Terminado o almoço num restaurante económico, adequado à actual austeridade, três amigos, que atraíram o proprietário, emitiam palpites, entre sérios e humorísticos, de que se reproduzem de memória alguns excertos:
UM- Mas diz lá, se te dessem a escolher entre a doença de Alzheimer e a de Parkinson, qual escolherias?
DOIS- Seguiu-se hesitação … e a preferência de que optava pela de Parkinson, porque o cérebro deve estar sempre operacional.
TRÊS- o proprietário lembrou o fim da vida da mãe, imobilizada que passava todo o dia na posição em que fora colocada de manhã.
UM- Pois é nós pensamos nos que ficam, mas o paciente de Alzheimer não se sente preocupado por coisa alguma. Para ele tudo está bem. Enquanto o de Parkinson paga a cerveja e não a bebe por a entornar, o de Alzheimer bebe a cerveja e sai por se esquecer de a pagar.
AMIGO ANTÓNIO- Vocês já pensaram que o de Parkinson, mesmo que mantenha a mente totalmente lúcida, vive enclausurado numa máquina que não lhe obedece e não consegue materializar as suas vontades? Mas o de Alzheimer embora não se sinta, não seja infeliz, não tem vida como ser humano, tem apenas vida vegetal. Conheço um amigo que já deixou escrito à família que pretende, quando deixar de os reconhecer e de conversar com lógica, lhe dêem apenas medicamentos para não ter dor física mas excluam qualquer medicamento para lhe prolongar a vida incluindo os alimentos. E aqui se coloca espaço para a polémica sobre o direito ao suicídio assistido e à eutanásia.
Chegados a este ponto o DOIS ausentou-se porque só aceitava a legalidade de se terminar com a vida depois de a Igreja tomar uma posição favorável.
O AMIGO ANTÓNIO, continuou a definir a sua opinião e disse que a vida nos foi dada e é nossa responsabilidade fazer dela a melhor gestão para nosso benefício e da humanidade e é moral que tenhamos liberdade para tomarmos as decisões que achemos melhores, depois de profunda reflexão e de obtermos conselho de especialistas da nossa confiança.Tudo acaba e a nossa vida não é excepção, e é preciso aceitar o último momento com serenidade e dignidade.
Para fim de almoço não foi um bom digestivo, mas para pessoas com capacidade de pensamento foi um tema para meditação durante a tarde.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013
CONVERSA INDIGESTA MAS QUE SUSCITA REFLEXÃO
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
“O Valioso Tempo Dos Maduros”
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
PS defende morte e ausência da vida???
Transcreve-se um artigo de Mário Crespo de há dez meses e meio que continua a dar que pensar. Tem havido fortes indícios de que a ideia não só não foi abandonada como está a ser implementada sistematicamente, com a indiferença apática do povo mantido em coma induzido, com discussões secundárias que desviam as atenções, tal como as camuflagens em campo de batalha.
O horror do vazio
Jornal de Notícias. 2009-02-16. Por Mário Crespo
Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte.
No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado.
Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro.
Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida.
O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência. Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer.
Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Monólogo de idoso
Tive um dia difícil muito propício à meditação. Esta manhã, quando ia de comboio para o almoço das Sextas estive parado na linha do comboio quase uma hora devido a um individuo que se suicidou sob os rodados de uma composição que iria duas ou três à frente da minha.
O Homem (ou mulher) foi egoísta até ao último momento, pois haveria muitas formas de por termo à vida sem prejudicar milhares de pessoas que eram transportadas nas composições que foram paradas na linha. Por outro lado, pensamos nos pensamentos trágicos que minaram aquele cérebro nos últimos tempos de vida. Quantas dificuldades insolúveis para aquela criatura.
Parecidas com estas reflexões vieram outras. Quando regressava do almoço, que decorreu perto do largo da Severa acima da Rua do Capelão, ao percorrer a pé a Rua João das Regras que desemboca na Praça da Figueira, estava uma jovem entre outras, mais ou menos graciosa e um idoso (com aspecto de ser mais «experiente» (ou «velho» ou idoso do que eu) a dizer: «a menina: é bonita, aliás na sua idade são todas bonitas».
