Para melhorar a humanidade, cada um tem que fazer um pequeno esforço para se melhorar a si próprio. Para limpar a cidade começamos por limpar a testada do nosso prédio.
Por vezes as pessoas desanimam por não ver resultados imediatos. Mas as boas acções acabam sempre por ter efeitos positivos mais tarde.
Recordo-me de uma professora que ia de autocarro de casa para a escola numa aldeia um pouco distante e sentava-se junto a uma janela do lado da berma da estrada. De vez em quando lançava qualquer coisa pela janela. Um dia um rapaz que ia ao lado perguntou se era comida para os pássaros. Ela respondeu, são sementes de fruta que como lá em cara ou de flores, podem ser comidas pelos pássaros ou germinar nos terrenos áridos ao lado da estrada. Na primavera seguinte o mesmo rapaz disse: realmente agora a estrada passa no meio de verdura e de flores. A senhora acabou com a aridez desértica deste terreno.
É preciso aproveitar todas as oportunidades, em benefício do planeta e da humanidade.
domingo, 13 de maio de 2012
Vestido Azul
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A. João Soares
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Etiquetas: Exemplo, iniciativa
domingo, 6 de novembro de 2011
Enfrentar a crise. Procurar soluções
É corrente a afirmação de que os políticos só decidem depois de serem pressionados e, por isso, sucedem-se manifestações de toda a ordem em todos os sectores nacionais, pelas mais variadas razões. Agora na Grã Bretanha, Jovens desempregados caminharam 450 quilómetros para pedir emprego. Não utilizaram a expressão «para oferecer trabalho», mas o simples facto de dezenas de jovens desempregados se organizarem para chamar atenção para o seu problema já pode ter efeitos positivos, como o de os levar a concluir que não podem ficar á espera que outros adivinhem os seus problemas e lhes levem a casa a solução para as suas necessidades. Sem organização, sem efeito de massa nenhuma manifestação terá o êxito desejado. Outro resultado desejável desta iniciativa deveria ser a tomada de consciência de que a solução terá de partir deles de forma mais activa, com imaginação, criatividade, sentido das realidades e coragem para iniciar uma actividade que possa ser útil à sociedade e trazer-lhes uma remuneração adequada.
Em Sair da crise. 4 vectores, lê-se que o economista professor universitário João César das Neves dá quatro conselhos: Deixar-se de queixas, deixar-se de acusações, deixar-se de fantasias, enfrentar a crise. Com efeito, a crise é oportunidade e desafio.
Os jovens chineses, estão a adaptar as suas actividades à situação de crise, como se vê na notícia O novo negócio dos chineses em Portugal. Nada é definitivo na vida moderna e é preciso estar atento, analisar a situação e os sinais de mudança nas sociedades para fazer opções correctas e oportunas. Como a crise se traduz em menos despesas nas roupas, as lojas dos 300 estão a reconverter-se em lojas de frutas e legumes produtos que as pessoas não podem dispensar para a alimentação.
Certamente que, se os nossos jovens agissem com a mesma perspicácia destes chineses, encontrariam forma de se juntarem e revitalizarem actividades proveitosas e com capacidade de exportação e que têm sido desprezadas, como, por exemplo, as olarias nas zonas tradicionais dos bons barros, a tapeçaria de Arraiolos, os bordados, etc. Outras actividades internas, como pequenas empresas de reparações domésticas que se esmerem na rapidez e na perfeição, ou trabalhos de reordenamento e manutenção florestal, ou trabalhos agrícolas ou pecuários visando produtos especiais de mais procura no mercado. Há exemplos de êxito de jovens que já encararam estas soluções.
Dos quatro vectores atrás citados, deve sublinhar-se o quarto. É preciso enfrentar a crise. Os chineses estão a fazê-lo no nosso bairro.
