sábado, 12 de fevereiro de 2022

A PAZ EXIGE RESPEITO E PONDERAÇÃO

A paz é benéfica todos, mas exige respeito e ponderação

(Public em DIABO nº 2354 de 11-02-2022, pág 16. Por António João Soares)

A paz constitui uma situação benéfica, mas exige de ambas as partes muita prudência, respeito pelos outros e ausências de atitudes de ambição que criem receios que levem os vizinhos a temer perigo para a sua segurança. Se entre as pessoas deve haver serenidade que se possa interpretar como compreender e perdoar, entre os estados deve haver a prudência de respeitar os direitos dos vizinhos e, à mínima suspeita de má intenção, dialogar quer directamente quer com ajuda de terceiros, a fim de evitar que haja ostentação de força perante o vizinho que o leve a sentir-se ameaçado e se prepare para reagir com violência, mostrando que não tem medo.

Quando não se recorre ao diálogo e se criam manifestações de força e de tensão, pode correr-se o risco de um pequeno gesto ser interpretado como demasiado agressivo e se inicie um confronto que, depois de iniciado, será difícil de parar e de se restabelecer a paz. E nos tempos actuais em que o uso de armas sofisticadas está muito generalizado, há que evitar um gesto que seja mal interpretado e que cause uma III Guerra Mundial com danos humanos e materiais de grande gravidade.

No caso entre a Rússia e a Ucrânia a essência vai muito além destes dois estados, pois vários elementos da NATO, embora não se sintam com força para aconselhar o diálogo, estão a pressionar os EUA a enviar tropas para o Leste da Europa, como o Reino Unido e o Canadá. Se isso tem apenas a intenção de querer convencer a Rússia a desistir da tensão contra a Ucrânia, pode vir a dar origem a um acto interpretado como de agressão que dê lugar a resposta de força seguido de consequências dramáticas, como tem acontecido com muitos conflitos. A paz exige respeito, com prudência sem medo, sem reacções de ostentação de força de resultados imprevisíveis.

Mas nem todos os governantes possuem propensão para o diálogo construtivo da harmonia e da boa convivência que conduza os outros à compreensão de boas soluções sem se sentirem diminuídos ou derrotados. As hesitações levam muitos a anunciar que retiram as suas tropas de situações que são interpretadas como ameaçadoras mas que, poucos dias depois, as mantêm ou reforçam, com os resultados negativos habituais. Está entranhado o vício de, em vez do diálogo, usarem a ostentação de gestos ameaçadores mais violentos do que o do lado oposto, o que tem o grave risco de passar da violência inicial, apenas simbólica, para outras mais tenebrosas que convidam a resposta dura que pode ser o início de conflito armado

Chegados a tal ponto, pode entrar-se numa catástrofe sangrenta como aconteceu em vários casos.

Há tantas movimentações e mudanças sociais, que seria bom que se desenvolvesse o gosto de uma convivência pacífica de bom relacionamento, com ponderação evitando conflitos de violência, procurando soluções de bom entendimento logo que as dúvidas surjam e impedindo o seu agravamento.

Se se luta contra as alterações climáticas, deve com mais razão, desenvolver-se uma ética ou moral de bom entendimento a nível internacional que resolva os pequenos desentendimentos antes de se tornarem geradores de perdas de vidas e de altos custos financeiros que vão afectar as economias das pessoas. Para se chegar a tal entendimento deve começar-se pelas relações desportivas e outras actividades transnacionais.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

MEREÇAMOS O APOIO DA NATUREZA !

Mereçamos o apoio da Natureza !

(Public em DIABO nº 2353 de 04-03-2022, pág 16, por António João Soares)

 A principal causa da pandemia é o resultado da falta de respeito pelo ambiente e pela Natureza, nomeadamente quanto ao aspecto menos visível e mais descuidado da exagerada poluição que os humanos têm enviado para o espaço, principalmente constituída por radiações electromagnéticas, originada pela evolução acelerada do uso da electricidade e da electrónica com imensos automatismos que usam muitos sistemas a funcionar com radiações electromagnéticas, geralmente permanentes.

E a política mundial, ao dizer que luta contra as alterações climáticas, não quer referir essa causa para não ter de parar a sua utilização, do que resultaria o encerramento de muitas empresas e aplicações, sem as quais a actividade vital teria de proceder a muitas mudanças com cortes nas suas economias actuais. Mas, a manter-se esta loucura, a humanidade terá poucas décadas de existência. 

Por exemplo, um automóvel moderno, além dos muitos automatismos que os modelos anteriores tinham, dispõe agora do GPS e de vários radares laterais para, ao fazer manobras, evitar bater em obstáculos que terá de qualquer lado. Estes sistemas emitem permanentemente radiações.

Hoje cada ponto do nosso corpo é permanentemente atingido por milhões de milhões de radiações electromagnéticas. Isso, além de agredir a saúde,  envenena a atmosfera, e o fiscal da Natureza, a Cintura de Van Allen, dá o alerta para se travar tal veneno. Desde a I Guerra Mundial que esse conjunto de astros vigilantes desencadeia epidemias e, agora, a actual pandemia. Cada epidemia sofrida nestes tempos teve as suas causas em aumentos ou perturbações do magnetismo do ar devidas a mudanças das tecnologias.

E ninguém levanta a bandeira para chamar a atenção dos responsáveis para tomarem medidas eficazes e coerentes com as condições da Natureza em que nos encontramos. Mas hoje está na moda o «politicamente correcto» e a estupidificação do povo para não fazer ondas e para deixar os donos do dinheiro ter lucros, sem olhar na sua periferia para o espaço que devemos respeitar.

Mas, se não despertarem e não deixarem despertar o povo, dentro em breve começa a ser visível a extinção da vida no Planeta. Tenho repetido estes alertas e até já dediquei ao tema vários artigos no DIABO. Não é útil ter pavor, mas é indispensável sermos ponderados e agirmos por forma a não comprometer o equilíbrio da Natureza e evitar as reacções desta, como castigos aos ataques que lhe são feitos de forma continuada. O povo, na sua carência de informação científica, não se apercebe senão daquilo que lhe salta aos olhos, mas os cientistas e as pessoas com instrução, têm obrigação de tudo fazer a fim de não lesarem os equilíbrios naturais, para não gerarem reacções do espaço, de efeitos catastróficos, como os que agora estão identificados como pandemia e como as alterações climáticas. A Natureza é invencível e reage aos ataques que lhe são dirigidos, mesmo que não nos apercebamos da sua existência.

O aparecimento desta espécie humana veio substituir outras sem tanto poder inventivo, mas desenvolveu a sua vida num progresso rápido e sem cuidado nos seus efeitos naturais. A Natureza está a ressentir-se dos maus tratos destes locatários e pode ver que a única solução será o seu despejo e a substituição por outros seres mais respeitosos da sua área de vida. E que não se aproveitem das invenções dos seus antecessores e criem sistemas de vida respeitadores do ambiente. Conseguiremos evitar a mudança?

