As boas ideias podem vir de qualquer cabeça pensante e, por isso. Apoiar uma ideia não quer dizer que se concorde com a totalidade da personalidade que a expresse. Mas neste caso, ela vem de uma pessoas que se tem mostrado coerente e credível.
O «envelhecimento demográfico» exige que seja dedicada muita atenção aos incentivos reais, eficazes, à natalidade. Como diz o texto que se transcreve:
(...) Porque “o que está em causa é a própria sustentabilidade da Segurança Social”, o fundador da AMI propôs medidas de incentivo à natalidade como o aumento do abono de família e a concessão de descontos nos transportes a famílias com três ou mais filhos. E afirmou-se o único candidato capaz de “criar um clima de confiança”, susceptível de fazer aumentar a natalidade. “Em 1960 tínhamos uma natalidade na ordem dos 3,3 filhos por mulher em idade fértil. Actualmente, andamos à volta de 1,33, ou seja, muito longe dos 2,1 [necessários para garantir a substituição das gerações]. Isso significa que se Portugal tem algum crescimento é à custa da imigração. Como todos os estudos apontam para uma involução da nossa demografia, em 2050 seremos apenas sete milhões e pouco”, descreveu, para concluir que “é fundamental que a natalidade em Portugal seja acautelada mas para isso é preciso incutir esperança, porque ninguém tem filhos num clima de desespero”.
O cirurgião pediatra Gentil Martins concorda que é urgente incentivar a natalidade. E apareceu ao lado do fundador da AMI porque o considera “uma pessoa isenta, honesta e preocupada com os valores humanitários do país”. “Não quero dizer mal dos outros candidatos mas eu preciso, acima de tudo, no meu país, de alguém em quem possa acreditar a 100 por cento”, declarou.(…)
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Rejuvenescer o País
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A. João Soares
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sábado, 5 de junho de 2010
S.O.S. - Crianças
Transcrevo o artigo S.O.S. e peço para divulgarem
Jornal de Notícias 05-05-2010,Por Joana Amorim
"Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a". À primeira vista, este pensamento de Goethe soa a dado adquirido. Mas basta ler os jornais todos os dias para saber que a realidade não é bem assim.
Vejamos o Dia Mundial da Criança, celebrado na passada terça-feira. Se calhar, poucos se aperceberam de que, por entre balões e palhaços, no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), em Lisboa, era inaugurada uma sala para "receber" crianças vítimas de abusos sexuais.
Objectivo? "Atenuar o sofrimento causado às crianças e o trauma de serem ouvidas numa investigação criminal", explicava o DIAP. Crianças essas - vergadas já pela vergonha e pela dor - que são ouvidas, em média, oito vezes durante o processo.
O Estado, que se arroga de progressista e humanista, não pode permitir que, todos os dias, duas crianças sejam vítimas de crime em Portugal. Não pode fazer de conta que, só no último semestre do ano passado, mais de duas mil crianças tenham sido vítimas de negligência. Não pode compactuar com uma Justiça que deixa agressores à solta e as vítimas entregues a uma melhor sorte. À sorte de terem tido outros pais. À sorte de não terem nascido em Portugal. À sorte de terem tido mais meios técnicos e humanos para sinalizar e encaminhar todas as situações.
Os elementos das comissões de protecção de crianças e jovens em risco não são deuses. Não são nem omnipresentes, nem omniscientes, nem omnipotentes. Mas, e também não o sendo, o Estado tem o dever de os dotar de recursos. Porque - e acusem-me de cliché - as crianças são a base da nossa sociedade. São o passado, o presente e o futuro. Recordemos o princípio oitavo da Declaração dos Direitos da Criança (Nações Unidas, 1959): "A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber protecção e socorro".
E quem diz Estado diz todos nós. Porque não deixa de ser chocante saber, como se tem sabido, que há gritos e estalos a irromper pelas casas dos vizinhos adentro e que há amigos a quem são confidenciados abusos de anos que pura e simplesmente nada fazem. Ou porque têm medo, ou porque acham que entre pais e filhos não se mete a colher, ou porque são uns perfeitos idiotas.
Promova-se, já, a denúncia destes casos e responsabilizem-se os cobardes. Pela Catarina (dois anos e meio, Ermesinde), pela Joana (oito anos, Portimão), pela Vanessa (cinco anos, Porto), pelo Daniel (seis anos, Oeiras), pela Maria João (sete anos, Matosinhos). Pelos que foram, pelos que são e pelos que serão.
NOTA: Creio ser dever de cidadania alertar para situações criminosas, de maus tratos, de abusos sexuais e outros, e denunciar à autoridade mais próxima e, por todos os meios, divulgar a inoperância da autoridade, sempre que ela exista. Passa-se o mesmo com a corrupção e outros crimes lesivos de pessoas e do País. Em democracia, o cidadão tem direitos mas também deveres e responsabilidades de colaborar na melhoria do ambiente social. Para que o mundo melhore, é indispensável a colaboração de todos , de cada um.
