Numa altura em que é notória a dimensão do fosso entre os salários mais elevados e os mais baixos, e o crescente aumento do número de pobres, em condições carenciais graves, merecem muita atenção os casos que vêm a lume.
Por isso se transcreve o artigo seguinte que refere afirmação de António José Seguro, cujos créditos subiram bem alto quando foi o único deputado a não votar a inesquecível lei de financiamento dos partidos. Honra lhe seja feita e que o destino lhe seja favorável.
Seguro considera "obscenos" salários de António Mexia
Diário de Notícias. 04-04-2010. por Lusa
O dirigente socialista António José Seguro considerou hoje "obscenos" os valores das remunerações referentes a 2009 pagas ao presidente executivo da EDP, António Mexia, que terão atingido 3,1 milhões de euros.
"Em fase de enormes dificuldades e de exigência de sacrifícios aos portugueses, é incompreensível como se atingem estes valores remuneratórios. É uma imoralidade!", refere o ex-ministro de António Guterres e ex-líder parlamentar do PS, numa nota colocada hoje no seu site antoniojoseseguro.com.
Em declarações à agência Lusa, António José Seguro reiterou esta posição e observou ainda que a EDP é a empresa mais endividada do mercado de capitais português com 14,007 mil milhões de euros (mais 117 milhões do que em 2008).
De acordo com informação enviada pela EDP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), António Mexia recebeu em 2009 mais de 1,9 milhões de euros em remunerações fixas, variáveis e prémios plurianuais, ou seja, 0,19 por cento dos 1,024 mil milhões de euros do lucro da eléctrica.
António Mexia recebeu, em 2009, 700 mil euros em salários fixos e 600 mil euros em remuneração variável (que varia segundo objectivos atingidos). A estes valores junta-se um prémio plurianual de mandato de 1,8 milhões de euros, que entra nas contas de 2009 e que corresponde a 600 mil euros por cada um dos três anos.
Assim, o presidente executivo da eléctrica portuguesa irá receber este ano um total de 3,1 milhões de euros, quando a assembleia geral de accionistas, marcada para 16 de Abril, aprovar as contas de 2009.
domingo, 4 de abril de 2010
António Mexia com salários «obscenos»
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A. João Soares
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Etiquetas: imoralidade
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
O poder em «boas» mãos !!!
Na Freguesia de Argival, Póvoa de Varzim, o presidente da Junta ameaçou com «três tiros» os deputados da União Eleitoral de Argival, na oposição, durante a última Assembleia de Freguesia. O incidente não teve graves consequências porque o público presente conseguiu segurar o autarca Adolfo Ribeiro.
Esta sessão extraordinária da assembleia tinha sido pedida pelos três membros da lista independente para discutir o que consideram ser "uma má administração do património", por parte do executivo de maioria PSD.
Domingos Silva, o cabeça de lista da UEA, queixou-se da falta de energia eléctrica no cemitério, do abandono a que está votada a Fonte da Senhora dos Milagres e da forma como foram feitas as obras na sede da Junta. O deputado independente quis ainda saber os contornos dos negócios, primeiro, da venda "ao desbarato" dos terrenos junto ao lavadouro à Agros e, segundo, da cedência de terrenos à associação local, "Argevadi".
Em resposta "o presidente da Junta disse, aos gritos: "Vocês são uns calhaus com dois olhos. Se tivesse aqui a 'p….' dava-vos três tiros a todos", segundo contou Domingos Silva.
Noutra autarquia mais no centro do País, o presidente da Câmara de Oliveira do Bairro e o vice-presidente podem vir a perder o mandato por terem omitido em 2006, à Comissão Regional da Reserva Agrícola Nacional (CRRRAN) que têm interesses particulares num projecto de ampliação – ocupando terrenos situados em Reserva Agrícola Nacional - da empresa Metalcértima a que ambos estão ligados. Violaram o princípio de não patrocinar interesses particulares, próprios ou de terceiros.
Se no primeiro caso, há ausência de autocontrolo, educação, sentido democrático e respeito pelos opositores e público presente na reunião, no segundo caso trata-se de um aproveitamento das funções públicas de autarca para benefício próprio ou de familiar (foi alegado a empresa pertencer à esposa). Casos como este poderão existir em vários locais, como o mau carácter de muitos apolíticos leva a crer, pelo que se conclui que «denunciar é preciso» a fim de que situações imorais sejam banidas da vida pública que, além de prejudicarem os interesses nacionais constituem um mau exemplo para a população.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
A banca nacionalizou o Governo!!!
A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Quando, no passado domingo, o Ministério das Finanças anunciou que o Governo vai prestar uma garantia de 20 mil milhões de euros aos bancos até ao fim do ano, respirei de alívio. Em tempos de gravíssima crise mundial, devemos ajudar quem mais precisa. E se há alguém que precisa de ajuda são os banqueiros. De acordo com notícias de Agosto deste ano, Portugal foi o país da Zona Euro em que as margens de lucro dos bancos mais aumentaram desde o início da crise. Segundo notícias de Agosto de 2007, os lucros dos quatro maiores bancos privados atingiram 1,137 mil milhões de euros, só no primeiro semestre desse ano, o que representava um aumento de 23% relativamente aos lucros dos mesmos bancos em igual período do ano anterior. Como é que esta gente estava a conseguir fazer face à crise sem a ajuda do Estado é, para mim, um mistério. A partir de agora, porém, o Governo disponibiliza aos bancos dinheiro dos nossos impostos. Significa isto que eu, como contribuinte, sou fiador do banco que é meu credor. Financio o banco que me financia a mim. Não sei se o leitor está a conseguir captar toda a profundidade deste raciocínio. Eu consegui, mas tive de pensar muito e fiquei com dor de cabeça. Ou muito me engano ou o que se passa é o seguinte: os contribuintes emprestam o seu dinheiro aos bancos sem cobrar nada, e depois os bancos emprestam o mesmo dinheiro aos contribuintes, mas cobrando simpáticas taxas de juro. A troco de apenas algum dinheiro, os bancos emprestam-nos o nosso próprio dinheiro para que possamos fazer com ele o que quisermos. A nobreza desta atitude dos bancos deve ser sublinhada.
