Todos nós já ouvimos falar em número PI.
É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro (equivale a
3.141592653589793238462643383279502884197169399375..... e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416).
Não confundir com o número Phi que corresponde a 1,618.
O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o rectângulo de ouro. Era um rectângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Assim eles fizeram o Pathernon... a proporção do rectângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividida pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.
Bom, durante milénios, a arquitectura clássica grega prevaleceu O rectângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam rectângulo de ouro grego.
Mas em 1200... Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática, a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou a uma sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...
1
1+1=2
2+1=3
3+2=5
5+3=8
8+5=13
13+8=21
21+13=34
E assim por diante.....
Aí entra a 1ª "coincidência"; proporção de crescimento média da série
é... 1,618.
Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exactamente a proporção das pirâmides do Egipto e do rectângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.
-A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos numa colmeia é de 1,618;
-A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;
-A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
-A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;
-E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.
Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?
Bom, por volta 1500 com a vinda do Renascentismo à cultura clássica voltou à moda... Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci, grandes amantes da cultura pagã, colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista,
pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus.
Por exemplo:
- Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.
- Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.
- Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;
-Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;
-A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;
- Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;
(Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).
Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.
Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.
Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura/altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.
(Lembre-se: considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objectos acurados de medição).
Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Bethoven e em outras diversas obras.
Então, isso tudo seria uma coincidência?...ou seria o conceito de Unidade com todas as coisas sendo cada vez mais esclarecido para nós?
MUITO INTERESSANTE
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
O PI e o PHI
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segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Queremos actos concretos
À oposição não se pode exigir decisões concretas que estão acima das suas responsabilidades, mas é óptimo que apresente análises da situação, ideias alternativas de soluções para os problemas do país. Agora, Seguro promete atacar enriquecimento ilícito, combater a corrupção, sancione acréscimos patrimoniais injustificados e, para isso adoptar um Código de Ética.
Curiosamente, já há muitos anos o engenheiro João Cravinho apontara para tais soluções, mas foi desviado e forçado a desistir da ideia. Quanto a códigos, já aqui foram sugeridos, sem grande efeito por falta de vontade dos detentores dói poder: Cito dois textos: Código ou compromisso alargado e duradouro e Código de conduta.
É louvável a intenção de Seguro e desejável que consiga apresentar propostas legislativas práticas e eficazes e obter a sua aprovação e efectivação. Só haverá vantagem em moralizar a actividade política, focando-a no objectivo de gerir o bem-estar da população, de restaurar o orgulho de ser português.
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domingo, 11 de setembro de 2011
Estudante premiado no estrangeiro
Transcrição :
Aluno português conquista medalha de bronze nas Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia
Público. 11.09.2011 - 17:59 Por Lusa
Diogo Maia e Silva, um dos quatro alunos portugueses a participar nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, na Costa Rica, conquistou a medalha de bronze, na primeira vez que Portugal foi premiado na competição.
“É um resultado absolutamente fantástico em que ele [Diogo Maia] teve um desempenho extraordinário, mas o restante grupo ficou a centésimas dos melhores classificados”, disse à Lusa José de Matos, coordenador nacional das olimpíadas, em que Portugal participa pelo segundo ano consecutivo.
Aluno da secundária Raul Proença, nas Caldas da Rainha, e detentor do “Óscar” de melhor aluno do 12º ano daquela escola, Diogo Maia e Silva concilia os estudos com uma intensa actividade desportiva, integrando a equipa de natação dos Pimpões Cimai e tendo alcançado em 2011 os títulos de campeão nacional de 100 metros costas e vice-campeão de 200 metros costas.
O grupo (escolhido entre 4000 alunos de 160 escolas para participar, entre os dias 5 e 11, nas V Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia) integra ainda Beatriz Madureira, aluna do Colégio S. Miguel, em Fátima, Ana Beatriz Teixeira, do Agrupamento de Escolas de Castro Daire, e Rui Nunes, do Colégio Manuel Bernardes (Lisboa).
Os alunos, acompanhados pelo coordenador da iniciativa, deixam hoje a Costa Rica em direcção a Portugal, onde chegarão na segunda-feira à tarde.
Os objectivos das Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia são promover o estudo das ciências biológicas e estimular o desenvolvimento dos jovens talentos nesta ciência, assim como estreitar laços de amizade entre os países participantes, fomentar a cooperação e o intercâmbio de experiências.
Portugal será o anfitrião das VI Olimpíadas Iberoamericanas de Biologia, que, na primeira semana de Setembro de 2012 transformarão Cascais na “capital da Biologia”, recebendo delegações de todos os países do espaço Iberoamericano, desde Espanha ao Brasil, ou da Argentina ao México.
