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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Novas oportunidades. Oposição quer explicações

Transcrição de artigo seguido de NOTA:

Oposição vai pedir explicações ao governo sobre Novas Oportunidades
Ionline. Por Sónia Cerdeira, 20-08-2010

A oposição vai pedir explicações ao governo sobre a existência de alunos certificados do programa Novas Oportunidades com trabalhos copiados na integra da internet, tal como o i noticiou ontem.

"Facilitismo", "branqueamento de estatísticas" e "pressão política" são farpas disparadas pela oposição. "Infelizmente isto vem confirmar de forma mais grave muitos alertas que o PSD fez. O programa é um expediente estatístico para números sem cuidar da formação das pessoas", diz ao i o deputado social-democrata Pedro Duarte. "Esta política de facilitismo e de trabalhar para as estatísticas do governo leva a estas situações inadmissíveis", afirma por seu lado o deputado do CDS-PP José Manuel Rodrigues.

O problema do plágio via internet é transversal a todo o sistema de ensino, lembra o deputado do PCP Miguel Tiago: "O plágio de trabalhos escolares tem vindo a aumentar de forma brutal e as Novas Oportunidades estão mais permeáveis a isso. Há uma tentativa de branqueamento das estatísticas porque o governo opta pela via mais fácil: em vez de garantir a formação e a educação, distribui certificação."

O deputado do Bloco de Esquerda José Moura Soeiro, alerta para a "pressão política do governo para que haja muita certificação, o que pode interferir com os critérios científicos e pedagógicos da avaliação".

O i noticiou ontem que a Agência Nacional de Qualificação (ANQ), entidade criada sob a tutela do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho, detectou candidatos certificados com trabalhos retirados integralmente da internet e com base nos quais é feita a validação e a certificação de competências nas Novas Oportunidades.

PSD, CDS-PP e PCP admitem questionar a ministra da Educação, Isabel Alçada, e o secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, já no arranque da sessão legislativa, em Setembro. "O PSD apresentou, na legislatura passada, uma iniciativa para criar uma entidade externa que cuidasse da avaliação e da fiscalização. Disseram-nos que estava a ser feito pelo governo. Mas agora o PSD não vai deixar de interpelar novamente o executivo assim que abrir a sessão legislativa." Também o CDS-PP admite "voltar à carga" na questão da fiscalização e interrogar a ministra, garantiu José Manuel Rodrigues. "Questionaremos Isabel Alçada e Valter Lemos como já temos vindo a fazer insistentemente devido a esta chapelada estatística monumental que não é mais que um mecanismo de ilusão de massas", afirma Miguel Tiago.

Os partidos ensaiam soluções: pedem mais fiscalização e uma melhor avaliação do programa. "Tem de se reforçar a fiscalização para que não voltem a acontecer este tipo de coisas. A avaliação do programa tem de ser feita no seu todo - às aulas, processos de aprendizagem, conhecimentos adquiridos - e não apenas a posteriori", afirma o deputado centrista. "Há um efeito perverso duplo: as pessoas são iludidas com um diploma que não tem relevância social. Mesmo nos casos em que há formação séria, foram todos contaminados com esta imagem geral de facilitismo e total ausência de fiscalização", diz o deputado do PSD.

Miguel Tiago aproveita para denunciar a "proliferação de entidades certificadoras para as quais não está garantida a avaliação do ensino": "Andamos a enganar a Europa dizendo que já não temos problemas de formação". Também José Soeiro lembra a "situação precária dos técnicos das Novas Oportunidades a recibos verdes": "A maior parte dos técnicos não tem dignidade laboral e é-lhes exercida uma pressão muito grande para certificar. O governo tem tido uma grande obsessão pela certificação. Os técnicos deviam ter mais tempo com cada formando e ser reconhecidos profissionalmente."

A oposição reconhece a tentativa de elevar a formação dos portugueses através do Novas Oportunidades, mas denuncia a subversão do programa. Nas palavras de José Soeiro e de Miguel Tiago, já não são só pessoas fora da idade escolar a obter os diplomas, mas também jovens que são para ali canalizados de modo a obter certificação de ensino profissional.

