticos no mundo dos negócios e a avidez do lucro fácil, a que se juntaram deficiências na regulação e supervisão dos mercados e das instituições financeiras. Os custos sociais traduzem-se hoje em perda de poupanças amealhadas com grande esforço, destruição de empregos, emergência de novos pobres.

As injustiças sociais e a falta de ética são dois factores que, quando combinados, têm efeitos extremamente corrosivos para a confiança nas instituições e para o futuro do País.

A injustiça social cria sentimentos de revolta, sobretudo quando lhe está associada a ideia de que não há justiça igual para todos.»


Portanto a ética, a justiça social, a seriedade com as decisões do uso de dinheiro público devem ser enformadas por regras aceites por todos os sectores da vida política, e, para as definir, são precisas conversações orientadas por um indiscutível sentido de Estado. Para isso. será bom que os partidos se decidam a reformar a moralidade do regime,criando um código de conduta ética.

A oposição, deve deixar de se orgulhar por bloquear e parar a actividade governativa, com prejuízos para o País e, pelo contrário, procurar a vaidade de ter sido autora de um projecto de lei que veio trazer benefícios para os portugueses, num ou noutro sector (educação, saúde, segurança, justiça, etc.

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Negociações. Coreia do Norte abre uma porta?

Tem sido aqui defendido que os desentendimentos internacionais deveriam ser resolvidos por diálogo, conversações, negociações, enfim, acções diplomáticas, apoiadas em acções económicas e, eventualmente, demonstrações de força militar a baixo nível de perigo de intervenção. Cito os posts: Negociação em vez de guerra, A Paz pelas conversações Para evitar conflitos armados, cada um com links para vários outros.

Por isso, se encara a ida do ex-presidente Bill Clinton a Pyongyang que, embora a pretexto de tentar conseguir a libertação das duas jornalistas norte-americanas (o que seria um motivo insuficiente para tal deslocação), pode muito ser o início (ou continuação) de medidas diplomáticas para a total integração da Coreia do Norte na comunidade internacional e evitar inconvenientes conflitos armados (muito menos nucleares) com os vizinhos.

Esta notícia é motivo de esperança e de optimismo, em conformidade com os conceitos aqui expendidos repetidamente.

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domingo, 12 de julho de 2009

Cessem armas, guerras e agressão

Gentalha... p'rá batalha... mas eles que fiquem na fila da frente

Deixem-me gritar e clamar bem alto,
Por milhões de seres vivendo em dor,
E cujo sofrimento eu exalto,
Fiel, que sou, à força do AMOR.

São já milhões os pobres inocentes,
Em sofrimento atroz por tanta guerra,
Com o recurso a armas tão potentes,
Que podem destruir a própria terra.

Disputas de interesses, de ganância,
Invadiram sistemas, em nações,
Para os quais nada serve a importância
Dos direitos humanos, sem excepções.

São valores que procuram camuflar
Com estudadas leis, feitas a seu jeito,
Contudo, esse tratado a respeitar,
Não é uma coisa vã ..., é um direito!

Cessem as armas, guerras e agressão,
Provocadas por gente que se diz
Detentora da força da razão,
Mas não passam dum molho de imbecis.

E se querem lutar, que sejam eles
Os primeiros da fila, essa gentalha.
Façam esta opção, que é menos reles,
Voltem de novo às lutas, por batalha!