Sem abrandar o passo que me ia levar ao Cais do Sodré para tomar o comboio, olhei rapidamente para trás e vi umas coxas semi-cobertas por uma mini-saia generosa e umas meias de malha larga e transparente , não chegando ao meio da coxa.
Imaginei o monólogo do idoso (experiente ou velho).
- Ela é mesmo atraente, mas se for com ela arrisco-me a apanhar a sida.
- Mas que me importa, tenho de morrer, se não for de sida, será de outra coisa que até pode ser pior e, ao menos, desta forma, terei momentos de grande prazer. (Ao imaginar este diálogo, pensei no suicida do comboio).
- Mas eu tinha decidido que havia de morrer saudável, sem uma doença prolongada, não fumo, não bebo em exagero, tenha cuidado com a comida.
- Mas tenho de decidir. Esta hipótese de morrer saudável não está garantida, enquanto os minutos de prazer que esta menina me pode dar, ninguém mos tira depois…
À laia de telenovela interrompida, deixo aos leitores o drama que se poderá seguir na mente ou mesmo no corpo deste idoso. E não esqueçam os dramas que devem ter afligido o suicida dos carris.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
A Vida já não é respeitada
Indivíduos matam familiares e estranhos por motivos fúteis. O marido irado «Mata mulher à frente da filha e assassina GNR», caso que foi notícia destacada, que devia fazer pensar os responsáveis pela Segurança Interna e pela Justiça na forma mais adequada de evitar o agravamento desta fobia e desrespeito da vida alheia.
Mas esse desrespeito está dentro de muitos cidadãos e, o que é mais incompreensível dentro da cabeça e do coração de muitos agentes da Justiça, como mostra a notícia «Condutor que matou peão não foi proibido de guiar». Não é com esta benevolência para o homicida que se exerce poder de dissuasão para tais desmandos. Na estrada praticam-se os piores crimes contra o ser humano, embora se possa dizer que é por negligência. Mas é uma negligência culposa, porque a arma que se tem na mão – o carro – é altamente perigosa e merece sérios cuidados que não podem ser descurados.
A última notícia que chega diz que «16 militares colhidos por automóvel ligeiro», o que mostra que grande parte dos automobilistas consideram a estrada como exclusivamente sua e inteiramente disponível para conduzirem despreocupadamente e não possuem capacidade para reagir perante qualquer obstáculo ou outro utente da estrada pública.
Perante estes desrespeitos pelas vidas alheias os agentes da autoridade, em todos os sectores relacionados com a Segurança de pessoas e de bens, deviam agir de forma mais eficaz tanto nas medidas dissuasoras como nas repressivas.
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domingo, 8 de novembro de 2009
Vinte regras para uma vida plena
Depois da Bíblia nos ensinar que a vida depende de nós, do suor do nosso rosto, das nossas acções do nosso mérito, como se vê, por exemplo da parábola dos talentos (Mateus 25,14-30; Lucas19, 11-28 e de o filósofo Grego ter dito «conhece-te a ti mesmo» surgiu mo início do século passado o pensador russo Guerderf a falar do auto-conhecimento e da importância de saber viver. Segundo ele, devemos definir o que queremos para nós em cada momento e ter a noção daquilo que é principal. Equivale de certo modo ao que consta em Pensar antes de decidir.
Como resumo, apresentou 20 regras de vida e dizem os especialistas que quem seguir metade destas regras já começou a aprender a viver com qualidade interior, a gerir a sua personalidade.
As 20 regras:
1. Faça pausas de 10 minutos a cada 2 horas de trabalho, ao longo do dia, e pense em si, analisando as suas atitudes.
2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou alguém. Querer agradar a todos é desgastante.
3. Planeie o seu dia, mas deixe sempre um espaço para o improviso, consciente que nem tudo depende de si.
4. Concentre-se em apenas numa tarefa de cada vez, para não se cansar desnecessariamente.
5. Esqueça-se, de uma vez por todas, que é imprescindível, por mais que isso lhe desagrade.
6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos.