NOTA: Este assunto já foi aqui abordado nos seguintes posts:

- «Novas Oportunidades» será isto???
- Ensino a brincar ou a sério?
- Novas oportunidades

Imagem da Net.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Ensino segundo os números maravilhosos

Transcreve-se o artigo de Paulo Ferreira, sublinhando a frase final. Nada é dito sobre se os fantásticos resultados são devidos à suspensão da célebre TLEBS ou à guerra com os professores, que chegou algumas vezes ao patamar do «insulto» ou se foram alcançados apesar disso. No fim indicam-se alguns títulos sobre o mesmo tema.

Os caminhos da Educação
JN. 090825. 00h30m. Por Paulo Ferreira

O retrato ontem apresentado pelo Governo sobre os chumbos (taxas de retenção, como agora se diz) verificados no Ensino Básico e Secundário no último ano lectivo é uma maravilha. Como são também uma maravilha os dados relativos às matrículas no nono ano de escolaridade e o número de alunos que concluíram com proveito este grau. Peço desculpa pelo que se segue, mas não há outra forma de ilustrar o sucesso sem recorrer aos números. Aí vão eles.

Taxa de chumbos no Secundário no último ano lectivo: 18%, menos 4% do que em 2007/2008 (em 2000/2001, a taxa de retenção era de 40,2%).

Taxa de chumbos no Básico: 7,7% por cento, menos 0,6% do que no ano lectivo anterior. A taxa de chumbos no Ensino Básico situava-se em 14% no ano lectivo de 2001/2002 (baixou para metade, portanto).

Número de alunos que concluíram o nono ano de escolaridade, no ensino público e privado, evoluiu 50%, entre 2005 e 2009 (de 81 743 para 121 222).

Número de alunos matriculados no nono ano no ensino público e privado cresceu 36%, entre 2005 e 2009.

Número de alunos matriculados no 10.º ano de escolaridade no ensino público e privado aumentou de 114 895 no último ano lectivo, face aos 113 031 de 2007/2008.

Quem esconder uma pontinha de orgulho depois de ler isto não é, verdadeiramente, um patriota. Portugal progride a olhos vistos, pelo menos no fundamental e decisivo capítulo da Educação. As confederações de pais e professores vêem com bons olhos esta realidade. Uns acham que é mérito do esforço acrescido dos alunos, outros julgam que os docentes são a chave deste sucesso. A Oposição, maldosa como sempre, não acredita: trata-se de pura manipulação estatística, diz. A ministra e o primeiro-ministro rejeitam as acusações de facilitismo.

E nós, que devemos nós pensar? Eu, francamente, fico contente com a evolução da coisa. Sim, aceito que os números possam ter sido um bocadinho retocados; aceito que os professores reclamem para si a vitória; e até acredito que os nossos alunos (tantas vezes apelidados de calaceiros) se tenham esforçado um bocadinho mais nos últimos anos.

Aceitando tudo isso de espírito aberto, sobra apenas uma pequena questão. Por que carga de água se alcançaram só agora números tão entusiasmantes nestes níveis de ensino? Todos os anteriores ministros - e são já bastantes... - foram inábeis, incompetentes e incapazes de perceber qual o caminho a seguir para reduzir os chumbos e estancar a hemorragia do abandono escolar? Juro que as perguntas só têm um mísera dose de ironia. Porque, de facto, a coisa é intrigante.

Artigos relacionados:

- Governo salienta redução para metade do abandono e insucesso escolar
- FNE deseja que descida de reprovações seja ...
- Fenprof diz que diminuição do insucesso não ...
- Fenprof : números "não correspondem" a melhorias
- Ministra recusa que resultados sobre insucesso escolar se devam a facilitismo
- "Estão a insultar os professores e a escola pública"
- Ilusão Estatística
- Educação: PCP diz que números são «acção de propaganda»

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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Violência, «inverdades» de governantes

Transcreve-se texto recebido por e-mail com artigos de jornais que focam o crescendo da violência, o que desmente governantes que abusam da manipulação das estatísticas, e/ou põe em causa o sistema de informação que deturpa os números em que esta se baseia.

