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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O futuro imprevisível da UE

Através de análise imparcial, o Professor João César das Neves, na sua crónica o futuro da União, cula leitura se aconselha, mostra a persistente capacidade de sobrevivência da União Europeia, apesar de ter sido criada sem bases sólidas por «integrar, económica e politicamente, tantos países com leis, hábitos, culturas e propósitos tão diferentes» o que «é, realmente, uma impossibilidade histórica». Mesmo assim, tem-se mantido com a bandeira erguida.

Já resistiu e ultrapassou a várias crises que cita: em 1963, o veto de De Gaulle; em 1973, a crise do petróleo; em 1984 "rebate" de Thatcher; em 1993, a crise do sistema monetário europeu; em 2000, as sanções contra a Áustria; em 2003, o desacordo na invasão do Iraque; em 2005 a rejeição da Constituição. «Em todos estes momentos, e muitos outros, se falou do fim da Europa. E com razão. Mas ela ainda dura. A dramática situação desde 2010 constituirá mais um dos episódios a juntar à longa lista. Se a Europa sobreviver, claro.»

A dúvida não pode ser ignorada. E se a UE pode sobreviver durante muitos mais anos, também pode ser derrubada por um clic ocasional na sempre imprevisível natureza humana dominada por pânico ou medo excessivo e incontrolado. O autor lembra que «ninguém entra em pânico com aviso prévio. O terror é algo repentino, imprevisto, inopinado.»

Planear é prever e nisto não podem ser ignorados sinais significativos. Recordemos Camões que na estrofe 89 do Canto Oitavo dos Lusíadas citou "Nunca louvarei o capitão que diga «não cuide".

Imagem de arquivo

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ansiedade e pânico

Do artigo Geração à rasca. Ataques de pânico são mais visíveis, transcreve-se a seguinte passagem para estimular a reflexão sobre o cuidado a ter na formação dos jovens, preparando-os para as realidades e para saberem enfrentar e ultrapassar dificuldades.

«Por detrás da ansiedade, que pode transformar-se em pânico, a psicóloga acredita que está o aumento da exigência dos papéis escolares e profissionais mas também o facto de os jovens crescerem mais sozinhos, com prejuízo para a autoconfiança e redes de segurança. Nuno Sousa, psicoterapeuta, acredita que o problema, embora seja sério, deve ser visto como uma oportunidade para uma sociedade em transformação, que pode a partir destes jovens integrar novos valores. "É uma geração ansiosa que não foi estimulada a pensar e a sentir, cresceu num período de ter e de consumo. Agora vive um momento em que o futuro é desconhecido, tanto para eles que são jovens, como para os cuidadores, para o Estado, para as instituições." Saber lidar com a mudança, aprendizagem normal nesta faixa etária, é por isso mais difícil. "Os modelos de vida que eram conhecidos, por exemplo para alguém com 18 anos, estão em risco e há dificuldade em reconhecer alternativas." A solução, defende, passa por saber usar a dificuldade. "Na consulta digo que catástrofe em grego significa mudança brusca, mas não tem de ser para pior."»

Imagem do Google

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