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terça-feira, 10 de abril de 2018

A FORÇA DA JUVENTUDE GERA ESPERANÇA

A força da juventude gera esperança
(Publicado no semanário O DIABO em 10-04-18)

O futuro pertence aos jovens e, por isso, eles devem começar cedo a ser optimistas, entusiastas e positivamente inconformados com o ambiente opressivo em que são criados. Devem abrir os olhos para aquilo que é positivo e que merece o seu esforço para conseguir o seu futuro de dignidade, com respeito pelos mais válidos valores éticos e combater corajosamente as amarras socialmente patológicas com que os querem impedir de sonhos e de desenvolvimento. Devem exigir condições para crescer em idade, saber e civismo. E, neste, enquadra-se o respeito pelos outros, a recusa de injustiças, prepotências, exigências inúteis, etc.

Não podem deixar de ser motivos de esperança casos como os dos quatro projectos de investigação inovadores, de jovens investigadoras que estão a abrir novas pistas, a desbravar, no estudo das ciências da saúde e do ambiente, que mereceram as Medalhas de Honra L’Óreal Portugal 2018. Além da honra de terem sido escolhidos, entre mais de 70 candidaturas, vão receber também 15 mil euros cada, para aplicarem na continuação dos seus projectos de investigação.

Cito-as por ordem alfabética: Carina Crucho, investigadora no Instituto Superior Técnico, em Lisboa; Dulce Oliveira, estuda o clima do passado, no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA); Inês Bento, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), da Universidade de Lisboa; Margarida Fernandes, bolseira de pós-doutoramento na Universidade do Minho.

Estas quatro jovens merecem mais publicidade na Comunicação Social do que a que lhes foi dada e deve ser-lhes demonstrado o orgulho que temos nelas. Merecem mais tempo de antena do que qualquer malandrim a quem as TV dedicam muitas horas por dia. Elas dão-nos esperança de que a imagem de Portugal será recuperada. Parabéns a estas estudantes e investigadoras entusiastas.

Além destes casos, tem havido outros de projecção internacional e continuará a haver muitos mais, o que prova que o real valor dos portugueses está a ser revitalizado pelos jovens. Felizmente, Portugal não se evidencia apenas pelo futebol!

Mas o caso mais focado nas notícias é o que ocorreu nos EUA, em que sobreviventes do ataque em Parkland, Florida, em 14 de Fevereiro, em que um ex-aluno promoveu um massacre na escola Marjory Stoneman Douglas, matando 17 pessoas e deixando vários feridos, organizaram uma manifestação geral em todos os EUA que chegou a mais de 800 localidades e, em Washington DC, juntou meio milhão de pessoas, em que os discursos foram reservados aos menores de idade e gerou protestos solidários de Londres a Sydney, de Genebra a Tóquio.

A chamada geração dos tiroteios na Marcha Pelas Nossas Vidas foi um protesto global contra as armas, contra a permissividade da concessão de licença de uso e porte de arma e pela alteração da lei, de forma a restringir esse direito.

A sociedade tem vindo a cair na falta de respeito pelos outros, na insegurança, no crime. Estes jovens querem um mundo sem armas. Não querem mais mortes nas escolas, manifestando-se contra as armas e outros perigos e exigindo ao governo que actualize a legislação e deixe de se submeter aos lobbies do armamento. E gritaram «Basta. Nunca mais».

É muito positivo que a juventude aja para ter um futuro melhor. Cabe às gerações mais novas preparar o seu futuro, eliminando muita coisa errada da sociedade. Devem lutar por mais civismo e menos prepotências e arrogâncias dos detentores dos Poderes político, económico e financeiro.

António João Soares
03 de Abril de 2018

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SACOS DE PLÁSTICO - SEU APROVEITAMENTO




Jorge Moreira da Silva teria beneficiado mais PORTUGAL e os portugueses se desse uma recompensa a quem entregasse os sacos de plástico usados para reciclagem do que estar a obrigar os clientes dos supermercados a pagar os sacos em que têm que levar as compras para casa. Deve haver um benefício público para cada pagamento que se exige aos contribuintes. Não é assim?