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A. João Soares
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segunda-feira, 16 de março de 2009
Crianças vítimas de desleixo
São preocupantes os abundantes indícios de degradação dos comportamentos do ser humano, que está a progredir a um ritmo assustador. Perderam-se valores éticos que eram considerados essenciais e passou a dar-se valor desproporcionado ao dinheiro e outros aspectos materiais, numa obsessão centrada nos interesses imediatos da ostentação e do consumismo daí resultante.
As crianças estão a ser duplamente lesadas, sendo vítimas da degenerescência dos pais e outros familiares que era suposto transmitirem-lhes lições práticas da vida e do indispensável civismo. Por um lado elas serão gravemente prejudicadas por irem herdar um mundo sem regras morais traduzidas numa escala de valores insubstituíveis; por outro lado, estão sendo vítimas do desleixo efectivo de quem as devia vigiar e resguardar de perigos desnecessários.
Os pais abandonam os bebés nos «berçários» para que outras pessoas os substituam na vigilância de seres indefesos. Tais pessoas, normalmente, sem características técnicas e afectivas adequadas, colocam a prioridade nas tarefas conducentes a evitar acidentes, desprezando a formação integrada dos seres candidatos a adultos.
Depois, as crianças passam para os infantários, onde pouco mais lhes é proporcionado para uma formação cívica adequada. Mas, ao menos, estão preservadas de acidentes graves.
Porém, aos fins de semana, feriados e férias, os pais que, normalmente, não sabem como lidar com os filhos, for falta de hábito de convívio com eles, procuram ser simpáticos e condescendentes, não os contrariando. E nessa liberdade descuidada, ocorrem os acidentes graves. Hoje, é preocupante a notícia do desaparecimento da Criança de quatro anos desaparecida em praia da Quebrada, Angeiras, Matosinhos, que deve ter sido levada pelo mar. E ainda não começou a época balnear, o que já é um péssimo prenúncio, que levou a Autoridade Marítima a pedir mais cuidado nas praias não vigiadas.
Mas o perigo espreita por todo o lado e o desleixo não permite fazer-lhe frente da forma mais eficaz. Também hoje, é noticiado que um menino de quase dois anos e meio que brincava na rua da aldeia, no concelho de Mangualde, com dois irmãos mais velhos, deixou de ser visto e, uma hora depois, foi encontrado num poço, acabando por morrer.
Mas os casos nefastos não param, como mostra a notícia de um automóvel com dois meninos de quatro e de sete anos que se encontravam sozinhos no interior a brincar, se destravou e deslizou despenhando-se de uma altura de cerca de 18 metros, junto ao miradouro de Sebolido, em Penafiel. As criança, demasiado traumatizadas, ficaram em risco de vida.
E isto a acrescentar ao esquecimento de um bebé, pelo pai, dentro do carro fechado estacionado ao sol, acabando por falecer.
As crianças de agora terão de recriar um mundo habitável, em que as pessoas respeitem a vida humana e se comportem com muito senso e com a valorização de conceitos de bom convívio com dedicação ao que é essencial.
Prevenir é prever os perigos para antecipar medidas adequadas a fim de os evitar. É pena que, nos tempos que correm, valores como o cuidado e a prevenção sejam tão ignorados. Por este caminho, onde iremos parar? Quando será que as escolas iniciarão uma eficaz preparação das crianças para serem adultas responsáveis e gerirem eficazmente a sua vida, melhor do que está a acontecer com a geração dos seus pais?
domingo, 10 de agosto de 2008
É precisa mais segurança nas varandas
A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), critica a inexistência de normas técnicas nacionais e específicas que obriguem os construtores
a salvaguardar as crianças das quedas de janelas e varandas. E baseia-se no facto de a maioria das varandas das casas portuguesas não serem seguras para as crianças, ao ponto de este ano já delas terem caído seis crianças e tendo havido 13 acidentes deste género em 2007. Estão a ser preparadas regras que serão obrigatórias na construção civil.
"Nenhum adulto está sempre a olhar para a criança, ainda mais em casa, onde as pessoas estão distraídas", pelo que, mais importante do que apelar ao reforço da vigilância dos pais, é preciso garantir a segurança das infra-estruturas. Tudo deve ser feito para proteger seres ainda indefesos.
Depois de ler o post «manta de retalhos» , da autoria da Amiga Mariazita, em que é feita uma comparação muito elegante e subtil das condições de há sete décadas com as de hoje, sinto-me tentado a recordar alguns aspectos diferentes na preparação das crianças para a vida, no que à segurança e precaução diz respeito. Ao contrário de hoje, as crianças viviam muito na companhia de familiares e com eles aprendiam a livrar-se de perigos.
