segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O pobre consumidor é escravizado

Como disse Aaron Russo (14 de Fevereiro de 1943 - 24 de Agosto de 2007), os homens do Poder, sem serem eleitos e na penumbra, dominam a humanidade, com fito nos negócios com lucro a qualquer custo, e, para eles e os seus esquemas de enriquecimento, as pessoas pouco contam nos esquemas de domínio da economia mundo.

Há muita gente que se acomoda e aceita como inevitável os abusos das oportunidades e diz que, desde a aurora dos tempos, os poderosos sempre exploraram abusivamente os mais fracos.

Mas nos tempos actuais, e mais recentemente, os abusos passaram a raiar a imoralidade, a falta de ética, a desumanidade, com o exagero da ganância e do apego ao dinheiro.

E não basta dizer que são os maus políticos que temos tido, pois os poderosos das empresas e da economia, desde os vendedores de feira aos mais prósperos banqueiros, todos procuram sacar o mais que podem aos consumidores e utilizadores dos seus produtos e serviços.

Possivelmente, poucos dos leitores se recordam dos primeiros cartões multibanco. Eram oferecidos gratuitamente, com insistência, sendo difícil recusar tal generosidade do banco amigo!. Tinham, para os bancos, o grande mérito de reduzir o pessoal de atendimento nos balcões. Mas, passado pouco mais de um ano, quando as pessoas já de tinham habituado a esta inovação e dificilmente a dispensavam, vieram os pagamentos anuais pela sua posse. Já estava esquecido que o motivo e a vantagem do cartão foi a poupança na mão-de-obra do banco.

Depois apareceram os cartões de crédito que originam inúmeros telefonemas para nossas casas, com persistência, a pressionar o simples cidadão a adquirir essa nova maravilha, que tanto interesse tem para a facturação dos bancos. E quando se resiste, quase se é maltratado e agredido verbalmente, mesmo nós estando em nossa casa a ser importunados pelo telefone. Eu não tenho tal cartão!

Agora vem a TDT. Primeiro era o aliciamento, sob variadas formas, para ver TV, depois veio o Cabo, com ofertas aliciantes que embriagavam os mais incautos, que não reconheciam a reduzida rendibilidade do dinheiro investido. Mas os ambiciosos fabricantes de lucros e fortunas resguardadas em ‘offshores’, não pararam e a sua imaginação levou-os a deitar mão às tecnologias mais recentes e criaram a TDT (Televisão Digital Terrestre), tratando a população como vis escravos, impedindo os não aderentes e mais carentes de poder de compra de ver qualquer espécie de TV, porque a anterior deixa de existir.

Sinal dos tempos? Triste sinal que urge rejeitar e combater. Vale a pena ouvir o americano já falecido Aaron Russo e outros pensadores descomprometidos.

Imagem do Google

5 comentários:

José Pires disse...

É assim amigo.

DOMINADOS e EXPOLIADOS !

Campista selvagem disse...

É este o nosso destino, é esta a nossa sina, se todos nós tivessemos um pouco de ciganos já nos tinha-mos revoltado, no entanto somos um povo de brandos costumes e acabamos todos na m...

Gisele Claudya disse...

Passei para te dar PARABÉNSSSSS, meu amigo. FELIZ ANIVERSÁRIOOOOO!!! Saúde, felicidades, paz e sucesso.
Beijocasssssssssss

A. João Soares disse...

Caros José Pires e Campista Selvagem,

Somos realmente um povo de brandos costumes, mas começam a aparecer casos de «indignação», de desaprovação dos actos dos governantes, o que faz supor que pode vir a acontecer uma onda de violência indesejada. Como a evitar?
A solução está em os governantes procurarem sentir as razões de descontentamento do bom povo silencioso, respeitá-lo e servir os seus legítimos interesses. Foi para isso que o povo os elegeu.
O autoritarismo e a arrogância são maus conselheiros e cavam fossos demasiado profundos entre o povo e os seus mandatários.
Será desejável que os governantes sejam suficientemente inteligentes para sairmos da crise sem conflitos sociais demasiado perigosos.

Abraços
João

A. João Soares disse...

Querida Amiga Gisele Claudya,

Muito obrigado pela atenção. Parabéns pela forma como organiza e utiliza a sua agenda. Admiro o seu talento para a organização.

Beijos
João