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Energias alternativas. Poupança

Transcrição de interessante post de Fernanda Ferreira que demonstra a necessidade de coerência e abrangência nas políticas do aproveitamento das energias alternativas, em toda a sua dimensão, evitando limitar-se apenas a casos em que haja interesses parcelares.

Cogeração – Poupança Energética a Passo de Caracol

Na nossa pequena cidade, chamada Vila Nova de Famalicão, temos um dos melhores exemplos de poupança energética do País: a Continental-Mabor. O sistema utilizado é a cogeração. A cogeração é o reaproveitamento das energias utilizadas na produção.

A Mabor tem um rendimento 50% superior a qualquer outra indústria, associada na Cogen, ou seja, enquanto as outras conseguem um rendimento na ordem dos 30% de energia, em média, a Mabor consegue 80% de rendimento. Sabendo que para isso, é única a utilizar turbinas de avião e pessoal inteiramente especializado. Com este exemplo único, neste nosso rectângulo à beira mar plantado, já podemos orgulhar-nos de algo. O que quer dizer, que a Mabor Continental evita, por ano, 6 toneladas de CO2, 20% na factura de gás natural e ainda vende a energia restante, à rede nacional de electricidade.

Foi pioneira obtendo acesso, ou direito a esta rede nacional em 2005. Posteriormente outras se lhe juntaram, dando nome à associação COGEN. Indústrias como as cerâmicas, têxteis, alimentar e até centros comerciais, onde os gastos energéticos são elevados, fazem parte desta associação.

O que não se admite, é que desde 2006 a iniciativa da COGERAÇÃO, tenha estagnado por completo. Mais PME´s se lhes querem juntar mas o acesso à Rede Nacional, o Direito de Interligação, está vedado por completo, devido às novas directivas Europeias emitidas em 2006, vejam bem, em 2006! temos na TSF, a entrevista onde explica por completo o problema da COGERAÇÃO em Portugal. Até hoje e passados três anos, o Ministério do Ambiente e o Governo nada fizeram. Aquele Governo, que se diz completamente virado e dedicado às energias renováveis!

Mais um exemplo, do que está ainda por fazer neste País. Um exemplo, onde mais uma vez as Médias e Pequenas Empresas, foram completamente postas de parte, onde se preferiram as aeólicas, hídricas, para benefício das gigantes internacionais como Iberdrola, Gamesa e nacionais como a EDP. Como sempre beneficiam-se as Empresas estrangeiras, em detrimento das Empresas portuguesas. Ouvi também, que todos os esforços foram feitos, por parte da TSF e COGEN, para que um representante do Ministério do Ambiente, estivesse presente nesta entrevista, nem sequer resposta mereceram... é para verem como estão interessados , os políticos, em satisfazer as necessidades dos cidadãos. Nunca é demais e ainda por cima, em época de eleições, denunciar a hipocrisia dos nossos governantes, no que concerne à ecologia.

Outra matéria que gostaria de mencionar, é que os grandes Lobbies, EDP, GALP, BES, já tomaram para si, este tão melindroso tema: A SUSTENTABILIDADE, como se fossem os salvadores das Espécies e do Planeta, esquecendo-se porém, que andam aí portugueses, de menor "envergadura" económica, a gritar para o vazio e a ouvir apenas o seu próprio eco! Querem colaborar e todos os acessos lhes são vedados. Isto, é que é preciso denunciar!

Sr. Ministro, ouça a voz dos que querem participar, para melhorar a qualidade de vida do nosso País, como a COGEN, que segundo a TSF, só terá a 12ª conferência com o Poder Político em Novembro, (do ano que passou!) sem esperança à vista, de que façam algo para, que possam aceder à Interligação da Rede Nacional. E acertaram! Até hoje!... Nada! Mesmo agora, (2009) que vai ser construída uma fábrica, de componentes aeronáuticos, no Alentejo! Uma forma eficaz de poupar energia e criar postos de trabalho! Vamos deixar entrar uns raios de sol no nosso País, sim?

