sábado, 22 de janeiro de 2011
Cientistas portugueses em destaque
A notícia «Cientistas portuguesas recebem incentivo» mostra o caso de três jovens já doutoradas no campo das ciências da saúde, que receberam, na Academia de Ciências de Lisboa, as Medalhas de Honra L"Óréal Portugal para as Mulheres na Ciência 2010, acompanhadas de um prémio pecuniário de 20 mil euros. Foram seleccionadas por um júri de um conjunto de 70.
Vale a pena ler todo o texto da notícia, para se ter uma ideia da investigação a que as premiadas se dedicam. A elas desejamos os maiores êxitos para seu prazer e benefício e tamám para a melhor saúde do ser humano.
Cientistas portuguesas recebem incentivo
Jornal de Notícias. 18-01-2011. Por Eduarda Ferreira
Pesquisas cujos resultados podem vir a ter aplicações na área da saúde constituem o foco do trabalho das três jovens que recebem as Medalhas de Honra L"Óréal Portugal para as Mulheres na Ciência 2010, acompanhadas de um prémio pecuniário de 20 mil euros.
As suas candidaturas saíram de um conjunto de 70, analisadas por um júri a que presidiu Alexandre Quintanilha. Hoje, terça-feira, Joana Marques, Liliana Bernardino e Sílvia Barbeiro recebem a distinção, criada no âmbito internacional há mais de uma dezena de anos pela empresa de cosmética e a que se associam, em Portugal, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Comissão Nacional da UNESCO.
O intuito do prémio é o de incentivar, também através de uma dotação de 20 mil euros cada, o trabalho de mulheres com menos de 35 anos e já doutoradas no campo das ciências da saúde. A cerimónia de entrega decorre, ao fim da tarde, na Academia de Ciências de Lisboa.
O foco do trabalho de Joana Marques, desenvolvido no Serviço de Genética da Faculdade de Medicina do Porto, consiste em estudar quais os genes capazes de transformar células comuns em células pluripotentes (estas podem entrar na formação de qualquer órgão e esse poder reside naturalmente apenas nas células estaminais embrionárias.)
Uma simples célula da pele poderia, assim, facilitar utilizações terapêuticas, substituindo as embrionárias, cuja manipulação continua a levantar objecções religiosas, éticas e dificuldades técnicas. Joana Marques centra a sua pesquisa no mecanismo pelo qual alguns genes ligam e desligam a capacidade de pluripotência de algumas células.
É da matemática que parte e é a questões da área da saúde que Sílvia Barbeiro quer chegar. Esta investigadora estuda o comportamento do osso, a sua adaptação a estímulos externos e a forma como ele se regenera ou não perante condições distintas do crescimento celular .
A osteoporose e a forma como esta se instala e pode ou não ser contrariada é um dos aspectos da investigação. Mas esta estende-se também à compreensão da melhor forma de substituir articulações, fazer implantes ortopédicos ou reabilitar doentes cuja estrutura da zona facial ou do crânio tenha sido alvo de destruição. No seu estudo, Sílvia Barbeiro não cria apenas modelos que incorporem cálculos sobre materiais, mas também factores como a dinâmica a que eles são sujeitos na sua estrutura.
Os neurónios são a "matéria prima" da pesquisa de Liliana Bernardino, inserida num laboratório em que é estudado o papel de alguns fármacos na formação de neurónios.
Esta jovem investigadora dedica-se mais à função da molécula histamina. Ela está implicada na diferenciação de células estaminais em neurónios, mas também está associada ao desencadear de processos inflamatórios. Liliana Bernardino procura entender estes mecanismos, mas o seu alvo específico é tentar descobrir se e como se pode levar a histamina também a reparar ou substituir neurónios lesados, o que seria um passo para a compreensão de doenças neurodegenerativas, por exemplo do envelhecimento.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Cientista português premiado no estrangeiro
Transcrição de artigo que contribui para criar orgulho nos portugueses, num momento em que tudo arrasta para a angústia da nulidade.
Português ganha prémio na investigação da cura para o cancro
Ionline. 15-11-2010
O português, Alexandre Trindade – cientista da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa e do Instituto de Ciência da Gulbenkian – é o vencedor do segundo prémio no concurso “MedImmune European Cancer Research” que premeia os novos cientistas que se destacam na luta contra o cancro.
