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quarta-feira, 17 de março de 2010

Lisboa oculta

Há quem diga para fins turísticos que a beleza de Lisboa reside nas encostas e na vista que oferece a quem dela se aproxima pelo rio, nomeadamente nos cruzeiros que a visitam, com muita frequência.

Mas se as entidades responsáveis pelo turismo têm essa opinião, as outras ligadas a empresas de construção com boas relações com o Governo não se importam de ocultar a face da cidade, por detrás de uma muralha de contentores.

Repare-se bem na fotografia e leia-se a notícia que se abre fazendo clic no seguinte título «PS quer evitar "coligação negativa" no caso dos contentores». Afinal Jorge Coelho continua a ter muito poder, talvez agora, ainda mais!!!

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Como vai o País?

Neste momento, em que muito se fala no «estado da Nação», nem sempre com a profundidade reflexiva mais adequada, é oportuno olhar para o espelho constituído pela Comunicação Social para tentar ver a imagem mais fiel.

Nesta tentativa, verifica-se que continua em análise a recusa do helicóptero do INEM à população do distrito de Bragança.

Quanto aos biscates de agentes da PJ aliados a detectives privados, apesar de a PJ ter transferido três funcionários, esta instituição diz desconhecer escutas ilegais, o mesmo dizendo o ministro da Justiça. Ou os jornais mentem e devem ser chamados a juízo, ou os responsáveis andam a dormir e nem sequer acordam com as notícias de aspecto verosímil, ou querem enganar o bom povo português.

Também o secretário de Estado da Protecção Civil nega o conteúdo de notícias sobre a área ardida. Como bom colaborador do MAI, procura não mostrar a falta de sustentação das esperanças por este criadas.

Enfim, todos sacodem a água do capote, não assumem as suas responsabilidades, o que poderá significar que ninguém nos governa.

E o mais grave é que, apesar da crise do petróleo que veio de fora, o estado da Nação não surpreende, por já vir a ser incubada de há muito. Guterres abandonou o Governo para não se afogar no «pântano» para o qual lançou o rectângulo. Veio Durão que não conseguiu substituir a «tanga» por melhores roupagens e, logo que conseguiu, largou S. Bento a caminho de Bruxelas, deixando no seu lugar, como «bebé prematuro», Santana que não tendo sido capaz de definir estratégias e objectivos de longo prazo nem tomado medidas coerentes, limitando-se a transferir secretarias de Estado para longe de Lisboa, facilitou a vida a Sampaio que não teve dificuldade em encontrar pretexto para o mandar dar uma volta.

Portanto, a herança deste Governo não foi fácil mas houve a visão iluminada de pensar longe, em reformas estruturais em inovações condizentes com as modernas tecnologias, com vista a reduzir o hiato que separa Portugal da média europeia.

Mas pouco conseguiu, por que não pôde ou não foi capaz de constituir uma boa equipa governativa constituída por gente válida, competente e séria. E não foi capaz de gerir com eficácia a sua frágil equipa criando interacção e sinergias para bem do país, mas, pelo contrário, deixou fluir as más decisões, na Saúde, na Educação, na Justiça, na Defesa. Não se aplicou a frase «um bom rei faz forte a fraca gente».
E, assim, por tudo isto se pode concluir que o estado da Nação é o pior possível.

Seguem-se alguns títulos de notícias de hoje:

Está a faltar a esperança aos cidadãos
José Medeiros descarta falhas no combate a incêndios
Governo não respondeu a 90 requerimentos
INEM abre polémica sobre 'helis' de apoio
Três inspectores transferidos da 'secreta' para outros serviços
Direcção Nacional da PJ nega escutas e vigilâncias ilegais
PJ: Alberto Costa desconhece casos de escutas ilegais
Empresas pessimistas com economia
O estado da Nação

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quinta-feira, 26 de julho de 2007

Contradições e precipitações dos políticos

Não é necessário estar muito atento às notícias para notar as frequentes contradições e precipitações que são sinal de ausência de uma estratégia de governo com objectivos bem definidos e medidas coerentes a convergir para os superiores interesses da Nação que passam pela melhoria das condições de vida, na saúde, no ensino, na segurança, na Justiça, etc.