7. Peça ajuda sempre que necessário, mas escolha as pessoas certas para o efeito.
8. Diferencie os problemas reais dos imaginários. Elimine estes últimos porque são pura perda de tempo e ocupam espaço necessário para coisas mais importantes.
9. Tire prazer de factos quotidianos como dormir, correr e tomar banho, sem achar, no entanto, que isso é o máximo a desejar na vida.
10. Não se envolva na ansiedade e tensão alheias de forma compulsiva. Faça uma pausa para depois tomar o diálogo ou a acção que se impõe.
11. Família não é você. Está junto de si, compõe o seu mundo mas não é a sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso e o travão do movimento e da busca que pretenda incutir nas suas acções.
13. É sempre preciso ter alguém em quem se possa confiar abertamente num raio de 100 Kms. Não adianta se estiver mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de se retirar do palco, de deixar de ser o centro das atenções. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falam mal de si e nem se atormente com esse lixo mental, escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem convencimentos e vaidades vãs.
16. Competir na vida a dois, é óptimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe a firmeza, o que é muito diferente.
18. Uma hora de intenso prazer substitui com vantagem 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais do que o sono. Logo, não perca a oportunidade de se divertir.
19. Nunca abandone estas 3 grandes e inabaláveis amigas: A Intuição; A Inocência; A Fé.
20. Você é o que fizer por SER!
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Abelhas e extinção da Natureza
Actualmente começa a falar-se do perigo das alterações climáticas, como consequência, em grande parte, da poluição ambientar, na terra, no mar e no ar. Mas não se tem ouvido falar neste sintoma de que a extinção da vida na Terra poderá estar para breve, devido ao desaparecimento de um factor insubstituível da procriação em cadeia. transcreve-se este artigo de muita actualidade. A misteriosa doença das abelhas
Estes insectos estão a desaparecer e, sem eles,pouco tempo de vida restará à Humanidade. O problema chama-se CCD e a genética tenta enfrentá-lo.
Na província de Sechuan, Sul da China, as abelhas desapareceram nos anos 80, devido ao uso descontrolado de pesticidas. Para sobreviver, os agricultores têm de polinizar manualmente as pereiras,a três milhões de flores polinizadas diariamente por uma colmeia transformaram-se num trabalho lento e árduo, de mão-de-obra intensiva.
O assunto inspirou dois livros editados em Junho, na Inglaterra e Estados Unidos: A World Wthout Bees de Alison Benjamin e Brian McCallum e Spring Wthout Bees: How Colony Colapse Disorder Has Endangered Our Food Supply, de Michael Shacker.
Desde que a CCD foi descoberta na Florida pelo apicultor David Hackenberg, pouco se concluiu sobre o que causa a doença, apenas que as abelhas saem da colmeia e não regressam, deixando a rainha, os ovos e as larvas á fome.
Vírus mutantes, infecções por fungos produtores de toxinas, pesticidas, stresse nutricional, stresse migratório(longas horas de transporte a que estão sujeitas as abelhas usadas comercialmente para polinizar culturas), tudo isto pode fragilizar o seu sistema imunitário, deixando-as mais vulneráveis ás doenças - a CCD seria o equivalente da sida nas abelhas.
Mesmo sem esta nova praga, o ritmo de declínio das populações apícolas já era preocupante. "Se o numero de abelhas continuar a diminuir aos níveis documentados de 1989 a 1996, as abelhas domésticas deixarão de existir em 2035", dizia May Berenbaum, investigadora da Universidade de Illinois, citada pelo livro A World Without Bees, muito antes de a praga ter sido descoberta.
Alguns cientistas procuram resolver o problema através da manipulação genética. Mas será que uma superabelha resistente aos virus, que combine a agressividade da abelha africana com a docilidade da abelha ocidental, capaz de resistir á doença sem deixar de ser domesticável, conseguirá evitar o desaparecimento das abelhas e, consequentemente, do ser humano?