"Estou muito orgulhoso por receber o segundo prémio deste concurso", disse Alexandre Trindade. "Ter-me sido dada a oportunidade de apresentar o meu trabalho a um painel de especialistas líderes em oncologia e receber um feedback positivo foi uma experiência extremamente gratificante." O cientista recebeu um prémio de 1200 euros.
O concurso foi aberto a licenciados e pós-graduados de toda a Europa, com dez finalistas seleccionados para apresentar as suas pesquisas a um painel de jurados especialistas. Os três vencedores foram anunciados na cerimónia de entrega de prémios na Universidade de Cambridge depois da avaliação das apresentações com base no mérito científico, inovação e apresentação.
O primeiro prémio (2300 euros) foi entregue a Carmela De Santo do Instituto de MedicinaMolecular The Weatherall, da Universidade de Oxford.
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domingo, 7 de novembro de 2010
Cientista português em destaque
Transcrição de artigo:
Português cria em laboratório primeiro fígado humano
TVI24 | 07- 11- 2010 09: 22
Objectivo de Pedro Baptista é criar órgãos para transplante humano
Um português de 33 anos conseguiu criar em laboratório o primeiro fígado humano, noticia a agência Lusa. Pedro Baptista, responsável pela equipa do instituto norte-americano que fez a investigação, pretende criar órgãos para transplante humano.
Muito mais pequeno do que um fígado humano (cerca de dois quilos), o órgão criado no laboratório de Medicina Regenerativa da Universidade de Wake Forest tem apenas 2,5 centímetros de diâmetro e pesa pouco mais de cinco gramas.
Pedro Baptista garante que aquele tecido «possui muitas das funções que o fígado tem», mas agora é preciso descobrir a fórmula certa para o fazer crescer.
A equipa de investigadores vai começar a fazer transplantes em ratos de laboratório.
«Se as coisas correrem bem nos ratos, ou seja, se o órgão tiver a função que nós esperamos, então começaremos a tentar aumentar o seu tamanho e o transplante numa espécie maior», explica o jovem investigador.
O objetivo final é conseguir criar um órgão capaz de ser transplantado para os humanos. Pedro Baptista acredita que essa poderia ser uma realidade dentro de «cinco a dez anos», mas lembra que tudo está «dependente dos recursos e de como as coisas vão correndo».
«Infelizmente, nem sempre acontece como queremos. Em ciência é sempre complicado fazer previsões, especialmente quando podem lançar alguma esperança em doentes terminais», disse.
O investigador sublinha que «este é um passo importante para os doentes porque são os primeiros fígados alguma vez feitos em laboratório que têm função de um fígado humano», lembrando que «já outros grupos tinham conseguido fazer fígados, mas apenas com células animais».
A descoberta poderá ser também importante para atestar a segurança de novos medicamentos: «Para o estudo do metabolismo de drogas e de toxicidade de químicos faz mais sentido usar este tipo de tecido, com células humanas, do que os tecidos de células animais, porque nem sempre os órgãos animais metabolizam as drogas e os químicos da mesma maneira do que os humanos», explica.
Apoiado no último ano por estudantes da universidade, Pedro Baptista publicou a sua investigação no jornal «Hepatology».
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sábado, 18 de setembro de 2010
Mais um troféu para Portugal
Para contrabalançar o desgosto depressivo que os nossos políticos, economistas e financeiros nos causam persistentemente, criando crises, em vez de as evitarem e sendo incapazes de as sanar, é com prazer que tomamos conhecimento de mais um prémio internacional muito significativo que foi atribuído a um nosso compatriota.
A notícia Investigador recebe prémio internacional diz que:
«O astrónomo português Nuno Cardoso Santos recebeu ontem, sexta-feira, na Arménia, o prémio internacional Viktor Ambartsumian, o segundo mais importante na astrofísica, que distingue investigadores por excepcionais contributos para a ciência.
O investigador do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), recebeu o prémio no valor de 385 mil euros que irá dividir com os colegas de projecto, Michel Mayor, da Universidade de Genebra, e Garik Israelin, do Instituto de Astrofísica das Canárias.»
Felicitamos o Dr. Nuno Cardoso Santos e desejamos muitos outros êxitos na sua carreira.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Portugueses na linha da frente
Depois do post Aluno português brilhou em competição no Japão e dos muitos factos semelhantes referidos na lista de links nele inseridos, surge agora a notícia que cita dois investigadores portugueses, Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro, e Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa como pertencerem à «equipa europeia que descobriu um novo sistema planetário» constituído por três planetas semelhantes a Neptuno. Este sistema, agora conhecido por terrestres, e baptizado como "Tridente de Neptuno", tem, tal como o nosso sistema solar, uma cintura de asteróides e um dos planetas encontra-se em zona potencialmente habitável por seres parecidos com os humanos.