A contradição que hoje me chamou a atenção foi o prometido apoio a idosos do interior do País, criando condições para se manterem em casa, após melhorias nestas e visitas regulares de assistentes sociais e técnicos auxiliares. Não se vê em que linha coerente se insere esta decisão. Ela vem opor-se à política sistematicamente seguida de desertificação do interior (fecho de escolas, de maternidades, de centros de saúde, de SAP, de urgências, de tribunais, etc.). Os idosos têm pressionado os autarcas e estes, através da comunicação social, têm conseguido que, em alguns caso excepcionais, o ministro da Saúde tivesse recuado. Estas contradições, evidenciam precipitação e impulsividade nas decisões, inutilidade da enorme quantidade de assessores, ignorância da metodologia de preparação de decisões e inconsciência ou desprezo em relação às principais finalidades da governação. Estas maleitas não são exclusivas do actual governo, pois têm vindo a ser constatadas desde há alguns anos.

Outra contradição é a do caso Charrua em que a estrutura do partido do Governo apoiou a D. Margarida Moreira (conhaque é conhaque!) e, agora, a ministra arquivou o processo, depois das pressões da opinião pública largamente hostil à forma como tudo se passou. E, com o processo arquivado, fica-se à espera do puxão de orelhas à senhora que se precipitou em face de uma denúncia por SMS.

Também numa altura em que se condena de forma bem notória o trabalho infantil, se vê o Governo a utilizar um contrato com uma empresa que utiliza de forma sistemática esse tipo de exploração, para uma representação de apoio à propaganda governamental. Pode aceitar-se que o contrato das crianças foi feito por uma empresa privada, mas o Governo acabou por dar aval a essa empresa e ao seu sistema de recrutamento de menores e, o que é mais grave, é depois considerar tudo isso normal. Admira que o Governo, que tudo controla, confesse a sua ignorância desta irregularidade de uma empresa com que celebra um contrato.

Outra contradição. Já no tempo em que o actual PR era PM, o Governo começou a deixar de cumprir a compensação devida aos militares pelos sacrifícios e restrições aos sus direitos, liberdades e garantias, inseridos na denominada «condição militar». No entanto, a machadada crítica foi dada pelo actual Governo, ao comparar os militares a qualquer funcionário público (com excepção para Juizes e outros) no tocante a prestações de assistência na doença e a outros aspectos, e continuando a exigir deles a sua parte do contrato da «condição militar», com a impossibilidade de terem sindicato e impedimento de manifestarem publicamente o seu mal-estar. Como será resolvida esta contradição? São funcionários normais, semelhantes aos outros quanto aos direitos, liberdades e garantias constitucionais ou serão escravizados com condições de trabalho e de cidadania especialmente gravosas, singularmente restritivas?
Se são funcionários normais porque não lhes são aplicadas condições semelhantes? Se, como é lógico, é preciso manter essas restrições, então porque lhes foram retiradas as compensações adequadas? Porque é que o Estado deixou de cumprir a sua parte no «contrato» a que é dado o nome de «condição militar»? Neste âmbito, merece ser lido e devidamente meditado o artigo do general Loureiro dos Santo publicado no Público de 23 do corrente.

Há também os casos contraditórios do apoio total (quase incentivo ou convite) ao aborto voluntário, totalmente pago pelo Estado e sem fila de espera, passando as mulheres que não têm capacidade para ser mães e mostram ignorância e desleixo na prevenção da gravidez que não desejavam, à frente das pessoas normais que têm de esperar meses para intervenções cirúrgicas graves e urgentes, e isto em contradição com as medidas agora tomadas para aumentar a natalidade com subsídios substanciais às grávidas e às jovens mães. Afinal, o que pretendem os governantes: abortos ou nascimentos?

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