quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O que é Justiça???

A notícia do PÚBLICO Julgado por roubar um champô e uma embalagem de polvo merece ser lida e reflectida.

Que ideia ficamos a fazer do conceito de JUSTIÇA? Julga-se quem furta o valor de 25,66€, mas os responsáveis por gestão danosa do dinheiro público e da criação de défices dramáticos ficam impunes, tal como gestores de grandes empresas que não pagaram milhares ao fisco e à segurança social. Vieram a público recentemente notícias de que a própria empresa vítima deste furto devia milhares de euros ao fisco.

Retiro do texto da notícia o seguinte:

«Os artigos tinham o valor de 25,66 euros e o segurança recuperou-os mas a cadeia de supermercados não desistiu de queixa, obrigando o Ministério Público a avançar com uma acusação, já que se trata de um crime semipúblico.
“É mais um daqueles milhentos casos ridículos que entopem os tribunais”, observou o advogado Pedro Miguel Branco, que defende o arguido, relacionando este caso com as “bagatelas penais” que “entopem os tribunais”, disse, citado pela Lusa.»


Imagem do PÚBLICO

2 comentários:

Campista selvagem disse...

Boa, finalmente um acto de coerencia, roubou vai preso, essa história do não pagamento de impostos, ou atraso de meses aos fornecedores pela grande companhia nem é crime.
Crime é o pobre roubar para comer, o pobre aliáz nem direito ao ar que respira deveria ter direito, as companhias de distribuição ainda deviam ter direito a um prémio ao fim de cada ano, não são eles afinal os grandes empregadores?
Cada pobre que ousar não levar lá à tasca destes dotados de inteligencia os ultimos centimos deveria ser condenado a trabalhos forçados, é um crime de lesa pátria não contribuir para as grandes empresas de distribuição deste país "ou será da Holanda" bem já me perdi peço desculpa.

A. João Soares disse...

Caro Campista Selvagem,

Aprecio a sua ironia,Pobre é para abater. Mas depois os ricos ficam sem terem quem explorar quem os sirva, quem lhes prepare os banquetes.
A Justiça deve ser justa deve agir pela justiça.
Aconselho oa leitura do comentário que acabo de colocar no post anterior.

Abraço
João