António Rodrigues in revista Sábado
O fim do mundo segundo Einstein:
"Se as abelhas desaparecerem da superficie da terra, então o homem só terá quatro anos de vida"
ANO 1 . Desaparece o mel, depois a fruta (com excepção das bananas e dos ananases) e a maior parte dos vegetais.
ANO 2 . Sem flores polinizadas, há menos sementes, folhas, flores e frutos para passaros e prquenos mamíferos.
ANO 3 . Omnívoros e carnivoros não têm alimento e morrem.
ANO 4 . Desaparece o que resta da humanidade depois das drises alimentares....
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Porque não usufruímos a vida e o ambiente?
Transcrição do blog Sempre Jovens de uma canção cantada por uma criança. Embora haja legendas, são em inglês e a autora do post, consciente da importância de uma profunda reflexão sobre o tema, teve o cuidado de fazer a tradução e publicar em separado para que possamos ler calmamente e meditar a letra. Uma bela lição.
Digam-me porquê?
No meu sonho, as crianças cantam
uma canção de amor para cada um de nós.
O céu é azul, os campos verdes e o riso é a língua do Mundo.
Depois eu acordo, e tudo o que vejo
é um Mundo cheio de gente com necessidades,
Digam-me porquê? Tem que ser assim?
Digam-me porquê? Será que há algo que eu não entendi?
Digam-me porquê? Porque eu não entendo
quando alguém precisa de alguém
nós não damos as mãos para ajudar, digam-me porquê!
Todos os dias me pergunto,
o que tenho que fazer para ser um homem.
Terei que me erguer e lutar
para provar a toda a gente quem sou eu?
Será para isso que serve a minha vida?
Para desperdiçá-la num mundo cheio de guerras?
Digam-me porquê? Tem que ser assim?
Digam-me porquê? Será que há algo que eu não entendi?
Digam-me porquê? Porque eu não entendo
quando alguém precisa de alguém
nós não damos as mãos para ajudar, digam-me porquê!
Digam-me porquê? Será que há algo que eu não entendi?
Digam-me porquê?
Porquê? Porquê? os tigres fogem
Porquê? Porquê? Nós disparamos armas
Porquê? Porquê? Nós nunca aprendemos
Pode alguém dizer-nos porque deixamos a floresta arder?
Porquê? Porquê? Dizemos que nos importamos
Porquê? Porquê? Nos erguemos e espantamos
Porquê? Porquê? Os golfinhos choram
Pode alguém dizer-nos porque deixamos o mar morrer?
Porquê? Porquê? Se somos todos iguais
Porquê? Porquê? Nós passamos a culpa aos outros?
Porquê? Porquê? Isto nunca mais acaba
Pode alguém dizer-nos porque não podemos ser só amigos
Porquê? Porquê?
Tradução adaptada da autora do post.
Fernanda Ferreira
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Carta escrita no ano 2070
Ano 2070
Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água.
Creio que me resta pouco tempo.
Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos.
Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques. As casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro por aproximadamente uma hora.
Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes, todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras.
Agora, raspamos a cabeça para mantê-la limpa sem água.
Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.
Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que a água jamais poderia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados.
As infecções gastro-intestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A indústria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam os empregados com água potável em vez de salário.
Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética.
Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era oito copos por dia, por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo.
Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque a rede de esgoto não funciona mais por falta de água.
A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozónio que os filtrava na atmosfera.
Com o ressecamento da pele, uma jovem de 20 anos parece ter 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.
Alterou-se a morfologia dos gâmetas de muitos indivíduos.
Como consequência, há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações.
O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto.
Quem não pode pagar é retirado das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar.
Não são de boa qualidade, mas se pode respirar.
A idade média é de 35 anos.
Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército.
A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação, é de chuva ácida.
As estações do ano foram severamente transformadas pelas provas atómicas e pela poluição das indústria do século XX.
Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente, mas ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques.
Falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse.
O quanto nós éramos saudáveis!