TSF : "Mais Cedo Ou Mais Tarde" entrevista em 6 Junho 2008 - Cogeração
Publicada por Fada do bosque no Blogue sustentabilidade não é palavra é acção

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domingo, 2 de agosto de 2009

Algas dão combustível

A economia mundial tem vivido na dependência do petróleo como fonte primária de energia. Mas, como combustível fóssil que é, aproxima-se do esgotamento, apesar das medidas de poupança e dos motores menos consumidores, tendo o seu preço tendência para alta, mas sem que isso resolva o problema das necessidades energéticas.
Por isso, o recurso a energias renováveis tem sido desenvolvido experimentalmente e continuam a aparecer novas alternativas prometedoras, embora em escala reduzida, que têm de ser integradas num novo sistema de gestão.

Em Portugal existe actualmente um justificado entusiasmo com a energia eólica e solar, podendo ser dada mais atenção à energia das marés e das ondas, propiciada pela posição geográfica.

Embora não sejamos um país de floresta tropical densa, já foi anunciada há anos uma indústria de aproveitamento de produtos provenientes da manutenção da área do pinhal, com benefício para a prevenção dos fogos florestais e produção de biomassa e biogás. Não tem sido divulgado o resultado da sua actividade, mas é de pensar que a limpeza das matas não está a ser feita com regularidade, o que resulta na continuação dos fogos e na não produção de energia.

Agora chega a notícia «Algas são combustível muito sério» que diz destes vegetais poder ser extraída energia, bem como proteica ideal para a alimentação de seres humanos e de gado. Embora, sendo uma actividade exercida por pequenas empresas, estas contam com o apoio da Exxon Mobil, a maior empresa do ramo petrolífero na América, que agora começa a estudar esta solução energética. Será interessante a leitura da notícia 'linkada'.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Autarca distinguido pelo estrangeiro

O presidente da Câmara de Moura, José Maria Pós-de-Mina, foi classificado como o "autarca do futuro" da Europa, pela organização internacional One World que o elegeu parar figurar na lista das 10 personalidades de 2008.

Tal distinção deve-se à sua acção muito activa na construção da Central Fotovoltaica de Amareleja que começou a funcionar em pleno no dia de Natal, produzindo energia solar suficiente para abastecer 30 mil habitações do Alentejo. Ele é um dos principais responsáveis pelo maior plano de energias renováveis do mundo. Além da criação de energia renovável através da luz solar não foi o único móbil desta iniciativa, como o presidente da Câmara diz: "O nosso objectivo passou sobretudo por reduzir uma das maiores taxas de desemprego do País e que se situa nos 15%."

Mas não ficam por aqui os sonhos do autarca. Tem também em projecto outras iniciativas como a rede Sunflower - que envolve autarquias de oito países europeus para criar comunidades livres de carbono - e a Rede Ecos, que aguarda financiamento da União Europeia para usar energias alternativas na construção civil: O autarca pretende explorar as condições agora geradas e diz "esperemos que esta distinção contribua para acelerar a realização destes sonhos", remata o autarca.

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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Economia soberana

Texto recebido por e-mail de José Morais Silva

Ora aqui está a prova do que já se suspeitava há tempo.

Na ânsia de privatizar a EDP e a Galp (duas empresas de inalienável interesse estratégico para a soberania do País na área da energia), os “políticos” do PSD e PS foram vendendo as posições do Estado, todos contentinhos julgando que, com a invenção das “gold share”, ainda ficavam com alguma capacidade de controlo.

Vem agora a União Europeia informar que vai iniciar uma acção no Tribunal Europeu para acabar com essa ilusão.

O próximo passo vai ser a privatização da CGD, deixando então a Banca à rédea solta.
É tempo de começar a pensar numa acção em tribunal, posta pelos cidadãos Portugueses para exigir responsabilidades aos autores destas privatizações que retiraram ao Estado a sua capacidade de regulação.

Veja-se a triste figura do Ministro da Economia, bem acompanhado pela dita Autoridade da Concorrência e a não menos cómica ERSE.

Já agora alguém que investigue quem são os elementos daquelas magníficas organizações que, supostamente, têm como missão zelar para que não haja abusos e quais os seus vencimentos e regalias associadas ao tacho que os partidos que passaram pelo governo lhes ofereceram, afinal, para só fazerem asneira ou estarem caladinhos!

Claro que, fiel à tradição, o nosso Presidente da República continua a seguir com atenção e preocupação o que se passa!

Para quando terá sua Excelência a conversa com o nosso Primeiro Ministro para lhe dar algumas “grandes linhas de orientação”?