A descoberta constitui um passo na evolução da ciência do conhecimento do espaço, mas para nós representa mais uma prova de que temos cérebros que nada devem ao melhor que há no mundo, que não temem comparações. É a confirmação de que não há razões para pessimismos. Apenas precisamos de melhorar a capacidade cívica, a ética geral, e saber fazer melhores escolhas de gente válida para gerir com eficácia os valores nacionais, sem esbanjamentos, nem fanfarronices, nem arrogâncias, nem desejos desmiolados de enriquecimento rápido sem olhar a meios.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Três mulheres cientistas premiadas
Para levantar os olhos do pântano de lamúrias em que os portugueses andam atolados, costumo aqui trazer notícias de jovens de valor em diversos sectores que devem ser apontados como exemplo para quem deseja ter um futuro melhor e engrandecer Portugal.
Agora é a vez da notícia Três cientistas recebem prémio que as ajudará a saber mais sobre cancro, obesidade, diabetes e hipertensão referente a três investigadoras que receberam, na Academia de Ciências de Lisboa, um estímulo de milhares de euros com a atribuição das Medalhas de Honra L"Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.
Desde o desenvolvimento de estratégias para combater possíveis aliados do processo de metastização de um cancro até à pesquisa de formas de impedir que as células que acumulam gordura cresçam e se multipliquem, passando pelo estudo de um pequeno órgão que parece funcionar como um sensor de insulina capaz de desencadear doenças como hipertensão e diabetes do tipo II.
Maria José Oliveira: Os aliados do cancro. A investigadora do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB), no Porto, vai dedicar-se ao estudo do papel das células do sistema imune (macrófagos) no processo de metastização de um cancro. Durante os próximos três anos, num trabalho em parceria com o Ipatimup (Instituto de Patologia e Imunologia da Universidade do Porto), a cientista vai perseguir os macrófagos para perceber como é que estes se tornam aliados de um tumor, ajudando-o a espalhar-se para outros órgãos do corpo.
Joana Salgado: Controlar os adipócitos. Esta investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Molecular da Universidade de Coimbra, é mais uma das guerreiras na batalha contra a obesidade, uma doença que afectará mais de um bilião de pessoas no mundo. E nada como conhecer melhor o "inimigo" para o combater. Assim, a investigadora vai tentar conhecer melhor o funcionamento das células que acumulam gordura (os adipócitos) e testar novas estratégias para impedir que aumentem, em número e tamanho.
Sílvia Conde: O sensor de insulina. A pesquisa da investigadora da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa quer contribuir para o desenvolvimento de novas terapias para duas das mais frequentes doenças actualmente: a hipertensão arterial e a diabetes II. Nos próximos dois anos, o alvo de Sílvia Conde será o corpo carotídeo, um pequeno órgão situado na bifurcação das artérias carótidas que funciona como sensor de oxigénio. Quando subimos uma montanha, por exemplo, este sensor é activado e, entre outras reacções, a frequência respiratória aumenta.
Para saber mais, clique no título da notícia.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Elvira Fortunato cientista de micro-electrónica
Agradeço ao Amigo Fernando Rezende o envio de textos e pistas para um tema altamente honroso para Portugal e para os portugueses. Trata-se da cientista Elvira Fortunato, dedicada à tecnologia de ponta, premiada pelo European Research Council com 2,5 milhões de euros e considerada uma das melhores cientistas do mundo na área das nanotecnologias.
A importância destes tema não se compadece com um curto resumo e, por isso, deixo aos interessados pistas para serem melhor esclarecidos e partilharem o meu agrado por termos uma compatriota de tal gabarito internacional e que deve servir de estímulo e desafio para os jovens estudantes. Um exemplo brilhante.
Eis alguns links:
Para pesquisa no Google: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&source=hp&q=ELVIRA++FORTUNATO&btnG=Pesquisa+do+Google&meta=&aq=null&oq=
Elvira Fortunato, cientista portuguesa de micro-electrónica, uma das melhores do mundo
Inovação Mundial – Universidade Nova produz primeiros transístores com papel
A cientista que ganhou 2,5 milhões de euros do European Research Council
Dispositivos podem ser aplicados em superfícies de papel, vidro, cerâmica, metal ou plástico.