Ela pergunta-me:
- Papai! Por que a água acabou?
Então, sinto um nó na garganta!
Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos.
Agora, nossos filhos pagam um alto preço...
Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto ... enquanto ainda era possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!
FAÇA ESTA MENSAGEM CHEGAR A SEUS CONHECIDOS.
POR CADA PESSOA QUE A LER VOCÊ ESTARÁ CRIANDO UM POUCO DE CONSCIÊNCIA
PARA CUIDAR À SUA VOLTA.
A ÁGUA ESTÁ COM SEDE DE ÁGUA.
NOTA: À Amiga e colega autora do Sempre Jovens, Fernanda Ferreira, agradeço esta oportunidade de prestar um serviço publico, ao contribuir para aqui colocar este texto que demorou muito tempo a extrair do .pps mas fi-lo com gosto.
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Portugueses são dos mais infelizes da Europa
A felicidade é algo de muito subjectivo, também expressa pelos termos alegria, júbilo ou contentamento e, por isso difícil de medir e comparar. Trata-se de um sentimento humano de bem-estar, euforia, empolgação, paz interna, sendo o seu oposto a tristeza. Os sentimentos, de uma forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivem.
Segundo o artigo do DN, «Só búlgaros e letões são mais infelizes que os portugueses». Dada a subjectividade do tema, esta conclusão não é um palpite, mas resulta de um inquérito sobre a qualidade de vida dos europeus A felicidade média da população da UE - calculada a partir das respostas de 35 mil cidadãos europeus em idade adulta, de 31 países europeus - ronda os 7,5 pontos, na escala de um a dez. Os portugueses nas respostas ao inquérito situaram-se na cauda da Europa dos 15 onde a media é de 6,9 pontos. Mais infelizes, depois dos portugueses, apenas os letões e os búlgaros. Os três países no topo da lista da felicidade da EU são Dinamarca, Suécia e Finlândia.
O inquérito agora divulgado por uma Agência da UE está integrado num estudo da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound), ontem divulgado.
O estudo evidencia, como é do sentimento geral, que indivíduos com ordenados elevados, emprego seguro e um nível elevado de educação são os que se dizem mais felizes na vida. Pelo contrário, as pessoas que não podem pagar pelas necessidades básicas, não podem deixar de se considerar infelizes.
Para poder chegar a conclusões numéricas, o inquérito foi realizado em 31 países em toda a Europa entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008 e abrangeu aspectos como qualidade de vida, atitude face ao futuro, condições de vida e de experiência de vida, grupos sociais e demográficos, idade, rendimentos, relações familiares e saúde (acesso, distância a hospitais e a médicos, seu custo, atrasos), e outros.
Daqui se conclui que o rectângulo lusitano constitui um óptimo desafio para os governantes e demais políticos mostrarem o que valem na consecução do objectivo de elevar a posição de Portugal entre os seus parceiros europeus. É certo que os sentimentos pertencem ao mais íntimo das pessoas, mas tais sentimentos, como mostra o referido estudo, dependem de muitos factores cuja melhoria está ao alcance de governantes e autarcas. Os portugueses devem observar mais os actos do que as palavras dos seus eleitos, a fim de concluírem do seu grau de desempenho das funções que lhes foram delegadas. As árvores avaliam-se pela quantidade e qualidade dos seus frutos, e é assim que os cidadãos devem olhar para os eleitos.
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Etiquetas: felicidade, saúde, vida
sábado, 27 de outubro de 2007
Apoio a jovem em dificuldade
A Internet, quando bem utilizada, pode servir para melhorar as condições de vida das pessoas, principalmente através do efeito de palavras amigas e de incentivo.
Há cerca de um mês, apareceu num post meu um comentário um tanto enigmático e fui retribuir a visita ao blog do comentador, tendo ali encontrado uns posts que denunciavam uma alma em crise e desequilíbrio, com uns comentários de amizade e apaziguamento de uma visitadora. Como tinha tempo disponível quis deixar umas palavras mas não sabia se aquilo eram desabafos de uma situação crítica ou apenas exercícios de escrita, aliás, de boa qualidade literária e boa expressão de ideias coerentes.
