quarta-feira, 4 de abril de 2012

Manuel Alegre, homem de carácter

Há pouco mais de uma semana publiquei o post Dispersão ou convergência para vencer a crise ??? que se referia a uma atitude de deputado socialista que incitava à dispersão de esforços a nível nacional, apesar da crise que exige convergência de todas as energias para encontrar a melhor estratégia de ultrapassar a austeridade e recuperar o esforço de desenvolvimento e de criação de melhores condições de vida para a maioria dos portugueses.

Agora são de realçar as palavras do hisórico socialista, ex-candidato a Presidente da República e membro do Conselho de Estado que, perante a perspectiva de desagregação do grupo parlamentar e de outras instituições da estrutura directiva do seu partido, levanta a sua voz autorizada para «fazer um apelo à unidade e à serenidade interna no PS, dizendo que os socialistas não têm problemas de liderança». Sublinha que «não há qualquer problema de liderança no PS e é preciso unidade na diversidade e é preciso um PS unido e forte».

Num momento em que todos seremos poucos para levantar a imagem de Portugal, há que esquecer rivalidades partidárias e realçar atitudes, como esta, de bom senso e carácter patriótico. Portugal precisa de partidos bem organizados e coesos para melhor defenderem o futuro dos portugueses.

Imagem de arquivo

2 comentários:

Luís Coelho disse...

Todos falam bem quando estão no governo e quando estão fora tem todas as soluções...mas o povo já aprendeu a ver que são todos iguais e que o compadrio e a corrupção é uma constante entre eles...

A. João Soares disse...

Caro Luís Coelho,

Cada homem armazena em si uma quantidade e variedade de virtudes e defeitos e o seu valor depende da sua capacidade de valorizar as primeiras aproveitando-as da melhor forma e dominar e controlar os segundos por forma a não serem demasiado inconvenientes.

Em geral os «políticos», apesar de em palavras quererem mostrar-se democráticos, acabam por na realidade ser ambiciosos, arrogantes, egoístas sem capacidade nem vontade para trabalhar em equipa. Ora, se eles nem sequer aceitam fazer cedências para se integrarem nos objectivos colectivos do partido, o que se pode esperar deles para lutarem pelo bem de Portugal, de todos os portugueses? Que interesse tem para uma equipa o jogador que mete mais golos na própria baliza do que na do adversário?

Nem sempre concordo com Alegre, mas desta vez usou da sua autoridade de «histórico» para apelar à união da equipa socialista, ao contrário à atitude de demolidores que parecem mais interessados em abater aqueles com que não concordam e pretendem impor a sua própria ideia prepotente e ditatorial. Se não têm capacidade para se integrar num grupo com o objectivo de tornar Portugal maior e melhor, a única solução que devem adoptar é sair e ir montar um negócio individual, em que poderão ter algum cliente que lhes compre o produto.

E nas opiniões de Alegre referidas no artigo há um pormenor que não posso deixar de sublinhar: Para bem de Portugal, o PS e qualquer bom partido da oposição não deve ter por objectivo na sua actividade diária, «combater o Governo», mas sim criticar de forma construtiva indicando pistas alternativas àquilo que considerar errado, por forma a melhorar as condições de vida dos portugueses de amanhã e ao desenvolvimento da economia nacional. Não devemos esquecer que cada sugestão, cada proposta, cada iniciativa hoje apresentada, servirá amanhã para o partido ficar valorizado na opinião dos eleitores mais conscientes e contribuirá para os resultados eleitorais. Com efeito, a oposição deve mostrar, pela positiva, a sua dedicação aos interesses nacionais e aos portugueses e evidenciar a sua competência para ser uma solução alternativa.

A posição de Alegre é francamente incomparável à de Lello, como aliás seria de esperar. Não imagino Alegre num plenário do Parlamento usar o computador do Estado para brincar aos negócios da sua «quinta» do Facebook.

Abraço e desejos de Páscoa Feliz para si e todos os seus
João