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

ESTAMOS EM ÉPOCA DE MUDANÇAS

(Public em DIABO nº 2352 de 28-01-2022, pág 16, por António João Soares)

Nas incertezas quanto aos dias que virão, há muitos pessimismos, alguns demasiado dramáticos e desmoralizantes mas, felizmente, também há sinais animadores que devem ser devidamente citados e respeitados, embora os donos disfarçados do real poder, os donos dinheiro, que dominam a comunicação social e a mantêm fechada às notícias de harmonia e de boa convivência social não gostem de optimismos bem fundamentados que não apoiam os seus negócios.

Por exemplo, a China cuja evolução foi iniciada após o primeiro contacto com os navegadores portugueses, tem seguido um crescimento exemplar sob todos os aspectos, sempre aberta às influências dos países mais evoluídos, principalmente os ocidentais e sem nunca ter ostentado a ameaça de acções violentas, tornou agora pública a sua iniciativa para o desenvolvimento ilimitado da economia mundial dentro de formas de cooperação e de convergência vantajosas para todo o mundo, sempre com as boas regras de harmonia social e sem violências.  

Também a Rússia, embora com larga história nas recentes guerras mais violentas e apesar do receio de que o território da Ucrânia seja utilizado para lhe restringir a saída para o Mediterrâneo em caso de conflito com o Ocidente, retirou agora 10 mil soldados, para as suas bases habituais, que se encontravam há um mês em exercícios na região de Voronezh que faz fronteira com aquele país vizinho, por essa posição ter originado uma escalada de tensões que receou que tais exercícios fossem uma possível tentativa russa de terminar com a soberania ucraniana e invadir o país. Este caso também mostra que o receio de conflito deve ser tratado pacificamente com conversações e, se estas forem tendo bons resultados, terminarão com a tendência de gerar conflitos armados, ao primeiro receio. Depois desta acção russa, responsáveis militares norte-americanos afirmaram estar prontos a aceitar algumas das “propostas de segurança” negociadas pela Rússia e que podem começar a ser tratadas no próximo mês. A via do diálogo deve ser colocada sempre em primeira prioridade para evitar guerras e os seus custos em vidas e em despesas em material bélico, bem como em efeitos nas vidas dos Estados envolvidos directa ou indirectamente.

Também a iniciativa de a Coreia do Norte ter construído uma arma nuclear foi desactivada com o efeito de contactos pessoais entre o Presidente Truman e Kim Jong-un. É de esperar que estas atitudes de mostrar inovações técnicas sejam controladas e orientadas para fins pacíficos e de desenvolvimento económico dos seus autores e evitados casos que possam lesar a serenidade da vida pública. Também se pode agir perante grupos terroristas de África estimulando-os a procurar ser conhecidos por evoluções técnicas para fins industriais e económicos e evitarem violências. Aliás, foi por estes processos que a China saiu do seu estado primário e começou o desenvolvimento a um ritmo imparável que tem ultrapassado todas as potências de forma incomparável e agora está a propor difundir o seu método a todo o planeta.

Já tem dado ajuda a estados africanos que precisam de dar largos passos em frente para se desenvolverem e passarem a dar melhores condições de vida aos seus cidadãos. Em África, será uma boa solução que em vez de lutas violentas passem a empregar as suas energias em métodos de evolução económica, artística e social que coloquem os estados em situação que seja exemplar e torne os seus aprendizes em técnicos privilegiados a nível mundial.

A competição sempre que possível deve ser pelo valor criativo em vez de actos violentos e condenáveis. Convém que estejamos em época de mudança para um futuro auspicioso para pessoas mais felizes.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O GRANDE PROBLEMA CONTINUA SEM SOLUÇÃO

 (Public em DIABO nº 2351 de 21-01-2022, pág. 16. Por António João Soares)

 Há muitos sintomas de que se avizinham alterações climáticas muito significativas e que deixam preocupadas muitas pessoas atentas aos movimentos interessados em combater tais alterações que afectam as vidas não apenas dos humanos mas de todos os seres vivos, incluindo animais e os próprios vegetais. Ocasionalmente, aparecem notícias do desaparecimento de algumas espécies e do receio de que outras estejam em vias de extinção.

Pode dizer-se que tudo o que teve princípio, abará por ter fim e que há memória de o planeta ter passado por muitas alterações em diversos aspectos.

Actualmente, há uns «sábios» com declarada intenção de estarem a accionar um combate às alterações climáticas, mas que estão demasiado concentrados na poluição atmosférica com gases tóxicos saídos de tubos de escape e de chaminés de fábricas. Esses são os sinais mais visíveis ou menos incomodativos para os donos das grandes empresas que têm crescido à custa do louco desenvolvimento das novas tecnologias que usam e abusam de automatismos, comandos à distância, de radares e pequenos sensores que trabalham continuamente, poluindo a atmosfera envolvente até distâncias incalculáveis.

Mais perigosos para a vida no planeta do que os gases dos combustíveis são os pequenos geradores de radiações electromagnéticas que equipam os modernos automóveis com nomes de GPS, sensores que alertam para a proximidade de obstáculos para evitar que o carro toque neles ao fazer uma manobra, transmissores e receptores de comunicações, etc. E os inúmeros aparelhos que funcionam automaticamente para abrir e fechar portas e para ligar e desligar luzes quando os passantes têm necessidade de passar.

Já tenho batido e repisado sobre os efeitos desagradáveis e perigosos dos excessos da poluição das radiações electromagnéticas, mas bateram em orelhas de surdos. No entanto surgiu agora uma notícia de que na área do polo Norte, onde não abundam automóveis a gasolina ou a diesel e que contrariamente à normalidade, foi agora detectada uma actividade atmosférica na região mais setentrional da Terra onde os relâmpagos eram outrora raros e em 2021, foram vistos 7.278 relâmpagos no Ártico o que representa quase o dobro do número do somatório dos vistos durante os nove anos anteriores combinados. Como o ar ártico carece tipicamente do calor convectivo necessário para criar raios, estas últimas descobertas publicadas no relatório anual sobre raios da empresa finlandesa Vaisala, deixaram alarmados tanto os cientistas preocupados como o meteorologista e gestor de aplicações de raios desta empresa. Nos últimos 10 anos, a contagem global dos relâmpagos a norte do Círculo Ártico tem sido bastante rigorosa. E nas latitudes mais elevadas do planeta, a norte de 80º de latitude, o aumento tem sido drástico. Uma mudança tão significativa faz certamente recear graves alterações climáticas, quanto a temperaturas e outros efeitos atmosféricos.

Com mudanças tão acentuadas nas temperaturas do Ártico cessam as médias a que as pessoas estão habituadas e as mudanças que podem causar grandes alterações nas condições climáticas no Ártico e originar mais surtos de frio extremo e mais ondas de calor, ou mudanças extremas na precipitação, que podem abranger vastas áreas próximas do Ártico.

As condições das nossas vidas não se resolvem apenas com o equipamento das nossas casas e com o reforço do agasalho do nosso vestuário, pois o ar que nos bafeja pode ser extremamente frio ou quente dependendo de efeitos das diversas condicionantes do clima.