Mais tarde, há poucos dias, foi-me chamada a atenção para um novo post nesse blog em que o autor mostrava uma situação que mais parecia a despedida de um suicida e citava o meu nome agradecendo a minha ajuda e compreensão. Não hesitei em deixar logo ali as melhores palavras de apoio e de sugestão que me surgiram.
Apareceu um novo post mais sereno mas que mostrava ainda uma instabilidade que necessitava ser cuidada. Lá deixei novo comentário e recebi um e-mail a agradecer, o que me levou a colocar mais um comentário.
Como esses meus textos são públicos, ao alcance dos visitantes do blog, de que não cito o nome para não criar dificuldades ao seu autor, não é indiscrição dar-lhes aqui maior visibilidade com duas intenções: poderem ser considerados interessantes para pessoas em situação de crise semelhante e, por outro lado, para congregarem apoios de leitores que tragam novas palavras úteis para complementarem as minhas, escritas espontaneamente, tornando de maior utilidade.
Seguem-se os referidos comentários:
Primeiro comentário (antigo)
Uma posição muito positiva. Força amigo.
A vida é luta. As dificuldades ajudam a fazer músculo, necessário para vencer na vida.
Depois de vencer uma tempestade temos a bonança, o prazer de mais uma vitória. E a certeza de lá mais à frente o próximo obstáculo ser mais fácil de vencer por já termos experiência e musculatura melhor preparada.
Um abraço
Segundo comentário
Caro B...
Obrigado pelas palavras que me dirigiste. Eu, talvez de forma diferente da tua, quero contribuir para que o mundo seja melhor. Não podes, não devemos, desistir.
Toda a gente tem momentos difíceis. Eles nos dão a força e a alegria de os ultrapassarmos. Os grandes cientistas de que tomaste conhecimento nos estudos não tiveram êxito logo no primeiro momento. Quantas dificuldades tiveram de vencer. Vencer significa ter lutado, não desistir, continuar.
Há uns tempos, nestes diálogos que mantenho com gosto nos blogs, concluí que, sem o saber concretamente, o meu ídolo é a água dos rios. Ela tem uma estratégia de vitória e cada momento é luta para vencer dificuldades. As rochas as montanhas que se interpõem entre ela e o mar, não a fazem parar, desistir. Se não pode continuar o caminho, contorna o obstáculo. Se este é incontornável, para, pensa, ganha força e depois ou derruba o obstáculo ou lhe passa por cima. Segue sempre o caminho mais fácil, o possível, mas que a leva ao seu objectivo que está longe, invisível. Não se contenta com os pequenos objectivos parcelares, nem desanima por não ver o resultado final da sua luta.
Meu caro amigo, os sábios não vão desaparecendo, ficam porque são persistentes, têm fôlego de maratonistas, não são pusilânimes e sabem que Roma e Pavia não se fizeram num dia. As grandes obras demoram tempo a serem concluídas. E melhorar o mundo não é tarefa para os próximos dias, é para ocupar a tua geração até ao fim e, depois, ser continuada pelos vindouros. Não se pode desanimar por não ver resultados imediatos.
Caro B..., dos fracos não reza a história. Coragem, a felicidade não é um tabu inatingível. Ela depende daquilo que temos à nossa volta e da forma como o contemplamos, o melhoramos e nos servimos dele. É uma interacção com humildade e a certeza de que queremos servir a humanidade, com generosidade, espírito de bem-fazer. Se alguém não te compreende, terás de explicar melhor ou esperar melhor oportunidade. Olha a água do rio!!!
Um abraço e felicidade
Terceiro comentário
Caro B...,
Ontem fiquei grandemente preocupado com a situação psíquica de um ser humano a quem atribuo valor como pessoa e bom português. Mas, agora com estas tuas confidências públicas, estou mais tranquilo e optimista.
Foi pena teres apagado alguns posts, porque mais tarde poderias apreciar o percurso das tuas preocupações e a evolução que deste à vida.