NOTA: Sobre este tema, ver Prémios justos ´merecidos ???!!!
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Etiquetas: estudante premiado
Costa propõe caminhos
A situação actual é de tal forma crítica que todos os partidos, todos os portugueses, devem fazer o esforço possível para a vida nacional se normalizar no mais curto prazo e iniciar o desenvolvimento para bem de todos os cidadãos. Essa colaboração pode ir desde a perfeição e o rigor no desempenho das suas tarefas até ao alerta para algo que julguem não estar bem e poder ser melhorado e até sugestões para soluções melhores. Depois os técnicos e os responsáveis pelas decisões escolherão o que lhes pareça mais adequado, em função de factores que são do seu conhecimento.
Por isso, têm sido aqui trazidas dicas oriundas de qualquer ponto do leque político, apenas por parecerem merecedoras de meditação pelo Poder. Assim, transcreve-se algumas frases, com interesse nacional, do artigo Costa pede “equidade” nos sacrifícios e propõe caminhos.
«…criticou os cortes nos investimentos que “são estrategicamente essenciais para a nossa competitividade” para reequilibrar as contas públicas, disse que “a gestão da conjuntura exige inteligência e visão estratégica” e pediu “equidade” na repartição dos sacrifícios.
“Os sacrifícios são necessários mas têm de ser repartidos com justiça. Se é necessário aumentar os impostos é injusto que só aumente a tributação sobre os rendimentos do trabalho e não se reparta esta carga com a tributação do património ou dos rendimentos de aplicações financeiras. Mais do que nunca em épocas de crise os valores da igualdade, da justiça e da solidariedade têm de se afirmar como condição de reforçar a coesão nacional”.
Este é o momento de executar [o acordo com a troika] e de não se desperdiçar a oportunidade de ter um amplo apoio nacional à sua execução”.
“Se é necessário diminuir a despesa, o sistema de saúde ou de educação, então que se tomem medidas que melhorem a sua eficiência, gerando poupança e permitindo mesmo fazer o melhor com menos”, … “não é aceitável que pura e simplesmente se decretem cortes cegos, fixando metas de redução da despesa sem garantia que não afectam a qualidade do sistema de ensino e de saúde”. “A cada dia há mais portugueses que sabem que a escola pública de qualidade e o Serviço Nacional de Saúde são serviços públicos essenciais, são a rede pública de segurança que garante o acesso à educação e à saúde a todas as famílias portuguesas”.
“Só o crescimento económico garantirá a prazo a consolidação sustentável das finanças públicas, pelo que comprometer o crescimento é comprometer essa consolidação e é, no fundo, esgotarmo-nos hoje num esforço inglório e em vão para o nosso futuro colectivo”.»
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Etiquetas: crise, desenvolvimento, governar
Agricultura não sofre apenas com o IVA
A ministra da Agricultura visitou o cortejo etnográfico das Feiras Novas de Ponte de Lima e, perante a pressão dos vitivinicultores mostrou interesse em "ajudar o sector do vinho", dizendo que sensibilizou o seu colega das Finanças para a necessidade de não ser criado um enquadramento que desfavoreça este sector, que é muito importante para agricultura portuguesa". Aludia ao receio de o IVA do vinho subir para a taxa máxima.
É muito interessante que a Srª ministra se interesse pelo IVA do vinho, tal como se interessou em dispensar o uso de gravata nos gabinetes do seu ministério. Mas estes pormenores não passam de amendoins, no universo de problemas estruturais de que padece a nossa agricultura. E é necessário e urgente que sejam tomadas medidas de fundo pois, como ela própria diz, «a agricultura faz parte do desenvolvimento do país e tem um papel muito importante neste momento difícil. É uma área de crescimento económico, que dá mostras de grande vivacidade e que pode ajudar o país a crescer, a exportar mais e a importar menos»
Já no post O essencial e o secundário lhe foram apresentadas duas sugestões importantes para a reactivação da Agricultura, que se transcrevem:
«parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.
E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.»
As pessoas que vivem da agricultura e os portugueses com laços a ela, pelo menos como consumidores dos seus produtos, desejam e esperam muito êxito da Srª ministra na reestruturação das actividades económicas com incidência na vida dos agricultores e dos consumidores.
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Etiquetas: agricultura
sábado, 10 de setembro de 2011
Política coerente precisa-se
Um tema que tem sido debatido com certo calor tem sido o da retirada de apoio à obtenção da pílula e um dos argumentos é que isso contraria a liberdade e o direito das mulheres, adquirido à custa de uma luta feminista muito acirrada. Mas o mesmo argumento surgirá, por papel químico ou fotocópia, se for colocada a questão de os abortos voluntários deixarem de ser feitos nos hospitais públicos e deixarem de ter apoio estatal.