Daí ser importante a preocupação de lutar contra as alterações climáticas. Mas os «lutadores» não podem continuar ignorantes em relação às causas mais influentes. Devem olhar em redor sem preconceitos e procurar ver de onde vêm os factores mais influentes e qual a forma eficaz de os moderar, com ciência, com realismo e sem fantasias, sem lançar poeira para as pessoas para as tornar mais estúpidas e continuarem a interessar-se apenas por futebol, covid, crimes e frivolidades. Lutar contra as alterações climáticas não se pode resumir a palhaçadas de propaganda.


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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

DEVEMOS REAGIR PARA UM FUTURO MELHOR

((Public em DIABO nº 2350 de 14-01-2022 pág 16. Por António João Soares)

Encontramo-nos numa época de reflexão em que não podemos cruzar os braços, perante situações que exigem decisões conscientes. Passado o Natal e o início deste ano, todos temos o dever de reflectir sobre a forma de procurar ultrapassar a estagnação que nos tem atingido gravemente, impedindo o desenvolvimento económico e social, e isso exige o conhecimento das realidades que a têm condicionado e a procura de soluções adequadas. Não é problema fácil e exige que, todos e cada um, nos sintamos responsáveis por nos concentrarmos a meditar no interesse nacional e evitarmos conflitos belicosos a fim de ajudarmos, dentro das nossas possibilidades, na procura do melhor percurso, para ser encontrada a solução mais adequada para o Portugal de amanhã ser o melhor local para viver, trabalhar e conviver.

Segundo a principal oração da nossa igreja, devemos merecer o «pão de cada dia», sem ambição e com responsabilidade de não gastar mais do que o necessário; devemos saber compreender os outros e perdoar mutuamente os pequenos erros; evitar cair em tentação de abusar do poder e do dinheiro público que, sendo de todos os cidadãos, não deve ser desviado para bolsos particulares nem gasto em fantasias sem utilidade sustentável.

Mas as reflexões inspiradas por esta época são muito amplas, pois estamos sob a ameaça da pandemia que exige, de cada pessoa, especiais cuidados para sua defesa e para não pôr em risco a saúde de familiares, amigos e colegas. Começar por cuidados de prevenção, evitando ajuntamentos, usando máscara, desinfectando as mãos, fazendo testes, tomando vacinas, cumprindo regras, seguindo os conselhos de técnicos responsáveis, etc. Para resistir a um vírus, é necessário um comportamento individual rigoroso, sem o qual não se pode esperar a redução de transmissão de infecções por contágio.

Perante o problema do vírus e das limitações da nossa liberdade que sobem e descem, é difícil esperar decisões correctas e adequadas aos inesperados problemas que possam surgir. É indispensável que todos os portugueses tenham noção das suas responsabilidades perante as realidades que se lhes deparam e, dentro das suas possibilidades, devem agir da forma mais adequada que lhes surgir, em conformidade com a situação que observem.

Estas reflexões em ambiente de competição eleitoral sugerem que precisamos de usar de respeito pelos outros, de moderação, ética e elevação, para não serem cavadas divisões e atritos nefastos, quando é necessária serenidade para serem meditadas as melhores formas de preparar o futuro colectivo e, portanto, do melhor sentido de voto. Não podemos ser agressivos e teimosos, porque os próximos tempos são marcados por incertezas e dúvidas. E, se a continuação da estagnação não interessa, a escolha de novas soluções de mudança exige profunda reflexão, a partir de propostas bem credíveis e feitas por concorrentes que mereçam confiança quanto à adequada concretização. De promessas inconsequentes está o inferno cheio.

Para que a nossa vida continue, é essencial que cuidemos da nossa saúde com o máximo rigor no cumprimento das medidas preventivas da higiene pessoal, evitando situações de perigo de contágios e darmos a colaboração possível para que, dentro das realidades, contribuamos para o desenvolvimento da economia nacional , para o melhor funcionamento dos cuidados de saúde e para o serviço de educação a fim de as próximas gerações terem sensatez e realismo, sabendo reagir a problemas ocasionais da forma mais correcta e adequada, sem fantasias lunáticas. Em contactos com pessoas mais ligadas a estes sectores convém darmos opiniões, sugestões ou fazermos críticas sensatas sobre algo que nos pareça menos adequado. Por vezes, simples palavras podem ter grande efeito nas reflexões de especialistas que estejam a congeminar soluções.


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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A EVOLUÇÃO DEVE SER PONDERADA

(Public em DIABO nº 2349 de 07-01-2022 pág 16. Por António João Soares)

A evolução é natural, faz parte da vida, mas deve ser ponderada, com objectivos bem analisados quanto aos efeitos em relação às alterações da vida que pode originar ou condicionar.

As fantasias, como as sombras contêm uma imagem diáfana da verdade, tal como os Deuses que os filósofos da antiguidade criaram para os apoiarem na descoberta da verdade. Havia deuses dos astros, dos fenómenos da Natureza e de muitas outras coisas. Mas o desenvolvimento do saber cresceu e, depois, apareceu o monoteísmo e, agora, estamos a caminho de tudo se resolver com o «iphone» e outras novidades. E, por isso, por tal evolução exageradamente lesiva da natureza, surgiram as pandemias que, segundo pensadores actuais, anunciam para breve o fim da vida no planeta. A «cintura de Van Allen» que vigia o espaço onde se situa o sistema solar detecta variações das condições aéreas, e é sensível a variações provocadas pela poluição por gases perigosos, radiações electromagnéticas, humidade etc.

 Há quem preveja a extinção da vida e, depois, a espécie que substituirá o homem terá de criar o seu inicial esquema de vida, tal como o «homo sapiens» criou o seu, a partir do nada. Mas o actual ser «inteligente» que devia procurar manter-se vivo, continua condicionado pelos seus abusos contra a Natureza e prossegue com o vício da ambição sem pensar nos perigos que acarreta contra o mundo em que vive.

Há sinais de que muitos governantes de grandes países estão preocupados em combater as alterações climáticas, mas as medidas que pretendem tomar são mais pensadas em função dos negócios do que nos efeitos desejados de melhorar a Natureza. Não querem encarar as piores poluições que podem fazer parte da sua causa. Repare-se nos riscos que os carros eléctricos estão a provocar à Natureza com a produção de energia necessária para os manter em funcionamento. Pense-se também nas modernas tecnologias exageradamente produtoras de poluição atmosférica com o exagerado aumento de radiações electromagnéticas, pelo aumento de automatismos, com sensores para tudo e para nada, como os dos automóveis para avisar de proximidade de obstáculos durante o estacionamento, o GPS, etc. As portas que se abrem automaticamente quando uma pessoa se aproxima, etc. Tudo isso, e com os telemóveis e satélites retransmissores que enchem a atmosfera que nos cerca, provoca que cada ponto do nosso corpo seja permanentemente atingido por biliões de radiações emitidas de qualquer parte do globo.