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domingo, 6 de setembro de 2009
Este País pode ser um grande Portugal!!!
No estado em que o País se encontra, em plena crise de auto-estima generalizada, assumo como dever de bloguista, deitar mão a toda a notícia positiva e geradora de esperança e de confiança em valores nacionais, para a divulgar com a finalidade de levantar o moral dos portugueses, a sua auto-estima.
Hoje deparei com dois casos de grande interesse, para este propósito.
Jorge Pacheco, físico e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, juntamente com uma equipa internacional olhou para as relações das células cancerígenas entre si e com as células dos tecidos em que estão inseridas que apresentam estreitas relações bioquímicas entre si, aplicando a teoria dos jogos na progressão de um tumor específico que afecta a medula do osso.
Essas células aparecem, crescem e multiplicam-se inseridas num tecido com diversos tipos celulares A equipa descobriu que o sucesso do combate deste cancro depende das relações intercelulares que são boicotadas pelos tratamentos médicos. O estudo foi publicado esta semana na revista "British Journal of Cancer". Para ler toda a notícia faça clique neste link.
A outra notícia refere uma mulher de 19 anos de Paredes que sofria de um tumor maligno que lhe roía a mandíbula inferior e que no hospital de Vila Nova de Gaia foi submetida a uma operação que durou 10 horas e em que a cirurgia reconstrutiva maxilofacial à custa de um pedaço do ilíaco para ali transplantado. São passados seis meses, a moça sente-se felicíssima e considera o cirurgião um herói. Há dez anos que Horácio Costa, médico especializado em Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, tudo faz para que o serviço que fundou no Centro Hospitalar de Gaia tenha como função reconstruir vidas. Para ler toda a notícia faça clique neste link e neste.
Para conhecer a filosofia do Dr Horácio Costa e outra cirurgia reconstrutiva que teve um sucesso especial por se tratar de uma má formação congénita de um recém-nascido sem grandes esperanças, clique neste link e neste.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Mais cientistas em destaque
Somos um povo amargurado, minado por um pessimismo mórbido que dificilmente olha para o que há de mais positivo e gerador potencial de esperança em melhor futuro. Hoje surge a notícia «Portugueses produzem sensor inovador de ADN» que tenho o prazer de aqui juntar às anteriormente publicadas «Cientista português honra o País» e «Cientistas portugueses em destaque» e a outras mais antigas.
Segundo revelou ontem Elvira Fortunato, professora, investigadora, conhecida especialista em micro-electrónica, do Departamento de Ciência dos Materiais e directora do Centro de Investigação de Materiais da Universidade Nova de Lisboa, Investigadores portugueses produziram pela primeira vez um método de detecção de ADN usando uma vulgar impressora de jacto de tinta, com recurso a materiais e tecnologia de baixo custo e amigos do ambiente.
Este novo sensor sensor, desenvolvido por uma equipa conjunta dos departamentos de Ciência dos Materiais e Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, foi aceite para publicação próxima pela revista "Biosensors and Bioelectronics", o que deve constituir motivo de orgulhos para os portugueses.
Foi um trabalho feito por cientistas portugueses e em Portugal, ou "made in e made by" como gosta de dizer a investigadora, que dirige a equipa, tendo esta já em 2006 criado um sensor para detectar ADN, mas que era baseado em silício, o semi-condutor convencional usado em electrónica. Agora foi dado um grande passo em frente.
Em conclusão, há em Portugal cérebros privilegiados, que honram a memória dos heróis doe descobrimentos e que, se bem apoiados, podem alcandorar o nosso País ao nível dos mais desenvolvidos. Mas é pena que os políticos que temos aturado careçam de inteligência, capacidade, sentido da responsabilidade, dedicação aos mais altos valores éticos e tenham arrastado a imagem da Política para a lama, a ponto de cultivar a mediocridade e não ter criatividade suficiente para renovar as equipas com o que houver de melhor na camada mais jovem, na senda da excelência. Valerá a pena analisar as listas para as próximas eleições, procurar detectar os novos nomes e indagar quais as suas «qualidades» que lhes deram jus à inclusão nas listas. Isso dará ideia do que os actuais políticos pretendem do futuro de Portugal.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Cientista português honra o País
Há três dias publiquei aqui uma referência a um cientista do sector da das ciências biomédicas com o que me senti muito feliz. Hoje volto com outro nome, também no mesmo ramo do saber.
