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A ditadura de Gaspar
Económico. 10/04/2013 00:35 | António Costa
Vítor Gaspar incendiou o País com o despacho sobre a proibição de realização de nova despesa por parte dos ministérios e serviços públicos, uma medida que é, de alguma maneira, paradigmática do poder e da incapacidade do ministro das Finanças de explicar o que deveria ser, e é, simples de perceber: um despacho preventivo, e temporário, enquanto o conselho de ministros não define os novos tectos de despesa para 2013 com vista a acomodar o impacto da decisão do Tribunal Constitucional, de 1,3 mil milhões de de euros.
Os serviços das Administrações Públicas - incluindo empresas - sabiam, como o País, que vêm aí novos cortes e, por isso, a probabilidade de anteciparem despesa, novos compromissos, novos concursos era, no mínimo, uma certeza. É claro que, como sucedeu no episódio da proibição de reformas antecipadas, este tipo de iniciativa política não se anuncia, faz-se. E não se faz por chantagem ou pressão sobre os portugueses, faz-se por necessidade e urgência, como é evidente que foi o caso.
Vítor Gaspar deveria, é claro, ter avaliado exactamente os ministérios ou serviços públicos que não poderão ser abrangidos por uma medida transversal como esta nem por uma semana que seja. E deveria ter discutido, e ouvido, os seus colegas da educação e saúde sobre o impacto desta proibição temporária nas universidades ou centros de saúde, por exemplo. Já se sabe que há excepções, como os salários, mas a reacção colérica dos reitores, por exemplo, deixa perceber que Gaspar não discutiu ou não ouviu. E fez mal.
É evidente, esta ‘ditadura das finanças' - que só peca por tardia - só pode mesmo ser temporária, só pode estar em vigor durante uma ou duas semanas, porque, caso contrário, paralisaria toda a administração pública e todas as empresas públicas abrangidas pelo despacho. Gaspar tem de fechar o dossiê das maturidades do empréstimo, primeiro, e a sétima avaliação da ‘troika', depois, e na quinta-feira da próxima semana tem de definir os novos tectos de despesa e manter o défice de 5,5% do défice para este ano.
O Governo está em Processo de Remodelação em Curso (PREC), a mudança de ministros já não é apenas uma necessidade por razões de oportunidade política, é uma urgência por uma questão de sanidade dos ministros que já sabem estar com um pé fora, à espera de uma chamada a São Bento. A partir de agora, Passos Coelho não pode olhar para trás, deve aproveitar o momento para reconstruir o tripé do Governo, e comprometer Paulo Portas.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
O «ESTADO NOVO» INICIOU COM O MINISTRO DAS FINANÇAS
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terça-feira, 9 de abril de 2013
GOVERNO NÃO QUER COLABORAÇÃO !!!
O Governo pretende apenas aplausos às suas teimosias do «custe o que custar» fazendo recordar o slogan «orgulhosamente sós» de tempos idos.
Não tem falta de colaboração, quer da oposição quer de comentadores quer manifestações populares mais ou menos numerosas, em que ao lado das críticas construtivas aparece a afirmação do descontentamento e da indignação, mas também sugestões de medidas adequadas à melhoria do bem-estar das pessoas e do crescimento da economia.
Mas a essas sugestões e conselhos, o Governo gaba-se de estar na melhor rota e afirma, garante, assegura, que vai continuar sem se submeter aos protestos de manifestações de indignação, nem outras pressões, nem às sugestões da oposição.
Repare-se nas propostas de comentadores e homens sabedores e experientes da própria área dos partidos da coligação, algumas delas referidas neste blogue. Está tudo dito. Estão listadas todas as alternativas, mas o Governo só quer aplausos e recusa as colaborações patrióticas, bem intencionadas que lhe chegam gratuitamente sem ter que pagar aos gabinetes dos seus amigos para onde tem fluído caudalosamente o dinheiro público que agora faz falta.
Têm sido aqui citados artigos de Luís Marques Mendes, de Paulo Morais e muitos outros que, se fossem apreciados com a devida atenção, pelos decisores do Governo, nos estudos que deveriam preceder as suas tomadas de posição, o País não estaria, certamente, no actual estado crítico. Mas como é que os «sábios» do Governo poderiam tirar disso as conclusões mais úteis se, nem sequer, se dão ao trabalho de observar a Constituição da República e obedecer aos seus ditames?
Por isso é caricato que uma entidade da cúpula do partido maioritário aparecesse na TV a atacar a oposição com palavras agressivas, mas balofas e despropositadas, em vez de aproveitar esse tempo de antena para mostrar aos portugueses algum trabalho útil feito nos passados 21 meses, isto no caso de algo ter sido feito de positivo para evitar a espiral recessiva que tem sido dolorosamente sentida no corpo e na alma pela maior parte da população.