Mas os perigos não ficam por aí, pois já se pensa em obter água potável da atmosfera, para suprir a sua carência para consumo nas áreas mais secas, onde as pessoas têm de a ir procurar a grandes distâncias e muitas vezes sem boa qualidade para a alimentação saudável. Já vi anúncios de um fabricante que tem modelos de diversas capacidades para todo o tipo de consumidores.

E depois de isto levado ao exagero habitual, deixa de haver chuva, a temperatura do ar aumenta a vegetação seca, a vida torna-se impossível. Mas os superinteligentes que se «dedicam» a lutar contra as alterações climáticas não falam nisto, porque carecem de capacidade de raciocínio e de saber e não querem desgostar os industriais que estão a enriquecer com os avanços das suas tecnologias.

Os políticos em vez de ponderarem seriamente estes aspectos, agem submetidos a interesses secundários, indiferentes ao verdadeiro interesse nacional, como a ambição de manter o poder, o enriquecimento dos familiares e amigos, a protecção de grandes industriais, etc.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

ÁGUA DO AR E ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS !

(Public em DIABO nº 2348 de 30-12-2021, pág 16. Por António João Soares)

Tenho sugerido, repetidamente, que os políticos mundiais perdem tempo a lutar contra as alterações climáticas, incidindo na eliminação dos gases tóxicos para a atmosfera, mas evitando focar uma das maiores poluições do ar que é a provocada pelas radiações electromagnéticas.  Por detrás de tal gesto está o interesse de não reduzir o esforço da inovação da era digital e das tecnologias inerentes, em que se tem abusado da poluição pelas radiações electromagnéticas.

Agora apareceu, com grande publicidade, a utilização de aparelhos que, obtêm água potável a partir da humidade atmosférica, o que irá suprir a carência da água existente, em agravamento em muitas áreas habitadas, em que há população que em risco de sobrevivência.

É certo que, se não é fácil obter água potável pelos métodos tradicionais, terá de se recorrer a novas soluções. Mas esta forma de a obter tornando a atmosfera mais seca, é altamente perigosa por tornar a seca meteorológica mais arriscada para a saúde dos seres vivos que povoam o planeta e, logicamente, alterando as condições climáticas. É um fenómeno semelhante ao do aumento da poluição originada pela crescente quantidade de radiações electromagnéticas, os quais provocarão o agravamento das variantes da pandemia a qual, segundo algumas previsões bem explicadas, pode estar prestes a exterminar a vida no planeta.

Não devemos esquecer que a humidade do ar ou atmosférica é a quantidade de água existente no ar na forma de vapor e constitui um dos mais relevantes elementos que actuam na atmosfera, pois a sua presença, em maior ou menor grau, influencia as temperaturas, o regime de chuvas, a sensação térmica e, até mesmo, a nossa saúde. Os efeitos da humidade sobre o clima são sentidos tanto nas temperaturas quanto no regime de chuvas e estas constituem um factor determinante para a vegetação e para a agricultura.

Quanto aos efeitos da humidade sobre a nossa saúde, notemos que quando o ar está mais húmido, transpiramos mais na forma líquida, pois a água do nosso corpo tem mais dificuldade para se evaporar. Por outro lado, se o ar está mais seco, também encontramos problemas, pois a respiração é menos lubrificada, o que pode gerar até o sangramento nasal.

Numa região desértica, onde as chuvas são escassas durante todo o ano, mas a humidade atmosférica pode chegar a quase 98%, há um projecto que prevê que centenas de famílias possam ter acesso a água potável. Neste tipo de região a maior parte das famílias retirava água de poços, mas a sua qualidade não era boa, encontrando-se por vezes contaminada. O projecto tem um sistema que capta a humidade do ar e a transforma em água potável, armazenando-a em tanques de 20 litros.

Outra solução para obter água a partir do ar, com o mesmo conceito, permite que a água seja recolhida da atmosfera através de uma estrutura de 9 metros feita de bambu e um tecido especial. Esta ideia surgiu na Etiópia, onde as mulheres e crianças andavam várias horas por dia para recolher água, por vezes contaminada.

 Estas duas ideias são projetos de dimensão apropriada para uma comunidade, com dificuldade em obter água potável, mas já há experiências de gerador de água potável portátil que se pode encaixar numa garrafa de água comum. Já foi pensado e chama-se «colector de água atmosférica», e baseia-se na estrutura de um besouro que vive no Deserto da Namíbia.

 Portanto, podemos perceber o quanto a humidade do ar é um tema importante que merece compreensão, pois ela está presente constantemente no nosso dia a dia, interferindo no clima, na forma como o sentimos e também na nossa qualidade de vida.

Será bom que os altos representantes dos países ricos ao pensar no combate às mudanças climáticas, coloquem os interesses da Humanidade acima dos lucros dos autores destas inovações.


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sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

PAZ E HARMONIA SÃO BÊNÇÃO CELESTIAL

(Pulic em DIABO nº 2347 de 24-12-2021, pág 16 por António João Soares)

O Planeta seria um paraíso se as pessoas respeitassem os direitos dos outros e vivessem sem ambição, inveja ou ódio. Isto existe por vezes de forma exagerada. Na parte Leste da Europa, vive-se uma situação péssima de «contínuas provocações» com sucessivas movimentações militares, as quais podem terminar, por excesso, num conflito armado com resultado de perdas de vidas e de desnecessárias despesas com materiais de que apenas beneficiarão os seus fabricantes.

Se houver respeito pelos outros e a preocupação sincera de fomentar a paz, a harmonia e cooperação recíproca, evitam-se os graves inconvenientes de conflitos armados cujos efeitos, depois de iniciados, se mantêm durante muitos anos, sempre a produzir ódios e desejos de vingança.

Felizmente, já há casos muito louváveis de desenvolvimento de boa vizinhança e harmonia, como o bom entendimento da Espanha com Marrocos na forma civilizada como têm evitado o movimento de entrada de migrantes não autorizados, nos territórios espanhóis ali situados. Com intenção semelhante, a Inglaterra e a França assumem urgência de união para impedir travessias ilegais do Canal da Mancha. Estes casos deviam servir de exemplo a países das margens opostas do Mediterrâneo a fim de poderem defender melhor os seus interesses para a selecção de imigrantes, por forma a que, devidamente controlados, pudessem satisfazer os seus legítimos interesses mútuos.

Mas, infelizmente, além do efeito de ódios antigos e desejos de vingança, para mostrar força e coragem, há casos de fortes potências desejarem ostentar o seu grande poder ofensivo e que, para conquistarem louros, avançam para países fracos necessitados de «ajuda» poderosa, onde pretendem fazer figura, embora quase sempre tenham de sair sem glória. Foram os casos dos Estados Unidos da América no Vietnam, na Somália, no Iraque e, mais recentemente, na Síria e no Afeganistão. E parece que estão com desejo de vir em «ajuda» de países do Leste Europeu com o pretexto de os defenderem da Rússia.