O Dr. José Silva, biólogo português, de 35 anos, do Centro para a Investigação de Células Estaminais da Universidade de Cambridge, em Inglaterra, publicou na edição online da revista norte-americana “Cell” a descoberta a que se refere o artigo «Português descobre gene crucial para transformar células adultas em estaminais embrionárias», fruto de 5 anos de estudos intensos feitos com muito interesse e dedicação. Quanto aos pormenores científicos, sugiro os interessados a lerem o artigo, para o que basta fazer clique no título aqui deixado.
Estes dois casos como outros aqui referidos, são excepção à regra geral definida por José Gil quando afirma que os portugueses têm tendência para a inserção sem grande apetência para a criatividade e a inovação. Realmente, vivemos muito presos ao passado com orgulho nos descobrimentos (como se nos últimos cinco séculos nada tenha havido de bom) e, apesar de ultimamente terem sido publicados muitos livros, nada surge de inovador, voltado para o futuro. Na sua maioria, são livros de recordações e memórias, por vezes vistas por uma óptica distorcida e muito parcial, expressando ódios e rancores com tricas e coscuvilhices em demasia. Mas nada de soluções para o futuro de aproveitamento das poucas potencialidades económicas a anímicas que possamos ter, nada de projectos de modernização bem ajustados às realidades nacionais para serem viáveis e eficientes.
O exemplo destes cientistas e de jovens estudantes que têm evidenciado valor a nível internacional, devia ser seguido por políticos e pensadores que se preocupam com a vida das gerações mais novas, os cidadãos de amanhã. Para sair da actual pasmaceira política do «cada vez mais na mesma», sem cérebros válidos a pensarem no futuro do regime, apenas ouvi há dias o Dr. Medina Carreira a sugerir um tipo de programa de governo e de equipa governamental muito em sintonia com o esboçado no post «código de bem governar».
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Cientistas portugueses em destaque
Mais um caso positivo que deve aumentar a auto-estima dos portugueses. Jovens cientistas destacam-se na protecção contra a malária. Transcreve-se integralmente o artigo do Público, pelo interesse que tem. Parabéns aos jovens cientistas que defendem o nome de Portugal da forma mais elogiável.
Cientistas portugueses descobrem mecanismo de protecção natural contra formas graves da malária
Público.17.08.2009 - 20h01 Teresa Firmino
Trabalho abre portas a uma nova estratégia de combate à doença.
Os cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência publicaram hoje artigo em revista norte-americana.
Todos os anos, o parasita da malária infecta 200 a 500 milhões de pessoas no mundo e mata um a dois milhões. Então, o que é que protege naturalmente da morte a esmagadora maioria dos infectados? A equipa de Miguel Soares, do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, acaba precisamente de descobrir um mecanismo de protecção natural contra as formas graves da malária e hoje publicou os resultados na revista norte-americana “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
Esta protecção natural acabada de identificar não tem a ver com a capacidade de o próprio sistema imunitário eliminar o parasita da malária, o “Plasmodium”. Nem tem a ver com a eliminação do parasita com medicamentos antimaláricos, pois mesmo entre quem os recebe há mortes — sem que se soubesse explicar, até agora, por que tal acontecia. A resposta da equipa de Miguel Soares é que essa protecção natural tem a ver com a capacidade de os próprios tecidos do organismo se protegerem contra a resposta em curso do sistema imunitário contra o agente patogénico.
Vamos por partes. Ao sermos picados por mosquitos anófeles, que se alimentam de sangue humano, o parasita da malária pode ser transmitido: entra na corrente sanguínea e dirige-se para o fígado, infectando as suas células e multiplicando-se aí. Em seguida, estas células rebentam e libertam o parasita de novo na corrente sanguínea, que vai infectar os glóbulos vermelhos. Poucas células do fígado são destruídas nesta fase, explica Miguel Soares, de 41 anos.
É quando os glóbulos vermelhos se rompem, depois de o parasita se ter multiplicado ali, que surgem os sintomas da doença, como ataques de febre, suores, arrepios e até a morte.
Num trabalho anterior, a equipa de Miguel Soares já tinha demonstrado que o que estava na origem desses sintomas. Quando o parasita leva à ruptura dos glóbulos vermelhos — que transportam o oxigénio dos pulmões para os tecidos do corpo através da hemoglobina —, esta proteína é lançada para a corrente sanguínea. Uma vez aí, a hemoglobina liberta os seus quatro grupos de ferro (através dos quais o oxigénio se liga a esta proteína) e são eles que causam os sintomas graves da malária.
