Há pouco mais de uma semana publiquei o post Dispersão ou convergência para vencer a crise ??? que se referia a uma atitude de deputado socialista que incitava à dispersão de esforços a nível nacional, apesar da crise que exige convergência de todas as energias para encontrar a melhor estratégia de ultrapassar a austeridade e recuperar o esforço de desenvolvimento e de criação de melhores condições de vida para a maioria dos portugueses.
Agora são de realçar as palavras do hisórico socialista, ex-candidato a Presidente da República e membro do Conselho de Estado que, perante a perspectiva de desagregação do grupo parlamentar e de outras instituições da estrutura directiva do seu partido, levanta a sua voz autorizada para «fazer um apelo à unidade e à serenidade interna no PS, dizendo que os socialistas não têm problemas de liderança». Sublinha que «não há qualquer problema de liderança no PS e é preciso unidade na diversidade e é preciso um PS unido e forte».
Num momento em que todos seremos poucos para levantar a imagem de Portugal, há que esquecer rivalidades partidárias e realçar atitudes, como esta, de bom senso e carácter patriótico. Portugal precisa de partidos bem organizados e coesos para melhor defenderem o futuro dos portugueses.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Manuel Alegre, homem de carácter
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A. João Soares
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Passado significa mais do que promessas
Em confronto com Fernando Nobre, o candidato Manuel Alegre, não gostou que fosse referido o passado, porque segundo ele, o que interessa são as promessas para o futuro. Mas «palavras leva-as o vento» e as promessas não são mais do que palavras, principalmente se o passado do seu autor não lhes der credibilidade.
O candidato, na sua cultura poética, certamente, não ignora o ditado popular «cesteiro que faz um cesto faz um cento». Assim, na decisão do voto, há que fazer a avaliação dos candidatos e essa, como qualquer avaliação, recai sempre sobre o passado.
Mas, dadas as referências que circulam por e-mails, Alegre deve estar, realmente, interessado em que não seja recordado o seu passado. Pois… cesteiro que faz um cesto…
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sócrates e Alegre
Já te apanhei. Agora não resistas nem digas não. Porta-te bem. Lembra-te sempre que tenho muita confiança em mim próprio. Eu sou o líder.
E não fiques com esse ar de vítima. Se obedeceres sempre, tudo correrá bem.
E afasta-te dos rapazes do Francisco, eles que se virem para o Nobre.
(Isto não é fruto de escutas; é pura ficção adivinhada através do olhar pouco feliz do Manuel).
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Procurar acertar é meritório
Nos últimos tempos o Poder executivo e, mesmo o legislativo, têm sido alvos de críticas, com aspecto positivo de sugestão e conselho, o que mostra da parte dos opinadores consciência de que, perante a realidade no rectângulo, mais do que dizer mal, é necessário encontrar pistas para resolver a grave situação em que o País tem sido lançado de forma sistemática.
Os governantes, com a teimosia de quem não consegue distinguir o essencial do secundário, agarram-se a tentativas de solução comprovadamente (pelos resultados) erradas e recusam reconhecer os erros e procurar emendar-se. Fecham os olhos e os ouvidos a opiniões muito meritórias, talvez devido ao preconceito de não quererem aproveitar ideias expostas por quem não pertence ao clã. E, pior, procuram «calar» o mensageiro.
Mas, começa a haver repetidos sinais de que, no partido do governo, há cabeças pensantes que estão bem conscientes da necessidade de mudanças e apontam ideias de ponderação e avaliação das hipóteses potenciais de solução.
Agora é a voz de Manuel Alegre de quem se escreveu que estava asfixiado pela pressa, mas que criticou ontem, em Coimbra, a "promiscuidade" entre a justiça, a política e a comunicação social e afirmou que Portugal precisa de repor "rapidamente" a normalidade democrática.
Veio juntar-se a outras vozes socialistas que têm enviado recados ao Governo de forma muito clara e construtiva, desde João Cravinho que, há muitos anos, propunha um combate eficaz contra a corrupção e o enriquecimento ilícito, passando por Henrique Neto e, mais recentemente, por Ana Gomes.
Portugal precisa de um chefe de Governo que saiba ouvir e interpretar as sugestões e os conselhos que lhe são enviados por qualquer via e não se encerrar nas opiniões tendenciosas e interesseiras de «colaboradores» que nada lhe fornecem de novo para evitar desagradar e perder o tacho.
Ficaram atrás quatro nomes da sua área política, mas deve haver outros que tenham a coragem de esclarecer e iluminar os melhores caminhos para o ressurgimento de Portugal, com isenção, imparcialidade e dedicação aos destinos do País que pretendem legar aos filhos e netos. Oxalá as mentes dos responsáveis se ilumine e veja as melhores sendas a seguir.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
Alegre asfixiado pela pressa
Transcreve-se este pequeno texto de João Marcelino no Diário de Notícias de hoje.
Manuel Alegre arrancou antes de tempo. É certo que condicionou, e condiciona, o PS e a respectiva opção para as próximas eleições presidenciais, mas ficou com uma obrigação: ter opinião, e explicitá-la ao País, sobre o que se vai passando em Portugal.
Ora, a propósito do assunto que vai dominando a actualidade… nem uma palavra.
O silêncio é ensurdecedor. Antes, quando era apenas uma voz incómoda, quando não trabalhava para este ou aquele apoio concreto, parecia ter mais liberdade. Foi asfixiado pela pressa.
