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quarta-feira, 5 de junho de 2013

EXPULSE PENSAMENTOS NEFASTOS


Transcrição de post do Blog Sempre Jovens, publicado por Celle:

Li uma crônica em que o autor dizia que o mundo seria melhor se aprendêssemos a ser mais pacientes e menos críticos, mas mais educados e controlados!

Mais ou menos assim:

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento, directo na nossa frente.

O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou, por um triz, de bater em outro carro...

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente, mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruínou o seu carro, a nós e quase nos mandou para o hospital?!?!'

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele me explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.

Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente.

Nunca tome isso como pessoal.

Isto não é problema seu! É dele !!!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

Fique tranquilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia.

A vida é muito curta, não leve lixo com você!

Limpe-se dos sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!!!

Arnaldo Jabor

NOTA: Que bela lição. Devemos evitar ser «camião de lixo» e não devemos deixar que os outros nos esmaguem.
Compreender, ajudar, reagir pela positiva, mas não acumular desgostos e maus sentimentos que nos corroam a alma.
Os problemas não se resolvem com lamentações mas, sim, procurando as melhores soluções possíveis. Mesmo nas piores situações, se são incontornáveis ou tiveram bom resultado, devemos sorrir por termos escapado com vida à eminência de acidente.
Infelizmente há muitos camiões de lixo, como se verifica, por exemplo, pelo facto de a maior parte das utilizações do claxon dos carros ser destinada a insultar os outros utentes da estrada e não para alertar e evitar perigos.


Imagem de arquivo

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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lixo mental

Pelo Economista Professor João César das Neves, no jornal gratuito DESTAK 21/05/2009

Vivemos num tempo que, tendo muito cuidado com o que mete no estômago e pulmões, não dá atenção ao que mete no cérebro. A cada passo ouvimos recomendações sobre saúde, alimentação e ambiente, multiplicam-se os produtos dietéticos, actividades saudáveis, locais sem fumo.

Ao mesmo tempo todos passam horas a absorver o pior lixo mental na televisão, computador, livros e revistas. Filmes boçais, sites infames, programas idiotas, revistas escabrosas, videojogos obscenos, séries imbecis constituem a dieta intelectual dos cidadãos, tão conscientes da sua saúde física. Na ficção como nas notícias, a violência extrema, pornografia descarada, egoísmo, gula, desonestidade são produtos comuns.

Assim é inevitável a descida ao abismo espiritual a que se assiste. Sabemos bem que se não tivermos cuidado com a nutrição e não atendermos aos equilíbrios ambientais cairemos na obesidade e a poluição será avassaladora. Não admira portanto que, recusando-nos a formular orientações para o espírito, se acabe na decadência ética e estética. Isso em nome da liberdade, que rejeitamos na saúde e ambiente.

A razão da situação é clara. Os nossos avós, sem cuidado com comida, fumo e ecologia, eram moralistas intolerantes. Nós, censurando-os asperamente, corrigimo-los cuidando do corpo e libertando o espírito. Isso foi-nos fácil porque, afinal, os erros sanitários e a ditadura moral em que nos educaram não eram tão graves que nos impedissem de reagir. Os nossos netos saudáveis terão muito mais dificuldade em recuperar da porcaria intelectual em que nós os educámos.

João César das Neves - naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

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