É pena que o Governo não queira seriamente a colaboração dos portugueses em geral e das instituições oficialmente formalizadas.
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GOVERNAR COMO CONDUZIR AUTOMÓVEL
Por considerar dever dar mais destaque ao texto de um comentário, transcrevo-o para aqui com pequenos retoques:
A serenidade, ao contrário da exaltação descontrolada constitui um valor a manter e a rendibilizar para a reflexão, a inovação e a produtividade no melhor sentido e para os melhores efeitos.
Mas da reflexão não deve resultar uma IDEIA FIXA, dogmática. Com efeito, não há verdades absolutas senão em mentes débeis de cruéis ditadores autoritários e dominadores pelos piores métodos. Tudo é relativo e tudo está sujeito a incontáveis factores, em permanente evolução, que exigem rever a acção em cada momento, adaptando-a a alterações ambientais, circunstanciais. Viver ou governar constitui uma actuação do género da condução automóvel em que o volante da direcção não pode ser desprezado um só momento, a fim de fazer face, com eficácia, às condições da estrada e a tudo o que nela se passa ou pode vir a passar-se.
A impreparação, a incapacidade e a vaidade de governantes cria-lhes a errada noção do poder e da infalibilidade e teimam obsessivamente num capricho que impõem ao povo «custe o que custar», não reconhecem os seus erros e falhas e «prometem continuar» em vez de procurar mudar para a rota mais apropriada para atingir os objectivos mais favoráveis aos 80 por cento da população, aquela que está por eles condenada a viver na pior miséria e a morrer de fome, de carência de cuidados de saúde, de deficiente educação, de insegurança ou por suicídio.
O povo, com o poder que lhe é concedido teoricamente pela DEMOCRACIA, devia gritar mas infelizmente está exangue, sem coragem nem força para manifestar a sua indignação, e deixa-se iludir por promessas, que não passam de palavras bonitas.
Mas a vacuidade cerebral está ligada à ostentação e ao palavreado oco, e aparecem jovens acriançados, sem uma sólida preparação, a tentarem convencer que são SENHORES ÚNICOS DA VERDADE e que prometem colocar de lado a PESTE GRISALHA!!!. Outros puxam por um dos poucos livros que folhearam e citam frases de sábio do século passado a querer mostrar competência e idoneidade e tentam impor ideias que foram aplicáveis noutros tempos mas que não são minimamente ajustadas à sociedade actual, com características muito diferentes e mais complexas. Não conseguem perceber que as realidades são outras, não conhecem o mundo real e as condições em que vive grande parte da população que, por isso, martirizam de forma desumana. Parecem marionetes submissas aos cordelinhos manipulados por alguns senhores do poder financeiro que fazem parte dos 20 por cento favorecidos pelo regime. E mesmo estes vivem iludidos, porque se destroem os 80 por cento que produzem e consomem, ficam sem alimento e sem quem os sirva e sem fonte do enriquecimento a que estão habituados.
Muitos dos que têm funções directivas e de gestão, com pessoas, de carne e osso sob a sua responsabilidade não sabem aplicar nas suas tarefas o exemplo do automobilista que nunca fixa o volante, para não se expor a um grave acidente nos segundos mais próximos. A propósito, O presidente do ACP atribui a quantidade de acidentes rodoviários à péssima preparação dos condutores. Isso também merece ser meditado de forma abrangente à formação geral dos portugueses.
E o pior mal da humanidade é que, pelo mundo, predominam nos governos e ekm funções de alta responsabilidade pessoas de tal estirpe, que não pensam nos interesses das pessoas mas apenas nos seus próprios e nos do seu clã e se orientam por vãs vaidades, como se vê na Coreia do Norte, na Síria e em vários países da Europa que, há muito tempo, deixou de ser o modelo e a mola real da civilização ocidental e exemplo para o Mundo.
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
PASSOS PROMETE CONTINUAR...
É sempre animador continuar a marcha quando os passos estão orientados para objectivos válidos a atingir pelo caminho mais adequado. Mas se os passos anteriores nos desviaram da boa direcção, há que pegar na bússola e ver para que lado nos devemos orientar e escolher o melhor caminho. Na vida nem sempre é fácil voltar atrás e há que procurar remediar os erros feitos e tirar daí as lições mais úteis para o caminho a percorrer.
É fundamental pensar antes de decidir e depois, em vez de teimar no «custe o que custar», é preciso estar atento para corrigir qualquer desvio mesmo que pequeno da rota que nesse momento parecer a melhor, a fim de os passos conduzirem ao objectivo mais desejado pela forma mais eficaz. A condução automóvel em que as mãos devem estar permanentemente a accionar o volante, sem o fixar, constitui um bom exemplo para a vida prática.