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Portugal avesso ao progresso

O seu a seu dono. O artigo de Paulo Martins no Jornal de Notícias, depois de várias notícias sobre a decisão de Manuel Alegre vir a candidatar-se às presidenciais, levanta várias reflexões. A primeira é o factor idade. Se o futuro de Portugal pertence às gerações mais jovens, porque razão o cargo de PR há-de continuar a ser um hobi de reformados para quem o futuro já não tem grande significado? Principalmente num caso em que a saúde já causa preocupações e o coração deve ser poupado a situações de stress e de emoções fortes.
Outra reflexão vem do Extremo Oriente, em que a China, que tem tido um desenvolvimento aproximado dos dois dígitos ao ano, tem procurado dirigentes e governantes do sector que mais a preocupa, tem uma grande percentagem de engenheiros no poder, principalmente engenheiros hidráulicos. Segundo esse critério, Portugal talvez se devesse orientar para os gestores e economistas. Mas alguém que se tem tornado público como bom poeta e declamador dos seus poemas, com voz bem timbrada e colocada, não constitui um trunfo muito válido para se sair da crise e criar um futuro brilhante para os que agora são crianças e jovens.
Em tudo isso, quando se esperava que surgisse alguém com mais ou menos 40 anos, cheio de aspirações para o seu próprio futuro e os da sua geração, eis que se apanha com um balde água fria ao saber que António José Seguro e a estrutura da JS se propõem apoiar Alegre. Fica-se na dúvida de as reflexões anteriores serem desprovidas de lógica ou de a juventude estar mais degradada do que diz a opinião geral dos idosos portugueses.
Neste ponto de que depende a imagem de vitalidade do País, verifica-se que, ao contrário do que se diz quando se afirma haver na humanidade conflito de gerações, em Portugal tal conflito não existe por falta de comparência da parte mais jovem. Parece que os jovens nasceram já com o vício de que «a política é a arte do possível», que o melhor é «não fazer ondas» e alinhar nas tácticas de intriga e tricas inter-partidárias, olhando apenas para o umbigo e aceitando que o destino e algum santo tratarão do futuro. Com isto, as perspectivas do amanhã são cada vez mais negras.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Hostilizar sem argumentos é criancice tacanha
A transcrição do artigo de opinião de Baptista Bastos no DN de hoje, que se segue, é um desafio aos comentadores do estilo de «José de Sousa» (ver post Despesas de ministros pagas com cartão de crédito , no Do Mirante), que me parece um nome fictício do género de outros que por aqui têm aparecido ultimamente, para puxarem dos seus argumentos e demonstrarem que aquilo de que não gostam está errado e mostrarem como estaria correcto. Limitarem-se a tentar ofender os autores dos escritos, só demonstra a sua incapacidade intelectual e insensatez. Esta prosa de Baptista Bastos é uma oportunidade para uma interessante polémica.
Os Socialicidas
Baptista-Bastos, escritor e jornalista, b.bastos@netcabo.pt
Vai por aí algum alvoroço com as declarações de Manuel Alegre sobre as derivas do PS. O PS já nasceu com derivas: basta atentar nos seus fundadores. Provinham, quase todos, do antifascismo, mas ética e ideologicamente eram diferentes. De católicos "progressistas" a ex-comunistas, até republicanos de traça jacobina, o PS foi, quase, um trâmite freudiano de adolescentes contra os pais. O que os impediu de compreender as mitologias da social-democracia, esta mesma diversamente interpretada e opostamente aplicada nos países escandinavos. Provinham de uma leitura catequista do marxismo, caldeada na experiência da República de Weimar.
Quando, no PREC, se gritava: "Partido Socialista, partido marxista!" - a exclamação estava a mais. A interrogação seria mais apropriada. O estribilho ficou mudo, quando Willy Brandt mandou dizer que as estentóricas frases eram estranhas à teologia do "socialismo democrático". Por essa época, Manuel Alegre, numa entrevista que lhe fiz, disse, dramático, que "a social-democracia era a grande gestora do capitalismo". Goste-se ou não dele, a verdade é que nunca foi ambidextro na forma de protestar.
Na realidade, há muitíssimo poucos socialistas no PS; no Governo, parece-me que nenhum. Observo aquelas figuras, marcadas por uma espécie de misticismo barroco, e pergunto-me: que tem feito pelo País esta gente de manejos burocráticos e de cerviz dobrada ante o Príncipe? Nada. Pior: tem cometido o mais condenável de todos os crimes - o socialicídio.
Não é de agora, o delito. Com José Sócrates, socialista de ocasião, propagandeou-se a "esquerda moderna" como justificação de todas as malfeitorias ideológicas, sociais, morais e éticas. Mas ele resulta de uma génese política malformada. As "tendências" no PS, desenvolvem-se, exclusivamente, com palavras e frases protocolares. E os poucos que pertencem a uma genealogia oposta são marginalizados ou tidos como anacronismos.
Há, nesta gente, falta de garra, de honra, de competência, de credibilidade, de integridade, de vergonha. Trabalhadores precários: 1 700 000. População empregada: 5,2 milhões de pessoas. Desempregada: cerca de meio milhão. Dois milhões de portugueses na faixa da pobreza. São conhecidos os vencimentos escandalosos, as mordomias, as pensões de reforma não apenas no "privado" como no "público". O regabofe na sociedade portuguesa é mais do que revoltante. O PS é uma desgraça. O Governo "socialista" uma miséria. E ambos têm de saciar imensos e sôfregos apetites.
Manuel Alegre repetiu o que se sabe - e que só o não sabe quem o não quer saber. Afinal, pouco se ambiciona do PS: apenas um bocadinho de socialismo.
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A. João Soares
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21:25
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