Transcrição seguida de NOTA:
FMI reconhece que aumento do desemprego foi pior que o esperado
Expresso. 17:40 Domingo, 24 de março de 2013. MÁRIO CRUZ/LUSA
O chefe da missão do FMI para Portugal admite que o aumento do desemprego foi "muito pior" que o esperado, e diz que a única forma duradoura de recuperar emprego é acabar o ajustamento o mais rápido possível.
Em entrevista à agência Lusa, Abebe Selassie, explica ainda que uma das grandes motivações da revisão das metas do défice para este ano, para 2014 e para 2015 - que na prática acaba por resultar em mais um ano para reduzir o défice para menos de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) - se deve em grande parte à necessidade de evitar colocar mais pressão sobre o emprego.
"O resultado do desemprego é muito infeliz, é mesmo muito pior que o esperado. É exactamente devido a isto que as metas do défice estão a ser revistas, devido à preocupação de tentar evitar mais pressões sobre o emprego", afirmou numa entrevista por telefone a partir da sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington.
NOTA: Mais uma vez não podemos acreditar nos técnicos seja qual for o carimbo de sábios que usem. E, para mal dos portugueses, os governantes têm acreditado na Troika como se fosse uma instituição celestial accionada por Deuses do Olimpo.
Mas é fácil compreendermos que os «sábios» da troika não conhecessem as estruturas nacionais, nem tivessem sensibilidade para os problemas dos portugueses. Mas não é desculpável que os governantes sofressem de tal ignorância e aceitassem cegamente as sugestões dos da troika. Os nossos «sábios» erraram como o «sábio» Gaspar já admitiu, deviam prever, adivinhar que os cortes brutais a que chamaram austeridade que foi usada abusivamente de forma obsessiva e depois reforçada, iria reduzir o poder de compra, secar a economia, levar empresas a encerrar com o consequente desemprego e a redução de impostos como o IVA, o IRC, etc. etc. Aplica-se aqui a frase de Luís Marques Mendes em que refere « brincadeira de mau gosto e exercício de imaturidade»
Será muita ingenuidade esperar que o Governo consiga corrigir o rumo da governação, mas também não há razões para esperar o milagre de vir um Governo mais eficaz, tal é a já bem demonstrada má qualidade da matéria prima.
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domingo, 24 de março de 2013
Não podemos ter fé nos «sábios»
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A. João Soares
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Etiquetas: competência, eficácia, previsão, sábios, troika
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Cuidado com os «sábios»
Os «sábios», principalmente os que estão limitados ao conteúdo de compêndios didácticos, não podem ser tomados como guias para a vida prática, sem serem avaliados cuidadosamente, passo a passo, pois podem ser nocivos para os países e para o Mundo.
A notícia de ontem Governo espanhol quer limitar défice e dívida na Constituição, mostra que os responsáveis espanhóis alinham com Angela Merkel e Nicolas Sarkozy na proposta de «um “travão constitucional” ao défice e à dívida pública, pretendendo que o limite ao endividamento esteja inscrito nas constituições de todos os países da moeda única até ao fim do Verão de 2012.»
No entanto, há quatro dias, notícia dizia que o Professor Doutor Cavaco Silva considera “teoricamente muito estranho” travão constitucional ao défice, por os poderes políticos não poderem controlar os factores endógenos que originam o défice.
Afinal quem pensava que os líderes da UE são a Alemanha e a França e que possuem técnicos de contas e consultores devidamente capacitados, estava errado, pois Angela Merkel e Nicolas Sarcozy nada sabem ao lado do catedrático Cavaco Silva. Segundo este, o que aqueles dizem «é teoricamente muito estranho». Não diz em que «teorias» se baseia mas devem ser as que conhece, desde os tempos de estudante e da consulta de manuais, e que ensina, mas que acabam por ser aquelas que nos levaram à crise que nos está a massacrar, a coberto da «muito estranha» incompetência dos economistas que confessam o seu fracasso.
Sendo o défice a diferença entre as entradas e saídas de fundos, e sendo estes previstos no orçamento, parece que «é teoricamente muito estranho» que não possa ser controlado, salvaguardando imprevistos excepcionais acima das reservas para casos extraordinários. Cada decisor no âmbito de receitas e despesas deve ser controlado sistematicamente. Por isso, o défice não deve ter «travão», mas simplesmente ser proibido e dar lugar a condenação.
Como é suposto que o Sr PR quer ser compreendido por todos os portugueses, convém explicar com clareza em que baseia a sua estranheza. Como humilde português estou ávido de beber os seus ensinamentos.
Nãp podemos esquecer que os «sábios», normalmente, caem na tentação de dar força aos ricos, mas convém que ouçam o que Warren Buffett disse, ao pedir "Parem de acarinhar os super-ricos". E que se informem das ideias do indiano Anna Hazare. O Mundo é demasiado complexo para ser entregue a especialistas que «conhecem tudo de nada», isto é. prendem-se com minuciosidades esquecendo o universo, que são as pessoas, os habitantes do planeta. É isso de que estão conscientes 16 super-ricos franceses.
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A. João Soares
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