Repare-se, na promiscuidade de problemas do sistema financeiro, com os nomes dos políticos que estiveram ligados aos bancos que fracassaram. Não é fantasia a frase que muito se ouve de que «os boys vão para a política com o objectivo de enriquecer ao máximo, no mais curto prazo e por qualquer forma
sábado, 26 de dezembro de 2015
BANIF E OS POLÍTICOS
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A. João Soares
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Farsa do Sistema financeiro
Para compreender o dinheiro por outras ópticas, sugere-se visitar os posts:
- Dinheiro não dá felicidade
- Dinheiro não é o essencial
- Dinheiro, a pior droga
- Simplicidade de vida e justiça social
- Dinheiro público. Investimento ou esbanjamento?
- A banca nacionalizou o Governo!!!
- A Ascensão do Dinheiro
- Contra a corrupção. Bom exemplo de Israel
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Novo Ditador Europeu
Atenção ao próximo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) que está na forja.
Isto vem levantar dúvidas sobre o objectivo de José Pacheco Pereira ao escrever O que representam os «indignados». Será que, ao criticar os movimentos de indignação, quer apoiar o MEE e transmitir a ideia de que isto está óptimo, e os maduros que se manifestam só gostam de dizer mal?
Com os sinais que chegam, parece que é errado ficar indiferente e não apontar o dedo aquilo que nos parece menos correcto para o bem da população.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Reformar o sistema financeiro é urgente
Do editorial do DN de hoje, transcreve-se o seguinte trecho
Passados dezanove meses desde que começaram a rebentar, uma atrás de outra, várias bolhas especulativas por esse mundo fora, as repercussões das mais diversas actividades financeiras desligadas de um ajustado sentido do risco envolvido - e, por conseguinte, da economia real -, conduziram a economia global para uma provável recessão mundial, sem precedentes nas últimas sete décadas. No fim do ano passado, em Washington, os 20 países que geram 90% do produto planetário comprometeram-se com um conjunto de linhas de força para reformar de alto a baixo o sistema financeiro e o seu relacionamento com a economia não financeira. O resultado desse esforço de reformulação de práticas, processos e instituições ficou marcado para 2 de Abril próximo, em Londres.
O que os principais países europeus do G-20 ontem disseram em Berlim, a convite da chanceler alemã, é que ninguém pode dar-se ao luxo de sair de Londres com as mãos a abanar. E que o sistema não aguenta simples retoques de faz-de-conta. Se há alguma vantagem nas vozes diversificadas que emergem sempre de cada reunião de alto nível da Europa, é a de perceber até que ponto os mais importantes dirigentes políticos se sentem pressionados pela marcha dos acontecimentos. Isto é, até onde são sensíveis à inquietação crescente da rua, que vê medidas de milhares de milhões para estabilizar as finanças do mundo, sem que se sintam ainda os efeitos positivos nas suas vidas. O tempo está a contar e cidadãos de todos os continentes esperam uma nova ordem mundial, mais solidária, mais inclusiva e menos esbanjadora de recursos.
NOTA: O tempo está a escoar-se e as pessoas à espera de solução que crie um sistema financeiro estável e controlado em que deixe de ser possível o aparecimento de bolhas especulativas e o risco de novas crises de recessão. É necessária inteligência, competência e ousadia para romper com os erros do passado e criar algo de novo mais seguro e eficiente. Tudo é urgente e o tempo tem que ser bem aproveitado porque é um recurso importante e insubstituível. São grandes as esperanças na próxima reunião do G20. Oxalá não sejam goradas.
Sobre este tema convém ler também a notícia do Público «Ministros da UE preparam reuniões de líderes sobre crise económica e financeira» em que é evidenciada a mesma preocupação.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Supervisão financeira deve ser eficaz
É da natureza humana a acomodação a rotinas, o curto olhar para o próprio umbigo, a ausência de auto-crítica e o excesso de auto-estima, principalmente quando se trata de pessoas instaladas no Poder e quando esse poder tem a maioria absoluta, geradora de autoritarismo, arrogância e teimosia do «quero, posso e mando». Nestas circunstâncias, impõe-se uma oposição esclarecida, válida, corajosa, para apontar os erros a reparar, e as soluções possíveis para evitar a sua repetição. Diz o ditado que é mais fácil ver um cisco no olho do vizinho do que um argueiro no próprio.