NOTA: Desta poesia é autora a amiga e colega do Sempre Jovens, Maria Letra. Foi publicada no SJ de onde foi transcrita, pela sua força como grito de alerta contra as armas, as guerras e as agressões.
Este grito de alerta devia ser bem ouvido pelos responsáveis que, no tocante a guerras, mais parecem irresponsáveis e inimputáveis, pois os milhões de mortos feridos e despojados dos seus haveres, por exemplo no Iraque (o caso mais recente) não são «lavados» por qualquer processo de raciocínio ou justificação lógica.
Quem ganhou com este morticínio, com o desgaste de património histórico, cultural e artístico e os haveres das pessoas? Só os industriais de armamento e equipamento militar e os dos combustíveis.
O mundo não pode continuar a ser imolado impunemente por estes ambiciosos sem a mínima sombra de escrúpulos e que agem com a cobertura de políticos, ditos democráticos, eleitos por cidadãos que agem estupidamente como ovelhas ao elegê-los para dirigentes dos destinos dos seus Estados.
O mundo tem que mudar urgentemente.
A este tema, de forma mais ou menos directa se referem, entre outros, os seguintes posts deste blog:

- ONU, crise e paz internacional
- A Paz no Mundo será possível?
- Dia Internacional da Paz
- A Paz pelas conversações
- Paz pela negociação
- Conversações em vez de Confronto
- Para evitar conflitos armados
- Guerra a pior forma de resolver conflitos
- Negociação em vez de guerra

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domingo, 17 de maio de 2009

A Paz no Mundo será possível?

A resposta à interrogação do título tem de ser afirmativa, ou não fosse eu um optimista, embora preocupado. Procurando neste espaço os posts dedicados à Paz, negociação, conversações, encontra-se o fundamento desta resposta. Realmente, basta que os governantes, bem como os líderes de grupos rebeldes se revistam de uma capa real de civismo, humanidade, democracia no verdadeiro sentido de respeito pelos povos, pelos direitos humanos e despindo-se de ambições pessoais de riqueza rápida e desmedida e de vaidades.

Vale a pena ler as palavras de Sua Santidade o Papa nos artigos a seguir linkados sobre a sua recente visita ao Médio Oriente:

Papa pede “não mais terrorismo, não mais guerra” na despedida de Israel
Papa reza no Santo Sepulcro e pede liberdade religiosa em Jerusalém
Papa pede aos cristãos para ficarem em Israel e na Palestina

Mas, infelizmente, os governantes e os líderes de grupos rebeldes, não primam pelas qualidades desejáveis atrás referidas e, por isso, as notícias chovem impiedosamente, como ácido corrosivo que transforma o mundo num inferno em que os que mais sofrem são inocentes, crianças e idosos, a quem não é possível continuar a viver uma vida sossegada a que têm direito como seres humanos.

Vejamos algumas dessas notícias mais recentes:

Sri Lanka: Mais de 70 rebeldes Tamil foram mortos - Exército
Sri Lanka diz ter derrotado Tigres Tâmiles
Milhares de civis em fuga dos combates entre Exército e Tigres Tamil
Colômbia: Pelo menos 12 mortos em ataques da guerrilha desde sexta-feira

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Paz pela negociação.

Marrocos e Frente Polisário. Um caso concreto de negociação para resolver conflitos e evitar a guerra (ver Jornal de Notícias de 19 e 21 do corrente)

Marrocos e a Frente Polisário iniciaram, no dia 18, em Manhasset, Long Island, nos Estados Unidos da América, uma nova ronda de negociações directas para resolver o seu litígio em torno do Sara Ocidental. Este passo diplomático foi promovido pelas Nações Unidas, que dá seguimento à resolução 1754 adoptada pelo Conselho de Segurança no passado dia 30 de Abril, que defende a negociação "sem condições prévias". Como é vulgar nas negociaões, as partes pretendem melhorar a sua posição e, assim o chefe da delegação saraui, o presidente do Parlamento saraui Mahafud Ali Beiba, disse: "Não estamos optimistas. Pensamos que a nova proposta marroquina não traz nada de novo".

Beiba, virtual "número dois" da Frente Polisário explicou, numa alusão à proposta de Marrocos de dotar a ex-colónia espanhola de um regime autonómico, que "Qualquer referendo no Sara deve incluir mais opções para além da autonomia",

Pelo seu lado, Khalid Henna Al Rachid, presidente do Conselho Real Marroquino para os Assuntos Sarauis, manifestou confiança no êxito do diálogo: "Vimos com grande fé e uma grande esperança em que se resolva o conflito do Sara".