Normalmente, estes grupos de ferros são inofensivos. Mas com a infecção do parasita da malária em curso, o caso pode mudar de figura. E são as células do fígado que vão ser atingidas por aqueles grupos de ferro. Ou nos casos mais graves de malária, as células do cérebro, como também já havia mostrado esta equipa.
“No contexto da resposta que está a acontecer — há células do sistema imunitário a fazer tudo para matar o Plasmodium —, se as células do fígado recebem um grupo de ferro ao mesmo tempo, o resultado é que morrem”, explica Miguel Soares. “Há uma hepatite. O fígado pára de trabalhar.”
Mas isto é algo que acontece raramente. É aqui que entra em cena uma enzima. Chama-se heme-oxigenase-1, é produzida nos tecidos do organismo quando são expostos a um “stress” oxidativo e tem a capacidade de degradar precisamente os grupos de ferro. Ou seja, tem um efeito protector das formas mais severas da malária, que afecta sobretudo crianças (onde se inclui a malária cerebral).
Nova estratégia de luta
Servindo-se de uma metáfora, Miguel Soares diz que o sistema imunitário está a dar marteladas no parasita, mas pelo caminho nós próprios também levamos marteladas e podemos morrer. Esta enzima protege-nos, amortecendo essas marteladas.
“Normalmente, a maioria das pessoas com malária não morre, porque há este mecanismo de protecção natural. Os tecidos estão protegidos e os indivíduos podem usar a sua resposta imunitária natural para matar o parasita sem comprometer o fígado, os rins, os pulmões...”
Como é que os cientistas chegaram a esta descoberta? Estudando ratinhos — por exemplo, modificaram geneticamente alguns animais para que a enzima protectora não fosse produzida e, dessa forma, puderam ver os efeitos devastadores no fígado.
Portanto, a equipa de Miguel Soares revelou um mecanismo de protecção, até agora desconhecido, durante a luta do organismo contra o parasita da malária, que pode abrir a porta a uma estratégia de combate à doença completamente diferente da utilizada até ao momento. Além de continuar a matar-se o parasita com antimaláricos, poderá então provocar-se o aumento da protecção do organismo através de medicamentos que copiem o efeito da enzima. Em ratinhos, pelo menos, o fármaco que a equipa testou, um anti-oxidante banal, teve um “resultado dramático”.
A prova dos nove
Para tirar as teimas de que há um mecanismo natural de defesa dos tecidos do organismo durante a luta contra o parasita da malária, a equipa de Miguel Soares testou um fármaco banal, em ratinhos. Se nessa guerra entre parasita e hospedeiro, os tecidos se protegem com a produção de uma enzima, talvez um fármaco que imite o efeito dessa enzima também proteja os animais das formas graves da doença. Testaram o anti-oxidante N-acetilcisteína, usado em bronquites, pneumonias ou tuberculose. “Se isto for tudo verdade, este fármaco devia funcionar. E funcionou, em ratinhos”, diz Miguel Soares.
T.F.
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Mais jovens portugueses premiados internacionalmente
Tiago Outeiro, 32 anos, dirige desde 2007, a Unidade de Neurociência Molecular e Celular do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Trata-se uma equipa de jovens investigadores que está a desenvolver dois projectos dedicados ao estudo da doença de Parkinson, resultante da perda de neurónios em várias zonas do cérebro.
O cientista explicou à Lusa "num deles, estamos a tentar identificar genes que interferem com a formação de formas tóxicas de agregados de proteínas que se encontram na doença de Parkinson". " É um projecto com um potencial muito grande, porque, nesta altura, ainda não sabemos muito bem quais os melhores alvos terapêuticos em que devemos intervir", acrescenta.
O outro projecto consiste na observação da relação ente os mecanismos do envelhecimento e a doença de Parkinson. "Estamos a perceber que alguns genes associados ao envelhecimento têm também um papel fundamental na doença de Parkinson". Este trabalho, iniciado há dois anos, foi galardoado em Praga, no passado fim-de-semana.
"Estamos também a desenvolver modelos animais em que possamos estudar a posição dessas proteínas no cérebro sem ter de sacrificar os animais, utilizando para isso uma técnica chamada microscopia multifotão que estamos a tentar implementar no IMM para continuar os estudos que desenvolvemos em colaboração com grupos nos Estados Unidos e na Inglaterra", acrescenta o cientista. O grupo é financiado pela Fundação Michael J. Fox criada pelo actor canadiano que sofre de Parkinson desde meados dos anos 90.