Goste-se ou não do estilo de Francisco Louçã, discorde-se ou não de que lhe falta serenidade e gravata para ser primeiro-ministro, o certo é que está a desempenhar com muito vigor e patriotismo o seu actual papel de oposição. Na notícia que se transcreve, vê-se que trata com muito realismo e objectividade o problema do sistema financeiro, da sua investigação, inspecção, controlo e acompanhamento e da forma simplista como o Governo se serve do dinheiro dos nossos impostos para salvar empresas privadas suprindo erros dos administradores e saltando por cima da responsabilidade dos accionistas, donos dessas empresas. O argumento tem sido que isso defende interesses dos clientes dos bancos, o que é uma falácia pois esses clientes têm sido lesados permanentemente pela ganância dos bancos que lhes impingem teimosamente soluções e facilidades que só os prejudicam mas que aumentam os lucros dos banqueiros. À frente dos banqueiros, os governos devem colocar os reais interesses dos cidadãos mais desprotegidos e que são explorados pelo capitalismo selvagem que beneficia de todos os apoios.
As críticas mais eficazes e construtivas dum sistema não vêm de dentro, mas de fora, como este caso nos mostra. Vejamos o texto.
BE propõe inquérito ao «lixo tóxico» de todos os bancos
domingo, 30 de Novembro de 2008
O Bloco de Esquerda (BE) propôs hoje a realização de um inquérito ao «lixo tóxico» de todos os bancos para determinar quanto valem as operações financeiras das instituições.
«Para definitivamente acabar com a delapidação de fundos públicos, para proteger um efeito de dominó de prejuízos atrás de prejuízos, o BE quer propor que o Governo, através do Banco de Portugal, faça um inventário do lixo tóxico nos fundos de pensões, nos fundos de investimento e nos balanços dos bancos», disse o líder do BE.
Francisco Louçã falava numa conferência de imprensa, em Lisboa, durante a qual apresentou algumas propostas de novas regras de supervisão bancária.
O inquérito proposto pelo BE destina-se a avaliar «quanto valem as operações financeiras de todos os bancos, de tal modo que sejam obrigados a corrigir os seus balanços, se necessário, em função do valor real daquilo que têm e se necessário aumentar o capital em 2009», disse.
«Se o inventário não for feito agora ele vai-nos entrar pela porta do cavalo, porque vai haver um banco atrás de outro que vai ter problemas e que vai pedir socorro ao Estado. E que em vez de actuar por via dos seus accionistas que são responsáveis pelo seu capital, vão pedir dinheiro ao Governo», afirmou o líder do BE.
«Vamos ter um Ministério das Finanças na lufa-lufa de salvar bancos atrás de bancos, sem nunca fazer perguntas. Quem especulou, quem perdeu, porque é que perdeu, onde perdeu e não é responsável pelo que perdeu? Nunca se fazem as perguntas e nunca se pedem responsabilidades a não ser ao contribuinte», acusou Francisco Louçã.
Sobre o aval financeiro pedido ao Estado pelo Banco Privado Português (BPP), que apresentou como garantias activos no valor de 500 milhões de euros, o BE propôs também a venda destas garantias.
«Das duas uma, ou essas acções e esses activos valem mesmo os 500 milhões de euros que o banco diz e servem para pagar as suas dívidas, provocadas pela sua acção, ou não valem nada e o Estado não pode aceitar uma garantia que não vale nada», declarou Louçã.
«Em última análise serão sempre os contribuintes a pagar com os seus impostos esta vertigem de operações financeiras sem nenhum sentido e pelos quais os banqueiros não são responsabilizados», acrescentou.
O líder do BE anunciou ainda a apresentação de um projecto de lei, na próxima semana, para responder à delinquência económica e financeira.
O projecto de lei «determinará a proibição de créditos a sociedades cujos donos são incógnitos ou anónimos, em offshore, determinará a obrigatoriedade do registo de operações de transferência de capital de Portugal para paraísos fiscais, determinará a tributação dos movimentos especulativos de curto prazo e agravará a pena a todos os banqueiros e administradores que contribuam para o branqueamento de capitais», anunciou.
Diário Digital / Lusa
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A. João Soares
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domingo, 9 de novembro de 2008
Reforma do sistema financeiro
Muito se tem falado da crise financeira global, mas raramente são focadas de forma aberta e clara, perceptível ao cidadão comum, os seus contornos, as suas causas e apontadas pistas para ser evitada a sua repetição.