NOTA: Repare-se na posição anódina do ministro da Economia em face da exploração das gasolineiras nos preços escandalosos dos combustíveis. (Ver o post «Combustíveis. Gostava de ser esclarecido»)

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Diferenças entre «civilizações»

Agora que, a propósito das confusões políticas no Zimbabwe, semelhantes às de outros pontos da África, se fala tanto nas características próprias de cada civilização, e que cada uma tem o direito de evoluir ao seu próprio ritmo, sem interferência paternalistas de neocolonialistas, transcrevo para aqui dois pequenos textos extraídos do jornal gratuito «Global Notícias», de hoje, que enfatizam duas formas diferentes de encarar a luta contra a poluição atmosférica, reduzindo as emissões de carbono e procurando energias alternativas menos poluentes. O primeiro texto refere-se à Grã-Bretanha e o segundo a Portugal. A leitura é suficiente, não sendo necessária qualquer nota.

No Reino Unido:

Vinho e óleo de cozinha nos carros da realeza

O príncipe Carlos, preocupado com a ecologia, converteu os seus veículos para que funcionem com bioetanol. O príncipe tem como objectivo reduzir as suas emissões de carbono em25%.

O Aston Martin que a Rainha Isabel II ofereceu ao príncipe Carlos no dia do seu 21.º aniversário foi convertido para poder funcionar a sobras de vinho. E os seus outros veículos – vários Jaguar, um Audi e um Range Rover – necessitam de óleo de cozinha para poder andar. A informação foi divulgada no relatório anual de contas da Clarence House, segundo o qual o príncipe reduziu em 18% as suas emissões de carbono.

Mas estas não foram as únicas alterações efectuadas pelo príncipe ecológico. A água da chuva, por exemplo, é usada para as descargas na casa de banho da sala em que Carlos recebe o público, em Highgrove.

Além disso, os trabalhadores no Palácio de St. James, em Londres, receberam bicicletas para se deslocarem.

Até as vacas da sua propriedade, perto de Highgrove, estão a fazer o seu papel, segundo indicou o secretário pessoal do príncipe ao jornal britânico The Guardian: “Os nossos animais libertam menos metano porque são mais bem alimentados e comem mais erva.”

O objectivo do herdeiro britânico era reduzir as emissões de carbono em 12,5% até 2012, mas, depois do sucesso de 2007, essa meta foi revista, sendo agora de 25%. Para a atingir, Carlos efectuou as alterações nos seus carros e planeia usar, sempre que for “prático e possível”, voos comerciais e não os aviões privados.

Da mesma forma, em 2007, usou por duas vezes os comboios normais e não o real. Cada vez que este é usado – em 13 ocasiões no ano passado – custa mais de 26 mil libras (mais de 32mil euros). Para compensar, o príncipe gastou 23 mil libras (quase 30 mil euros) a comprar emissões de carbono, num total de 600 mil libras (757 mil euros) gastos em medidas sustentáveis.

Além disso, o príncipe angariou 122 milhões de libras (mais de 150 milhões de euros) para iniciativas como a conservação da Amazónia.

Em Portugal:

Veículo eléctrico impedido de circular

O veículo não circula por falta de autorização do Instituto dos Transportes.

Uma viatura eléctrica, adquirida pela “Rota da Luz”para passeios turísticos, está parada em Aveiro porque não foi transposta para o Direito português uma norma comunitária.

O pequeno “autocarro”, de oito lugares, está homologado a nível europeu e até foi importado de Espanha com benefícios fiscais, por não utilizar combustíveis fósseis.

Viaturas idênticas circulam em Espanha nos roteiros turísticos de Barcelona, Granada e Córdoba, mas, apesar da constante subida do preço dos combustíveis, a região de turismo “Rota da Luz” vê-se impedida de utilizar aquele transporte colectivo na via pública, tendo de continuar a consumir gasóleo para mostrar Aveiro aos turistas.

Pelas suas pequenas dimensões e características não poluentes, o veículo seria apropriado, nomeadamente, para passeios pelas ruas estreitas de centros históricos, como é o caso do típico bairro da Beira-Mar, e em percursos ambientalmente sensíveis.

