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quarta-feira, 26 de junho de 2013

JOGOS DE PALAVRAS


Há jogos que servem de passa-tempo, ou para passar o tempo, há os culturais e há os infantis, há os de azar e sorte e há os de interesse, para ganhar uma taça, um título, um negócio, etc. E há outros que são difíceis de classificar e, com inocência e credulidade poderemos crer que servem apenas para passar o tempo, à espera que haja um milagre.

Por exemplo, Gaspar admite reduzir impostos assim que possível, o que nem parece ser jogo de palavras, pois Monsieur de La Palisse não ousaria dizer coisa de maior ciência ou intelectualidade. Isto nem sequer pode ser considerado promessa, mas apenas um punhado de areia lançado aos olhos dos inocentes e incautos. Não diz quando nem quanto nem como, enfim, não diz nada. E, por tal razão, seria preferível estar calado.

Mas não está sozinho, pois o seu chefe de Governo, talvez para não perder a cartada no referido jogo, sugere algo parecido, com efeito semelhante, quando diz que Governo trabalha para baixar IRS mas não faz "promessa".

Que brilhantismo, que genialidade, o destas tiradas de grande efeito, que mereceriam elogios dos nossos escritores consagrados como Eça de Queiroz ou outros da grande família lusíada!

Como a minha modesta condição não me permite sondar tão altos desígnios, sinto-me forçado a partilhar a «ignorância» de Constança Cunha e Sá pois não percebo do que o Governo fala.

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS UTILIZADAS.



O valor da mensagem pode ser diminuído ou multiplicado conforma as palavras utilizadas para a expressar. Devemos ter sempre presente esta verdade.

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Promessas e mais promessas !!!



Não é bem uma «peste grisalha», mas sim uma «peste política», com sintomas de obsessão de aparecimento e discurso em público e como, apesar dos sacrifícios impostos à população ao fim de 20 meses, não há resultados visíveis na melhoria de vida das pessoas, faz-se propaganda de ideias e de projectos que, quando, eventualmente, são decididos, terão de recuar, por não terem sido bem preparados com realismo e conhecimento correcto do País e dos dados do problema.

Quase ao mesmo tempo que é noticiado um recuo em várias questões do Ensino Especial, aparece o ministro Miguel Relvas a prometer que, sem dizer quando nem como, o “Estado irá facilitar o regresso dos jovens à agricultura”, falou de algo a que chamou «orientações estratégicas para as políticas de juventude» de que não referiu a mínima característica, referiu também, sem nada de concreto dizer, de «um plano nacional de acção na área da juventude». Também se referiu a uma «estratégia global» e disse que «em breve será também concluído o Livro Branco». Nada mais que promessas e ideias vagas sem sinal de concretização.

Afirmou que «muitos jovens querem regressar à agricultura e o Estado pode e vai ter um papel para facilitar esse regresso”», não disse a qualidade de tal papel, nem referiu a quota-parte que se espera ser representada pela agricultura na nova economia nacional em que se possa apoiar a modernização do País. Quererão convencer-nos de que venha a ser a agricultura o factor decisivo no desenvolvimento nacional?

Resumindo e apesar de muito boa vontade, não foi possível descortinar propostas concretas, as quais irão aparecer! E que poderão ser tão concretas como as promessas que temos vindo a ouvir há mais de dois anos e, das poucas que foram decididas, muitas foram sujeitas a recuos ou anuladas por impraticáveis.

O ministro referiu o programa Impulso Jovem que, como ele afirmou, constitui uma promessas tão pouco aliciante que «a sua própria filha de 21 anos não sabe o que é tal impulso»!!! Enfim, o que é ponto forte na actividade dos governantes é fazer promessas e falar de ideias que poderão nunca ser tornadas acções.

Reconhece que as condições que vêm sendo oferecidas aos jovens desempregados são de tal forma insignificantes que eles recorrem aceleradamente à emigração o que «representa uma fuga de cérebros (e de mão de obra qualificada) com prejuízos para o país». Quanto à emigração de mão de «obra especializada, a TAP sofre com a sua fuga para outras companhias aéreas.

Sobre a quantidade de promessas e de palavras vazias de conteúdo ao lado de ausência de resultados de medidas concretas levadas a cabo, traduzidas em benefício para as populações não pertencentes à «elite» política, sugere-se a leitura do penúltimo post.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

2013 será mais do mesmo? Ou pior?


