domingo, 22 de janeiro de 2012

Frases de Cavaco Silva

Recordo-me do «livrinho vermelho» com os pensamentos de Mao Tse Tung, que constituíram uma cartilha com muitos ensinamentos para governantes, militares e interessados pela vida e gestão dos povos que, independentemente da ideologia, procuravam conhecer as linhas mestras do grande estratego. É por isso grato ter a oportunidade de poder aqui deixar as grandes linhas mestras do nosso Presidente da República, transcrevendo o seguinte artigo:

As frases marcantes de Cavaco Silva no último ano
Jornal de Negócios. 21 Janeiro 2012 | 15:47.Lusa

Na segunda-feira o Presidente da República cumpre o primeiro ano do seu primeiro mandato.

Veja as frases do Presidente da República que marcaram o primeiro ano do seu segundo mandato na chefia do Estado, cargo para que foi reeleito a 23 de Janeiro de 2011, numa recolha da agência Lusa.

"Sinto-me provedor dos portugueses e, em particular, aquele que dá voz a quem não tem voz, àqueles que não têm força suficiente para se defenderem das injustiças".
Cavaco Silva, durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais. 12-01-2011

"Foram duramente atingidos nesta crise, talvez, nalguns casos, com alguma injustiça, porque outros, com muitos maiores rendimentos, não foram chamados a dar o seu contributo".
Cavaco Silva, durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais sobre os cortes nos salários dos funcionários públicos. 14-01-2011

"Tenho muito pouco apetite para utilizar a bomba atómica [dissolução da Assembleia da República]."
Cavaco Silva, durante a campanha eleitoral para as eleições presidenciais. 19-01-2011

"Irei exercer uma magistratura atuante para que, num momento tão difícil como aquele que atravessamos, Portugal encontre um rumo de futuro que permita renovar a esperança do nosso povo".
Cavaco Silva, discurso de vitória na noite das eleições presidenciais. 23-01-2011

"Os vencidos são os políticos e seus agentes, que referem o caminho da mentira, das calúnias, dos ataques sem sentido ao debate de ideias sobre o futuro de Portugal."
Cavaco Silva, discurso de vitória na noite das eleições presidenciais. 23-01-2011

"Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos".
Cavaco Silva, discurso da tomada de posse para um segundo mandato em Belém. 09-03-2011

"É necessário um sobressalto cívico que faça despertar os portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos."
Cavaco Silva, discurso da tomada de posse para um segundo mandato em Belém. 09-03-2011

"Só através da realização de eleições e da clarificação da situação política poderão ser criadas novas condições de governabilidade para o país".
Cavaco Silva, declaração ao país sobre a dissolução da Assembleia da República e a marcação de eleições legislativas antecipadas. 31-03-2011

"Perante os desafios que tem à sua frente, o Governo saído das eleições de 5 de junho deve dispor de apoio maioritário na Assembleia da República".
Cavaco Silva, no discurso da sessão comemorativa do 25 de Abril. 25-04-2011

"Não podemos falhar. Os custos seriam incalculáveis. Assumimos compromissos perante o exterior e honramo-nos de não faltar à palavra dada".
Cavaco Silva, no discurso da sessão solene do 10 de Junho. 10-06-2011

"Já tive ocasião de dizer e tem sido muito repetido que têm sido tempos muito difíceis e não tenhamos ilusões, e os portugueses sabem bem disso, e se bem se recordam há talvez mais de dois anos que disse que Portugal se aproximava de uma situação explosiva, lamentavelmente chegámos a essa situação explosiva".
Cavaco Silva, declarações aos jornalistas no no final da sessão de encerramento do 8º Encontro Nacional Inovação COTEC. 28-06-2011

"Ontem eu reparava no sorriso das vacas. Estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante."
Cavaco Silva, durante uma visita aos Açores. 21-09-2011

"O euro não é a causa da crise. As causas radicam, por um lado, nas políticas erradas, nomeadamente orçamentais e macroeconómicas, seguidas pelos Estados membros e, por outro lado, numa deficiente supervisão por parte das instituições europeias. A responsabilidade por esta crise é claramente partilhada pelos Estados membros e pelas instituições europeias".
Cavaco Silva, intervenção no Instituto Universitário Europeu, em Florença. 12-10-2011

"A União Europeia tem os recursos, os instrumentos e os meios institucionais para superar esta crise. O que tem faltado é a vontade política para mobilizar uns e outros e fazê-lo com um método eficaz e de forma célere".
Cavaco Silva, intervenção no Instituto Universitário Europeu, em Florença. 12-10-2011