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A. João Soares
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Etiquetas: crise, iniciativa, organização
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Combate ao desemprego jovem
A propósito da notícia de que uma jota propõe iniciativas "emblemáticas" de combate ao desemprego jovem, encontrei um texto que faz parte de um artigo publicado na Revista «L'Express», Paris, 200-.04-13, pág 48 – 53 que se refere a exemplos de empreendedorismo jovem na Suécia.
Como entre nós não existe tal tradição nem mentalidade, é preciso estudar bem o problema e descobrir as pistas para avançar na procura das melhores soluções. Há obrigatoriamente que interpretar o apoio ao empreendedorismo, como estímulo à produção de bens e serviços e consequente criação de emprego e de riqueza e não, como tem sido costume português, como forma de consumir o dinheiro público em subsídios sem esperança de rentabilidade.
Eis o capítulo do artigo, mais expressivo para este efeito.
«Empresários em série» com 16 anos
«Os suecos são naturalmente reservados, o que explica sem dúvida que eles estejam mais à vontade na Internet do que nos bares», diverte-se um professor da prestigiosa Escola real politécnica. Outra figura da nova economia sueca, Patrik Lindehag não o contradiz. Actual presidente de um dos mais importantes fundos de investimento em Estocolmo, Sky Ventures, dissimula mal o seu mal-estar perante a admiração que lhe testemunham. A sua ascensão é sem dúvida impressionante. Antes mesmo de a Internet ter verdadeiramente desembarcado no Velho Continente, ele lançava, em 1986, a primeira sociedade europeia de vendas de computadores... em linha! Não tinha então senão 16 anos e, dois anos mais tarde, revendeu o seu fundo de comércio por «apenas» seis mil contos. «O meu menos bom negócio», declara ele hoje. Com 30 anos, e apenas mais seguro de si, acaba de ceder duas outras das suas sociedades e de embolsar vários milhões de contos. Mas Patrik Lindehag não é homem para parar em caminho tão bom. «Considero-me como um empresário em série», brinca ele. A sua última criação Sky Ventures, conhece já uma ascensão fulgurante: dois meses depois da sua introdução na Bolsa, o título da sociedade ganhou mais de 500%.
«Os empresários suecos compreenderam desde há longo tempo que o sucesso das suas «novas empresas» implicava uma estratégia tanto internacional como local», analisa Staffan Helgesson, director de Startupfactory, um dos últimos viveiros de empresas em Estocolmo. «A vantagem é dupla se considerarmos que a força da Internet reside em ser um instrumento ao mesmo tempo colectivo e individual», lembra ele. Em claro, quando os Americanos e Europeus pensam primeiro em impor-se sobre o seu próprio mercado, os Suecos falam em conquistar o mundo. Com toda a simplicidade, certamente. A exemplo do Spray, a grande maioria das «novas empresas» suecas começaram também muito cedo a implantar-se no estrangeiro, por vezes antes mesmo de serem realmente exploráveis. É o caso, por exemplo, de Citikey, uma sociedade de serviços Internet dedicada aos telemóveis. Criada há precisamente um ano por um jovem diplomado da Escola real politécnica, Ziad Ismail, a neófita, já com 50 assalariados, implantou-se em Estocolmo, Berlim, Londres e Paris. «Contamos instalar-nos já este ano na Ásia e nos Estados Unidos», explica Ziad Ismail. «Ter pessoas nos mercados locais é indispensável». Os seus accionistas estão aparentemente convencidos: depois de ter já colocado sobre a mesa mais de 200 mil contos em 1999, eles aceitaram investir mais de dois milhões de contos este ano.
«O sucesso das 'novas empresas' suecas devem também muito aos investimentos públicos», lembra sempre Jean-Marie Guastavino, conselheiro científico na embaixada de França na Suécia. Montante interessante, o valor anual investido pelo Estado na investigação e desenvolvimento representa 4% do PIB, um recorde na Europa, contra 2,5% em França.
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A. João Soares
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Etiquetas: emprego, iniciativa, o