Esta tentação da ostentação de poder de grandes potências constitui uma ameaça para a paz e a harmonia desejável para a Humanidade. Em vez de levarem ajuda moral, social e económica levam estímulo para ódios, rivalidades, desejos de vinganças de que podem resultar guerras demolidoras. Há poucos dias, o Presidente americano encontrou-se com o seu homólogo chinês Xi Jinping e, simultaneamente, mandou navio de guerra transportador de mísseis passar pelo estreito entre a China e Taiwan com o significado de que se trata de um espaço internacional e não propriedade da China, a qual quer considerar Taiwan como parte do seu território. Estas discordâncias fazem parte da contradição que se opõe à conveniência mundial de se construir um ambiente de paz e de harmonia com respeito mútuo pelos justos interesses de cada país, sem prejudicar o desejável bom ambiente global. Mas esta aspiração não é fácil e está minada pela vil ambição, inveja competitiva e desejo de ostentação que se presta a lutas permanentes pela grandeza.

A própria Igreja deve defender que somos todos iguais, irmãos em Cristo e devemos viver pacificamente, com respeito, ajuda e caridade.

Mesmo dentro de cada Estado e em cada instituição pública surgem facções agarradas a pormenores que as tornam diferentes, inconciliáveis e rivais. Isso nota-se nas campanhas eleitorais em que sobressaem as rivalidades entre concorrentes. A paz e a harmonia estariam mais conformes com o espírito convergente de colaboração para a procura de melhores soluções para a qualidade de vida dos cidadãos, para o desenvolvimento da economia e para o engrandecimento social e cultural do País.  


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

BOAS FESTAS

Desejo a todos os visitantes, seus familiares e amigos, muito BOAS FESTAS, com FELIZ NATAL e uma entrada no 2022 com a esperança de que lhes traga o que de melhor desejarem. E que possam continuar a ter prazer em ser visitantes esta página. Forte abraço. 

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

DEFESA DA CAPACIDADE MENTAL

(Public em DIABO nº 2346 de 17-12-2021, pág 16, por António João Soares)

O neurocientista Michel Desmurget publicou em França em Agosto de 2019 um livro que, desde Outubro, se encontra em Portugal lançado pela Contraponto com o título «A Fábrica dos Cretinos Digitais». O autor deu uma entrevista a Marta F. Reis no jornal i em 03-12-2021, com o total de 5.628 palavras e que merece atenta leitura.  Logo que se referiu à televisão e outros órgãos de comunicação social que se preocupam apenas com ninharias, despertou a minha concordância, que há mais de 20 anos não me deixa perder tempo com tais programas e tenho saudades de quando tinha programas esclarecedores e instrutivos sobre muitos aspectos com interesse para os cidadãos, como os programas sobre agricultura, segurança rodoviária, cultura, literatura, história, etc, etc.

E ele não está só, pois vi há pouco a notícia de que «O Japão formaliza o Novo Sistema Educacional» enquanto a China já tem a funcionar um que vai preparar o futuro de pessoas muito válidas para uma potência que todo o globo admirará.

O entrevistado teve o cuidado de estudar bem a vida em Portugal e faz citações da superficialidade da preparação dos nossos jovens que, segundo o conceito dele, contraria a sua determinação de «combater o “mito” de que a tecnologia está a tornar os “nativos digitais” mais espertos, acredita que não há nada a reescrever e que olhar para o digital como progresso pedagógico é uma “treta”». Essa treta «aproveita “fraquezas” do cérebro para atrair e prender o mais tempo possível os utilizadores». Devido ao esquema em curso, o que as crianças fazem com o digital não interessa realmente para a sua formação nem para a preparação do futuro da sociedade nacional. Na realidade usam os ecrãs para entretenimento, muitas vezes com prejuízo de uma melhor ocupação do tempo de forma útil para cada um e para o ambiente em que se vive. A contenção consequente da pandemia, com a retenção em casa contemplando o ecrã e a prática do ensino à distância, prestam-se à depreciação de uma educação eficiente e com bons resultados.

O actual uso excessivo dos telemóveis tem um efeito que pode comparar-se às drogas em termos de «adição ou alienação».  É frequente verem-se famílias e grupos que, em vez de estarem em convívio e diálogo, muitos estão ausentes e alienados fixos aos seus ecrãs, sem o mínimo aspecto de motivo que possa interessar aos parceiros do grupo. Mesmo que se trate de «adição patológica» e que se considere que afecta apenas 1 ou 3% das crianças, isso já representa milhões de crianças em todo o mundo o que já é preocupante e essa percentagem sobe com o tempo e a idade.

Manter o cérebro activo constitui o principal meio de adiar o envelhecimento, bem como as boas relações familiares e de amizade, e ter uma actividade com interesse para a sociedade, com respeito a regras de ética, de moral e de transparência, bem como o exercício físico que acciona músculos que, tal como o cérebro, precisam de funcionar senão estiolam e deixam de cumprir as suas funções. Ora, o mau uso continuado do «ecrã» produz esse efeito no cérebro, tal como as drogas em termos de adição e alienação, podendo chegar a aspectos patológicos de difícil recuperação.

As televisões e as redes sociais, para ocuparem o tempo com o máximo de clientes abusam de programas atractivos muitas vezes contrários aos desejáveis efeitos da melhor formação ética e social e tornando-os chamariz de crianças que acabam por lhes dedicar mais tempo do que aquele que aplicam nos temas e trabalhos escolares. Assim aparecem os cretinos digitais, para quem o emprego ideal é aquele em que tudo se resolve com um toque no botão.


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sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

A COMPLEXIDADE OBRIGA A PENSAR

(Public em DIABO nº 2345 de 10-12-2021, pág 16, por António João Soares)

A realidade da humanidade actual obriga a pensar, mas as pessoas detestam esse «trabalho» e deixam-se arrastar pelas publicidades, para coisas menos significativas de que abusam as autoridades apoiadas numa comunicação social que deixou de ser educativa e instrutiva para, servilmente, obedecer aos poderes políticos e não deixar as pessoas de inteligência mediana e coragem reduzida observar as realidades e os exageros insensatos a que são submetidas.

Quando surgiu o primeiro surto do covid-19, cedo se passou a falar de pandemia e sem se analisarem as acções humanas que o estavam a causar.  No Jornal Observador de 24 de Abril de 2020, perante as primeiras decisões do Governo, para fazer face à crise, que foram de um exagero que causou muitos danos na economia e na saúde mental de muita gente, a médica Margarida Abreu, no artigo «a pandemia do medo» definiu bem a crise em que nos meteram e que, com a «manipulação massiva da opinião pública pela comunicação social, se instalou a pandemia do medo, a maior pandemia de que há memória». O isolamento a que a humanidade foi sujeita, com os aviões colocados em terra e as pessoas fechadas em casa, o mundo parou.

O aparecimento de pseudociência indiscriminadamente veiculada, pelos inúmeros jovens pseudo-especialistas de tudo, que existem nas redes sociais, contribuíram ativamente para a situação perniciosa em que nos encontramos hoje.

