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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

As zonas urbanas convivem mal com a chuva

Na Praça Sá Carneiro, o ponto de trânsito talvez mais intenso da vila de Cascais, havia hoje o lago de que as fotos dão uma imagem depois do momento mais grave. Diz quem por ali mora que quando chove acontece aquilo devido a deficiência das sarjetas.










Sobre o trânsito em Cascais, com e sem chuva, já foram feitas aqui várias referências, sempre com o espírito de alerta e de ajuda para melhorar:

- Sarjetas, chuva e técnicos de hidráulica
- Utilidade das rotundas
- Rotundas perigosas
- Excesso de velocidade ou velocidade eexcessiva?
- Trânsito em Cascais
- Segurança rodoviária. Sonho impossível
- Peões multados nas passadeiras

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Polícia, o Pai Natal do Governo

Segundo notícia do DN de hoje, a PSP, apenas em Lisboa, desde Janeiro até à semana passada, «recolheu» em operações «stop» a considerável verba de 3,2 milhões de euros,
os quais terão o seguinte destino: Estado (40%), entidade fiscalizadora (30%), Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (20%) e governo civil (10%). Por estes resultados, o Estado deve estar muito reconhecido e satisfeito com o trabalho dos polícias.

A polícia cumpre a sua missão. Mas se os políticos que deviam superintender na segurança dos cidadãos tivessem uma visão esclarecida e completa do fenómeno, não assentariam apenas na polícia a solução destes problemas, porque a segurança resulta mais da prevenção (evitar infracções) do que da repressão. E a prevenção assenta no civismo, na educação, no comportamento.

E quanto a alterar os comportamentos na via pública, com respeito pelos outros utentes, o que têm feito as entidades beneficiadas com o resultado das penalizações às infracções ao Código da Estrada? Na realidade, se algo pensam ter feito, não fizeram o necessário e o conveniente, porque os resultados como aqui se diz são desastrosos, pois o número de vítimas mortais da sinistralidade rodoviária registado este ano até à véspera de Natal é de 838, tendo apenas na semana passada morrido, nas estradas portuguesas, 14 pessoas. Só no domingo - o terceiro da "Operação Natal 2007" da Brigada de Trânsito (BT) da Guarda Nacional Republicana (GNR) - foram anotados quatro mortos, 12 feridos graves e 104 feridos ligeiros. Desde sexta-feira - o primeiro dia da operação - a BT somou nove óbitos. Será que essas entidades estão satisfeitas por estes resultados da actividade que desenvolvem com o dinheiro das multas e coimas?

Até parece que os legisladores tudo complicam no sentido de esta colheita feita pelas polícias não vir a ser diminuída. Tal quantidade de milhões não é desprezável. E como nas áreas do Poder os euros são tratados como deuses, poderemos continuar com estas estatísticas aterrorizadoras.

Quando será que os governantes começarão a olhar para o País como um conjunto de cerca de 10 milhões de pessoas? Quando será que passarão a analisar os problemas pelo lado das suas repercussões nas vidas destas pessoas? Oxalá não demorem muito. Já demoraram tempo demais.

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quarta-feira, 13 de junho de 2007

As mortes na estrada continuam

Como noticia o Diário Digital, na semana passada, os acidentes rodoviários nas estradas de Portugal continental provocaram 16 mortos, 52 feridos graves e 443 feridos leves, segundo indicam os dados divulgados esta terça-feira pela Direcção-Geral de Viação (DGV).

Nas áreas patrulhadas pela GNR foram contabilizados 15 óbitos, 40 feridos graves e 600 feridos ligeiros.

A PSP, por seu turno, registou uma vítima mortal, 12 feridos graves e 243 feridos leves nas áreas sob sua jurisdição.

Desde o início do ano, os acidentes de viação resultaram em 347 mortos, 1.283 feridos graves e 17.249 feridos leves. Estes valores comparam-se com os 344 mortos, 1.483 feridos graves e 17.856 feridos ligeiros registados em igual período de 2006.

NOTA: Apesar dos retoques que o legislador faz insistentemente no Código da Estrada, o problema mantém-se, embora com pequenas variações de ano para ano. Porquê? Porque as alterações são feitas por palpite e sempre para aumentar os valores das coimas e tornar a vida mais difícil aos condutores que não sejam políticos. Parece lógico que qualquer alteração legislativa deve ser devidamente ponderada quanto à sua necessidade, e quanto à eficiência desejada e viável.

Seria desejável que uma lei não fosse alterada antes de fazer cumprir a que vigora. Por exemplo, já há muitos anos é obrigatório colar no pára-brisas, o comprovativo do seguro, da inspecção, do imposto municipal. Penso que essa obrigação serviria para facilitar a inspecção dos carros estacionados ao longo dos passeios e nos parques de estacionamento. Então como se compreende que circulem tantos carros sem seguro? Como se compreende que haja tantas pessoas a conduzir sem carta durante anos? Como se compreende que haja tanto carro com falta de faróis a circular durante a noite? Porque é que não são feitas mais operações stop, para fiscalizar a documentação e os órgãos de segurança do carro?

Seria mais proveitoso não modificar a lei, mas tomar medidas para que a vigente seja rigorosamente cumprida. Sem uma fiscalização eficiente e penalizações aplicadas sem demora, que sirvam de dissuasão, nada melhora, porque a base máxima de uma boa segurança reside no civismo, na consciência da necessidade de um comportamento de respeito pelos outros e pela própria segurança mas nada disso existe. E, na falta de civismo, é indispensável inspecção, repressão e penalização que sirva de ensino e crie reflexos cívicos.

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