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sábado, 20 de janeiro de 2018

PARTIDOS, FAMÍLIAS, FUTURO

Que partidos, que famílias e que futuro?
(Publicado no semanário O DIABO em 16 de Janeiro de 2018)

É muito desagradável que uma grande parte dos cidadãos eleitores, ao emitirem uma opinião sobre os políticos portugueses, usem palavras curtas mas de significado demasiado contundente.

É, por isso, urgente que os partidos comecem a preocupar-se com a imagem que apresentam publicamente, a fim de conquistarem a confiança dos eleitores e melhorarem a esperança que cada português deve ter no futuro do país onde, provavelmente, viverão os seus descendentes. Seria bom a que a acção didáctica exercida sobre os cidadãos – dos menos aos mais cultos – lhes criasse o desejo de imitar os bons exemplos vindos de cima, do alto da hierarquia político-administrativa. Isso levaria os eleitores a escolher, com mais fundamento e consciência, os seus representantes e defensores, com base nas qualidades que lhes reconhecem e admiram e, também, lhes orientaria os comportamentos, de forma mais condizente com os valores éticos e cívicos que infelizmente, parecem estar esquecidos de quem devia dar exemplo.

Os próprios partidos também estão a ser objecto de tais opiniões negativas mas, perante a actual lei fundamental, não se pode passar sem eles. Porém, cada um deve investir algum tempo e reflexão de equipa sobre os interesses nacionais, dos cidadãos, a fim de passar a dar primeira prioridade aos grandes assuntos nacionais aos quais devem ser subordinados os interesses privados do partido e dos seus familiares e amigalhaços.

Os exemplos vindos a público sobre algumas IPSS, subsidiadas abundantemente por dinheiro público, com dirigentes das famílias de políticos com ordenados principescos, e dando «emprego» a políticos, com o aval partidário, do governo e de autarquias são objecto de apreciações pouco abonatórias. E a sucessiva aparição de mais casos torna conveniente uma investigação rigorosa para aplicação de medidas correctivas e preventivas de repetição de escândalos. E, provavelmente, também haverá serviços públicos de que não se conhecem efeitos positivos para a vida colectica, a Nação, e que funcionam como palcos bem remunerados para indivíduos da partidocracia em que predominam familiares e amigalhaços, exigindo mais atenção talvez ao ponto de lhes ser aplicada a solução dada às três instituições que foram extintas para dar origem à ASAE.

Há muitos escoadouros, sem controlo, dos dinheiros sacados aos cidadãos através de impostos directos e indirectos, taxas e taxinhas. Uma boa análise da estrutura organizativa da máquina pública levaria ao encerramento de muita chafarica inútil e dispendiosa e a um melhor critério de nomeação de pessoal que deve ser selecionado pela sua preparação, experiência, competência, dedicação à causa pública, capacidade, sentido de responsabilidade, etc. A nomeação de familiares ou amigos para a função pública deve ser precedida de cuidados especiais, com garantia de que dispõem de visível superioridade em relação com os melhores concorrentes, para evitar posteriores crítica desagradáveis à imagem de quem nomeou. E, depois, todos devem ser avaliados pelos resultados do seu trabalho, que deve ser perfeito e útil ao país. As instituições para inspecções, auditorias e fiscalizações citadas pelo PM a quando dum caso ocorrido com uma IPSS devem ser também vigiadas para haver garantia da independência, do rigor e da honestidade como desempenham as suas funções.

Enfim, na partidocracia em que os portugueses vivem, há que definir as regras com deveres e direitos dos partidos, não imitar a aristocracia familiar destituída em 1910, mas construir um futuro ao nível dos tempos mais gloriosos da nossa História.

António João Soares
9 de Janeiro de 2018

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Critérios de nomeações ???

Tem-se falado muito sobre os critérios de nomeações para funções públicas de instituições ou empresas do Estado, tendo ficado sempre a ideia do espírito de clã ou manada ou bando, muitas vezes lembrando a monarquia, sem olhar à «inclusão» de interesses privados com interesses públicos e sem prevalecer a cultura democrática do concurso público com vista à escolha dos melhores, vindos de qualquer grupo social ou região geográfica.