Terminada a reunião, Marrocos e a Frente Polisário "chegaram a acordo sobre o facto de o processo de negociações dever prosseguir em Manhasset (arredores de Nova Iorque), na segunda semana de Agosto de 2007", como revelou, através de comunicado, Peter Van Walsum, enviado especial do secretário-geral da ONU para o Sara Ocidental.

Recorda-se que este país do Norte de África - limitado por Marrocos (norte), a Argélia (leste), a Mauritânia (leste e sul) e o Oceano Atlântico (oeste) - foi uma colónia que Espanha abandonou, em 1975, sem infra-estruturas e com uma população analfabeta e desprovida de tudo. O Sara Ocidental não é só deserto, tendo as minas de fosfatos mais ricas do Mundo, grandes reservas de petróleo e de gás natural, e mares abundantes em recursos piscatórios.

Há 32 anos, embora Espanha estivesse vinculada ao compromisso (a pedido da ONU) de iniciar o processo de descolonização do território (envolvendo a convocatória de um referendo), Marrocos e a Mauritânia invadiram o Sara Ocidental, que Marrocos anexou. O ditador espanhol Francisco Franco estava agonizante e, perante o abandono do Sara Ocidental, a Frente Polisário (FP), apoiada pela Argélia, reclamou a independência, em luta com os dois invasores. Em 1979, a Mauritânia fez as pazes com a FP e renunciou às suas pretensões sobre o território. Depois, sob os auspícios da ONU, Marrocos e a FP assinaram um cessar-fogo, que está em vigor desde 1991.

A ONU iniciou então o processo para promover o previsto referendo, que nunca se realizou, devido a desacordos entre Marrocos e a FP sobre o recenseamento da população, maioritariamente nómada. Para a ONU, o Sara Ocidental continua a ser um território a descolonizar e Marrocos nunca foi reconhecido como potência administradora. A invasão marroquina obrigou dezenas de milhares de sarauis a refugiar-se em território argelino. Mas a Argélia está tida actualmente pela Europa como uma ameaça, depois de ali se ter estabelecido a organização terrorista "al-Qaeda no Maghreb islâmico".
Encontra-se actualmente em Portugal a ex-prisioneira e activista saraui, Aminatou Ali Ahmed Haidar, para falar sobre o desrespeito pelos direitos humanos no Sara Ocidental,. É acompanhada do ministro delegado da FP para a Europa, Mohamed Sadati, que têm conferências agendadas no Porto e em Lisboa.

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quarta-feira, 20 de junho de 2007

A Paz como valor supremo

Todas as pessoas, em condições normais de emotividade e raciocínio, afirmam convictamente, sem qualquer sombra de hesitação, que querem a paz e são contra a guerra, seja esta de que natureza for. No entanto esta ocorre com mais frequência do que o desejável ou mesmo tolerável. Há formas de a evitar e são utilizadas normalmente mas, a partir de dada altura, tornam-se ineficazes e o conflito estala.

A paz é instável e quebrada com facilidade quer no psíquico dos indivíduos, quer entre membros de uma família, quer dentro de grupos e entre eles, quer entre Estados ou coligações. Por trás deste último tipo de conflitos estão interesses dos Estados muitas vezes interpretados de forma egocêntrica sem ter em conta os interesses da comunidade em que se inserem e interpretados por dirigentes teimosamente ambiciosos que a nada olham para aumentar a própria visibilidade e concretização de caprichos de grandeza, mesmo que artificial e pouco durável.

A forma mais utilizada para evitar a passagem do «ponto de não retorno» tem sido o diálogo, a negociação, directamente ou com a ajuda de medianeiro. Houve uma época em que o ex-Presidente Mário Soares considerava a negociação como uma solução milagrosa para evitar qualquer tipo de conflito. Mas a experiência tem demonstrado que não é assim tão milagrosa, porque exige credibilidade, vontade e sinceridade das partes, de modo a ser criado um ambiente de confiança mútua. A desconfiança é o pior corrosivo que pode penetrar entre as partes.

