É sempre com prazer poder aqui publicar casos excepcionais que deixam bem vista a imagem de Portugal no Mundo. Esta notícia aparece de forma a realçar a excepcionalidade desta nossa artista.
Maestrina Joana Carneiro distinguida com prémio nos EUA
Público. 19.06.2010. Por Lusa
Prémio Helen M. Thompson pelo seu "talento excepcional".
A maestrina Joana Carneiro, directora musical da Berkeley Simphony, nos Estados Unidos, recebeu o prémio Helen M. Thompson, pelo seu “talento excepcional”, mostrando-se “muito comovida” com a distinção, por ter sido atribuída “ao fim de tão pouco tempo”.
Em comunicado, a Liga das Orquestras Americanas, que atribuiu esta distinção, refere que o prémio “reconhece o empenho de Joana Carneiro em alargar a comunidade base da Berkeley Simphony e a tradição da orquestra, ao apresentar trabalhos de compositores do nosso tempo”.
Contactada pela Lusa, Joana Carneiro mostrou-se comovida com a distinção e empenhada em continuar o trabalho que tem desenvolvido: “É um prémio que me comove muito porque foi atribuído ao fim de muito pouco tempo à frente de uma orquestra americana e é um grande incentivo para nós continuarmos e continuarmos a sonhar muito alto em Berkeley.” (...)
Para ler a notícia completa faça clic no título da mesma. Se quiser saber mais acerca da nossa exímia maestrina, consulte os seguintes links:
- http://vodpod.com/watch/1301099-maestrina-joana-carneiro
- http://www.publico.pt/Cultura/maestrina-joana-carneiro-e-a-nova-directora-musical-da-orquestra-sinfonica-de-berkeley_1356255
- http://ww1.rtp.pt/antena2/images/articles/451/Joana Carneiro.pdf
- http://www.google.pt/search?q=maestrina+joana+carneiro&hl=pt-PT&prmd=n&source=univ&tbs=nws:1&tbo=u&ei=s4YcTPD3G4OP4gbfweCyDg&sa=X&oi=news_group&ct=title&resnum=4&ved=0CCYQsQQwAw
- http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1597449
Imagem da Internet.
sábado, 19 de junho de 2010
Maestrina Joana Carneiro distinguida nos EUA
Publicada por
A. João Soares
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domingo, 8 de junho de 2008
Premiar emigrantes com talento
Num momento em que a generalidade dos portugueses está afectada por uma espécie de loucura com o Euro 2008 e a reagir de forma intensa à vitória sobre a selecção turca, não devemos deixar passar de lado o facto significativo de hoje serem distinguidos 12 portugueses de entre 36 nomeados emigrantes e lusodescendentes, muitos ainda jovens. É a segunda edição de Prémios Talento.
Uma das nomeadas na categoria Humanidades é Ana Paula Lopes, que é a primeira mulher presidente da Orquestra Sinfónica de Toronto. Ela reconhece que "a orquestra é uma organização de elite", e sublinha "mas ninguém pensa se sou portuguesa ou não".
Os 36 nomeados distribuem-se por 12 categorias: Artes do Espectáculo, Artes Visuais, Associativismo, Ciência, Comunicação Social, Desporto, Divulgação da Língua Portuguesa, Empresarial, Humanidades, Literatura, Política e Profissões Liberais. Cada categoria tem três nomeados que foram seleccionados entre 270 candidaturas, havendo, para cada distinção, um júri específico.
Os prémios são organizados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas. Os vencedores recebem um troféu, "num gesto de reconhecimento pelo seu trabalho", como explica fonte da Secretaria de Estado. Esta cerimónia é uma excepção, num país que se esquece vezes demais da enorme comunidade portuguesa que está espalhada pelo mundo. E também não incentiva publicamente, como seria desejável, os talentos dentro de portas.
A comprovar o prazer sentido nesta notícia, junta-se uma lista de artigos aqui publicados em que se salienta a conveniência de premiar o mérito de jovens que se distinguem em algo de positivo para um futuro melhor de Portugal, isto é, dos portugueses. Sempre este espaço apoiou que incentivos como este são de inegável importância para o nosso desenvolvimento.