Não é confortante ouvir alguém que tem errado e não cumpriu devidamente as promessas anteriores, continuar a prometer a dizer «asseguro que…» e «garanto que…» mostrando uma teimosia obstinada sem ter analisado as condições em que vivem as pessoas que a sofrem, no corpo e na alma, os efeitos de más decisões, com sacrifícios acima do tolerável. É indispensável, antes de qualquer decisão, pensar bem nos factores que influenciam a vida nacional
Há muito onde fazer cortes para beneficiar a situação nacional. Vários pensadores têm apontado onde eles devem ser feitos, de forma integrada numa profunda Reforma do Estado que tem sido demasiadamente anunciada, «assegurada», «garantida», mas de que se não tem visto as linhas gerais. Desses pensadores cito um do partido do PM que tem indicado medidas concretas que não devem ser desprezadas. Algumas delas podem ser vistas em Dezenas de institutos públicos a extinguir, Onde se cortam as despesas públicas???, Reforma do Estado sugerida em 2006, Reformar o Estado é urgente, Consultores caros e ineficazes ???.
E na Reforma do Estado, deverá ser profundamente revista a Constituição (em momento oportuno, com serenidade e patriotismo), a fim de ser respeitada pelo Governo (coisa que não tem acontecido) e de contribuir para o melhor funcionamento do Estado a bem de todos os portugueses. Em todos os sectores, há que simplificar, tornar tudo claro e bem justificado aos olhos dos portugueses, retirando tudo o que não é realmente útil e necessário, tudo o que é redundante ou demasiado dimensionado, simplificar a burocracia em todos os serviços públicos, etc É preciso tornar a máquina do Estado simples, leve, ágil, para ser económica e eficaz.
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domingo, 7 de abril de 2013
QUANTOS SALÁRIOS MÍNIMOS GANHAS? E ELES?
Tem sido aqui defendido que os governantes, em vez de «garantirem» e «assegurarem» que pretendem estabelecer tectos salariais e de pensões a fim de reduzir as diferenças entre os mais ricos e os mais pobres, deviam passar a referir os salários em termos da quantidade de salários mínimos a que correspondem.
Para começar, devem ser os órgãos da comunicação social a utilizar essa equivalência. E é com agrado que nos jornais apareceram ontem dois casos que será desejável que sirvam de exemplo a seguir sistematicamente.
O presidente executivo da EDP, António Mexia, "segundo um relatório e contas da Empresa enviado à CMVM, recebeu 1,2 milhões de euros em 2012, mais o prémio plurianual relativo ao mandato de três anos anteriores, o que dá um total de 3,1 milhões de euros". Ou seja, nota o diário, "Mexia recebe o equivalente a 6391 salários mínimos nacionais".
Outra notícia a referir este «salário»:
Mexia recebeu 3,1 milhões
Outro caso do mesmo género:
O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da elétrica portuguesa, Eduardo Catroga, "recebeu 430 mil euros em remunerações em 2012", o equivalente a 886 salários mínimos nacionais".
Outra notícia a referir este «salário»:
Eduardo Catroga recebeu pela EDP 430 mil euros em 2012
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
ACABARAM-SE AS GRANDOLADAS DO RELVAS !!!
Convém não deixar de ler os artigos seguintes. Faça clic para os abrir:
Elegia aos Relvas que já não cantam! (para bem da nossa democracia!)
Balanço de Relvas é verdadeiro ou falso?
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
O PAÍS PRECISA DE MOÇÃO DE RUPTURA !!!
Transcrição de artigo que reforça muito do que foi referido no post anterior:
O país precisa de uma moção de ruptura
Económico. 04/04/13 00:31 | Helena Cristina Coelho
Chamem-lhe o que quiserem: exercício de democracia, direito à indignação, debate da nação, escrutínio do poder, moção de censura. O que o país viu e ouviu ontem no parlamento pode ter sido tudo isso. Mas foi acima de tudo uma moção de tortura.
Tão simplesmente porque insiste em malhar numa realidade que já todos conhecem, mas cuja reforma se insiste em adiar, e porque a iniciativa socialista, já se sabia, seria tão inconsequente como um estudante que insiste numa melhoria de nota num exame onde já está chumbado.
Respeite-se o esforço e a intenção do debate e dos protestos - são necessários. Mas o que sobrou no final foi só mais um dia perdido por ministros e deputados, entretidos em trocas de acusações e chantagens e jogos semânticos - são inúteis. Divertidos, mas inúteis. O país assistiu ontem, em directo e ao vivo, à maior fraqueza da nação: a debilidade da sua classe política.