Segundo o presidente da Rota da Luz, Pedro Silva, a razão para o veículo não circular prende-se com a respectiva falta de autorização do Instituto de Transportes, que sucedeu à Direcção-Geral de Viação. Esta entidade, por seu turno, também não a pode conceder, já que a norma comunitária pela qual a viatura está homologada ao nível europeu, não foi ainda transposta para o Direito português.

Adquirido em Barcelona, embora de fabrico chinês, o veículo consome apenas o equivalente a um euro por cada 400 quilómetros, tendo uma autonomia de 80 km.

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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Somos gente ingovernável

Não é possível encontrar governantes com capacidade milagrosa para governar este rectângulo povoado com gente como nós. E eles saem do âmago desta população, sofrendo dos mesmos defeitos atávicos.

Nos dias de hoje, com tanta preocupação com o ambiente, pelo menos em palavras teóricas, é convicção geral de que a energia do futuro assentará nas fontes renováveis, como a eólica a solar e a hídrica, que não poluem a atmosfera. Com base neste conceito, há planos para o aproveitamento da barragem do baixo Sabor e, também, para as de Fridão, Foz Tua e Vidago, estando a execução destas prevista até 2020, representando os três projectos juntos 487 megawatts, quase 10 % da actual potência hídrica instalada.

Já tínhamos assistido a pressões de «intelectuais» dos sectores da ecologia e da arqueologia que travaram por dezenas de anos a barragem do Alqueva, impossibilitaram a de Foz Côa e têm atrasado a do Sabor. Agora, ao ser conhecida a intenção da construção da barragem de Fridão, no Frio Tâmega, a 12 quilómetros de Amarante, a autarquia aprovou, ontem, por unanimidade, uma moção contra a sua construção, alegando questões "ambientais, de segurança e patrimoniais". E não se trata de questão de tricas partidárias, pois o presidente do executivo municipal, o socialista Armindo Abreu, contou com o apoio dos vereadores do PSD e do Movimento Amar Amarante.

O argumento usado para a oposição ao empreendimento assenta em questões de segurança, ambientais e patrimoniais. O presidente considera um «perigo» a cidade ficar com um "enorme depósito de água" a escassos quilómetros da cidade. "Não queremos um lago de águas pestilentas na cidade", argumentou o autarca que também referiu a "degradação da água, por ficar estagnada».

Ora é sabido que a produção de electricidade não se consegue com água estagnada, mas sim com água corrente. É considerada uma riqueza uma cidade ter um rio ao lado, como espelho de água, onde se podem praticar vários desportos náuticos. Conclui-se que se trata de uma visão egoísta, sem sentido de Estado e com o desejo de adquirir visibilidade por dificultar o Governo na prossecução do desenvolvimento nacional e preservação da qualidade do ar, evitando o CO2 produzido pelas centrais a combustíveis fósseis.

«Povo que não se governa nem se deixa governar».

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sábado, 14 de julho de 2007

Em defesa do ambiente

Cascais: Eco-cabanas autonomia energética inauguradas Outubro
in Diário Digital

Cascais será o primeiro concelho português a receber, em Outubro, as eco-cabanas, pequenas casas sustentáveis destinadas a estadas junto da natureza, que incluem o recurso a energias alternativas, materiais recicláveis e gestão de consumos de água e electricidade.

A ideia, lançada pela agência municipal Cascais Natura, foi distinguida este mês com o prémio «Ideias Verdes Água de Luso - Expresso 2007» e será concretizada num campo para escoteiros, escutas e guias do Parque Natural Sintra-Cascais, onde serão construídas cabanas com 62 metros quadrados e capacidade para 10 jovens.

Segundo disse à Lusa um dos coordenadores do projecto, João Cardoso Melo, a escolha do campo deveu-se aos exemplares códigos de conduta de utilização da natureza seguidos pelo movimento escutista - que este ano comemora 100 anos de existência -, mas o espaço será posteriomente aberto à população.

«O objectivo é mostrar às pessoas que, pelo facto de usufruírem de um espaço natural, têm de dar algum contributo. A cada dia de estada corresponde uma ou duas horas de serviço de conservação do ambiente e o utilizador tem eco-créditos, que são cartões com determinado número de watts e litros. Se não cumprir as regras de utilização, pode ficar sem água, por exemplo», explicou o responsável.