Desta vez a culpa não é dos criminosos
Público, 19.08.2008, Helena Matos

A criminalidade violenta estava a diminuir. Para tal basta complicar os procedimentos para apresentação das queixas.

Sequestro do BES. Confrontos na Quinta da Fonte e na Quinta do Mocho. Tiroteio na Abrançalha. Sem darmos por isso, o crime tomou conta das notícias. E isto numa sociedade que há anos se dedica a negar que o crime existe. Agora chega com snipers, GOE, "gangs rivais". Contudo, há anos que tudo isto estava a anunciar-se diante dos nossos olhos.

Veja-se o caso da Abrançalha, onde as forças policiais foram atacadas. De repente, parecia inacreditável que tal acontecesse. Na verdade, isso era absolutamente previsível, pelo menos para quem tivesse seguido o que acontecera naquela localidade há precisamente um ano.

Em Agosto de 2007, o mesmo grupo que agora roubou uma arma aos agentes tentou assaltar um jovem. Este resistiu ao assalto. O resultado traduziu-se na fuga da família do jovem que resistiu ao assalto, pois o grupo a que agora se chama "talibans" ameaçava-os de morte.

Duas semanas depois, o Diário de Notícias referia que a família continuava em fuga. O pai perdera o emprego por faltas. Protecção policial também não tinham, pois o casal, que teve menos de uma hora para desaparecer da Abrançalha, não tratara do expediente burocrático para a solicitar e mesmo assim não era certo que o juiz a considerasse necessária.

Um mês mais tarde, segundo o mesmo jornal, estavam "a tentar refazer a vida no estrangeiro". Os avós, que tinham ficado na aldeia, tinham sido entretanto devidamente sovados pelo dito gang, que continuou a receber tranquilamente o Rendimento de Inserção e a aterrorizar quem lhe apetecia.

Em 2007, não causou particular escândalo que uma família tivesse de fugir do país porque receava pela sua segurança. Aliás, nesse mesmo Verão as estatísticas garantiam aos portugueses que a criminalidade violenta estava a diminuir. E, estatisticamente, estava. E estará sempre que se quiser. Para tal basta complicar os procedimentos para apresentação das queixas.

A invisibilidade deste tipo de criminalidade é um dos traços do nosso tempo. E está longe de se restringir a Portugal. Experimente-se, por exemplo, procurar na Net ou nos sites dos jornais franceses, sejam eles de esquerda ou de direita, os nomes de Gilbert Dubret e Philippe Sarcey. O resultado é próximo de zero.

Gilbert Dubret e Philippe Sarcey eram funcionários do gigante francês da electricidade, EDF. Foram assassinados, respectivamente, em 1983 e 1993, quando estavam a fazer o seu trabalho. Em 2005, um relatório sobre as agressões aos trabalhadores dos sectores do gás e da energia foi-lhes dedicado. O que se lê nesse relatório é uma espécie de crónica anunciada dos tumultos que, meses depois, puseram a França em pé de guerra: durante décadas as autoridades e os gestores subestimaram as agressões de que os trabalhadores eram e são vítimas. E, contudo, eles eram pontapeados, queimados, assaltados, humilhados... Na comunicação social, este tipo de violência não consegue sequer passar da secção de fait-divers da imprensa regional. Nos poucos casos em que as agressões eram referidas surgiam como acidentes de trabalho.

Os funcionários dos transportes públicos e dos serviços municipalizados, os bombeiros e vigilantes das escolas, ou seja, aqueles que, como Gilbert Dubret e Philippe Sarcey, procuram assegurar o funcionamento de serviços essenciais, foram as primeiras vítimas duma criminalidade que não se quis ver.

Os exemplos podem continuar e os números variam de país para país. Portugal não é certamente o caso mais grave. O que temos de agradecer, seja em Portugal, seja em muitos outros países, é o carácter ordeiro da população, criminosos incluídos. Pois é preciso ter um código de valores forte para que, recebendo tantos sinais de que o crime compensa ou pelo menos não prejudica os criminosos, não desatemos todos a roubar, agredir e ameaçar quem nos apetecer.