Carlos Zorrinho acusou o CDS de ser um partido bailarino, deambulando entre Governo e oposição. Paulo Portas reage com a ameaça de um segundo resgate se o País for empurrado para eleições antecipadas. Pedro Passos Coelho lamenta a censura perversa e infeliz do PS. O Bloco de Esquerda fala em sabotagem do país. E Vítor Gaspar reage com o dedo apontado ao frenesim despesista do anterior Executivo. Para o nível de debate melhorar só faltou entrar um comentador desportivo e rematar um furioso "não gosto de si" e sair porta fora. Bem espremido, o debate não deixa muito mais para recordar do que ‘sound bytes' como estes. E isto não chega para governar e reformar um país.
E também faz pouco, muito pouco, para restaurar a confiança perdida dos portugueses na sua classe política. O recurso a uma moção de censura é um instrumento tão delicado e excepcional que não deveria ser desbaratado de forma tão inconsequente. Por mais que António José Seguro ambicione honrar a herança (e as anteriores moções) de Mário Soares ou Ferro Rodrigues, o país precisa hoje mais de acções do que de moções. A menos que o líder socialista soubesse de alguma fractura ou traição que viabilizasse o derrube do actual governo, de que serviu tanto esforço e tanto ruído? Para nada. Nem sequer para descobrir alternativas. E ainda se admiram que os portugueses apresentem cada vez mais moções de censura cada vez que são chamados a votar ou a participar na discussão política...
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
POR PORTUGAL OU PELA CENSURA?
Os portugueses estão a fazer demasiados sacrifícios devido a continuados erros e incompetências de vários Governos. O actual prometeu «refundar» Portugal e iniciar uma fase de crescimento, mas adoptou as medidas mais adequadas para esse efeito. Falhou.
Por isso, seria lógico e eticamente correcto que todos os partidos tomassem a iniciativa de esquecer as suas divergências, as suas ambições de poder e de «fazer figura» e, pelo contrário, decidissem colaborar, por amor a Portugal, num trabalho de equipa, de convergência de esforços, com sugestões, propostas e projectos no sentido de todos ajudarem a reconstruir o nosso País.
Mesmo que, erros de arrogância governativa pudessem evitar a materialização de tais contributos, os proponentes, sempre poderiam, no futuro, orgulhar-se das suas propostas, quer das aprovadas e aproveitadas quer das rejeitadas. Tais atitudes colaborantes levariam os portugueses a convencer-se que estavam enganados quando diziam que «os partidos são todos iguais», desprezando os interesses nacionais e apenas procurando defender os interesses dos seus «boys» do seu clã de cúmplices e coniventes.
A censura não foi aprovada, mas mesmo que o fosse e houvesse mudança de Governo precedida de eleições, traria grandes prejuízos aos portugueses, em despesas com as eleições, perda de tempo e de energias e o consequente abandono temporário das questões essenciais que preocupam as pessoas que sofrem. E o novo Governo nada traria de melhorias, como mostram os resultados obtidos pelos anteriores. Mudam as sanguessugas que se refastelam com as últimas gotas de sangue do moribundo. Mas mesmo que houvesse o milagre de vir um Governo melhor, não seria possível recuperar o tempo perdido com a paragem governativa e a adaptação aos problemas que precisam solução.
Nas condições actuais não pode esperar-se milagre de mudanças radicais mas apenas da união de esforços, de convergência de vontades, com ética e patriotismo para reiniciar a curva ascendente para o crescimento económico e o benefício da qualidade de vida das pessoas.
Entretanto, haverá que chegar a um acordo para reformar o Estado eliminando instituições dispensáveis, distribuir racionalmente as tarefas verdadeiramente úteis e necessárias, tornando-as mais práticas e rentáveis, sem duplicações e sem complexidades e reduzir a burocracia ao mínimo indispensável.
Nesta convergência de vontades e de esforços, cabe um papel decisivo ao PR, coordenando tudo, chamando os partidos e as forças vivas nacionais e estimulando ao referido trabalho de equipa, de forma a criar sinergias que contribuam para um resultado final superior ao somatório dos resultados que seriam obtidos isoladamente por cada agente.
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HAVERÁ RESPOSTAS HOJE?
A propósito da entrevista de Sócrates e da sua «narrativa» para esclarecer a sua posição, o Director-Adjunto do Correio da Manhã, jornal a que o ex-PM fez referência pouco elogiosa, referiu alguma perguntas que continuam sem resposta. Eis a lista referida no seu artigo:
-Aterro da Cova da Beira,
-Confusões à volta do Freeport,
-A «anedota» da licenciatura,
-Como é que um político sem conta bancária se dá ao luxo de fazer comentários ‘pro bono’,
-Como tem crédito para viver em Paris,
-Qual a relação com a farmacêutica que o contratou.