E quando os detentores do poder tomaram consciência do exagero e aliviaram a repressão já as pessoas tinham perdido a noção dos cuidados a tomar pessoalmente para se protegerem e exageraram na euforia da liberdade. Entretanto, foram perdidos valores no respeito entre as pessoas, devido aos desequilíbrios da abalada saúde psíquica, e aumentou brutalmente a criminalidade quer doméstica quer social. Tem sido mais dramática como se vê na insegurança rodoviária, na pedofilia, etc.

E, aos primeiros sinais de nova variação do vírus, em vez de, ponderadamente, se estudar as suas características para de forma adequada se proceder à defesa das pessoas que dele podem ser vítimas, decidem repetir de forma parecida o já experimentado no início, ao prazer dos fabricantes de máscaras e de vacinas mais sofisticadas.

Mas há pessoas atentas que devem ser ouvidas. Uma falou sobre o perigo para a humanidade do exagerado aumento das radiações electromagnéticas que são nefastas para a vida e passaram os limites do razoável, ao ponto de hoje ninguém lhes pensar pôr travão porque o vício das tecnologias as torna indispensáveis! Mas a experiência de mais de um século mostra que sempre que há um aumento das radiações, o mundo tem sofrido os efeitos de uma epidemia. Esse tipo de poluição do espaço provoca a reacção natural dos astros da «Cintura de Van Allen» e surge aquilo que vem sendo denominado como «alterações climáticas.

Não é por acaso que os escritores de língua portuguesa Mia Couto e José Eduardo Agualusa publicaram no «Jornal i» de 28 de Novembro de 2021 o texto «Duas pandemias?». Segundo eles, em vez de o mundo mais desenvolvido agradecer a Moçambique e outros países pobres da África do Sul o aviso que deram ao mundo de novos casos de infecção por um novo e mais perigoso surto de Covid-19 e ajudá-los a tomar medidas adequadas para resistirem aos seus efeitos, «os governos europeus viraram costas e fecharam-se sobre os seus próprios assuntos». Seria mais humano, generoso e louvável que ajudassem a enfrentar a situação começando, por exemplo, a oferecer-se para trabalhar juntos com os africanos no combate ao novo surto, procurando travar os seus efeitos generalizados e evitar que se torne mundial, como tem acontecido com os surtos anteriores.


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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

O FUTURO EXIGE PREPARAÇÃO

(Public em DIABO nº 2344 de 03-12-2021, pág 16, Por António João Soares)

Governar um Estado ou gerir uma instituição ou uma empresa exige sentido de responsabilidade e permanente preocupação com as horas, os dias e os anos seguintes, isto é, com o futuro. Para isso, tem que haver o mais perfeito conhecimento da realidade actual, a análise das condições vigentes, o estudo dos condicionamentos existentes e o planeamento e preparação da evolução. Para tal evoluir da melhor forma, é indispensável que cada responsável tenha capacidade, personalidade, moralidade, coragem, para melhor decidir a evolução mais adequada com vista aos objectivos pretendidos e adequados e não se limitar a deixar «andar e virar as costas à realidade». 

E para se retribuir a boa colaboração e a dedicação das pessoas, deve haver por elas muito respeito, em todos os aspectos. Por exemplo, a justiça social deve funcionar reduzindo adequadamente as situações de carência, de pobreza e dando o apoio necessário em condições oportunas. O Estado deve estar atento às necessidades de melhoramentos na estrutura dos impostos, na contenção das despesas públicas que devem ser contidas dentro das possibilidades dos contribuintes e orientadas para o interesse nacional de crescimento e desenvolvimento da economia, o funcionamento da Justiça, da Saúde, da Defesa Nacional, da Segurança Interna, etc. Isto sem desprezar a eliminação da corrupção e outras manigâncias que, directa ou indirectamente, lesam os interesses dos contribuintes e o desenvolvimento financeiro do país.

Hoje, que tanto se fala na defesa do ambiente, com o título de «alterações climáticas», é imperativo que se convidem cientistas para sugerirem medidas que protejam a atmosfera dos diferentes tipos de poluição, não apenas dos gases tóxicos dos combustíveis, mas também dos inconvenientes das radiações electromagnéticas que, nos anos mais recentes, têm aumentado exageradamente em inúmeras inovações de aparelhos usados muitas vezes para fins dispensáveis, e que quando esses aumentos são mais rápidos, ocasionam perturbações na área sensível da «Cintura de Van Allen» que, pela sua função natural, causam perturbações climáticas.

Para que a vida no Planeta tenha um futuro previsível, são exigidos cuidados especiais na preparação deste, nos mais diversos aspectos, porque a Natureza não gosta de sobressaltos. Como todas as pessoas influenciam esse futuro, deve ser difundida a todas, a necessária informação das medidas aconselhadas pelos cientistas credenciados. Mas não basta dispor da informação correcta, é preciso cuidar da motivação no cuidado permanente de respeitar a adopção regular e adequada das medidasaconselhadas. Qualquer comunicação sobre os cuidados a cumprir tem que ser clara e virada para a acção conveniente. Na sua difusão deve ser evitado o facilitismo e a fantasia, e usado o maior rigor e total clareza.

Por exemplo, para fazer face à actual quinta vaga da pandemia, estão a ser aconselhados cinco conselhos fundamentais: vacinação, promoção da qualidade do ar interior do espaço de vida e de trabalho, respeitar as distâncias entre pessoas, usar a máscara facial e praticar a testagem frequente.

Para se preparar o futuro de um país, é vantajoso um regime democrático com liberdade de opinião, mas em que tal liberdade não seja levada à crítica destrutiva de tudo com que se discorda, mas pelo contrário, se use uma crítica construtiva e devidamente argumentada que resulte em sugestões e propostas merecedoras de análise e possível aproveitamento com vantagem para o desenvolvimento do país e da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Ir para a rua aos gritos a denegrir tudo e todos e insultar aqueles que têm ideias mesmo sem demonstrarem que são inconvenientes, não é sinal de educação, de civilidade e em nada contribui para um futuro mais desejável.

 Quem tem soluções mais adequadas e mais construtivas de um melhor futuro nacional, deve alinhar um texto bem argumentado por forma a ser devidamente lido e apreciado pelas pessoas que têm poder de decisão sobre o assunto. Pode vir a ser aprovado.

 

 


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sexta-feira, 26 de novembro de 2021

DELITO DE POSSE ILEGAL DE ARMA

(Public em DIABO nº 2343 de 26-11-2021, pág 16. Por António João Soares)

Li há pouco uma notícia de uma detenção por posse ilegal de arma. Porém, parece estar incompleta a definição de arma para este efeito, pois os drones constituem uma arma mais ameaçadora e perigosa do que uma «navalha de ponta e mola» e há muitos por aí espalhados sob o pretexto de serem objectos de brincadeira, mas que podem ser dirigidos ao interior de edifícios e produzir mais estragos do que muitas armas de guerra, pois podem ser transportadores de explosivos muito destruidores.