O legislador, essa figura aparentada com o Espírito Santo, pois nunca o vimos, nunca lhe podemos pedir contas e é suposto que lhe reconheçamos a superioridade do discernimento, resolveu diluir as tristezas das utopias que não realizou impondo a sua própria Cidade do Sol aos seus concidadãos. E sobretudo aos seus concidadãos mais pobres e mais desfavorecidos. Porque os outros, aqueles que têm meios e/ou cargos públicos, publicamente reiteram as teses do legislador. Mas na vida privada refugiam-se em condomínios fechados os nas zonas abastadas, tiram os filhos das escolas públicas, deslocam-se em carro de serviço ou viatura própria. Entretanto, os pobres e aqueles que lutam todos os dias para não se tornarem pobres, ou seja, aqueles que andam nos transportes públicos, que vivem nas periferias, que trabalham nas escolas e nos hospitais, que calcorreiam os municípios para levar cartas e instalar telefones, aqueles nas diversas polícias contam os dias para que chegue a almejada promoção ou relatório médico que os retire dos piquetes que os levam àqueles locais onde o legislador nunca irá, estas pessoas todos os dias se confrontam com o grotesco resultado do legislador ter entendido que não vale a pena punir aquilo a que ele mesmo chama pequena criminalidade. Ou, por maravilha da retórica, incidente.

Mas existem outras vítimas para além dos menos favorecidos. São elas os autores dos crimes: "Quando fiz 16 anos, deviam ter-me dado uma pena efectiva para que eu abrisse os olhos, porque cada crime que cometia começava a ser mais ousado. Já andava a meter-me em armas, em negócios de droga, e só me davam trabalho comunitário." Luís Graça, que fez, na prisão de Pinheiro da Cruz, estas declarações ao semanário Sol, recorda como se foi cada vez tornando mais violento: "Entrei num estado degradante e matei uma pessoa sem razão nenhuma". Em que medida é que a banalidade com que foram tratadas as suas primeiras faltas o levaram a tornar-se um assassino?

Mas essa banalização do crime tem outros efeitos perversos: incapazes de perceber o critério das penas, os portugueses desinteressaram-se em absoluto sobre o que acontece nas cadeias. Que os presos se violem uns aos outros, que apanhem doenças graves na cadeia ou que o rotundo fracasso do programa de troca de seringas revele o autismo das autoridades prisionais e a estrutura de intimação entre presos é algo que não lhes interessa. O que lhes interessa é que os presos continuem presos. Uma vez cá fora, e dada a grande impunidade com que os criminosos actuam, também não parecerá mal, aos portugueses, que um sniper vá tendo ordem para disparar.

"Menos um" - é o que se lê nos blogues e imprensa on-line que arriscam ter caixas de comentários. Na verdade, não precisávamos de ter chegado aqui. E, neste caso, a culpa não é dos suspeitos do costume. Mas sim daqueles que decidem quem são os suspeitos.
Jornalista

Seguem-se transcrições do jornal Correio da Manhã

6 de Dezembro de 2007: "O coordenador da Polícia Judiciária do Porto que, no início do mês passado, emitiu um mandado de detenção contra três indivíduos com longo cadastro por diversos crimes [nomeadamente são acusados de sovarem e atarem a um poste um indivíduo a quem vestiram um colete reflector e pegaram fogo] está a braços com um processo-crime por prisão ilegal e pode vir a ser acusado de sequestro."

15 de Fevereiro de 2008: "Por volta das 4h00 de segunda-feira o café-bar de Hugo Serralha foi assaltado pela segunda vez." Este café tem um sistema de videovigilância que foi desligado após o primeiro assalto. Porquê? Porque Hugo Serralha entregou à GNR a cassete com as imagens captadas durante o primeiro assalto. Em consequência disso foi autuado em 3700 euros por ter um sistema de videovigilância ilegal, pois Hugo Serralha desconhecia que tinha de legalizá-lo na Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD). À cautela, Hugo Serralha desligou as câmaras, paga a multa em prestações mensais e habitua-se a ser assaltado. O valor do roubo é mais ou menos idêntico ao da multa que paga estabelecida pela CNPD.