Como hoje, haverá o primeiro acto do contrato com a RTP 1, talvez o comentador se digne iniciar estes esclarecimentos, o que será um bom contributo para a melhor definição da sua imagem.
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terça-feira, 2 de abril de 2013
MOEDAS, ECONOMISTAS E ESTADO SOCIAL
Notícia diz que o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, se reúne com o economista chefe Pier Carlo Padoan e outros altos responsáveis da OCDE para discutir as reformas sobre as funções sociais do Estado.
Esta notícia conduz a dúvidas e incertezas preocupantes. A economia foi criada para benefício das pessoas, para facilitar a gestão dos seus interesses, como seres vivos, em sociedade. Constitui, por isso, uma actividade que ultrapassa as capacidades dos economistas tradicionais que não resistem à tentação de se escravizarem ao jogo dos números, de modelos matemáticos, sem sensibilidade nem propensão para descer ao campo das realidades onde, por vezes, a aplicação dos cálculos matemáticos, dos modelos sofisticados, produz efeitos dramáticos. A economia é uma ciência demasiado complexa para ser deixada exclusivamente aos economistas.
A austeridade que tem estado a destruir a actividade económica, depois de retirar quanto pôde às famílias, constitui um exemplo muito claro do fracasso dos economistas, que lesaram a economia em benefício de interesses da alta finança.
Se o interesse de Carlos Moedas é realmente obter opiniões, conselhos, e sugestões para a Reforma do Estado Social, não deve deixar de ouvir sociólogos, psicólogos e pessoas generosas com experiência de contactos com cidadãos mais carenciados que procuraram apoiar como, por exemplo, da direcção da Cáritas e os altos elementos da Igreja.
Se olhar apenas para os números e os utilizar nas gélidas calculadoras, corre o risco de aplicar a eutanásia a todos os cidadãos que não trabalham e aí correria o risco de não deixar de olhar para os seus ascendentes, familiares e amigos e pensar na sua própria vida dentro de poucos anos.
A dignidade humana deve ser respeitada e, por outro lado, como político que é, não esqueça que a maioria dos votos é proveniente dos não activos, daqueles a quem um seu «brilhante» camarada de partido chamou «peste grisalha». Procure temperar o seu entusiasmo jovem com a maturidade e a experiência amontoada durante muitos anos pelos mais «grisalhos».
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PRIMAVERA É LIÇÃO DA NATUREZA
A Natureza renasce, entra em nova fase. Dá-nos uma lição que não deve ser desperdiçada. Ressurreição, reestruturação, «refundação», reorganização, criatividade, inovação, reforma estrutural.
Eis alguns pensamentos interessantes.
BUDA: «O segredo da saúde mental e corporal está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente.»
RAY BRADBURY: «Ama o que fazes e faz o que amas. Ignora quem te disser o contrário. Faz o que quiseres, o que amares. Põe a imaginação no centro da tua vida.»
SÉNECA: «Não há ventos favoráveis se o marinheiro não conhece o rumo».
RUI BARBOSA: «Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!»
WINSTON CHURCHILL: «Sucesso é a habilidade de passar de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo.»
FERNANDO SEARA: «Não venci todas as vezes que lutei, mas perdi sempre que deixei de lutar»
MARQUÊS DE LA FAYETTE: «Quando o governo viola os direitos do povo, a insurreição é o mais sagrado dos direitos e o mais indispensável dos deveres.»
PLATÃO: «O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior.»
MARTIN LUTHER KING: «O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.»
VICTOR HUGO: «Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, existe uma cumplicidade vergonhosa.»
INCÓGNITO: «Dinheiro faz homens ricos, o conhecimento, homens sábios ...e a humildade faz grandes homens !»
MIA COUTO: «A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
HENRY CHARLES BUKOWSKI JR: «O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas.»
ALBERT EINSTEIN:«Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade. O mundo só terá uma geração: de IDIOTAS.»
WILLIAM J. JOHNSON:- «A mudança mais significante na vida de uma pessoa é uma mudança de atitude. Atitudes correctas produzem ações correctas.»MIA COUTO: «A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.»
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
APEGO AO PODER
Governo não se demite porque "tem apego ao poder"
O presidente do executivo madeirense, Alberto João Jardim, afirmou que o actual Governo se manterá em funções no caso de um eventual chumbo do Tribunal Constitucional a normas do Orçamento de Estado...
29 de Março de 2013
Sendo ele a dizer isto, devemos acreditar pois ele sabe bem daquilo de que está a falar, ciência em que é doutorado e com muita experiência!!!
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Esta «ética» vem de longe
Aula de política da época entre 1643 e 1715
Eis um diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV, constante da peça teatral «Le Diable Rouge», de Antoine Rault:
Colbert: - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço…
Mazarino: - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se… Todos os Estados o fazem!