- Jovens excepcionais
- Jovens válidos são esperança para o País
- A política não é atractiva
- Cavaco, Jovens e a democracia
- Investigador português recebe prémio no Canadá
- O capital humano precisa de motivação
- Francisco Veloso recebe prémio internacional
- Filipe Valeriano, Português que sobressai
- Cientistas portugueses em destaque internacional
- Jovens cientistas portugueses
- Jovens com prémios científicos internacionais
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Premiar o mérito no Ensino
O mundo evolui e as sociedades alteram os seus critérios de avaliação. No tempo da pedra lascada, a força física era o factor mais determinante para a avaliação do prestígio de cada um. Ainda hoje há resquícios dessas mentalidades, visíveis nalgumas actividades desportivas.
Mais tarde, nos regimes monárquicos, o que dava valor às pessoas era o nome, o apelido, que demonstrava ter a pessoa nascido num berço privilegiado. É certo que se dava valor aos artistas, aos alquimistas e mágicos, mas não passavam de contratados como simples servos com especialidades úteis aos nobres.
Depois, em pseudo-democracias, o prestígio obtém-se por pertencer à classe oligárquica, ou pela «corrupção» através da imagem televisiva em que se exercem pressões e obtêm favores através da ostentação de projecção social, o Jet-set. Medem-se as pessoas pela qualidade do carro, pela marca do traje, pelo que se mostra possuir, e não pelo valor intrínseco, pelo que se é. Chega a ser chocante lerem-se opiniões contra o bom aluno levantar o braço a indicar ao professor que sabe a resposta à pergunta que este fez à classe, em geral. É a defesa da mediocridade e a penalização do mérito. Nas cerimónias de condecorações nacionais, raramente se vêem pessoas que, com o seu valor, contribuam para os objectivos nacionais de desenvolvimento do País para dar melhores condições de vida à generalidade das pessoas, sendo dada prioridade às que apresentam maior visibilidade na comunicação social ou no mundo da política.
Porém, nada é imutável, e chegam-nos hoje duas notícias interessantes, neste campo, uma da Alemanha, outra de cá.
Nas universidades alemãs de Friburgo e de Constança, os estudantes sobredotados são dispensados de pagar propinas. Mas existe uma condição: ter 130, ou mais, de QI (Quociente de Inteligência) e prová-lo. Os primeiros testes foram organizados nas duas universidades em Abril para o último semestre. Em Friburgo, são avaliadas as faculdades linguísticas e de lógica dos candidatos com a caução da Associação Internacional Mensa, procurando aqueles que são capazes de resolver exercícios que estão para além do alcance de 98% das pessoas. Assim, apenas um pouco mais de 2% da população beneficiará da isenção de propinas.
Em Portugal, o Governo vai criar facilidades no crédito bancário para estudantes. Os alunos com notas acima do 16 terão direito a juros mais baixos, enquanto que os estudantes com notas entre os 14 e 16 farão parte de um escalão intermédio. O Governo prevê juros mais altos para os que tiverem menos de 14.
Para as licenciaturas, está previsto um tecto máximo de 25 mil euros de empréstimo, um tecto que poderá crescer se o estudante estiver a fazer um mestrado, doutoramento ou um projecto de investigação.
O pagamento começa a ser feito um ano após concluída a formação superior, sendo que neste período o estudante deve estar à procura de um emprego, devendo o empréstimo ser liquidado até ao tempo equivalente aos anos do curso.
Nota-se, com isto, uma preocupação de dar prioridade ao mérito, embora pareça sensato que dentro de cada nível de classificações se entre em linha de conta com as necessidades financeiras das famílias. Seria aliar a recompensa do mérito ao apoio social aos que sendo bons alunos e com capacidade de virem a ser mais úteis ao País, são mais necessitados.
Há os detractores de premiar o mérito, mas basta ver que no desporto são os mais capazes que sobem ao pódio para receber os prémios; são os melhores futebolistas a receber maiores ordenados. Já na bíblia, a parábola dos talentos (Mat. 25, 14-30; Luc. 19, 11-27) premiava o melhor desempenho.