Estas reflexões surgiram ao ler a notícia de que o alto representante para a política externa e de segurança da União Europeia, Javier Solana, e o principal negociador iraniano para a questão nuclear, Ali Larijani, vão reunir-se em Lisboa no próximo sábado, para prosseguirem a análise dos dossiers em aberto no diferendo que opõe Estados Unidos e Europa ao Irão.
Larijani é o secretário executivo do Conselho Supremo de Segurança Nacional, órgão que coordena as políticas de segurança e defesa do Irão.

Estas negociações duram há anos e esta reunião, destina-se a prosseguir a análise dos tópicos focados na anterior ronda, em Madrid no final de Maio, embora, entretanto, não se tenha verificado nenhum desenvolvimento relevante. Na reunião de Madrid foi afirmado terem-se notado sinais positivos na forma como decorreram as negociações, o que pode ser apenas uma figura diplomática pois persiste a divergência fundamental, com Teerão a argumentar a natureza pacífica do seu programa nuclear e EUA e Europa a exigirem garantias e medidas de controlo e verificação das instalações iranianas de tratamento do urânio.

O impasse dura há cerca de três anos e já levou o Conselho de Segurança da ONU a impor, através de duas resoluções, sanções ao Irão, estando em preparação um terceiro projecto de resolução com mais sanções. Ao mesmo tempo, os cinco membros permanentes daquele órgão (China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia), mais a Alemanha - os 5+1 -, propõem um pacote diplomático, político e económico a Teerão, caso este aceite suspender o nuclear; o que o Irão sempre recusou, argumentando ser seu "direito inalienável" desenvolver esta tecnologia.

As perspectivas de guerra nesta região apresentam-se indesejáveis quando ainda não foram encerrados os conflitos extremamente complexos em dois países vizinhos. E levanta-se outra reflexão que devia ser aprofundada. As guerras só por si não resolvem os conflitos, pois mesmo que uma das partes fique quase totalmente aniquilada ela pode recompor-se e provocar novo conflito, como foi o caso da Alemanha derrotada na primeira Guerra Mundial. A Guerra encerra-se à mesa das negociações com um tratado equilibrado sem esmagar demasiado o derrotado, com respeito mútuo e permitindo um futuro de desenvolvimento pacífico.

Ora tendo as negociações uma presença antes do conflito e outra no fim, apetece perguntar, com ar de ingenuidade, se não teria sido evitável a guerra. O problema reside na defesa cega de interesses e caprichos, na teimosia, no abuso da força, cada um esperando ser o vencedor, e na pressão, na retaguarda, de industriais do amamento para quem a guerra é uma fonte de negócio altamente lucrativo. Já, em 1956, Dwight Eisenhower pedia ao povo americano «que exercesse apertada vigilância e tivesse cuidado com o complexo industrial-militar norte americano». Sabia que os homens de negócios de armamento, desenvolvidos durante a II Guerra Mundial, não quereriam prescindir dos enormes lucros a que se habituaram e desejariam continuar a ganhar gananciosamente, cada vez mais.

Perante estes e outros aspectos deste complexo problema mundial, todos devemos, de forma o mais convincente possível, tomar posição pela paz, contra os conflitos armados, sem desrespeitar ou ofender os estados que pretendem defender legítimos interesses dos seus povos. Esses interesses não devem nunca perder de vista os dos outros e os da comunidade internacional. Quando assim se proceder, as guerras passarão a ter menos expressão nas relações internacionais. São, por isso, de elogiar atitudes de conversação e negociação como as que decorrerão sábado em Lisboa entre representantes da EU e do Irão. Deseja-se que sejam profícuas, para que liberto deste foco de tensão o Mundo possa concentrar-se mais na felicidade das pessoas.

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