Colbert: - Ah, sim? Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?
Mazarino: - Criando outros.
Colbert: - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.
Mazarino: - Sim, é impossível.
Colbert: - E sobre os ricos?
Mazarino: - Os ricos também não. Eles parariam de gastar. E um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: - Então, como faremos?
Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um queijo, um penico de doente! Há uma quantidade enorme de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. É a classe média!
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Coreia pode ser detonador
Onde está o homem está o perigo. Sem dúvida, mas a imprudência aumenta o risco. Brincar com objectos perigosos exige prudência. Mas, mesmo assim, pode acontecer ultrapassar o «ponto de não retorno». Toda a guerra é precedida de actos de ameaça, de «bluff», destinados a levar o adversário a um jogo de cedências e benefícios, para chegar a um acordo em que ambos fiquem satisfeitos, sem necessidade de recorrer ao conflito armado.
Neste jogo de sinais e das suas interpretações é indispensável eficiência e prudência, porque um erro pode desencadear o drama bélico, com as piores consequências. Será que os interessados na resolução da situação na província coreana possuem a serenidade, a maturidade, que os leve a obter o máximo benefício com menores cedências sem caírem na desgraça da perda de muitas vidas e património?
Ao meditar neste tema, recordo que a guerra do Iraque iniciada em 20 de Março de 2003 foi desencadeada devido a um sinal perturbador, provavelmente inconsciente, que levou Saddam Hussein a excesso de optimismo e a alterar a sua postura de cedências. Perante a volumosa esquadra americana, nas suas vizinhanças, Saddam estava disposto a abandonar o poder e a ser exilado em palácio luxuoso com capacidade para a sua corte de mais duas centenas de amigos e colaboradores, e a escolha estava já limitada à República Árabe Unida ou à Líbia.
Mas, de repente, apesar de o espaço aéreo estar encerrado, chegaram de avião empresários franceses de explorações petrolíferas para firmar negócios, o que levou Saddam a concluir que a atitude americana não passaria de apenas «buff», pois, se o não fosse, os franceses não estariam interessados em consolidar negócios para os anos seguintes. Entretanto, o prazo de espera dos americanos esgotou-se e a guerra eclodiu.
Será que na actual situação coreana, o arrogante e inexperiente líder norte-coreano que não ouve ninguém, nem de dentro nem do estrangeiro, terá a sensatez e a sensibilidade necessárias para não esticar demasiado a corda e para evitar chegar ao ponto crítico?
Perante isto, é legítimo recear que ocorra o pior e estar atento aos sinais dos poderes mundiais e regionais, aos seus interesses e às trocas de cedências e benefícios de uns em relação aos outros e aos possíveis resultados do desfecho, para prever o desenrolar desta situação explosiva quer seja com o esvaziamento das tensões e da consolidação de acordos, quer dê início ao uso de armas de destruição massiva.
A dar-se a pior hipótese, com as poderosas armas disponíveis e em sobreposição à crise económica e financeira já em curso, os resultados finais poderão ser demasiado dramáticos, em todos os aspectos e para toda a humanidade.
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domingo, 31 de março de 2013
Palavras de político para recordar e comparar com a realidade
O Dr Miguel Relvas, quando era oposição... para agora recordarmos e compararmos com a realidade actual.
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sábado, 30 de março de 2013
Poesia de Viçoso Caetano - O 25 dos Quatros
Foi há trinta e nove anos
(tantos quant´os desenganos)
que o cravo desceu à rua,
(por entre viras e palmas)
camuflando a falcatrua,
Com qu´iludiram as almas,
prometendo o Sol e a Lua!
Punhos fechados bramindo;
D´inveja vociferando;
Fantasmas deambulando
os seus ódios destilando
e do Ultramar fugindo,
desse Portugal infindo,
abençoado pelo Céu!
Uma Pátria de gigantes
assaltada por tratantes,
que a tornaram pigmeu!
E o cravo qu´era vermelho
foi mudando a cor p´ra roxo,
até perder toda a cor.
Começou a apodrecer!
Zambeta, marreco e coxo,
hoje não vale um chavelho
e a pesar de não ser velho,
já está no estertor…
Só que o Povo demorou
a ver quem o enganou
e então o arrastou
para a situação extrema,
desta vergonha suprema,
onde agora o atolou.
Grândola vila morena!...
Agora a vila está preta
e o Povo, por mais qu´ordenhe,
já não sai leite da teta!
Agora é só p´rós “manguelas”,
que chafurdam nas gamelas,
kamaradas e confrades,
nascidos pós Revolução.
P´ra esses não falta não!
E não deixa de ter graça…
Quem a fez, que a desfaça…
Que lhes sirva de lição!