Tendo em conta que, depois de anos de lucros colossais, a banca precisa de ajuda, há quem receie que os bancos voltem a não saber gerir este dinheiro garantido pelo Estado. Mas eu sei que as instituições bancárias aprenderam a sua lição e vão aplicar ajuizadamente a ajuda do Governo. Tenho a certeza de que os bancos vão usar pelo menos parte desse dinheiro para devolver aos clientes aqueles arredondamentos que foram fazendo indevidamente no crédito à habitação, por exemplo, e que ascendem a vários milhares de euros no final de cada empréstimo. Essa será, sem dúvida nenhuma, uma prioridade. Vivemos tempos difíceis, e julgo que todos, sem excepção, temos de dar as mãos. Por mim, dou as mãos aos bancos. Assim que eles tirarem as mãos do meu bolso, dou mesmo.
NOTA: Este texto, de que desconheço o autor, foi-me enviado por e-mail pelo amigo Luís SC. Não tenho dúvidas de que os bancos «vão aplicar ajuizadamente» o nosso dinheiro que o Governo coloca nas suas mãos, pois ele, em grande parte, servirá para manter o nível de remunerações directas e indirectas, visíveis e invisíveis, dos seus quadros superiores, e como ninguém duvida, continuarão a cobrar juros pelos empréstimos e pagar o mínimo possível pelos depósitos, só para evitar que estes vão para Espanha ou para outro local da «nossa» UE.
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terça-feira, 31 de julho de 2007
A IVG como modo de vida
Há dias destaquei a ideia genial do jovem Patric Figueiredo que criou um sistema de aproveitamento de livros escolares usados, por forma a que os estudantes poupem 75% na sua compra. Uma ideia muito positiva que só admira não ter sido aproveitada antes.
Com a fraqueza de um normal ser humano, para não ficar muito atrás, vou aqui expor uma ideia que poderá ser eficaz para as mulheres jovens ganharem a vida de forma simples, fácil e agradável. Ela surgiu depois de ter lido o post de Naty em A Voz do Povo, que transcrevo:
Espante-se, indigne-se
Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez dá direito a 30 dias de licença com 100% do ordenado!
Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado.
Uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe 65% do seu ordenado ... extraordinário não é?
Um comentário de visitante acrescentou: «ou um filho que tenha uma mãe a seu cargo, por razões de saúde, perde a possibilidade de faltar para assistência à família!!!!
País brilhante!!!!! Ainda querem que se promova a natalidade...»
E outro visitante comentou:
«Assim se fomenta a natalidade neste país que definha, devido aos seus líderes idiotas e sem pingo de bom senso!.
Hoje ter mais do que um filho já pode ser considerado um luxo...»
Somos um povo degenerado que aceita e acata políticos com sintomas de acentuada insanidade mental. Em dado momento, dizem que é preciso aumentar a natalidade, mas, por outro lado, como se sofressem de dupla personalidade, decretam as medidas que estão a tomar com a maior insensatez e que representam incentivo e convite ao aborto injustificado (apenas porque a mulher quer). E trata-se de mulheres incapazes de sentido maternal, ignorantes, desleixadas e moralmente descontroladas que não se deram ao cuidado de tomar as inúmeras medidas para evitar engravidar. São essas mulheres que merecem ao Estado todas as prioridades, com a passagem à frente de listas de espera de pessoas doentes, que não pagam taxas moderadoras e que espantosamente, como é dito por Naty, recebem subsídios que são negados a pessoas normais em situação de carência e a merecerem apoio.
As mulheres jovens, para colaborarem patrioticamente com estas decisões dos governantes devem copular à farta, sem o mínimo cuidado e depois abortarem, para que Portugal seja o maior entre os maiores na pouca vergonha. Mas, se olharmos isto de modo mais afirmativo, elas após o primeiro aborto devem continuar a ser simpáticas, junto de vizinhos, nos cafés e discotecas, na rua, sem restrições e, quando reiniciarem o trabalho no emprego, após a «operação», devem se simpáticas para patrões, colegas e clientes e, logo que se sintam grávidas, irem de imediato ao hospital para «despejarem e reiniciarem o ciclo, que lhes é bem remunerado, por se integrarem no espírito do legislador».
Por este andar, não tardará que nas cerimónias do 10 de Junho vejamos ser condecoradas as mulheres que mais abortos tenham feito durante o ano. E, ao fim de três anos, a que tiver sido mais vezes condecorada será elevada a comendadora da Ordem da Libertinagem do Aborto Patrocinado.
Não compreendo que respeito nos podem merecer os inteligentes autores destas decisões políticos que, no mínimo, nos parecem incoerentes e denunciadoras de ausência de bússola que indique uma direcção a seguir, falta de estratégia, de objectivos bem definidos, de directriz, de bom senso (para não utilizar palavras mais duras).
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A. João Soares
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Etiquetas: imoralidade, incoerência, injustiça