«É mesmo para obrigar a reflectir sobre as fontes de energia e as sua limitações», acrescentou, sublinhando que as cabanas não vão possuir televisão ou computador e serão alimentadas por energias alternativas (eólica, solar, entre outras), em função da localidade onde forem instaladas.

João Cardoso Melo referiu ainda que as pequenas casas, construídas com materiais tradicionais e recicláveis, serão de estilo rústico e «despidas de luxos», apresentando, ao mesmo tempo, um design e um software de controlo inovadores.

O preço de cada uma pode variar, por isso, entre 60 a 80 mil euros, incluindo a infra-estrutura, o revestimento e componentes de engenharia climática.

Com o prémio «Ideias Verdes», no valor de 50.000 euros, a Cascais Natura vai construir o primeiro modelo do equipamento, que será depois colocado no mercado para se tornar uma alternativa para estadas temporárias em áreas de maior sustentabilidade ambiental.

Diário Digital / Lusa
14-07-2007 12:27:00

NOTA: É uma boa notícia e um passo importante para o respeito pelo ambiente. Oxalá as pessoas se entusiasmem e comecem a aproveitar estas inovações na construção de novas moradias, com vista a economizarem energia e água reduzirem as agressões ao ambiente que caracterizam quase todos os actos humanos. Os nossos vindouros merecem que nós agora tratemos melhor a Natureza e o ambiente em geral.

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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Ecologistas e desenvolvimento

Portugal é o 6.º país da UE com maior uso de energias renováveis, tendo a produção eólica nacional crescido 59%, nos primeiros quatro meses do ano, face a igual período do ano passado. Esta conclusão consta dos dados ontem divulgados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e que dão conta, ainda, de que a produção total de energia eléctrica, a partir de Fontes de Energia Renováveis (FER), aumentou 37%, no mesmo período. Em Abril, a produção eólica foi 23% superior à registada no mesmo mês do ano passado.

Mas temos que recordar que, com demasiada frequência, algumas organizações ecologistas têm criado obstáculos a empreendimentos produtores de desenvolvimento económico, benéfico para a generalidade da população, usando argumentos quase ridículos que mais tarde são colocados de lado, mas apenas depois de terem causado atrasos prejudiciais.

Foi notório, há poucos anos, o esforço desenvolvido por ecologistas contra o aproveitamento da energia eólica, argumentando que os aerogeradores iriam causar graves danos na fauna voadora. Ignoravam que todos os animais têm inteligência que lhes permite uma razoável adaptação às condições do espaço em que vivem e em que se deslocam. Como se viu atrás, este conflito foi ultrapassado mas, se ele não tivesse existido, a nossa factura de energia importada já há muito teria sido mais reduzida, com benefício para o défice orçamental, para a balança comercial, para o desenvolvimento do País e para o PIB per capita.

Sinto-me à vontade para sublinhar os exageros de ecologistas porque sou um defensor acérrimo do ambiente, de forma sensata, orgulhando-me de ter colaborado com o Rádio Clube de Sintra, com uma pequena intervenção diária, voluntária, sem qualquer remuneração, durante um semestre no início da década de 1990, tendo depois escrito cartas para os jornais em momentos adequados, e já publiquei em blog alguns textos sobre tais temas.

Com base nestes dados e em projectos esboçados de cinco novas barragens, o ministro da Economia, Manuel Pinho, assumiu que Portugal tem condições para se tornar exportador de electricidade dentro de quatro a cinco anos. Mas esta esperança do ministro não parece ser totalmente credível, por os jornais afirmarem que nos outros países a energia é mais barata por ser produzida em centrais nucleares, o que torna o nosso excesso de produção pouco competitivo e, portanto, dificilmente vendável.

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domingo, 6 de maio de 2007

Energia e Combustíveis para automóveis

Há comentários a que, pelo seu valor, merecem ter mais visibilidade. Por isso aqui se transcreve o comentário que Carlos Portugal, colocou no post Um passo para a inovação , Caravana ecológica percorre o país , no blog Democracia em Portugal?. Este post também foi colocado em Do Mirante e em Do Miradouro

Concordo plenamente com as suas preocupações, mas há alguns pequenos reparos a fazer.

