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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Feriados e festas é do que o povo gosta

Transcrição de artigo seguida de NOTA:

Feriados explicados aos enviados do FMI
06 | 06 | 2011 20.20H. ISABEL STILWELL | EDITORIAL@DESTAK.PT

A primeira tarefa difícil de Passos Coelhos vai ser a de explicar à ‘troika’ que vamos incumprir todos os prazos. Antes de mais, porque é sempre bom que se comece como se pretende continuar, e depois porque os senhores são capazes de estranhar o País parado durante o resto do mês de Junho, e querer saber porquê.

Cabe então a Passos Coelhos, coadjuvado por Paulo Portas, explicar-lhes que embora Portugal tenha aprovado a lei do aborto, a lei do casamento entre homossexuais, protestado contra os crucifixos da escola e faça um finca-pé diário em deixar claro que por cá reina a separação clara entre o Estado e a Igreja, dando a ilusão de ser um país muito para a ‘frentex’, na realidade é um País de uma religiosidade profundíssima, alicerçada na maior das devoções aos seus santos populares, insistindo em celebrar (sem passar pela Igreja, bem entendido) qualquer outra data do calendário sagrado.

Aliás, este périplo pelos santos dá aos nossos novos líderes uma oportunidade única de iniciar os representantes do FMI na teologia, mas também nas tradições e na gastronomia de cada região. Convém que não se esqueçam de lembrar que o Santo António de Pádua, na realidade é o de Lisboa, Fernando de Bulhões nascido no início do século XII e a quem é atribuído o dom da ubiquidade, o que poupa imenso em transportes, sendo além do mais o consumo de sardinhas um incentivo à produção nacional.

Esclarecem-nos, de seguida, que o S. João (Baptista, que o Evangelista é em Dezembro) é o patrono dos empresários do Norte, e que já o S. Pedro revela a solidez de pedra da nossa economia.

É claro que vai ser preciso mais latim para traduzir o significado do Corpo de Deus, mas nada comparado com a sabedoria e o parlapiê que implicará fazer entender porque é que paramos de trabalhar para celebrar o Dia de Portugal Falido. Mas, também, se não forem capazes de os fazer entender coisas tão simples, estão perdidos à partida.

NOTA: Este artigo alia alguma ironia com dados religiosos. Há muito tempo que se fala na conveniência da redução do número de feriados e na celebração dos restantes durante o sábado ou o domingo mais próximo. Neste momento estamos perante umas mini-férias, principalmente em Lisboa e muitos outros concelhos: Na sexta é o Dia de Portugal, depois segue-se o sábado e o domingo e, na segunda, é o dia 13 feriado municipal do Santo António. E o mês não fica por aqui, pois há os dias 24 e 29 que além de serem feriados municipais em muitos concelhos, são tradicionais dias de festa e noitada.

Quando ao Dia de Portugal, espera-se que o PR, para ser coerente com as suas palavras de que se deve produzir mais e melhor e se devem aumentar as exportações, condecore empresários que mais exportaram, que mais empregados têm, que paguem uma média salarial mais alta, que paguem mais impostos, etc. Isso seria um estímulo visível para desenvolver Portugal.


Imagem do Google

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sábado, 19 de junho de 2010

Feriados e pontes

A proposta de mexer nos feriados com argumentos que manipulam “os conceitos de produtividade e competitividade” está a confundir os opinadores. Se por um lado poderá ter vantagens no aumento de assiduidade ao trabalho, por outro contraria os hábitos da população o que pode significar perda de votos e este é um argumento muito forte para uso dos partidos.

Quanto á perda ou ganho de votos, tem-se notado que os partidos costumam decidir em favor dos piores defeitos da população muito avessa ao trabalho, ao rigor, à cultura, ao conhecimento, etc. Por isso, em tom irónico, há pouco mais de 20 meses apresentava uma sugestão que granjearia muitos votos!

Voltei a referir tal solução em 19 de Maio em Feriados mais «produtivos». Que tal, senhores políticos? Como encaram tal solução? Acham que o desenvolvimento se atrasaria muito mais com isso? Ou será que estão convencidos de que, uma vez por outra, devem olhar para os interesses nacionais? Agora parece que começa novamente a falar-se da Pátria!!!

Imagem da Internet.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Feriados. Sugestão à CGTP

É suposto que a CGTP se preocupa com a defesa dos interesses dos trabalhadores. Porém, é estranho que nada tenha feito quanto à comemoração dos feriados a fim de se evitar que se repitam casos como dia de amanhã, 5 de Outubro que, caindo num domingo, seja uma perda significativa para os trabalhadores.

Há que, com a máxima urgência e aproveitando a lição desta perda grave, legislar sobre a comemoração dos feriados quando caiam em dias menos convenientes para os interesses dos trabalhadores.

Assim, sem esquecer a data e o respectivo significado histórico, todos os feriados devem passar a ser comemorados na terça ou na quinta-feira que lhes esteja mais próxima. Perguntarão os mais observadores: e aqueles que caiam na quarta-feira? Respondo: Esses devem ser celebrados na terça-feira anterior, porque mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

A razão da terça e da quinta-feira assenta na possibilidade que daí advém de uma ponte ligando ao fim-de-semana adjacente.

Esta solução seria do agrado da totalidade dos trabalhadores e granjearia muitos votos para o partido do Governo que tomasse tal decisão. A economia pouco se ressentiria porque a produtividade é, por tradição, muito baixa, e será maior quando a mão-de-obra não está contrariada.

Porque se espera? Não se adiam as soluções de que o povo gosta!

Quero advertir que, com esta sugestão, não pretendo uma estátua nem o nome numa rua. Estou apenas a tentar fazer ironia!!!

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