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A. João Soares
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Dicas úteis para Reforma do Estado
Numa sociedade democrática, em que os governantes são mandatários do povo soberano, este deve fazer sentir a sua vontade e apresentar ideias e sugestões que ajudem os mandatários a melhor cumprirem as suas tarefas destinadas a melhorar o bem-estar dos mandantes.
Neste conceito as palavras ditas por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, durante a homilia da celebração da Paixão do Senhor, devem ser tidas em consideração pelas autoridades políticas, por referirem muitos dos problemas actuais, como a preparação e capacidade dos políticos, o monopólio dos bancos, a prioridade dada a «questões sem sentido», de importância reduzida ou nula em relação aos assuntos essenciais.
Extraem-se as seguintes palavras que merecem objecto de reflecção:
Afirmou: "Porque é que nós consentimos que tantos seres humanos continuem a ser vítimas da miséria social, da violência doméstica, da escravatura laboral, do abandono familiar, do legalismo da morte, da corrupção judicial, das mortes inocentes na estrada, das mentiras dos astrólogos, do desemprego, de uma classe política incompetente e do monopólio dos bancos", afirmou o prelado.
Alertou para as consequências da austeridade: "Preocupa-me o número de suicídios que aumentam diariamente em Espanha e também entre nós, como fruto, muitas vezes, de penhoras imobiliárias e que em breve, com certeza, tudo isto se tornará ainda mais grave".
Mostrou-se apreensivo com as "depressões dos jovens portugueses, que se fecham nos seus quartos por causa do desemprego" e também com "as famílias cujo frigorífico se vai esvaziando".
E sublinha que, enquanto tudo isto acontece, "os políticos refugiam-se em questões sem sentido".
E critica o sistema dos bancos que, "depois de terem imposto a tirania dos consumos desnecessários para atingirem metas lucrativas, hoje condicionam o crédito justo às jovens famílias portuguesas, contra taxas abusivas que dificultam o acesso a uma qualidade de vida com dignidade".
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sexta-feira, 29 de março de 2013
Há que ter coragem para assumir os erros
A velha sabedoria popular, com a sua tolerância e boa vontade, criou o ditado «errar é humano», mas tudo tem limites e é preciso ter dignidade e sentido da responsabilidade para reconhecer os erros e corrigi-los com oportunidade e eficácia, principalmente quando deles resulta prejuízo para milhões de pessoas. Em consonância com este conceito, foi hoje publicado no Diário As Beiras o seguinte artigo de João Azevedo, presidente da Câmara de Mangualde:
Orçamento do Estado
Diário As Beiras, 130329, Por João Azevedo
O país, e os portugueses, aguardam ansiosamente a decisão do Tribunal Constitucional (TC) relativamente ao Orçamento do Estado (OE). Algumas das leis/medidas base deste orçamento, definidas estrategicamente por este Governo, podem ser decretadas inconstitucionais…
Passos Coelho, Vitor Gaspar e Paulo Portas traçaram este caminho para o país. A ditadura da austeridade é para eles a única solução. Não olham a regras e a direitos adquiridos pelos portugueses para conseguirem seguir este caminho. Mesmo que esteja à vista de todos que será um esforço desmesurado e inglório, porque assim não vamos conseguir atingir os objetivos!
Contudo, o país aguarda um eventual chumbo pelo TC ao OE deste ano. Em causa estão a suspensão do subsídio de férias a trabalhadores e a aposentados, a contribuição extraordinária de solidariedade e a sobretaxa de 3,5% em sede de IRS. Foram estas as normas orçamentais que levaram o Partido Socialista e o Presidente da República a solicitarem a fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado.
Importa ressalvar que a responsabilidade de um eventual chumbo não pode ser imputada a nenhuma entidade ou órgão institucional deste país a não ser ao atual Governo. O TC faz o seu trabalho e decide em função da lei. A inconstitucionalidade do OE, a existir, deve-se única e exclusivamente a medidas que contrariam a lei constitucional, pilar fundamental de uma democracia de direito. Quem erra é quem não decide em função da lei. O desrespeito pela lei fundamental do nosso país, a sua constituição, tem sido apanágio do atual Governo e será ele que terá de assumir a total responsabilidade do eventual chumbo do OE e das consequências que daí advierem.
A responsabilidade está inerente à figura de um líder. Na tomada de decisões, na gestão, nas relações pessoais e institucionais, nos bons e nos maus momentos. Não devemos fugir às nossas responsabilidades mas sim assumirmos que a natureza de liderar é um processo difícil, de respeito, de disciplina, de humildade e de grande compromisso.
Assumir a responsabilidade das nossas decisões como chefes de governo ou autarcas é um imperativo das nossas funções. Somos sempre nós responsáveis dos sucessos ou fracassos das nossas decisões. Temos que ter a coragem e a frontalidade para as assumir.