Viver é isto, porque a vida é como os alcatruzes da nora, ora está em cima ora em baixo. É preciso nunca perder a energia para não dificultar a recuperação. Agora estás apontado ao bom caminho e é preciso ponderares e avançares serenamente sem esmorecer.
A vida das pessoas e dos Países funciona entre duas baias limitadoras e condicionantes: o amor e o medo. O medo é destrutivo, corrosivo e fonte de conflitos de toda a ordem. O amor é motivador de momentos felizes, em todos os aspectos. Mas nada é linear e natural, as influências negativas aparecem ao dobrar de cada esquina e tudo exige permanente atenção e precaução, tal como a condução em que o volante está sempre a ser solicitado por forma a manter a trajectória correcta do percurso.
Todas as pessoas merecem o nosso respeito, mas todas têm virtudes e imperfeições, pelo que é conveniente mantê-las à distância adequada, umas devem estar longe de nós e, de certa forma, ignoradas, enquanto outras podem ser autorizadas a entrar na nossa bolha privada, no nosso casulo. Não é fácil este exercício de classificação, e as desilusões acontecem. Temos de lhes dar apenas o seu valor e não dramatizarmos uma coisa que é para esquecer.
É preciso ter coragem para limpar as gavetas e deitar fora o lixo. O saber popular é muito rico e aqui lembro-me do ditado «águas passadas não movem moinhos».
Felicito-te pela tua lucidez de espírito e desejo que ponhas na ordem as tuas emoções. Escreve. Escreve muito, mas positivamente, para alimentar a decisão que tomaste. Aceita o apoio da tua mãe, mas sê tu próprio naquilo que tens de melhor. Parabéns pela tua reflexão.
Um abraço e votos de felicidade
Quarto comentário
Caro B...,
Li o teu e-mail e o comentário que Paula Raposo (pelo carinho dela e por um teu post dedicado a tua mãe, penso serem a mesma pessoa), e fico satisfeito por ver que estás a usar a tua inteligência para controlar a emotividade.
Como dizes ter apreço pelas minhas palavras, permito-me acrescentar mais umas ideias aos meus últimos comentários com a convicção de que as tomarás ou não em consideração conforme achares conveniente. O problema é teu e terás que o resolver com inteira responsabilidade, mas sendo sempre útil reflectir nas ajudas que te surjam, principalmente de pessoas que não são parte no assunto e apenas seguem, digamos que uma vocação de bem fazer.
O uso que fiz de ditados populares e do exemplo da água pode deixar transparecer uma personalidade encanecida, presa a um passado já antiquado. Realmente pertenço a uma geração bastante tolhida pelo receio da extroversão e da abertura nas ideias e nas palavras, isto é, desconfiada. Mas prezo-me de não ser bem assim. Irreverente, sempre gostei de pôr tudo em causa e de procurar perceber os porquês das situações.
A tua intenção de «fechar para balanço», silenciar-se para meditação e só depois voltar a escrever, talvez não seja melhor solução.
A meditação tem inconvenientes, quando não é seguido um método adequado ou assistida por outra pessoa com preparação e experiência, e se começa a andar à roda, sem se encontrar a melhor saída, como um burro a puxar a nora. Além dos ditados e da água do rio, refiro agora uma lição muito mais moderna. Raramente olhamos à nossa volta e retemos lições valiosas de pequenas coisas. Quando um computador começa com falhas e nos torna difícil continuar a trabalhar, a melhor solução é parar, desligar e passados uns minutos, voltar a ligar.
Para ti, que agora decidiste desligar, julgo que é bom voltares a ligar à escrita, mas não te carpires olhando apenas para o umbigo. Experimenta, durante uns dias, escrever orientado para fora de ti, para o ambiente circundante, mantendo-te desligado, quanto possível, das tuas emotividades. A escrita para ti, que gostas e tens jeito, é uma terapia contra o stress emocional. Mas procura, durante uns tempos, escrever pela positiva (com amor e sem medo) sobre pormenores que observes durante o dia, apreciando o que há de melhor, procurando compreender os porquês, encarando as várias hipóteses de explicação do fenómeno e possíveis vias para melhorares aquilo que te circunda.