São dois apoios com o dinheiro dos contribuintes, concedidos por estadistas sem um mínimo de inteligência e de coerência com um eventual objectivo que tivessem procurado atingir. Ora se o Estado dá apoio para a não procriação, pretenderá reduzir a população nacional e desenvolver a libertinagem das mulheres que poderão passar a entregar-se aos prazeres de momento, em amores de uma noite de discoteca, pagando do dinheiro público para esse fomento. A tais desejos de «liberdade», o Estado nada deve obstar desde que daí não resulte prejuízo para a colectividade ou para terceiros, mas não deve ir ao ponto de malbaratar o dinheiro dos contribuintes sem censo nem lógica.
Se o interesse não era fomentar tal libertinagem e houvesse sensatez e coerência, bastaria permitir que cada uma usasse os meios anticoncepcionais que desejasse, apoiando apenas os casos de necessidade clínica e perante carência de poder de compra da paciente.
Mas o mais grave no tocante à aparente falta de inteligência e de lógica política, é o fomento da irresponsabilidade, pois após passar a ser apoiada a aquisição de anticoncepcionais, só engravida a mulher que o deseja ou que for desmazelada ou IRRESPONSÁVEL, ou que por motivo de amores arrependidos pretende abortar. Mas essa, se é uma pessoa responsável e idónea, terá logicamente de arcar com as consequências da sua decisão. Logo o Estado, pelo facto de apoiar a aquisição de meios preventivos, não deve considerar-se obrigado a suportar o apoio à «interrupção voluntária da gravidez» e já fez muito em a permitir, para «liberdade da mulher».
Como seria honroso para os nossos políticos mostrarem um pouco de inteligência, coerência, lógica, sentido de responsabilidade, olhando para as pessoas e estimulando-as a serem responsáveis, cumpridoras das leis e saberem aproveitar os apoios que têm sem exigirem a sua substituição no ónus dos seus próprios erros. Antes de decidir reduzir as despesas, convém ver qual dos pontos - ou os anticoncepcionais ou o apoio ao aborto voluntário - deve deixar de ser apoiado. Parece que deve ser mais humano cortar o apoio aos abortos voluntários que deixam de ser necessários, se as mulheres forem responsáveis e souberem usar os anticoncepcionais que são apoiados pelo Estado.
Haja políticas coerentes!
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Ansiedade e pânico
Do artigo Geração à rasca. Ataques de pânico são mais visíveis, transcreve-se a seguinte passagem para estimular a reflexão sobre o cuidado a ter na formação dos jovens, preparando-os para as realidades e para saberem enfrentar e ultrapassar dificuldades.
«Por detrás da ansiedade, que pode transformar-se em pânico, a psicóloga acredita que está o aumento da exigência dos papéis escolares e profissionais mas também o facto de os jovens crescerem mais sozinhos, com prejuízo para a autoconfiança e redes de segurança. Nuno Sousa, psicoterapeuta, acredita que o problema, embora seja sério, deve ser visto como uma oportunidade para uma sociedade em transformação, que pode a partir destes jovens integrar novos valores. "É uma geração ansiosa que não foi estimulada a pensar e a sentir, cresceu num período de ter e de consumo. Agora vive um momento em que o futuro é desconhecido, tanto para eles que são jovens, como para os cuidadores, para o Estado, para as instituições." Saber lidar com a mudança, aprendizagem normal nesta faixa etária, é por isso mais difícil. "Os modelos de vida que eram conhecidos, por exemplo para alguém com 18 anos, estão em risco e há dificuldade em reconhecer alternativas." A solução, defende, passa por saber usar a dificuldade. "Na consulta digo que catástrofe em grego significa mudança brusca, mas não tem de ser para pior."»
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Marques Mendes persiste e insiste
Em 7 de Outubro de 2010 Luís Marques Mendes, consciente de que a principal causa da crise era o excesso de despesas inúteis em institutos fantasma que apenas serviam para dar emprego a «boys», apresentou uma lista de institutos públicos que podem ser extintos.
Passados onze meses e tendo havido mudança de Governo, apresenta uma longa lista que é uma nova edição daquela, a fim de ajudar o Governo a olhar para este problema incontornável.
Esperemos que a lista seja devidamente utilizada para bem dos portugueses, colectivamente.
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Etiquetas: «boys», burocracia, despesas, simplicidade
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Estado vende ao Estado !!!
Vários especialistas apontam, como causas primárias da actual crise, as descontroladas negociatas em que as fabulosas quantias em jogo não tinham a mínima cobertura da moeda com correspondentes valores materiais, apenas se tratando de contabilidade em papel ou em símbolos virtuais.