"A deriva intergovernamental está a contaminar o funcionamento institucional da União Europeia. Em vez de uma mobilização convergente, e de uma responsabilidade solidária por parte de todos os Estados e instituições, vamos constatando a emergência de um diretório, não reconhecido, nem mandatado, que se sobrepõe às instituições comunitárias e limita a sua margem de manobra. Este é um caminho errado e perigoso".
Cavaco Silva, intervenção no Instituto Universitário Europeu, em Florença. 12-10-2011

"O saneamento das finanças públicas terá um resultado socialmente insuportável se não for acompanhado de recuperação económica e de criação de emprego".
Cavaco Silva, intervenção no Instituto Universitário Europeu, em Florença. 12-10-2011

"[A suspensão dos subsídios de férias e de Natal da Administração Pública e dos pensionistas é] a violação de um princípio básico de equidade fiscal. Mudou o Governo, mas eu não mudei de opinião. Já o disse anteriormente e posso dizê-lo outra vez: é a violação de um princípio básico de equidade fiscal."
Cavaco Silva, declarações aos jornalistas no final da sessão de abertura do IV Congresso dos Economistas. 19-10-2011

"Nunca é uma boa solução a reestruturação [da dívida] e eu espero bem que Portugal nunca, nunca, venha a encontrar-se nessa situação."
Cavaco Silva, declarações aos jornalistas no final da cerimónia de atribuição do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. 22-10-2011

"A resolução dos desafios que Portugal enfrenta exige, além do rigor orçamental, uma agenda orientada para o crescimento da economia e para o emprego. Sem isso, a situação social poderá tornar-se insustentável e não será possível recuperar a confiança e a credibilidade externa do país".
Cavaco Silva, na tradicional mensagem de Ano Novo. 01-01-2012

“Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República”.
Cavaco Silva, numa visita ao Porto. 20-01-2012

"Eu surpreende-me como 27 chefes de Estado e do Governo se deixam condicionar politicamente por agências de ´rating´ e aceitam mesmo alguma chantagem de natureza política feita por agências de ´rating´. Aí é que está a minha surpresa. Não está na atuação das agências de ´rating´. Em relação a essas, penso que já não vale a pena fazer qualquer comentário".
Cavaco Silva, numa visita ao Porto. 20-01-2012

Imagem de arquivo
revo o sumário do artigo Aqui escrevo o restante do post

3 comentários:

Zé Povinho disse...

Só encontro uma palavra para classificar as palavras desse senhor INCONSEQUENTE.
Abraço do Zé

Campista selvagem disse...

Quando eu era pequeno os meus pais resolviam os problemas causados pelos mentirosos à chapada, quando se trata-se de um pequeno roubo, já saia a correia...
Este "figuron" menteu, roubou, delapidou património publico, e nada lhe acontece, (aliaz pagam-lhe para nos entreter com discursos patéticos...
Já não há vergonha.

A. João Soares disse...

Caros Zé Povinho e Campista Selvagem

Cavaco tem-se mostrado demasiado cauteloso, prudente e hesitante, refugiando-se frequentemente detrás de tabus. Parece que está com raciocínios lentos e sem um bom controlo das emoções e, quando é deparado com perguntas inesperadas, ou não responde (o que é a melhor solução) ou responde de forma inadequada.
Mas também quando faz comunicações lidas, também se fica por uma fórmula inócua do tipo água destilada, dizendo coisas que qualquer humilde cidadão poderia dizer.

Dele não se podem esperar «golpes de asa». Não é homem para decisões ousadas que não tenham o apoio de vários opinadores amigos. Era incapaz de ter construído a baixa de Lisboa se houvesse um terramoto, como fez o Marquês de Pombal, ou de iniciar os descobrimentos. Inseguro, socorre-se de «tabus», de silêncios, mesmo que tenha de recorrer ao pão de ló para tapar a própria boca.
Com ele não pode haver inovação e continuaremos com os pneus a patinar na lama sem podermos iniciar o movimento para a recuperação antes de ele ser substituído. É muito expressiva e significativa a explicação que deu da tomada do poder no PSD no Congresso da Figueira da Foz, assim como a comunicação ao País quando promulgou a lei que autoriza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Isto só melhora se houver um movimento de homens de idade inferior aos 40 que apresentem linhas coerentes e sensatas para prepararem o País onde querem viver e criar os filhos, apresentem um programa que mobilize os mais jovens e alguns portugueses pensantes mais idosos e experientes em gestão.

Portugal precisa de um esforço coordenado e bem orientado para objectivos bem definidos, de uma Justiça eficaz e um controlo adequado.

Já li algures que o grupo liderado por John D Rockeller que domina o FMI. o BM e a OMC e que se serve das agências de rating, já libertou António Borges das funções que desempenhava na alta finança mundial a fim de o impor para substituir Passos Coelho (à semelhança do que fez em Itália e na Frécia) se não encontrar forma de sair da crise ao jeito que esse grupo poderoso oculto pretende.

Veremos o que os próximos meses nos trazem.

Abraços
João