Não vão longe os tempos em que se faziam grandes negócios assentes apenas na palavra dada, sem recurso a declarações em papel ou actos efectuados no notário, etc. Mas hoje a palavra já não inspira confiança mesmo quando escrita e/0u tornada pública de forma solene, perante a Comunicação Social.
Além das promessas não cumpridas aqui várias vezes referidas e que continuam a ser repetidas e seguidas por outras, ditas com a mesma convicção aparente mas sem a mínima credibilidade, até porque os seus autores no momento espectacular em que as enunciam mostram algumas vezes não saber minimamente do que estão a falar (como no caso das bolsas de estudo – duplo ou triplo!), surge agora a polémica do «convite» a Joana Amaral Dias, em que alguém está a dizer «inverdades».
No DN depara-se com vários títulos «Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral», «Paulo Campos terá feito o convite a Joana Amaral Dias», «Lugar de Joana tinha 'dono' no PS/Coimbra», «Sócrates desmente convite a Joana Amaral Dias».
No JN encontra-se o artigo «A bem da democracia a Joana deve falar» e um outro simplesmente intitulado «Joana».
NO Público, vemos «Paulo Campos desmente convite a Joana Amaral Dias para listas do PS»
É certo que, sendo esta apenas mais uma «inverdade» e pouco representando para os portugueses e para o futuro de Portugal, está a receber demasiada atenção da Comunicação Social, o que poderá significar que já existe grande saturação de ver os mais altos representantes de partidos a perderem o seu tempo com tricas insignificantes deixando assim de dar a devida atenção aos graves problemas que preocupam as pessoas: insegurança de pessoas e bens, Justiça lenta e pouco eficiente (com implicações no aumento da criminalidade violenta), saúde, estrutura fiscal, Educação (que origina ignorâncias em pontos básicos da cultura geral), etc. etc.
Convinha que o bom senso passasse a ter um lugar de mais elevada prioridade na escala de valores dos políticos. E não seria difícil, pois bastava não esquecerem a sua principal função de governar Portugal com vista à melhoria da vida dos portugueses.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
O suposto valor da palavra
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A. João Soares
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sábado, 24 de maio de 2008
Podemos acreditar na palavra dos políticos?
Já vários ministros quer do MNE quer do MDN afirmaram, com voa teatral, boa dicção e tom que queria ser convincente, no som e no gesto, que o território nacional não foi sobrevoado por aviões ao serviço da CIA em viagem para a prisão de Guantânamo.
Afinal, depois de tantas negativas, surgiu agora a notícia aqui, aqui e aqui de, durante o período de um ano e meio entre Julho de 2005 e Dezembro de 2007, ter havido 56 voos, embora continue o encobrimento ao dizerem que não souberam quem era transportado.
Não podemos esquecer que os governantes ao tomarem pose juram cumprir com lealdade as funções que lhes são confiadas. Como estamos em democracia e eles são representantes do povo soberano, admite-se que essa lealdade é para com a população, a Nação, os eleitores. Por isso, terrivelmente dolorosa é a nossa dúvida quanto a saber se, apesar desse juramento, alguma vez um político fala verdade, e no caso de isso alguma vez, eventualmente, acontecer, como sabemos qual é o momento e a afirmação em que podemos fiar-nos..
A esta dúvida, há quem diga que nunca merecem confiança e que não são pessoas a quem se possa comprar um carro em segunda mão. Mas acho essa «insinuações» demasiado fundamentalistas e maldosas! Quero convencer-me de que deve haver excepções!
Publicada por
A. João Soares
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