16 de Fevereiro 2008: "O jovem de 19 anos que terça-feira violou uma professora de 53 anos foi libertado depois de ter assumido à PJ do Porto a autoria do crime. Esteve detido todo o dia seguinte à violação, mas nem sequer foi ouvido pelo juiz do Tribunal de Santo Tirso - que mandou libertar o arguido alegando "prisão ilegal". Motivo: não terá sido colocado ao jovem a possibilidade de se entregar voluntariamente às autoridades (...) Aos inspectores da PJ foi instaurado um processo-crime, devendo o caso ser agora investigado pelo Ministério Público."

NOTA: Hoje, 20 de Agosto, houve um assalto a uma carrinha de transporte de valores por indivíduos embuçados, usando armas com pontaria por raios laser e que abriram as portas blindadas com explosivo C4 impossível de ser adquirido no mercado.

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ministro mal informado?

Precisamos de estar precavidos contra os efeitos perversos das palavras dos políticos. Quando lhes faltam argumentos arremessam-nos a palavra «estatísticas», sem saberem bem do que se trata, e como se fosse uma arma atómica definitivamente decisiva.

Quando a Comunicação Social falou muito dos homicídios na noite do Porto e traduziu o mal-estar do povo que sentia o aumento da insegurança, o MAI, ao ser interrogado, disse que as estatísticas, demonstram que a criminalidade diminuiu. Repetiu esta afirmação, por vezes em tom irado, quase apopléctico.

No entanto, agora aparecem as estatísticas a dizer que:
- O número de crimes registados pelas autoridades aumentou 10,2% entre 2002 e 2006, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas.
- Por tipo, os crimes que mais dispararam foram os concretizados contra o património, que quase duplicaram (89,9%),
- seguidos dos previstos em legislação penal avulsa (44,6%),
- contra a vida em sociedade (21,9%) e
- contra as pessoas (16,2%).

Neste período aumentaram
- os crimes contra as pessoas (de 22,9 para 24,1%),
- contra a vida em sociedade (de 9,4 para 10,4%),
- previstos em legislação avulsa (8,1 para 10,6%), enquanto
- contra o património houve uma descida (58,8 para 53,4%)

Sobre a condução sob efeito de álcool com taxa igual ou superior a 1,2 gramas, houve um agravamento de 1,7%.

O número de condenados aumentou 25% entre 2000 e 2005, enquanto o número de detidos preventivos baixou, de 30% da população prisional em 2000, para 23% em 2006.

Este panorama confrontado com as palavras de S. Ex.ª o ministro parecem, confirmar que os políticos quando falam pretendem lançar fumaça e poeira aos olhos dos cidadãos para evitar que possam observar as realidades que lhes afectam a vida. E quando elevam a voz e ficam arroxeados é sinal de que não dispõem de argumentos capazes de convencer nem os mais crentes.

NOTA: os números foram obtidos em artigo do jornal gratuito «GLOBAL» de 13.02.2008

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quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Estatísticas do ministro versus insegurança

Apesar do MAI ter dito que, segundo as estatísticas, há menos criminalidade e menos insegurança, as notícias que aparecem com títulos garrafais dão-nos uma noção contrária. Já deixei de ler as «pequenas» notícias das páginas policiais mas, apesar disso, não posso ficar indiferente ao grau elevado de violência que as grandes noticias nos dão assim como os desabafos que se ouvem às pessoas nos transportes públicos e nas conversas das filas de espera.

Hoje trazem ênfase fora do comum duas notícias. Uma diz que três homens encapuzados e empunhando machados assaltaram ontem de manhã uma ourivesaria na zona turística do Funchal. Ameaçaram a empregada e, "em menos de um minuto, destruíram os mostruários à machadada e levaram várias dezenas de relógios e jóias", sendo o roubo avaliado em "mais de 500 mil euros", além dos estragos.

A outra notícia refere que em poucos dias, Alcochete foi varrida por uma onda de assaltos a residências que fora do normal para a região. No espaço de cinco dias (desde sexta-feira) foram praticados cinco assaltos. Foi considerado qye, "dado o modus operandi, tudo aponta para um grupo que teve a preocupação de fazer o reconhecimento prévio dos locais, para saber se estava alguém em casa". Portanto não se trata de roubos ocasionais.

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