Após se ter licenciado em Bioquímica na Universidade do Porto, Tiago estudou durante 8 anos nos Estados Unidos, onde se doutorou em Biologia Celular e Molecular no MIT e completou o pós-doutoramento na Harvard Medical School. Regressou a Portugal em 2007 para liderar a Unidade de Neurociência Molecular e Celular.
Tiago Outeiro tem numerosos artigos publicados em revistas científicas internacionais de referência, como a Science, Nature, PNAS ou PloS ONE, e entre os prémios que recebeu conta-se uma "Installation Grant" da EMBO (Organização Europeia de Biologia Molecular), no valor de 250 mil euros, para continuar a estudar as doenças neurodegenerativas, ainda sem cura.
NOTA: Texto baseado na notícia do Púlico Cientista Português investiga origens do Parkinson.
Portugal, os portugueses devem ter orgulho em jovens como este que contribuem para um futuro melhor da população. Há vários, alguns já aqui citados, mas infelizmente, nas datas importantes, não constam das listas dos galardoados e vemos serem condecorados artistas de pouca qualidade, futebolistas, homens do dinheiro, por vezes mal adquirido e políticos.
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domingo, 2 de novembro de 2008
Jovens portugueses em destaque no estrangeiro
Para combater o pessimismo nacional, já por várias vezes aqui foram enfatizados casos de jovens estudantes, e não só, que foram premiados no estrangeiro, por se terem distinguido na ciência e na tecnologia de que dependerá o futuro da humanidade. Agora, através de notícia no JN, fica a saber-se que três «jovens cientistas abrem asas e brilham lá fora».
Beatriz Moreira (18 anos, da Escola Secundária de Arouca, já com tradição no estudo de metais pesados) e Sérgio Almeida (19 anos) e Vasco Sá Pinto (18 anos) ambos da Escola Secundária Júlio Dinis, de Ovar, venceram o "The Climate prize" no Concurso Europeu de Jovens Cientistas, que decorreu em Setembro último, em Copenhaga, Dinamarca. Já cá tinham ganho o Concurso Nacional, promovido pela Fundação da Juventude. Neste concurso estiveram cerca de 200 jovens de cerca de 40 países, europeus e não só, e o prémio garantiu aos nossos distintos compatriotas assento na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas que irá ter lugar no próximo ano, naquela mesma cidade.
Estes jovens prometedores criaram um novo modelo de biomonitorização, uma forma de avaliar a qualidade da água com recurso a organismos vivos, capaz de identificar em ecossistemas lagunares e estuarinos três perigosos poluentes, nomeadamente PCBs (bifenis policlorados), de origem orgânica, e ainda arsénio e manganês, dois metais pesados.
Quem desejar saber mais deste êxito pode utilizar o link. Casos como este dão-nos a certeza de que Portugal, apesar dos maus políticos que tem tido, poderá ter um futuro destacado no mundo da ciência. Se o Presidente Cavaco Silva quiser conversar com jovens como estes e os já aqui referidos anteriormente, ficará a saber a razão do afastamento da política pelos jovens portugueses mais válidos. Têm coisas sérias e de superior interesse com que se preocupar, não achando graça a tricas, coscuvilhices, manobras de luta livre com palavras sem substância de interesse para o País real e para o bem-estar das populações.
Apesar de o ensino estar com tendência para o nivelamento por baixo, a fim de os incapazes não se sentirem marginalizados, seria altamente positivo que se desse todo o apoio para a investigação científica e tecnológica aos alunos que mais se distinguem e que nos trazem orgulho pátrio com os troféus que granjeiam lá fora.
Uma notícia muito positiva relacionada com este tema diz que Portugal é candidato a organizar a final europeia em 2010 do Concurso Europeu de Jovens Cientistas. Ao longo dos 16 anos de vida do concurso em Portugal, a evolução em termos de qualidade e de quantidade de projectos apresentados tem sido extraordinária. Tenhamos esperança no futuro de Portugal, assim os políticos permitam que os jovens se desenvolvam.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Físico português têm êxito no estrangeiro
Os portugueses, vivemos muito pressionados pelas notícias que nos falam de coisas efémeras e de pouco valor para o verdadeiro desenvolvimento do Pais, mas ignoramos exemplos brilhantes nas áreas que mais podem contribuir para o bem-estar, a comodidade, a produtividade e, de uma forma geral, para as condições de vida dos vindouros. Valoriza-se mais um futebolista do que um bom cientista, um bom técnico, um inventor, um inovador.