Em primeiro lugar, o petróleo não está a esgotar-se, longe disso. O que acontece é que as jazidas onde é mais BARATO explorá-lo pelas petrolíferas já estão a escassear - essas sim estão a diminuir. Daí as guerras absurdas para as grandes petrolíferas (Exxon, Gulf, Texaco, Mobil, etc.) se apropriarem das terras onde elas se encontram (a exploração on-shore é muitíssimo mais barata do que a off-shore).

Em segundo lugar, mesmo que as jazidas petrolíferas se estivessem a esgotar, há um processo, datado, segundo creio, de 1936, o processo Fischer-Tropsch, que permite o fabrico industrial de gasolina, gasóleo e óleos lubrificantes a partir do carvão e do lixo orgânico doméstico e industrial. Tal processo foi posto em prática em larga escala pela Alemanha nazi durante a 2ª Guerra Mundial, devido às carências em matérias-primas que este país atravessava. Contudo, este processo - para além de reciclar o lixo - é altamente lesivo para os interesses das petrolíferas (como é óbvio), para além de fazer perigar os interesses geo-estratégicos do lobby militar-industrial do Eisenhower. O único país que recentemente o utilizou foi a África do Sul, durante o regime do Apartheid.

Em terceiro lugar, embora concorde com o aproveitamento dos óleos alimentares (de restaurantes, etc.) para combustível, não posso, de forma alguma, pactuar com o bio-diesel, pela simples razão de a sua utilização em grande escala ir inutilizar milhões de hectares de terra arável para produção de colza - para fabricar o dito bio-diesel. Numa época em que há fome no mundo e que os terrenos férteis e com água começam a ser insuficientes, uma prática destas é, simplesmente, criminosa.

Por fim, quanto aos automóveis híbridos, a sua complexidade mecânica e electrónica leva-os a terem uma fiabilidade muito baixa, e o seu peso (por causa das baterias) implica uma perda de rendimento que os coloca ao nível de carros de baixa cilindrada com consumos porventura ainda menores. Com a agravante de os motores a gasolina desses híbridos terem uma vida curta, pois são solicitados A FRIO sempre que é preciso uma maior aceleração. Isso irá fazer com que eles se desgastem anormalmente e que os óleos lubrificantes utilizados passem para as câmaras de combustão e daí para a atmosfera, poluindo-a (os catalizadores de nada servem, neste caso).

Enfim, creio que a solução estará no desenvolvimento de novas baterias para carros totalmente eléctricos, desde que a produção da energia para carregamento dessas baterias seja de uma fonte limpa.

E de motores a gasolina e a diesel mais eficientes, que permitam consumos mais baixos e menores graus de poluição (a nível de hidrocarbonetos e de CO, pois quanto ao CO2 este NÃO É poluente, digam os promotores do «efeito de estufa» o que disserem. Sobre isto referir-me-ei noutra altura).

Por último, resta referir que a poluição automóvel ronda os 6 a 8% da poluição total devida a derivados do petróleo. A grande fatia cabe à indústria e à aviação comercial e militar (um Boeing 747 queima 60.000 litros de querosene por hora, e os Airbus A340 não são melhores).

Mas, tal como o meu Amigo diz, se voltássemos a manufacturar artesanalmente muitos dos artigos e alimentos que utilizamos e consumimos, a fatia da poluição industrial diminuiria, a nossa saúde agradeceria e a nossa carteira também, retirando poder aos ditos lobbies.

NOTA: Esta lição de Carlos Portugal é altamente qualificada assentando num sólido conhecimento do tema. Textos deste valor contribuem para que o nosso saber se desenvolva e se iniciem debates interessantes.
Mas, independentemente de a experiência que originou estas palavras poder não dar resultados práticos, ela demonstra vontade de investigar e de se preocupar com a aplicação prática dos conhecimentos teóricos. A ausência de ligação da teoria à aplicação prática tem sido uma crítica ao ensino português. Oxalá esta experiência estimule outras semelhantes noutros sectores, para dar uma feição técnica e prática aos novos licenciados.
Espero que apareçam mais comentários a esmiuçar outros pormenores, como por exemplo, a energia da fusão nuclear ou a combustão de hidrogénio.

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