A conversa com os teus botões é de evitar porque te azeda o íntimo e te torna cada vez mais difícil a saída do labirinto para a luz da paz, do amor e da felicidade. Usa a inteligência para te desviares de emotividades que nada melhoram. Procura esquecer-te de ti próprio e apreciar o exterior com o máximo de isenção, compreensão, condescendência, amor e paz. Isso vai fazer-te melhor e, depois, passarás a ver por outro prisma os problemas que agora te perturbam.
Os outros têm direito a gerir a sua vida e a procurarem aquilo que consideram melhor, o direito de arriscar e errar. Não devemos ficar pelas críticas, mas, se possível, e eles quiserem, procurar ajudá-los. Para nós, da observação dos erros alheios, deve ficar a lição e o aumento da nossa sabedoria.
Desculpa a extensão, mas as palavras são como as cerejas...
Um abraço e melhores votos
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A. João Soares
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Etiquetas: luta, persistência, senso, tenacidade, vida
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
O "pensamento" de uma planta
Depois de ler um título destes como podia eu passar adiante? Todos sabemos que as plantas têm vida e sabem distinguir o bom e o mau. Pois é verdade, há uma planta que pensa embora pareça um mistério. Tem um aspecto sem beleza, cresce nas florestas húmidas, nos lenhos e arrasta-se de lugar para lugar. Conhece a matéria animal porque dela come pequenas partículas. Parece que pensa pois é capaz de distinguir o que é alimento próprio para ela e o que para ela não serve de alimento. Mais ainda, é capaz de distinguir as plantas femininas da sua espécie.
O autor que falou sobre este assunto que muito excitou a minha curiosidade, H. Thomas, diz também que esta planta curiosa pensa e dorme. Como o trevo que à noite dobra as suas folhas e parece que vai dormir....A ciência tem procurado descobrir esta característica das plantas mas sem resultado. As plantas que torcem suas gavinhas é porque pensam que têm de se agarrar para se proteger. Há uma outra planta que se chama planta do Chile que é capaz, incrível, de dar uma volta completa em torno de uma árvore numa hora e quinze minutos. Há plantas que mostram características de animais superiores. Se se sentem importunadas procuram o meio correcto e só quando o encontram fazem algo para se livrarem da situação. Os antigos poetas diziam que as arvores " suspiram pela luz"e que as flores "languesciam" de amor.
Obrigada H. Thomas por este tema maravilhoso que colocaste defronte dos meus olhos.
Adelaide
Obrigado a esta nossa Amiga e colega do clube Virtual de Seniores por esta colaboração
Publicada por
A. João Soares
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17:09
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Etiquetas: pensamento, planta, vida
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Talvez
Talvez eu venha a envelhecer rápido demais. Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida. Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.
Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais. Mas jamais irei me considerar um derrotado.
Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda. Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.
Talvez um dia o sol deixe de brilhar. Mas então irei me banhar na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça. Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos. Mas terei humildade para aceitar as mãos
que se estenderão em minha direcção.
Talvez numa dessas noites frias, eu derrame muitas lágrimas. Mas não terei vergonha por esse gesto.
Talvez eu seja enganado inúmeras vezes. Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar
alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros. Mas não desistirei de continuar trilhando meu caminho.
Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades. Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.
Talvez algumas pessoas queiram o meu mal. Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.
Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música. Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.
Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris. Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.
Talvez hoje eu me sinta fraco. Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.
Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias. Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música. Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.
Talvez a vontade de abandonar tudo se torne a minha companheira. Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.
Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações. Mas não deixarei de me alegrar
com as pequenas conquistas.
Talvez eu não seja exactamente quem gostaria de ser. Mas passarei a admirar quem sou.
Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: “ainda não chegou o fim”.
Porque no final não haverá nenhum “talvez” e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia“.
Aristóteles Onassis