Imagem do Diário As Beiras
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A. João Soares
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Poesia de Viçoso Caetano - Aí está 2013
C´os três Dês da Revolução:
O primeiro: - DESEMPREGO
Que fez de ti um labrego,
à procura dum emprego,
e traz em desassossego
as classes trabalhadoras,
pois não vislumbram melhoras
nem sequer a longo prazo.
E que só por mero acaso
ainda não deu em ocaso
de forma avassaladora.
É qu´as empresas, ou fecham
ou caminham pr´á penhora!...
O segundo: - DEMOCRACIA
Com bafo a maçonaria
e hálito a BPN,
qu´avaliar p´lo fedor
e co´a nova “HORTAGRAFIA”
troca o N por um M.
O Terceiro: - DESILUSÃO
Trinta e nove anos depois,
de tanta promessa, em vão,
a verdade nua e crua
e que não tem discussão:
- Estamos co´as palhas na mão
e nas ruas da amargura.
Futuro, aqui, NÃO HÁ NÃO!
Vai agora então p´ra rua
dar vivas à Revolução.
E leva o cravo contigo
nas orelhas, na lapela
(o tal cravo vermelhusco)
que te dá o ar patusco
d´esquerda meia – tigela
mas t´autorga, no partido
o direito à gamela…
Ao contrário dos três Dês,
outrora eram três efes,
a balizar a Nação.
Mas agora a mesquinhez
e falta de educação
da “malta” da Revolução,
trocou os três por um só,
qu´eu não escrevo aqui não,
pois é um grande palavrão.
Este País mete dó,
ninguém dá ponto sem nó!
Um Pais que foi Império
e hoje é protectorado;
Um País que foi burlado
e ninguém é condenado;
Um País pobre e falido
e em que cada partido
se julga numa coutada
- fortaleza inexpugnada –
por TODOS NÓS sustentada,
pois que por nós foi votada.
Um País que anda perdido
e onda nada faz sentido.
Até as Forças Armadas,
e outras militarizadas,
estão a ser enxovalhadas
por uns desqualificados
com pendor p´r´amaricados,
que pululam nos senados,
p´ra onde foram levados
de fraldas ou de cueiros
e que por trinta dinheiros
´té renegam Pai e Mãe!
Foram p´ra lá aprender
a falar e a escrever
e antes que tudo a dizer
APOIADO! MUITO BEM!
E porque são bem-mandados
o Partido não os esquece.
Ao cabo de três mandatos,
Sempre a dizer “YES”
e AMEN aos sindicatos,
voltam a aplicar-se as normas:
Vão p´ra lá outros gaiatos,
sendo eles recompensados
com umas brutas Reformas!
Esta, a turba mercenária,
que assaltou o poder
- sem saber ler nem escrever –
Onde uma ou outra alimária
a “armar-se” em luminária
e a raciocinar co´as patas,
p´la lógica das batatas,
nos arrastou até aqui.
Descalços ou d´alpergatas
às esmolas do FMI!!!
Uns grupelhos de garotos
a culparem-se uns aos outros
e que, quando há eleições,
logo no dia a seguir,
vêm as oposições
contestá-las e exigir
eleições antecipadas!
Estas e outras bacoradas,
que até são apresentadas,
como manifestações
da melhor democracia
por alguns comentadores,
quase todos bajuladores
e a “puxar” p´rás confrarias,
em troca d´alguns favores
ou mais uma mordomia,
que no caso português,
é Pão Nosso de cada dia.
Assim a DEMOCRACIA
é uma HIPOCRISIA
qu´assenta na TRILOGIA:
EU, OS MEUS e NINGUÉM MAIS.
E nem cinco PORTUGAIS,
qualquer deles bem nutrido
- e um p´ra cada partido –
lhes saciaria a gula,
até encherem a mula.
Eles são todos iguais!
Quem quiser que os engula.
Eu, é que não voto mais!
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A. João Soares
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Reacções à entrevista de Sócrates
O Diário de Notícias traz-nos uma série de reacções dos comentadores da rádio e da televisão à entrevista de Sócrates, parecendo cobrir um leque alargado.
Apesar da opinião que se possa ter, parece que, de qualquer forma, o PR e os governantes, na serenidade dos seus gabinetes, devem analisar tudo quanto Sócrates disse, a fim de daí retirarem conclusões, principalmente, acerca dos erros a evitar e das medidas a tomar para agirem de forma mais eficaz, «a bem da Nação».
Mas, por favor, não percam tempo com tricas em reacções inúteis, em masturbações estéreis.
O tempo é muito pouco para agir de forma adequada em benefício dos portugueses. Não o desperdicem.
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A. João Soares
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Etiquetas: Sócrates