No entanto, quem não se prenda às palavras dos entendidos, geralmente tendenciosos, por fazerem parte do problema, e começar a pensar, colocar interrogações e tentar procurar respostas, começa a ver que o problema não é tão simples como querem mostrar nem a solução é fácil porque os fautores da crise não estão interessados em moralizar o sistema.
Por onde andaram os eméritos economistas que deixaram chegar a imoralidade, a ilegalidade de procedimentos gananciosos em busca de dinheiro fácil e avultado, ao ponto de lesar todo o ser humano, principalmente aqueles que já tinham pouco a perder e que ficam sem nada? Assistiram impávidos e serenos ao desenrolar da actividade financeira sem regras nem princípios nem valores éticos nem respeito pelos seres humanos menos protegidos, sem a sua elevada inteligência vislumbrar os perigos que viriam a resultar dessa imoralidade. Muitos deles, senão todos, estariam interessados nos benefícios advenientes de tal situação caótica que não olha a meios para obter riqueza.
Se as crises devem ser aproveitadas para fazer remodelações profundas, qualquer voz de viciados no sistema que se opõem a soluções que lhes façam perder regalias deve ser sonoramente rebatida, com argumentos convincentes. Espera-se que isso aconteça, e já há sinais de mudança. Começa a aparecer no horizonte uma onda reactiva a exigir a reforma do sistema. Há que garantir segurança, confiança e capacidade de planear o futuro, sem o receio de riscos incomportáveis.
Na sexta-feira 7 de Novembro, após uma reunião com os seus homólogos dos países dos BRIC (Brasil, China, Índia e Rússia), o ministro brasileiro da Economia, Guido Mantega , declarou que os principais países emergentes, do BRIC, querem "uma reorganização do sistema financeiro mundial". Segundo ele, estes países consideram que o G7, que reúne as economias mais avançadas, não pode enfrentar sozinho uma crise como a que afecta actualmente todas as economias. O G20, grupo dos países mais industrializados e potências emergentes, devia ser reforçado para supervisionar o grupo dos países ricos. Porém, estes também não devem considerar-se donos do mundo e ditar leis à medida dos seus interesses, ignorando todos os outros, mais necessitados. Há que fazer convergir todas as boas vontades mesmo vindo dos países mais pobres.
No comunicado conjunto do BRIC consta, entre outros alertas, que "a crise revelou a fraqueza da gestão dos riscos, da regulação e da supervisão dos sectores financeiros de algumas das economias avançadas", "consequentemente, apelamos a uma reforma dos quadros de regulação e de supervisão, assim como a regras mais claras e à transparência".
Também o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick , afirmou no sábado que os países do G20 estão perto de um consenso sobre a necessidade de reformar o sistema financeiro, numa altura em que as economias estão a entrar "numa zona de perigo. Zoellick afirmou aos jornalistas, à margem da reunião ministerial do G20, que reúne os países mais avançados do Mundo e os grandes países emergentes, que todos defendem a necessidade de uma resposta coordenada à crise financeira mundial. Parece que há consenso quanto à criação de uma nova arquitectura financeira mundial.
No entanto, em Portugal, reina a apatia e a ausência de posições claras e bem explicadas para informar de forma correcta os cidadãos. Antes, abundam as mentiras «piedosas» que, ao serem contraditórias, perdem credibilidade e agravam as preocupações das pessoas anónimas e dos agentes económicos. No entanto, merece justificado realce a Dr Maria José Morgado , directora do DIAP, que, como aqui já foi referido , preconiza "a eliminação dos paraísos fiscais", que agindo à margem da lei e da ética, servem de apoio a actos criminosos de vária ordem, e até do terrorismo que usa técnicas do crime económico.
Esses paraísos poderão ser apenas uma pequena ponta do iceberg constituído pelas actividades perversas do actual do sistema financeiro mundial que age sem controlo, regulação e supervisão eficazes, com a táctica do «salve-se quem puder» ou glosando a imagem de um humorista brasileiro, «enriquece hoje porque amanhã poderá não ser possível». Mas eles, tal como qualquer outra actividade nociva à segurança financeira dos pequenos aforradores e agentes económicos devem se banidos sem dó nem piedade.
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A. João Soares
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