Em diálogo com comentador de blogue surgiu a ideia de 2013 poder trazer violência (caçador) para resolver a crise ou suicídio colectivo por incapacidade de resistir.

Das alternativas indicadas, é realmente mais positivo ser caçador do que recorrer ao suicídio, embora haja muitos que depois de grandes caçadas se suicidam… Mas nunca fui apologista do uso das armas para resolver litígios que podem e devem ser resolvidos por forma menos primitiva, mais civilizada, pelo diálogo e pela negociação, em vez de violência que atinge inocentes e destrói património e recursos que depois fazem falta.

As palavras com que nos embriagam e obscurecem o espírito crítico são uma arma poderosa e tudo devemos fazer para incitar as pessoas a usar o seu próprio raciocínio, o seu espírito crítico, para não se deixarem arrastar por palavras patéticas, por promessas de falso optimismo. Muitas vezes, é preferível errar pela sua própria opinião do que o fazer pela opinião dos outros. Se tem receio de a sua opinião estar errada, a dos outros também pode não estar certa e eles podem estar a defender interesses ocultos. A simpatia e as palavras promissoras são arma dos vigaristas, o que não significa que não possam ser utilizadas também por pessoas bem intencionadas e nossas amigas, mas devemos estar preparados para discernir e escolher. Por isso tem sido aqui referido que é necessário pensar antes de decidir.

Quando os cidadãos se habituarem a olhar esclarecidamente para os seus deveres e direitos de cidadania, compreenderão que devem agir responsavelmente guiados pelo seu raciocínio e não por propagandas e por promessas falaciosas, veiculadas por discursos de água destilada, sem conteúdo credível. Como podemos acreditar em promessas de indivíduos que já muito prometeram e, depois, nada alteraram ou até agiram em sentido oposto ao prometido. Muitas vezes, tais indivíduos comportam-se como aquilo que José Gil, já aqui citado, denominou de «neuróticos obsessivos» que se convencem que as suas ideias são acções. Porém, na realidade, o facto de muito teimarem numa ideia do «custe o que custar», não significa que ela seja posta em prática e, se for decidida, pode ter de vir a recuar, como tantas vezes tem acontecido, porque estava distante da realidade, porque não foi racionalmente preparada, porque não foi precedida pela metodologia «pensar antes de decidir» ou por outra semelhante.

O povo está a ficar mais esclarecido e os próximos dois meses obrigá-lo-ão a ver claramente o buraco em que as más políticas dos últimos tempos o lançaram. E, depois, talvez comece a funcionar a democracia, no seu significado etimológico.

Foram desrespeitados «direitos adquiridos» dos cidadãos da classe média, mas quando se fala dos abusos do poder em benefício das hidras que sugam o país, é argumentado que se trata de direitos adquiridos e não se lhes pode tocar. Estão neste caso as reformas milionárias e acumuladas (ainda não foi decretado limite máximo para tais despesas do Estado), a tolerância para o enriquecimento ilícito (não querem mexer no «ónus da prova»), as muitas dezenas de «observatórios» de utilidade duvidosa ou inúteis, os apoios a fundações que servem para enriquecimento de «tentáculos do polvo», o critério das nomeações dos «administradores» de empresa e de instituições públicas dependentes do Governo ou das autarquias, etc, etc.

Enfim, cada um usará a ferramenta que achar melhor para acabar com as fugas abusivas do dinheiro que nos é sacado. Uma ferramenta pode ser a escrita que deve ser usada com finalidade didáctica, generosa, altruista, construtiva, esclarecedora, incitando ao raciocínio para a livre formação de opinião pessoal.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Promessa, ameaça e boato

Governo vai acabar com a Parque Expo é ainda apenas uma promessa;

Santana Lopes convidado para provedor da Santa Casa da Misericórdia pode não ter passado de ameaça;

Governo convida Mário Crespo para correspondente da RTP em Washington parece ser um eventual «boato».

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Diferença entre «correcto» e «justo»

Você sabe qual é a diferença? Os advogados, habituados a jogar com as palavras sabem. Se não leia:

Dois advogados encontram-se no estacionamento de um Motel e reparam que cada um está com a mulher do outro...