Têm aqui sido referidos exemplos de excelência de estudantes e cientistas. Hoje transcrevo a notícia do JN sobre o êxito do físico Carlos Fiolhais que dá brilho a Portugal nos meios científicos internacionais.
Cientista português mais citado
A história de... Carlos Fiolhais
Agência Lusa
O artigo científico, publicado em co-autoria com um outro físico norte-americano, tem sido uma referência essencial para numerosos grupos de investigação de todo o mundo.
O cientista português com o artigo mais citado no mundo é o físico Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra, co-autor de um trabalho que acaba de ultrapassar as 5.600 citações, anunciou ontem a instituição.
Publicado em 1992, na revista norte-americana "Physical Review B", o artigo tem como primeiro autor o físico John Perdew da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, Estados Unidos.
O artigo apresenta uma fórmula inovadora que descreve a energia de um sistema electrónico e tem como título: "Atoms, Molecules, Solids, and Surfaces: Applications of the Generalized Gradient Approximation for Exchange and Correlation".
Ao longo de mais de 15 anos, tem servido de "referência essencial a numerosos grupos de investigação de todo o mundo", com destaque para EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, Alemanha e Inglaterra, refere a nota divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a que Carlos Fiolhais está ligado.
A fórmula foi "adoptada por praticamente todos os programas de modelação molecular" e 5.600 citações é considerado "um número completamente fora do comum para trabalhos científicos".
"Os artigos sobrevivem quando se revelam úteis num ou, melhor ainda, em diversos domínios", afirma o físico português.
Carlos Fiolhais compara um artigo bem sucedido a "um filho que sobe na vida", acrescentando que "um pai só pode ficar orgulhoso".
Na lista dos artigos científicos portugueses mais citados estão maioritariamente trabalhos da área da Medicina, com destaque para investigações sobre o cancro e a SIDA.
No início da década de 90, os recursos computacionais em Coimbra eram escassos, refere o cientista, destacando o supercomputador que a FCTUC tem agora à disposição da comunidade de investigadores e estudantes de pós-graduação.
A fórmula trabalhada por Carlos Fiolhais e John Perdew revelou-se extremamente útil em áreas distintas da Ciência e da Tecnologia, como a Biologia, Medicina Molecular, Farmácia, Física, Química, Física Atómica e Molecular, Física dos Sólidos, Física das Superfícies, Química Quântica, Ciência de Materiais e Engenharia Química.
Tem sido particularmente usada no campo da nanotecnologia.
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A. João Soares
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Cientistas portugueses em destaque internacional
Em Portugal tem-se cultivado o desânimo, o pessimismo o derrotismo, mas há que dar a volta e criar e desenvolver uma mentalidade mais positiva, valorizando os casos que possam ser apresentados como exemplos atractivos de comportamentos que contribuam para se «levantar hoje de novo o esplendor de Portugal».
Já aqui referi casos exemplares de que cito os seguintes: «Jovens com prémios científicos internacionais», «Vencer as dificuldades» e «Jovens cientistas portugueses» e agora refiro o artigo do Jornal de Notícias «Cientistas em revista internacional» que nos diz que:
«Sérgio Pereira, Manuel Martins e Tito Trindade, da Universidade de Aveiro, são os primeiros cientistas portugueses distinguidos como tema de capa da revista científica "Advanced Materials", com uma investigação que poderá abrir caminhos na nanomedicina e nos diagnósticos.
Os investigadores do Laboratório Associado CICECO desenvolveram uma técnica através da qual conseguiram colocar nanopartículas em nanocavidades («pits», ou "buracos" ínfimos) de uma superfície. A novidade está em conseguir controlar as partículas, preparadas em solução onde se encontram em movimento, e direccioná-las para os "buracos". (…) O trabalho foi desenvolvido com cientistas da Universidade de Cambridge.»
Estes casos e muitos outros em que concidadãos nossos, que se destacam perante júris internacionais e são mostrados ao Mundo, deviam ser valorizados internamente. Mas, infelizmente são ignorados quer pela Comunicação Social quer pelos Poder político. Por exemplo, eles não são premiados nas cerimónias do 25 de Abril, nem do 10 de Junho, onde são substituídos por atletas e músicos de duvidoso valor.
Premeie-se o mérito daqueles que contribuem para um Portugal com prestígio no Mundo que conta.
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A. João Soares
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