Por isso, num momento de combate ao défice e à dívida soberana em que se deve procurar tornar transparente a grande confusão que vai sendo descoberta, é estranho que se fale que a CGD, que é do Estado, deve vender ao Estado as seguradoras, para se capitalizar. Quem beneficia com este negócio de mudar o dinheiro de um bolso para o outro? A minha ignorância, sentido da dignidade e tendência para o rigor, dificultam-me a compreensão destas habilidades.
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Etiquetas: CGD, negociatas, transparência
Mário Soares elogia Vítor Gaspar???!!!
Mário Soares, do cimo da sua larga experiência política e do muito saber acumulado durante os seus anos de vida diz que o Ministro das Finanças é um «político ocasional», o que para bons pensadores é um elogio. Já em tempos, Cavaco Silva declarava, com vaidade e como propaganda, não ser político profissional, tendo Mário Soares reagido a demonstrar que isso não era verdade. E o tom desta polémica deixava perceber que ser político profissional não era nada abonatório. Daí que chamar «político ocasional» ao Ministro das Finanças seja um elogio. Significa que ele está imaculado dos pecados, dos vícios e manhas com que os políticos destas quatro décadas, se enriqueceram e levaram o País à crise de que agora os mais pobres sofrem as terríveis consequências, em todos os sectores expostos à cobiça e à gula dos governantes.
Mas além deste eventual elogio, e de aceitar que se trate de um bom «técnico de contas», o ex-PR alerta para a necessidade de uma visão política no sentido de não perder de vista que governar é tomar medidas conducentes a melhorar a vida da população e não se limitar a aumentar impostos e fazer sucessivos e repetidos cortes. Na realidade, a maior parte das medidas destinadas a minorar os efeitos visíveis da crise, são negativas a médio e longo prazo, pelo que devem se comedidas e muito ponderadas, porque governar com eficiência implica que se definam objectivos estratégicos para futuro e que os mesmos nunca sejam perdidos de vista e que a população deve ser sempre o elemento nacional mais privilegiado.
Sobre este tema têm interesses os seguintes textos dos jornais de hoje:
“País precisa de um efectivo Governo, não basta ter um contabilista”
Governar a martelo
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Prémios justos, merecidos???!!!
Num comentário no post premiar o mérito ???!!! é chamada a atenção para o post de 11 de Maio de 2011 Cavaco e o desenvolvimento e neste refere-se o artigo produzir mais e melhor, no qual o PR diz palavras estimulantes ao desenvolvimento da economia.
Para ser coerente com as palavras seria de esperar que as comendas concedidas em 10 de Junho condecorassem empresários que mais exportam, que mais impostos pagam, que mais empregos dão, que mais altas médias de salários pagam (sem contar com os administradores e os mais altos gestores). Mas, como de costume, foram orientadas para as actividades de ócio ou serviços públicos com muita despesa, muita burocracia, corrupção e sem produtividade, pouco ou nada contribuindo para o desenvolvimento, no significado mais prático para o quotidiano e o futuro, como agora se pretende?
Porém, os seus múltiplos assessores e consultores não mostraram estar sintonizados com o pensamento expresso pelo mais alto dignitário e, assim, não ajudaram a encontrar a melhor solução para estimular o desenvolvimento de Portugal, pensando nos portugueses comuns.
Estes factos passados, saltam agora das arcas da memória, ao ver que Sua Ex.ª condecorou os jogadores da selecção das “quinas” de futebol de shub-20 que receberam a condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique, enquanto a equipa técnica de Ilídio Vale foi agraciada com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique, por a selecção se ter sagrado vicecampeã no Mundial da Colômbia.
Como seria se tivesse sido campeã???
Há algo de desproporcionado e menos digno ao comparar-se o prémio dado a estes «artistas» do ócio e a indiferença e o desprezo perante jovens estudantes e cientistas cujo valor tem sido internacionalmente reconhecido, como aqui tem constado. Tais cientistas, estudantes e os alunos melhor classificados em exames nacionais são promessas de um futuro melhor para o Portugal desenvolvido que todos desejamos.
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Etiquetas: prémios, sensatez, sentido de Estado
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Como compreender ???!!!
Segundo a notícia do Jornal de Notícias Professor foi nomeado para direcção 'extinta', o Ministério da Educação, no preciso dia em que anunciou a extinção dos directores regionais de Educação, nomeou novos directores. Entre os nomeados destaca-se o até agora presidente da Associação Nacional de Professores, João Grancho, que vai liderar a Direcção Regional de Educação do Norte até ao final de 2012.