Após alguns segundos de perplexidade, um diz ao outro, em tom solene e respeitoso:
"Caro colega, creio que o correcto seria que a minha mulher viesse comigo no meu carro, e a sua mulher voltasse com V. Excelência".

Responde o outro:
"Caríssimo colega, isso seria o correcto, mas não seria o justo, especialmente tendo em consideração que V. Excelência está a sair, e eu ainda estou a chegar..."

É muito claro, não é?

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

100 dias, quantas palavras mortas?

Transcrição de post com igual título

Um amigo (o Nico) envia-me por mail a seguinte reflexão:
"O que é que têm em comum Sócrates, sócrates e Stalin - para além dos Ss. O facto de considerarem que uma palavra vale por mil imagens, e a importância que dão ao diálogo. O meu camarada Stalin, um homem que que apenas tinha o defeito de "querer com muita força", dizia que a palavra é perigosa. Com palavras mata-se, logo... há que matá-las antes que elas nos matem".
Percebo agora onde foi o nosso "querido líder" buscar a inspiração para a sua arte governativa.
Entre a palavra morta por Stalin, e a revolução bolivariana, versão Chávez, José Sócrates, esse produto do New Deal em versão portuguesa, vai impunemente amordaçando quem ousa questionar a sua visão política, que o personagem certamente julga proveniente de transcendental revelação.
Como bem refere o meu amigo que aqui citei "Pouco a pouco sócrates vai tentando matar uma ou outra palavra".
Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, José Manuel Fernandes, Pedro Lomba, João Miguel Tavares, Marcelo Rebelo de Sousa, agora Mário Crespo.
Enquanto o País se vai distraindo a discutir o túnel da Luz, as agências de rating, os casamentos gay,.... a rede tentacular socrática vai abafando as vozes incómodas, vai esmagando quem se lhe atravessa no caminho, vai "tratando dos assuntos", como terá sido referido na tertúlia comensal que arquitecta estes silenciamentos selectivos.
Mas o foguetório continua.
Celebram-se os 100 dias do segundo ciclo do poder socrático, o centésimo aniversário da República, enquanto anda para aí um um 'homem que cultiva uma perspectiva "eólica" da política e procura respostas no vento que passa' (gostei Nico!!) a debitar uns disparates sobre umas eleições que se vão disputar daqui a um ano e que elegem uma figura destituída de poderes reais (gostaram do trocadilho?).
Entretanto, em anestesia colectiva, ninguém se interroga acerca dos erros de cálculo do Ministro das Finanças, que conduziram a números obscenos o défice das contas públicas, acerca do assustador número de 600 mil desempregados (oficialmente; quantos haverá que não são "oficiais"?), da mordaça que se coloca em quem é incómodo a um poder que tudo corrói, servido por figurinhas que despudoradamente se servem. Mas que, definitivamente, não servem.
Para mais, um poder sem oposição.
No "laranjal" procura-se o dono do pomar. Os "populares", quais hienas, riem baixinho enquanto vão sacando os despojos do "laranjal". Os "bloquistas" já "fracturaram" e agora estão em descanso até nova "fracturação" (adopção por casais gay?). Os "camaradas" são olhados apenas como umas figuras pitorescas, reminiscências dos tempos revolucionários. E o rolo compressor vai matando, livre e impunemente, "uma ou outra palavra". Cem dias depois, quantas palavras mortas? E quantas mais para matar?


Publicada por Pedro Coimbra em Devaneios a Oriente

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Manobras eleitorais e palavras

Como os leitores têm observado, nesta época complicada de campanha eleitoral tenho reduzido os textos relativos à observação da vida social e política nacional, a fim de evitar trair o meu propósito de independência apartidária e não beneficiar nem prejudicar qualquer dos partidos que se digladiam na arena da caça ao voto.

Mas não resisto a hoje transcrever dois pequenos textos que considero muito elucidativos daquilo que está a passar-se.

A. O primeiro é a parte final do artigo de opinião de Rafael Barbosa, «Tenham medo, muito medo» no JN:

«4 - Conclusão: os partidos portugueses, dos mais pequenos aos maiores, passando pelos intermédios, decidiram que é através da desqualificação do outro e não pela afirmação da capacidade própria que se conquista um voto. Imaginam as luminárias que elaboram as mensagens que somos crianças inocentes, sempre cheios de medo do bicho-papão.»