Há poucos dias, o Primeiro Ministro do Líbano, estando em casa, foi alvo de três drones sendo dois interceptados por elementos da sua segurança, e o terceiro acabando por explodir dentro da residência, por acaso, em ponto em que os estilhaços não produziram vítimas. Poucos dias depois, um outro político sentiu-se visado por outro brinquedo semelhante. As Forças de Segurança devem ser apoiadas em legislação que lhes permita impedir a posse e uso de tais espécies de armamento altamente perigoso embora, haja situações autorizadas e devidamente comprovadas, em que possa ter utilizações muito úteis.

Vi na Internet um caso altamente positivo da utilização de objecto destes. Uma jovem fazia companhia a um idoso com o qual efectuava um pequeno passeio nas proximidades da residência e que, inesperadamente, teve um problema cardíaco e ficou inanimado. Ela ligou pelo telemóvel para o serviço de socorro e este respondeu que se afastasse um pouco dele esperasse poucos minutos pelo socorro e, depois de este chegar, seguisse as instruções que ia receber. Pouco depois chegou, ao ponto de onde foi feito o pedido, um drone com o equipamento de socorro, e ela foi orientada para manusear o equipamento e, passados poucos segundos, o idoso estava a respirar e a mover-se.

Para efeitos de socorro, isto constitui uma inovação preciosa e, por isso, cada utilizador deve ser credenciado e devidamente fiscalizado a fim de evitar os efeitos indesejáveis que pessoas mal intencionadas possam causar, como os actos terroristas para abater pessoas de excepcional relevância política ou odiadas por outros motivos.

As inovações de que tantos maus usos são feitos em prejuízo da população e da natureza, como tem sido muito publicitado quando se fala de alterações climáticas, devem ser devidamente controladas e fiscalizadas com a finalidade de serem utilizadas apenas em benefício dos humanos e de outros elementos naturais. Uma de tais preocupações de que pouco se fala consiste na redução da produção de radiações electromagnéticas, principalmente com sistemas automáticos sem uma utilidade que seja indispensável ou cujo benefício não seja superior ao mal que vão provocar com a poluição atmosférica que, depois de acumulada pelo exagero de utilização, vão contribuir para a indesejável alteração climática e outros efeitos atmosféricos como o pouco falado contributo para epidemias e pandemias.

Como já aqui referi, alguns cientistas têm falado de coincidências entre as epidemias que nos têm atacado desde há mais de um século, com as fases de agravamento da produção de radiações electromagnéticas. Desde a electrificação das localidades, ao aparecimento das telecomunicações e, recentemente, a divulgação dos telemóveis, dos radares, sensores, e  a utilização de radares e comandos à distância.

Na realidade, cada ponto do planeta e cada um de nós é permanentemente atingido por radiações vindas de milhões ou biliões de origens. Uma chamada de telemóvel irradia para o espaço, atingindo tudo e todos em todas as direcções. Os sensores do carros actuais que detectam a proximidade de um obstáculo irradiam permanentemente para o espaço. A porta que se abre à nossa passagem, também tem um sensor a poluir ou envenenar o espaço que o circunda.

Enfim, as inovações utilizadas despreocupadamente, constituem um envenenamento da atmosfera a qual depois reage através da sua Cintura de Van Allen com aquilo que hoje se chama de alterações climáticas.


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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

O DINHEIRO NÃO DÁ FELICIDADE

(Public em DIABO nº 2342 de 19-11-2021, pág 16, Por António João Soares)

O dinheiro constitui apenas uma das ferramentas da felicidade, dependendo da forma como é utilizado. Para isso, o seu investimento ou o seu gasto deve ser bem preparado, com sensatez, tempo e serenidade, a fim de sentirmos o melhor benefício da sua utilização.

Mostrar uma carteira cheia de notas constitui uma bazófia e uma ostentação sem significado e pode atrair malfeitores que pratiquem furto. A verdadeira felicidade é gerada pelo saber e pela satisfação de levar uma vida que possa ser agradável e útil para quem beneficia das nossas acções. Ter boa amizade com familiares, vizinhos e amigos com quem se trocam actos de respeito e consideração, isso é verdadeira felicidade.

Há pessoas que, dispondo apenas do necessário para ir vivendo, enfim, com «o pão nosso de cada dia» e, quando possível, ter uma poupança para garantia do dia seguinte e para um eventual pequeno investimento que assegure o futuro com alguma comodidade e conforto, já se sentem muito felizes. Os exageros de dinheiro, como do álcool ou de qualquer outra droga pode trazer preocupações e possíveis graves inconvenientes.

E quando se cai no vício e na obsessão, as preocupações podem transformar-se num tormento de surda infelicidade e preocupação e, algumas vezes, de fuga à Justiça, como se tem visto em notícias de corruptos, autores de enriquecimento ilegal, desvios de dinheiros, acessos a paraísos fiscais, com fugas à Justiça, causando problemas aborrecidos em familiares e amigos.

Já é muito velha a definição do acesso à política por três objetivos - enriquecer o máximo, no mínimo tempo e por qualquer forma - geralmente, à custa dos cidadãos. Há quem acuse os políticos de serem escravos do dinheiro, mas na realidade, por detrás deles estão os grandes capitalistas das empresas que por eles são apoiados. São esses donos do dinheiro que dominam o mundo e pressionam os políticos que lhes obedecem. 

Está cientificamente provado que o pior factor das alterações climáticas se deve ao grande aumento das radiações electromagnéticas emitidas pelas novas tecnologias altamente utilizadas actualmente. Os astros da «Cintura de Van Allen» que circulam o Sistema Solar estão sensíveis ao fenómeno e reagem da forma como está sendo evidenciada pela actual pandemia e já foram notadas as suas reacções desde há mais de um século, através de diversas epidemias, sempre que esse tipo de poluição sofreu agravamento, com excessivo aumento de radares e outros sensores, emissores, etc. E há cientistas que dizem que, se não for parado este crescimento de tal poluição, acabará por ser eliminada a vida animal e vegetal no nosso Planeta.

Mas, curiosamente, nas reuniões realizadas por altos poderes internacionais e referidas com grandes parangonas nas notícias (propaganda) não se ouve referir esta causa, porque não convém aos donos do dinheiro que se comportam como donos do mundo e têm a cumplicidade dos mais altos poderes globais. Mas o perigo é grave e está provado que a solução não são os automóveis eléctricos e que os equipamentos destes desde as suas matérias primas até o sistema de fabrico não são nada inofensivos para a economia e a vida no planeta.

Perante estas dúvidas e faltas de esclarecimentos, convém que os cientistas e investigadores tenham liberdade e estímulos para poderem defender os diversos factores que contribuem para o desenvolvimento da economia e para a salvaguarda da vida no Planeta.

Para terminar, refiro a sugestão do milionário americano Warren-Buffet no seu artigo «Parem de acariciar os super-ricos», no New York Times em Agosto de 2011, para se subirem as taxas de impostos sobre os mega-ricos que têm isenções fiscais extraordinárias, enquanto a maioria do povo luta para fazer face às despesas.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

FALTA DINHEIRO PARA O DESENVOLVIMENTO?