Se a crise ainda não existisse, viria agora. Que gente é esta? Que equipa é esta? Como se pode alimentar a confiança e a esperança dos portugueses? Será trabalho dos «especialistas» recentemente nomeados sem concurso público? E tantos «especialistas» não são suficientes para evitar estes «lapsos»? Será necessária uma interinidade tão prolongada até o processo de extinção ser encerrado? Tem sido referido que para sair da crise é preciso não perder tempo, uma semana ou um mês de demora tem consequências indesejáveis. O povo diz que «depois de cavalo morto, cevada ao rabo». É preciso tratar o moribundo com urgência para procurar adiar a morte.
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Etiquetas: rigor, sentido de responsabilidade
Rui Rio alerta !!!
Transcrição:
Rui Rio lança avisos contra política de Passos Coelho
Jornal de Notícias 06 de Setembro de 2011. 00h48m
Rui Rio lançou esta segunda-feira à noite vários avisos ao Governo. Em entrevista na RTP-N, o presidente da Câmara Municipal do Porto disse que, no capítulo do aumento dos impostos, o Executivo de Passos Coelho "não estará bem". "Mas como digo: lá pelo facto de não estar bem ao cabo de dois meses e tal não quer dizer que não esteja bem daqui a quatro ou cinco meses", disse.
O autarca evidencia, porém, compreensão sobre as dificuldades. "Reduzir a despesa não é tão simples como se diz quando se está na oposição. Porque eu acabo com um instituto público, mas as pessoas existem..."
O autarca deu exemplos sobre matérias em que diverge. "Eu tinha de chegar ao IRS e estabelecer algumas prioridades, uma, duas, três nas quais não tocava em prejuízo de outras. Há duas vertentes no IRS que tínhamos de defender: a Educação e a poupança. Os descontos da Educação tínhamos de proteger ao máximo", sugeriu, dizendo não acreditar que 2013 possa ser "fantástico".
Estas declarações juntam-se às críticas de alguns dos barões do PSD, designadamente Manuela Ferreira Leite, Vasco Graça Moura e Marques Mendes, e ainda o independente Eduardo Catroga.
NOTA: Estas críticas a que se juntam outras como a de Marcelo Rebelo de Sousa, serão mais uma manifestação da «autofagia» que caracteriza o PSD e tem levado a uma vertiginosa sucessão de presidentes sem lhes dar tento a aquecer a cadeira? Ou será vontade de que o Governo actue de forma maus benéfica para Portugal e os portugueses? Será desejável que a intenção que conduz às críticas seja a segunda e que sejam apresentadas sugestões sensatas e construtivas e que elas sejam tidas em consideração nos estudos que o Governo fará antes de tomar decisões e fazer promessas. Não se pode perder tempo, mas não pode haver precipitações irreflectidas. Os portugueses precisam ser bem governados. Portugal precisa reentrar na via dom desenvolvimento.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Reforma do Estado ???!!!
Há meio século, havia os conhecidos «planos de fomento» que eram mecanismos de gestão conducentes à continuidade de acções positivas para o desenvolvimento nacional de forma convergente para objectivos de longo prazo. Qualquer decisão era inserida na sua linha orientadora, para um maior rendimento do esforço, da energia e dos meios utilizados. Hoje, pelo contrário, tudo é resolvido sobre o joelho, com decisões focando o imediato, com a concessão de subsídios isolados e pontuais, sem uma visão estratégica. Veja isso no post O essencial e o secundário.
Marcelo Rebelo de Sousa traduz essa falta de uma estratégia com objectivos bem definidos e ideias claras de como os atingir com a frase “Falta a ideia de uma reforma do Estado”.
Mudando ou não a Constituição, é urgente que se decida emagrecer a estrutura dos «tachos» inúteis, ou melhor, com utilidade apenas para os boys nomeados por compadrio e amiguismo e que são a causa da obesidade do Estado. A definição das grandes linhas estratégicas não pode ser feita “ às pinguinhas, de improviso”, mas «de uma vez só», de forma coerente para ser convincente e transmitir a segurança do rumo que se pretende dar ao barco.
É urgente, porque «cada dia e semana que passa, é um dia e uma semana que se perde”, que se evidencie seriedade, competência, vontade de defender os interesses de Portugal e o bem-estar dos portugueses mais carentes. A Educação devia ser mais orientada para os comportamentos mais racionais da população; a Justiça devia ser mais agilizada, rápida e olhando todos por igual, sem as imunidades dos elementos de bandos privilegiados; os serviços de apoio social deviam obedecer a critério bem claro e rigoroso, para não oscilarem ao sabor do caso isolado, etc.
Sem linhas orientadoras bem definidas, desperdiçam-se energias, em que o tempo é o recurso mais escasso e crítico, e são colocados remendos sem olhar ao contraste de cor e diferenças do tecido. É indispensável capacidade de visão conjunta e de sentido de Estado.