B. O segundo é o artigo de opinião de Manuel António Pina, «O perigo das palavras» também no JN:

«Como o outro diz, há palavras que nos beijam. Ok, mas também há as que atropelam e fogem. As palavras não merecem confiança, há adjectivos que, às esquinas das frases, atacam honestos substantivos de regresso do trabalho diminuindo-os e enxovalhando-os, verbos que, em vez fazerem o discurso progredir, lhe travam o caminho e comprometem o sentido, advérbios preguiçosos, preposições despropositadas, sei lá que mais.

E, depois, há as apenas inconvenientes e mal formadas que, uma vez pronunciadas, se nos agarram como uma pastilha elástica pisada e podem dar cabo de uma reputação, como o "hádem" de Jorge Coelho ou os "houveram" da ministra Lurdes Rodrigues.

Agora que as palavras andam por aí à solta, nos debates, nos comícios, nas declarações inflamadas, é bom que os políticos se cuidem. Sócrates, por exemplo, deveria estar de olho naquele "avançar", do slogan "Avançar Portugal", que pode muito bem significar "passar por cima de", e Ferreira Leite faria bem em desconfiar do substantivo "Verdade", que é dado a engasgar quem o usa e depois, sobretudo quando escrito com maiúscula, é difícil de engolir.»

E nenhum refere a referência à ética que nada tem a ver com a política, nem vice-versa, segundo Paulo Rangel, confesso admirador de Nicolau Maquiavel (1469-1527).

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domingo, 14 de junho de 2009

Barulho da carroça

Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer. Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:

- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...

Perguntei ao meu pai:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, é por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna e interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo...
"Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho".

Recebi este texto por e-mail de V.C. que trazia a seguinte NOTA:

Bem Verdade !!!
Imputo a vacuidade da carroça nacional à classe política que se empoleirou, agarrou as rédeas do Poder e só fala!!!

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terça-feira, 16 de outubro de 2007

As palavras - Soneto

Soltam-se as palavras e, como asas,
sobem ao alto, descem-me aos infernos
tantas vezes queimando como brasas
quantas moldando desvarios eternos

Obrigam-me a dizer o que não queria
sugerem-me a mentir o que não sinto
arrancam solidão que me agonia
desnudam lucidez a que me afinco

Ah, se eu pudesse decifrar a sós
o inquietante tom da minha voz;
tanta coisa em mim se esquiva e esfuma...

Como se o grito afugentasse os medos
ancorasse feroz os meus segredos
no seio do meu búzio azul e espuma.

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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Cuidado com as palavras

Enquanto esperava a reunião do pequeno grupo de amigos para o almoço passei os olhos pelos títulos de alguns jornais, sem me afundar no teor dos artigos porque entretanto conversava e o tempo não o permitia. Deparei com esta frase que me arrepiou «Bush quer reforçar o orçamento para a OFENSIVA no Iraque».

Que Bush não tem sido nada feliz na sua intenção de tornar a América ainda mais poderosa é reconhecido interna e internacionalmente. Falta de senso, má escolha de colaboradores para os lugares mais decisivos e péssima avaliação das situações sobre as quais tem de tomar decisão, tudo isso tem feito parte da salada que o levou ao fracasso.

Mas, santo Deus, falar em continuar a OFENSIVA, já começada há mais de quatro anos, com resultados trágicos para todas as partes, ou é má tradução ou desconhecimento do significado das palavras. A OFENSIVA devia ter sido considerada terminada após a destituição de Saddam. A seguir, devia falar-se de pacificação dos ânimos, justamente exaltados, e da reconstrução de um país traumatizado entre a retirada forçada do ditador violento e a necessidade de paz e de reconstrução daquilo que foi danificado e daquilo que precisava de renovação e de modernização.

É aceitável que a América se disponha a investir muito nesta fase de PACIFICAÇÃO e de RECONSTRUÇÃO, mas nada de falar de OFENSIVA. Esta palavra poderá aparecer nas bocas de grupos nacionalistas das diversas tribos mas não na do ocupante. Os diplomatas e os representantes de países responsáveis devem pesar muito bem as palavras que empregam.

A força e a importância das palavras justificam que se lhes dê atenção. É para isso que tem sido chamada a atenção em posts recentes em:
- A Voz do Povo, nos posts: «A arte de calar» e «O poder das palavras»,
- Sempre Jovens, no post «Vamos semear a vida com as palavras»

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