sábado, 4 de janeiro de 2014

TSU DOS PENSIONISTAS


Bagão Félix mostra-se preocupado com a nova TSU dos pensionistas, dado que a obsessão que o Governo revela pelos pensionistas faz recordar palavras como «peste grisalha» ou «cisma grisalho».

Há uma indesmentível ausência de «sensibilidade humana» em relação a uma parte da população que tudo deu a Portugal e, com «calibragem» ou «recalibragem», «já nada pode reverter na sua vida". Trata-se de «um segmento com direitos diminuídos», uma espécie de suburbanos sociais a quem se retira o máximo possível sem olhar a carências e a impossibilidades de fazer face às necessidades vitais.

No extremo oposto da sociedade verifica-se a opulência ilimitada e em crescimento. o que desenvolve perigosamente a noção de uma injustiça social desafiadora de reacções que podem ser dramáticas.

Para fazer face à situação e amenizar os efeitos de tal injustiça, é imperioso que se deixe de olhar só para números e facilidades de sacar dinheiro rapidamente e se preste mais atenção às pessoas principalmente às mais vitimizadas pela ganância de governantes que teimam em solucionar crises provenientes de más governações, indo esmagar os mesmos do costume, os mais indefesos e mais carenciados.

3 comentários:

A. João Soares disse...

Atenção, todo o homem pode errar e, quando publico notícias ou textos, não significa que esteja em total acordo com o seu conteúdo. Até pode suceder o contrário, por os considerar úteis para ampliar (calibrar) a isenção da reflexão, pois esta, para ser perfeita, não deve desprezar qualquer ponto de vista que possa contribuir para o seu aprofundamento com imparcialidade e isenção, a qual ficará por conta de quem reflecte e tira as conclusões.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Bom dia João
Errar é humano e todos sabemos disso, mas continuar no erro é simplesmente ser incompetente e de uma teimosia que mostra o lado pior dos humanos - VINGANÇA.

Porque se vingam nos mais fracos e indefesos...????

A. João Soares disse...

Caro Luís Coelho,
Não sei se será vingança. Até devia ser gratidão pelo voto que os eleitores lhes deram. Pode ser vandalismo ou prazer de fazer mal. Mas pode ser servilismo dos poderosos que são os reais donos do País e de quem os governantes são meros lacaios.

A «calibragem» faz recordar que, há pouco mais de 38 anos, o PM Pinheiro de Azevedo usou o termo fumaça, para sossegar os que ouviam o seu discurso no Terreiro do paço. Agora os mirabolantes governantes usam mil e um cognomes, neologismos, com significados dúbios, evitando palavras claras, a fim de anestesiar os espíritos menos atentos e evitar que os contribuintes vejam as realidades. Depois dos reajustamentos e da CES (contribuição extraordinária de solidariedade) surge agora repetidamente a sua «calibragem» e «recalibragem», sem a clara explicação daquilo que, com estas manobras, se pretende.

Os circos com os seus ilusionistas e malabaristas parece estarem de novo na moda.

Abraço
João