Há que evitar, fazer promessas vagas e ocas, deixando passar o tempo sem fazer nada visível bem orientado para criar uma sociedade mais justa e sem definir o País que queremos e a linha de desenvolvimento a seguir.
Começa a haver razões para recear pelo que acontecerá quando o bom povo despertar e vir claramente o que os Governos, a coberto de um regime viciado em atavismos negativos, têm feito do País.
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sábado, 3 de setembro de 2011
Nova Constituição segundo António Barreto
Transcreve-se a notícia que apresenta ideias claras sobre factores que devem ser apreciados na elaboração da nova Constituição. O assunto merece ser bem ponderado, pelo que me dispenso de realçar partes do texto ou acrescentar qualquer nota:
António Barreto defende nova Constituição aprovada com referendo popular
Público. 03.09.2011 - 16:55 Por Luciano Alvarez
O sociólogo António Barreto defendeu hoje uma nova Constituição para Portugal, aprovada pela primeira vez com um referendo popular e após um debate que envolva toda a sociedade. Pede, acima de tudo, uma Constituição "de princípios universais e permanentes".
Numa intervenção na Universidade de Verão do PSD, que amanhã termina em Castelo de Vide, Barreto considerou mesmo a revisão da carta magna do país uma “tarefa muito urgente”.
“A revisão constitucional, ou a refundação da Constituição, ou a elaboração de uma nova Constituição é uma tarefa muito urgente, muito séria e que não deve ser feita como no passado”, disse aos alunos sociais-democratas.
Barreto alegou que os tempos de crise não são impeditivos de uma revisão da Constituição, lembrando que a de 1976 foi feita durante a maior crise que Portugal já viveu. “E foi essa Constituição que ajudou a resolver a crise”, acrescentou.
Barreto não crê que a actual Constituição seja a causa dos problemas de Portugal, mas afirma não ter dúvidas que impede o país “de encontrar melhores soluções”. “Defendo uma nova Constituição, cuja estrutura, essência, dimensão, linguagem, propósito sejam muito diferentes da actual”.
O presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos enumerou os argumentos que considera fundamentais para a mudança da carta magna do país. O primeiro prende-se com o facto de “haver muita gente que se queixa da Constituição” e desta estar “sempre a ser evocada a bem e a mal, estar sempre a ser posta em causa”.
Também, a actual Constituição impede políticas e reformas. “Impede a procura livre de soluções para muitos dos nossos problemas”, disse Barreto.
A “carga ideológica” da Constituição é outro dos argumentos – o que, segundo Barreto, “obriga a políticas concretas, contrárias à vontade do soberano” eleito.
O facto de condicionar “excessivamente o Parlamento e o Governo, o legislador e as novas gerações” e de transformar “muito frequentemente os debates políticos em ‘a favor’ ou ‘contra’ a Constituição”, em vez de “se discutirem os méritos da proposta A ou B”, foram outros dos argumentos defendidos pelo sociólogo.
Por fim, acrescentou “que todas as gerações têm o direito de rever a Constituição, sobretudo quando é muito política ou programática”.
Quanto ao método de revisão, António Barreto propõe que o Governo e a Assembleia da República “digam ao povo o que pretendem” e que seja criada uma comissão de debate sobre a Constituição, com um mandato de um ano e aberta a toda a sociedade. “Que ninguém diga ‘não tenho nada a ver com isso’”, afirmou. Tal debate terminaria com um referendo, “em que, pela primeira vez, os portugueses digam ‘sim’ ou ‘não’ à Constituição”.
Barreto considerou ainda que a actual Constituição é “super-defensiva” e “cheia de ratoeiras”. Mas o principal defeito, acrescentou, “o mais importante defeito”, é que “diminui a liberdade dos cidadãos e dos seus representantes”.
“Obriga as gerações actuais e futuras a aceitarem decisões de gerações anteriores e limita a liberdade de escolha e decisão dos governos e dos parlamentos para traçarem as políticas correntes”, disse António Barreto. “A maior parte da Constituição não é feita de princípios universais e permanentes, é feita de orientações tácticas e estratégicas a curto prazo e de circunstâncias”, explicou.
Direitos universais
Barreto quer uma Constituição escrita para os cidadãos “que acabe com a fragmentação dos direitos”: “Há mais direitos parcelares que universais. Os direitos das mulheres são às centenas, os dos jovens às dezenas, os direitos das crianças são diferentes dos direitos dos jovens, os direitos dos trabalhadores são centenas, os direitos dos deficientes, dos artistas, dos imigrantes. Isto não é uma Constituição é um programa político. A Constituição define direitos universais, não importa que seja homem ou mulher.”