Lembro-me de um carreiro de pé posto, que passava a um metro de um poço de rega com vários metros de profundidade. Se uma criança lá caísse não escaparia de morrer afogada, ou de traumatismo e, no entanto, nunca se ouviu que tal acidente tivesse ocorrido. Anos depois foi generalizada a precaução de vedar a aproximação de poços ou a sua cobertura, mas esta, degradando-se com o tempo podia passar a ser uma armadilha, por deixar de ter a robustez esperada. Também a proximidade dos carros de bois e de outras situações com algum risco eram devidamente medidas e nenhuma criança se sentia tentada a passar além das precauções que lhe foram ensinadas.
As crianças, ao mesmo tempo que iam aprendendo a andar de gatas e depois a andar sem amparo, tomavam também conhecimento das realidades ambientais, com o apoio de familiares e vizinhos. Porém, o calendário não pára e outros tempos vieram em que as crianças não podem usufruir do ensino permanente dos crescidos e, mesmo nos infantários, pouco lhes é ensinado de prático e útil para gerirem a sua vida, para enfrentarem dificuldades ou perigos. A evolução social nem sempre evolui pela melhor via. Foi nesse ambiente rural, que há pouco mais de vinte anos, ouvi uma menina citadina já com mais de 10 anos perguntar se as batatas nasciam na adega.
Perante estas alterações da tomada de conhecimento pelas crianças dos perigos que as espreitam e da impossibilidade de lhes serem criados hábitos adequados de prevenção e de preocupação com a segurança, a APSI está no bom caminho ao preparar e propor medidas eficientes para a segurança das varandas em relação aos perigos de queda de crianças.
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domingo, 1 de junho de 2008
Dia mundial da criança
As crianças de hoje serão os cidadãos de amanhã, os governantes que terão em suas mãos os destinos de Países e do mundo.
Neste dia especial, é oportuno fazer renascer em nós a convicção de que todos os adultos devem, mesmo que por poucos instantes, considerar-se crianças para, com naturalidade e inocência, praticarem o amor e esquecerem ódios, invejas e ambições destrutivas. A inocência das crianças é um espelho em que nos devemos rever.
Elas deveriam crescer com ideais puros para tornar o mundo melhor, mas, infelizmente, os exemplos dos crescidos raramente as incitam ao bem, com repúdio de hostilidades a tudo o que é diferente, com amor à Natureza, ao ambiente e aos valores de humanidade.
É nossa responsabilidade, como adultos conscientes, ajudá-las a tornar-se cidadãos responsáveis, respeitadores e defensores dos Direitos Universais do Homem.
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Etiquetas: Amor, crianças, humanidade
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
A fome das crianças
No Dia Mundial da Fome, é oportuno meditar sobre as condições de vida das crianças em muitos locais do globo. Agradeço à Amiga Adelaide esta poesia, cheia de sensibilidde.
O Anjo da Guarda dos meninos
_
Por onde tendes andado que não os guardais,
deixais que comam lixo porque têm fome!
que sejam abandonados por estradas silenciosas,
sozinhos, tristes, a chorar, sem compreender...
O que foi feito do amor dos pais que tanto amavam
porque os deixaram sozinhos no meio da natureza!
É este o mundo em que vivemos??? não...
este mundo é belo cheio de cor, de flores,
do verde dos arvoredos, dos pássaros que cortam os céus,
do branco que escorre lentamente nos oceanos,
do amarelo do sol, das noites de luar...
E os meninos porque sofrem assim???
porque não têm o direito de admirar a natureza
com olhos felizes, porque têm fome e estão sós
e é no lixo que encontram algo sujo e podre...
que à falta do melhor lhes engana a fome???
Por onde andais vós anjos dos meninos
porque também vós os abandonais!!!
Porque sois negligentes e distraídos???
Pobres pequeninos inocentes
que não sabem defender-se nem dos humanos,
bandidos, sem rumo que os atacam sem prumo...
e se esquecem que são meninos!!!
Meu Deus chamai os anjos e perguntai-lhes
porque também eles abandonam o que há de mais belo
nesta natureza que tu criaste para nosso deleite???
Adelaide
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Crianças perspicazes
O Zézinho e a Mariazinha partilham o lanche no recreio:
- Puxa pá... outra vez panadinhos de galinha! Como galinha a toda a hora! Sempre galinha, sempre galinha... Vê lá tu que até já estou a criar penugem!
O Zézinho, curioso, pede à Mariazinha que lhe mostre.
A Mariazinha levanta a saia e...
- Ai... tás! tás! Mariazinha! Sabes uma coisa? A minha mãe também tem a mania da galinha... Eu também já estou a criar uma penugem!
- Tás? Ora mostra lá, para ver se é como a minha...
O Zézinho baixa as calças e...
- Ai Zézinho... Tu tás pior que eu! Já tens pescoço e moelas!
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A. João Soares
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Etiquetas: crianças