Sobre isto, tem interesse a leitura da notícia Irmã da ministra da Justiça deixa Ordenamento do Território após 23 dias em funções de que se transcrevem os três últimos parágrafos:

«Maria Manuel Teixeira da Cruz, irmã da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, ocupou o cargo de subdirectora do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano entre 18 de Janeiro e 10 de Fevereiro, dia em que cessou funções.

Arquitecta de formação, Maria Manuel Teixeira da Cruz é sócia gerente da empresa Maria Manuel von Hafe - Arquitectos, Lda e integra o atelier Oschoa Arquitectos, tendo também ocupado funções na Parque Expo.

Entre Maio de 2005 e Janeiro de 2009 integrou os quadros da Baixa Pombalina SRU, uma empresa municipal de Lisboa.»
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Imagem de arquivo

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Para rir ou para lamentar ?

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eles «garantem» de garganta

Transcreve-se artigo do Ionline, seguido de NOTA:

Passos. «Nunca o critério partidário foi tomado em conta para nomeações»
Ionline. Por Sónia Cerdeira, publicado em 20 Jan 2012 - 11:03

Passos Coelho recusou hoje que as nomeações feitas até agora pelo governo tenham tido em conta o “critério partidário”. O primeiro-ministro respondia ao secretário-geral do PS, António José Seguro, que o acusou de estar de “braços arregaçados” para fazer “nomeações da sua clientela”.

“Dizia: ‘Não quero ser eleito para dar emprego aos amigos, não quero que o Estado seja prisioneiro de clientelas partidárias’. Pode dizer o que quiser mas os factos e nomeações falam por si”, acusou Seguro, questionando Passos pelos despachos sobre as reconduções de dirigentes que foram feitas na Administração Pública.

Passos rejeitou as acusações e garantiu que na Administração Pública “podem existir pessoas de diversas orientações partidárias”. “Há casos bem notórios que ilustram isto”, afirmou Passos. “Nunca o critério partidário foi tomado em conta para nomeações”, concluiu, referindo a nova lei sobre os dirigentes públicos em que haverá uma entidade independente para organizar concursos públicos.

NOTA: Afinal, há outro!!! Há outro critério superior ao partidário, mas com resultados semelhantes, o de compadrio, o de conivência, o de conluio ou o do «preço de mercado». Ninguém fala no critério de competência ou de provas dadas de valor incontroverso, com isenção e patriotismo. Continuo a achar muita graça ao mau uso do verbo garantir (do dicionário: afiançar, abonar, responsabilizar-se por, afirmar como certo, tornar seguro), quando se podia ficar por desejar, esperar, pensar que. E com tal abuso se perde credibilidade.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nomeações polémicas



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quinta-feira, 5 de julho de 2007

O ciclo vicioso dos partidos

Na realidade, o objectivo dos partidos políticos é a conquista o poder. Para quê? Para poderem nomear pessoas, isto é, os familiares e amigos dos companheiros de clã. Para quê? Para que estes, em prova de gratidão pelo bom emprego, contribuam, por todos os meios para a manutenção do poder «ad eternum».

Isto não é exagero nem má língua. Além de ser deduzido da observação dos acontecimentos frequentemente noticiados, foi agora dito, como noticia o JN, pelo Sr. deputado Vítor Baptista que «Ganhámos as eleições para nomear pessoas» e que as substituições «são normais, tendo em conta os resultados eleitorais». O PS, com maioria, «é um glutão dos lugares da Administração Pública». Isto vinha a propósito das demissões dos directores do centro de saúde de Vieira do Minho e do Hospital de S. João da Madeira.

Também, há pouco tempo, quando foi muito falado o número excessivo de assessores da Câmara Municipal de Lisboa (CML), uma vereadora em entrevista à comunicação social disse, com toda a franqueza, que as nomeações são feitas por critério de «confiança política» e não propriamente de «competência técnica».

Somos assim tentados a crer que os políticos governam para os interesses pessoais e dos amigos e não prioritariamente para o País, isto é, não se preocupam grandemente em melhorar as condições de vida dos portugueses contribuintes. Parece que é verdade não haver na política, vergonha, ética, moralidade, nem sequer bom senso, e muito menos amor e dedicação ao País. É espantosa a facilidade com que alguns políticos deixam cair a máscara da democracia, mal afivelada, por serem maus actores e por terem no íntimo da sua ambição as molas impulsionadoras do autoritarismo oligárquico.

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