Renovar a representação popular é outro dos objectivos que a nova Constituição deveria conter, “nomeadamente recriar um sistema eleitoral que não exclua cidadãos”. “A Constituição excluiu nove milhões de portugueses que não se podem candidatar a eleições”, afirma.
Barreto diz que não quer um parlamento de independentes, mas diz que “se dez milhões têm o direito a eleger, os mesmos dez milhões deveriam ter direito a ser eleitos”. Até porque acredita que, quando for possível haver candidaturas independentes, que essas candidaturas criariam “racionalidade às decisões”. Ou seja, “quando os partidos políticos se sentirem ameaçados” por candidaturas independentes vão escolher melhor os seus candidatos.Reformar a Constituição judiciária é outra das propostas de António Barreto, considerando que a justiça “é o pior problema de Portugal”. E deu alguns exemplos do que, nesta matéria, devia ser revisto: “Evitar que o presidente do Supremo [Tribunal de Justiça] seja o presidente do Conselho Superior [de Magistratura]; eliminar os três conselhos superiores e fazer um só e retirar poderes ao Conselho Superior.”
“Em Portugal criou-se um vício semântico e político: em nome da independência do juiz quando julga, principio que eu reputo quase sagrado, criou-se a independência em auto-gestão dos juízes. E isso é inaceitável. Se os juízes são órgãos de soberania como alguns pretendem ser, têm de respeitar o soberano. E o soberano é o povo”, salientou.
Manifestou-se também contra o movimento sindical dos juízes que deveria “ser inibido”: “Os militares são inibidos do direito sindical e ninguém grita. Os juízes também o deveriam ser.”
O sociólogo diz que pretende “um debate sereno, profundo, racional sobre a Constituição, durante meses e não de supetão. Quem fizer este debate, que o faça sabendo que o povo está à escuta”.
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Empobrecer mais a maioria da população
Duas notícias, depois de muitas outras em tom semelhante, deixam os cabelos em pé:
1. Taxas moderadoras na saúde vão aumentar mais do que inflação
Esta contradiz frontalmente a ideia que o inefável engenheiro Ângelo procurou vender sem pudor nem vergonha, em Castelo de Vide. Não queira convencer-nos de que os super-ricos são afectados por este aumento. Eles, tal como um ex-ministro da saúde confessou, não vão aos hospitais públicos!!!
2. Governo quer cortar 1500 milhões de euros nos ministérios sociais
Esta junta-se à anterior também a destruir a falácia do ilusionista engenheiro Ângelo. Como provará que esta medida vai afectar os ricos da mesma forma que os pobres? Como justifica que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres esteja a aumentar? Como explica que em época de crise em que os pobres apertam o cinto á volta das vértebras, os super-ricos se gabem de aumentar as suas fortunas e de as suas empresas terem lucros de milhões?
Os impostos aumentam e são criados outros novos, os cortes na saúde disparam escandalosamente. Nos apoios sociais passa-se o mesmo. Tudo isto recai nos mais carentes, pobres e classe média.
Mas as despesas do Estado não encaram a redução através da solução preconizada por Luís Marques Mendes na sua lista com dezenas de institutos públicos que devem ser extintos ou fundidos. Ou será que a solução então apresentada só era válida para o governo anterior e, agora, não pode ser considerada para poderem ser anichados os actuais «boys», especialistas, assessores, compadres e afilhados, que já vão em cerca de 500, além de administradores para reforçar equipas que estavam eficientes?
Em vez da prometida simplificação e agilização da máquina do Estado assiste-se à criação de «grupos de trabalho» e de «task forces», de que resultará certamente aumento das despesas e da obesidade do Estado. Será que houve estudos rigorosos que levaram a concluir da necessidade de tal criação? Será que vai haver clara definição de tarefas e dos critérios de avaliação de desempenho?
Será que o actual Governo pretenderá seguir os conceitos do cardeal Mazarino, uns anos antes de a guilhotina da Revolução Francesa dar remédio aos exageros e injustiças criadas por tais conceitos? Haja bom senso!
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O essencial e o secundário
Se é certo que cada pormenor deve merecer a atenção devida e proporcionada, é indiscutível que deve ser sempre analisado dentro de um conjunto mais vasto. A táctica só tem interesse se contribuir para a consecução do objectivo estratégico.
A notícia «Assunção Cristas garante ajudas para vitivinicultores afectados pela quebra de produção», mostra o seu interesse em não recusar ajudas pontuais, isoladas, muitas vezes como reacção a apelos de pessoas lesadas por efeitos de riscos inerentes à sua actividade. Porém, não deve esquecer-se que toda a actividade tem riscos e aqueles que as praticam devem ter consciência disso. Não podem colher benefícios e, quando os não há, irem exigir que os seus riscos sejam suportados pelos outros contribuintes.