(Public em DIABO nº 2341 de 12-11-2021 pág 16, por António João Soares)

O dinheiro não é infinito. Na minha juventude foi-me ensinado não gastar além das possibilidades e analisar cuidadosamente se as compras são realmente necessárias. 

Agora é diferente porque, há cerca de quatro décadas, apareceu um modelo de sociedade inovador liberalizando os mercados financeiros, levando bolsas, bancos, sociedades financeiras de investimento, etc., a apoiar investimentos não materializados em produtos concretos, mas apenas em papeis, que se volatilizam sem deixar rastos. 

Contabilisticamente, foram amontoadas fortunas que, em certos casos, com o tempo desapareceram. Alguns bancos, bem como grandes empresas, acabaram por falir. Eram negócios do estilo Dona Branca e do euromilhões. 

Entre nós, os jovens inexperientes que enquadraram os nossos governos mais recentes, foram arrastados inocentemente para esse sonho com a ideia de gastar sem pensar no resultado e, além do aumento crescente da dívida pública, geraram o empobrecimento da sociedade, porque o dinheiro, não sendo infinito, tinha de vir dos bolsos dos contribuintes e da debilidade da economia, por falta de capacidade de investimento em recursos materializados. 

A ilusão do poder dos «papéis» e a basófia dos «poderosos capitalistas» que, impunemente, com a corrupção e o enriquecimento ilícito, criou e passou a usufruir de um poder excessivo, altamente lesivo da economia dos respectivos países. 

 E isto tornou-se dramático por culpa do poder político, que se demitiu de supervisar os sistemas económicos e financeiros, sem pensar que poderia vir a ser julgado pelos resultados da sua falta de acção contra actividades ilícitas. 

No artigo anterior transcrevi um conjunto de actividades que têm dado despesas excessivas sem justificação aceitável, contra a logica do patriotismo, isto é, sem ser dada prioridade ao interesse nacional e pecando pelo egoísmo de sugadores dominados pela ambição do enriquecimento por qualquer forma, sem pensar na ética e na moralidade, e conduzem ao aumento do empobrecimento de milhões de pessoas e à dificuldade no desenvolvimento da economia nacional. 

O Poder Político, desde meados da década de 1990, dado o dinheiro fácil assim angariado pela banca, e os baixos juros praticados, passou a pedir empréstimos ao sistema, de forma pouco prudente e consciente, para tudo e para nada (rotundas, fontanários, pavilhões gimnodesportivos, auto-estradas, etc.) sem cuidar do futuro. Isto sem fazer o que deveria ter feito no sentido de fomentar a economia real, em apoio às empresas, a novas empresas, à indústria, às pescas, à agricultura. Mas era dada prioridade à conquista dos votos das populações que queria conquistar. 

E chegámos aonde chegámos, não só em Portugal, como na maioria dos países ocidentais. Agora é preciso sair desta situação. Temos que actuar para corrigir os erros cometidos e não corrigidos até agora!

Aplica-se, a este assunto um pensamento de desconhecido natural de país asiático «Quando a última árvore for cortada, o último rio envenenado e o último peixe pescado, então o homem perceberá que o dinheiro não se come. Há que pensar no futuro e mudar o nosso estilo de vida». 

No artigo da semana anterior, a última das muitas sugestões para equilibrar a grave situação da dívida pública, era «terminar com a subvenção vitalícia» que agora recordo por a considerar inserida nas reflexões que aqui venho apresentando. Realmente, algumas das subvenções atingem elevados valores. Uma ultrapassa de longe a dezena de milhar de euros e, sem correspondente benefício mensal para a economia nacional. E como o dinheiro não nasce, acaba por debilitar sectores da economia nacional que dele carecem para bem do nível da qualidade de vida de milhões de pessoas carentes, através do desenvolvimento da agricultura, da pesca, da indústria, da exportação e consequentemente do emprego.

 


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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

MUDANÇA DEVE RESPEITAR O POVO

(Public em DIABO nº 2340 de 05-11-2021 pág 16, por António João Soares)

As promessas e algumas decisões, por vezes, não são perfeitamente coerentes mas, mesmo que o sejam, pode acontecer que não sejam do agrado geral das pessoas por elas afectadas, o que cria sentimento de desagrado que, em situações de manifestação, podem constituir grande inconveniente para o Poder.

 Como se pode fazer face a isto? Pelo menos, convém respeitar o povo falando verdade, com sinceridade e explicando a situação em causa e o resultado que se pretende atingir. E, se nada está correctamente estudado, será preferível nada dizer, para não transmitir falácia e perder credibilidade.

Devido a promessas e a realidades, o descontentamento tem-se generalizado e têm sido visíveis atitudes de desconforto e intenções de greves e manifestações em sectores importantes na estrutura social, como na Saúde, na Educação, na Função Pública, na Cultura, etc. Se tal estado de espírito se agrava, o País pode passar a ser dificilmente governável, do que nada resulta de benéfico.

 Há um sentimento generalizado da necessidade de reduzir as mordomias, diminuir a quantidade de deputados na AR, acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas, acabar com as empresas municipais, controlar as empresas de estacionamento, redução do pessoal das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, redução das Juntas de Freguesia, acabar com o Financiamento dos partidos, acabar com a distribuição de carros a Presidentes, assessores, etc, acabar com os motoristas particulares, acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado, colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado, acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira, controlar o pessoal da Função Pública, acabar com as administrações numerosas de hospitais públicos, acabar com os milhares de pareceres jurídicos, acabar com as várias reformas por pessoa, perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, acabar com os salários milionários na RTP, acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP, acabar com os ordenados milionários da TAP, acabar com a pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), criminalizar já o enriquecimento ilícito, controlar a actividade bancária, não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas por eles, fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois, pôr os Bancos a pagar impostos, terminar com a subvenção vitalícia.

Quem controla o seu dinheiro ou o que é público, de todos, deve gastar só o possível e absolutamente necessário. Mas verifica-se que, ao fazer despesa, o Governo despreza o respeito pelo contribuinte, que é todo o cidadão, e não se preocupa com a defesa dos interesses deste e da melhoria das suas condições de vida.

Os políticos, principalmente os autarcas, devem exercer uma acção de proximidade, dando respostas aos problemas e às dúvidas da população, devem estar sempre ao lado da comunidade que servem para compreender as suas manifestações de sentimentos e de ansiedades. Os cidadãos precisam de se sentir acarinhados, acompanhados ou mobilizados pelos detentores do poder e não abandonados e explorados para benefício destes e dos seus amigalhaços que sugam quanto podem do dinheiro sacado por mil e uma formas de impostos, contribuições, etc.

As bazófias de grandes êxitos e as promessas de melhorias para daqui a mais de dois anos, em vez de atraírem o respeito e a afeição aos que devem ser responsáveis pelo seu melhor futuro, criam desprezo por palhaços que os enganam e iludem, como qualquer vendedor de banha de cobra.

Qualquer mudança ou melhoria social se respeitar o povo, é a melhor propaganda e dela resulta a sensação e o sentimento de reconhecimento e gratidão das pessoas.


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