Neste momento, em questão de ajuda á Agricultura parece de maior prioridade e urgência reestruturar o actual sistema complexo de distribuição por forma a reduzir o número de intermediários, desde o produtor agrícola até ao consumidor final, que nada acrescentam ao real valor dos produtos alimentares e apenas lhes aumentam o preço. Valerá a pena comparar o preço médio de venda pelo produtor com o preço de compra pelos consumidores. O factor de multiplicação é espantoso.
E para reactivar a agricultura que tem estado adormecida há décadas, será conveniente difundir, em contacto directo e na área, noções de agricultura moderna e de escolha dos produtos a criar em cada zona, conforma as características dos terrenos e das condições climáticas. Os técnicos dependentes do ministério devem perder o receio de sujar as botas com pó e lama.
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Perversidade de conselheiros do Poder
Transcrevo o comentário que F Vouga colocou no post Ângelo Correia ou Warren Buffett ???!!! , que vem a propósito do tema e é bastante esclarecedor:
«Para os devidos efeitos transcrevo o seguinte diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, na peça teatral "Le Diable" Rouge, de Antoine Rault:
«Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…
Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado… é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criámos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criando outros.
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E sobre os ricos?
Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer, e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!»»
NOTA: Este texto que mostra bem o exagero a que chega a perversidade de conselheiros dos governantes e, infelizmente, na maior parte dos casos, devido a obtusidade e miopia destes, tais pérfidos conselhos são postos em prática, para progressivo empobrecimento e degradação da sociedade.
Mas não esqueçamos que pouco tempo depois do diálogo transcrito, a guilhotina da Revolução Francesa tratou ecologicamente da questão. É nisso que os actuais ricos que, inteligentemente, dizem pretender contribuir para a solução da crise, estão a pensar e a procurar evitar, preferindo pagar agora um pouco para evitar ficar sem nada numa próxima revolução global.
O sábio angélico, cego pela ambição, segue as ideias do Cardeal Mazarino e não vislumbra esse escape apontado por Warren Buffett e aplicado pelos 16 empresários super-ricos franceses para evitar a «guilhotina»!
Vejamos o que o futuro nos trará, possivelmente mais cedo do que se pode pensar.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Ângelo Correia ou Warren Buffett ???!!!
Ângelo Correia recusa imposto especial para mais ricos, alegando que «quem tem mais já contribui na devida proporção»
Diz que, «quando as taxas progressivas de impostos são aplicadas a quem ganha mais, eles já estão a pagar muito mais. Quando ao IMI é aplicada uma majoração é a quem tem casa, em princípio ricos e classe média, ou seja, toda a tributação que existe em Portugal já penaliza mais os ricos do que os pobres».
As declarações de Ângelo Correia opõem-se claramente à posição de Warren Buffett e de 16 empresários super-ricos franceses.
Não tem razão naquilo que afirma com ar que procura ser convincente. Com efeito, o recente aumento do IVA que foi multiplicado quase por 4, favorece os ricos em prejuízo dos pobres. Estes gastam em electricidae, gás e no supermercado tudo o que ganham, enquanto os ricos só sujeitam ao IVA uma pequena parte do seu rendimento, porque os investimentos em acções, obrigações e off-shore estão isentos de IVA. Mesmo que assim não fosse, o IVA é um imposto injusto porque não tem escalões conforme o grau de rendimentos.
Também o subsídio de Natal, no conceito de subsídio, depois do corte anunciado, vai ser de poucas centenas de euros para os menos ricos e de vários milhares para os qye recebem salários dourados, como se os ricos precisassem de mais ajuda para as filhós. Logo aqui AC não tem razão. Mas se considerarmos que é um imposto extraordinário sobre o 13º mês, também nesse caso há favorecimento dos ricos porque é um imposto injusto, cego, sem escalões, usando a mesma fórmula matemática para os mais carentes e os mais ricos.
Por esta ordem de raciocínio das declarações deste notável, talvez venhamos a ouvi-lo a insurgir-se contra o combate à corrupção e ao enriquecimento ilícito!
Prefiro Warren Buffett de quem consta:
«Seus filhos não terão uma significante parte de sua fortuna, sendo que 83% de Berkshire vai para a Fundação de Bill e Melinda Gates, ou seja, 10 milhões de ações (aproximadamente US$ 30.7 bilhões), fazendo dessa a maior doação da história, transformando Buffett em um dos maiores filantropos do capitalismo.
Outra parte de sua fortuna irá para sua própria fundação, a Fundação Buffett. A herança de sua mulher, avaliada em US$ 2.6 bilhões, foi para a fundação quando ela morreu, em 2004.»
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Etiquetas: justiça social
